Portos, Sustentabilidade

Porto sem Papel já evitou o corte de 30 mil árvores e a emissão de 72 mil toneladas de CO₂

Desde 2011, digitalização dos processos portuários gera ganhos ambientais e fortalece o compromisso do Brasil com a sustentabilidade

O Programa Porto sem Papel (PSP), iniciativa do Governo Federal coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, já acumula resultados expressivos no campo da sustentabilidade. Desde a sua criação, a digitalização dos processos portuários permitiu evitar o uso de aproximadamente 342,8 milhões de folhas de papel, o que equivale a 1.579 toneladas. O impacto representa a preservação estimada de 30,6 mil eucaliptos, reforçando o compromisso do setor portuário brasileiro com práticas mais sustentáveis.

Criado para reduzir a burocracia nos portos, o Porto sem Papel unifica em uma plataforma digital única todas as informações necessárias para a atracação e operação das embarcações. Antes, a rotina exigia a entrega de diversos formulários físicos a diferentes órgãos anuentes. Hoje, com a centralização dos dados, armadores e agentes de navegação podem iniciar o preenchimento do Documento Único Virtual (DUV) ainda durante a viagem do navio, antes da atracação. Esse procedimento garante maior previsibilidade, acelera a liberação e reduz o tempo de permanência das embarcações nos portos.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o Porto sem Papel é um marco na modernização do setor portuário e destacou que a digitalização dos processos traz ganhos de eficiência ao mesmo tempo em que reforça o compromisso do Brasil com a sustentabilidade. “Estamos mostrando que é possível modernizar o setor, reduzir burocracia e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação do meio ambiente”, disse.

Essa agilidade tem reflexos diretos na sustentabilidade: além da expressiva economia de papel, a digitalização também contribui para a diminuição do tempo de espera dos navios, o que impacta na redução do consumo de combustível e das emissões de gases do efeito estufa. Entre 2013 e 2024, o sistema evitou a liberação de cerca de 72 mil toneladas de CO₂ na atmosfera, resultado da maior eficiência operacional.

Para Antonio Teixeira, gerente de operações do GAC, empresa internacional de logística marítima com atuação no Brasil, o programa mudou a lógica de trabalho no setor. Segundo ele, hoje é possível preencher até 90% da documentação antes mesmo da chegada da embarcação, o que reduz o tempo de liberação de quatro ou cinco horas para até duas horas em alguns casos. “O Porto sem Papel é uma ferramenta absurdamente benéfica. Só vem melhorando e se consolidando como uma das melhores mudanças do setor nos últimos anos”, afirmou.

Ele destaca ainda que os benefícios vão além do aspecto ambiental. “Antes era preciso imprimir pilhas de papel e se deslocar até os órgãos. Hoje, tudo pode ser feito do escritório ou até em home office, algo impensável antes. Isso reduz deslocamentos, custos e até o estresse do trabalho”, acrescentou.

Na avaliação de Teixeira, o Porto sem Papel se tornou também sinônimo de qualidade de trabalho e de vida, além de ampliar a eficiência para quem utiliza corretamente o sistema.

Com resultados crescentes, a iniciativa se consolida como um dos principais marcos da modernização do sistema portuário brasileiro, alinhando competitividade com responsabilidade socioambiental.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Notícias, Portos

Dezenas de contêineres caem no mar em porto na Califórnia; vídeo

Algumas das caixas de 12 metros de comprimento estavam começando a submergir no mar, enquanto outras permaneciam flutuando, empilhadas umas sobre outras

Dezenas de contêineres de carga caíram de um navio atracado em um porto da Califórnia nesta terça-feira, interrompendo as operações no terminal de embarque. Vídeos mostram o momento em que os contêineres caíram como dominós de um enorme navio enquanto enormes guindastes de carga se moviam sobre ele no Porto de Long Beach, perto de Los Angeles.

Imagens aéreas mostram vários contêineres amassados ​​após caírem sobre o que parece ser uma embarcação de apoio. Vários reboques de contêineres também podem ser vistos cercando o Mississippi, de bandeira portuguesa.

Ainda não se sabe o que há dentro dos contêineres, mas jornalistas no terminal relataram ter visto sapatos e roupas flutuando na água. Algumas das caixas de 12 metros de comprimento estavam começando a submergir no mar, enquanto outras permaneciam flutuando, empilhadas umas sobre as outras.

Vários contêineres estavam pendurados precariamente na lateral do navio. A Guarda Costeira informou que pelo menos 67 contêineres caíram no mar por volta das 9h, horário local, mas ninguém ficou ferido no incidente.

“As operações de carga foram temporariamente suspensas no terminal enquanto os trabalhadores trabalham para proteger os contêineres”, disse Art Marroquin, porta-voz do porto.

O Porto de Long Beach é um dos mais movimentados dos Estados Unidos, movimentando cerca de US$ 300 bilhões em mercadorias anualmente, de acordo com seu website. É um dos terminais mais importantes para mercadorias da Ásia e se conecta a mais de 200 portos ao redor do mundo.

Fonte: O Globo
Vídeo: ABC7 News Bay Area

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Portos

Trabalhador cai na água durante incidente com navio no Porto de Itajaí

* Porto de Itajaí informa ocorrência controlada na JBS Terminais sem feridos graves”

Na madrugada desta terça-feira (9), por volta das 5h20, durante a operação do navio MV EUROPE no berço 2 da JBS Terminais, a embarcação abriu do cais em razão da correnteza. A operação foi imediatamente paralisada e dois rebocadores foram acionados para apoio.

No intervalo da suspensão das atividades, um TPA – trabalhador portuário avulso – estivador, caiu na água  ao descer pela escada do navio. Ele foi resgatado rapidamente, recebeu atendimento no local e, segundo avaliação do OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra), o trabalhador encontra-se bem, sem ferimentos graves, e está apto a retornar às atividades.

Às 7h15, com apoio dos rebocadores, o navio foi reaproximado ao cais, a escada foi reposicionada e a situação foi normalizada sem maiores impactos.

De acordo com o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, todos os protocolos de segurança foram seguidos e a prioridade da Autoridade Portuária é garantir a integridade dos trabalhadores.

Fonte: Porto de Itajaí

Imagem: Ilustrativa/RêConecta News

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Portos

Portos do Paraná registram maior movimentação de agosto da série histórica

Exportações de milho crescem 1.043% e impulsionam resultado positivo

A movimentação de cargas nos portos paranaenses atingiu, em agosto de 2025, o maior volume já registrado para o mês, de acordo com a média histórica. Conforme relatório mensal da Diretoria de Operações, foram movimentadas 7.077.439 toneladas de produtos exportados e importados, número 3% superior ao de agosto de 2024.

No acumulado entre janeiro e agosto, o resultado é ainda mais expressivo: 48.648.592 toneladas, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior que atingiu 46.367.569 toneladas.

“Esse crescimento no envio e recebimento de cargas ocorre graças aos investimentos que estamos fazendo na infraestrutura, à gestão e ao planejamento de trabalho iniciados em 2019”, ressalta Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Segundo as estatísticas da empresa pública, o volume médio de cargas nos portos de Paranaguá e Antonina deve permanecer próximo das 6 milhões toneladas até dezembro, o que abre espaço para que a movimentação anual supere o recorde anterior. A expectativa é atingir a marca de 70 milhões de toneladas em dezembro de 2025.

Destaques de agosto

O milho foi o principal produto do mês, com 833.052 toneladas embarcadas — alta de 1.043% em relação a agosto de 2024 (72,9 mil toneladas). No acumulado do ano, o crescimento foi de 261%, passando de 581,7 mil toneladas em 2024 para 2,09 milhões em 2025. O milho representou 12% da movimentação de agosto e 13% do total anual.

A safra recorde brasileira e o surgimento de novos compradores internacionais favoreceram esse aumento significativo nas exportações.

As cargas conteinerizadas apresentaram alta de 11%, passando de 787,8 mil toneladas (ago/24) para 875,6 mil toneladas (ago/25).

Outros produtos também registraram alta nas exportações em agosto, como óleo vegetal, com aumento de 19% na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado, a alta foi de 50%.

O envio de derivados de petróleo aumentou 74% em relação ao ano anterior, e a celulose cresceu 58% em agosto, acumulando 24% a mais no período anual.

Já o açúcar ensacado apresentou elevação de 7%. As vendas externas, que estavam estagnadas em razão da baixa produção de cana-de-açúcar causada por intempéries climáticas, começam a se reposicionar no mercado.

Importações

O volume total de produtos importados se manteve estável em agosto frente a 2024, mas apresentou alta de 5% no acumulado do ano.

“O desempenho demonstra equilíbrio entre exportações e importações. Esse avanço está diretamente ligado à infraestrutura portuária, como o aumento de calado, que permite maior carregamento nos navios”, explica Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias.

O desembarque de componentes para a produção de solventes e derivados de petróleo teve bom desempenho em agosto, com altas de 34% e 16%, respectivamente.

A cevada soma, no acumulado de 2025, um crescimento de 87%. A forte demanda está associada às indústrias cervejeiras e a uma grande maltaria instalada na região dos Campos Gerais.

Situação semelhante ocorreu com os fertilizantes, que registraram recuo em agosto, mas acumularam alta de 10% no ano, representando 16% de todas as importações.

Balança cambial

Apesar das oscilações do dólar, a balança cambial se manteve estável em relação ao mesmo período de 2024 devido a grande safra brasileira e a demanda internacional. Em alguns momentos, a leve valorização do Real frente ao Dólar, acabou amenizando a diferença entre o preço pago pelo produto e a expectativa dos produtores

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

Antaq autoriza construção de segundo porto em Arroio do Sal; projeto segue para o Ministério

Foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (04) a autorização por parte da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para um segundo projeto de porto em Arroio do Sal. A proposta já tinha sido apresentada em outra ocasião na Antaq, mas não tinha dado continuidade em algumas solicitações feitas. Essa é considerada uma das primeiras etapas, após é necessário o aval do Ministério de Portos e Aeroportos.

O projeto em questão está sendo denominado como Porto Litoral Norte e é projetado, inicialmente, em formato de “L”. Esse segundo modelo em andamento tem um valor estimado semelhante ao primeiro, de R$ 5 bilhões. Além disso, o terminal seria do modelo offshore, em alto-mar, enquanto o outro tem construção prevista na costa. Um dos diferenciais estaria na profundidade de cerca de 30 metros contra 17 metros do projeto do Porto Meridional. Tal fator auxiliaria que navios ainda maiores pudessem atracar na estrutura.

Essa proposta é da empresa Doha Investimentos e Participações, de Porto Alegre, constituída por investidores que divergiram da proposta do Porto Meridional. Fora a área a ser ocupada em alto-mar, esse projeto utiliza uma área de 150 hectares no balneário Arroio Seco para abrigar o complexo industrial e o terminal de passageiros. O acesso seria facilitado por meio de um viaduto e pela BR-101.

A distância planejada para os dois portos, caso ambos tenham sequência é de cinco quilômetros. Isto, com o Porto do Litoral Norte ficando ao norte do Porto Meridional. A estrutura dessa segunda opção deve receber 23,4 mil contêineres, com possibilidade de movimentação de 43,9 milhões de toneladas ao ano. 

Fonte: Radio Caxias

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Portos

Hapag-Lloyd anuncia atualização no Marine Fuel Recovery (MFR) a partir de outubro

A Hapag-Lloyd anunciou uma nova atualização de seu Marine Fuel Recovery (MFR), válida para embarques a partir de 1º de outubro de 2025. O mecanismo, que compensa as variações no preço do bunker, é aplicável a todas as rotas da companhia e aparece como uma sobretaxa separada nas faturas e conhecimentos de embarque (Bill of Lading).

Segundo a companhia, o cálculo do MFR em determinadas rotas passou a levar em consideração não apenas os preços atualizados de combustível, mas também o aumento das distâncias percorridas em razão das navegações pelo Cabo da Boa Esperança, alternativa adotada por alguns serviços no lugar do Canal de Suez.

Além do MFR, a Hapag-Lloyd destacou que continuam em vigor as tarifas-base FAK, sobretaxas de segurança, sobretaxas de alta temporada (quando aplicáveis) e as Taxas de Manuseio em Terminais (THCs). Outras cobranças locais e eventuais sobretaxas de contingência também podem ser aplicadas conforme a região.

A transportadora reforçou ainda que a política faz parte de sua estratégia de conformidade com a IMO 2020, que limita o teor de enxofre no combustível marítimo. Mais informações sobre o mecanismo de precificação e a política de sustentabilidade da empresa podem ser consultadas nos canais oficiais da Hapag-Lloyd.

Fonte: Hapag-Lloyd

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Portos

Viracopos moderniza operações no Terminal de Cargas

As iniciativas automatizam processos, reduzem prazos e ampliam a rastreabilidade

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), implementou novas soluções digitais para modernizar seu Terminal de Carga. De acordo com a concessionária, as iniciativas automatizam processos, reduzem prazos e ampliam a rastreabilidade, para assim oferecer mais agilidade, previsibilidade e segurança para importadores e exportadores.

Entre as novidades, estão as melhorias na tarifação para Declarações de Importação, portal para atendimento digital, integração com sistemas governamentais, monitoramento tecnológico para cargas refrigeradas e iniciativas para redução de burocracia.

Tarifação automática para DI

O primeiro passo da jornada de modernização do terminal é a Tarifação Automática para Declarações de Importação (DI), que elimina etapas manuais e agiliza a emissão de guias. Agora, assim que a DI é registrada no Siscomex, as informações são integradas automaticamente ao sistema do aeroporto, permitindo a disponibilização da guia no Portal de Rastreamento em até 10 minutos.  Antes, esse processo podia levar até três horas.

Com isso, clientes do Terminal de Carga ganham precisão nas informações, maior velocidade no atendimento e mais eficiência no planejamento logístico.

Novo Portal TECA VCP: centralização dos serviços

Para complementar esse avanço, Viracopos está implantando o Portal de Atendimento TECA VCP, uma plataforma digital que reúne todas as solicitações operacionais e documentais em um único ambiente. O objetivo é proporcionar mais controle, transparência e rastreabilidade aos clientes, com acompanhamento em tempo real de cada etapa.

A ferramenta já substituiu sistemas antigos, como o TECA Virtual, e segue incorporando novas funcionalidades, como o catálogo Smart Pharma, dedicado a cargas farmacêuticas e com controle de temperatura. A concessionária afirma que todos os serviços estarão disponíveis no portal até o fim do ano, pelo site servicos.viracopos.com.

Integração à DUIMP: garantia de processos mais simples

Outro marco importante dos serviços do TECA é a preparação completa para a Declaração Única de Importação (DUIMP), que unifica procedimentos e traz mais previsibilidade para o comércio exterior. Em Viracopos, a integração com o sistema da Receita Federal do Brasil já permite consultas automáticas e tarifação inteligente a partir do envio da chave de acesso pelo importador. Essa automação elimina retrabalho e reduz prazos.

Monitoramento inteligente para cargas refrigeradas

No segmento de cargas especiais, Viracopos implementou um sistema de monitoramento de temperatura em tempo real para seu complexo refrigerado. Com tecnologia baseada em radiofrequência e conectividade em nuvem, o recurso elimina cabos físicos e oferece dados mais estáveis e precisos.

Além disso, os relatórios de gráficos térmicos agora podem ser emitidos em até seis horas, antes, esse prazo chegava a cinco dias, atendendo às rigorosas exigências do mercado farmacêutico e garantindo conformidade regulatória com maior rapidez.

Programa Linha Verde

Em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Viracopos segue expandindo o Programa Linha Verde, que reconhece empresas com histórico de conformidade fitossanitária. A iniciativa isenta temporariamente de fiscalização cargas que contenham madeira maciça. Isso foi possível graças a um processo automatizado de identificação do número de importadores habilitados com segurança e agilidade.

Agendamento para Liberação de Cargas

Viracopos também se prepara para o lançamento do sistema de agendamento para liberação de cargas, que deve transformar a experiência do cliente no TECA. Com a funcionalidade, será possível programar a retirada da mercadoria com horário definido, evitando filas, reduzindo custos e trazendo mais previsibilidade às operações.

A fase piloto será iniciada ainda este ano com clientes parceiros, permitindo ajustes antes da implementação completa. Interessados em participar podem acessar o Portal de Atendimento TECA VCP.

Fonte: Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos sobe seis posições em ranking internacional e assume liderança na América Latina

Maior complexo portuário da região registrou alta de 14,7% na movimentação de contêineres e subiu para a 37ª posição em publicação internacional

O Porto de Santos, principal porta de entrada e saída do comércio exterior brasileiro, subiu seis posições no ranking da Lloyd’s List, principal publicação global do setor, passando da 43ª para a 37ª posição e assumindo a liderança na América Latina em movimentação de contêineres.

Segundo o levantamento, o complexo portuário movimentou 5,4 milhões de TEU em 2024 (medida padrão do contêiner de 20 pés), uma alta de 14,7% em relação a 2023. O desempenho colocou Santos à frente de grandes portos globais, como Valência (Espanha), Abu Dhabi (Emirados Árabes), Pireu (Grécia) e Dalian (China). O resultado confirma o papel estratégico do porto para a economia brasileira e para a competitividade do agronegócio, da indústria e da cadeia exportadora do país.

Tendência de crescimento

O crescimento do porto segue firme em 2025. Em julho, Santos bateu novo recorde mensal, com 534,6 mil TEU movimentados; 8,5% a mais do que no mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a julho, foram 3,3 milhões de TEU, alta de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O avanço não se restringe aos contêineres: todas as cargas registraram expansão. Julho de 2025 foi o melhor mês da história também no volume total movimentado, com 17,4 milhões de toneladas; um milhão a mais que em julho de 2024.

O desempenho positivo do porto é acompanhado de um ciclo de investimentos públicos e privados, que visa modernizar sua infraestrutura e ampliar sua capacidade operacional. Um dos destaques é a construção de dois novos berços públicos de atracação para granéis líquidos na região da Alemoa, com investimento estimado em R$ 400 milhões. O projeto foi formalizado em termo de compromisso entre o MPor, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e empresas do setor, e deve adicionar cerca de 3 milhões de toneladas/ano à capacidade do porto.

Ampliação

Outro marco será o leilão do terminal Tecon Santos 10, previsto para dezembro de 2025. Com ele, a capacidade de movimentação de contêineres deverá ser ampliada em 50%, posicionando Santos para atender à crescente demanda de forma ainda mais eficiente.

Na margem esquerda do porto, as obras de ampliação do terminal da DP World já começaram. O projeto prevê a extensão de 190 metros no cais, que passará a ter 1.290 metros, e a aquisição de novos equipamentos. Com isso, o terminal deve alcançar capacidade de 1,7 milhão de TEUs ao ano até 2026.

Estão em andamento, ainda, os estudos para a expansão da poligonal portuária, com previsão de publicação da primeira etapa até outubro. A medida é fundamental para destravar novas áreas estratégicas, atrair investimentos e compatibilizar a operação do porto com as exigências ambientais e urbanísticas da região.

Essas ações integram o maior pacote de concessões da história do setor portuário, conduzido pelo governo federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos.

Fonte:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio, Comércio Exterior, Informação, Logística, Oportunidade de Mercado, Portos

Fractal apresenta tecnologia de lacres eletrônicos no PortoTechBR e projeta quebra de paradigma para a logística portuária

O futuro dos portos passa por Navegantes. Nos dias 02 e 03 de setembro, o Teatro Municipal da cidade recebeu a 2ª edição do PortoTechBR, evento que reúne profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Organizado pelo Núcleo de Tecnologia e Inovação da ACIN (Associação Empresarial de Navegantes), em parceria com a Prefeitura, o encontro se consolida como um dos mais importantes espaços de debate sobre soluções aplicadas ao setor portuário.

De acordo com Jardel Fischer, coordenador do Núcleo e gerente de TI da Portonave, a proposta é aproximar tecnologia e operação. “É um evento técnico, nasceu pra atender os profissionais de tecnologia, inovação, cibersegurança e segurança portuária de todo o Brasil. Temos representantes de portos de todo o país, discutindo assuntos de interesse comum. No ano passado mapeamos dores críticas dos terminais e, nesta edição, estamos compartilhando soluções que melhoram eficiência, segurança e produtividade”, destaca.

Entre as 19 empresas participantes, a Fractal Securitychamou atenção ao apresentar seus lacres eletrônicos de uso único — uma inovação 100% brasileira que promete revolucionar a logística portuária e a gestão da cadeia de custódia. Segundo Mary Anne de Amorim, Co-founder e CCO Fractal Security, o produto foi pensado para unir viabilidade econômica, segurança e eficiência logística. “O nosso desafio era criar um lacre que fizesse sentido economicamente para o cliente, de uso único, e que proporcionasse uma gestão protagonista da cadeia de custódia. Hoje não existe concorrência direta para o que desenvolvemos. Estar no PortoTechBR é importante para mostrar que há um caminho possível, que beneficia não só o cliente ou o armador, mas também o porto, que ganha em eficiência e integração”, explica.

Para Fischer, coordenador do PortoTechBR, tecnologias como essa mostram o quanto a inovação já é uma realidade indispensável nos portos brasileiros. “A inteligência artificial não é mais moda, é realidade. E o desafio é justamente aplicar essas soluções ao nosso dia a dia de operação, de forma aderente, para garantir segurança e eficiência.”

Com debates, networking e exposição de soluções de ponta, o PortoTechBR reforça seu papel como ponto de encontro onde o futuro dos portos começa a ser construído.

Como funciona o lacre eletrônico

A tecnologia da Fractal combina NFC (Near Field Communication) e RFID (Radio-FrequencyIdentification), permitindo monitoramento em curta e longa distância sem necessidade de bateria, o que elimina custos com logística reversa. Integrados a um sistema central de gestão de dados, os lacres permitem que cada etapa da operação seja acompanhada de forma segura e centralizada. A plataforma emite alertas proativos em caso de violações ou inconsistências, reduzindo riscos de perdas e atrasos, além de otimizar a tomada de decisão. 

Ainda segundo Mary Anne, outro diferencial é a interoperabilidade, que possibilita a integração dos lacres com sistemas de logística e compliance já existentes, simplificando a adoção da tecnologia. A gestão da cadeia de custódia também ganha robustez, com registros precisos em cada ponto de contato e maior transparência em todo o processo.

Saiba mais sobre a Fractal: https://fractal-security.com/pt/

TEXTO E IMAGENS: REDAÇÃO

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Portos

Porto de Itajaí recebe Câmara de Transporte e Logística da Fiesc

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, recebeu nesta terça-feira (2) o presidente da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, Egídio Antônio Martorano, acompanhado de empresários catarinenses, na sede da Superintendência, em Itajaí.

Durante o encontro, foram debatidas medidas econômicas para impulsionar as exportações pelo Porto de Itajaí, além dos impactos do chamado “tarifaço do Trump” sobre os setores exportadores, em especial o moveleiro.

O superintendente destacou a importância do apoio da Fiesc para a criação da empresa federal “Docas de Itajaí”, iniciativa que garantirá mais autonomia de gestão ao complexo portuário.

“O Porto de Itajaí vem batendo recordes de movimentação de cargas e contêineres, consolidando sua retomada histórica. O apoio da Fiesc para a criação da empresa federal é fundamental, pois permitirá mais autonomia na revisão de tarifas e oferecerá condições vantajosas para que os empresários catarinenses ampliem suas exportações”, avaliou João Paulo.

Ele também destacou as medidas do Plano Brasil Soberano, anunciadas pelo Presidente Lula recentemente, as quais atendem ao pleito da Fiesc e fornecem soluções diante das medidas impostas pelo governo norte-americano..

“Nosso objetivo é articular, junto à Apex, a participação dos empresários catarinenses nas missões internacionais que abram novos mercados, tendo o Porto de Itajaí como modal logístico estratégico para a competitividade do estado”, acrescentou o superintendente.

O presidente da Câmara de Transporte e Logística, Egídio Antônio Martorano, informou que o pleito da Fiesc será formalizado e encaminhado ao Porto de Itajaí e posteriormente, a Apex. Ele ressaltou a preocupação dos empresários catarinenses com os impactos do tarifaço, sobretudo no setor moveleiro.

“Essa reunião foi muito importante para discutir alguns temas de preocupação do setor moveleiro com o “tarifaço do Trump” sobre a movimentação portuária, disse.”, destacou Martorano.

Participaram da reunião o diretor-geral de Administração e Finanças, Pedro Zucchi, coordenador executivo de planejamento estratégico, Mauricio Moromizato e o assessor executivo, Rafael Canela.

Fonte: Porto de Itajaí

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