Economia

Acordo Mercosul–União Europeia deve ser oficializado em 20 de dezembro, afirma Lula

Expectativa de conclusão após mais de 20 anos de negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (23) que pretende formalizar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia no próximo dia 20 de dezembro. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas em Johannesburgo, na África do Sul, onde Lula participa da programação da Cúpula do G20.

O tratado, discutido há mais de duas décadas, é considerado o mais abrangente já articulado entre os dois blocos econômicos e envolve temas como comércio internacional, cooperação econômica e sustentabilidade.

Assinatura deve ocorrer na Cúpula dos Líderes do Mercosul

Lula informou que a assinatura está prevista para a Cúpula dos Líderes do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), período em que o Brasil ainda ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano. Segundo o presidente, a agenda internacional de 2025 deve ser encerrada justamente com esse anúncio oficial.

“Eu regresso para o Brasil, onde eu pretendo não viajar mais esse ano, a não ser para Brasília ou para Foz do Iguaçu, para assinar o acordo Mercosul-União Europeia, que eu penso que vai ser assinado dia 20 de dezembro”, declarou o presidente.

Marco estratégico para integração internacional

A expectativa positiva de Lula reforça o interesse do governo em concluir um acordo visto como estratégico para ampliar competitividade, exportações e parcerias econômicas entre América do Sul e Europa. Caso seja formalizado, o tratado representará um avanço significativo no processo de integração entre os blocos e poderá redefinir rotas comerciais nos próximos anos.

Com informações de Dimitrius Dantas.
Texto: Redação

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Internacional

Argentina facilita importação de carros dos EUA com novo acordo comercial

A Argentina, sob o governo de Javier Milei, e os Estados Unidos, liderados por Donald Trump, anunciaram um acordo comercial que promete transformar o fluxo de carros importados dos EUA para o mercado argentino. O entendimento integra o “Marco de Acordo de Comércio Recíproco e Investimento”, criado para ampliar o acesso de produtos americanos ao país sul-americano.

Segundo comunicado conjunto da Casa Branca e do governo argentino, a Argentina concederá acesso preferencial a diversos itens dos EUA — incluindo veículos, maquinários e produtos agrícolas. Além disso, automóveis fabricados nos Estados Unidos que cumpram as normas federais de segurança e emissões passarão a ser aceitos sem necessidade de novos testes locais.

Homologação mais rápida e menos burocracia

A medida deve agilizar a homologação de veículos norte-americanos e reduzir custos operacionais. O INTI já havia sinalizado que reconheceria os testes feitos nos EUA, e o acordo agora oficializa essa prática. Com isso, modelos produzidos no mercado americano poderão chegar às concessionárias argentinas em menos tempo.

Outra pauta em debate é a criação de uma cota anual com tarifas reduzidas. Hoje, carros vindos dos EUA pagam 35% de imposto de importação, o que reduz sua competitividade diante de veículos do Brasil, México e Uruguai — todos com acordos de livre comércio. O novo regime poderá permitir a entrada de uma parcela de veículos americanos com redução ou isenção parcial de tarifas, contornando limites do Mercosul.

Acesso unilateral e impacto para montadoras

Apesar do nome, o acordo não estabelece benefícios recíprocos: carros fabricados na Argentina não receberão as mesmas facilidades para entrar nos EUA. Por ora, a vantagem é unilateral e direcionada unicamente aos produtos norte-americanos.

Montadoras como Ford, Ram e Jeep devem ser as principais beneficiadas, uma vez que já trazem ao país modelos como F-150, Mustang, Wrangler e Grand Cherokee. Marcas premium como BMW e Mercedes-Benz também importam linhas diretamente dos EUA. Analistas avaliam ainda que o pacto pode abrir espaço para a chegada oficial da Tesla ao mercado argentino — algo desejado pelo próprio Milei.

Próximos passos

O acordo ainda precisa passar por trâmites formais e regulamentação nos dois governos antes de vigorar. Segundo o comunicado, Argentina e Estados Unidos trabalharão “com celeridade” para finalizar o texto definitivo. Quando implementado, o pacto deve ampliar a presença de carros americanos nas concessionárias argentinas e fortalecer o país como destino estratégico no setor automotivo da região.

