Investimento, Portos

Maior investimento portuário do Brasil, Moegão alcança 52,5% de execução

A obra do Moegão alcançou a marca de 52,5% de execução. A informação foi divulgada pela Portos do Paraná nesta segunda-feira (16). Esta é a maior obra portuária pública em andamento no Brasil. O projeto, de grande complexidade em engenharia, irá conectar 11 terminais portuários por meio de galerias aéreas e reduzirá os cruzamentos de linhas férreas na cidade, passando de 16 para cinco.

O presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, explicou que o equipamento logístico vai recepcionar trens com mais eficiência e agilidade. “Estamos investindo em um projeto revolucionário no transporte de grãos por ferrovia, que ampliará a produtividade dos portos paranaenses”, afirmou. A expectativa é aumentar em 60% a capacidade ferroviária a partir da conclusão.

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está aplicando R$ 592 milhões na etapa das moegas e transportadores, e outros R$ 61 milhões na estrutura de acesso rodoferroviário. O projeto, financiado com recursos próprios e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), permitirá que o Cais Leste descarregue 24 milhões de toneladas anualmente.

“As obras do Moegão avançam em velocidade máxima e trarão benefícios não só para as empresas que operam no Porto de Paranaguá, mas para toda a economia do Estado”, complementou o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

O novo complexo será formado por moegas ferroviárias, sistema de transporte vertical (elevadores de canecas), sistema de transporte horizontal (correias transportadoras), sistema de transferência de produto (torres de transferência), sistema de alimentação dos terminais (torres de alimentação), balanças (ferroviárias e integradoras), utilidades, prédio administrativo e prédio de manutenção.

A obra começou pelas fundações, concretagem de blocos, montagem dos pilares e vigas das torres, além das obras civis. Atualmente o Moegão avança com a instalação das estruturas que farão todo o complexo funcionar, como as galerias aéreas. Essas galerias são formadas por módulos. No interior de cada um estão sendo instaladas três esteiras transportadoras, cada uma com capacidade para levar até 2.000 toneladas por hora de grãos vegetais.

“Nós estamos avançados com a parte das galerias metálicas e seguimos no mesmo ritmo com a montagem dos equipamentos dentro das galerias. A parte crucial do nosso escopo está bem encaminhada”, afirmou o supervisor de planejamento da obra, Marcos Aurélio Magno Bonzato.

MOEGÃO – A nova estrutura vai dinamizar o processo de recebimento de cargas, que hoje são descarregadas separadamente em cada terminal. Neste sistema, apenas 550 vagões são descarregados diariamente. Com o Moegão, o descarregamento será padronizado em um único espaço, com capacidade para receber mercadorias de até 900 vagões por dia.

O Moegão é composto por três linhas férreas independentes, que, juntas, poderão receber 180 vagões simultaneamente. Como não haverá a necessidade de entrada nos terminais, as manobras hoje necessárias para o descarregamento deixarão de existir. Assim, as composições entram e saem do complexo reduzindo sensivelmente as interrupções no trânsito da cidade.

Assim que for posicionada, a carga cairá dos vagões por gravidade diretamente nos funis (moegas), que estão abaixo do nível do solo. Imediatamente, os grãos ou farelos serão transportados por correias até os elevadores, que por sua vez enviam os produtos para as galerias aéreas de transporte. As galerias serão ligadas aos terminais portuários, onde os produtos ficam armazenados até o momento do embarque nos navios.

“As correias farão o transporte conectando os terminais à faixa portuária. Serão 1,7 km de galerias transportadoras”, explicou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo. A previsão da entrega da obra é dezembro de 2025 com operação prevista para ser iniciada em 2026.

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Portos, Tributação

Livro inédito discute relação Porto-Cidade e propõe novo olhar sobre desenvolvimento regional e justiça tributária 

A relação entre cidades portuárias e a atividade portuária no Brasil ganhou um estudo inédito e aprofundado. Publicado pela Editora Aduaneiras, referência nacional em comércio exterior e logística, o livro “Relação Porto-Cidade – Incentivos fiscais, THC e o Desenvolvimento Regional” propõe uma nova abordagem para pensar o papel dos portos no crescimento dos municípios e na arrecadação de tributos. 

