Transporte

Maersk registra atrasos em navios devido a condições climáticas no Mediterrâneo e no norte da Europa

A Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, informou a ocorrência de atrasos na programação de seus navios em função de condições meteorológicas adversas. Os impactos são mais significativos nas rotas do Mediterrâneo Ocidental e do norte da Europa, afetando o cumprimento dos cronogramas operacionais.

Clima severo afeta rotas estratégicas

Em comunicado divulgado em seu site oficial, a companhia dinamarquesa destacou que suas equipes estão monitorando de perto a situação. Segundo a Maersk, os eventos climáticos severos devem se estender por um período maior do que o inicialmente previsto, exigindo ajustes constantes na operação.

A empresa afirmou manter contato permanente com autoridades portuárias, terminais afetados e operadores dos navios, com foco na gestão de contingências, incluindo a reorganização de berços de atracação e a revisão dos horários das embarcações.

Orientação aos clientes e atualizações operacionais

Diante do cenário, a Maersk recomendou que seus clientes se cadastrem para receber notificações de ETA (horário estimado de chegada). O objetivo é garantir que os embarcadores sejam informados em tempo real sobre alterações de cronograma, à medida que as atualizações operacionais forem inseridas no sistema da companhia.

Golfo de Biscaia concentra os maiores impactos

As principais dificuldades climáticas foram registradas no Golfo de Biscaia, região marítima que abrange importantes portos da França e da Espanha. A área é conhecida por sua instabilidade meteorológica, fator que tem contribuído para os atrasos nas escalas e na navegação.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

Ler Mais
Transporte

Maersk e Hapag-Lloyd retomam rotas escoltadas pelo Mar Vermelho

Mudança estratégica envolve Canal de Suez
As companhias de navegação Maersk e Hapag-Lloyd anunciaram a alteração de um serviço compartilhado da Cooperação Gemini, que passará a operar com rotas escoltadas pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez. A decisão prevê o uso de escolta naval como parte de um conjunto ampliado de medidas de segurança.

Em comunicado conjunto, as empresas destacaram que a prioridade permanece sendo a proteção da tripulação, das embarcações e da carga dos clientes, diante do cenário de instabilidade na região.

Serviço IMX’ será o primeiro a operar com escolta
O serviço afetado é o IMX’, que conecta a Índia e o Oriente Médio ao Mediterrâneo. A partir de meados de fevereiro, as mudanças passam a valer para as rotas no sentido oeste, operadas pelo navio Albert Maersk, e para as rotas no sentido leste, realizadas pelo Astrid Maersk.

As empresas também informaram que os serviços SE1 e SE3 deverão, em um estágio posterior, transitar pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez dentro do mesmo modelo operacional.

Implementação será gradual
Segundo Maersk e Hapag-Lloyd, a adoção das novas rotas ocorrerá de forma gradual, com o objetivo de reduzir impactos operacionais e minimizar eventuais transtornos aos clientes. As companhias afirmam que novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço do processo e que, neste momento, não há previsão de outras mudanças na malha da Cooperação Gemini relacionadas ao Mar Vermelho.

Monitoramento contínuo da segurança no Oriente Médio
As duas armadoras reforçaram que seguem monitorando atentamente a situação de segurança no Oriente Médio. Qualquer ajuste adicional nos serviços dependerá da estabilidade contínua na região do Mar Vermelho, especialmente diante do risco de novos ataques de milicianos houthis — fator que levou diversas empresas marítimas a suspender operações na área ao longo de 2023.

Cooperação Gemini reúne dezenas de serviços globais
A Cooperação Gemini foi oficialmente lançada em 1º de fevereiro de 2025 e reúne uma ampla rede de 29 serviços principais compartilhados e outros 29 serviços alimentadores, voltados às rotas leste-oeste, ampliando a integração operacional entre Maersk e Hapag-Lloyd.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

Ler Mais
Transporte

Logística ferroviária: como um trem de até 111 toneladas sai da China e chega ao Brasil

Transportar um trem de até 111 toneladas da China até o Brasil envolve uma operação logística de alta complexidade. Entre o porto de Zhangjiagang, em território chinês, e o bairro da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, são quase 20 mil quilômetros de navegação. Foi esse o trajeto percorrido por nove veículos auxiliares ferroviários adquiridos pela TIC Trens, concessionária da linha 7-Rubi, entre novembro e janeiro.