FONTE: Motor 1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Motor 1

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Internacional

Acordo Argentina–EUA acende alerta sobre futuro do Mercosul, aponta FIESC

O novo acordo comercial entre Argentina e Estados Unidos levantou preocupações entre representantes da indústria brasileira. Para a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o gesto do governo argentino sinaliza um enfraquecimento do compromisso do país com o Mercosul, especialmente por ter sido anunciado de forma unilateral. A entidade acompanha os próximos passos e teme reflexos diretos nas tratativas entre o bloco e a União Europeia, negociadas há cerca de duas décadas.

O presidente da federação, Mario Cezar de Aguiar Seleme, avalia que o movimento argentino pode indicar uma saída iminente do bloco. Segundo ele, ainda não está claro como Brasil, Paraguai e Uruguai vão responder ao episódio ou se haverá impacto no andamento do acordo Mercosul–UE.

Preferência aos produtos norte-americanos
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, chama atenção para detalhes publicados pelos dois governos. Os documentos oficiais mostram que a Argentina promete dar preferência a itens produzidos nos EUA em setores estratégicos. Isso poderia afetar diretamente as exportações brasileiras nesses nichos.

Entre os produtos citados pela Casa Branca estão medicamentos, produtos químicos, máquinas, tecnologia da informação, dispositivos médicos, veículos — com destaque para camionetes — e produtos agrícolas.

Bustamante alerta que, em áreas onde o Brasil compete com a Argentina pelo mercado americano, a indústria brasileira tende a perder terreno. Isso porque os produtos argentinos poderão chegar aos EUA com tarifas menores, reduzindo a competitividade das empresas brasileiras.

Redução de barreiras e novos padrões
O acordo firmado também prevê eliminar ou reduzir barreiras não tarifárias, como licenças de importação. Outro ponto relevante é a autorização para que empresas dos Estados Unidos usem seus próprios padrões técnicos — ou normas internacionais — na exportação de produtos, sem exigências extras de conformidade ao mercado argentino.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Visit Buenos Aires

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Comércio Exterior

EUA reduzem tarifas sobre produtos agrícolas brasileiros e aliviam impacto do “tarifaço”

Os Estados Unidos anunciaram a redução de tarifas aplicadas a diversos produtos brasileiros, incluindo carne bovina, café, açaí, frutas tropicais e castanha-do-pará. A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, retira esses itens da cobrança de 50% que estava em vigor desde abril.

Redução tarifária após negociações diplomáticas

A decisão ocorre após uma rodada intensa de tratativas entre Brasília e Washington. O tema ganhou força depois do encontro entre Lula e Trump, em 26 de outubro. Desde então, as discussões passaram a ser conduzidas diretamente pelo chanceler Mauro Vieira e pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante reuniões paralelas ao encontro do G7 no Canadá.

Segundo o Itamaraty, o Brasil enviou aos EUA, no dia 4 de novembro, uma nova proposta para avançar no acordo comercial. A iniciativa segue a orientação dos presidentes, que trataram do assunto durante reunião recente na Malásia.

Casa Branca revisa escopo de produtos taxados

Em comunicado, Trump justificou a decisão afirmando que considerou recomendações técnicas, o andamento das negociações com parceiros comerciais, a demanda interna norte-americana e a capacidade de produção. Com isso, determinou que determinados produtos agrícolas deixem de integrar a lista de itens sujeitos ao tarifaço previsto na Ordem Executiva 14257.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que está avaliando a nova ordem assinada por Trump.

Antecedentes do tarifaço

O encontro entre Trump e Lula ocorreu durante a 47ª Cúpula da Asean, na Malásia, e durou cerca de 50 minutos. Na conversa, Lula defendeu que não havia motivo para tensões comerciais com os EUA e pediu a suspensão imediata das sobretaxas impostas às exportações brasileiras.

O tarifaço de 50% havia sido anunciado em julho e afetava todos os produtos exportados pelo Brasil. A medida foi acompanhada ainda de restrições a autoridades brasileiras, como a revogação de vistos. Lula afirmou recentemente que voltaria a ligar para Trump caso não houvesse avanços até o fim da COP30, em Belém.

Produtos que terão redução das tarifas

  • Carnes
  • Café
  • Chá e ervas
  • Frutas
  • Vegetais
  • Tubérculos
  • Açaí
  • Castanhas e sementes
  • Especiarias e condimentos
  • Cereais

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Internacional

Estados Unidos e Argentina anunciaram o acordo comercial e de investimento: os detalhes

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, anunciaram a criação de um Marco para um Acordo sobre Comércio e Investimento Recíprocos, com o objetivo de fortalecer a relação econômica bilateral, estimular a abertura de mercados e promover a cooperação em áreas estratégicas.

O acordo busca estabelecer condições claras, estáveis e baseadas em regras para o comércio e os investimentos entre os dois países, apoiando-se nas reformas que a Argentina já colocou em prática para modernizar sua economia. A iniciativa inclui benefícios tarifários, abertura de mercados agrícolas e industriais, padrões regulatórios comuns, proteção da propriedade intelectual e cooperação em áreas como trabalho, meio ambiente e comércio digital.

Entre os principais pontos, destaca-se que a Argentina oferecerá acesso preferencial a produtos dos EUA, como medicamentos, máquinas, tecnologias da informação e produtos agrícolas. Por sua vez, os Estados Unidos eliminarão tarifas para certos recursos naturais argentinos e para medicamentos não patenteados, e levarão em conta o impacto do acordo ao aplicar medidas comerciais relacionadas à segurança nacional.

No setor agrícola, ambos os países se comprometeram a melhorar as condições de acesso aos mercados de carne bovina e de aves, além de facilitar o comércio de produtos como miudezas, carne suína e laticínios. Também foi acordado não restringir o uso de determinados termos relacionados a carne e produtos lácteos.

Eliminação de barreiras

O documento destaca que a Argentina eliminará barreiras não tarifárias, como licenças de importação e formalidades consulares, e se comprometeu a desmantelar gradualmente o imposto estatístico sobre produtos dos EUA. Além disso, passará a se alinhar a padrões internacionais em vários setores e reconhecerá certificações de órgãos norte-americanos como a FDA.

Em relação à propriedade intelectual, a Argentina avançará no combate à falsificação e à pirataria e trabalhará para alinhar sua legislação a padrões internacionais, atendendo observações feitas no Relatório Especial 301 do governo dos EUA.

O acordo também inclui compromissos para proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado, combater o desmatamento ilegal, promover o uso eficiente de recursos e aplicar normas internacionais sobre subsídios à pesca.

Os dois países concordaram em cooperar em segurança econômica para enfrentar práticas comerciais distorcivas de terceiros países, alinhar políticas de controle de exportações, investimentos e evasão tarifária, e fortalecer o comércio de minerais críticos. Além disso, a Argentina revisará o papel de suas empresas estatais e os subsídios industriais.

No que diz respeito ao comércio digital, será criado um marco legal que facilite a transferência transfronteiriça de dados pessoais com os EUA, evitando discriminações contra serviços digitais norte-americanos e reconhecendo a validade de assinaturas eletrônicas emitidas sob a legislação dos EUA.

Estados Unidos e Argentina trabalharão para concluir o texto final do acordo e cumprir os procedimentos internos necessários para sua entrada em vigor. Também se comprometeram a supervisionar sua implementação por meio do marco do Acordo TIFA e do Fórum de Inovação e Criatividade para o Desenvolvimento Econômico.

FONTE: Comercio y Justicia
IMAGEM: Reprodução/Comercio y Justicia

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Comércio Exterior

Agricultores franceses criticam Macron por apoio ao acordo entre União Europeia e Mercosul

Declaração do presidente na COP30, em Belém, é vista como ameaça à soberania agrícola da França e gera forte reação do setor rural.

Macron sinaliza apoio ao Mercosul e irrita agricultores franceses

A fala de Emmanuel Macron durante a COP30, realizada em Belém (PA), provocou forte repercussão na França. Ao afirmar estar “bastante positivo” em relação ao acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, o presidente francês foi acusado por representantes do agronegócio de trair os interesses do campo e comprometer o modelo produtivo nacional.

Durante o encontro de chefes de Estado que antecedeu a conferência climática, Macron destacou que permanece “vigilante” e atento aos interesses franceses, mas a aproximação com o Mercosul foi vista como um gesto político de abertura que desagradou profundamente o setor agrícola.

Setor rural fala em “ruptura total” com o governo

Arnaud Rousseau, presidente da FNSEA, principal sindicato agrícola da França, reagiu de forma contundente. Segundo ele, a postura do presidente representa “uma ruptura total com a agricultura francesa”.

