Exportação

Tarifaço dos EUA impacta 73,8% das exportações brasileiras, alerta CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos afeta 73,8% das exportações do Brasil, atingindo setores estratégicos como aço, alumínio, celulose e calçados. A entidade articula ações diplomáticas e técnicas para restabelecer a competitividade do país no comércio exterior.

Impacto direto sobre a indústria nacional

Segundo levantamento da CNI, o chamado “tarifaço” atinge 6.033 produtos brasileiros atualmente sujeitos a tarifas adicionais. Apesar da recente ampliação da lista de exceções, com 39 novos produtos isentos — entre eles minerais críticos, metais preciosos e químicos industriais — o impacto sobre a indústria ainda é expressivo.

Alban reforça que a estratégia da CNI é manter o diálogo e evitar medidas de retaliação, preservando o ambiente de confiança entre os países. “Nosso objetivo é restabelecer previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras, corrigindo distorções que afetam a indústria e o emprego”, explicou.

Missão a Washington e novas oportunidades

Durante missão liderada pela CNI em Washington, Alban destacou avanços no diálogo com interlocutores estratégicos e a abertura de oportunidades de cooperação em áreas como data centers, combustível sustentável de aviação (SAF) e minerais críticos. “Esses segmentos têm potencial real de gerar negócios de interesse mútuo e contribuir para a redução das tarifas”, pontuou.

O dirigente avalia que a retomada do diálogo direto entre os presidentes Lula e Donald Trump pode marcar uma nova fase nas relações bilaterais, baseada em cooperação, pragmatismo e resultados concretos.

Perspectivas e desafios internos

Além das questões comerciais, Alban destacou a necessidade de o Brasil enfrentar entraves internos que prejudicam a competitividade industrial, como a alta carga tributária e o custo da energia elétrica.
Ele criticou propostas de aumento de impostos, como a elevação do IOF, e elogiou a decisão do Congresso Nacional de barrar a Medida Provisória 1.303/2025, que, segundo ele, elevaria preços e prejudicaria o setor produtivo.

“O setor não pode ser penalizado com novas taxações. É urgente avançar na Reforma Tributária, criando um sistema simplificado e previsível, como o IVA, que trará mais racionalidade fiscal”, afirmou.

Energia e competitividade

A CNI também propõe mudanças estruturais para conter os custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve ultrapassar R$ 49 bilhões em 2025 e pode chegar a R$ 60 bilhões em 2026.
Para Alban, o Brasil precisa “trazer disciplina de gastos à CDE” e limitar despesas para reduzir o preço da energia, considerada uma das mais caras do mundo.

“Temos uma matriz energética limpa e barata, mas pagamos uma das tarifas mais altas. É hora de corrigir essa distorção estrutural”, concluiu.

FONTE: Tribuna da Bahia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

EUA estendem tarifas de 50% para mais de 400 produtos de aço e alumínio

O governo americano, liderado pelo presidente Donald Trump, estendeu o alcance de suas tarifas de 50% sobre o aço e o alumínio com a inclusão de mais de 400 categorias de produtos adicionais que incluem extintores, máquinas agrícolas, materiais de construção, vagões de trem e turbinas eólicas.

A nova medida amplia consideravelmente o impacto das taxas, que entraram em vigor em junho, e afeta um total de 407 artigos com conteúdo de aço e alumínio importado. A barreira vem para “fortalecer a indústria americana”, afirmou o Departamento de Comércio em comunicado nesta quarta (20).

Essa inclusão “abrange turbinas eólicas e suas peças e componentes, guindastes móveis, escavadeiras e outros equipamentos pesados, vagões de trem, móveis, compressores e bombas, e centenas de outros produtos”, disse a entidade.

Com a aplicação dessa extensão, a Administração Trump “amplia o alcance das tarifas sobre o aço e o alumínio e bloqueia vias para a evasão, apoiando a contínua revitalização das indústrias americanas”, indicou o subsecretário de Comércio para a Indústria e Segurança, Jeffrey Kessler.

Para o professor de gestão de cadeias de suprimentos na Universidade Estadual de Michigan, Jason Miller, os mais afetados com essa medida seriam a Alemanha e o Japão. Ele também alerta para possíveis consequências.

“Ainda me pergunto como as fábricas americanas se beneficiam ao encarecer o equipamento necessário para equipá-las”, questionou Miller em publicação nas redes sociais.

O professor indicou que, de acordo com seus cálculos, a ampliação das tarifas para o aço e o alumínio “agora afeta pelo menos US$ 320 bilhões em importações, com base no valor aduaneiro geral das importações em 2024”.

“Isso adicionará mais pressões inflacionárias de custos aos preços já em aumento que os produtores nacionais cobram nos EUA”, opinou.

Fonte: Gazeta do Povo

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Comércio Exterior, Industria

Canadá anuncia novas medidas tarifárias sobre aço importado para proteger indústria nacional

O primeiro-ministro Mark Carney disse nesta quarta-feira que o Canadá introduzirá uma cota tarifária para os países com os quais tem acordos de livre comércio, excluindo os Estados Unidos, para proteger a indústria siderúrgica nacional.

O Canadá também implementará tarifas adicionais de 25% sobre as importações de aço de todos os países não norte-americanos que contenham aço derretido e derramado da China antes do final de julho.

Carney está respondendo às reclamações da indústria doméstica, que afirmou que outros países estão desviando aço para o Canadá e tornando a indústria doméstica não competitiva devido às tarifas dos EUA.

A indústria siderúrgica canadense pediu ao governo que introduzisse medidas antidumping mais rígidas para proteger a indústria nacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, aumentou as tarifas de importação sobre aço e alumínio de 25% para 50% no início deste mês. O Canadá é o maior vendedor de aço para os Estados Unidos.

Carney também disse que as empresas siderúrgicas nacionais seriam priorizadas nas compras governamentais e introduziu um fundo de 1 bilhão de dólares canadenses para ajudar as empresas siderúrgicas a avançar em projetos em setores como o de defesa.

“Essas medidas garantirão que os produtores de aço canadenses sejam mais competitivos, protegendo-os contra o desvio de comércio resultante de um ambiente global em rápida mudança para o aço”, disse Carney na quarta-feira.

Fonte: Reuters

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Internacional, Mercado Internacional

Tarifas de Trump: EUA incluem eletrodomésticos em lista de derivados de aço importados com sobretaxa

Os Estados Unidos ampliaram o escopo das tarifas sobre o aço importado para incluir uma série de eletrodomésticos, segundo documento divulgado nesta quinta-feira, 12, pelo Departamento de Comércio americano.

A ordem inclui novas categorias de derivados de aço que serão alvos da sobretaxa a partir de 23 de junho. A decisão adiciona os seguintes produtos à lista de itens tarifados:

  1. Combinado de geladeira/refrigerador
  2. Secadoras grandes e pequenas
  3. Máquinas de lavar
  4. Máquinas de lavar louça
  5. Refrigeradores horizontais e verticais
  6. Fogões e fornos
  7. Máquinas de descartes de resíduos alimentares
  8. Painel de cerca de arame soldado

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou as tarifas a importações de aços poucas semanas após ter tomado posse, no começo deste ano. Inicialmente, os produtos estariam sujeitos a uma sobretaxa de 25%, mas o republicano dobrou a alíquota no início deste mês.

Fonte: MSN

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Internacional, Mercado Internacional

EUA e México se aproximam de acordo para reduzir tarifas de 50% sobre o aço

Acordo permitiria que compradores dos EUA importassem aço mexicano sem tarifas, desde que mantivessem os embarques totais abaixo de um nível

Os EUA e o México estão próximos de um acordo que removeria as tarifas de 50% sobre importações de aço impostas pelo presidente Donald Trump, até um certo volume, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Trata-se de uma reformulação de um acordo semelhante entre os parceiros comerciais durante o primeiro mandato de Trump. Trump não tem participado diretamente das negociações e precisaria aprovar qualquer acordo.

As conversas estão sendo lideradas pelo Secretário de Comércio Howard Lutnick, segundo as fontes, que pediram anonimato devido à privacidade das discussões. As pessoas disseram que o acordo ainda não foi finalizado.

Nos termos atuais, o acordo permitiria que compradores dos EUA importassem aço mexicano sem tarifas, desde que mantivessem os embarques totais abaixo de um nível baseado nos volumes históricos de comércio, segundo as fontes. O novo limite seria maior do que o permitido no acordo semelhante durante o primeiro mandato de Trump, que nunca foi um número fixo, mas projetado para “prevenir aumentos repentinos”.

A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O gabinete da presidente mexicana Claudia Sheinbaum também não respondeu ao pedido.

As ações de aço dos EUA caíram no final do pregão após o relatório da Bloomberg. Cleveland-Cliffs Inc. caiu mais de 7%, e Nucor Corp. caiu mais de 4%. O peso mexicano reduziu as perdas.

Em um evento na terça-feira, o ministro da Economia do México, Marcelo Ebrard, disse que informou autoridades dos EUA em reuniões na semana passada que as tarifas sobre aço não são justificadas no caso do México, porque os EUA enviam mais aço para o México do que o contrário. Na sexta-feira passada, ele postou uma foto mostrando um aperto de mãos com Lutnick sorridente em Washington.

“Estamos aguardando a resposta deles, porque na sexta-feira demos os detalhes do argumento do México e estamos certos”, disse Ebrard a repórteres na terça-feira. “Então vamos esperar a resposta deles, que provavelmente será ainda esta semana.”

Na semana passada, Trump anunciou que dobraria as tarifas sobre o aço para 50%, após dizer que aprovaria a compra da United States Steel Corp. pela japonesa Nippon Steel Corp., uma medida que, segundo ele, protegeria a indústria doméstica e a segurança nacional. Enquanto os produtores domésticos de aço recebem bem a medida, os usuários finais têm pedido ao governo que alivie as tarifas.

As negociações ocorrem enquanto Sheinbaum busca um acordo com Trump sobre imigração e tráfico de drogas na fronteira compartilhada, que o líder dos EUA exige que o México interrompa. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, acusou Sheinbaum na terça-feira de “incentivar” mais protestos contra deportações em Los Angeles, onde os EUA enviaram tropas. Sheinbaum chamou a alegação de Noem de “absolutamente falsa”.

As conversas também acontecem antes da cúpula do Grupo dos Sete no Canadá, onde os dois presidentes provavelmente se encontrarão.

As importações de aço dos EUA vindas do México totalizaram cerca de 3,2 milhões de toneladas métricas no ano passado, representando 12% do total de embarques do material, segundo dados do Departamento de Comércio. Um acordo anterior entre os EUA e México em 2019, durante o primeiro mandato de Trump, concordou em prevenir volumes de importação que excedessem níveis médios do período de 2015 a 2017.

Fonte: Info Money

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Exportação, Industria

Brasil pode multiplicar 22 vezes exportações à UE com aço e alumínio mais ‘verdes’, diz BCG

Investindo na descarbonização da indústria de minérios, o Brasil pode atrair entre 10 e 15 bilhões de euros em investimentos e multiplicar as exportações para a União Europeia em 20 a 22 vezes, afirma estudo da consultoria BCG (Boston Consulting Group) apresentado em Paris nesta segunda-feira (2).

Analisando reservas naturais brasileiras e uma disponibilidade de energia renovável que tende a crescer, a pesquisa sustenta que o país tem uma boa oportunidade de aumentar mercado atendendo anseios de grandes indústrias europeias no setor automotivo, por exemplo, que já fixaram metas de adquirir matéria-prima menos intensiva em emissões de gases estufa.

Fonte: Um Só Planeta 

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Importação

Brasil abre investigação de dumping em importação de aço de Alemanha e Japão

A Secretaria de Comércio Exterior abriu investigação para averiguar a existência de dumping nas importações de folhas metálicas de aço carbono vindas da Alemanha, do Japão e dos Países Baixos. A informação foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no Diário Oficial desta segunda-feira.

O dumping é uma prática considerada predatória, que consiste em vender produtos em outros países por um preço inferior ao praticado no próprio mercado, podendo até mesmo ser comercializado abaixo do custo de produção. A prática tende a prejudicar a competitividade da indústria local.

O documento informou que o objetivo é analisar provas colhidas entre julho de 2023 e junho de 2024, com o chamado “período de análise de dano” de cinco anos, entre julho de 2019 e junho de 2024.

Aumento de tarifas americanas e impacto nas exportações brasileiras

Ao mesmo tempo, o Brasil deve enfrentar mais uma barreira para entrar no mercado americano: o aumento de preços do metal. Isso porque, na última sexta-feira, o presidente Donald Trump anunciou que aumentará as tarifas sobre importação de aço nos EUA de 25% para 50%, afirmando que a medida ajudará a proteger os trabalhadores da indústria siderúrgica americana.

O aumento, que deve entrar em vigor ainda esta semana, foi informado durante evento na siderúrgica U. S. Steel, onde Trump promoveu um acordo entre a icônica empresa americana e a japonesa Nippon Steel.

O anúncio acontece no momento em que representantes da metalurgia brasileira tentam avaliar o impacto da sobretaxa de 25% que entrou em vigor em março. Executivos dos setores de aço e alumínio admitem que o clima é de incerteza e apreensão, buscando, via governo brasileiro, flexibilização da medida junto ao governo americano.

Os Estados Unidos são o principal destino internacional do aço brasileiro e o segundo do alumínio. Em 2024, o Brasil exportou 4,08 milhões de toneladas de aço para os EUA, o que representou 42,6% do volume exportado pelo país, gerando US$ 2,99 bilhões, 39,2% da receita das exportações siderúrgicas. O Brasil foi o segundo maior exportador para os EUA, atrás apenas do Canadá.

Fonte: Exame 

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Internacional, Tributação

Trump assina ordem para dobrar tarifas sobre aço e alumínio; Brasil será afetado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) um decreto para dobrar as tarifas aplicadas sobre a importação de aço e alumínio.

Em março, a alíquota foi estabelecida em 25%. A partir desta quarta-feira (4), com o novo decreto, passará a ser de 50%.

Apenas o Reino Unido conseguiu manter as tarifas sobre aço e alumínio em 25%, após negociações com o governo dos EUA.

Trump defende que a medida “protegerá ainda mais a indústria siderúrgica nos Estados Unidos” e sinalizou que “ninguém vai conseguir contornar” a tarifa.

“É uma grande honra para mim aumentar as tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%, a partir de quarta-feira. Nossas indústrias de aço e alumínio estão se recuperando como nunca. Esta será mais uma GRANDE notícia para nossos maravilhosos trabalhadores do setor. FAÇAM A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!”, escreveu, na sexta-feira (30), em publicação feita na sua rede social, Truth Social.

As medidas anunciadas pelo presidente norte-americano afetam importações anuais que superam os US$ 100 bilhões.

Sobre o projeto de lei de Trump, conhecido como “one big beautiful bill”, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os republicanos que se opõe ao projeto “estão errados”.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Economia, Tributação

Tarifa de 50% sobre aço e alumínio entra em vigor hoje, diz Trump

Declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais, após visita a uma usina da US Steel

O presidente Donald Trump anunciou na noite de sexta-feira (30) que as tarifas sobre aço e alumínio aumentarão para 50%, dobrando a taxa atual, a partir desta quarta-feira (4).

A declaração foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais, após seus comentários em uma usina da US Steel, na Pensilvânia.

“É uma grande honra para mim aumentar as tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%, a partir de quarta-feira. Nossas indústrias de aço e alumínio estão se recuperando como nunca. Esta será mais uma GRANDE notícia para nossos maravilhosos trabalhadores do setor. FAÇAM A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!” Donald Trump, presidente dos EUA, em post na rede social Truth Social

“Anúncio importante”

Mais cedo, durante a visita à US Steel, Trump disse que tinha um “anúncio importante”.

“Vamos impor um aumento de 25%”, disse Trump. “Vamos aumentar de 25% para 50% as tarifas sobre o aço importado para os Estados Unidos, o que protegerá ainda mais a indústria siderúrgica nos Estados Unidos. Ninguém vai conseguir contornar isso.”

Trump disse que estava considerando uma tarifa de 40%, mas executivos do setor disseram que queriam uma tarifa de 50%.

“Com 25%, eles conseguem passar por cima”, disse Trump. “Com 50%, ninguém vai passar por cima.”

Brasil x EUA

O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço e ferro dos EUA. Em 2024, os americanos compraram US$ 4,677 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões) em produtos brasileiros do conjunto de “Aço e Ferro”.

O volume de ferro e aço brasileiro exportado aos norte-americanos equivale a 14,9% do total importado pelos Estados Unidos. Em primeiro lugar, aparece o Canadá, com 24,2%. Depois do Brasil, estão México (10,1%), Coreia do Sul (5,9%) e Alemanha (4,6%).

Os EUA foram destino de 47,9% das exportações do grupo de aço e ferro do Brasil em 2024. O segundo maior comprador do Brasil é a China, que correspondeu por 10,7% das exportações de aço e ferro do Brasil.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Tributação

Trump diz que EUA dobrarão tarifas sobre aço para 50%

O presidente Donald Trump informou nesta sexta-feira (30) aos trabalhadores de aço dos Estados Unidos que dobrará as tarifas sobre as importações do metal para 50%.

“Nós vamos aumentar de 25% para 50% as tarifas sobre o aço que entra nos Estados Unidos da América”, disse Trump durante um discurso na Irvin Works da U.S. Steel, em West Mifflin, Pensilvânia.

Trump está visitando a U.S. Steel após indicar, na semana passada, que aprovará uma fusão controversa com a Nippon Steel do Japão. Investidores e membros do sindicato aguardam respostas do presidente sobre como será o acordo anunciado entre a U.S. Steel e a Nippon.

Trump descreveu o acordo como uma “parceria” em uma publicação no dia 23 de maio em sua plataforma de mídia social Truth Social. O presidente afirmou que a sede da U.S. Steel permaneceria em Pittsburgh e a Nippon investiria US$ 14 bilhões ao longo de 14 meses na icônica indústria americana, com mais de 120 anos de história.

Trump disse a jornalistas no domingo que o acordo é um “investimento, é uma participação parcial, mas será controlado pelos Estados Unidos”. No entanto, a Casa Branca e as empresas não forneceram muitos detalhes ao público sobre como o acordo será estruturado desde o anúncio de Trump.

A U.S. Steel descreveu o acordo como uma “fusão”, na qual ela se tornaria uma “subsidiária integral” da Nippon Steel North America, mas continuaria operando como uma empresa separada, de acordo com um arquivo enviado à Comissão de Valores Mobiliários (SEC) em 8 de abril.

Fontes próximas ao assunto disseram à CNBC que a Nippon deve fechar sua aquisição da U.S. Steel a US$ 55 por ação, a oferta original feita pela produtora de aço japonesa antes de o presidente Joe Biden rejeitar o acordo em janeiro. Biden bloqueou a proposta de aquisição da Nippon com base em motivos de segurança nacional, argumentando que isso colocaria em risco cadeias de suprimentos essenciais.

No entanto, Trump ordenou uma nova análise do acordo em abril, suavizando sua oposição anterior à aquisição da U.S. Steel pela Nippon. O presidente anunciou a “parceria” um dia após o Comitê para Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS) supostamente concluir sua análise e fazer uma recomendação sobre se as empresas haviam encontrado formas de “mitigar quaisquer riscos à segurança nacional”.

“Acordo de Segurança Nacional”

O senador da Pensilvânia, Dave McCormick, disse à CNBC na terça-feira que o governo dos EUA terá uma “golden share” que permitirá decidir sobre várias cadeiras do conselho de administração. “A U.S. Steel terá um CEO americano, e a maioria dos membros do conselho virá dos EUA”, afirmou McCormick.

“É um acordo de segurança nacional que será assinado com o governo dos EUA”, disse McCormick à CNBC no “Squawk Box”. “Haverá uma golden share que essencialmente exigirá a aprovação do governo dos EUA sobre vários membros do conselho, e isso permitirá que os Estados Unidos garantam que os níveis de produção não sejam reduzidos.”

James Brower, sócio do departamento de litígios do escritório Morrison Forrester, afirmou que a “golden share” provavelmente não será uma participação acionária do governo dos EUA, pois o CFIUS, o comitê que revisou o acordo, não negocia interesses acionários.

A “golden share” provavelmente será uma forma de direito contratual que permite ao governo dos EUA vetar certas ações, disse Brower.

McCormick explicou que a Nippon terá “certamente membros do conselho e isso fará parte da sua estrutura corporativa geral”. O assessor de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse aos jornalistas na quinta-feira que “a Nippon Steel terá algum envolvimento, mas nenhum controle da empresa”.

“A U.S. Steel possui a empresa”, afirmou Navarro. O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse à CNBC na sexta-feira que os detalhes do acordo com a Nippon Steel “continuam confidenciais, relativamente”.

“O princípio subjacente é que os Estados Unidos devem ter controle sobre setores críticos, seja em manufatura básica ou alta tecnologia”, afirmou Greer ao “Squawk Box”. “Caso países ou indivíduos estrangeiros ou empresas queiram adquirir essas companhias ou fazer grandes investimentos, os EUA devem manter o controle sobre o que é importante.”

O Sindicato dos Trabalhadores do Aço dos EUA, que inicialmente se opôs ao acordo, afirmou que o sindicato “não pode especular sobre o impacto” do anúncio de Trump “sem mais informações”.

“Nossa preocupação continua sendo que a Nippon, uma corporação estrangeira com um longo e comprovado histórico de violar nossas leis comerciais, continuará a erodir a capacidade de produção doméstica de aço e colocar em risco milhares de bons empregos sindicais”, disse o presidente do USW, David McCall, em um comunicado.

Fonte: Times Brasil

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