Logística, Transporte

Crise de caminhoneiros no Brasil: especialista alerta para novo risco de paralisação do transporte

A escassez de caminhoneiros no Brasil já pressiona o setor de transporte e preocupa especialistas que veem risco real de um apagão logístico nos próximos anos. A avaliação é do pesquisador De Leon Petta, que relaciona o problema ao avanço da crise demográfica brasileira. O tema foi detalhado em vídeo publicado no canal Geopolítica Mundial, no YouTube.

O transporte rodoviário, responsável por cerca de 60% das cargas movimentadas no país, depende de profissionais cuja média de idade cresce rapidamente. De acordo com Petta, a categoria perde trabalhadores todos os anos enquanto setores como agronegócio, indústria e comércio eletrônico ampliam a demanda.

Uma profissão que envelhece e perde força de trabalho

Dados citados pelo pesquisador mostram que a idade média dos motoristas gira em torno de 45 anos. Em 2013, aproximadamente 15% tinham mais de 60 anos. Em 2023, esse grupo já representava 29%.

O número de jovens é mínimo: apenas 4% têm até 30 anos, enquanto mais de 11% já ultrapassam os 70. Petta estima que 60% dos caminhoneiros ativos devem se aposentar até a próxima década, o que pode gerar um desequilíbrio estrutural na oferta de motoristas habilitados.

Barreiras financeiras afastam novos profissionais

Entrar na profissão também ficou caro. O custo para obter habilitação nas categorias C, D ou E pode chegar a vários milhares de reais, dependendo do estado. Para atuar como autônomo, o investimento é ainda maior, já que um caminhão novo ou seminovo pesado pode ultrapassar centenas de milhares de reais.

Além disso, a rotina de longas viagens, prazos rígidos e desgaste físico torna a carreira menos atrativa para jovens.

Estradas ruins e insegurança agravam o cenário

A precariedade das rodovias brasileiras se soma ao problema. Motoristas relatam falta de pontos de parada adequados, banheiros limpos, áreas seguras e locais apropriados para descanso.

A criminalidade também pesa: mais de 17 mil roubos de carga foram registrados em 2023, gerando perdas que superaram R$ 1,2 bilhão. Em 2024, o índice continuou acima das 10 mil ocorrências. Assaltos e sequestros-relâmpago afastam ainda mais possíveis novos motoristas da categoria.

Menos motoristas, mais cargas: a conta não fecha

Entre 2014 e 2024, o Brasil perdeu cerca de 20% dos motoristas profissionais, caindo de 5,5 milhões para cerca de 4,4 milhões. Em estados como São Paulo, a redução superou 30% em determinados períodos.

Enquanto isso, o agronegócio cresce, o e-commerce se expande e cadeias industriais continuam altamente dependentes das estradas. Empresas relatam aumento do frete, dificuldade de contratação e atrasos frequentes na distribuição.

Efeitos econômicos já começam a aparecer

Petta destaca que o transporte é um componente central do custo logístico brasileiro, que historicamente pesa no PIB. Com menos motoristas disponíveis, empresas elevam salários e benefícios para atrair profissionais — custos que acabam repassados aos produtos finais, dos alimentos aos combustíveis.

Especialistas afirmam que o problema adiciona mais pressão a um sistema já marcado por infraestrutura limitada e ineficiências estruturais.

O problema é global, mas o Brasil está mais vulnerável

Relatório da International Road Transport Union (IRU) mostra que 36 países — que juntos representam 70% do PIB mundial — somam 3,6 milhões de vagas abertas para motoristas. A entidade classifica o cenário como crise global de mão de obra.

A média de idade internacional é semelhante à brasileira, mas países desenvolvidos têm conseguido implementar medidas mais rápidas, como redução da idade mínima para condução, bônus de contratação, áreas de descanso padronizadas e testes com veículos autônomos.

Por que o Brasil está em posição mais frágil

Segundo Petta, o Brasil combina fatores que tornam a situação mais crítica: envelhecimento acelerado, rodovias deficientes, criminalidade alta e dificuldade para adotar tecnologias de automação devido à falta de infraestrutura adequada.

O pesquisador afirma que soluções como caminhões autônomos devem demorar a gerar impacto real.

