Trafico

Portugal apreende submarino com quase 9 toneladas de cocaína no Atlântico

As autoridades de Portugal apreenderam quase nove toneladas de cocaína escondidas em uma embarcação semissubmersível, conhecida como submarino do narcotráfico, interceptada no oceano Atlântico, próximo ao arquipélago dos Açores. A ação foi divulgada nesta segunda-feira, 26, pela Polícia Judiciária, e já é considerada a maior apreensão da droga registrada no país.

Segundo a investigação, o caso evidencia o uso crescente do Atlântico como rota estratégica do tráfico internacional, ligando a América Latina à Europa.

Tripulação estrangeira foi presa durante a operação

No momento da interceptação, quatro pessoas estavam a bordo do semissubmersível: três colombianos e um venezuelano, todos detidos pelas autoridades portuguesas. A embarcação havia partido da América Latina e foi localizada a cerca de 400 quilômetros dos Açores.

A operação contou com a atuação conjunta da Polícia Judiciária, da Marinha Portuguesa e da Força Aérea, além do apoio das autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido, reforçando a dimensão internacional da ação.

Operação Adamastor enfrentou mau tempo no alto-mar

Batizada de Operação Adamastor, a ação ocorreu sob condições meteorológicas adversas, o que dificultou a abordagem. Durante a intervenção, o submarino acabou afundando, provocando a perda de 35 dos cerca de 300 fardos de droga transportados.

Mesmo com a perda parcial da carga, o volume recuperado foi suficiente para estabelecer um recorde histórico e representa um dos maiores golpes recentes contra o narcotráfico transatlântico.

Cooperação internacional foi decisiva, diz Polícia Judiciária

Em nota oficial, a Polícia Judiciária ressaltou que o sucesso da operação só foi possível graças à cooperação internacional no combate ao crime organizado. A corporação destacou o papel do Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcóticos (MAOC-N), sediado em Lisboa, responsável por articular esforços entre países europeus e parceiros como os Estados Unidos, no monitoramento de rotas marítimas suspeitas.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: FORCA AEREA PORTUGUESA/AFP

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Receita Federal apreende mais de 2,3 toneladas de maconha em operação na BR-277

A Receita Federal em Ponta Grossa apreendeu cerca de 2,35 toneladas de maconha durante uma operação de combate ao contrabando e ao descaminho realizada na tarde desta sexta-feira (23). A ação ocorreu na BR-277, no trecho entre os municípios de Irati e Palmeira, na região dos Campos Gerais do Paraná.

A droga foi localizada em um caminhão semirreboque estacionado no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia.

Caminhão vinha da fronteira com o Paraguai

De acordo com a Receita Federal, o veículo já estava sendo monitorado pela equipe de seleção de alvos. Durante a abordagem, os servidores constataram a ausência do motorista, o que levantou suspeitas sobre a carga transportada.

Após a verificação, os agentes realizaram a abertura da lona dos semirreboques e encontraram 200 pacotes de substância análoga à maconha, totalizando mais de duas toneladas do entorpecente.

As informações preliminares indicam que o caminhão era proveniente da região da fronteira com o Paraguai, rota frequentemente utilizada pelo tráfico de drogas.

Droga e veículo serão encaminhados à polícia

A conferência e a contagem da carga ilícita foram feitas no próprio local da apreensão. Em seguida, tanto a droga apreendida quanto o veículo utilizado no transporte seriam encaminhados à polícia judiciária competente em Ponta Grossa, que dará sequência às investigações.

Combate ao crime organizado e proteção da sociedade

Em nota, a Receita Federal reforçou seu compromisso institucional no enfrentamento ao contrabando, ao descaminho e a crimes conexos, como o tráfico de drogas. O órgão destaca que essas ações contribuem não apenas para a proteção da economia nacional, mas também para o reforço da segurança pública e o cumprimento da legislação brasileira.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Receita Federal apreende 470 kg de cocaína em carga de mamão no Aeroporto de Viracopos

A Receita Federal apreendeu cerca de 470 quilos de cocaína ocultos em uma carga de exportação no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A ação ocorreu na sexta-feira, 9 de janeiro, após trabalho de inteligência realizado pela Alfândega da unidade.

Entorpecente estava escondido em caixas de mamão

A droga foi localizada em tabletes escondidos no interior de caixas de mamão, que integravam uma carga de aproximadamente 2,5 toneladas. O carregamento tinha como destino final a Alemanha, segundo informações da fiscalização aduaneira.

