Portos

São Sebastião lidera crescimento entre portos públicos do Brasil

O Porto de São Sebastião conquistou, no último dia 20 de agosto,  o 1º lugar na categoria Crescimento da Movimentação de Cargas – Variação Percentual do Prêmio Portos + Brasil, promovido pelo MPor (Ministério de Portos e Aeroportos). A 6ª edição da premiação avaliou 36 portos públicos de todo o país.

Em 2024, o terminal paulista movimentou 1,5 milhão de toneladas, crescimento de 48% frente a 2023. Já em 2025, o porto soma 692 mil toneladas processadas até agosto. Entre os principais produtos que passam pelo terminal estão açúcar, barrilha, coque de petróleo, malte e cevada. Segundo o presidente da CDSS (Companhia Docas de São Sebastião), Ernesto Sampaio, o resultado “reflete o empenho da equipe e a qualidade da infraestrutura e dos serviços oferecidos, que permitem atender com eficiência o comércio nacional e internacional”.

Administrado pela CDSS e vinculado à Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) do governo de São Paulo, o porto opera por delegação federal. Nas importações, se destacam barrilha, malte, cevada e produtos siderúrgicos; já nas exportações, açúcar, coque de petróleo, máquinas e equipamentos. O terminal possui ainda um dos canais mais profundos do Brasil, fator que amplia seu potencial de expansão.

Entre os próximos passos está o arrendamento da área SSB01, previsto para o fim de 2025. O projeto inclui intervenções em 262 mil m² de área operacional e a construção de um novo píer com dois berços de atracação. Com investimento estimado em R$ 660 milhões e contrato de 35 anos, a concessão deve multiplicar por quatro a capacidade de movimentação do porto, chegando a 4,3 milhões de toneladas anuais — um aumento de 187% em comparação a 2024.

A cerimônia em Brasília contou com representantes de portos públicos e privados, além de autoridades federais. Ainda não há detalhes sobre o processo de seleção do parceiro privado que assumirá o arrendamento do terminal SSB01.

Fonte: Poder 360

Ler Mais
Portos

Com R$ 1,2 bilhão, Porto do Pecém será ampliado de novo

Está em processo de licitação o conjunto de obras da mais nova ampliação do Porto do Pecém, o principal equipamento da infraestrutura de transporte do Ceará. Financiados pela própria Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), de cujo capital faz parte, com 30%, a Autoridade do Porto de Roterdã, na Holanda, esses serviços estão estimados em R$ 1,2 bilhão. Esta coluna conversou com uma fonte muito bem-informada sobre o projeto da qual ouviu uma opinião que resumiu assim a sua importância:

“O Porto do Pecém, que já é um terminal marítimo muito moderno e de baixo custo operacional, dará um salto de qualidade, porque passará a ter, até 2028, quando tudo estará concluído, um berço exclusivo – o berço número cinco – para a movimentação de grãos a ser operado pela Trasnordestina Logística, além de um novo berço — o de número 11 – a ser construído na área do TMUT (Terminal de Múltiplo Uso, de movimentação de carga geral) que se expandirá em mais 350 metros para o Oeste.

O píer de número dois, localizado entre o píer de número um e o TMUT, também expandido para Oeste e nele a CIPP S/A instalará os equipamentos para o embarque da amônia que será produzida pelas unidades industriais que produzirão o hidrogênio verde no futuro Hub do H2V do Pecém.

“Quem, como nós, operamos no Porto do Pecém e acompanhamos o vai-e-vem de empresários brasileiros e estrangeiro e de autoridades do governo do Ceará, não temos dúvida de que o sonho do hub do hidrogênio verde virará realidade por várias causas, principalmente às relativas à logística: Pecém está a uma semana de viagem dos portos da Europa, tem profundidade capaz de receber grandes navios e, coma nova ampliação, ganhará, também, equipamentos mais modernos para a movimentação de carga e descarga de todas as mercadorias”, comentou a fonte.

A sociedade da CIPP S/A com a Autoridade Portuária de Roterdã deu ao Porto do Pecém, digamos assim, um “up grade”, algo como sair da classe econômica para a classe executiva. São os diretores indicados pelos holandeses de Roterdã que, além de garantirem a expertise na gestão do Pecém, respaldam as decisões técnicas da empresa.

“Sempre foram muito boas as relações dos cearenses da CIPP S/A com seus sócios europeus dos Países Baixos”, comentou a fonte, acrescentando que o projeto da nova ampliação do Porto do Pecém teve a participação efetiva dos holandeses.

Fonte: Diário do Nordeste

Ler Mais
Portos

Porto de Santos terá dois novos berços para granéis líquidos

Investimento, na região do Alemoa, é estimado em R$ 400 milhões e vai ampliar a capacidade de atracação

O Porto de Santos dará um passo estratégico para expandir sua capacidade de movimentação de granéis líquidos. Na quinta-feira (21), foi assinado termo de compromisso para a construção de dois novos berços públicos de atracação na região do bairro da Alemoa, que concentra a movimentação desse tipo de carga na margem direita do porto.

O compromisso foi celebrado entre o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) e as empresas Ultracargo, Granel Química, Stolthaven e Vopak. Participaram da solenidade o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, o presidente da APS, Anderson Pomini, além de deputados federais, estaduais e prefeitos da Baixada Santista.

O investimento, estimado em R$ 400 milhões, deve ser executado em até três anos, respeitando as exigências ambientais, e vai acrescentar cerca de 3 milhões de toneladas/ano de capacidade ao complexo.

“O novo investimento vai reforçar o cluster de líquidos em Santos, reduzir gargalos logísticos e ampliar a competitividade do porto, que já é o maior da América Latina”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Leilão do túnel

Outro destaque da agenda foi a confirmação do leilão do túnel Santos–Guarujá para o próximo dia 5 de setembro, às 15h, na sede da B3, em São Paulo. Considerada a maior obra de infraestrutura do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a ligação terá 1,5 km de extensão (870 metros imersos) e investimento de R$ 6,8 bilhões.

“Será um momento histórico para a Baixada Santista. A população espera essa obra há mais de 100 anos e, em parceria com o governo do Estado, vamos finalmente bater o martelo para que o túnel saia do papel”, disse o ministro.

O projeto vai beneficiar diariamente cerca de 78 mil pessoas e contará com faixa exclusiva para o VLT, além de acessos para ciclistas e pedestres. O início da instalação do canteiro de obras está previsto para novembro.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, relator do processo do túnel Santos–Guarujá, destacou a importância da obra para a população da Baixada Santista e para a logística do Porto. Ele lembrou que o projeto foi viabilizado a partir de um acordo de delegação de competência, que permitiu ao Estado de São Paulo conduzir a iniciativa como obra de mobilidade urbana, em parceria com o Governo Federal.

“Trata-se de um projeto inovador, que contará com a participação de uma empresa privada responsável pela construção e operação da concessão, além de aportes do Estado e da União. Há grande expectativa em relação ao leilão de 5 de setembro, que deve atrair concorrência acirrada de empresas especializadas em túneis”, afirmou.

Já o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, ressaltou o caráter inédito da obra do túnel Santos–Guarujá. Segundo ele, o projeto será executado com tecnologia diferenciada, utilizando módulos pré-moldados submersos no canal.

“É uma solução de engenharia inédita no Brasil, que vai permitir a conclusão da obra em prazo reduzido, inferior a um ano, uma vez finalizada a estrutura dos módulos. Trata-se de um avanço histórico para a mobilidade da Baixada Santista e para a logística do Porto de Santos”, disse.

Pacote de concessões e poligonal

O ministro também destacou que o governo federal conduz a maior carteira de concessões da história no setor portuário. Até 2026, serão realizados 60 leilões, totalizando aproximadamente R$ 30 bilhões em investimentos.

“Entre 2015 e 2022 foram 43 leilões, que resultaram em apenas R$ 6 bilhões. Agora estamos falando em 60 concessões e um volume cinco vezes maior de recursos”, ressaltou.

Ainda neste ano, está previsto o leilão do Tecon Santos 10, programado para dezembro, que deve dobrar a capacidade de operação de contêineres. Também avançam os estudos para a expansão da poligonal do Porto de Santos, com a expectativa de publicação da primeira etapa até outubro.

Obras na DP World

Na margem esquerda do porto, o ministro participou da cerimônia que marcou o início das obras de ampliação do cais da DP World. O projeto prevê a adição de 190 metros lineares ao cais, totalizando 1.290 metros de extensão.

