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Expansão da plataforma continental brasileira – Nota Conjunta MRE/Marinha do Brasil

O governo brasileiro celebra a decisão da Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) das Nações Unidas que confirma a extensão da plataforma continental brasileira em sua Margem Equatorial.

A decisão representa o aumento de aproximadamente 360.000 km2 de área marítima sobre a qual o Brasil passará a exercer direitos de soberania. A Comissão de Limites da Plataforma Continental é o órgão do Sistema ONU responsável pela análise das submissões dos Estados para definir o limite exterior de suas plataformas continentais além de 200 milhas. Os limites fixados pelo Estado costeiro com base nas recomendações da CLPC são definitivos e obrigatórios.

A decisão representa marco para a definição das fronteiras marítimas brasileiras. Fruto dos esforços no âmbito do Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), as submissões para a Comissão de Limites da Plataforma Continental foram divididas em três áreas: Região Sul, Margem Equatorial e Margem Oriental – Meridional. A proposta da Região Sul foi apresentada em 2015 e aprovada integralmente pela Comissão de Limites da Plataforma Continental em 2019. Já a submissão da Margem Equatorial foi depositada em 2017 e aprovada na 63ª Sessão da CLPC, em fevereiro deste ano, e publicada em 26/03/2025, no site oficial da ONU. A proposta para a Margem Oriental-Meridional está em análise pela CLPC.

FONTE: MRE.gov
Expansão da plataforma continental brasileira – Nota Conjunta MRE/Marinha do Brasil — Ministério das Relações Exteriores

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Multilog cresce quase 10% na movimentação de cargas em portos secos de fronteira; Dionísio Cerqueira é destaque

Empresa contabilizou, em 2024, a entrada de mais de 400 mil caminhões em suas unidades instaladas em áreas de divisa em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, registrou um crescimento de 9% na movimentação de caminhões de carga em seus cinco portos secos de fronteira em 2024, totalizando mais de 400 mil veículos, frente aos 367 mil de 2023.

O Porto Seco de Dionísio Cerqueira (SC) teve alta de 47,4% no fluxo, alcançando 23.014 caminhões, impulsionado por novas infraestruturas e regras fiscais estaduais. Em Jaguarão (RS), o movimento cresceu 1,2%, somando 33.653 veículos, com aumento na importação de carne e laticínios.

O Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR), o maior da América Latina, recebeu 196.599 caminhões (+11,6%), reflexo da seca nos rios Paraguai e Paraná e das safras recordes no Paraguai e Argentina. A Multilog está construindo um novo Porto Seco na cidade para ampliar a capacidade.

No Rio Grande do Sul, Uruguaiana registrou 134.511 caminhões (+2,6%), impulsionado por importação de veículos novos, enquanto Santana do Livramento teve alta de 13,2%, com 12.823 caminhões. O crescimento nos três portos gaúchos e em Foz do Iguaçu também foi favorecido por importações de uma multinacional de bebidas afetada por enchentes.

A Multilog é líder na administração de recintos alfandegados no Brasil, com certificação OEA, 35 unidades e 2,2 milhões de m² de armazenagem, atendendo setores como alimentos, químico e automotivo. Com mais de duas décadas de experiência, faturou R$ 1 bilhão em 2022 e segue expandindo operações.

FONTE: Radio Fronteira
Multilog cresce quase 10% na movimentação de cargas em portos secos de fronteira; Dionísio Cerqueira é destaque | Rádio Fronteira FM 94,9 – FM 94,3 – Presente na Vida da Gente

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Medidas Comerciais Adotadas pelo Governo dos Estados Unidos em 2 de abril de 2025

O governo brasileiro lamenta a decisão tomada pelo governo norte-americano no dia de hoje, 2 de abril, de impor tarifas adicionais no valor de 10% a todas as exportações brasileiras para aquele país.

A nova medida, como as demais tarifas já impostas aos setores de aço, alumínio e automóveis, viola os compromissos dos EUA perante a Organização Mundial do Comércio e impactará todas as exportações brasileiras de bens para os EUA.

Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo.

Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a “reciprocidade comercial” não reflete a realidade.

Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiros, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais.