Análise de risco e atuação de cães farejadores

Após passar por análise de risco, a carga foi direcionada ao canal vermelho, procedimento que prevê inspeção detalhada. Durante a verificação física, os agentes contaram com o apoio da equipe de cães de faro (K9), que auxiliou na identificação do entorpecente.

Investigação ficará a cargo da Polícia Federal

Concluída a apreensão, a cocaína foi encaminhada à Polícia Federal, responsável por conduzir as investigações e apurar os responsáveis pelo envio da droga ao exterior.

Combate ao tráfico internacional

A operação reforça o papel da Receita Federal no combate ao tráfico internacional de drogas, além de evidenciar a importância do controle rigoroso do comércio exterior para a proteção da sociedade.

FONTE; Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Espanha realiza maior apreensão de cocaína em alto-mar em operação contra tráfico internacional

A Espanha realizou a maior apreensão de cocaína em alto-mar já registrada no país. A operação interceptou um navio cargueiro que havia partido do Brasil com destino à Europa, transportando quase 10 toneladas de cocaína escondidas em meio a uma carga de sal. A ação foi confirmada pelas autoridades espanholas nesta segunda-feira (12).

Segundo a polícia, a embarcação foi abordada em águas internacionais após ficar sem combustível e precisou ser rebocada pela guarda costeira até o porto de Santa Cruz de Tenerife, nas Ilhas Canárias.

Prisões e material apreendido

Durante a operação, 13 tripulantes foram presos. No interior do navio, os agentes encontraram 294 fardos de cocaína, além de uma arma de fogo. A droga estava cuidadosamente camuflada sob toneladas de sal, numa tentativa de dificultar a fiscalização.

Imagens divulgadas pelas autoridades mostram policiais utilizando pás e as próprias mãos para remover a cocaína, retirando os fardos do porão e organizando uma linha humana para levá-los até o cais.

Operação teve cooperação internacional

A ação é resultado de uma ampla operação internacional de combate ao narcotráfico, que envolveu a DEA, dos Estados Unidos, a Polícia Federal do Brasil, a Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido, além de forças de segurança da França e de Portugal.

As investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes da organização criminosa responsável pelo transporte da droga e possíveis ramificações do esquema em outros países.

Veja o vídeo:

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM E VÍDEO: Reprodução/Metrópoles

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Receita Federal apreende 104 kg de cocaína em terminal privado de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu 104 quilos de cocaína na manhã desta quinta-feira (18), durante fiscalização em um terminal privado de Paranaguá, no litoral do Paraná. A droga foi localizada em um contêiner que tinha como destino final o Porto de Lisboa, em Portugal.

Ao todo, foram encontrados 96 tabletes de cocaína, acondicionados em quatro bolsas e misturados à carga lícita de feijão. Segundo a Receita, o exportador não tinha conhecimento do entorpecente.

Método rip-on/rip-off é usado pelo tráfico internacional
A tentativa de envio da droga utilizou o método conhecido como rip-on/rip-off, prática comum no tráfico internacional de drogas. A técnica consiste na violação do contêiner após o embarque regular da mercadoria para a introdução de produtos ilícitos, sem a participação do exportador ou do importador.

Durante a operação, os servidores da Receita Federal contaram com o apoio do cão farejador Falcon, que auxiliou na identificação da carga suspeita.

Portos do Sul somam mais de 2,4 toneladas apreendidas em 2025
Com essa apreensão, o volume de drogas retidas pela Receita Federal nos portos do Paraná e de Santa Catarina em 2025 já ultrapassa 2,4 toneladas de cocaína. Apenas no Porto de Paranaguá, foram mais de 1.800 quilos apreendidos em 12 operações realizadas neste ano.

Após a retenção, o entorpecente foi encaminhado à polícia judiciária, que dará continuidade às investigações para identificar os responsáveis.

Fiscalização aduaneira reforça segurança do comércio exterior
A Receita Federal atua no controle aduaneiro de cargas e veículos destinados ao exterior ou provenientes de outros países. O objetivo é facilitar o comércio internacional, ao mesmo tempo em que reforça a segurança das operações lícitas e combate crimes como o tráfico de drogas.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Receita Federal apreende cocaína em contêiner no Porto de Itajaí

A Receita Federal apreendeu mais de 53 quilos de cocaína escondidos no condensador de um contêiner refrigerado que passou pelo Brasil e tinha como destino final o porto de Luanda, em Angola. A ação ocorreu na tarde desta sexta-feira, no Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

Inteligência identificou o esconderijo

O entorpecente foi localizado a partir de trabalho integrado de inteligência, análise de risco e monitoramento realizado pela Receita Federal. As apurações iniciais indicam que a droga não foi inserida em território brasileiro, mas em algum dos países por onde o contêiner transitou antes de chegar ao Brasil.

Carga transportava proteína animal

O equipamento onde a cocaína estava ocultada fazia parte de uma carga regular de proteína animal. A principal suspeita é de que os traficantes não conseguiram retirar a droga em escalas anteriores, permanecendo o material ilícito no contêiner até a chegada ao Brasil, onde a carga original foi descarregada.

Após a apreensão, a cocaína foi encaminhada à Polícia Federal, que assumiu a condução das investigações para identificar os responsáveis e a rota utilizada pelo tráfico internacional.

Apreensões crescem nos portos do Sul

Somente em 2025, a Receita Federal já retirou de circulação mais de 2,3 toneladas de cocaína nos portos de Santa Catarina e do Paraná. Um dos casos recentes ocorreu em 28 de novembro, na Portonave, em Navegantes, quando agentes encontraram cocaína dissolvida em 300 garrafas de refrigerante.

Na ocasião, a droga integrava uma carga legal destinada à Eslovênia e foi localizada com o auxílio de escâneres, análise de inteligência e cães farejadores. Os cães Daphne e Enzo tiveram papel decisivo na identificação do entorpecente.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/RFSC

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Aumenta o uso de navios mercantes no tráfico de cocaína, alertam autoridades marítimas

O mais recente relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) revela que 2023 foi um ano recorde para o mercado global de cocaína. A produção atingiu cerca de 3.708 toneladas, um aumento de aproximadamente um terço em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pela expansão das plantações ilegais de coca na Colômbia. Em contraste, a área cultivada na Bolívia permaneceu estável, enquanto o Peru registrou uma leve redução.

De acordo com o relatório analisado pela Gard, os principais fluxos de tráfico de cocaína continuam saindo dos países andinos em direção à América do Norte e à Europa, tanto de forma direta quanto por meio da África Ocidental e Central. No entanto, a UNODC alerta que o aumento das apreensões e do consumo — identificado por análises de águas residuais — indica um forte crescimento do fluxo para a Europa, superior ao observado na América do Norte, além de uma recente expansão para a Ásia.

Em contraste com o avanço da cocaína, a produção e o transporte de ópio e heroína oriundos do Afeganistão permanecem nos níveis mais baixos desde 2001. Em Mianmar, a produção caiu 8%. Ainda assim, o órgão chama atenção para o risco de que opioides sintéticos, como o fentanil, substituam parcialmente a heroína devido à sua rápida disseminação mundial.

Navios comerciais sob risco crescente

A UNODC e fontes como a Gard alertam para o uso cada vez mais frequente de embarcações comerciais no contrabando de drogas, muitas vezes sem o conhecimento das tripulações. Os narcóticos podem ser escondidos em contêineres — inclusive nas paredes ou pisos —, em cargas a granel ou até aderidos à estrutura externa do navio.

Autoridades portuárias relataram casos de traficantes disfarçados de funcionários ou estivadores, que colocam selos falsos em contêineres já inspecionados. Também foram encontrados entorpecentes escondidos por mergulhadores no leme ou no casco das embarcações. Essas práticas representam riscos operacionais, legais e pessoais para as tripulações.

Áreas de alto risco e medidas de prevenção

Os principais pontos críticos do tráfico marítimo de cocaína incluem Colômbia, Equador, Peru, México, Brasil e Venezuela. Alterações nas rotas ou operações militares mais intensas podem desviar as atividades ilícitas para navios mercantes.

De acordo com o Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS), armadores e autoridades portuárias devem garantir a segurança operacional. Entre as medidas recomendadas estão:

  • Realizar avaliações de risco específicas antes de entrar em portos vulneráveis.
  • Restringir o acesso ao navio e controlar rigorosamente os pontos de entrada.
  • Registrar todas as pessoas e pacotes que subirem a bordo.
  • Manter vigilância constante e revisar as gravações de CCTV.
  • Iluminar as áreas externas e próximas ao navio durante a noite.
  • Comunicar autoridades locais e agentes portuários em caso de atividades suspeitas.

Após o término das operações de carga, recomenda-se uma inspeção completa do navio, inclusive abaixo da linha d’água, com o apoio de cães farejadores ou equipes de mergulho certificadas.

Direitos da tripulação durante investigações

O relatório também expressa preocupação com o tratamento dos tripulantes detidos após apreensões de drogas a bordo. A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) denunciou casos em que marinheiros foram retidos por longos períodos, mesmo sem evidências de envolvimento.

Em resposta, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Marítima Internacional (OMI) aprovaram, em novembro de 2024, diretrizes para o tratamento justo de marítimos detidos em conexão com supostos crimes, baseadas em direitos humanos e devido processo legal.

As diretrizes recomendam que os Estados portuários evitem prisões arbitrárias e facilitem a repatriação sem custos após o encerramento das investigações. Já os Estados de bandeira e armadores devem oferecer assistência jurídica e garantir o cumprimento dos contratos de trabalho, enquanto os tripulantes precisam ser informados sobre seus direitos e meios de defesa.

Prevenção continua sendo a melhor estratégia

A Gard reforça que a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra o contrabando marítimo. A apreensão de drogas pode resultar em longos atrasos, perdas financeiras, sanções e danos à reputação das empresas de navegação, além de causar impactos psicológicos significativos às tripulações.

FONTE: Mundo Marítimo
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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Receita Federal retém 146 kg de cocaína no Porto de Paranaguá

Receita Federal retém 146 kg de cocaína no Porto de Paranaguá 🚨

A Receita Federal reteve 146,5 kg de cocaína no Porto de Paranaguá (PR). A droga estava escondida em um contêiner com bobinas de papel/celulose e foi inserida sem o conhecimento do exportador, no método conhecido como rip-on/rip-off.

O cão de faro Enzo foi essencial na inspeção, que também contou com o uso de scanner e técnicas de gerenciamento de risco. O destino final da carga era a Arábia Saudita, com transbordo na Espanha.

Balanço 2025: Com essa apreensão, a Receita Federal já reteve 263 kg de cocaína no porto paranaense neste ano. Em 2024, foram 1,3 toneladas de droga interceptadas no local.

A droga foi entregue à polícia judiciária para investigação.

Fonte: Receita Federal
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Receita Federal amplia atuação da Aduana no enfrentamento ao crime organizado

Em coletiva, órgão apresentou resultados que refletem medidas de proteção do mercado nacional, do consumidor e da segurança pública

A Receita Federal está se posicionando cada vez mais como um órgão atuante na segurança pública brasileira, adotando medidas de aduana para o enfrentamento ao crime organizado. Esse posicionamento vem tendo impacto sobre o número de apreensões de mercadorias que são fruto de contrabando e descaminho, como cigarros e outros artigos eletrônicos, além de combustíveis e drogas.

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que, quando se fala da Receita Federal, logo se pensa em Imposto de Renda e arrecadação de tributos, passando despercebido da população que a RFB abrange também a Aduana Brasileira.

“Se a função principal da Aduana é a facilitação do comércio internacional, ela naturalmente acaba trabalhando diretamente nisso, na proteção do mercado nacional, na proteção do consumidor brasileiro e na segurança pública, porque infelizmente é por meio de transações internacionais que o crime organizado, muitas vezes, se financia aqui no Brasil”, comentou o secretário, na quinta-feira (27/2), durante coletiva para apresentar o Balanço de Apreensões realizadas em 2024 e as principais medidas da Aduana no enfrentamento ao crime organizado.

Combustíveis e cigarros

O balanço mostra que, somente em 2024, um montante de R$ 5  bilhões em combustíveis retidos pela fiscalização entraram no mercado mediante ações judiciais. Para o subsecretário de Administração Aduaneira da RFB, Fabiano Coelho, os combustíveis ilustram bem a importância da articulação entre os órgãos públicos envolvidos nesses casos, porque existe uma forte pressão do segmento econômico para a utilização desses produtos.

“Todos nós utilizamos isso, todos os dias, e a indústria também. Então, é uma forte pressão para que haja a liberação, porque a cadeia logística precisa dar vazão, não só para o consumo, como não existe capacidade de consumo e armazenagem. Então, geralmente, as liberações judiciais são concedidas em função dessa urgência, dessa necessidade, sem análise do mérito”, afirmou. Ele salientou que o setor está sobrecarregado de irregularidades que precisam ser combatidas, não só pela Receita Federal, mas também por outros órgãos públicos com competência na área.

Já quanto à apreensão de mercadorias fruto do contrabando e descaminho, a Receita Federal registrou o montante de R$ 3,76 bilhões de reais, em 2024, com uma média superior a R$ 3,5 bilhões em volume de apreensões nos últimos anos.

O carro-chefe é o cigarro. Só o cigarro comum tem uma média, desde 2020, de R$ 1 bilhão anual em valor de mercado apreendido. A Receita nota a conexão desse crime com milícias privadas, que formam quadrilhas para tomar conta dessas rotas.

As apreensões de cigarros eletrônicos saltaram de R$ 61,8 milhões em 2023 para R$ R$ 179,4 milhões no ano passado, graças a ações para evitar a continuidade desse ilícito e a busca de integrações para a derrubada de sites, cassação da licenças e outras medidas que fortaleçam o combate ao contrabando desses itens.

Contrabando e tráfico

O secretário Barreirinhas contou ter acompanhado pessoalmente uma operação de repressão ao contrabando de cigarros eletrônicos, em São Paulo, com a notificação do responsável de que contrabando e descaminho é crime, inclusive com pena maior do que a de furto no Brasil. “No dia seguinte, eu passei no estabelecimento e estava tudo lá de volta. Por quê? Porque é uma sensação de impunidade”, lamentou.

Para evitar esse tipo de situação, a Receita publicou duas Instruções Normativas inovadoras. Uma delas prevê a suspensão cautelar dos CNPJs de estabelecimentos pegos com produtos contrabandeados. Outra proíbe o uso dos portos brasileiros para o trânsito de cigarros eletrônicos. Além disso, com a suspensão do CNPJs, o órgão vai informar aos municípios – que têm a competência em relação aos alvarás de funcionamento – para suspender a licença dos estabelecimentos.

Sobre artigos eletrônicos, em 2024, a Receita Federal registrou o montante de R$ 920 milhões em mercadorias apreendidas. De acordo com o coordenador-geral de Combate ao Contrabando e Descaminho, Raphael Eugênio de Souza, foi o melhor resultado do histórico de apreensões desses itens pelo órgão federal, inclusive, passando pela primeira o volume de cigarros, o que pode ser explicado pelo consumo maior de cigarros eletrônicos.

Nas operações contra o tráfico de drogas, no ano passado, a Receita Federal também bateu um recorde em quantidade de apreensões, chegando próximo a 70 toneladas, com leve alta em relação ao recorde anterior, que foi de 2020.

Maior repercussão penal

Segundo a Subsecretaria de Administração Aduaneira, além das medidas envolvendo o CNPJ de empresas envolvidas em contrabando, a alteração da Portaria 1750/2018 terá outros impactos na repercussão penal.

Um deles é fortalecer os elementos que compõem as representações mais relevantes, contribuindo ainda mais com a atuação do Ministério Público Federal (MPF). A ideia é que a fiscalização possa fornecer todos os elementos de prova para que o MPF ofereça denúncia de uma forma mais embasada.

Também será possível ampliar a efetividade, a partir da representação de crimes praticados em conjunto com o contrabando e descaminho. Nesse caso, se durante uma fiscalização se observar a prática de outros crimes, a alteração na lei permite fornecer esses elementos para o MPF oferecer a denúncia de uma forma mais completa. “A intenção agora é que todas essas informações já sejam enviadas desde o início da representação, o que vai acelerar e dar maior abrangência ao processo”, explicou o delegado da Alfândega de Guarulhos, Mário de Marco, durante a coletiva.

Por fim, a Receita busca melhorar a publicidade das informações, para que a sociedade acompanhe os crimes representados com mais precisão. “Vamos ampliar a transparência ativa. Hoje, a Receita Federal já divulga as representações criminais na internet, mas de uma maneira não tão fácil de ser acessada. Nós faremos uma listagem dos contrabandistas pegos pela Receita Federal e das representações feitas, detalhando o volume apreendido e os valores apreendidos, anunciou o secretário Robinson Barreirinhas.


Confira a coletiva da Receita Federal para apresentar o balanço das apreensões realizadas em 2024 e das medidas contra o crime organizado

FONTE: MF.gov
Receita Federal amplia atuação da Aduana no enfrentamento ao crime organizado — Ministério da Fazenda

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Trump anuncia que vai começar a taxar México e Canadá em março e aplicar 10% adicionais à China

Presidente norte-americano prometeu impor tarifas de 25% sobre as importações mexicanas e canadenses, para pressioná-los a combater a migração ilegal e o tráfico de fentanil, opioide que causa estragos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (27) que as tarifas sobre as importações de México e Canadá entrarão em vigor em 4 de março, e que, a partir do mesmo dia, a China vai pagar 10% a mais em tarifas aduaneiras, “até que se detenha ou limite” o narcotráfico. “As drogas seguem entrando no nosso país a partir do México e do Canadá em níveis muito altos e inaceitáveis”, publicou Trump na rede Truth Social.

“Não podemos permitir que esse flagelo continue prejudicando os Estados Unidos e, portanto, até que seja interrompida ou seriamente limitada”, as tarifas “programadas” para “o dia 4 de março entrarão em vigor, conforme o planejado”, garantiu. Trump prometeu neste mês impor tarifas de 25% sobre as importações mexicanas e canadenses, para pressionar os vizinhos a combater a migração ilegal e o tráfico de fentanil, um opioide sintético que causa estragos nos Estados Unidos.

Mas deu um mês de prazo, a fim de dar margem para um acordo que as evite. Nesta semana, o republicano transmitiu mensagens contraditórias: primeiramente, disse que as tarifas seguiriam em frente “conforme o programado”, mas na quarta-feira afirmou que elas seriam aplicadas apenas em 2 de abril.

‘Venenos perigosos’ 

“Uma grande porcentagem dessas drogas, muitas delas na forma de fentanil, são fabricadas e fornecidas a partir da China. Mais de 100.000 pessoas morreram no ano passado devido à distribuição desses venenos perigosos e altamente viciantes”, acusou o bilionário. “A China deverá pagar uma tarifa adicional de 10%” a partir do dia 4 de março, advertiu Trump.

Os produtos chineses já estão sujeitos a tarifas suplementares de 10% desde o início de fevereiro, a isso Pequim respondeu com tarifas seletivas sobre as exportações dos Estados Unidos. Um funcionário americano confirmou que a nova tarifa de 10% se soma à já existente, pois, segundo ele, não houve “progresso suficiente” no combate às drogas.

O funcionário estimou que Washington precisa agir contra os três países para resolver o problema do fentanil. A mudança de 180 graus em relação ao México e ao Canadá foi anunciada no dia em que o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, reuniu-se em Washington com uma delegação mexicana.

Ações coordenadas 

Funcionários da segurança dos dois países concordaram em realizar “ações coordenadas” contra o narcotráfico, com o objetivo de “reduzir as mortes” por fentanil nos Estados Unidos e o tráfico de armas procedentes do país que acabam parando nas mãos dos cartéis mexicanos, informou a chancelaria do México.

A presidente Claudia Sheinbaum disse que mantém a esperança de “chegar a um acordo” com Trump por meio do diálogo. Nas últimas semanas, México e Canadá tomaram medidas para agradar o país vizinho. O México enviou 10.000 militares à fronteira com o território americano para conter o tráfico de drogas para os Estados Unidos, destino de mais de 80% das exportações mexicanas.

O magnata republicano reconheceu na quarta-feira que o número de travessias ilegais de migrantes pela fronteira com o México caiu drasticamente, mas atribuiu a queda à sua política. “Os dados foram bons, mas isso também se deve a nós. Em grande parte, a nós. Agora está muito difícil entrar pela fronteira”, declarou.

Porém “o dano já foi feito”, afirmou na quarta-feira, referindo-se às mortes por overdose de fentanil. O Canadá, país o qual Trump quer transformar no “estado 51″ dos Estados Unidos, nomeou, por sua vez, um “czar do fentanil”, entre outras concessões feitas a Washington. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse que trabalha “dia e noite com um objetivo: evitar tarifas”, mas ressaltou que, caso elas sejam aplicadas, “a resposta” será imediata.

Os três países são parceiros desde 1994 em um acordo de livre comércio regional que foi renegociado em 2020 a pedido de Trump durante seu primeiro mandato (2017-2021) e que deve ser revisado em 2026. O presidente dos Estados Unidos também advertiu, nesta quinta-feira, que a data de 2 de abril para a potencial imposição do que ele chama de “tarifas recíprocas” a aliados e adversários “permanecerá em pleno vigor e efeito”.

Essas tarifas serão adaptadas a cada parceiro assim que as agências governamentais concluírem uma série de estudos solicitados pelo magnata republicano de 78 anos. “Serão tratados como nos tratarem”, declarou o secretário de Comércio, Howard Lutnick, em uma entrevista à Fox News na quarta-feira sobre as tarifas recíprocas.

*Com informações da AFP
Publicado por Carolina Ferreira

FONTE: Jovem Pan
Trump anuncia que vai começar a taxar México e Canadá em março e aplicar 10% adicionais à China | Jovem Pan

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