Com a expansão e a aquisição de novos equipamentos, o terminal elevará sua capacidade para 1,7 milhão de TEUs ao ano até 2026. Em 2024, a companhia movimentou mais de 1,25 milhão de TEUs, crescimento de 14% em relação a 2023.

Fonte: Modais em Foco

Ler Mais
Informação, Portos

Com investimentos de R$ 1 bilhão, leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá será dia 22/10

Anúncio foi feito nesta sexta-feira (22) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que marcou também para o mesmo dia o leilão de 3 terminais portuários.

Com investimentos de R$1 bilhão, o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) será realizado no dia 22 de outubro, na sede da B3, em São Paulo. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (22) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Também no dia 22/10, na Bolsa de Valores B3, serão leiloados três terminais portuários: no Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Maceió (AL).

“Este será o primeiro leilão de canal de acesso de um porto público no Brasil, que vai ampliar a capacidade das operações e a movimentação portuária”, afirmou o ministro, lembrando que Paranaguá é o segundo maior porto do Brasil e da América Latina, depois do Porto de Santos.

O processo de licitação já foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e encaminhado no início de junho à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Os critérios previstos para o leilão de Paranaguá servirão de modelo para outros leilões de canal de acesso a serem realizados ainda neste ano, como o do Porto de Santos (SP), Porto de Itajaí (SC), Porto da Bahia e Rio Grande (RS). O processo do Porto de Itajaí está sendo encaminhado ao TCU.

“Essa previsibilidade é importante para o setor produtivo e gestão adequada das profundidades do canal de acesso coloca Paranaguá em outro patamar em relação ao comércio internacional”, afirmou o secretário Nacional de Portos do MPor, Alex Ávila.

Hoje, o Porto recebe 2.600 navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. A concessão trará ainda maior eficiência à operação portuária, possibilitando a ampliação do número de navios no porto. Com o leilão, o calado do canal será ampliando de 13,5 metros para 15,5 metros de profundidade, elevando a capacidade do porto para receber navios de maior porte e ampliando a movimentação de cargas.

O secretário explicou que cada centímetro a mais na profundidade do canal de acesso corresponde a um aumento de 60 toneladas de carga no porão do navio.
A concessão vai impulsionar também o desenvolvimento da região, uma vez que a ampliação de movimentação de carga no porto tem reflexos positivos na economia dos municípios próximos e na geração de emprego e renda nas cidades vizinhas e no Estado.

Terminais Portuários

Também no dia 22, na Bolsa de Valores B3, serão leiloados três terminais portuários: RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro (RJ); POA26, do Porto de Porto Alegre (RS); e o TMP Maceió, no Porto de Maceió (AL).

O RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro, receberá R$ 99,4 milhões em estrutura especializada em movimentação de petróleo (carga offshore). A concessão também tem prazo de 25 anos.
Já para o POA26, localizado na Poligonal do Porto Organizado de Porto Alegre (RS), estão previstos R$ 21,1 milhões pelo arrendamento da área, destinada à movimentação e armazenagem de granel sólido, com prazo de 10 anos de concessão.

E o TMP Maceió, por sua vez, é destinado ao embarque e desembarque de passageiros que transitam pelo Porto de Maceió, contribuindo para o conforto e a segurança dos turistas. Além do terminal, está prevista a construção de estacionamento adjacente. O investimento será de R$ 3,7 milhões, com prazo de 25 anos de concessão.


Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Comércio Exterior, Portos

Porto de Buenos Aires muda para sempre

O Decreto 602/2025 impulsiona a modernização do porto, concentrando contêineres e transformando as Terminais 4 e 5 em um polo turístico.

O Governo nacional oficializou, por meio do Decreto 602/2025, um plano integral para a transformação do Porto de Buenos Aires, que inclui a unificação das Terminais 1, 2 e 3 de Puerto Nuevo em uma única concessão destinada à movimentação de contêineres, e a reconversão das Terminais 4 e 5 em um polo turístico e comercial. Essa iniciativa tem como objetivo modernizar a infraestrutura portuária e adaptá-la às necessidades atuais do comércio e do turismo, fortalecendo a competitividade do porto e sua integração com a cidade.

O Decreto 602/2025 estabelece a unificação das concessões das Terminais 1, 2 e 3 de Puerto Nuevo sob um único contrato com a empresa Terminales Río de la Plata S.A.. Essa medida visa consolidar uma única área operacional voltada à logística de contêineres, permitindo uma gestão mais eficiente e homogênea da infraestrutura portuária. Atualmente, essas terminais são operadas pela Terminales Río de la Plata, formada pelas empresas DP World (55,62%), LAIF VI LTD (39,38%) e Mitsui & Co. (5%).

As Terminais 4 e 5 serão destinadas exclusivamente ao turismo e à atividade comercial. Está prevista a construção de um novo terminal de cruzeiros, acompanhado por áreas de serviços, como restaurantes, hotéis, estacionamentos e espaços de lazer.

O objetivo é impulsionar a chegada de cruzeiros internacionais e conectar de forma mais direta o Porto de Buenos Aires com a cidade, integrando o espaço portuário ao tecido urbano e ao turismo local.

A gestão das novas concessões ficará a cargo da Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPyN), que terá a autoridade para convocar Iniciativas Privadas, a fim de atrair grandes investimentos para o desenvolvimento da infraestrutura turística e comercial.


Modernização e Competitividade

O plano de transformação busca modernizar a infraestrutura do Porto de Buenos Aires para permitir a operação de navios de maior porte, atualmente limitados por restrições de calado.

Está prevista a possibilidade de aumentar o calado dos cais e, no futuro, a construção de um terminal externo, condicionada à realização de estudos de viabilidade técnica, ambiental e financeira. Essas ações têm como objetivo consolidar o Porto de Buenos Aires como um hub estratégico para o comércio exterior e o turismo regional.

O Decreto 602/2025 destaca que, pela natureza da atividade, será o setor privado o responsável por aportar ideias, capital e know-how para o desenvolvimento das novas áreas turísticas e comerciais.

Sob o Regime de Iniciativa Privada, aprovado pelo Decreto 713/2024, a ANPyN convocará empresas nacionais e internacionais interessadas em investir e operar no porto. Essa estratégia visa dinamizar a economia local e projetar o Porto de Buenos Aires como um porto competitivo a nível internacional.

Fonte: Ser Industria

Ler Mais
Portos

Portonave celebra os 63 anos de Navegantes com foco no desenvolvimento sustentável

Instituto social da empresa patrocina a programação do aniversário do município, de 22 a 24 de agosto

Navegantes é uma cidade dinâmica, conectada com o mundo pelo mar desde a sua origem. Da pesca ao comércio internacional, o município possui uma conexão com as águas. No dia 26 de agosto, completa 63 anos de história e, para celebrar, o Instituto Portonave, entidade sem fins lucrativos mantida pelo Terminal Portuário, patrocina a programação do aniversário da cidade, como atividades culturais, shows e festival de pesca e náutico com velas. A trajetória da Portonave marca presença nessa história desde 21 de outubro de 2007, quando o primeiro terminal portuário privado de contêineres do Brasil iniciou suas operações. Desde então, porto e cidade caminham lado a lado.

O município, que antes tinha sua economia centrada sobretudo na indústria pesqueira, hoje é reconhecido pela diversidade de oportunidades. O crescimento populacional e do Produto Interno Bruto (PIB) evidenciam a parceria da relação porto-cidade. Em 2006, eram 50 mil habitantes e, em 2024, já são 93.619 moradores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Navegantes possui o 15º maior PIB de Santa Catarina, de R$ 6,1 bilhões, de acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE, em 2021 – um aumento de oito posições desde a chegada da Portonave.

Navegantes é lar do terminal portuário mais eficiente do país, de acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Cada contêiner movimentado representa mais do que uma operação, mas também o desenvolvimento sustentável e novas possibilidades para a região. O setor logístico, a construção civil e tantos outros segmentos foram impulsionados pela Companhia, em uma relação porto-cidade de quase 18 anos.

O desempenho de excelência é reflexo da equipe da Portonave. Desde o início das atividades, a empresa valoriza a contratação de pessoas locais e sua capacitação dentro do Terminal Portuário. A Companhia emprega 1,3 mil profissionais diretos – cerca de 70% residentes na cidade – e 5,5 mil indiretos. No último ano, a equipe de profissionais diretos cresceu 10% em comparação com 2023.

Neste ano, pelo segundo ano consecutivo, a empresa recebeu a certificação Great Place to Work (GPTW), o que demonstra que foi reconhecida como um ótimo lugar para se trabalhar, com um pacote de benefícios atrativos. A cultura de segurança é um dos pilares fundamentais da equipe, com a realização de treinamentos e simulados que, além de capacitar os profissionais, também se estende para a segurança da comunidade.

A transformação social também é presente no entorno. Além de apoiar iniciativas de modo direto, a empresa mantém o Instituto Portonave, marcando presença em associações, escolas e iniciativas locais, com o propósito de reduzir as desigualdades sociais. Em 2024, de forma direta e via leis de incentivo fiscal, R$ 10,5 milhões foram destinados a ações sociais que beneficiaram 138 mil pessoas na região. Na arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS), a Portonave respondeu por cerca de R$ 37 milhões repassados à Prefeitura no último ano, quando representava cerca de 42% da arrecadação municipal.

A Companhia também esteve presente em projetos ambientais relevantes para o município, como a revitalização da Gruta Nossa Senhora de Guadalupe, a inauguração do Parque das Pedreiras – primeiro mirante turístico de Navegantes – e, recentemente, o início do Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) da restinga no bairro Meia Praia. São espaços de lazer e contemplação para todos.

Aos 63 anos, Navegantes permanece em constante movimento e transformação. Com porto, aeroporto, empreendimentos e, sobretudo, com a força de sua gente, a cidade segue em crescimento. 

Ler Mais
Portos

Secretário Nacional de Portos anuncia finalização do projeto técnico da Medida Provisória para criação da Docas Itajaí

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, confirmou que o projeto técnico para criação da empresa federal responsável pela gestão do Porto de Itajaí será concluído ainda em agosto, dentro do prazo estabelecido pela Portaria nº 375/2025. A informação foi comunicada em reunião em Brasília ao chefe de Gabinete do Porto de Itajaí, Arthur Pereira, e ao Assessor Especial, Rafael Canela.

O texto da Medida Provisória (MP), que dará origem à Companhia Docas de Itajaí, está sendo finalizado por um grupo técnico coordenado pela Secretaria Nacional de Portos, por determinação do ministro de Portos e Aeroportos (MPOR), Silvio Costa Filho.

“O ministro Silvio Costa Filho nos determinou concluir o processo da equipe de trabalho e encaminhar ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), para que possamos instituir a nova Companhia Docas de Itajaí”, destacou Ávila.

Desde a retomada das operações em janeiro, o Porto de Itajaí já movimentou mais de 1,7 milhão de toneladas, o que representa crescimento superior a 1.500% em relação ao mesmo período do ano passado.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, ressaltou a importância da rapidez e do alinhamento técnico no processo de criação da nova autoridade portuária:

“A criação da Companhia Docas de Itajaí representa um passo histórico para consolidar a autonomia do nosso porto. Quero agradecer ao ministro Silvio Costa Filho e ao secretário Alex Ávila pelo empenho em transformar esse projeto em realidade. O Porto de Itajaí voltou a crescer, alcançou faturamento recorde e hoje gera emprego, renda e desenvolvimento não apenas para Itajaí e Santa Catarina, mas para todo o Brasil”, afirmou o superintendente.

MEDIDA PROVISÓRIA

O Grupo Técnico de Trabalho (GTT) foi instituído em 16 de junho deste ano, com prazo de 90 dias para concluir as análises e estruturar a proposta. O texto servirá como base para a criação da Medida Provisória que instituirá a Autoridade Portuária do Porto de Itajaí.

Com a nova companhia pública federal, o Porto de Itajaí, atualmente administrado pela Autoridade Portuária de Santos, passará a ter gestão própria e autonomia administrativa e operacional.

A medida garantirá sustentabilidade financeira, permitindo investimentos em infraestrutura, manutenção e modernização das operações com recursos gerados pelas próprias atividades portuárias — como taxas, tarifas e serviços logísticos. Essa mudança dará mais agilidade às decisões estratégicas, fortalecerá a gestão local e aumentará a competitividade de Itajaí no cenário portuário nacional.

Fonte: Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

TCP opera 1 milhão de TEUs 14 dias mais cedo do que em 2024

Outros oito recordes operacionais foram quebrados até julho

No último dia 13, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, atingiu um novo marco histórico ao alcançar uma movimentação de um milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) com duas semanas de antecedência em relação ao recorde anterior, registrado em 27 de agosto de 2024.

O resultado também representa um avanço expressivo em relação a 2021, quando a TCP bateu a marca de um milhão de TEUs pela primeira vez, em 28 de novembro daquele ano. 

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Terminal havia movimentado 943.892 TEUs, volume 4% superior aos 906.357 TEUs do mesmo período do ano passado. Deste total, as exportações atingiram 380.982 TEUs e as importações 375.730 TEUs, alta de 2% e 3%, respectivamente, e que representam novos recordes para os dois segmentos.

Boa parte do aumento no volume movimentado está nas operações de contêineres refrigerados (reefer), que chegaram a 80.299 unidades entre janeiro e julho de 2025, crescimento de 5% em comparação com o mesmo período de 2024.

“Os recordes atingidos ao longo de 2025 nas operações rodoviárias, ferroviárias e de navios ressaltam um avanço em todas as frentes. Este é um indicativo forte de que a estratégia de investimentos da TCP em infraestrutura, equipamentos, e no desenvolvimento contínuo de nossos colaboradores está trazendo resultados diretos, que impulsionam a performance do Terminal e de nossos clientes”, afirma o gerente de operações da TCP, Felipe de França.

Em maio, a TCP estabeleceu um novo recorde histórico na movimentação de contêineres, totalizando 141.788 TEUs. Este resultado representa a segunda maior marca mensal de 2025, superando o desempenho de março, quando foram registrados 138.485 TEUs. Antes disso, o maior volume mensal havia sido alcançado em outubro de 2024, com 137.370 TEUs.

Em número de contêineres, o Terminal também superou duas vezes o recorde de outubro de 2024, que era de 74.350 boxes. Em maio de 2025, a TCP a movimentou 76.622 unidades e em julho 77.427 contêineres, volume 4% superior ao registrado no melhor mês do ano passado para este indicador.  

Nas operações de Gate (via de acesso rodoviário), o número de transações, como é chamado o processo de entrada de contêineres no terminal, alcançou um novo recorde em julho de 2025, quando 55.255 unidades foram movimentadas. O número de transações em um único dia também teve uma nova máxima em 16 de abril, dia em que 2.781 boxes passaram pelo Gate.

“A TCP possui 40 guindastes pórticos sobre rodas (RTG) e 69 Terminal Tractors (TT), sendo este o maior parque de máquinas entre os terminais brasileiros. Junto aos investimentos em infraestrutura, como a recente modernização do Gate, que triplicou a capacidade de acesso de veículos ao pátio de operações, e a conclusão da obra do maior pátio para armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas, o Terminal de Contêineres de Paranaguá chega ao mês de agosto com excelentes resultados e com capacidade para seguir ampliando seu protagonismo no setor logístico portuário do país”, comenta França.

Na ferrovia que conecta o Terminal de Contêineres de Paranaguá ao norte e oeste do estado do Paraná, a TCP registrou uma nova máxima de 9.627 unidades movimentadas, em março de 2025, superando em 7% o recorde anterior de 9.086 boxes, de julho de 2024.

No KBT, projeto logístico intermodal em operação desde 2021 e que conecta a TCP a um terminal de contêineres localizado na planta Puma II, da Klabin, em Ortigueira (PR), por meio de um ramal operado pela Brado Logística, um novo recorde de produtividade mensal foi alcançado em maio, quando 4.912 contêineres foram movimentados, alta de 17% frente à máxima anterior, que havia sido de 4.195 unidades, em abril de 2025.

Acompanhando o avanço no fluxo de cargas na ferrovia, o número de trens que chegaram ao Terminal também alcançou um novo recorde para um único mês com a chegada de 121 composições em maio de 2025. “O modal ferroviário é uma solução estratégica bastante utilizada pelos exportadores do estado, pois, além de reduzir a emissão de gases de efeito estufa e aliviar a pressão sobre o modal rodoviário, também diminui o risco de avarias e traz mais assertividade no tempo de trânsito das cargas. Por ser o único terminal portuário do Sul do Brasil a possuir uma conexão direta entre um ramal ferroviário e o pátio de operações, a TCP conta com uma equipe totalmente dedicada a aprimorar, de forma contínua, o desempenho dessa operação, e os recordes alcançados neste ano são reflexo direto desses avanços”, ressalta França.

No cais do Terminal de Contêineres de Paranaguá, janeiro encerrou com recorde na operação de navios, foram 91 embarcações atracadas em um único mês. “As operações marítimas foram destaque em 2025 com a ampliação do calado operacional para 12,80 metros a maré zero, enquanto, em 2024, a máxima profundidade permitida entre a parte mais baixa das embarcações até a linha da água era de 12,10 metros. Com 70 centímetros adicionais, os navios agora podem chegar e partir da TCP transportando 560 TEUs a mais, fator que deve seguir impulsionando o número de cargas movimentadas pelo Terminal”, acrescenta França.

Atualmente, a TCP conta com 23 serviços marítimos em seu portfólio, sendo esta a maior concentração de linhas em um único terminal portuário na costa brasileira.

Fonte: Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Cargas de granel sólido lideram nos portos do Arco Amazônico

Destaca-se o crescimento expressivo da movimentação de soja e milho nos últimos dez anos, mostra ATP

A região do Arco Amazônico, que compreende os terminais portuários ao longo do rio Amazonas e seus afluentes — incluindo os localizados abaixo da Baía de Marajó —, vem ganhando cada vez mais relevância no cenário logístico nacional. Com uma movimentação de 87,8 milhões de toneladas em 2024, considerando operações de longo curso e cabotagem, a região registrou um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior, consolidando-se como uma das principais rotas de escoamento de mercadorias no Brasil, em especial das commodities agrícolas, relevantes para o comércio exterior brasileiro. Ressalta-se que, deste montante, aproximadamente 64% foram movimentados por Terminais de Uso Privado (TUPs), o que reforça o protagonismo da iniciativa privada na dinâmica logística da região.

As informações são de levantamento da Coordenação de Pesquisas e Desenvolvimento da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que reúne empresas de grande porte e congrega 70 terminais privados do país. De acordo com a ATP, em 2024, a movimentação portuária do Arco Amazônico, que inclui todos os estados da Região Norte do país, foi liderada por cargas de granel sólido, com destaque para a bauxita 23,9 milhões de toneladas (mi t), soja (17,1 mi t) e milho (13,7 mi t). A carga conteinerizada também apresentou volume expressivo, com 9,9 milhões de toneladas movimentadas. Também passaram pelos terminais portuários da região produtos químicos inorgânicos (5,7 mi t), petróleo e derivados sem óleo bruto (5,2 mi t), adubos e fertilizantes (3,9 mi t) e soda cáustica (1,2 mi t), entre outros. Esses números refletem o perfil diversificado da matriz de cargas transportadas pelos terminais portuários brasileiros, com predominância das commodities minerais e agrícolas.

Nesse cenário, destaca-se o crescimento expressivo da movimentação de soja e milho, que, nos últimos dez anos, acumulou alta de 288,1%, percentual significativamente superior ao observado nas principais rotas tradicionais de exportação. No mesmo período, a movimentação das duas commodities no complexo portuário de Santos (SP) apresentou crescimento de 55,3%, enquanto no complexo de Paranaguá (PR) avançou 17,2%. Em 2024, a movimentação de soja e milho no Arco Amazônico alcançou 30,9 milhões de toneladas, o que corresponde a 22,8% do total nacional de milho e soja movimentado no longo curso e na cabotagem, estimado em 135,3 milhões de toneladas. Esse volume, por si só, reforça o papel estratégico do Arco Amazônico como rota alternativa aos corredores tradicionais.

Para fins de comparação, Santos movimentou aproximadamente 43,9 milhões de toneladas de soja e milho em 2024, equivalente a 32,4% do total nacional, enquanto Paranaguá respondeu por 14,3 milhões de toneladas, ou 10,6%. Juntos, os dois principais portos concentraram 43% da movimentação dessas commodities. Ainda que a soma dos volumes seja superior, o crescimento proporcional e a consolidação do Arco Amazônico como corredor logístico revelam uma mudança significativa na geografia da exportação de grãos no país.

ATP busca fortalecer a navegação

Apesar dos avanços, os anos de 2024 e 2025 têm se mostrado desafiadores para o escoamento de cargas pela região. A estiagem prolongada, com significativa redução nos níveis dos rios, aliada à demora na execução de dragagens de manutenção, resultou em restrições à capacidade de carregamento das embarcações.

Como reflexo direto, a movimentação de soja e milho para longo curso e cabotagem no Arco Amazônico apresentou uma queda de 8,7% apenas nos primeiros cinco meses de 2025, comparando com o mesmo período de 2024, apresentando um volume de 13,3 milhões de toneladas.

Diante desse cenário, a ATP tem intensificado seus esforços para o fortalecimento da navegação na Região Norte. Uma das iniciativas de destaque é o projeto da Barra Norte, que busca ampliar o calado autorizado e, com isso, aumentar a eficiência logística da região. Paralelamente, o Comitê de Infraestrutura da ATP tem atuado junto a instituições como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), visando viabilizar dragagens estratégicas, como a no rio Tapajós.

Além disso, a ATP defende ativamente a implementação do modelo de concessões hidroviárias, que prevê a transferência ao concessionário de responsabilidades como os levantamentos hidrográficos, a gestão de tráfego, a manutenção e a sinalização náutica. Essa modelagem busca conferir maior previsibilidade e regularidade à navegação interior, reduzindo a dependência de ações emergenciais e garantindo maior estabilidade ao transporte hidroviário.

Para o presidente da ATP, Murillo Barbosa, a consolidação do Arco Amazônico como rota logística estratégica depende de políticas públicas estruturantes, de parcerias institucionais e de um ambiente regulatório que favoreça investimentos de longo prazo.

“Com sua vocação natural para a navegação interior e sua posição geográfica privilegiada, a região tem todas as condições para seguir ampliando sua participação no escoamento da produção nacional, desde que superados os atuais gargalos operacionais”, afirma Barbosa.

Fonte: Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Porto de São Francisco do Sul está entre os três mais eficientes do Brasil 

O Porto de São Francisco do Sul foi premiado na cerimônia Portos + Brasil, realizada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, nesta quarta-feira, 20. O Porto catarinense foi reconhecido na categoria Melhores notas do Índice de Gestão das Autoridades Portuárias (Igap), ficando em terceiro lugar entre os 35 portos públicos do país.

Por meio do Igap, o Ministério de Portos analisa um ranking das autoridades portuárias de todo o Brasil, avaliando 30 índices, como desempenho de gestão e governança, transparência na publicação de informações e capacidade de concretizar investimentos, além da qualidade da gestão ambiental, entre outros.

“Santa Catarina sente muito orgulho de ver São Francisco do Sul premiada nesta solenidade”, disse o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins. “O governador Jorginho me pediu pessoalmente para que estivesse aqui, para dar este parabéns em nome dele e em nome de toda a equipe do Governo do Estado de Santa Catarina”.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira,  o prêmio é um reconhecimento da eficiência portuária de São Francisco do Sul. “Este destaque é fruto do trabalho conjunto da nossa equipe, do governador Jorginho Mello e da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, que permite fazer importantes investimentos na nossa infraestrutura portuária”, ressaltou.

“Em nosso dia-a-dia buscamos oferecer sempre as melhores condições aos usuários do Porto, para que tenhamos sempre aquilo que Santa Catarina faz de melhor: uma logística diferenciada”, acrescentou.

Oscar dos portos

A premiação do governo federal é considerada o Oscar dos Portos. A expressão foi usada nos discursos, tanto pelo ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, quanto pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

Ávila ressaltou que o Prêmio Portos + Brasil já se consolidou como uma política pública de estímulo à modernização do setor.  Ele lembrou que o reconhecimento da relevância estratégica dos portos no país é relativamente recente e que a premiação reforça a transparência e a governança das ações do ministério. 

Criado em 2019, a iniciativa reconhece os avanços conquistados pelos portos organizados e Terminais de Uso Privado (TUPs), reforçando a política pública de estímulo à modernização e à melhoria da gestão portuária.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook