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Com tarifaço, suco de laranja pode pagar mais de R$ 1 bilhão para entrar nos EUA

A cadeia de suco de laranja também está preocupada com o tarifaço do presidente americano Donald Trump.

A ordem executiva de uma tarifa adicional de 10% sobre o suco pode representar R$ 100 milhões a mais de impostos pagos pelas exportadoras brasileiras. No geral, se levado em conta todos os tributos incidentes sobre a entrada da bebida, são US$ 200 milhões ou R$ 1,1 bilhão anuais, revela a CitrusBR, entidade que representa as exportadoras Cutrale, Citrosuco e Louis Dreyfus.

Os Estados Unidos respondem por 37% das exportações brasileiras do produto. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela CitrusBR, entre julho de 2024 e fevereiro de 2025, foram embarcadas 207,2 mil toneladas de suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ 66 Brix), no valor de US$ 879,8 milhões em faturamento.

Com base no desempenho atual da safra 2024/25 e projetando-se uma exportação anualizada de 235,5 mil toneladas ao mercado americano, o impacto da nova tarifa pode atingir cerca de US$ 100 milhões por ano, ou R$ 585 milhões considerando o câmbio de R$ 5,85 por dólar.

Esse valor se soma aos tributos já incidentes, como a tarifa de US$ 415 por tonelada de FCOJ equivalente a 66 Brix. Segundo a CitrusBr, apenas em 2024, esse tributo representou US$ 85,9 milhões em pagamentos. Assim, somando-se as tarifas atuais e a nova medida, o total de impostos pode atingir cerca de US$ 200 milhões anuais, ou aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

Apesar do cenário, a CitrusBr afirma que as que “empresas brasileiras seguem, de forma individual e com base em suas estratégias comerciais, abastecendo o mercado dos Estados Unidos com suco de laranja de alta qualidade”.

“O setor lamenta, no entanto, que a medida tenha sido adotada sem considerar o histórico de complementaridade entre a produção brasileira e a indústria da Flórida, além da relação de longo prazo com empresas engarrafadoras que atuam nos Estados Unidos.”

Fonte: Globo Rural
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Ex-chefe da OMC vê menos comércio e mais inflação com tarifas dos EUA

Roberto Azevêdo diz que correção de curso de Trump terá que vir de pressão doméstica

Roberto Azevêdo, o diplomata brasileiro aposentado que liderou a Organização Mundial do Comércio entre 2013 e 2020, acredita que Donald Trump pode eventualmente ser forçado a suavizar sua política tarifária – mas apenas sob pressão crescente do Congresso, dos tribunais e do setor privado dos EUA.

“Duvido que qualquer correção de curso venha espontaneamente da Casa Branca”, disse Azevêdo. Em sua opinião, a pressão por ajustes nas novas regras aumentará à medida que os consumidores começarem a sentir a picada do aumento dos preços das importações e a economia dos EUA desacelerar ou reverter. “Há uma expectativa crescente nos EUA de uma recessão iminente. O aumento da inflação é uma certeza matemática.”

O Sr. Azevêdo é atualmente o presidente global de operações da Ambipar, uma empresa brasileira de serviços ambientais. Ele concorda com muitos analistas que veem a nova política dos EUA como uma ruptura com a ordem internacional e diz que as disputas provocadas por essas tarifas inevitavelmente se espalharão para relações diplomáticas mais amplas. Abaixo estão os principais trechos da entrevista dada pelo Sr. Azevêdo de sua casa em Stamford, Connecticut:

ValorComo você caracterizaria as mudanças trazidas pelas tarifas impostas pelos EUA?

Roberto Azevêdo: Acho que estamos testemunhando um momento verdadeiramente histórico – e não uso esse termo levianamente. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, quando as instituições de Bretton Woods foram criadas – junto com as Nações Unidas – o sistema vem evoluindo. Estamos falando de 1947, quase 80 anos atrás. A ordem internacional – tanto política quanto econômica – desenvolveu-se por meio de instituições como a ONU, o Conselho de Segurança, a Organização Mundial da Saúde, a Organização Internacional do Trabalho, o FMI, o Banco Mundial e a OMC, que já foi GATT. O sistema que temos hoje não é o mesmo de 1947. Evoluiu por meio de negociações e adaptações, acompanhando as realidades políticas e econômicas.

O que estamos vendo agora não é evolução – é uma ruptura com a ordem que vem se desenvolvendo nas últimas oito décadas. Economicamente, isso é evidente nas tarifas que o presidente Trump está impondo, que violam as regras acordadas ao longo de décadas. Mas também é político: a retirada dos EUA da OMS, do Acordo Climático de Paris e seu questionamento de várias outras organizações e agências. É uma ruptura profunda e séria – e ainda não sabemos o que virá a seguir.

ValorAo causar tanta perturbação e insatisfação globalmente, os EUA estão se tornando um parceiro menos confiável?

Sr. Azevêdo: Dado o colapso contínuo de vários acordos – incluindo aqueles feitos durante o primeiro mandato de Trump – qualquer negociador que aceite uma oferta dos EUA pelo valor de face, sem considerar o contexto político e econômico mais amplo, está assumindo um sério risco. Aceitar cegamente o que é colocado na mesa neste ambiente é extremamente perigoso.

ValorA China e a UE já responderam às tarifas dos EUA. Que impacto esse amplo aumento nas tarifas pode ter na economia global?

Sr. Azevêdo: Historicamente, a última vez que vimos algo semelhante foi em 1930, quando os EUA aprovaram a Lei Tarifária Smoot-Hawley – sem dúvida o precedente mais próximo. Essa legislação aumentou as tarifas sob o pretexto de aumentar a receita tributária. O que se seguiu foi uma depressão comercial – distinta da depressão econômica mais ampla – que viu dois terços do comércio global desaparecerem em quatro anos. Não foi apenas o aumento das tarifas dos EUA, mas as retaliações que se seguiram.

ValorA animosidade provocada pelas tarifas pode afetar outros aspectos das relações diplomáticas? Ou essas disputas permanecem confinadas ao comércio?

Sr. Azevêdo: Raramente eles ficam confinados. Eu diria com alta probabilidade que essas tensões se espalharão para outras áreas da política internacional. Especialmente quando as tarifas são usadas para pressionar os países em questões não comerciais. Veja o Canadá e o México, onde os EUA usaram a influência comercial para pressionar por controles de fronteira mais fortes e fiscalização da migração. Até a Dinamarca foi pega pela Groenlândia. Então, sim, as tensões comerciais muito provavelmente afetarão outros aspectos das relações exteriores.

Geopoliticamente, isso já está acontecendo. Você vê a China se engajando em negociações de alto nível com aliados tradicionais dos EUA – Europa, Japão, Coreia do Sul. Rotas da cadeia de suprimentos, parcerias internacionais – tudo isso terá que ser repensado. A definição de um parceiro confiável está sendo reexaminada.

ValorCom os mercados financeiros reagindo negativamente, há uma chance de Trump ajustar sua política tarifária?

Sr. Azevêdo: Duvido que tal mudança venha voluntariamente da Casa Branca. Mas pode acontecer se o Congresso, os tribunais e, especialmente, o setor privado começarem a pressionar. A desaceleração do mercado não é acidental – é um reflexo da crescente preocupação com uma recessão iminente. O aumento da inflação é uma certeza matemática. A inflação é inevitável.

A única coisa que poderia detê-lo seria uma recessão severa que deprime a demanda o suficiente para impedir que os preços subam. Quem se beneficia das tarifas? Alguns setores nos EUA A ideia é trazer as fábricas de volta ao solo americano – mas isso não vai acontecer da noite para o dia. Pode levar cinco anos ou mais.

Alguns estados podem se beneficiar. Alguns milhares de pessoas podem conseguir emprego em fábricas recém-realocadas – mas apenas se essas mudanças forem viáveis. Muitas vezes, fatores logísticos e econômicos inviabilizam a realocação.

A verdadeira questão é que quaisquer benefícios serão isolados, enquanto os custos serão generalizados. A inflação afeta a todos, independentemente de tendências políticas ou econômicas. A recessão cortará empregos em todos os setores. Isso cria uma pressão política doméstica real e intensa. Não tenho certeza de quanto tempo essa política da Casa Branca pode durar sem ajustes. Como esses ajustes vêm – por meio de negociações ou de outra forma – eu não posso dizer. E duvido que alguém mais possa, também.

ValorSe essas tarifas persistirem ao longo do ano, qual será o impacto no comércio global e na economia em geral?

Sr. Azevêdo: Essa é outra certeza matemática. As tarifas, não importa onde sejam aplicadas ou a quem sejam direcionadas, levarão a dois resultados: um declínio no comércio global – já que a demanda cairá – e uma reconfiguração dos fluxos comerciais. As mercadorias bloqueadas em um mercado serão redirecionadas para outro lugar. Esses mercados, por sua vez, se moverão para se proteger. A UE já está se preparando para um aumento nos produtos chineses. Eles disseram o que todos estão pensando: produtos destinados aos EUA, China, Europa ou Índia agora precisarão encontrar novos destinos. Isso vai criar uma competição acirrada pelos mercados. E nada disso ajuda o crescimento econômico global.

ValorApesar das consequências negativas, alguns países ainda podem se beneficiar? Por exemplo, o Brasil, como grande exportador de commodities, poderia encontrar novas oportunidades?

Sr. Azevêdo: Sem dúvida. Vi vários meios de comunicação dos EUA hoje mencionando o Brasil como um potencial beneficiário de curto prazo se as exportações agrícolas dos EUA enfrentarem barreiras. Isso é totalmente plausível. No entanto, por outro lado, não há garantia de que as condições não mudem novamente. Esses são provavelmente ganhos específicos do setor de curto prazo. A duração do benefício é difícil de prever. No curto prazo, sim, alguns setores brasileiros podem aproveitar as oportunidades. Quais? Isso dependerá de como as negociações internacionais se desenrolam e se a retaliação comercial pode ser evitada.

ValorMalaysia is trying to coordinate a regional response among Southeast Asian countries. Do you foresee coordinated reactions to U.S. policy?

Sr. Azevêdo: É quase impensável que os países não se coordenem. Se eu fosse um negociador, estaria sondando outros governos. Como a coordenação acontece, quais são os resultados, se funciona – tudo isso é difícil de dizer. Mas pensar que cada país agirá sozinho ou apenas tentará fechar acordos bilaterais com Washington é uma abordagem tacanha.

ValorEssa coordenação aumentaria a pressão sobre os EUA?

Sr. Azevêdo: É difícil dizer. Pode ir de qualquer maneira. Os EUA podem reagir dobrando a aposta.

ValorPara o Brasil, a coordenação significaria trabalhar por meio do BRICS ou com outros países da América do Sul?

Sr. Azevêdo: Em uma situação como essa, o Brasil deve explorar todos os caminhos – envolver-se com os BRICS, conversar com os vizinhos sul-americanos e considerar quaisquer outras opções. A chave é seguir uma estratégia com a maior chance de sucesso.

FONTE: Valor Internacional
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Panamá diz que empresa chinesa descumpriu contrato para operar portos no canal

A subsidiária da empresa de Hong Kong Hutchison Holdings descumpriu o contrato que lhe permite operar dois portos no Canal do Panamá, segundo o resultado de uma auditoria divulgado nesta segunda-feira (7), após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o controle da via interoceânica.

“Há muitos descumprimentos” no contrato de concessão concedido em 1997 e renovado por 25 anos, em 2021, para a Panama Ports, subsidiária da Hutchison Holdings, anunciou o controlador panamenho, Anel Flores.

Segundo o funcionário, entre outras irregularidades, o Panamá não recebeu da companhia 1,2 bilhão de dólares (R$ 7 bilhões) por suas operações nos portos de Balboa (Pacífico) e Cristóbal (Atlântico). Além disso, a empresa se beneficiou de “muitas isenções fiscais” e houve irregularidades em uma auditoria prévia para justificar a renovação do contrato.

“Este é um tema muito delicado”, ressaltou Flores, que também anunciou que apresentará nos próximos dias as denúncias correspondentes ao Ministério Público.

O anúncio do resultado da auditoria foi feito horas antes da chegada ao Panamá do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, em meio a acusações dos Estados Unidos de uma suposta interferência da China no Canal.

Washington considera uma “ameaça” à segurança nacional e regional que uma empresa de Hong Kong opere dois portos nos extremos do canal, por onde passa 5% do comércio marítimo mundial.

No entanto, Flores negou que o anúncio do descumprimento do contrato guarde relação com a visita do secretário de Defesa americano: “Esta é uma ação autônoma do Panamá.”

Analistas já haviam previsto que a auditoria apontaria supostas irregularidades, o que facilitaria a retirada da concessão da empresa chinesa pelo Panamá, para contentar Washington.

A Controladoria, instituição autônoma encarregada de fiscalizar os fundos públicos, iniciou em janeiro uma auditoria na Panama Ports para verificar se ela cumpria o contrato que lhe permite operar os dois portos nos acessos ao canal. Esse processo começou depois que Trump ameaçou repetidas vezes tomar o controle do canal, argumentando que a China o estaria operando.

Em 4 de março, a Hutchison anunciou que venderia 43 portos em 23 países, incluindo suas operações no Panamá, para um consórcio americano. No entanto, o negócio não foi concluído em 2 de abril, conforme o previsto, pois há uma investigação de reguladores chineses.

Semanas atrás, o presidente do Panamá, José Raúl Mulino, disse que o resultado da auditoria determinaria o futuro da concessão. Flores informará nos próximos dias a Autoridade Marítima do Panamá sobre as irregularidades.

A Suprema Corte analisa duas ações de nulidade contra o contrato. O procurador-geral panamenho, Luis Carlos Gómez, afirmou que ele é inconstitucional.

FONTE: Estado de Minas
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Boletim Focus mantém projeções estáveis para PIB, inflação e juros em 2025

Expectativa para expansão da economia este ano é 1,97%.

As previsões do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos em 2025 – a expansão da economia e o índice de inflação – ficaram estáveis na edição desta segunda-feira (7) do Boletim Focus. A pesquisa realizada com economistas é divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

Para este ano, a expectativa para o crescimento da economia está em 1,97%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país – também foi mantida em 1,6%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021 quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,90 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,99.

Inflação

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – para 2025 foi mantida em 5,65% nesta edição do Boletim Focus. Para 2026, a projeção da inflação ficou em 4,5%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,78%, respectivamente.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Puxada pela alta da energia elétrica, em fevereiro a inflação oficial ficou em 1,31%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o maior resultado desde março de 2022 quando tinha marcado 1,62%, e o mais alto para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%). Em 12 meses, o IPCA soma 5,06%.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 14,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o BC aumentar mais uma vez os juros em um ponto percentual na última reunião, em março, o quinto aumento seguido da Selic em um ciclo de contração na política monetária.

Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação na expansão. Segundo o colegiado, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços permaneça alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso. Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em um ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro.

Até dezembro próximo, a estimativa do mercado financeiro é que a taxa básica suba para 15% ao ano. Para 2026, 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida para 12,5% ao ano, 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

FONTE: News Rondônia
Boletim Focus mantém projeções estáveis para PIB, inflação e juros em 2025 – News Rondônia

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China promete lutar ‘até o fim’ contra tarifas anunciadas por Trump nos EUA

Governo chinês afirmou, nesta terça-feira (8), que vai retaliar medida inaceitável do americano

A tensão entre China e Estados Unidos voltou a escalar nesta terça-feira (8), após o governo chinês prometer que lutará contra as tarifas americanas “até o fim”. A reação veio após o presidente Donald Trump ameaçar novas taxas sobre produtos chineses, intensificando o embate comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Mesmo com o impacto negativo nas Bolsas na segunda-feira (7), Trump não demonstrou intenção de rever sua política comercial agressiva. A queda global nos mercados refletiu o receio de uma possível recessão mundial provocada pela disputa tarifária.

Na semana passada, a China respondeu às tarifas impostas pelo Estado Unidos anunciando uma taxa de 34% sobre produtos americanos, com início marcado para a próxima quinta-feira (9). Pouco depois, Trump rebateu a medida ameaçando elevar as tarifas a um total de 104%.

“Tenho um grande respeito pela China, mas não podem fazer isso”, disse Trump na Casa Branca.

A postura americana foi criticada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, que condenou as “pressões, ameaças e chantagens” dos Estados Unidos. Já o Ministério do Comércio chinês classificou a atitude como “um erro após o outro” e afirmou que as ameaças americanas “expõem, mais uma vez, a natureza chantagista dos Estados Unidos”.

“Os Estados Unidos insistem em seguir seu próprio caminho, a China lutará até o fim”, declarou o ministério. A nota acrescenta que o país asiático tomará “contramedidas” para proteger seus “direitos e interesses”, embora mantenha o apelo por “diálogo”.

Oscilações nos mercados

As Bolsas registraram uma recuperação nesta terça-feira (8), após uma segunda-feira de quedas nos mercados da Ásia, Europa e Estados Unidos.

Tóquio fechou em alta de mais de 6%, após ter caído 8%. Na Europa, os principais índices também abriram com valorização.

Especialistas apontam que a guerra comercial pode trazer efeitos negativos como inflação, aumento do desemprego e desaceleração do crescimento econômico global.

Trump argumenta que os Estados Unidos foram “saqueados” economicamente por outras nações ao longo dos anos. Por isso, na semana passada, anunciou uma tarifa geral de 10% sobre todos os produtos importados, além de taxas específicas para determinados países: 20% para membros da União Europeia e 46% para o Vietnã, que entra em vigor a partir de quarta-feira (9).

Diante da medida, os 27 países da União Européia tentaram articular uma resposta conjunta e propuseram uma isenção total e recíproca de tarifas para produtos industriais, incluindo automóveis.

“Não, não é suficiente”, rebateu Trump, criticando os europeus por não comprarem produtos industriais americanos em volume satisfatório.

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou que as tarifas anunciadas em 2 de abril visam fortalecer a posição dos EUA nas negociações. Segundo ele, quase 70 países já entraram em contato com Washington, e o presidente Trump estará pronto para negociar quando houver garantias sobre a abertura dos mercados estrangeiros aos produtos americanos.

FONTE: Rádio Itatiaia
China promete lutar ‘até o fim’ contra tarifas anunciadas por Trump nos EUA – Rádio Itatiaia

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Dólar fecha em alta após Trump ameaçar China com tarifa adicional de 50%

O dólar à vista voltou a fechar em forte alta diante do real nesta segunda-feira, seguindo a tendência de outras moedas emergentes, em meio à escalada das preocupações com a guerra comercial de Donald Trump.

O presidente americano fez nova ameaça à China, de impor mais 50% em tarifas, caso o país não volte atrás na retaliação contra os produtos americanos anunciada na sexta-feira.

O dólar chegou a registrar uma queda pontual pela manhã em meio ao boato de que os EUA fariam uma pausa nas tarifas para abrir espaço para negociações com outros países, mas o rumor foi logo desmentido pela Casa Branca.

O dólar à vista fechou em alta de 1,30%, a R$ 5,9106, após oscilar entre R$ 5,8169 e R$ 5,9324. Às 17h05, o dólar futuro para maio subia 0,85%, a R$ 5,9335.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,42%, aos 103,454 pontos. O euro caía 0,34%, para US$ 1,0917. E a libra recuava 1,37%, a US$ 1,2719.

Data Compra Venda Variação Variação
01/04/2025 5,6827 5,6833 -0,39% -0,0224
02/4/2025 5,698  5,6986 0,27% 0,0153
03/4/2025 5,6279 5,6285 -1,23% -0,0701
04/4/2025 5,8349 5,8355 3,68% 0,207%
07/4/2025 5,91 5,9106 1,29% 0,0751

Fonte: ADVFN News
Dólar fecha em alta após Trump ameaçar China com tarifa adicional de 50% | ADVFN News

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Portos respondem por mais de 90% do comércio exterior do Brasil, e Santos exerce papel estratégico nisso

Conectando mar e terra, os portos brasileiros são a espinha dorsal do comércio exterior, movimentando aproximadamente 95% das importações e exportações do país, garantindo o abastecimento de produtos que chegam aos lares brasileiros.

O mais importante e estratégico é o Porto de Santos, o maior do Hemisfério Sul. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), ele está conectado a 600 destinos em mais de 190 países e responde por 30% do fluxo comercial nacional.

Para o presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o sistema portuário é fundamental para o país. “O porto para o Brasil é vida. Sem portos, não há economia, vida, desenvolvimento econômico, nada”, afirma.

Santos é a porta de entrada de diversos bens de consumo. Ele garante que produtos importados cheguem ao país com eficiência, influenciando os preços dos bens no mercado e sustentando diversas indústrias com insumos essenciais. Por isso, o Porto de Santos recebe e distribui milhares de produtos, desde os smartphones mais modernos desejados pelos jovens até o suco de laranja que adoça o dia a dia da população ou os fertilizantes usados pelo agronegócio para potencializar as lavouras do país.

O consultor portuário Roberto Paveck afirma que praticamente todo brasileiro consome ou utiliza algo que passa pelo Porto de Santos. “Seja alimento, eletrônico, remédio ou um veículo, sua operação impacta diretamente o cotidiano da população. Desde o final do século XIX, quando foi essencial para a imigração e exportação do café, tornou-se a principal conexão entre o Brasil e o mundo”, destaca.

O presidente da APS, Anderson Pomini, afirma que China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Índia são os principais países parceiros do Porto de Santos. São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul se destacam entre os estados atendidos. Esses estados, com uma população de 86 milhões de pessoas, representam mais de 50% do PIB do Brasil.

Ele ressalta: “Em 2024, atingimos o recorde de 180 milhões de toneladas movimentadas. A APS, responsável pela gestão do porto, também registrou lucro líquido recorde de R$ 844 milhões. Isso comprova a eficiência e o comprometimento da empresa, que busca avançar ainda mais.”

O gráfico abaixo revela os dez principais portos do Brasil em termos de participação de carga (exportações e importações de contêineres) em janeiro de 2025. Os dados vêm do DataLiner.

Top 10 Portos | Exportações e Importações | 2025

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Exportações

Os principais produtos exportados pelo Porto de Santos incluem óleos e minerais de petróleo (14%), minério de ferro (8,1%), soja (6,2%), café não torrado (4,9%), celulose (3,7%), carne bovina (3,8%) e açúcares e melaços (3,8%). Juntas, essas exportações geram US$ 48,3 bilhões para o Brasil.

Ele destaca: “Nosso porto é responsável pela segurança alimentar de vários países ao exportar grãos e proteínas essenciais para populações massivas da Ásia, África e até da Europa.”

Exportações totalizam US$ 22 bilhões em fevereiro

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que, em fevereiro deste ano, as exportações totalizaram US$ 22,93 bilhões e as importações US$ 23,25 bilhões. O fluxo total do comércio exterior foi de US$ 46,18 bilhões, representando um aumento de 11,1% em relação a fevereiro de 2024.

O valor de US$ 22,93 bilhões exportado representa uma queda de 1,8% em comparação com o mesmo mês de 2024 (US$ 23,35 bilhões). Por outro lado, as importações cresceram 27,6% em relação a fevereiro de 2024 (US$ 18,22 bilhões).

A compra de uma plataforma de petróleo da China no valor de US$ 2,7 bilhões impulsionou as importações.

A indústria de transformação se destacou nas exportações, com crescimento de 8,1% no mês. Entre os principais produtos industriais exportados estão a celulose e a carne.

Impactos

O Porto de Santos garante o fluxo eficiente de mercadorias e impacta outros setores. Ivam Jardim, diretor da Agência Porto Consultoria, afirma que o sistema promove empregos, infraestrutura e melhorias.

“O porto impulsiona a economia regional e nacional ao gerar empregos diretos e indiretos, fomentando o desenvolvimento da infraestrutura logística”, enfatiza.

Essa combinação de logística eficiente e acesso estratégico amplia as possibilidades de desenvolvimento econômico e geração de riqueza para o país. Isso resulta em atividades que impactam diretamente a vida dos moradores locais, como as obras da Avenida Perimetral, a construção do tão aguardado túnel Santos-Guarujá e o Parque Valongo, explica Jardim.

Importações

Entre os itens importados pelo Brasil estão peças automotivas, automóveis, medicamentos, inseticidas, herbicidas, compostos nitrogenados e fertilizantes, que são essenciais para o país. O Brasil também recebe embarcações, plataformas e estruturas flutuantes, que são utilizadas em diferentes setores da economia. As principais origens e destinos dos fluxos comerciais que passam pelo Porto de Santos foram China, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Índia. O comércio internacional é intenso com esses países, mas a expansão para novos mercados é uma prioridade, segundo a APS, que recebe delegações internacionais ao longo do ano para explorar novas oportunidades.

Fonte: A Tribuna
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Após mais de cinco anos, Fertilizantes Heringer voltará a operar no porto de Paranaguá

Em meio a um cenário de crise no setor de insumos e à reestruturação imposta por sua recuperação judicial, a Fertilizantes Heringer – controlada pela multinacional russa Eurochem – anunciou a reativação da unidade instalada em Paranaguá.

A operação deve ser retomada até junho e representa um novo fôlego para a companhia, que enfrenta dificuldades financeiras e acaba de confirmar a “hibernação” de mais três plantas industriais no Brasil.

As fábricas de Rio Verde (GO), Ourinhos (SP) e Iguatama (MG) terão suas atividades suspensas por tempo indeterminado, conforme comunicado divulgado ao mercado na última semana. Somam-se a essa lista as unidades de Dourados (MS) e Rosário do Catete (SE), paralisadas em outubro de 2024, além da planta de Porto Alegre (RS), fora de operação desde 2020. Em Paranaguá, a unidade havia sido desativada em 2019, resultando na demissão de cerca de 400 trabalhadores à época.

A decisão, segundo a empresa, está fundamentada em uma “baixa performance financeira histórica” e na “baixa perspectiva de viabilidade econômica standalone das plantas em questão no atual contexto de mercado”. O objetivo é reduzir custos fixos e concentrar a produção em unidades com maior potencial de retorno, como a de Paranaguá.

Paranaguá ganha protagonismo

De acordo com Marcelo Ferri, diretor de Desenvolvimento de Mercado da Eurochem e responsável pela atuação da companhia na região Sul, a unidade localizada no porto de Paranaguá já possui licença de operação e deverá iniciar suas atividades em um prazo de 60 dias. A planta foi mantida em hibernação nos últimos anos, mas agora será reativada com foco inicial na produção de fertilizantes simples.

A estimativa da companhia é movimentar, ainda em 2025, cerca de 500 mil toneladas a partir da unidade paranaense. A capacidade total da planta chega a 800 mil toneladas, podendo ser ampliada para até 1 milhão de toneladas. Se a projeção se confirmar, o incremento nas vendas pode representar um crescimento de 8% para a Eurochem no Brasil, mesmo com a manutenção do volume atual nas demais regiões.

A companhia planeja investir R$ 200 milhões em 2025, parte desse montante já direcionado à reativação da unidade de Paranaguá, que está situada no principal porto do país em movimentação de fertilizantes.

Recuperação judicial e prejuízos bilionários

Desde 2021, quando a Eurochem assumiu o controle acionário da Fertilizantes Heringer, a empresa tenta reverter um quadro financeiro delicado. No balanço mais recente, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 1,15 bilhão em 2024 – 219% maior que o déficit de R$ 361 milhões registrado em 2023. A receita líquida também caiu: foram R$ 4,6 bilhões no ano passado, uma retração de 13,6% em comparação ao ano anterior.

As dificuldades de caixa e a oscilação nos preços dos insumos agrícolas forçaram a Heringer a manter parte de suas 14 unidades industriais inativas, com decisões de reativação ou venda sendo avaliadas individualmente. Segundo o comunicado oficial, as plantas de Ourinhos, Iguatama e Rio Verde ainda estão sob análise, com possibilidades futuras de venda ou reabertura caso o cenário de mercado se altere.

A planta de Rio Verde, por exemplo, já havia ficado paralisada entre 2019 e 2021, durante os primeiros momentos da recuperação judicial.

Impacto regional

A reativação da unidade de Paranaguá deve gerar impacto direto na economia local. Além de criar empregos e movimentar a cadeia logística da região, a retomada das operações fortalece ainda mais o porto de Paranaguá como polo estratégico na importação e distribuição de fertilizantes no Brasil.

Fonte: Ilha do Mel FM
Após mais de cinco anos, Fertilizantes Heringer voltará a operar no porto de Paranaguá – Ilha do Mel FM

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Porto de Itajaí receberá navio gigante com capacidade para mais de 7 mil veículos

O Porto de Itajaí será uma das paradas do Victoria Highway, navio cargueiro especializado no transporte de veículos, que inicia operação regular no Brasil ainda em abril.

Com 200 metros de comprimento e 37 de largura, a embarcação da empresa japonesa K-Line tem capacidade para até 7,5 mil veículos, além de cargas especiais como máquinas pesadas, asas de aviões, vagões de trem e estruturas de grande porte.

O cargueiro substituirá um dos cinco navios que atualmente atendem às rotas da K-Line na América Latina. No Brasil, além de Itajaí, o Victoria Highway fará escalas em Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Suape (PE). A rota internacional inclui portos na Argentina, Colômbia, República Dominicana, Costa Rica, México e Estados Unidos, com um percurso de cerca de 60 dias entre ida e volta.

A K-Line é uma das maiores companhias de transporte marítimo do mundo e pioneira nas operações com navios do tipo ro-ro, que transportam veículos sobre rodas. A empresa já atua em Itajaí com marcas como BMW e General Motors, e lidera o segmento na América Latina com embarcações como Adriatic Highway, Columbia Highway e California Highway.

Fonte: Visor Notícias
Porto de Itajaí receberá navio gigante com capacidade para mais de 7 mil veículos – Visor Notícias

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Porto de Santos ganha guincho 24h: veículo evita interrupções no tráfego e nas operações

A Autoridade Portuária de Santos (APS) deu um passo significativo para reforçar a segurança e a eficiência operacional com a locação de um caminhão guincho de alto desempenho, disponível 24h por dia para atender ocorrências no Porto Organizado.

Incorporado à frota da Guarda Portuária no final de março, o guincho-socorro já está em operação e representa um avanço na capacidade de resposta a incidentes que impactam o tráfego e as atividades portuárias. O veículo atua em toda a poligonal do Porto Organizado, incluindo áreas do cais, perimetrais das duas margens e vias de acesso críticas.

“Uma via bloqueada na poligonal afeta diretamente o escoamento de cargas e o trânsito municipal, já que nossos desvios usam a malha viária das cidades. Com o guincho, teremos um ganho substancial na agilidade e na segurança dos atendimentos”, explica Felipy Nunes de Barros, coordenador de Trânsito e assistente sênior da Guarda Portuária.

O caminhão tem capacidade de tracionar mais de 120 toneladas, categoria de veículos de carga considerados superpesados, e conta com dois guinchos de 30 toneladas cada, lança telescópica com elevação de 16 toneladas, equipamentos para atendimento a emergências e rastreador integrado.

Autonomia e agilidade

Em 2024, a Guarda Portuária registrou 526 veículos com problemas mecânicos, 8 tombamentos e 36 interrupções de vias no complexo. Antes, essas ocorrências dependiam do acionamento de empresas responsáveis pela carga, seguradoras ou outros órgãos, o que retardava a desobstrução.

“Agora, resolvemos tudo internamente, com equipes de plantão acionadas por rádio ou aplicativo. Um caminhão tombado, que antes poderia paralisar o tráfego por horas, será removido em minutos”, comenta João Paulo Machado Oliveira, assistente pleno da Guarda Portuária.

O contrato, válido por 36 meses, prevê manutenção preventiva e corretiva, além de seguro para danos morais, materiais e pessoais. Na licitação, a APS também reforçou critérios de sustentabilidade, com descarte adequado de resíduos como pneus e óleos lubrificantes, e uso obrigatório de peças certificadas pelo Inmetro.

A APS estima que o guincho tem capacidade de atender até 940 ocorrências anuais, conforme previsto no Termo de Referência da contratação, evitando prejuízos econômicos e ao trânsito das cidades.

FONTE: DataMar News
Porto de Santos ganha guincho 24h: veículo evita interrupções no tráfego e nas operações – DatamarNews

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