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Mercosul firma marco de parceria estratégica com o Japão e projeta avanço nas negociações

O Mercosul anunciou a formalização de um marco que estabelece a parceria estratégica entre o bloco e o Japão, criando as bases para o aprofundamento das relações econômicas e institucionais. De acordo com comunicado conjunto, a primeira rodada de negociações está prevista para o início de 2026, período em que o Paraguai exercerá a presidência pro tempore do bloco sul-americano.

Comércio bilateral reforça potencial do acordo

O documento destaca o peso do intercâmbio comercial entre as partes, que atingiu US$ 13 bilhões em 2024, como um indicativo do espaço existente para expansão e diversificação dos negócios. Segundo o texto, a intenção é elevar o nível de cooperação, fortalecendo as relações estratégicas sob uma visão ampla, de longo prazo, com foco em comércio e investimentos.

Foco em áreas estratégicas e inovação

Entre os principais eixos da parceria estão setores considerados prioritários para o desenvolvimento econômico contemporâneo. O acordo prevê cooperação em cadeias de suprimentos, economia digital, transições energéticas e transformação verde, áreas vistas como fundamentais para a competitividade e a sustentabilidade das economias envolvidas.

Agenda internacional do Mercosul ganha fôlego

O anúncio ocorreu durante a 67ª Cúpula do Mercosul, realizada neste sábado, 20, em Foz do Iguaçu. A iniciativa reforça a estratégia do bloco de ampliar sua inserção internacional, ao mesmo tempo em que mantém tratativas com a União Europeia. Ainda no mesmo dia, o Mercosul também deu início às negociações para um acordo comercial com o Vietnã, ampliando sua agenda de parcerias globais.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Kim Kyung-Hoon/File Photo

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Novo porto em Praia Mole: acordo confirma construção de terminal de petróleo no ES

A Blue Terminals, do grupo Zmax, e a Vports, concessionária que administra o Complexo Portuário de Vitória, firmaram um contrato de 25 anos para a implantação do Terminal de Granéis Líquidos (TGL) de Praia Mole. Com a assinatura, a companhia recebe autorização para desenvolver o novo porto de petróleo no Espírito Santo, em uma área próxima ao Porto de Tubarão (Vale) e ao Porto de Praia Mole, operado por ArcelorMittal, Usiminas e Gerdau. O projeto prevê R$ 340 milhões em investimentos e início das operações em 2028.

Capacidade e operação do novo terminal

O TGL de Praia Mole terá capacidade para movimentar 14 milhões de toneladas de petróleo por ano, o equivalente a 100 milhões de barris. O local possui calado de 25 metros, permitindo a operação de grandes embarcações. Ali, navios vindos das plataformas offshore farão o transbordo para navios de maior porte, no sistema ship to ship, ampliando a capacidade logística brasileira em um momento em que o país se consolida como exportador de petróleo.

Desenvolvimento e impacto para o Espírito Santo

Segundo Bruno Fardin, diretor executivo da Blue Terminals, o projeto avança de forma decisiva e representa “desenvolvimento, modernização e oportunidades”, alinhando competitividade econômica e responsabilidade socioambiental.

Para Gustavo Serrão, diretor-presidente da Vports, o contrato marca o 17º acordo desde a concessão do complexo à iniciativa privada há três anos. Ele destaca que a ampliação do portfólio, com contratos de longo prazo, reforça a vocação multipropósito do porto e atrai investimentos estruturantes para o Estado.

O vice-governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, também celebrou o anúncio, lembrando que o setor portuário é uma vocação histórica que continua crescendo e contribuindo diretamente para o desenvolvimento regional.

Receita e próximos passos

A estimativa é que o novo terminal gere até R$ 80 milhões por ano em royalties, distribuídos entre Vitória, Serra e Vila Velha. O processo de licenciamento ambiental e a elaboração do projeto de engenharia já estão em andamento.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Blue Terminals

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China registra superávit comercial acima de US$ 1 trilhão em 2025 e estabelece novo recorde

A China superou a marca de US$ 1 trilhão de superávit comercial em 2025, atingindo o maior saldo positivo de sua história. Os números, divulgados a partir de dados preliminares do comércio exterior chinês, destacam o fortalecimento do país como principal polo exportador do mundo.

O resultado expressivo é fruto da combinação entre exportações em forte expansão — especialmente nos segmentos de alta tecnologia, indústria avançada e manufaturas de maior valor agregado — e uma desaceleração das importações, influenciada pelo ritmo moderado da recuperação econômica interna. O desempenho supera com ampla margem os superávits registrados em anos anteriores.

Avanço das exportações impulsiona o resultado

Ao longo de 2025, as exportações chinesas cresceram de forma consistente, apoiadas pelo aumento da demanda em mercados emergentes e pela ampliação de acordos comerciais na Ásia, África e América Latina. A estratégia de Pequim de fortalecer cadeias industriais nacionais, ampliar a autossuficiência tecnológica e reduzir vulnerabilidades externas segue no centro da política econômica do país.

Setores como veículos elétricos, equipamentos de energia renovável, semicondutores e produtos químicos finos foram novamente determinantes para o avanço, consolidando a China como líder global nessas áreas.

Importações mais fracas ampliam o superávit

A queda no ritmo das importações também contribuiu para o saldo histórico. Entre os fatores que influenciaram o movimento estão estoques internos elevados, políticas de substituição de importações em setores estratégicos e estímulos voltados ao fortalecimento do consumo doméstico.

Especialistas apontam que o superávit recorde reforça a importância da China na economia mundial, mas também intensifica discussões sobre desequilíbrios comerciais com grandes parceiros, como Estados Unidos e União Europeia.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reuters

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Ministério de Portos e Aeroportos atualiza normas para reemissão de debêntures incentivadas

O Ministério de Portos e Aeroportos publicou nesta quinta-feira (27), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 708/2025, que moderniza as regras para reemissão de debêntures incentivadas e debêntures de infraestrutura. A nova norma revisa a Portaria nº 419/2024, responsável por regulamentar a emissão desses títulos voltados a projetos prioritários de logística e transporte.

Reemissão será permitida apenas para o mesmo investimento

De acordo com o texto, a reemissão só poderá ocorrer quando destinada ao mesmo projeto originalmente financiado. A medida permite que empresas aproveitem condições mais favoráveis do mercado.
Um exemplo citado pela pasta: caso uma concessionária tenha emitido R$ 1 bilhão em debêntures com juros de 10% ao ano para modernizar um aeroporto, e dois anos depois o cenário indicar juros de 8%, será possível reemitir os títulos para o mesmo ativo, obtendo vantagens financeiras.

A diretora de Assuntos Econômicos do MPor, Helena Venceslau, destaca que a mudança busca estimular o refinanciamento em um ambiente econômico dinâmico. Segundo ela, a iniciativa torna a captação de recursos mais competitiva e favorece a realização de novos investimentos estruturantes no país.

Quitar a dívida anterior será obrigatório

Para emitir novos títulos, a empresa deverá obrigatoriamente liquidar a dívida original — seja com recursos da nova operação ou por outros mecanismos.
Conforme explica Venceslau, impedir a renovação das emissões limitaria a flexibilidade financeira típica de grandes projetos de infraestrutura, frequentemente expostos a variações econômicas.

Entenda as debêntures incentivadas e de infraestrutura

As debêntures incentivadas, criadas pela Lei 12.431/2011, funcionam como títulos de dívida de longo prazo que oferecem benefícios fiscais aos investidores e ajudam a financiar obras de grande impacto.

Em 2024, o Governo Federal reforçou esse instrumento com a aprovação da Lei 14.801, responsável por instituir as debêntures de infraestrutura. A novidade ampliou a capacidade de atração de investimentos. Apenas entre agosto de 2024 e outubro de 2025, cerca de R$ 3,7 bilhões foram destinados a projetos portuários por meio do programa.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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México impõe tarifas de até 210% sobre importações de açúcar para proteger a indústria nacional

O México impôs tarifas de até 210% sobre as importações de açúcar provenientes de países com os quais não possui acordos comerciais, segundo publicação no diário oficial do governo. A medida, que entra em vigor nesta terça-feira, inclui tarifas de 156% e 210% sobre açúcar de cana, açúcar líquido refinado, açúcar de beterraba e xaropes. O governo afirmou que a ação busca evitar “distorções” no comércio internacional e proteger a indústria nacional da queda nos preços.

Anteriormente, o governo aplicava tarifas de cerca de US$ 0,36 por quilo em algumas importações de açúcar. Em nota publicada no X (antigo Twitter), o Ministério da Agricultura informou que a atualização das tarifas foi feita “diante da queda dos preços internacionais e do excesso de oferta, e em conformidade com os compromissos internacionais do país”, com o objetivo de proteger empregos e fortalecer a produção interna.

A estratégia para o açúcar faz parte do “Plano México”, programa da presidente Claudia Sheinbaum que visa estimular o crescimento econômico por meio do fortalecimento da produção local. As novas tarifas se aplicam a países sem acordos comerciais com o México, incluindo o Brasil, um dos principais exportadores de açúcar para o país.

A medida ocorre enquanto o México se encontra nas etapas finais de negociações comerciais com os Estados Unidos, antes da revisão do acordo de livre comércio EUA-México-Canadá (USMCA), prevista para o próximo ano. A economia mexicana, afetada pela incerteza e pelas tarifas intermitentes dos EUA sobre aço, automóveis e outros produtos não cobertos pelo USMCA, apresentou leve contração no terceiro trimestre, levantando preocupações sobre uma possível recessão.

No fim do mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou a suspensão de tarifas adicionais sobre produtos mexicanos, o que gerou esperança de um acordo mais amplo com Sheinbaum. Enquanto isso, um plano separado da presidente mexicana para impor altas tarifas sobre importações chinesas foi adiado pelo menos até dezembro, devido à oposição do setor privado e de membros do partido governista, o que paralisou o debate no Congresso. Fabricantes mexicanos afirmam que as tarifas propostas aumentariam significativamente os custos de produção, já que muitas indústrias dependem de maquinário, componentes e matérias-primas chinesas.

FONTE: Index Box
IMAGEM: Reprodução/Index Box

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Santa Catarina fortalece laços comerciais com a Argentina e amplia exportações de produtos de alto valor agregado

Governo catarinense busca ampliar negócios com a Argentina

Com o objetivo de impulsionar as exportações e promover produtos de alto valor agregado, o Governo de Santa Catarina, em parceria com a Fiesc (Federação das Indústrias) e o Sebrae/SC, realizou o Encontro de Negócios BR/SC – Argentina. O evento aconteceu na Embaixada do Brasil em Buenos Aires e reuniu empresários dos dois países para discutir novas oportunidades de cooperação.


Santa Catarina apresenta potencial econômico

A missão catarinense foi liderada pelo governador Jorginho Mello, que ressaltou o papel estratégico da aproximação com o mercado argentino.

“Viemos a Buenos Aires para mostrar as potencialidades de Santa Catarina e abrir portas para novos negócios em diversos setores, especialmente o moveleiro”, afirmou o governador.


Exportações crescem mais de 25% em 2024

Os números confirmam o bom momento da balança comercial entre Santa Catarina e a Argentina. As vendas ao país vizinho cresceram 25,2% nos dez primeiros meses de 2024, em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em outubro, o aumento foi de 8,4%, evidenciando o fortalecimento das relações econômicas.

Parceria estratégica além do turismo

O secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de SC, Paulinho Bornhausen, destacou que a relação entre os dois mercados vai muito além do turismo.

“O evento reuniu um grande número de empresários argentinos e brasileiros. Santa Catarina está de portas abertas para a Argentina, incentivando novos investimentos e parcerias comerciais”, disse Bornhausen.


Indústria diversificada impulsiona oportunidades

Para o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a aproximação ocorre em um momento propício, diante da recuperação econômica argentina.

“A Argentina é uma parceira natural de Santa Catarina. Nosso estado tem uma indústria diversificada e competitiva, e a presença do governador reforça a credibilidade do setor produtivo catarinense”, destacou.

Seleme ainda acrescentou que o objetivo é mudar a percepção sobre o estado no mercado argentino.

“Queremos que o argentino veja Santa Catarina não só como destino turístico, mas também como um ambiente de negócios e investimentos”, concluiu.


Delegação empresarial catarinense

A comitiva de Santa Catarina contou com 23 empresários de diferentes segmentos, reforçando o interesse do estado em ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado internacional e estreitar os laços econômicos com a Argentina.

Fonte: Governo de Santa Catarina / Fiesc
TEXTO: Redação

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Brasil discute forma de negociação com EUA sobre tarifas e amplia mercados agrícolas

O Brasil ainda analisa a forma e não o conteúdo das negociações com os Estados Unidos para a normalização do comércio bilateral, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luis Rua. Desde agosto, produtos como carne bovina, café, frutas e pescados têm sido alvo de sobretaxas de 50% no mercado americano.

Foco inicial na forma das negociações

“Neste momento, não estamos discutindo o conteúdo em si, mas a forma como essas discussões com os Estados Unidos serão conduzidas”, explicou Rua após a abertura do 1º Fórum Empresarial Agrícola do Mercosul, realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

O secretário não detalhou os próximos passos da negociação. “Ontem mesmo o presidente Lula comentou sobre o tema e o ministro Fávaro também se pronunciou. Estamos aguardando avanços nas discussões”, acrescentou.

Diversificação de mercados ajuda a conter impactos do tarifaço

Apesar das sobretaxas, setores estratégicos têm conseguido manter e até ampliar exportações. Os frigoríficos de carne bovina, por exemplo, registraram aumento de 25% nas cargas embarcadas em setembro. Rua destacou a importância de diversificar mercados para reduzir a dependência dos EUA.

“Desde agosto, quando as tarifas entraram em vigor, abrimos seis novos mercados para a carne bovina, somando-se a mais de 20 mercados abertos ou ampliados desde 2023. Esse trabalho de diversificação de produtos e geografias tem mostrado resultados, como no aumento de 25% das exportações de carne bovina em setembro”, apontou.

Adidos agrícolas e estratégia de longo prazo

O processo de diversificação das exportações contou com o apoio dos 40 adidos agrícolas brasileiros espalhados pelo mundo. Segundo Rua, o trabalho inclui não apenas aberturas sanitárias e fitossanitárias, mas também ações de promoção comercial.

“É um esforço de longo prazo que começou em agosto. Aceleramos a atuação dos adidos, pedindo que analisassem cada cadeia potencialmente afetada pelo tarifaço, visando medidas estratégicas de expansão de mercado e promoção comercial”, disse o secretário.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Silva /Ministério da Agricultura

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Arrendadoras chinesas perdem posições enquanto a MSC avança em novo ranking de proprietários

Dados exclusivos enviados ao Splash Extra pela consultoria britânica Maritime Strategies International (MSI) mostram as mais recentes classificações de proprietários de frotas, comparadas com o ano anterior. O levantamento considera a tonelagem de porte bruto (dwt) das frotas atualmente em operação, sem incluir encomendas, embarcações offshore ou de cruzeiro.

A Mediterranean Shipping Co (MSC), com sede na Suíça e reconhecida como a maior empresa de transporte de contêineres do mundo, apresentou a maior expansão de frota do último ano, enquanto várias gigantes chinesas de leasing perderam posições, já que suas carteiras de novas construções ainda não se traduziram em navios em operação.

A COSCO, gigante chinesa do setor, continua sendo o maior proprietário do mundo em tonelagem, com sua frota alcançando 76,2 milhões de toneladas de porte bruto (dwt) em 31 de agosto. Mas o grande destaque foi a MSC, que aumentou sua frota de 35,5 milhões de dwt para 44,5 milhões de dwt em um ano, ultrapassando a Bank of Communications Leasing e assumindo a segunda posição no ranking.

Mesmo com crescimento para 41,4 milhões de dwt, o Bank of Communications caiu para o terceiro lugar. O Mitsui OSK Lines (Japão) e a China Merchants completam o top 5, ambos com ligeiro aumento de capacidade.

Um dos movimentos mais notáveis foi a ascensão da belga CMB.TECH, que estreou na oitava posição com 22,6 milhões de dwt, impulsionada principalmente pela aquisição da Golden Ocean, empresa de granel sólido. A Evergreen, de Taiwan, também subiu no ranking, agora em 19º lugar com 13,5 milhões de dwt, enquanto a alemã Hapag-Lloyd aparece entre as 25 maiores, com 12,6 milhões de dwt, reflexo da ampliação de sua frota de porta-contêineres.

Outros destaques positivos incluem as sul-coreanas Pan Ocean e HMM, além da singapurense Berge Bulk, que adicionaram mais de 1 milhão de dwt às suas frotas ao longo do ano.

Em contrapartida, a ICBC Financial Leasing caiu do sétimo para o décimo lugar, com sua frota reduzida de 24,3 milhões para 19,9 milhões de dwt. A Minsheng Financial Leasing também perdeu posições, enquanto a NITC (National Iranian Tanker Company), do Irã, despencou do 19º para o 25º lugar, impactada por sanções e vendas de ativos.

Apesar das quedas, a China mantém domínio global, com COSCO, China Merchants, ICBC, CDB Leasing e China VLCC todas entre as 15 maiores. O Japão também segue fortemente representado por MOL, NYK, K Line, Nissen Kaiun e Shoei Kisen. Já a Grécia mantém presença relevante com grupos como Angelicoussis, Dynacom, Tsakos, Minerva e Navios.

Gráfico por Maritime Strategies International

FONTE: Splash 247
IMAGEM: Reprodução?/BE News

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Audiência no STF termina sem acordo sobre IOF

Não houve acordo na audiência sobre os decretos das Operações Financeiras (IOF) realizada nesta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião foi promovida para acabar com o impasse entre o governo federal e o Legislativo na adoção das medidas que aumentavam as alíquotas do imposto.

A audiência contou com a participação do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, representantes do Ministério Público Federal, do Ministério da Fazenda, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Partido Liberal (PL) e do Partido Socialismo e Liberdade (Psol).

Na audiência, o relator do caso, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, perguntou aos participantes se “seriam possíveis concessões recíprocas que pudessem resultar na conciliação”.

A resposta dos presentes foi a de que não haveria acordo: “Apesar da importância do diálogo e da iniciativa dessa audiência, preferiram aguardar a decisão judicial”.  A audiência foi solicitada no início do mês por Alexandre Moraes para uma negociação após o Legislativo rejeitar a proposta do Executivo sobre a rearranjo tributário.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

IMAGEM: AGÊNCIA BRASIL/ANTONIO AUGUSTO/STF

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Moratória da soja é criticada em fórum internacional como ameaça à segurança alimentar

Em Portugal, governador Mauro Mendes e presidente da Aprosoja MT alertam que segurança alimentar é uma forma de garantir a paz mundial

A moratória da soja — política adotada por grandes tradings que impede a compra do grão produzido em áreas da Amazônia desmatadas após 2008, mesmo que legalmente — foi apontada como uma ameaça direta à segurança alimentar global durante o XIII Fórum de Lisboa, realizado nesta quarta-feira (2), em Portugal.

O XIII Fórum de Lisboa trouxe como tema central neste ano “O Mundo em Transformação – Direito, Democracia e Sustentabilidade na Era Inteligente”.

Durante o painel “Agronegócio e Segurança Alimentar Global: Desafios para a Cooperação”, representantes de Mato Grosso da esfera produtiva e política alertaram para os impactos econômicos e sociais da moratória da soja.

De acordo com dados apresentados pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), a medida já afeta mais de 2,7 milhões de hectares no estado, abrangendo 85 municípios e retirando mais de R$ 20 bilhões da economia regional.

Além das perdas econômicas, a moratória da soja foi criticada por desconsiderar o Código Florestal Brasileiro, que é considerado um dos mais rigorosos do mundo, e por aprofundar desigualdades regionais.

“A moratória causa desigualdades sociais regionais. E quem veio para controlar o desmatamento ilegal foi o Código Florestal. O produtor tem consciência de que, se desrespeitar a lei, tem áreas embargadas, não produz, não acessa crédito”, disse o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

O presidente da Aprosoja MT ressaltou ainda que a entidade está atuando firmemente no campo jurídico contra essa medida.

“Estamos atuando tanto na ação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) quanto na Justiça. Já pedimos R$ 1,1 bilhão de indenização por danos morais, e vamos pedir o ressarcimento por danos materiais causados em mais de 20 anos de prejuízos”.

Brasil na segurança alimentar global

Também foram apresentados dados sobre o avanço sustentável do agronegócio em Mato Grosso. A área plantada de soja passou de 9,6 milhões para 13 milhões de hectares entre 2019 e 2024, e a produção de milho saltou de 4,5 para 7,2 milhões de hectares. Neste ano, a previsão é de uma safra recorde de mais de 100 milhões de toneladas somando os dois grãos. A expectativa é alcançar 80 milhões de toneladas de milho e 54 milhões de soja em até dez anos.

“Alimentamos mais de um bilhão de pessoas no mundo. A moratória da soja é um inimigo direto da segurança alimentar. Essas empresas, que representam 94% do mercado comprador, poderiam criar protocolos de segregação logística e rastreabilidade, em vez de restringirem a produção dos nossos agricultores”, salientou o presidente da Aprosoja MT.

Ainda durante o painel, foi destacado que o Brasil, especialmente Mato Grosso, é um dos poucos países com potencial de dobrar sua produção sem abrir mão da preservação ambiental — hoje, mais de 60% do território de Mato Grosso permanece preservado.

“Mato Grosso é o maior produtor do Brasil e faz isso preservando 60% do seu território. Produzir alimentos, garantir esta tranquilidade na segurança alimentar é uma forma de garantir a própria paz do planeta”, frisou o governador do estado Mauro Mendes.

O cenário, no entanto, esbarra em entraves burocráticos e legais. Como exemplo, foi citado por Mauro Mendes o caso da mina de Autazes no Amazonas, que poderia suprir 50% da demanda de fertilizantes de Mato Grosso, mas ficou 15 anos esperando uma licença ambiental.

“Isso não é sério. Nenhum país do mundo trata desta forma uma atividade econômica tão importante como é o agronegócio, tendo a oportunidade de diminuir uma das suas principais vulnerabilidades e demorar 15 anos para fazer um licenciamento ambiental. Não dá para sermos um país de primeiro mundo enquanto o Poder Público, as leis que nós temos, os marcos legais, permitirem que coisas tão importantes sejam tratadas com tamanha irrelevância”, completou Mauro Mendes.

Fonte: Canal Rural Mato Grosso

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