Negócios

Bunge, BRF e WEG lideram ranking das 100 maiores empresas de Santa Catarina

A Bunge, a BRF e a WEG estão entre os principais destaques do ranking das 100 maiores empresas de Santa Catarina, levantamento que evidencia a força da indústria catarinense e o desempenho das companhias no cenário econômico regional e nacional.

Os resultados foram apresentados durante a premiação 500 Maiores do Sul, promovida pelo Grupo Amanhã em parceria com a PwC Brasil. O evento foi realizado na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis, e reuniu representantes do setor empresarial.

Na abertura do encontro, o presidente em exercício da FIESC, André Odebrecht, destacou a capacidade de crescimento e adaptação das empresas do Estado, além da importância da atuação empresarial para o desenvolvimento econômico catarinense.

“Nos orgulha muito ver nessa lista indústrias de Santa Catarina crescendo, liderando setores e destacando-se entre as maiores do Sul. Para além do ranking, nos orgulha vê-las fazendo história, impulsionando a economia catarinense, conquistando mercados aqui e no exterior”, afirmou.

Bunge mantém liderança entre as maiores empresas catarinenses

O levantamento aponta uma disputa acirrada entre as principais companhias de Santa Catarina. A Bunge permanece na primeira posição do ranking estadual, enquanto BRF e WEG aparecem entre as empresas que se aproximam da liderança.

A classificação considera o Valor Ponderado de Grandeza (VPG), indicador utilizado para avaliar o porte econômico das organizações a partir de três componentes financeiros.

A metodologia atribui pesos diferentes aos indicadores analisados:

  • Patrimônio líquido: corresponde a 50% da pontuação.
  • Receita líquida: representa 40% do cálculo.
  • Resultado financeiro: responde pelos 10% restantes.

A combinação desses fatores permite comparar o porte e o desempenho das companhias com base em seus resultados financeiros e patrimoniais.

WEG se destaca em patrimônio, lucro e capital de giro

Além de figurar entre as líderes do ranking, a WEG apresentou resultados expressivos em indicadores financeiros. A companhia registrou o maior patrimônio líquido, o maior lucro líquido e o maior capital de giro próprio entre as empresas catarinenses avaliadas.

Os números reforçam a posição da empresa entre os destaques da economia de Santa Catarina e evidenciam sua relevância no cenário industrial do Estado.

O desempenho da WEG também contribui para demonstrar a diversidade e a competitividade das grandes empresas catarinenses, que atuam em diferentes segmentos e disputam espaço nos mercados brasileiro e internacional.

Empresas de Santa Catarina têm menor endividamento do Sul

Outro dado relevante do levantamento é a situação financeira das cem maiores empresas catarinenses. Em conjunto, elas apresentam um índice de endividamento de 54,8%, o menor entre os três estados da Região Sul.

Para comparação, as grandes empresas do Rio Grande do Sul registram endividamento de 58,8%, enquanto as companhias do Paraná apresentam índice de 59%.

Os resultados colocam as empresas catarinenses em posição de destaque nesse indicador e reforçam a importância da gestão financeira para a manutenção da competitividade empresarial.

Indústria catarinense reforça protagonismo econômico

A presença de empresas como Bunge, BRF e WEG entre os principais nomes do ranking evidencia a participação das grandes companhias na economia estadual.

A premiação 500 Maiores do Sul também funciona como uma referência para acompanhar a evolução das empresas da região, considerando indicadores patrimoniais, receitas e resultados financeiros.

Para a FIESC, o crescimento das indústrias catarinenses e a conquista de novos mercados são fatores importantes para o fortalecimento da atividade econômica, a geração de oportunidades e a ampliação da presença de Santa Catarina no Brasil e no exterior.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Elis Pereira

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Sicredi ultrapassa Bunge e assume liderança no ranking das maiores empresas do Sul

A cooperativa de crédito Sicredi, do Rio Grande do Sul, conquistou a liderança no ranking 500 Maiores do Sul, superando a catarinense Bunge, que ocupava o topo há seis edições consecutivas. O avanço é resultado do desempenho consistente da instituição financeira nos últimos anos, refletido nos balanços de 2024.

Crescimento acelerado do Sicredi

Em 2021, o Valor Ponderado de Grandeza (VPG) do Sicredi era de R$ 19,8 bilhões, o que garantia a quinta posição no ranking. Na época, a Bunge liderava com R$ 31,7 bilhões. Três anos depois, a cooperativa gaúcha atingiu R$ 43,5 bilhões em VPG, abrindo vantagem de R$ 9,7 bilhões sobre a concorrente.

Enquanto a Bunge enfrentou queda de 14,5% nas vendas e redução de 91% no lucro líquido, o Sicredi cresceu 18% em receita e patrimônio, fechando 2024 com sobras de R$ 6,6 bilhões. A metodologia do ranking leva em conta 50% do patrimônio líquido, 40% da receita líquida e 10% do lucro ou prejuízo.

Com a conquista, o Rio Grande do Sul volta a ter uma empresa líder no Sul após a saída da Gerdau do topo, em 2019.

Expansão no Rio Grande do Sul

Presente em 484 municípios gaúchos, o Sicredi já ultrapassou 97% de cobertura no estado. Em 2024, foram abertas 15 novas agências, totalizando 679 pontos de atendimento. Para 2025, a meta é inaugurar outras 25 unidades e ultrapassar a marca de 700 agências físicas.

Ranking das 500 Maiores do Sul

As empresas da região somaram em 2024 uma receita superior a R$ 1,2 trilhão, crescimento de 7,9% frente ao ano anterior. O grupo das “bilionárias” aumentou para 206 companhias, que faturaram juntas R$ 1 trilhão.

Entre as maiores em vendas, a Bunge liderou com R$ 69,8 bilhões, seguida por BRF (R$ 61,3 bilhões) e Sicredi (R$ 51,9 bilhões). Em termos de lucro, destaque para a WEG (R$ 7,2 bilhões), seguida pelo Sicredi (R$ 6,6 bilhões), Engie (R$ 4,3 bilhões) e BRF (R$ 3,6 bilhões).

Distribuição por estados e setores

  • Rio Grande do Sul lidera em receita líquida (R$ 414,7 bilhões) e patrimônio (R$ 210,7 bilhões).
  • Santa Catarina tem a maior soma de lucros (R$ 33,3 bilhões) e margem de rentabilidade (11%).
  • Paraná se destaca com 24 empresas líderes setoriais, número superior ao dos demais estados.

No ranking setorial, Comércio Atacado e Varejo aparece em primeiro lugar, com 54 empresas, seguido pelo Financeiro (40) e Alimentos e Bebidas (35).

Novas entradas e saídas

Esta edição marca a saída da Renault, após a mudança de sua estrutura societária, e da Yara, que não apresentou balanço no prazo. Por outro lado, houve estreias de peso, como o Sicoob Central SC/RS, que entrou diretamente na 21ª posição com números consolidados. O Grupo Argenta e o Grupo Potencial também passaram a apresentar balanços unificados, subindo posições no ranking.

No total, o levantamento reúne empresas de 135 cidades do Sul, sendo 188 gaúchas, 175 paranaenses e 137 catarinenses. Curitiba (80) e Porto Alegre (71) são as capitais com maior presença.

FONTE: Amanhã Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Amanhã Notícias

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