A obra é fruto da dissertação de mestrado do advogado Maykon Fagundes Machado e foi escrita em coautoria com o professor e jurista Osvaldo Agripino, referência no Direito Marítimo e Portuário há mais de três décadas. 

Dividido em quatro capítulos, o livro trata de temas como arrecadação do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), a regulação da THC (Terminal Handling Charge) — conhecida como capatazia — e os impactos fiscais e sociais que envolvem o transporte marítimo e a gestão dos portos. 

Os autores destacam que a cobrança do THC, feita por transportadores marítimos e seus agentes, ainda apresenta problemas como sonegação fiscal e enriquecimento sem causa, apesar dos esforços regulatórios da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A análise se baseia nas resoluções 100 e 101, publicadas em 2023, e propõe ajustes na regulação para garantir maior justiça fiscal e eficiência nos serviços. 

Outro ponto central da obra é a integração entre porto e cidade — uma conexão que, segundo os autores, precisa ser repensada para fortalecer o desenvolvimento regional. Essa visão inovadora foi recentemente incorporada ao Projeto de Lei 733/2025, que propõe uma nova Lei Geral dos Portos Brasileiros, reforçando a atualidade e a relevância do estudo. 

A publicação também se debruça sobre o regime de ICMS na importação, analisando como a carga tributária impacta diretamente os municípios que sediam portos e como políticas fiscais podem estimular ou frear o crescimento dessas regiões. 

No prefácio do livro, o professor Solon Sehn, jurista renomado e ex-conselheiro do CARF, afirma que a obra contribui de forma inédita para o debate sobre a relação porto-cidade, especialmente no contexto do Complexo Portuário Itajaí-Navegantes. “Os autores apresentam sugestões para aprimorar o modelo de regulação do THC, além de propor uma teoria geral para integrar porto e cidade, o que dá ao livro um caráter pioneiro”, pontua. 

Mais do que uma análise técnica, o livro lança luz sobre um tema pouco debatido, mas fundamental: como a operação portuária pode e deve contribuir para o bem-estar das cidades que a acolhem. 

A obra encontra-se disponível no link:  

https://www.multieditoras.com.br/produto.asp?id=6396&site=1

SOBRE OS AUTORES 

OSVALDO AGRIPINO DE CASTRO JUNIOR é Professor do Mestrado e Doutorado em Ciência Jurídica da Univali, tendo orientado 44 dissertações de Mestrado e 5 teses de Doutorado. Professor convidado do International Maritime Law Institute (IMO, IMLI, Malta), desde 2010, e do Mestrado em Engenharia de Transportes e Portos da UFSC (2014-2021) e da Especialização em Direito Marítimo da Escola de Guerra Naval, e da Maritime Law Academy. Advogado graduado pela UERJ (1991), sócio do Agripino & Ferreira, com atuação nas disciplinas abaixo e no Direito Imobiliário. Doutor em Direito (UFSC, 2001) e Pós-Doutorado em Regulação de Transportes e Portos na Kennedy School of Government, da Harvard University (2007-2008). Membro honorário do Instituto Brasileiro de Direito Regulatório (IBDRE), da Comissão de Direito Marítimo e Portuário do Conselho Federal da OAB e da Comissão de Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário do IAB. Autor e organizador de 25 livros, 56 artigos publicados em periódicos no Brasil e no exterior (revistas especializadas com a Beijing Law Review – Qualis A1) e 105 capítulos de livros (The IMLI Manual on Internacional Maritime Law – Vol II – Shipping Law. 1st ed. Oxford University Press, 2016, p. 423-449) 

MAYKON FAGUNDES MACHADO é Doutorando e Mestre em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI (PPCJ), e Bolsista FAPESC. Pós-graduado em Jurisdição Federal pela Escola da Magistratura Federal de Santa Catarina – ESMAFESC. Pós-graduado em Direito Ambiental pela Faculdade CERS. Pós-graduando em Direito Imobiliário, Notarial e Registral pela UNIAVAN. Foi bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado Santa Catarina (FAPESC). Membro da Comissão Estadual da OAB/SC em Desenvolvimento e Infraestrutura. Foi Presidente da Comissão de Direito Ambiental da OAB, Subseção de Itajaí (SC). Advogado, no escritório Morgan Castagnaro, localizado em Balneário Camboriú (SC). Professor, escritor e palestrante. E-mail: maykon@morgancastagnaro.com 

Texto: Redação 

Imagens: Divulgação 

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Portos

Mais de meia tonelada de cocaína é encontrada em carga de café no Porto de Santos rumo à Europa

Drogas estavam escondidas em sacas com destino à Polônia; é a segunda grande apreensão em menos de uma semana

A Receita Federal apreendeu 657 quilos de cocaína escondidos em uma carga de café na manhã desta segunda-feira (16), no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Esta é a segunda grande apreensão da droga no complexo portuário em menos de uma semana, elevando o total confiscado apenas em junho para mais de duas toneladas. No acumulado do ano, já são 5.051 kg de cocaína interceptados pelas autoridades no Porto.

De acordo com a Receita Federal, a droga estava em uma carga de 22 toneladas de café, distribuída em dois contêineres com um total de 687 sacas de ráfia. A contaminação foi identificada em um dos contêineres, onde os agentes encontraram tabletes de cocaína escondidos dentro de 30 sacas, que tiveram parte da mercadoria substituída pela droga. A carga tinha como destino a Polônia, com baldeação prevista no Porto de Hamburgo, na Alemanha.

A descoberta ocorreu durante ações de vigilância e repressão aduaneiras, realizadas por equipes da Alfândega de Santos. A seleção da carga foi feita com base em critérios objetivos de análise de risco, com o auxílio de imagens geradas durante o escaneamento dos contêineres. Segundo a Receita, esse procedimento faz parte de uma estratégia para garantir a transparência e a eficiência na fiscalização, sem comprometer a agilidade das operações de comércio exterior.

Durante a operação, cães de faro das alfândegas de Santos e de Viracopos, além da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da 8ª Região Fiscal (Direp08), participaram da verificação das cargas selecionadas. A atuação conjunta também contribui para o treinamento das equipes e reforça a integração entre diferentes unidades aduaneiras.

Após a confirmação da presença de cocaína, a Polícia Federal foi acionada para conduzir os
procedimentos de perícia no local e dar início ao inquérito policial que vai investigar o caso.

Relembre outros casos

Na terça-feira (10), a Receita Federal realizou a maior apreensão de cocaína dos últimos quatro anos no Porto de Santos. Mais de uma tonelada e meia da droga, que tinha como destino a Inglaterra, foi interceptada. Nas imagens obtidas por A Tribuna, é possível ver o cão farejador sinalizando positivamente para o entorpecente no contêiner e parte da quantidade que foi encontrada.

Os 1.505 kg de cocaína estavam escondidos em um carregamento de 184 toneladas de papel, em nove contêineres, onde pacotes de papel A4 foram substituídos por tabletes da droga. A carga, que estava acondicionada em um total de 394 estrados de madeira, foi interceptada durante a execução de trabalhos de rotina de vigilância e repressão aduaneira, realizados por equipes da Alfândega de Santos, com apoio de escâneres e cães farejadores.

Durante a fiscalização, o cão de faro da Alfândega de Santos que auxiliava nos trabalhos de verificação de cargas selecionadas pela unidade aduaneira do Porto de Santos sinalizou positivamente para a presença de drogas.

Segundo os documentos de exportação, os contêineres fariam transbordo no Porto de Bremerhaven, na Alemanha, mas o destino final da carga seria o Reino Unido. Após a confirmação da presença da droga, a Polícia Federal (PF) foi acionada para realizar a perícia e conduzir a investigação.

Maio

No dia 22 de maio, a Receita Federal frustrou a tentativa de envio de 664 kg de cocaína, que seriam levados para a Bélgica, através do Porto de Santos. A droga, que foi apreendida, estava escondida num carregamento de 100 toneladas de resina de hidrocarboneto.

Segundo a Receita Federal, a cocaína foi interceptada durante uma operação realizada por equipes da Alfândega do Porto de Santos e dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos. A carga, que é utilizada em diversas aplicações industriais, estava acondicionada em 4 mil sacas e, em algumas delas, o seu conteúdo foi substituído por tabletes de cocaína. O destino da mercadoria seria o Porto de Antuérpia.

Durante a fiscalização, três cães de faro da Alfândega de Santos, dois de Guarulhos e um de Viracopos sinalizaram positivamente para a presença de drogas na carga. A perícia e a investigação são conduzidas em inquérito policial.

Após a confirmação da contaminação da carga, a Polícia Federal (PF) foi acionada para os procedimentos de polícia judiciária da União e para realizar a perícia no local dos fatos, a fim de subsidiar a investigação a ser conduzida em inquérito policial.

Fonte: A Tribuna

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Investimento, Portos

Presidente da Portos do Paraná detalha investimentos a cooperativas 

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, foi o convidado para a reunião mensal das diretorias da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná) e da Fecoopar (Federação e Organização das Cooperativas do Paraná), realizada nesta quinta-feira (12), em Curitiba. 

Garcia apresentou os recentes resultados alcançados pela empresa portuária e os projetos de investimentos que estão sendo realizados na estrutura do Porto de Paranaguá. Ele ressaltou a importância do hub de logística marítima que coloca o Paraná como referência de mercado para todo o mundo. 

O diretor-presidente ressaltou que a capacidade de movimentação da Portos do Paraná superou a média internacional de embarque e desembarque de produtos por quilômetro de cais ao atingir mais de 66 milhões de toneladas movimentadas em 2024. E apontou que esses números, aliados à conjuntura atual de mercado, foram fundamentais para atrair o interesse de grandes empreendimentos econômicos que participaram dos leilões de áreas portuárias realizados em abril. 

“Nós batemos o recorde da Bolsa de Valores ao ter cinco, seis empresas disputando os PARs 14, 15 e 25. Isso mostra a confiança do mercado no trabalho que está sendo feito ou não teríamos alcançado outro recorde na mesma ocasião, que foi o valor total das outorgas que chegou a R$ 855 milhões”, complementou Garcia. 

O Moegão foi outro destaque da reunião. Garcia detalhou o andamento da maior obra portuária do Brasil, responsável por  ampliar a capacidade de recebimentos de granéis vegetais (grãos) e farelos em mais de 60%. A estrutura deverá ser finalizada em dezembro deste ano e entrar em operação em 2026. 

O Píer em “T”, como novo corredor de exportação, também chamou a atenção dos membros das diretorias que representam o setor primário da economia. O diretor-presidente contou detalhes da estrutura que terá a capacidade de carregar 8 mil toneladas/hora em cada um dos novos quatro berços de atracação.

Garcia finalizou a sua fala mostrando como será a concessão do canal de acesso à Baía de Paranaguá. Ele demonstrou as vantagens comerciais que a concessão irá trazer. A empresa que vencer a disputa terá que aprofundar e alargar o canal.  Hoje, o calado (a distância entre o ponto mais profundo da embarcação (quilha) e a superfície da água) tem em média 13,1 m e deverá chegar a 15,5 m. “A cada metro de calado, são 7 mil toneladas a mais dentro de um navio. No nosso caso serão 14 mil toneladas a mais com um custo operacional menor que o atual”.

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, agradeceu a presença de Luiz Fernando Garcia na reunião e elogiou os projetos e resultados alcançados pela Portos do Paraná. “Recebemos uma aula sobre porto. E ao conhecer, com mais detalhes, essa importante atividade, nos dá mais responsabilidade para produzir e para exportar”, finalizou.

Fonte: Portos do Paraná

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Logística, Portos

Porto de SC tem aval para implantar terceira faixa no acesso de caminhões

Obras têm custo estimado em R$ 12 milhões

A ampliação do acesso ao Porto de São Francisco do Sul teve nova etapa preparatória nesta semana, com a publicação da autorização do DNIT para o terminal utilizar a faixa de domínio de trecho da BR-280. O projeto prevê terceira faixa em segmento de mil metros, nas proximidades do porto, junto à rodovia federal. A próxima etapa será a busca de autorização do Ministério dos Portos, para uso dos recursos nas obras. O custo é estimado em R$ 12,4 milhões.

A terceira faixa é a forma encontrada para desafogar o trânsito de caminhões no segmento da BR-280 a partir do cruzamento com a SC-415. O local é tema de inquérito civil aberto pelo Ministério Público de Santa Catarina para apurar os engarrafamentos. A ferrovia de acesso ao porto também cruza a região. O projeto da terceira faixa, em ponto que não faz parte da duplicação da BR-280, foi contratado pelo Sindicato dos Operadores Portuários de São Francisco do Sul (Sinposf).

A duplicação da BR-280 está parada no lote de São Francisco do Sul, com segmento em Araquari. A paralisação ocorreu no final de 2022, para revisão do projeto. O DNIT pretende retomar as obras em dois trechos até o final do ano. O restante do lote, inclusive a ponte no canal do Linguado, só voltará após a elaboração de novo projeto, ainda a ser contratado.

Fonte: NSC

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Comércio, Importação, Portos

Porto de Itajaí recebe 588 carros da BMW importados pelo navio Adriatic Highway

Porto de Itajaí recebeu um carregamento com 588 carros da montadora BMW, que desembarcaram do navio Adriatic Highway, uma embarcação do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), projetada especialmente para o transporte de veículos.

A atracação ocorreu durante a manhã da sexta feira 13 de junho e mobilizou operações logísticas coordenadas no cais.

O porto se destaca na movimentação de cargas de alto valor agregado. Esse tipo de operação contribui diretamente para a economia local, promovendo a geração de empregos e fortalecendo a cadeia logística da cidade e da região.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, o Porto está cada dia mais competitivo.

“O Porto está com faturamento de R$80 milhões até junho, superando todo o resultado do ano anterior, que foi de R$86 milhões. Isso representa um avanço muito expressivo para o setor portuário local”, disse o superintendente João Paulo Tavares Bastos.

Fonte: Portal Portuario

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Portos

Porto de Itajaí retoma suas operações de mãos dadas com a JBS Terminais

Uma nova fase para a cidade que respira sucesso. E para o terminal que está pronto para continuar conectando mundos!

Em nove meses, o Terminal retomou a confiança do setor logístico. A JBS Terminais assumiu o leme após quase dois anos de paralisação, trazendo de volta a movimentação, a geração de empregos e a conexão com os grandes fluxos globais.

Hoje, a JBS Terminais é um dos principais operadores logísticos do Sul do Brasil, com estrutura alfandegada e soluções integradas em movimentação de cargas conteinerizadas. O terminal combina tecnologia, sustentabilidade e eficiência operacional, atuando como elo de conexão entre o Brasil e as principais rotas globais do comércio exterior.

 Desde que assumiu este grande desafio, a companhia retomou a operação em tempo recorde, com a primeira atracação em apenas um mês e o alfandegamento completo em menos de 90 dias. Atualmente, já são oito serviços regulares com escalas semanais. A estrutura recebeu, recentemente, a maior operação Ro-Ro do país: mais de 7,2 mil veículos eletrificados, vindos da China numa só viagem, desembarcados com alta eficiência e baixo impacto ambiental.

Com localização estratégica, a JBS Terminais é um operador completo e alinhado com as exigências do novo comércio exterior. “Nosso compromisso é de longo prazo. A JBS decidiu investir em terminais para resolver gargalos logísticos e encontrou em Itajaí essa primeira oportunidade, uma cidade promissora e um povo acolhedor e comprometido com o desenvolvimento e o progresso”, resume Aristides Russi Júnior, CEO da JBS Terminais.

Ao celebrar os 165 anos de Itajaí, a JBS se orgulha de estar ao lado da cidade, reativando sua vocação portuária e impulsionando o desenvolvimento sustentável de Santa Catarina.

Fonte: Diarinho

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Portos

China avança sobre os portos do Brasil: Estatal chinesa negocia compra participação em terminal estratégico de petróleo no Porto do Açu e acende alerta sobre soberania nacional

Brasil negocia venda de participação em empresa operadora do Porto de Açu para gigante chinesa. O que isso significa para a exportação de petróleo e a segurança estratégica do país?

Imagine o seguinte cenário: uma potência estrangeira passa a controlar parte de uma empresa ligada à infraestrutura estratégica de exportação de petróleo do seu país. Parece ficção, mas é o que está acontecendo no Brasil com a China. O gigante asiático vem expandindo agressivamente sua presença em portos da América do Sul, e agora adquiriu uma participação na Vast Infraestrutura, uma das empresas operadoras do Porto do Açu, no Rio de Janeiro.

Apesar de o movimento não significar a venda do Porto do Açu como um todo — um complexo que abriga 28 empresas e 11 terminais privados — a transação gerou preocupações em setores ligados à soberania nacional. Afinal, estamos falando de um terminal que lida com uma parcela importante das exportações brasileiras de petróleo.

O que está em jogo com a nova aquisição chinesa

A operação acontece por meio da China Merchants Port Holdings (CMPORT), braço do grupo estatal China Merchants Group (CMG). No final de fevereiro, a CMPORT anunciou a assinatura de um contrato para adquirir uma participação na Vast Infraestrutura, empresa controlada pela Prumo Logística, holding responsável pelo desenvolvimento do Porto do Açu.

A negociação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, mas já provoca repercussão. O motivo é simples: o terminal operado pela Vast é o único da América do Sul capaz de receber navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), essenciais para escoar grandes volumes de petróleo.

Atualmente, o Porto de Açu movimenta cerca de 560 mil barris por dia, com capacidade licenciada para até 1,2 milhão de barris diários. Embora a Vast seja apenas uma das empresas do complexo, ela desempenha um papel estratégico dentro da infraestrutura de exportação de petróleo nacional.

Prumo Logística esclareceu a operação em nota oficial:

“A Prumo Logística e a China Merchants Port concluíram os termos para uma potencial venda de participação societária na Vast Infraestrutura, subsidiária da Prumo, proprietária do terminal de petróleo do Porto do Açu. A conclusão da transação está sujeita a condições precedentes. A transação está em linha com a estratégia da Prumo de estabelecer parcerias com players globais para o desenvolvimento conjunto de negócios no Porto do Açu. Subsidiária do China Merchants Group, a China Merchants Port é uma desenvolvedora, investidora e operadora portuária líder mundial, que inclui os principais hubs ao longo da costa da China.”

Expansão sistemática da China nos portos da América do Sul

A compra de uma participação na Vast faz parte de uma estratégia mais ampla da China para consolidar presença em portos da região. Em 2018, a CMPORT já havia adquirido o Terminal de Contêineres de Paranaguá, o maior da América do Sul. Além disso, o grupo está envolvido em projetos no Porto de Santos e na construção de um novo terminal no Maranhão.

Segundo o professor Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, trata-se de um movimento coordenado:

“Os casos de Chancay [megaporto chinês recém-inaugurado no Peru], Paranaguá e agora a participação na Vast, no Açu, são exemplos da penetração das empresas chinesas em áreas portuárias e outras estruturas de manuseio de commodities na América do Sul”, afirmou em entrevista ao Diálogo.

Pedlowski alerta que tais investimentos criam riscos para a soberania nacional e dificultam o monitoramento do trânsito de mercadorias pelos países anfitriões.

Os temores por trás do avanço chinês: diplomacia da armadilha da dívida

A atuação do grupo CMG em portos globais já levantou suspeitas em outros países. O caso mais emblemático é o do porto de Hambantota, no Sri Lanka. Em um clássico exemplo de “diplomacia da armadilha da dívida”, o governo do país asiático, incapaz de pagar empréstimos chineses, entregou 80% do controle do porto à CMG, junto com um contrato de arrendamento de 99 anos.

Mesmo que o porto tenha sido concebido para fins civis, a China chegou a enviar um navio de pesquisa militar para Hambantota em 2022, evidenciando o potencial de uso estratégico das instalações.

Impactos para o Brasil: riscos de “sinicização” da infraestrutura portuária

Embora a aquisição não envolva o Porto do Açu como um todo, a presença de uma estatal chinesa em uma empresa responsável por um terminal tão sensível acende alertas. Segundo Pedlowski, o Porto de Açu já enfrenta dificuldades de fiscalização por parte das autoridades brasileiras. Com a entrada da CMPORT, existe o risco de que o acesso às informações e operações da Vast se torne ainda mais restrito.

“Não vejo por que a situação atual seria minimizada com o controle chinês. Ao contrário, a tendência é que o monitoramento se torne mais rigoroso”, alerta o professor.

Ele também aponta que a aquisição da Vast pode ser apenas um passo inicial em um processo maior de “sinicização” de partes da infraestrutura portuária brasileira — uma estratégia já observada em outros países da região.

O desafio para a soberania nacional

A entrada da China em setores críticos da infraestrutura brasileira reacende debates sobre os limites da participação estrangeira em áreas consideradas estratégicas. Embora o Brasil tenha se beneficiado dos investimentos externos, o caso da Vast Infraestrutura mostra que há riscos quando se permite que estatais estrangeiras controlem ativos sensíveis.

Como destaca Pedlowski:

“O controle de áreas estratégicas por empresas estatais chinesas em outro país cria uma série de dificuldades em relação à soberania nacional e ao exercício da autoridade nacional sobre a área adquirida.”

Cabe agora às autoridades brasileiras avaliar com cautela as implicações dessa operação. O debate não é apenas econômico: trata-se do futuro do controle nacional sobre setores-chave como a infraestrutura portuária e a exportação de petróleo.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Logística, Negócios, Portos

Antaq vê potencial de disputa acirrada por superterminal em Santos

Pelo menos quatro operadoras estrangeiras, dois grupos nacionais e dois investidores financeiros já manifestaram interesse pelo leilão do Tecon 10

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) já foi procurada por seis a oito grupos privados com interesse em participar do leilão do novo superterminal de contêineres no Porto de Santos (SP).

Segundo relatos feitos à CNN por autoridades diretamente envolvidas com os preparativos do leilão, isso demonstra que as restrições impostas pela Antaq não devem prejudicar a disputa pelo projeto.

Pelo menos quatro grandes operadoras estrangeiras já procuraram o governo brasileiro e a Antaq para falar sobre o Tecon Santos 10: a empresa chinesa de navegação Cosco; a também chinesa China Merchants, que opera um terminal de contêineres em Paranaguá (PR); a PSA, autoridade portuária de Cingapura e uma das maiores do planeta; e a filipina ICTSI, que já atua em Suape (PE) e no Rio de Janeiro.

Dois grupos brasileiros também manifestaram interesse: a JBS Terminais e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A JBS assumiu, no ano passado, a operação do Porto de Itajaí (SC). A CSN está à frente do terminal de contêineres de Itaguaí (RJ), com o Sepetiba Tecon.

Além delas, autoridades relataram à CNN o interesse de dois investidores do mercado financeiro: o BTG e o Pátria Investimentos. Se eventualmente participarem e vencerem o leilão, no entanto, eles precisarão contratar um operador.

Seja como parte da sociedade ou como operador contratado, a Antaq já decidiu vetar a participação – pelo menos na primeira etapa do leilão – de quem já movimenta contêineres em Santos.

Essa regra tira da disputa a francesa CMA CGM (dona da Santos Brasil), a suíça MSC e a dinamarquesa Maersk (controladoras da BTP) e a DPW (dos Emirados Árabes).

Em uma segunda etapa, se não houver lances na primeira fase, o leilão ficaria aberto para atuais operadores em Santos. Eles só poderiam assumir o Tecon Santos 10, porém, depois de se desfazer dos atuais ativos – exigência que também é objeto de críticas das empresas.

A Antaq definiu um pré-requisito: o operador do novo superterminal precisa de experiência prévia na movimentação de 100 mil contêineres por ano.

O Tecon Santos 10, quando estiver plenamente operacional, movimentará 3,5 milhões de contêineres anuais e ampliará em cerca de 50% a capacidade do maior porto da América Latina. O investimento esperado é de quase R$ 6 bilhões.

No despacho em que avaliza a modelagem aprovada pela Antaq, o secretário nacional de Portos, Alex Avila, afirma: “O Tecon Santos 10 deverá proporcionar ao mercado o melhor modelo de leilão para ampliação de capacidade do maior ativo portuário do país, em especial permitindo que proporcionalidades concorrenciais sejam tratadas de forma isonômica, buscando sempre a coerente e adequada aplicação das políticas públicas que dão lastro para a condução da expansão do setor”.

A modelagem seguiu para o Tribunal de Contas da União (TCU), onde está sendo analisada.

Fonte: CNN Brasil


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Internacional, Negócios, Portos

China inicia negociação para compra de 70% de terminal do Porto do Açu; valores ultrapassam US$ 714 milhões

A concretização do negócio ainda depende da aprovação de órgãos reguladores

Buscando consolidar sua presença na infraestrutura portuária da América do Sul, a China iniciou uma negociação para adquirir uma participação relevante (70%) na empresa Vast Infraestrutura, responsável por um dos terminais mais estratégicos do Brasil para exportação de petróleo. Segundo o jornalista Lauro Jardim, a negociação gira em torno US$ 714 milhões, convertendo para reais, as cifras quase alcançam os 4 bilhões.

A operação acontece por meio da China Merchants Port Holdings (CMPORT), braço do grupo estatal China Merchants Group (CMG). No nal de fevereiro, a CMPORT anunciou a assinatura de um contrato para adquirir uma participação na Vast Infraestrutura, empresa controlada pela Prumo Logística, holding responsável pelo desenvolvimento do Porto do Açu.

A negociação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores, mas já provoca repercussão. O motivo é simples: o terminal operado pela Vast é o único da América do Sul capaz de receber navios do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), essenciais para escoar grandes volumes de petróleo.

Atualmente, o Porto de Açu movimenta cerca de 560 mil barris por dia, com capacidade licenciada para até 1,2 milhão de barris diários. Embora a Vast seja apenas uma das empresas do complexo, ela desempenha um papel estratégico dentro da infraestrutura de exportação de petróleo nacional.

Em contato com o Manchete RJ, a Prumo Logística conrmou a conclusão da negociação na fase de termos e condições, mas ressaltou que a transação com a China Merchants Port ainda não foi concluída.

“A Prumo Logística esclarece que, diferentemente do que foi publicado em alguns veículos de notícia, ainda não concluiu a transação com a China Merchants Port para uma potencial venda de participação societária na Vast Infraestrutura, subsidiária da Prumo e proprietária do terminal de petróleo do Porto do Açu. Como já divulgado no início do ano, a Prumo concluiu a negociação de termos e condições para a operação, que segue o cronograma previsto e está sujeita ao cumprimento de condições precedentes. A iniciativa está em linha com a estratégia da Prumo de estabelecer parcerias com players globais para o desenvolvimento conjunto de negócios no Porto do Açu. Subsidiária do China Merchants Group, a China Merchants Port é uma desenvolvedora, investidora e operadora portuária líder mundial, que inclui os principais hubs ao longo da costa da China.”

A compra de uma participação na Vast faz parte de uma estratégia mais ampla da China para consolidar presença em portos da região. Em 2018, a CMPORT já havia adquirido o Terminal de Contêineres de Paranaguá, o maior da América do Sul. Além disso, o grupo está envolvido em projetos no Porto de Santos e na construção de um novo terminal no Maranhão.

Fonte: Manchete RJ

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