Risco ao abastecimento já é uma preocupação concreta

Para Petta, a crise está em curso. Empresas relatam dificuldade crescente de contratação e sobrecarga dos profissionais ativos. Sem ação coordenada entre governo, transportadoras e entidades de formação, o país pode enfrentar atrasos recorrentes, custos mais elevados e até falta localizada de produtos.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Transporte

Transporte de Cargas Cresce 40% Pós-Pandemia e Aumenta Pressão na Logística Brasileira

O transporte rodoviário de cargas mantém um ritmo acelerado no Brasil e opera quase 40% acima dos níveis registrados antes da pandemia, aponta a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada em outubro. Esse avanço amplia o fluxo de mercadorias e impulsiona a demanda por manutenção de frotas, peças de reposição e pneus, mas não se reflete na mesma proporção no valor do frete, que segue praticamente estável. O desequilíbrio pressiona os custos operacionais e obriga empresas de logística a reorganizar processos.

Crescimento constante e margens apertadas

O IBGE registra expansão contínua desde 2022, com patamar recorde em 2023. A FETCESP avalia que o setor cresce mesmo em meio a margens estreitas, forte competição e necessidade permanente de revisão de custos. Transportadoras têm reforçado o controle de despesas, ajustado operações e aprimorado a gestão para manter a saúde financeira.

E-commerce, indústria e agronegócio impulsionam o setor

Empresas atribuem o aumento do volume transportado ao avanço do comércio eletrônico, à retomada industrial, ao dinamismo do agronegócio e ao crescimento das exportações. A expansão de investimentos em tecnologia, rastreamento, automação, frota própria e sistemas de gestão logística também sustenta o patamar atual. O modal rodoviário segue como peça-chave na conexão entre indústrias, centros de distribuição e consumidores.

Modernização acelera após impacto da pandemia

A recuperação do setor ganhou força após o período crítico da pandemia. Com cadeias produtivas mais dependentes de eficiência logística, empresas intensificaram o uso de digitalização, sistemas de gestão e métodos para aumentar disponibilidade de veículos e previsibilidade das entregas. No agronegócio, cargas como grãos, carnes, alimentos e bebidas seguem liderando o volume, especialmente no último trimestre — período de alta demanda. Houve ainda maior movimentação de níquel e de terras raras.

Frete estável e custos pressionados

Mesmo com mais cargas na estrada, o frete não avança no mesmo ritmo. Entre os fatores que travam a valorização estão o preço do combustível, pedágios, manutenção e aquisição de pneus. Para muitas empresas, o aumento da receita depende do volume transportado, da fidelização de clientes e da adoção de veículos com maior capacidade.

Frota mais exigida demanda manutenção reforçada

O crescimento da movimentação intensifica o desgaste dos veículos e eleva a necessidade de manutenção preventiva. Estimativas apontam que cada 10% de aumento no volume transportado gera acréscimo de 6% a 8% no consumo de peças e pneus, sobretudo entre companhias com frota própria. O uso de dados, sistemas de monitoramento e ferramentas de análise se torna essencial para reduzir paradas inesperadas e controlar custos.

Falta de motoristas segue como desafio central

A escassez de motoristas permanece um dos principais entraves do setor. Entidades como SEST SENAT e sindicatos regionais têm promovido programas de qualificação e requalificação. Transportadoras também avançam em iniciativas internas de capacitação, melhoria das condições de trabalho e planos de carreira para atrair e reter profissionais.

Expectativas do setor até 2026

Para 2026, empresas projetam um período de ajustes operacionais e adaptação aos efeitos da Reforma Tributária. O setor prevê maior rigor técnico na gestão, monitoramento contínuo de custos e participação ativa em debates conduzidos por federações e sindicatos. A aposta segue em tecnologia, qualificação de motoristas e ampliação de estruturas de armazenagem para manter competitividade em um cenário de transformação logística.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Freepik

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Transporte

Viaduto na SC-486 é liberado e deve aliviar trânsito na interseção com a BR-101 em Itajaí

O Governo de Santa Catarina liberou nesta segunda-feira (17) o viaduto da marginal direita na interseção da SC-486 com a BR-101, em Itajaí. A entrega, conduzida pelo secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, representa um avanço importante para a mobilidade urbana em uma das áreas mais congestionadas do Litoral Norte.

A obra era aguardada tanto por moradores quanto por motoristas que utilizam diariamente o trecho. Com a liberação da nova estrutura, o tráfego na marginal direita passa a contar com mais uma rota de acesso, o que deve reduzir congestionamentos e melhorar a fluidez entre a SC-486 e a BR-101.

Primeira etapa concluída e segunda prevista para dezembro

Durante a cerimônia, o secretário Jerry reforçou que o investimento em infraestrutura viária é fundamental para a qualidade de vida da população e para o desenvolvimento econômico regional. Ele destacou que o viaduto é apenas uma parte do conjunto de intervenções em andamento no local.

Segundo Comper, o governo já liberou parte dos acessos nas marginais e trabalha para entregar o segundo viaduto até a metade de dezembro, finalizando totalmente o projeto ainda este ano. “Esse trecho tinha muita confusão e lentidão nos horários de pico. Agora começamos a ver a fluidez que a região precisava”, afirmou.

A cerimônia de liberação ocorreu às 8h30, com a presença de autoridades e lideranças locais.

Obra destrava trânsito histórico

O prefeito em exercício de Itajaí, Rubens Angioletti, ressaltou que a solução para o trânsito da Rodovia Antônio Heil é discutida desde 2015, mas só agora saiu do papel. Ele lembrou que os congestionamentos afetavam diretamente o transporte de cargas e a economia local.

Angioletti afirmou que o governo estadual assumiu o compromisso com a região e vem cumprindo o cronograma previsto. A expectativa é que toda a obra esteja concluída antes da temporada de verão, trazendo mais segurança e mobilidade para motoristas e moradores.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

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Logística, Transporte

Santa Catarina acelera modernização ferroviária após contratar consultoria especializada

O governo de Santa Catarina deu um novo passo para acelerar a virada ferroviária no estado ao contratar a Fundação Escola de Governo para atuar na elaboração e orientação técnica dos projetos que irão atualizar o sistema ferroviário catarinense. O contrato, publicado no Diário Oficial na terça-feira (11), tem valor de R$ 203.657,15 e será executado em apoio à Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).

Consultoria auxiliará decisões estratégicas
A instituição vai oferecer suporte técnico, participar de grupos de trabalho, colaborar na construção de planos estaduais e atuar em reuniões estratégicas. O objetivo é reforçar a capacidade da SPAF em um momento em que o estado discute temas complexos envolvendo os três modais de transporte.

Sistema Ferroviário do Estado redefine gestão e expansão
Os projetos integram o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE), criado por lei aprovada em julho pela Assembleia Legislativa. A normativa dá mais autonomia ao governo catarinense sobre os trechos existentes e abre caminho para ampliar a malha ferroviária.
A Lei 0474/2025 organiza diretrizes para o transporte ferroviário de cargas e passageiros, define o uso da infraestrutura e estabelece tipos de outorga para exploração dos serviços.

Prioridade na agenda de infraestrutura
Com o SFE, o governo estadual busca fortalecer o modal ferroviário e ampliar a integração entre o Sul, o Centro-Oeste e a malha nacional. Hoje, Santa Catarina conta com duas ferrovias em operação — ambas sob gestão federal — mas a expectativa é que o novo sistema estadual permita maior protagonismo local. As linhas atuais são:
Malha Sul, com 210 km entre Mafra e São Francisco do Sul, dedicada ao transporte de grãos;
Ferrovia Tereza Cristina, com 168 km entre Imbituba e Siderópolis, voltada ao transporte de carvão mineral e contêineres.

A SPAF afirma que o tema é tratado como prioritário, apesar do quadro reduzido de funcionários e da complexidade dos projetos em andamento. O estado segue em negociação com o governo federal sobre o futuro da Malha Sul.

Novas ferrovias em desenvolvimento
Dois grandes projetos estão em fase de elaboração em Santa Catarina:
• A ampliação da Malha Sul, com mais 62 km entre Chapecó e Correia Pinto;
• A linha que conectará os portos de Navegantes e Araquari, ligada à ferrovia federal já 70% concluída e considerada estratégica para elevar a competitividade econômica do estado.

Além desses, o governo pretende avançar em mais dois trechos previstos no planejamento do SFE:
Linha azul, conectando os portos de Itajaí, Navegantes e São Francisco, com possibilidade de inclusão de Itapoá;
Linha amarela, ligando a Ferrovia Tereza Cristina ao município de Aurora, importante polo agrícola.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Ferrovia Tereza Cristina

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Transporte

Navios de carga movidos por combustíveis mais limpos representam 37% dos pedidos

Os navios de carga movidos por combustíveis mais limpos responderam por 37% dos pedidos de embarcações mercantes entre janeiro e outubro de 2025, mantendo o mesmo percentual registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo dados da consultoria marítima AXSMarine, essa estabilidade reflete a incerteza dos compradores sobre quando entrarão em vigor as novas normas globais para redução das emissões marítimas.

O tonelagem bruta total (GT) — medida de capacidade usada na indústria naval — somou 78 milhões de toneladas entre janeiro e outubro, uma queda em relação aos 113 milhões registrados no mesmo intervalo de 2024, conforme os dados divulgados pela entidade.

Os pedidos de navios em 2024 atingiram o maior nível em 17 anos, impulsionados pelo desvio de rotas no Mar Vermelho devido aos ataques dos rebeldes houthis, o que exigiu colocar mais embarcações em operação para manter os cronogramas de viagens mais longas.

As operadoras marítimas também estavam se preparando para as novas regulações ambientais propostas pela agência das Nações Unidas responsável pelo transporte marítimo internacional.

Entre janeiro e outubro deste ano, os pedidos de embarcações com combustíveis alternativos totalizaram cerca de 29 milhões de toneladas de arqueação bruta (GT), abaixo das 42 milhões de GT registradas no mesmo período de 2024, segundo a AXSMarine.

No entanto, a incerteza aumentou novamente em outubro, quando, sob pressão de delegados dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, os países membros da Organização Marítima Internacional (OMI) votaram por adiar em um ano a decisão que estabeleceria metas globais de redução de carbono, além de criar mecanismos de incentivo ou sanção para o cumprimento dessas metas.

“Com o adiamento da votação sobre o Marco de Emissões Líquidas Zero da OMI, uma postura de ‘esperar para ver’ parece agora o cenário mais provável”, afirmou Alexander Hadzhigaev, vice-presidente de dados da AXSMarine, em referência aos futuros pedidos.

O transporte marítimo é responsável por cerca de 80% do comércio mundial e representa aproximadamente 3% das emissões globais de gases de efeito estufa, proporção que pode crescer sem medidas de controle.

Grandes companhias como Maersk e Hapag-Lloyd afirmaram que continuarão investindo em redução das emissões de carbono em suas frotas.

“Mais de 70% da capacidade encomendada por operadoras de porta-contêineres e transportadoras de veículos entre janeiro e outubro era compatível com combustíveis alternativos, em comparação com apenas 10% a 15% entre graneleiros e petroleiros”, explicou Hadzhigaev.

Atualmente, o gás natural liquefeito (GNL) permanece como o combustível alternativo predominante, respondendo por 29% dos pedidos totais no ano. O metanol representa 9%, enquanto o amônia e outros combustíveis combinados somam cerca de 1%.

No segmento de porta-contêineres, o entusiasmo pelo metanol diminuiu: sua participação nos novos pedidos caiu de 48% em 2023 e 18% em 2024 para apenas 10% em 2025, devido à baixa disponibilidade do combustível e ao alto custo, segundo dados da AXSMarine.

FONTE: Portal Portuario
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

MSC ultrapassa 7 milhões de TEUs e reforça liderança no transporte marítimo global

A Mediterranean Shipping Company (MSC) alcançou um feito inédito ao superar 7 milhões de TEUs em capacidade de frota, consolidando-se como a maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo. Segundo dados da Alphaliner, o marco foi atingido com a entrega quase simultânea dos navios “MSC Salerno” e “MSC Grace”, ambos da classe Neopanamax, com capacidade para 16 mil TEUs cada.

Expansão acelerada e consistente

Em apenas 15 meses, a MSC aumentou sua capacidade de 6 para 7 milhões de TEUs, um crescimento impulsionado principalmente por novas encomendas navais, que somaram 799 mil TEUs em 68 entregas. Mesmo sem incorporar navios megamax nesse período, a companhia adicionou 33 embarcações entre 14 mil e 16 mil TEUs, ampliando sua força na categoria Neopanamax.

O avanço também foi estimulado pelo mercado de afretamento. No mesmo intervalo, a MSC afretou mais de 50 navios, sendo metade por meio da renovação de contratos e a outra metade — cerca de 135 mil TEUs — através de novos acordos. Além disso, a empresa expandiu sua frota com aquisições de segunda mão, adicionando mais de 250 mil TEUs, embora parte desses navios já operasse sob contratos anteriores.

Segundo a Alphaliner, “a onda contínua de compras da MSC se traduziu apenas parcialmente em crescimento de frota”, já que parte das aquisições substituiu embarcações mais antigas.

Frota em renovação e baixo descarte

A rápida expansão da frota contrasta com a baixa taxa de reciclagem da MSC. Desde que atingiu 6 milhões de TEUs, apenas nove navios foram aposentados, todos de pequeno porte e construídos entre as décadas de 1980 e 1990. Com uma capacidade total de 17 mil TEUs, essas baixas foram praticamente compensadas pela entrega de um único navio Neopanamax, destaca o relatório.

Liderança global e domínio de mercado

Detendo mais de 21% da capacidade global de transporte de contêineres, a MSC ampliou sua vantagem sobre a Maersk para 2,4 milhões de TEUs. Sua frota atual, de quase 1.000 embarcações, supera a soma das frotas da Maersk (4,59 milhões de TEUs) e da Hapag-Lloyd (2,41 milhões de TEUs), consolidando uma liderança difícil de alcançar.

Apesar das comparações com a aliança Gemini Cooperation — formada por Maersk e Hapag-Lloyd —, a Alphaliner ressalta que a MSC opera de forma independente, fora das alianças tradicionais. Mesmo assim, sua presença nas rotas leste-oeste é considerada equivalente à das grandes coalizões marítimas.

Uma ascensão de meio século

Fundada em 1970, a MSC levou 37 anos para alcançar o primeiro milhão de TEUs, em 2007. Desde então, sua expansão tem sido exponencial, multiplicando esse número por sete em menos de duas décadas.

Com o novo recorde, a MSC lidera o seleto grupo das companhias que integram o chamado “clube do milhão de TEUs”, ao lado de Maersk, CMA CGM, Cosco, Hapag-Lloyd, ONE, Evergreen e HMM. Juntas, essas empresas concentram 80% da capacidade global de transporte marítimo, com uma frota total de 3.821 navios e 26,6 milhões de TEUs.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Brasil planeja trem de alta velocidade com 350 km/h, o mais rápido da América Latina

O Brasil se prepara para dar um salto histórico na mobilidade com a implantação do trem de alta velocidade mais rápido da América Latina, que promete atingir 350 km/h e conectar as principais cidades do Sudeste. O projeto, ainda em fase de planejamento, prevê ligar Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, oferecendo uma alternativa moderna, rápida e sustentável para os deslocamentos entre as regiões mais movimentadas do país.

Com previsão de conclusão do trajeto em cerca de duas horas, o novo sistema deve reduzir drasticamente o tempo de viagem e aliviar os congestionamentos nas rodovias que interligam as metrópoles.

Impacto no transporte e na economia brasileira

O Trem de Alta Velocidade (TAV) brasileiro representa uma verdadeira revolução na infraestrutura nacional. Além de diminuir o tempo de viagem, a iniciativa promete reduzir o fluxo de veículos na rodovia que liga o Rio a São Paulo e estimular o crescimento econômico das regiões envolvidas.

Com 510 quilômetros de extensão, o projeto é considerado um dos maiores investimentos ferroviários da história do continente. Estima-se que o custo total varie entre 10 e 20 bilhões de dólares, consolidando o Brasil como protagonista em inovação no transporte de passageiros.

Principais características do trem de alta velocidade

O empreendimento combina tecnologia, segurança e sustentabilidade. O trajeto contará com túneis e viadutos, projetados para garantir máxima eficiência e conforto durante o percurso.

Entre os destaques do projeto:

  • Extensão total de 510 quilômetros, ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro;
  • Velocidade operacional máxima de 350 km/h;
  • Investimento estimado entre 10 e 20 bilhões de dólares;
  • Início das obras previsto para 2027 e operações em 2032.

Alinhamento com tendências globais de transporte

Inspirado em sistemas de alta tecnologia do Japão e da Europa, o TAV brasileiro busca modernizar a mobilidade e reduzir impactos ambientais, seguindo padrões internacionais de eficiência. A iniciativa reflete uma visão de futuro que integra inovação tecnológica, urbanização e sustentabilidade.

Previsto para entrar em operação em 2032, o trem de alta velocidade não é apenas um marco da engenharia, mas um símbolo do avanço da infraestrutura nacional. Ao conectar as principais cidades com rapidez e segurança, o projeto deve impulsionar o desenvolvimento econômico e transformar a experiência de transporte no Brasil.

FONTE: O Antagonista
TEXTO: Redação
IMAGEM: Deposit Photos/Liufuyu

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Transporte

Túnel subaquático entre Itajaí e Navegantes deve reduzir trajeto de 40 para 2 minutos em Santa Catarina

A travessia entre Itajaí e Navegantes deverá ser reduzida de cerca de 40 minutos para apenas dois minutos com a construção do novo túnel subaquático que ligará as duas cidades do Litoral Norte de Santa Catarina. O sistema de cobrança de pedágio será feito por free flow, tecnologia que permite o pagamento automático, sem necessidade de parada, agilizando ainda mais o trajeto.

Atualmente, o deslocamento entre os municípios é feito pelo ferry boat ou pela BR-101, com grande lentidão nos horários de pico, segundo estimativas do Google Maps.

Túnel submerso integra o programa Promobis

O túnel submerso entre Itajaí e Navegantes é uma das principais obras previstas pelo Promobis, programa de mobilidade urbana da região. O projeto adotará uma tecnologia de ponta, semelhante à usada no túnel Santos-Guarujá, no Brasil, e em estruturas internacionais como a que liga a Dinamarca à Alemanha.

De acordo com Rafael Albuquerque, coordenador do UCP/Promobis, a escolha pelo túnel submerso foi estratégica. Alternativas como pontes foram descartadas, pois exigiriam estruturas muito altas e interfeririam nas operações do Aeroporto Internacional de Navegantes.

A construção será feita sobre o leito do rio Itajaí-Açu, com a instalação de peças pré-moldadas de concreto que serão unidas e vedadas de forma submersa — uma técnica moderna que reduz impactos ambientais e agiliza o processo de execução.

Estrutura abrigará veículos, BRT, pedestres e ciclistas

Internamente, o túnel será dividido em três células: uma exclusiva para o sistema de transporte coletivo BRT (Bus Rapid Transit) e duas destinadas ao tráfego de veículos leves. O projeto também prevê uma passagem inferior voltada a pedestres e ciclistas, garantindo mobilidade sustentável e integração urbana entre as cidades.

Investimento e cronograma da obra

O empreendimento contará com US$ 90 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida dos municípios de Itajaí. Segundo o governo, este é o primeiro empréstimo do Banco Mundial destinado a um consórcio municipal no mundo, o que reforça a importância internacional da iniciativa.

A construção e operação do túnel ocorrerão por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). As obras estão previstas para começar em 2028, com entrega estimada até 2032, transformando o transporte entre Itajaí e Navegantes e impulsionando o desenvolvimento regional.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Transporte

Transnordestina inicia operações comerciais após quase 20 anos de obras

Primeiros trens começam a circular em outubro

Após quase duas décadas de atrasos, disputas políticas e investimentos acima do previsto, a ferrovia Transnordestina dará início às suas operações comerciais neste mês de outubro. A circulação inicial será reduzida, mas representa um marco para um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil.

Idealizada ainda no século XIX, no governo de Dom Pedro II, a Transnordestina teve suas obras iniciadas apenas em 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conclusão total está prevista para 2027.

Investimento bilionário e mudanças no traçado

O projeto original previa 1.728 km de trilhos, ligando o Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Porém, após anos de entraves e revisões, o traçado atual terá 1.200 km, conectando Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém. O trecho até Suape foi descartado pela CSN, responsável pela execução e futura exploração da ferrovia.

O orçamento inicial, de R$ 4,5 bilhões, já ultrapassa R$ 15 bilhões. Mesmo com a redução no traçado, a obra segue sendo estratégica para o escoamento da produção agrícola da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e para o transporte de insumos industriais ao sertão nordestino.

Obras avançam com 75% de execução

Segundo a Transnordestina Logística, subsidiária da CSN, cerca de 600 km já estão prontos para operação, entre Paes Landim (PI) e Acopiara (CE). A empresa estima que 75% das obras foram concluídas, principalmente nas áreas de infraestrutura mais complexas, como pontes, viadutos e nivelamento do terreno.

Mais de 4 mil trabalhadores atuam atualmente na construção, enfrentando o solo rochoso do sertão cearense. A previsão é que até outubro seja contratada a execução dos últimos 100 km.

Expectativa do setor produtivo

Em cidades como Quixeramobim (CE), empresários aguardam com ansiedade a chegada da ferrovia. Um dos beneficiados será o setor agroindustrial local, que enfrenta dificuldades logísticas para armazenar e distribuir insumos. O terminal intermodal em construção promete reduzir gargalos, ampliar a previsibilidade e aumentar a capacidade de produção em até 50%.

O governo federal também liberou R$ 1 bilhão em linhas de crédito para empresas interessadas em investir em uma área de 360 hectares ao redor do terminal. A segunda fase, prevista para 2027, inclui estrutura alfandegária, o que deve transformar a região em um importante polo de importação e exportação.

Operação inicial e projeções de crescimento

Na fase de testes, chamada de comissionamento, os trens transportarão entre 10 mil e 15 mil toneladas de grãos, ligando São Miguel do Fidalgo (PI) a Iguatu (CE).

A expectativa é que até 2028 o volume transportado chegue a 4 milhões de toneladas, incluindo fertilizantes e minério. Para 2030, a meta é alcançar 20 milhões de toneladas.

O presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher, afirma que não há risco de paralisações:

“Agora não tem mais volta. Os recursos estão garantidos e a obra será concluída até 2027, independentemente do cenário político”, declarou.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Transporte

APS publica instalação de comitê para acompanhar obras do túnel Santos-Guarujá

A Autoridade Portuária de Santos (APS) publicou, nesta terça-feira, dia 16 de setembro, a Portaria de instalação do Comitê Regional Permanente de Monitoramento de Impactos Ambientais, com a finalidade de acompanhar, avaliar e propor medidas relacionadas aos impactos socioambientais decorrentes do empreendimento Túnel Santos-Guarujá. 

De acordo com o presidente da APS, Anderson Pomini, o Comitê será um apoio para as comunidades do entorno durante toda a execução da obra: “Até que o túnel esteja entregue, funcionando, a APS irá acompanhar, junto com os outros órgãos, todo o reflexo da obra na vida dos moradores e das demais pessoas que passam pelo Porto de Santos”, afirma.

Na condição de Autoridade Portuária, existe a prerrogativa de atender ao bom andamento do Porto de Santos, priorizando a relação Porto-Cidades. A portaria prevê que o Comitê tenha participação de instituições que vão desde órgãos governamentais, como de entidades da sociedade civil, além da própria empresa que irá construir o túnel.

O objetivo do Comitê é, dentre outros, acompanhar e monitorar a totalidade de eventos relacionados ao empreendimento Túnel Santos-Guarujá, com destaque para aqueles de aspecto socioambiental, promovendo a integração entre Porto e cidades.; terá um regimento e deve se reunir ao menos a cada dois meses para avaliar o andamento da implantação do túnel.

O Comitê é formado por:

▪ Autoridade Portuária de Santos (APS);

▪ Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq);

▪ Associação Comercial de Santos (ACS);

▪ Associação Comercial do Guarujá (ACG);

▪ Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb);

▪ Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA)

▪ Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb);

▪ Empreiteira responsável pelo empreendimento;

▪ Governo do Estado de São Paulo;

▪ Ministério de Portos e Aeroportos (MPor);

▪ Ministério Público Federal (MPF);

▪ Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);

▪ Prefeitura Municipal de Santos;

▪ Prefeitura Municipal do Guarujá;

▪ Representantes da Sociedade Civil de Santos;

▪ Representantes da Sociedade Civil do Guarujá;

▪ Representantes da classe dos Pescadores;

▪ Superintendência de Patrimônio da União (SPU);

▪ Universidades da região;

▪ Unidades de Conservação

Fonte: APS

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