Planejamento começa antes da fabricação

O processo tem início ainda antes da produção dos equipamentos. Ao longo de cerca de 12 meses, desde a assinatura do contrato até a entrega final, a operação mobilizou equipes de logística internacional, importação, engenharia, compras, jurídico, além de agentes de carga, despachantes aduaneiros e consultorias especializadas.

Os veículos são montados pela CRRC, uma das sócias da TIC Trens, a partir de componentes fabricados em diferentes países e reunidos em quatro plantas industriais na China. “Buscamos sempre a solução mais adequada ao projeto. O fato de a CRRC ser acionista facilita identificar alternativas dentro do próprio grupo”, explica Max Fagundes, diretor de contratos da TIC Trens.

Equipamentos sem similares nacionais

Embora parte dos veículos ferroviários de manutenção seja produzida no Brasil, alguns modelos não possuem equivalentes nacionais. É o caso do veículo de rede aérea, utilizado para manutenção das linhas elétricas elevadas do sistema ferroviário.

Após a definição do fornecedor, começa a elaboração do projeto executivo, etapa em que comprador e fabricante ajustam customizações técnicas. Em seguida, vêm as fases de fabricação, montagem e testes de homologação.

Entre os equipamentos importados estão ainda a socadora, máquina responsável por estabilizar o lastro ferroviário por meio de vibração, e as reguladoras, que fazem o nivelamento das pedras sob os trilhos.

Investimentos e reforço na manutenção ferroviária

A TIC Trens prevê investir cerca de R$ 14,5 bilhões (em valores atualizados) na concessão da linha 7-Rubi. Desde a assinatura do contrato com o Governo do Estado de São Paulo, a empresa já recebeu aproximadamente 50 veículos auxiliares voltados à manutenção da via permanente, embora não detalhe quanto desse montante foi destinado especificamente aos novos equipamentos.

Da China ao porto de Santos

A travessia marítima, partindo dos portos de Taicang e Zhangjiagang até Santos, leva entre 45 e 70 dias. Após a chegada ao Brasil, são necessários cerca de 10 dias adicionais para a descarga e para a liberação pelas autoridades alfandegárias.

Durante a viagem, equipes da TIC monitoram o deslocamento dos navios via GPS. “A descarga de equipamentos desse porte exige muita atenção, mas a inspeção é facilitada porque os trens chegam montados”, afirma Fagundes.

Transporte rodoviário exige escolta e estudos técnicos

O deslocamento do porto até a capital paulista demanda uma operação especial, com escolta da polícia rodoviária e circulação durante a madrugada. Alguns veículos chegam a 23 metros de comprimento e podem ultrapassar 100 toneladas, o que exige estudos prévios de trajeto.

Em uma das operações, foi necessário até esvaziar pneus de um caminhão para permitir a passagem sob um viaduto. Em outro momento, o alto fluxo de veículos nas rodovias, típico do início do ano, levou a empresa a manter os equipamentos temporariamente estacionados no porto e em pátios da polícia antes de concluir o transporte.

Por que os trens não seguem pelos trilhos?

Levar os veículos diretamente pelas ferrovias até São Paulo não é uma opção inicial. Antes de entrarem em operação, os equipamentos precisam passar por testes específicos, o que impede seu uso imediato na malha ferroviária.

No total, 47 funcionários da TIC Trens participaram diretamente da logística de aquisição e transporte dos novos veículos. A concessionária é formada pela brasileira Comporte e pela chinesa CRRC.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/TIC Trens

Ler Mais
Transporte

MSC Pisa realiza escala inaugural em Iquique fortalecendo rota transpacífica

O ITI – Iquique Terminal Internacional, no Chile, recebeu nesta semana a escala inaugural do MSC Pisa, em sua primeira viagem comercial. Entregue em dezembro de 2025 pelo estaleiro chinês New Times Shipyard (NTS), a embarcação atracou no Berço 4 integrando o serviço semanal Alpaca, que conecta portos da Ásia à costa oeste da América do Sul, incluindo Chile e Peru.