“Não deixaremos que nosso modelo, nossos empregos e nossa soberania sejam liquidados”, afirmou Rousseau, convocando os eurodeputados franceses a se oporem à ratificação do tratado. O líder sindical prometeu ainda uma mobilização nacional contra o acordo, que, em sua visão, sacrificaria a produção agrícola francesa em nome de uma globalização sem regras.

Governo tenta conter danos políticos

A ministra da Agricultura, Annie Genevard, tentou minimizar o impacto das declarações de Macron. Segundo ela, “os limites deste acordo na França são conhecidos desde o início” e, apesar de alguns avanços nas negociações, “a conta ainda não fecha”.

A posição francesa sobre o acordo UE-Mercosul tem oscilado ao longo dos últimos anos. Em fevereiro de 2025, durante o Salão da Agricultura de Paris, Macron havia classificado o tratado como “um texto ruim”. Desde então, a Comissão Europeia anunciou cláusulas de salvaguarda para proteger setores sensíveis, especialmente o agroalimentar, o que teria influenciado a mudança de tom do presidente.

O que está em jogo no acordo UE-Mercosul

Negociado há mais de duas décadas, o acordo entre União Europeia e Mercosul busca reduzir tarifas comerciais e ampliar o acesso mútuo aos mercados. Para a UE, o tratado abriria espaço para exportações de automóveis, máquinas e bebidas alcoólicas. Já os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai — poderiam expandir suas vendas de carne bovina, açúcar, arroz e mel no continente europeu.

A França tem sido uma das maiores opositoras do texto desde 2019, alegando riscos ambientais e concorrência desleal. A pressão de sindicatos agrícolas, ambientalistas e parlamentares tem travado a aprovação do acordo, que depende da ratificação pelos parlamentos nacionais dos países europeus.

A volta do tema ao centro do debate geopolítico

Com a fala de Macron em Belém, o acordo UE-Mercosul volta ao centro das discussões econômicas e diplomáticas. O episódio reacendeu tensões internas na França e reforçou o sentimento de resistência entre os agricultores, que veem na abertura comercial uma ameaça direta à sobrevivência do modelo produtivo francês.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS – Stephane Mahe / RFI

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Agronegócio

Acordo entre Estados Unidos e China pode causar impacto maior no agronegócio brasileiro do que o tarifaço

O novo acordo comercial entre Estados Unidos e China, anunciado nesta quinta-feira (30), pode representar um desafio para o agronegócio brasileiro. O entendimento prevê a retomada das compras de soja americana pelo país asiático — uma decisão que tende a reduzir a demanda pela commodity produzida no Brasil. Especialistas avaliam que o efeito pode ser mais negativo ao agro nacional do que o recente tarifaço imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros.

China volta a comprar soja dos EUA

Durante declaração a jornalistas, o presidente Donald Trump afirmou que a China se comprometeu a adquirir “quantidades enormes de soja e outros produtos agrícolas” dos Estados Unidos. Segundo ele, as compras devem começar imediatamente. O anúncio foi feito a bordo do Air Force One, após encontro com o presidente Xi Jinping em Busan, na Coreia do Sul.

“Estamos de acordo em muitos pontos. Grandes quantidades, quantidades enormes de soja e outros produtos agrícolas serão compradas imediatamente, a partir de agora”, declarou Trump.

O acordo marca uma mudança significativa nas relações comerciais entre as duas potências, que vinham travando uma guerra tarifária desde o início do ano.

Brasil pode perder espaço no mercado chinês

Com o agravamento da disputa comercial entre EUA e China nos últimos meses, os chineses haviam suspenso totalmente a compra de soja americana, o que beneficiou diretamente o Brasil, principal fornecedor do grão ao mercado global. A abertura do mercado chinês aos produtos norte-americanos pode, portanto, reduzir o volume de exportações brasileiras e pressionar os preços internos.

Analistas do setor destacam que a China é o maior comprador de soja do mundo, e qualquer mudança em sua política de importação tem impacto direto sobre o agronegócio brasileiro, especialmente nos estados produtores como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

A retomada das importações de soja dos EUA, aliada ao aumento da oferta global, pode provocar queda nas cotações internacionais e afetar a rentabilidade dos produtores brasileiros.

Efeitos no comércio agrícola internacional

O acordo também tem potencial para reconfigurar o comércio mundial de commodities agrícolas, alterando o equilíbrio de forças entre os grandes exportadores. O Brasil, que se consolidou como principal fornecedor de soja à China durante o período de tensões comerciais, pode ver sua participação no mercado asiático diminuir caso os chineses ampliem as compras dos EUA.

Enquanto isso, os agricultores brasileiros acompanham com cautela as negociações e aguardam detalhes sobre os volumes e prazos de compra previstos no acordo. A expectativa é de que o impacto seja sentido nas próximas safras, caso os embarques norte-americanos se intensifiquem.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gazeta do Povo

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Internacional

Peru e Indonésia assinam acordo comercial para fortalecer laços econômicos

O Ministério de Comércio Exterior e Turismo (Mincetur) informou que o Peru e a Indonésia assinaram um Acordo Abrangente de Parceria Econômica (CEPA), marcando assim um marco nas relações comerciais entre ambos os países e ampliando as oportunidades para os produtos peruanos nesse mercado asiático.

Com a presença da presidenta da República, Dina Boluarte, e do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, a ministra de Comércio Exterior e Turismo, Desilú León, e o ministro de Comércio da Indonésia, Budi Santoso, assinaram o CEPA em uma cerimônia realizada na cidade de Jacarta, Indonésia, como parte da Visita de Estado da delegação peruana.

“O CEPA representa uma nova era para o comércio, na qual ambos os países buscam fortalecer seus laços econômicos. Com esse novo mercado para os exportadores peruanos, estimamos um impacto positivo em setores como o agrícola, manufatura, químicos, entre outros”, destacou Desilú León.

“Desde o Mincetur, continuaremos abrindo mercados com preferências tarifárias, que permitam ampliar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos em nível nacional”, acrescentou.

O acordo comercial com a Indonésia abre oportunidades para que as exportações peruanas cheguem a um mercado de mais de 270 milhões de consumidores em condições preferenciais.

O tratado abrange nove capítulos, como: Tratamento Nacional e Acesso ao Mercado de Bens; Regras de Origem e Procedimentos de Origem; Defesa Comercial; Barreiras Técnicas ao Comércio; Medidas Sanitárias e Fitossanitárias; Procedimentos Aduaneiros e Facilitação do Comércio; Cooperação; Solução de Controvérsias; Transparência e Assuntos Institucionais e Legais.

Entre os principais benefícios desse acordo, uma vez que entre em vigor, está o fato de que 56% dos produtos que o Peru exporta para a Indonésia terão acesso imediato com tarifa zero, incluindo as principais mercadorias como cacau, mirtilos (blueberries), abacates, café, mangas, zinco, entre outros. Outros produtos terão um período de eliminação gradual de tarifas de 5, 7 e 10 anos, após os quais 86% dos produtos peruanos entrarão na Indonésia livres de tarifas.

“Com isso, os produtos peruanos melhorarão suas condições de entrada no mercado indonésio com preços mais competitivos”, acrescentou a ministra Desilú León.

O acordo foi resultado de quatro rodadas de negociação realizadas durante 2024, no contexto da reunião de Líderes da APEC Peru, onde os presidentes do Peru e da Indonésia anunciaram a conclusão da negociação dos capítulos do CEPA, restando apenas a negociação dos anexos. Durante 2025, foram realizadas mais três rodadas adicionais para sua finalização.

Antes da assinatura do acordo comercial, a ministra Desilú León participou do Fórum de Negócios Peru–Indonésia, liderado pela presidenta Dina Boluarte, e que contou com a participação da vice-ministra de Comércio da Indonésia, Dyah Roro Esti Widya Putri; do ministro das Relações Exteriores, Elmer Schialer; do ministro da Economia e Finanças, Raúl Pérez-Reyes; do ministro do Desenvolvimento Agrário e Irrigação, Angel Manero; do presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Indonésia (KADIN), Anindya Bakrie; além de líderes empresariais e representantes do setor privado indonésio.

Em 2024, o comércio com a Indonésia alcançou 646 milhões de dólares, um aumento de 25% em relação a 2023. Nesse mesmo ano, as exportações peruanas para a Indonésia somaram 191 milhões de dólares, um aumento de 210% em relação a 2023. Isso se deve ao aumento das exportações agrícolas, em particular do cacau e seus derivados (74% do total exportado), bem como taya, quinoa, chia, castanhas, uvas, entre outros.

Fonte: Portal Portuário

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Internacional, Mercado Internacional

Líderes europeus se queixam de acordo fechado com os EUA

Segundo o Conselho Europeu, no ano passado, os países negociaram US$ 2 trilhões.

O acordo comercial com os EUA anunciado no domingo, 27, gerou críticas de líderes de países-membros da União Europeia (UE) nesta segunda, 28. Carros, vinhos e itens de luxo são alguns dos setores-chave da economia europeia afetados pelas tarifas de 15%.

Segundo o Conselho Europeu, no ano passado, os países negociaram US$ 2 trilhões. Pelo pacto anunciado anteontem, as tarifas para produtos exportados do bloco para os Estados Unidos vão ficar em 15%.

O governo da França foi o mais estridente e disse ser contra o acordo. Para os líderes franceses, o bloco europeu deveria retaliar as taxas do presidente americano, Donald Trump, alertando que a Europa saiu da mesa de negociações politicamente enfraquecida.

“É um dia sombrio quando uma aliança de povos livres, reunidos para afirmar seus valores e defender seus interesses, resolve se submeter (aos EUA)”, escreveu o primeiro-ministro François Bayrou em redes sociais.

As constantes ameaças de Trump encontravam a maior rejeição no presidente francês, Emmanuel Macron, que defendia que a única saída para o bloco era impor tarifas aos EUA como forma de demonstrar força.

Benjamin Haddad, ministro francês responsável por assuntos europeus, sugeriu que o acordo comercial de Trump constituía uma “tática predatória”. “O livre-comércio que trouxe prosperidade compartilhada a ambos os lados do Atlântico desde o fim da 2.ª Guerra está agora sendo rejeitado pelos Estados Unidos, que optaram pela coerção econômica e pelo completo desrespeito às regras da OMC”, escreveu em rede sociais.

Mercosul

Em entrevista coletiva ontem, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que valoriza os esforços feitos pela Comissão Europeia e apoia o acordo tarifário, mas “sem nenhum entusiasmo”. Ele defendeu que os europeus “precisam agir em conjunto” e devem diversificar suas relações comerciais e citou o Mercosul.

“Na semana passada, estive em dois países que fazem parte do Mercosul. Eu acredito que esse é o caminho, temos de diversificar nossas relações comerciais, fazer isso com regiões e blocos.”

Já a associação da indústria alemã VDMA, que representa mais de 3,6 mil empresas, instou a UE e os EUA a lidarem com o acordo firmado ontem “não como um ‘novo normal’”. “A UE deve agora fortalecer consistentemente sua competitividade, expandir o mercado interno, aumentar sua independência em defesa e matérias-primas, se afirmar como um espaço econômico aberto e concluir acordos comerciais com novos parceiros”, escreveu o presidente da associação, Bertram Kawlath, em comunicado divulgado ontem.

Para a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o acordo foi “positivo”, pois avalia que “uma escalada comercial teria consequências imprevisíveis e potencialmente devastadoras”. Falando a jornalistas em um evento na Etiópia, a líder italiana disse que “ainda há uma luta a ser travada”, pois é preciso garantir que setores mais sensíveis sejam preservados. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Fonte: Estadão de São Paulo

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Notícias, Tributação

Para fortalecer acordo comercial, Trump suspende restrições à exportação de tecnologia para a China, diz jornal

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra o país asiático.

Os Estados Unidos suspenderam restrições à exportação de produtos de tecnologia para a China visando o fortalecimento de um acordo comercial entre os países, segundo o jornal Financial Times (FT).

Em reportagem publicada nesta segunda (28), o veículo informou que a medida também visa apoiar os esforços do presidente Donald Trump para garantir um encontro com o presidente Xi Jinping ainda este ano.

De acordo com o FT, o Departamento de Comércio, responsável pela supervisão dos controles de exportação, foi instruído nos últimos meses a evitar medidas rígidas contra a China.

Neste mandato, segundo o FT, Trump estava restringiu as exportações de tecnologia para a China. O governo chegou a informar a gigante da tecnologia Nvidia que bloquearia a exportação do chip H20, projetado para o mercado chinês, após o governo Biden ter restringido chips mais avançados.

Trump voltou atrás após conversas com o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Neste mês, a empresa anunciou que retomaria as vendas de suas unidades de H20 para a China.

A retomada planejada faz parte das negociações dos EUA sobre terras raras e ímãs, segundo declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O jornal afirmou ainda que 20 especialistas em segurança e ex-funcionários, incluindo o ex-vice-conselheiro de segurança nacional dos EUA Matt Pottinger, planejam manifestar preocupação com a decisão nesta segunda-feira (28).

Segundo reportagem publicada neste domingo (27), fontes ouvidas pelo jornal afirmam que essa é a expectativa para a terceira rodada de negociações entre os dois países, que irá ocorrer em Estocolmo, na Suécia, nesta segunda-feira (28).

Uma fonte disse que as duas nações se comprometerão a não impor tarifas adicionais uma à outra, nem intensificar a guerra comercial por outros meios.

“Essa medida representa um erro estratégico que coloca em risco a vantagem econômica e militar dos Estados Unidos na área de inteligência artificial”, escreveram eles na carta, segundo o Financial Times.

Trégua por mais 90 dias

Os Estados Unidos e a China estenderão sua trégua tarifária por mais 90 dias, de acordo com o jornal chinês “South China Morning Post”.

Três pessoas familiarizadas com a posição de Pequim, dizem que a delegação chinesa também pressionará a equipe comercial de Trump sobre tarifas relacionadas ao fentanil, já que o presidente Donald Trump, impôs uma taxa adicional de 20% sobre as importações chinesas, em março, alegando que Pequim não havia feito o suficiente para interromper o fluxo da droga para os EUA.

De acordo com uma delas, o governo chinês pode aceitar uma tarifa básica de 10% sobre todas as importações se as taxas adicionais fossem suspensas.

Ao chegar para reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na Escócia, Donald Trump disse a repórteres que os dois países estão perto de fechar um acordo:

“Estamos muito perto de um acordo com a China. Realmente fizemos um acordo com a China, mas vamos ver como isso vai acontecer”.

O acordo entre os dois países

No dia 12 de maio, os Estados Unidos e a China concordaram em reduzir temporariamente as chamadas “tarifas recíprocas” entre os dois países durante 90 dias.

China e EUA anunciam acordo para pausar tarifaço

Cerca de duas semanas depois, no entanto, o presidente dos Estados Unidos acusou a China de violar o acordo em uma publicação em sua rede Truth Social:

“A má notícia é que a China, talvez sem surpresa para alguns, VIOLOU TOTALMENTE SEU ACORDO CONOSCO”, postou.

Desde que anunciou um ‘tarifaço’ com o objetivo de reduzir o déficit comercial dos EUA, o republicano vem enfrentando muitas críticas, mesmo de aliados. A forte queda de braço com o governo chinês antes das negociações só piorou a situação.

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula dos líderes do G20 em Osaka, Japão, 29 de junho de 2019. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de arquivo

Algumas horas depois do post do presidente americano, a China se pronunciou através de um comunicado divulgado por sua embaixada em Washington. Pediu que os Estados Unidos acabem com as “restrições discriminatórias” contra Pequim e que os dois lados “mantenham conjuntamente o consenso alcançado nas negociações de alto nível em Genebra”.

“Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis”, disse o porta-voz da embaixada, Liu Pengyu.

Relembre a guerra tarifária entre China e EUA

A guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo se intensificou após o anúncio das tarifas prometidas por Trump, no início de abril.

A China foi um dos países tarifados — e com uma das maiores taxas, de 34%. Essa taxa se somou aos 20% que já eram cobrados em tarifas sobre os produtos chineses anteriormente.

Como resposta ao tarifaço, o governo chinês impôs, em 4 de abril, tarifas extras de 34% sobre todas as importações americanas.

Os EUA decidiram retaliar, e Trump deu um prazo para a China: ou o país asiático retirava as tarifas até as 12h de 8 de abril, ou seria taxado em mais 50 pontos percentuais, levando o total das tarifas a 104%.

A China não recuou e ainda afirmou que estava preparada para “revidar até o fim”.

Cumprindo a promessa, Trump confirmou a elevação das tarifas sobre os produtos chineses.

A resposta chinesa veio na manhã de 9 de abril: o governo elevou as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, acompanhando o mesmo percentual de alta dos EUA.

No mesmo dia, Trump anunciou que daria uma “pausa” no tarifaço contra os mais de 180 países, mas a China seria uma exceção.

O presidente dos EUA subiu a taxação de produtos chineses para 125%.

Em 10 de abril, a Casa Branca explicou que as taxas de 125% foram somadas a outra tarifa de 20% já aplicada anteriormente sobre a China, resultando numa alíquota total de 145%.

Como resposta, em 11 de abril, os chineses elevaram as tarifas sobre os produtos americanos para 125%.

Fonte: G1

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