Nesse sentido, o governo brasileiro destaca a aprovação pelo Senado Federal do Projeto de Lei da Reciprocidade Econômica, já em apreciação pela Câmara dos Deputados.

FONTE: MAPA.gov
Medidas Comerciais Adotadas pelo Governo dos Estados Unidos em 2 de abril de 2025 — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Porto de Paranaguá recebe estruturas gigantes do Exército

Os suportes flutuantes auxiliam na mobilidade de tropas e no atendimento à população em casos de calamidades como as enchentes

O Porto de Paranaguá recebeu no mês de março, 72 módulos de suporte flutuante que serão utilizados pelo Exército no Rio Grande do Sul (RS). As estruturas metálicas vieram dos Estados Unidos e medem entre 3,1 e 6,2 metros de altura, com o peso entre quatro a oito toneladas cada.

As peças estão sendo retiradas do porto por caminhões, que pertencem ao Exército. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) é responsável por carregar os módulos nos veículos militares. A operação segue nesses primeiros dias de abril.​

“Já realizamos esta operação antes, justamente porque o Paraná tem se destacado no país como hub de excelência no transporte de cargas. Atuamos com agilidade e segurança no manuseio destes módulos”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.​

As peças fazem parte das chamadas cargas gerais, que são mercadorias embaladas em caixas, engradados, fardos e tambores, por exemplo. Nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, 2,9 milhões de toneladas de cargas gerais foram movimentadas nos portos paranaenses.​

“Por serem mercadorias de grande proporção, a operação deve ser feita com cuidado redobrado para evitar acidentes e avarias”, afirmou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.​

As peças estão sendo enviadas via terrestre até o 3º Batalhão de Engenharia de Combate da cidade de Cachoeira do Sul (RS). Doze veículos e 24 militares foram mobilizados para realizar esta etapa da logística. “É uma ação minuciosa, em que operamos oito caminhões por dia”, explicou o tenente André Foerster.​

A estrutura pode ser montada de forma rápida em rios de grande volume de água, para a travessia de tropas e de viaturas, incluindo alguns veículos blindados. “Porém, as pontes também auxiliam na mobilidade da população, como nos casos das enchentes ocorridas em 2024 no Rio Grande do Sul”, pontuou o tenente.

FONTE: DataMar News
Porto de Paranaguá recebe estruturas gigantes do Exército – DatamarNews

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Itajaí está na rota do maior navio de carga de carros a operar no Brasil

Itajaí foi incluída na rota do Victoria Highway, o maior navio de transporte de veículos (ro-ro) a operar regularmente no Brasil.

A embarcação, pertencente à companhia japonesa K-Line, tem capacidade para transportar até 7.500 carros e também está equipada para levar cargas especiais, como maquinários pesados, asas de aviões e vagões de trens. O navio é considerado de última geração e está programado para iniciar operações nos portos brasileiros no fim de abril.

Dimensões e tecnologia avançada

Com 200 metros de comprimento e 37 metros de largura, o Victoria Highway foi projetado com um sistema de eficiência energética que reduz significativamente o consumo de combustível, mantendo alta capacidade de carga. Esse diferencial é um dos atrativos da embarcação, que substituirá um dos cinco navios atualmente em operação pela K-Line na América Latina.

Portos atendidos na rota

No Brasil, além de Itajaí, o Victoria Highway fará escalas em Rio Grande (RS), Paranaguá (PR), Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Suape (PE). A rota internacional também inclui portos na Argentina (Olivos e Zárate), Colômbia (Cartagena), República Dominicana (Santo Domingo), Costa Rica (Puerto Limón), México (Veracruz e Altamira) e Estados Unidos (Jacksonville). O percurso completo da embarcação tem duração de aproximadamente 60 dias, considerando ida e volta.

Expansão e demanda no setor automotivo

A chegada do Victoria Highway reflete a crescente demanda por soluções logísticas para o transporte de cargas de grande porte na América Latina. Além disso, a operação visa atender ao crescimento do setor automotivo no Brasil e na Argentina. Estima-se que até quatro embarcações estejam em operação mensalmente entre os dois países, otimizando a distribuição de veículos e equipamentos.

K-Line e sua presença no mercado

A K-Line é uma das maiores companhias de transporte marítimo do mundo e pioneira na operação de navios ro-ro. No Brasil, a empresa já movimenta veículos de marcas como BMW e General Motors, sendo líder no setor na América Latina. Outros cargueiros da empresa, como Adriatic Highway, Columbia Highway e California Highway, também possuem histórico de escalas no Porto de Itajaí.

Concorrência global

Apesar de sua imponência, o Victoria Highway não é o maior navio cargueiro de veículos do mundo. Esse título pertence à fabricante chinesa BYD, que possui uma embarcação com capacidade para até 9.200 carros. Em 2023, o modelo Explorer 1, da BYD, desembarcou no Brasil trazendo 5.524 veículos para o Porto de Suape, em Pernambuco, demonstrando a crescente competição no setor logístico internacional.

FONTE: JC Joinville
Itajaí está na rota do maior navio de carga de carros a operar no Brasil | JC Jornal da Cidade

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Maersk faz oferta de US$ 1,3 bilhão pela Svitzer

O principal acionista da Maersk fez uma oferta de US$ 1,3 bilhão para adquirir a operadora de rebocadores Svitzer, informou o The Wall Street Journal na quarta-feira.

A AP Moller Holding, que detém 41,51% do capital da Maersk e atualmente possui 47% da Svitzer por meio de sua subsidiária APMH Invest, está oferecendo a aquisição do restante das ações.

A Svitzer opera uma frota de rebocadores que auxiliam na manobra de navios dentro e fora de portos e terminais. A empresa também presta serviços adicionais, como manuseio de cabos e transporte de pessoal. No ano passado, a empresa se separou do gigante do transporte marítimo AP Moller-Maersk e foi posteriormente listada na Nasdaq Copenhagen. A oferta atual avalia a Svitzer em aproximadamente 9 bilhões de coroas (cerca de US$ 1,3 bilhão).

Fonte: Breaking News
Maersk’s APMH makes $1.3B bid for Svitzer – Breaking The News

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Porto Itapoá praticamente dobra lucro líquido com R$ 484,5 milhões em 2024

O Porto Itapoá divulgou hoje seus resultados financeiros de 2024. O terminal conta com uma participação de 22,9% do fundo em participações de Infraestrutura (FIP-IE) BRZ Infra Portos (BRZP11).

A receita operacional líquida atingiu R$ 1,22 bilhão, crescimento de 88% em relação a 2023, quando somou R$ 650 milhões. Na mesma linha, o Lucro Operacional do período foi de R$ 773 milhões, um avanço de 106% em relação a 2023.

O lucro líquido da companhia também registrou um crescimento robusto, saltando de R$ 252 milhões em 2023 para R$ 484,5 milhões em 2024 — 92% de aumento. Esse resultado expressivo foi impulsionado pela expansão da capacidade operacional, associada ao controle de custos e ao crescimento da receita em ambos os mercados, interno e externo.

“São números que mostram um crescimento sustentável e ganho substanciais para os acionistas e, consequentemente, para os cotistas”, afirma o CEO e sócio da BRZ Investimentos, Ricardo Propheta.

Movimentação
Na frente operacional, o Porto movimentou aproximadamente 1,3 milhão de TEUs  ao longo de 2024, superando o 1,1 milhão de TEUs registrados no ano anterior, o que representa um crescimento de 12,6% no volume total. A conclusão da expansão da área do pátio em mais 50 mil m², totalizando 455 mil m², construção de um armazém de 8 mil metros quadrados e a aquisição de equipamentos e veículos de grande porte para a movimentação desses contêineres contribuíram com esse resultado. Com as últimas expansões, a capacidade anual de movimentação do porto, atualmente, é de 1,8 milhão de TEUs.

Confira abaixo os principais produtos exportados via Porto de Itapoá em 2025. Os dados são do DataLiner:

Principais produtos exportados via Porto de Itapoá – 2025 – TEU

Investimentos
O crescimento expressivo nos indicadores financeiros e operacionais ocorre em um contexto de investimentos robustos em infraestrutura. A companhia já aprovou, por exemplo, a Fase IV de expansão, que terá início em março de 2025 e deve durar dois anos, com foco em aquisição de equipamentos e expansão do pátio do terminal.

FONTE: DataMar News
Porto Itapoá praticamente dobra lucro líquido com R$ 484,5 milhões em 2024 – DatamarNews

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Dólar para maio vira para o negativo após anúncio de tarifas por Trump

Dólar para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,32%, a R$5,6930

 O dólar para maio negociado na B3 passou a cair nesta quarta-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma série de tarifas recíprocas para importação de produtos, incluindo 10% para os itens brasileiros.

Às 18h04, o dólar para maio — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,32%, a R$5,6930. Pouco antes do anúncio de Trump, às 16h57, o dólar para maio subia 0,22%, a R$5,7240.

Durante a maior parte do dia o dólar se manteve em alta tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro no Brasil, com investidores buscando a proteção da moeda norte-americana antes do anúncio de Trump, programado para 17h (horário de Brasília).

Passado o anúncio, a divisa reagiu no mercado futuro brasileiro, que seguia aberto.

Para o gestor de Renda Fixa Ativa da Inter Asset, Ian Lima, a tendência é de que o real sofra pouco no novo ambiente tarifário.

“Primeiro, o impacto sobre a balança comercial brasileira deve ser pequeno, uma vez que o fluxo comercial do Brasil com os Estados Unidos não é o mais relevante”, avaliou, em comentário enviado à Reuters.

“Por outro lado, o efeito líquido das tarifas pode ser positivo, especialmente se houver retaliação por parte da China e da Europa. O Brasil tende a ganhar ‘market share’ de suas exportações, à medida que essas regiões direcionem suas demandas para outro lugar, particularmente o agro, que sofre grande competição com o agro americano.”

(Por Fabrício de Castro)
FONTE: Brasil 247
Dólar para maio vira para o negativo após anúncio de tarifas por Trump | Brasil 247

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Greve: 127 dias de intransigência do governo federal

É inaceitável que o projeto de lei enviado ao Congresso Nacional, que estabelece o reajuste salarial dos servidores públicos federais, não tenha incluído os Auditores-Fiscais.

E é também inaceitável que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não se mostre suficientemente determinado a encontrar uma solução para que o governo cumpra o acordado, negocie o reajuste do nosso vencimento básico e nós possamos pôr fim à esta greve.

Em entrevista publicada no dia 28 de março, o ministro, enfim, se pronunciou sobre o nosso movimento. Afirmou à imprensa que a Receita Federal “é o pilar do Estado” e que os Auditores-Fiscais “são profissionais altamente qualificados, que têm feito um trabalho excepcional”.

Não há como não registrar a incoerência entre esse depoimento e a prática do ministro da Fazenda em relação à Receita Federal, aos Auditores-Fiscais e, até mesmo, em relação à importância da gestão responsável das contas públicas.

Os Auditores-Fiscais estão em greve há 127 dias. A Receita Federal está com sua operação comprometida em todas as áreas: nas Aduanas, na fiscalização, nos processos internos e até mesmo nos processos da Declaração Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física. E, durante todo esse período, não houve qualquer ação efetiva do Ministério da Fazenda no sentido de solucionar o problema, nem mesmo reuniões com a categoria para tratar da pauta.

O ministro disse à imprensa estar preocupado. E deveria estar mesmo. O PL enviado ao Congresso substituirá a Medida Provisória n° 1286/2024, que dispunha sobre a Reestruturação de Carreiras e Ajustes Salariais no Poder Executivo Federal.

O Ministério da Fazenda sabe que a negociação para o reajuste do vencimento básico dos Auditores-Fiscais, acordada entre o governo federal e a categoria, não esteve contemplada nem na Medida Provisória e nem no Projeto de Lei.

O Ministério da Fazenda sabe dos impactos da greve dos Auditores-Fiscais, que já dura mais de quatro meses – greve essa reafirmada por mais de 5.600 Auditoras e Auditores, em Assembleia Nacional realizada no dia 28 de março. Curiosamente, o mesmo dia da única entrevista na qual o ministro trata da greve dos Auditores, até o momento.

É evidente, então, a incoerência entre o discurso e a prática do ministro Fernando Haddad a respeito deste tema. Sendo a Receita Federal tão basilar para o Estado e para as contas públicas, e os Auditores-Fiscais, altamente qualificados com um trabalho excepcional, como se explica a inação do Ministério da Fazenda frente ao governo federal para que efetivamente seja cumprido o acordo assinado entre o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) e a categoria?

O engajamento efetivo do ministro da Fazenda é parte indissociável da solução da nossa greve e da definição do reajuste do vencimento básico dos Auditores. O MGI segue intransigente. O ministro da Fazenda não pode deixar que isso aconteça, sobretudo quando outras carreiras de seu próprio ministério foram contempladas em negociações recentes.

O secretário José Lopez Feijóo, que propôs e assinou o termo de acordo com a categoria, tenta justificar sua indefensável inadimplência: alega que a negociação salarial com os Auditores se deu no âmbito da regulamentação do bônus de eficiência.

Nada poderia ser mais improcedente: a implementação do bônus de eficiência nos moldes pactuados não configura negociação salarial, mas o cumprimento intempestivo do acordo de 2016. A regulamentação do bônus soluciona uma pendência do passado entre o governo e a categoria. O reajuste do vencimento básico é uma pendência atual, decorrente tanto do direito à reposição inflacionária dos servidores como do termo de acordo proposto e assinado pelo MGI, repita-se.

Não é de se imaginar que um ministério, como o MGI, descumpra seus acordos com os servidores públicos.

Da mesma forma, nos provoca indignação quando o ministro da Fazenda afirma (à imprensa) que “conta com o bom senso dos Auditores”. Ora, nós temos bom senso e temos responsabilidade.

Aceitamos as condições colocadas pelo MGI quando assinamos o acordo em abril de 2024. Manifestamos publicamente nossa insatisfação quando o prazo estabelecido no acordo com o MGI, para iniciar nossa negociação, se encerrou. Entramos em estado de mobilização em julho de 2024, sinalizando nossa indignação pelo tratamento concedido aos Auditores-Fiscais pelo governo federal. Realizamos fortes ações de mobilização em todo o país e fizemos intenso movimento para estabelecer tratativas com o MGI e com o MF e discutir nossa pauta.

Em 26 de novembro, entramos em greve por tempo indeterminado. Entendemos que a greve é uma medida extrema e manifestamos nosso desejo de retomar o mais rapidamente possível o nosso trabalho e a plena operação da Receita Federal, em todas as suas áreas.

Não é bom senso que nos falta, ministro. O que falta é o Ministério da Fazenda se comprometer de fato no enfrentamento da intransigência com a qual a pauta dos Auditores vem sendo tratada até agora pelo governo federal.

FONTE: Sindifisco Nacional
Greve: 127 dias de intransigência do governo federal – Sindifisco Nacional

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TUP Barra do Rio é autorizado a operar granéis líquidos e gasosos

Essa atualização no perfil de carga marca um passo estratégico

Terminal Portuário TUP Barra do Rio, localizado em Itajaí (SC), acaba de receber uma importante autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para operar granéis líquidos e gasosos.
Essa atualização no perfil de carga marca um passo estratégico na expansão das operações do terminal, que atualmente movimenta carga geral e contêineres.

Da Carga Geral aos Granéis: A Modernização do TUP Barra do Rio.

A solicitação de inclusão de novos tipos de carga reforça o papel do terminal como um hub logístico versátil no Sul do Brasil. Com a aprovação, o TUP Barra do Rio poderá atender a demandas mais diversificadas impulsionando a competitividade do Porto de Itajaí e fortalecendo a cadeia logística regional. Essa mudança também abre portas para novos investimentos e parcerias com players do setor de combustíveis, químicos e outros segmentos de granéis
Impactos Logísticos e Oportunidades para o Setor Portuário Catarinense A ampliação da capacidade operacional do terminal deve gerar benefícios econômicos e logísticos para Santa Catarina, incluindo:

⁃ Maior eficiência na movimentação de cargas estratégicas.
⁃ Atração de novos negócios e rotas comerciais.
⁃ Reforço na infraestrutura portuária do estado, consolidando Itajaí como um polo multimodal.

Esse avanço está alinhado com as tendências globais de diversificação portuária e logística sustentável, posicionando o Brasil como um ator relevante no transporte marítimo de granéis.

FONTE: Jornal Portuário
TUP Barra do Rio é autorizado a operar granéis líquidos e gasosos

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