Características técnicas e capacidade do MSC Pisa

O MSC Pisa é o quinto navio de uma série de dez unidades encomendadas pela MSC, projetadas para otimizar o transporte de carga conteinerizada em rotas transpacíficas. Entre suas especificações estão:

  • Capacidade: 11.400 TEUs
  • Comprimento (eslora): 335 metros
  • Largura (manga): 46 metros
  • Tonelagem: 131 mil toneladas de peso morto (DWT)
  • Calado máximo: 15,5 metros

O navio opera sob bandeira da Libéria e é impulsionado por motores MAN B&W de 25.000 kW, permitindo atingir velocidades de cruzeiro próximas a 20 nós.

Operação em Iquique e fluxo de carga

Durante a estadia no porto, prevista para terminar nesta sexta-feira (30), o terminal realizará cerca de 2.500 movimentos de contêineres. O Porto de Iquique se destaca como elo logístico essencial para o comércio entre o Mercosul e a Ásia, sendo uma das principais rotas de saída para o Pacífico utilizadas por exportadores da região.

Modernização da frota e eficiência energética

A renovação da frota no serviço Alpaca reflete a estratégia da MSC de posicionar navios de última geração para atender ao crescimento da demanda e aprimorar a eficiência energética. Em sequência a esse ciclo de modernização, o porto chileno de San Antonio deve receber nos próximos dias o MSC Serena, outra embarcação recém-construída da companhia suíça.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Transporte

Ferrovias de Santa Catarina ultrapassam 6 milhões de toneladas transportadas em 2025

Movimentação ferroviária reforça papel logístico do estado
As ferrovias de Santa Catarina movimentaram 6.172.708 toneladas de cargas em 2025, de acordo com levantamento da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), com base em dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O resultado evidencia a relevância do transporte ferroviário para a logística catarinense, especialmente no escoamento de mercadorias estratégicas para os portos do estado.

FTC e Rumo concentram o volume transportado
Do total registrado no ano, a Ferrovia Tereza Cristina (FTC) respondeu por cerca de 3,08 milhões de toneladas, com destaque para o carvão mineral destinado à usina termelétrica Jorge Lacerda e para cargas conteinerizadas com destino ao Porto de Imbituba.
Já a Rumo Logística transportou volume semelhante, também próximo de 3,08 milhões de toneladas, concentrado principalmente em granéis agrícolas, como soja e milho, direcionados ao Porto de São Francisco do Sul.

Carvão e soja lideram a pauta ferroviária
Dois produtos dominaram a movimentação pelas ferrovias catarinenses em 2025, somando mais de 76% do total transportado:
Carvão mineral: 2,5 milhões de toneladas
Soja: 2,1 milhões de toneladas

Na sequência aparecem o milho, com 853 mil toneladas, e as cargas conteinerizadas, que alcançaram 566,6 mil toneladas. Também integraram a pauta itens como adubos, bobinas de aço, combustíveis, cloreto de potássio e ureia.

Porto de Imbituba se destaca na movimentação de contêineres
A atuação da Ferrovia Tereza Cristina foi decisiva para o desempenho do Porto de Imbituba no segmento de contêineres. Em 2025, mais de 560 mil toneladas chegaram ao terminal por meio ferroviário, o que corresponde a cerca de 43% da movimentação total de contêineres do porto.

Com esse resultado, Imbituba se consolida como o porto brasileiro que, proporcionalmente, mais utiliza a integração ferrovia-porto no transporte de contêineres, fortalecendo a eficiência logística no Sul catarinense.

Malha ferroviária ampla, mas com baixa operação
Apesar do avanço na movimentação, Santa Catarina ainda utiliza apenas parte reduzida de sua malha ferroviária. O estado conta com 1.373 quilômetros de ferrovias instaladas, sendo 1.210 quilômetros concedidos à Rumo e 163 quilômetros à FTC. Deste total, apenas 373 quilômetros estão em operação, o equivalente a 26,4% da estrutura existente.

Esse trecho ativo representa 1,69% da malha ferroviária brasileira em funcionamento, estimada em aproximadamente 21.510 quilômetros, responsável por uma movimentação nacional superior a 541 milhões de toneladas.

Expansão da malha e novo marco legal
Para ampliar o uso do modal, dois projetos ferroviários estão em desenvolvimento no estado. Um deles prevê a implantação de 319 quilômetros entre Chapecó e Correia Pinto, enquanto o outro contempla 62 quilômetros ligando Navegantes a Araquari, ambos com previsão de conclusão em 2026.

Em paralelo, foi aprovada em 2025 a lei que criou o Sistema Ferroviário do Estado de Santa Catarina (SFE-SC). O novo marco legal estabelece regras para o transporte ferroviário de cargas e passageiros, permitindo concessões públicas e autorizações privadas, com o estado atuando como poder concedente.

Segundo o secretário da SPAF, Beto Martins, o desafio é transformar o potencial existente em resultados concretos. A expectativa do setor produtivo, afirma, está na ampliação dos investimentos e das concessões, para que o transporte ferroviário se consolide como alternativa competitiva ao modal rodoviário em Santa Catarina.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FTC

Ler Mais
Transporte

Novas embarcações da Petrobras ampliam e triplicam a capacidade de transporte de GLP

A Petrobras, em parceria com a subsidiária Transpetro, anunciou um investimento de R$ 2,9 bilhões para a aquisição de novas embarcações destinadas ao transporte de combustíveis. O pacote inclui cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, ampliando de forma significativa a estrutura logística da companhia.

Com a incorporação dos novos navios, a frota de gaseiros da Transpetro passará de seis para 14 unidades, o que permitirá triplicar a capacidade de transporte de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) e de outros derivados, segundo a estatal.

Eficiência energética e redução de emissões

De acordo com a Petrobras, os novos gaseiros foram projetados para operar com maior eficiência energética, consumindo até 20% menos energia. As embarcações também devem reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa, além de estarem aptas a operar em portos eletrificados, alinhando-se às metas ambientais da companhia.

A ampliação da frota própria tem como objetivo principal diminuir a dependência de embarcações afretadas, aumentando a flexibilidade operacional e a eficiência no escoamento de GLP e outros produtos estratégicos.

Entrada na navegação interior amplia alcance logístico

A aquisição das barcaças e empurradores marca a entrada da Transpetro na navegação interior, que envolve operações em águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais e baías. Com essa estrutura, a empresa passará a contar com frota própria para abastecimento em polos considerados estratégicos, como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

Programa Mar Aberto impulsiona renovação da frota

As novas embarcações integram o Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras. Os contratos de construção foram assinados na terça-feira (20), durante cerimônia realizada em Rio Grande (RS), com a presença de autoridades federais.

O programa prevê investimentos estimados em US$ 6 bilhões entre 2026 e 2030, o equivalente a aproximadamente R$ 32 bilhões. O plano inclui a construção de 20 navios de cabotagem, além das 18 barcaças e 18 empurradores, e o afretamento de 40 embarcações de apoio para dar suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

Construção distribuída em três estados

As embarcações contratadas serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros localizados em três estados brasileiros. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande ficará responsável pela construção dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia produzirá as 18 barcaças. Já em Santa Catarina, a Indústria Naval Catarinense será encarregada da construção dos empurradores.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

Ler Mais
Transporte

Ocean Alliance lança novo produto e redefine serviços marítimos globais a partir de 2026

A Ocean Alliance, formada por CMA CGM, Cosco Shipping, Evergreen e OOCL, anunciou o lançamento do “Ocean Alliance Day 10 Product”, nova configuração de serviços que entrará em vigor em 2026. A iniciativa consolida a estrutura operacional da aliança e foi apresentada durante a Convenção Portuária e de Transporte Marítimo da Ocean Alliance, realizada nos dias 20 e 21 de janeiro.

Rede contará com 41 serviços e quase 400 navios

Com o novo produto, a Ocean Alliance passará a operar 41 serviços nas principais rotas Leste-Oeste, utilizando um total de 394 navios porta-contêineres. Desse total, 130 embarcações pertencem à frota da CMA CGM. A capacidade combinada da aliança alcança 5,3 milhões de TEUs, reforçando sua posição entre as maiores redes marítimas do mundo.

Forte presença nas rotas Ásia–Europa

No comércio entre Ásia e Norte da Europa, a aliança oferecerá sete serviços, garantindo ampla cobertura portuária tanto na origem quanto no destino. Essa rota contará com 102 navios, sendo 30 da CMA CGM. Já entre a Ásia e o Mediterrâneo, serão quatro serviços, operados por 54 embarcações, incluindo 26 navios da CMA CGM.

Transpacífico concentra maior número de serviços

A rota transpacífica será atendida por 22 serviços, refletindo a relevância estratégica desse corredor. Oito deles conectarão a Ásia à costa leste dos Estados Unidos, com 100 navios em operação, enquanto 14 ligarão a Ásia à costa oeste dos EUA e do Canadá, com 99 embarcações. A CMA CGM participará com 41 navios na costa leste e 25 na costa oeste.

Oriente Médio e Atlântico Norte também fazem parte da malha

A malha operacional inclui ainda três serviços entre a Ásia e o Golfo Pérsico, com 21 navios, além de três serviços transatlânticos ligando o norte da Europa à costa leste dos Estados Unidos, operados por 18 embarcações.

Os serviços diretos entre a Ásia e o Mar Vermelho seguem suspensos por tempo indeterminado. Nessa rota, a movimentação de cargas continua sendo realizada pela CMA CGM por meio de um serviço independente, fora da estrutura da aliança.

Acordo da aliança segue válido até 2032

A apresentação do Ocean Alliance Day 10 Product integra o acordo em vigor entre CMA CGM, Cosco Shipping, Evergreen e OOCL, com validade mínima até 2032. Desde sua criação, em 2017, a aliança vem expandindo uma rede global que conecta a Ásia à Europa, ao Oriente Médio e às costas leste e oeste da América do Norte, com escalas diretas e tempos de trânsito otimizados.

Compromisso com descarbonização permanece

Paralelamente à nova oferta operacional, a CMA CGM reafirmou sua meta de atingir a neutralidade de carbono até 2050. A companhia informou que está se preparando para operar cerca de 200 navios porta-contêineres movidos a energias de baixa emissão até 2031, parte dos quais já integra a rede da Ocean Alliance.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Transporte

Túnel Itajaí–Navegantes avança para fase decisiva com financiamento internacional

O projeto do túnel subaquático Itajaí–Navegantes entrou em uma etapa decisiva e deve ganhar novo ritmo nos próximos dias. A expectativa é de que o contrato de financiamento com o Banco Mundial seja formalizado até o fim do próximo mês, consolidando uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do litoral norte de Santa Catarina.

A assinatura ficará a cargo do prefeito de Itajaí, Robison Coelho, que preside o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Região da Foz do Rio Itajaí (CIM-Amfri). O acordo integra o Programa de Mobilidade Integrada Sustentável (Promobis), que prevê US$ 90 milhões em recursos internacionais, além de uma contrapartida de US$ 24 milhões do Governo de Santa Catarina.

Projeto desperta interesse de grupos internacionais
O avanço técnico e financeiro do túnel Itajaí–Navegantes tem atraído a atenção de empresas estrangeiras especializadas em grandes obras. Na segunda-feira (19), um grupo empresarial da Holanda esteve em Itajaí para conhecer os detalhes do empreendimento e avaliar uma possível participação no futuro processo licitatório.

A agenda ocorreu no Centro de Inovação, com a presença do prefeito Robison Coelho e de representantes da Invest Itajaí. O encontro teve como foco a apresentação do projeto de engenharia do túnel e sua aderência ao portfólio de obras já executadas pelo grupo internacional.

Execução da obra será por Parceria Público-Privada
A etapa diretamente ligada à construção do túnel ficará sob responsabilidade do Governo do Estado de Santa Catarina, que conduzirá a licitação. A previsão é que o empreendimento seja viabilizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), reunindo recursos estaduais e o financiamento do Banco Mundial.

Com o avanço da modelagem técnica e institucional, o projeto passa a atrair empresas com experiência internacional em obras complexas, sobretudo na fase de desenvolvimento e detalhamento técnico.

Invest Itajaí atua na articulação com investidores
A Invest Itajaí vem desempenhando papel estratégico ao aproximar o poder público de investidores nacionais e internacionais, promovendo o potencial do município e facilitando agendas institucionais. Para o diretor-presidente da entidade, Nikolas Reis, essa articulação é essencial para ampliar a visibilidade do projeto.

Segundo ele, o interesse de grupos estrangeiros reforça a credibilidade do planejamento e evidencia o potencial econômico e logístico da região.

Mobilidade urbana e desenvolvimento regional
A expectativa é que o túnel subaquático represente um salto na mobilidade urbana entre Itajaí e Navegantes, criando uma nova opção de travessia, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a integração regional. O projeto também é visto como um importante vetor de desenvolvimento econômico para o litoral norte catarinense.

De acordo com Robison Coelho, o momento atual é dedicado ao alinhamento técnico e à troca de experiências com empresas especializadas. A contratação do projeto executivo é apontada como o próximo passo, abrindo caminho para a futura execução da obra e sua entrega à população.

FONTE: SCTD
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/PMI

Ler Mais
Transporte

Transnordestina avança na formação de base de clientes e estrutura modelo comercial

A Ferrovia Transnordestina começa a dar passos concretos rumo à consolidação de sua operação comercial. Em meio às viagens experimentais, empresários e produtores passam a enxergar ganhos logísticos e redução de custos com o transporte ferroviário de cargas, especialmente em comparação ao modal rodoviário.

“Quando a ferrovia estiver totalmente concluída, com toda a estrutura de carregamento e descarregamento pronta, teremos, sim, uma redução real de custos. É um sonho antigo que começa a se materializar”, afirma Marden Alencar Vasconcelos, diretor e sócio da Tijuca Alimentos. A expectativa do empresário reflete o sentimento de parte do setor produtivo que acompanha os testes operacionais da Transnordestina.

Testes operacionais impulsionam procura pelo transporte ferroviário

A relação entre empresas e a Transnordestina Logística S/A (TLSA) vem se estreitando desde o início das viagens experimentais entre o Piauí e o Ceará. De acordo com o diretor Comercial e de Terminais da concessionária, Alex Trevizan, o interesse pelo transporte ferroviário de cargas aumentou significativamente após as primeiras operações.

Segundo ele, novas operações-teste já estão sendo desenhadas com potenciais clientes. O objetivo é validar, na prática, o modelo comercial da Transnordestina, que deve se consolidar até 2028, quando a ferrovia estiver totalmente inaugurada. “Após a operação de dezembro, várias empresas nos procuraram interessadas em realizar transportes semelhantes ou testar outros tipos de carga”, explica.

Contratação flexível e transporte sob demanda

Um dos diferenciais do projeto é a flexibilidade do modelo de contratação. Cada vagão pode ser contratado de forma individual, no formato de transporte sob demanda, de acordo com as necessidades do cliente. São considerados fatores como tipo de mercadoria, volume, frequência das viagens e terminais de origem e destino.

Esse formato permite que uma mesma composição ferroviária, com cerca de 20 vagões, transporte cargas de diferentes empresas ou até o mesmo produto pertencente a contratantes distintos. A partir da apresentação de uma proposta, a TLSA passa a estruturar toda a cadeia logística, avaliando a infraestrutura necessária para cada tipo de carga.

Primeiras viagens transportam grãos entre Piauí e Ceará

Após a autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a liberação da licença de operação pelo Ibama, a Transnordestina realizou suas duas primeiras viagens transportando milho e sorgo adquiridos exclusivamente pela Tijuca Alimentos LTDA.

Operação-teste envolve integração logística

O primeiro contato da Tijuca com a Transnordestina ocorreu em 2024 e evoluiu até a formalização da operação-teste no ano seguinte. Segundo Marden Vasconcelos, todo o processo envolveu a construção conjunta da logística intermodal, combinando ferrovia e rodovias.

No modelo adotado, os grãos foram levados por caminhões até o terminal ferroviário de Bela Vista do Piauí (PI). De lá, seguiram pela ferrovia até Iguatu (CE), onde retornaram ao transporte rodoviário com destino às unidades da empresa em Beberibe e Horizonte.

Por se tratar de uma fase experimental e com a ferrovia ainda em implantação, a empresa aceitou operar com margens reduzidas. “Assumimos o risco porque acreditamos no projeto e queremos construir, junto com a Transnordestina, um modelo sustentável e justo para ambas as partes”, destaca.

Terminais logísticos ampliam eficiência operacional

Além da integração entre ferrovia e rodovias, a Transnordestina conta com terminais logísticos operados pela iniciativa privada. Nesse modelo, o cliente pode contratar não apenas o transporte ferroviário, mas também serviços de armazenagem, carregamento e descarregamento diretamente com os operadores dos terminais.

Há ainda a possibilidade de o investidor responsável pela construção do terminal atuar também como comprador da carga, reduzindo intermediários e aumentando a eficiência da operação. Em alguns casos, a própria TLSA atua como facilitadora, conectando produtores, compradores e operadores logísticos.

Expansão dos terminais da Transnordestina

A TLSA planeja implantar entre seis e oito terminais logísticos em pontos estratégicos do Nordeste, incluindo Eliseu Martins e Bela Vista do Piauí (PI), Trindade e Salgueiro (PE), além de Missão Velha, Maranguape e o Porto do Pecém (CE). Neste último, o destaque é o TUP NELOG, terminal privado do Grupo CSN que conectará as ferrovias à estrutura portuária, fortalecendo os fluxos de exportação e importação.

FONTE: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MIDR

Ler Mais
Transporte

Venda de caminhões usados cresce 27,7% em 2025 e reforça papel estratégico do setor

O mercado brasileiro de caminhões usados encerrou 2025 em ritmo acelerado de crescimento, consolidando-se como uma alternativa estratégica para o transporte rodoviário de cargas em um cenário marcado por juros elevados, crédito mais restrito e maior cautela nos investimentos. Ao longo do ano, as transferências de veículos avançaram 27,7%, alcançando 444,8 mil unidades, segundo dados da Fenauto, com base em registros da Senatran.

O resultado evidencia a força do mercado secundário em um período de renovação mais lenta da frota. O alto custo dos caminhões novos, aliado ao envelhecimento da frota nacional e à necessidade de manter a capacidade operacional, levou transportadores a ampliarem a busca por caminhões usados. Mesmo diante de oscilações na atividade econômica, o segmento manteve volumes robustos e crescimento consistente.

Seminovos impulsionam o avanço

O principal motor da expansão foi o segmento de caminhões seminovos, com até três anos de uso. As transferências nessa faixa cresceram 40,3% em 2025, indicando que empresas com maior fôlego financeiro optaram por veículos mais recentes fora do mercado de zero-quilômetro. A escolha reflete a busca por menor investimento inicial, confiabilidade mecânica e disponibilidade imediata.

Os chamados usados jovens, entre quatro e oito anos, também registraram desempenho positivo, com alta de 12,3%. Já os veículos maduros, de nove a 12 anos, ficaram praticamente estáveis, com leve crescimento de 0,5%, sinalizando um mercado mais próximo da saturação. Em contrapartida, os caminhões com mais de 13 anos de uso avançaram 21,0%, sustentados principalmente pela demanda de caminhoneiros autônomos e pequenos transportadores, mais sensíveis às condições de financiamento.

Volvo FH lidera vendas no mercado de usados

Entre os modelos mais negociados, Volvo e Mercedes-Benz mantiveram a liderança no mercado de caminhões usados. O Volvo FH foi o veículo mais transferido em 2025, com 2.897 unidades, seguido pelo Ford Cargo (2.621) e pelo Mercedes-Benz Atego (1.668).

Também figuram entre os destaques o Mercedes-Benz Axor, o Actros e modelos clássicos como o Mercedes-Benz 1113, que seguem presentes na frota nacional. A preferência por marcas tradicionais está diretamente ligada à robustez mecânica, à facilidade de reposição de peças e à ampla rede de serviços, fatores decisivos no mercado de segunda mão.

Nordeste puxa crescimento regional

No recorte geográfico, o Nordeste liderou a expansão regional, com crescimento de 25,3% nas transferências de caminhões usados em 2025. O Centro-Oeste aparece em seguida, com alta de 20,9%, impulsionada pelo agronegócio e pela demanda por transporte de longa distância.

O Sudeste, maior mercado em volume absoluto, avançou 15,2%, enquanto o Sul registrou crescimento de 14,6%. De acordo com a Fenauto, o desempenho mais forte fora do eixo Sudeste reflete a interiorização da logística, o fortalecimento das cadeias agroindustriais e a maior procura por soluções de transporte em regiões com menor acesso ao crédito formal.

Mercado funciona como termômetro do setor

Especialistas avaliam que o mercado de caminhões usados atua como um verdadeiro termômetro do transporte rodoviário de cargas. Em momentos de incerteza econômica, o segmento ganha relevância ao permitir a continuidade das operações sem comprometer excessivamente o fluxo de caixa das empresas.

Com a perspectiva de manutenção dos juros em patamares elevados no curto prazo, a expectativa é que os caminhões usados sigam desempenhando papel central em 2026, tanto como porta de entrada para novos transportadores quanto como alternativa para a renovação gradual da frota das empresas já estabelecidas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook