Economia, Gestão, Industria, Informação, Negócios, Notícias, Tributação

ICMS dos Alimentos: Estado anuncia importante medida, mas depende das empresas; A força de Schiochet em Brasília;

O Governo do Estado tomou uma medida importante ao adotar o ICMS Zero para seis itens da cesta básica, a exemplo do que já haviam feito outros estados.

Produtos como arroz, feijão, farinhas de trigo, milho, mandioca e de arroz terão uma redução dos 7% cobrados de imposto para uma isenção total. Agora, o que realmente tornará a medida eficaz é o acordo feito com os representantes do setor produtivo catarinense para que orientem seus associados a repassarem esse desconto para o preço de venda dos produtos. Ou seja, se as empresas aderirem, aí sim a medida será efetiva, pois reduzirá de fato os preços dos produtos nas gôndolas dos supermercados. Em suma, o governo fez a sua parte, agora caberá à indústria. Isso porque, a cada R$ 1,00 abatido de imposto, em média, apenas R$ 0,13 são descontados do preço final.

No próximo dia 12, a Secretaria de Estado da Fazenda pedirá a adesão de Santa Catarina ao convênio do Confaz e, depois, enviará um projeto de lei para a Assembleia Legislativa, que deverá aprovar a proposta sem dificuldade. Vale lembrar que ovos e hortifrutis já não pagam ICMS. O impacto previsto é de R$ 600 milhões por ano.

Pelas manifestações do setor produtivo, é possível prever que todos farão um esforço para reduzir o preço dos alimentos. O presidente da Fiesc, Mário de Aguiar, destacou que o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) orientará as empresas filiadas a repassar integralmente a redução aos consumidores. Por sua vez, o vice-presidente institucional da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), José Koch, destacou que o setor recebe a iniciativa com otimismo e reconhece os impactos positivos da isenção.

Reduções

Vale destacar que a decisão do governo de Jorginho Mello (PL) de zerar o ICMS de seis itens da cesta básica faz parte de um movimento que tem sido realizado pelos governos catarinenses há cerca de 30 anos. Desde 1996, Santa Catarina tem reduzido para 7% o ICMS dos alimentos considerados essenciais, estando na lista carnes de aves e suínos, leite longa vida, pão francês e massas.

Força de Schiochet

Schiochet poderá comandar a CCJ ou o Orçamento – Imagem: Divulgação

O presidente estadual do União Brasil, deputado federal Fábio Schiochet, está demonstrando grande força nas articulações para cargos importantes na Câmara dos Deputados. Ele é o principal nome de seu partido para assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça ou do Conselho de Ética. Se confirmado, Schiochet chegará ao seu sétimo ano na Câmara ocupando espaços de destaque. Já presidiu a Comissão de Comunicação, a de Minas e Energia, Defesa do Consumidor e ocupou a primeira vice-liderança.

Fortes apoios

Ivan Naatz tem recebido importantes apoios – Imagem: Divulgação

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) tem conquistado importantes apoios para a próxima vaga do Quinto Constitucional. O governador Jorginho Mello (PL) e o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), já anunciaram apoio a Naatz.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, se lançou como pré-candidato ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores. Chamou atenção o fato de que, no encontro em que foi anunciado, Lima não compareceu. Agora, corre nos bastidores que o líder petista teria recebido um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que dispute uma das vagas ao Senado por Santa Catarina. A ideia seria construir um apoio de todos os partidos de esquerda a uma única candidatura. Décio tem enfrentado muitas críticas à sua condução no comando do PT no estado. Resta saber se conseguirá reunir todas as tendências do partido em prol de seu projeto.

Pressão no MP?

Fontes afirmam que integrantes do Ministério Público estariam sendo pressionados a dar uma definição nas investigações envolvendo os processos de compras suspeitas do Ciasc. Os relatos indicam que pessoas se dizendo emissárias do Governo do Estado estariam fazendo abordagens. Contratações de empresas como a Thomas Greg, no Detran, entre outros processos suspeitos, estariam sendo defendidas por essas pessoas. Uma fonte afirma que a solução dessas questões, além de dar um encaminhamento comercial de interesse do Ciasc, também abriria as portas para um retorno de Moisés Diersmann ao comando do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina S.A. Só em relação ao Detran Net, o valor estimado é de R$ 60 milhões para a contratação da Thomas, em processo questionado, inclusive, pela equipe técnica do Ciasc.

Proposta impossível?

Juristas entendem que o governador Jorginho Mello (PL) terá dificuldade para colocar em prática a promessa feita durante a posse do novo presidente da OAB, Juliano Mandelli. Durante o evento, Jorginho disse que vai procurar a entidade para discutir um convênio para que a advocacia dativa faça a defesa de policiais e demais integrantes da segurança pública que responderem a processos por causa de ações durante o trabalho. O entendimento é que o governador fez o anúncio para tentar distensionar a relação com os policiais, que estão insatisfeitos com seu governo.

Entendimento

Juristas entendem que não há brecha na lei que permita ao Estado custear a defesa de agentes de segurança. Para um dos advogados consultados, o governador Jorginho Mello (PL) cria um “falso problema”, já que os policiais ganham acima do valor estabelecido para a defesa de cidadãos carentes, além de já fazerem parte de sindicatos e associações que disponibilizam assistência judiciária integral. Outro jurista destacou que a investigação administrativa e judicial pressupõe um ato ilegal do agente, quando for o caso. “Se for um ato ilegal, o pagamento da defesa pelo próprio Estado seria uma lesão indireta. O sujeito comete um ato ilegal e ainda onera o Estado. Não é possível”, afirmou.

Reforço da Defensoria

Também há a defesa de que o Governo do Estado dê maior atenção à Defensoria Pública, responsável por atender pessoas carentes. De acordo com algumas fontes, a defensoria tem sido negligenciada.

Motim

Fontes afirmam que os motivos para o motim na Penitenciária de Itajaí, na sexta-feira passada, foram a oportunidade gerada por um erro de procedimento e também as más condições da unidade. Há cerca de três dias, faltava água para consumo e também para questões básicas, como higiene dos apenados. “A água estava sendo racionada”, relatou uma fonte, que também destacou problemas com a alimentação. O monitor feito refém estava na cela para realizar o procedimento de revista e, por um erro, as portas foram abertas com ele ainda no local, o que o deixou encurralado entre os presos.

Problemas com a terceirização

Fontes relataram que estão sendo constatados problemas com a terceirização de funcionários para atuar no sistema prisional. Os monitores são contratados por meio de empresas, como no caso do que foi feito refém em Itajaí. O homem tinha apenas 22 dias de trabalho e, por um suposto erro de outros terceirizados, segundo relatos de servidores que trabalham no local, ficou exposto aos detentos. Relatos de policiais penais dão conta de que, em Joinville, quatro monitores terceirizados chegaram a ser afastados por terem sido flagrados levando celulares e drogas para as celas.

Citada

A deputada federal Júlia Zanatta (PL) voltou a ser citada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma entrevista de grande repercussão nacional, consolidando seu nome entre os principais quadros do Partido Liberal em Santa Catarina. Na primeira vez que falou, Bolsonaro apontou Júlia, ao lado da deputada federal Caroline de Toni (PL), como possível nome do partido ao Senado.

Em Lisboa

Uma comitiva de Santa Catarina, formada pela secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif, e pelos deputados estaduais Napoleão Bernardes (PSD), Rodrigo Minotto (PDT) e Carlos Humberto Silva (PL), esteve em Lisboa para participar da Bolsa de Turismo. O grupo discutiu a vinda para o estado da rede Vila Galé, de hotéis, além da manutenção dos três voos semanais da TAP entre Lisboa e Florianópolis. Uma parceria com a rede portuguesa de televisão TVI/CNN deve ser formalizada para dar maior visibilidade a Santa Catarina.

Confirmado

O Compol 2025, maior evento de comunicação política e institucional do país, já tem data confirmada: será nos dias 24, 25 e 26 de junho, em Florianópolis. Entre as palestras confirmadas, está a do jornalista Maurício Locks, que coordenou o marketing da campanha do prefeito reeleito de São José, Orvino de Ávila (PSD).

FONTE: Scem Pauta
ICMS dos Alimentos: Estado anuncia importante medida, mas depende das empresas; A força de Schiochet em Brasília; Décio Lima na disputa ao Senado – e outros destaques – Sc em Pauta

Ler Mais
Inovação, Logística, Mulheres, Negócios, Notícias, Sustentabilidade

Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, diretora de ESG da Reiter Log

Na 3ª entrevista da série, a executiva contou como venceu desafios no setor e revelou os caminhos que a levaram ao protagonismo em sustentabilidade na logística

Em um setor tradicionalmente dominado por homens, Vanessa Reiter Pilz encontrou seu espaço desbravando caminhos pouco convencionais. Diretora de ESG da Reiter Log, uma das empresas pioneiras em frota sustentável no Brasil, Vanessa começou a trajetória profissional bem longe do ambiente corporativo, atuando ainda adolescente no restaurante da família.

Esse primeiro passo não só formou sua base para compreender o funcionamento de negócios, como também despertou sua curiosidade para transformar desafios em oportunidades. Aos 22 anos, deu uma guinada em sua trajetória ao ingressar na Reiter Log e, ao longo do tempo, passou por diferentes setores, incluindo Qualidade, Atendimento ao Cliente e Comercial, até assumir posições de liderança e se tornar uma referência feminina no setor logístico.

Na Reiter Log desde 2007, Vanessa acumulou experiência suficiente para liderar iniciativas inovadoras, especialmente na área de ESG, implantada em 2021 sob sua gestão direta.

Nesta terceira entrevista da série “Elas na Logística”, a executiva compartilhou como o olhar feminino tem ampliado horizontes no mercado. “Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo.”

Leia na íntegra!

MUNDOLOGÍSTICA: Hoje, você está numa posição de destaque em uma empresa muito disruptiva em relação à frota verde. Como foi o início da sua carreira, ou seja, os seus primeiros passos no mundo corporativo?

VANESSA REITER PILZ: Na verdade, comecei de uma forma bem diferente. Comecei a trabalhar com 16 anos em um restaurante da família. Saía da escola e ia para lá. Durante a faculdade, permaneci nesse restaurante e fiquei por sete anos. Na hora de fazer o TCC, pensei: “Vou fazer sobre o negócio da Reiter Log”. Sempre tive curiosidade, mas, ao mesmo tempo, havia aquele preconceito de ser um mundo muito masculino, uma questão que ainda é “normal” quando se pensa nesse setor. Então, acabei vindo para a Reiter Log aos 22 anos e passei por diversas áreas. Comecei na área de Qualidade, passando por todos os setores para entender bem o negócio. Depois, fui para o Atendimento ao Cliente, entendendo as entregas e as exigências de cada um deles. Como tenho um perfil comercial e gosto desse relacionamento com o cliente, acabei migrando para o Comercial, onde me desenvolvi até assumir a diretoria. Em paralelo, começamos a investir em sustentabilidade e percebemos a necessidade de ter uma diretoria específica para ESG, o que ocorreu em 2021.

Você mencionou a questão de o setor ser majoritariamente masculino, algo que ainda é uma realidade na logística. E você tem essa característica interessante de trabalhar em um negócio familiar, o que pode parecer benéfico, mas também traz desafios. Como foi construir sua carreira considerando esses elementos?

Acho que tem seus ônus e bônus, como todo negócio. Ser da família ou ser uma executiva, independentemente do tipo de negócio, traz vantagens e desafios. Precisamos conciliar a vida familiar com a gestão, separando bem as áreas para que cada um tenha suas responsabilidades. Hoje temos executivos de mercado, como nosso CFO, para dar maior governança. Assumo a área Comercial, enquanto o Vinícius, nosso CEO, foca nas operações. Nossa liderança é diversa, com muitas mulheres na equipe, estimulando a diversidade de pensamentos e formas de gestão. Inclusive, tivemos uma situação em que um cliente, por questões culturais, não queria receber uma mulher da equipe comercial. Independentemente de ser homem ou mulher, aqui buscamos promover oportunidades. Recentemente, criamos uma escola para motoristas mulheres, formando 12 profissionais que foram admitidas pela empresa ou seguiram outros caminhos. Então, sim, a questão familiar tem seus ônus e bônus, mas é importante saber como lidar com isso diariamente e separar bem as responsabilidades.

Como mencionado, a área de ESG foi criada em 2021. Você acredita que ser mulher em uma área relativamente nova dá espaço para mais ousadia em relação à diversidade, como no projeto de formação de mulheres caminhoneiras?

Sim, especialmente por ocupar um cargo de liderança. Ainda existem mais homens nessas posições e ser mulher em um cargo de liderança acaba inspirando muitas outras mulheres que estão iniciando ou buscando uma oportunidade. Hoje, a logística é uma área com muitas oportunidades, seja nas transportadoras ou nos próprios embarcadores. Então, é necessário termos mulheres nesses cargos, inclusive como motoristas. A mulher é uma nova fonte de contratação para o setor. Dependendo do segmento, já encontramos muitas mulheres na área, mas ainda existem conversas que ocorrem predominantemente com homens. Por isso, estar nessa posição ajuda muito.

Trabalhando na área comercial, você tem contato com diferentes empresas e pessoas, ampliando sua visão do mercado. Como seu olhar sobre a logística mudou ao longo dos anos?

Acredito que nos últimos anos, especialmente após eventos como a pandemia, as pessoas começaram a perceber a importância do transporte. Absolutamente tudo que consumimos passa por um caminhão. Então, as empresas começaram a enxergar a logística como essencial e como parte do seu negócio. Ainda temos um longo caminho para construir parcerias sustentáveis, mas vejo um reconhecimento cada vez maior do setor logístico como estratégico para o país.

Falando de transporte e ESG, é impossível não mencionar tecnologia. Você acha que a tecnologia também impulsiona a entrada de mais mulheres na logística?

Sim. Hoje, o acesso à informação é muito fácil e dinâmico, o que permite aprender muito mais rapidamente. A tecnologia ajuda a diminuir barreiras, especialmente a do conhecimento, que é fundamental para qualquer área.

O público feminino da MundoLogística cresceu muito nos últimos anos. Qual conselho você daria às mulheres que estão iniciando ou construindo suas carreiras agora?

Acho que o principal é acreditar em si mesma. Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo. Quanto mais mulheres houver no ambiente de trabalho, mais podemos fortalecer umas às outras. Meu principal conselho é esse: acreditar realmente em si mesma e no seu valor.

FONTE: Mundo Logistica
Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, da Reiter Log

 

Ler Mais
Economia, Industria, Informação, Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Notícias, Tributação

China fez raro saque de estoques de petróleo bruto em meio a importações fracas

A China recorreu levemente aos estoques de petróleo bruto nos dois primeiros meses do ano, à medida que as refinarias processaram mais petróleo e as importações permaneceram fracas.

Foi a primeira vez em 18 meses que o processamento das refinarias superou a quantidade de petróleo disponível a partir de importações e produção doméstica.

As refinarias processaram cerca de 30 mil barris por dia (bpd) a mais no período de janeiro-fevereiro do que o total de petróleo disponível, de acordo com cálculos baseados em dados oficiais.

A China não divulga os volumes de petróleo que entram ou saem dos estoques estratégicos e comerciais, mas uma estimativa pode ser feita subtraindo a quantidade de petróleo processada do total disponível a partir de importações e produção interna.

As refinarias processaram o equivalente a 14,74 milhões de bpd nos dois primeiros meses do ano, um aumento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

A China combina os dados de importação de janeiro e fevereiro para suavizar o impacto do feriado de uma semana do Ano Novo Lunar, cuja data exata muda a cada ano.

A China, o maior importador mundial de petróleo bruto, viu as chegadas de 10,37 milhões de bpd nos dois primeiros meses do ano e uma produção interna de 4,34 milhões de bpd.

O total combinado de 14,71 milhões de bpd ficou 30 mil bpd abaixo do volume processado, a primeira vez desde setembro de 2023 que o processamento superou o petróleo disponível.

Considerando que é um acontecimento relativamente raro para as refinarias processarem mais petróleo do que o total de importações e produção doméstica, vale a pena perguntar por que isso aconteceu nos dois primeiros meses de 2025.

A principal razão é que as importações de petróleo foram fracas nos dois primeiros meses, caindo 5% em relação ao mesmo período de 2024.

Provavelmente, houve dois principais fatores por trás da queda nas importações. O primeiro foi que as refinarias reduziram as compras de cargueiros da Rússia após o presidente norte-americano Joe Biden, em fim de mandato, impor novas sanções em meados de janeiro a navios que transportavam petróleo russo.

Mas também é importante notar que as refinarias não parecem ter feito muito esforço para substituir o petróleo russo por cargas de outros fornecedores, e a razão mais provável para isso foi a força dos preços globais do petróleo em janeiro e fevereiro.

Os contratos futuros do Brent atingiram seu ponto mais alto até agora este ano, de US$ 82,63 por barril, em 15 de janeiro, tendo subido constantemente de níveis em torno de US$ 70 no início de dezembro.

RECUO DOS PREÇOS

As refinarias chinesas têm um histórico de reduzir importações quando acreditam que os preços do petróleo subiram demais ou rápido demais.

A última vez que elas recorreram aos estoques, em setembro de 2023, ocorreu após os preços do petróleo terem subido fortemente de cerca de US$ 72 por barril em junho daquele ano para atingir uma máxima de 10 meses de US$ 96,26 em 29 de setembro de 2023.

Os preços do petróleo têm recuado desde a alta em janeiro deste ano, com o Brent sendo negociado em torno de US$ 71,00 por barril no comércio asiático na segunda-feira.

A queda nos preços pode ser suficiente para incentivar as refinarias a comprarem mais petróleo, mas isso provavelmente só aparecerá nas importações a partir de abril, dado o intervalo entre a encomenda e a entrega física do petróleo.

Do lado do processamento das refinarias, vale notar que, embora o processamento tenha aumentado 2,1% nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2024, ainda ficou bem aquém do que costumava ser o nível normal.

O processamento das refinarias da China caiu em 2024 pela primeira vez em mais de duas décadas, caindo para 14,13 milhões de bpd.

A recuperação para 14,74 milhões de bpd no período de janeiro-fevereiro é modesta, especialmente quando vista em comparação com o período de agosto de 2023 até março de 2024, quando os volumes de processamento regularmente ultrapassaram 15 milhões de bpd.

O processamento das refinarias também foi provavelmente impulsionado pelo aumento da demanda por gasolina durante os feriados do Ano Novo Lunar e pelo início das operações de uma unidade de 200 mil bpd na nova refinaria Shandong Yulong Petrochemical.

Texto de Clyde Russell. As opiniões expressas aqui são do autor, colunista da Reuters. Edição de Kate Mayberry

FONTE: Reuters
China fez raro saque de estoques de petróleo bruto em meio a importações fracas – DatamarNews

Ler Mais
Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Industria, Informação, Negócios, Tributação

Argélia triplica importação de carne do Brasil

A Argélia já ocupa a quarta posição entre os maiores destinos da carne bovina brasileira exportada, de acordo com dados do primeiro bimestre deste ano divulgados nesta segunda-feira (17) pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e compilados junto da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), atrelada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O país é o mais bem posicionado entre os árabes como importador do produto no período. Os argelinos compraram 15,9 mil toneladas de carne do Brasil em janeiro e fevereiro, o que significou receita de US$ 85,4 milhões. O aumento sobre iguais meses de 2024 foi de 199% em quantidade e de 254% em valores.

Segundo as estatísticas publicadas no site da Abrafrigo, a Argélia vem ganhando terreno como importadora da carne bovina nacional. No ano passado, o país figurava como 12º destino, já com um crescimento representativo sobre 2023, quando estava em 40º lugar no ranking. Neste ano, em janeiro individualmente os argelinos eram o quarto destino, posição em que se mantêm no bimestre.

Os outros grandes destinos das exportações brasileiras de carne bovina no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano foram a China, a maior compradora com cerca de 40% do total que o Brasil vende no exterior, seguida por Estados Unidos e pelo Chile. A Abrafrigo destaca o crescimento no período das vendas nacionais para outros dois países, a Itália e a Líbia, este último uma nação árabe da África.

Exportação geral
No geral, as exportações de carne bovina do Brasil no primeiro bimestre somaram 456,1 mil toneladas, com queda de 2% no volume sobre iguais meses de 2024, mas aumento de 12% na receita, que foi para US$ 2,066 bilhões. Em fevereiro individualmente, as vendas internacionais do setor, que incluem carnes in natura somadas às carnes processadas e subprodutos, caíram 6% no volume para 217,1 mil toneladas. Já a receita cresceu 12,6% no mês de fevereiro, passando para US$ 1,038 bilhão.

Fonte: ANBA
 Argélia triplica importação de carne do Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior, Informação, Logística, Mercado de trabalho, Negócios, Portos

Descubra se sua empresa está pagando salários competitivos e atraindo os melhores talentos do mercado

A Pesquisa Salarial Logística 2025 é uma oportunidade para gestores e empresários do setor obterem dados estratégicos sobre remuneração, benefícios e tendências salariais de mais de 50 cargos dos mercados de logística e transporte. 

Você sabia que uma estrutura salarial bem definida pode ser o diferencial para atrair e reter talentos na sua empresa? No dinâmico setor da logística e transporte, onde a competitividade cresce a cada dia, conhecer as médias salariais do mercado é essencial para garantir que sua empresa esteja sempre à frente. 

Por isso a Pesquisa Salarial 2025 – Logística e Transporte chega como uma oportunidade exclusiva para gestores e empresários do setor obterem dados estratégicos sobre remuneração, benefícios e tendências salariais, na região de Itajaí (SC). A pesquisa permite que as empresas tenhas acesso a informações valiosas para ajustar suas estratégias de gestão de pessoas e fortalecer sua competitividade. Segundo a organizadora Jaque Brenner, essa é a primeira pesquisa regional desse mercado de logística e transporte, com empresas de Itajaí. “Todas as pesquisas de salário hoje são com dados nacionais e a nossa pesquisa irá trazer uma visão regional. Serão analisados 50 cargos dentro das áreas de logística e transporte”, explica.  

Por que participar? 

  • Informação estratégica: Descubra como sua empresa se posiciona no mercado em relação aos salários praticados. 
  • Competitividade: Ajuste sua política de remuneração e retenha talentos qualificados. 
  • Tendências do setor: Tenha acesso a dados atualizados sobre benefícios, bonificações e práticas salariais. 
  • Confidencialidade garantida: Todas as informações fornecidas são tratadas de forma sigilosa e os resultados serão divulgados de forma agregada. 

 

Ao participar, a empresa contribui para um panorama mais transparente do setor logístico, permitindo que o mercado evolua de forma mais justa e equilibrada. A coleta de dados será feita por meio de um formulário preenchido pelos próprios funcionários até o dia 25 de março. Os dados serão entregues às empresas participantes até 08 de abril. A pesquisa salarial e o desenvolvimento de carreira também serão temas de palestra na próxima edição do Divas do Comex, organizado pelo ReConecta News, em julho.  

A Pesquisa Salarial 2025 – Logística e Transporte é realizada pela Jaque Brenner Solução em Gestão de Pessoas, que está há 17 anos no mercado.  

As inscrições são até o dia 20 de março. Para mais informações e para garantir sua participação, entre em contato pelo e-mail jaqueline@jaquebrenner.com 

Se a sua empresa ficou interessada em participar, use cupom RECONECTA10 para ter 10% de desconto.  

Ler Mais
Industria, Informação, Inovação, Logística, Mercado de trabalho, Negócios, Tecnologia

A inteligência artificial vai roubar meu emprego?

Confira dicas de como se manter relevante no mercado de trabalho com o uso crescente desta ferramenta, independentemente da sua área de atuação

O uso crescente de inteligência artificial tem preocupado profissionais de diferentes áreas. Afinal, ela vai acabar com o meu emprego?

Analistas de mercado dizem que, em vez de temer a IA, o melhor a fazer é entender seu impacto e se preparar para um futuro em que humanos e máquinas trabalhem juntos.

Os especialistas também observam que, se por um lado a tecnologia substitui ou ameaça algumas funções, por outro cria novas oportunidades de trabalho.

A Indústria News pesquisou o que tem sido comentado sobre o tema no LinkedIn e sites especializados, e lista abaixo dicas para o trabalhador se manter relevante na era da IA.

c
Interação: entender o impacto da IA e se preparar para um mercado com ela é um caminho a seguir

1. Adapte-se a mudanças – a tecnologia sempre transformou o mercado de trabalho. Foi assim, por exemplo, com a internet e o celular. No caso da IA, em vez de rejeitá-la, o melhor é tentar entender como ela impacta sua área e encontrar meios de se adaptar a ela.

2. Desenvolva habilidades humanas – a IA não pode substituir muitas habilidades humanas; então, atente sempre a pontos como criatividade, empatia, inteligência emocional e pensamento crítico.

3. Aprenda a trabalhar com IA – em vez de enxergar a IA como concorrente, tente vê-la como aliada; dominar ferramentas de inteligência artificial pode aumentar sua produtividade e eficiência.

4. Aprenda continuamente – o profissional que se mantém atualizado em termos de tecnologia tem mais chances de se destacar no mercado. Leia sobre tendências, faça cursos, teste ferramentas e busque sempre se aprimorar.

5. Amplie seu repertório de habilidades – ter conhecimentos diversificados pode abrir novas oportunidades; profissionais com múltiplas competências são mais versáteis e resilientes diante das mudanças.

c
É preciso estudar: profissional que se mantém atualizado tem mais chances de se manter no mercado

6. Foco na resolução de problemas – as máquinas processam dados, mas a tomada de decisão estratégica e a capacidade de solucionar problemas complexos continuam sendo qualidades essenciais dos humanos.

7. Construa uma rede de contatos – ter conexões profissionais pode abrir portas para novas oportunidades e garantir maior segurança no mercado de trabalho atual, marcado por mudanças muito rápidas.

8. Desenvolva habilidades digitais – mesmo que seu trabalho não esteja ligado à tecnologia, entender o básico sobre IA, análise de dados e automação pode ser um grande diferencial.

9. Inove em sua área – profissionais que pensam fora da caixa se tornam menos substituíveis; para este exercício, o trabalhador pode, inclusive, usar inteligência artificial.

10. Mantenha-se otimista e proativo – a insegurança com o futuro do trabalho é compreensível, mas encarar a IA como uma oportunidade e não como uma ameaça pode fazer toda a diferença neste momento.

FONTE: FIESC
A inteligência artificial vai roubar meu emprego? | FIESC

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Industria, Negócios, Portos

Disputa comercial China-EUA eleva prêmios de soja em portos brasileiros

Preço de exportação chega a 75 centavos de dólar por bushel no porto de Santos

As tensões comerciais em curso entre os Estados Unidos e a China aumentaram a demanda chinesa por soja brasileira, elevando os prêmios de exportação nos portos do país. Os analistas acreditam que essa tendência provavelmente continuará nos próximos meses.

Atualmente, os prêmios de soja no Porto de Santos (SP) estão em 65 centavos de dólar por bushel para os embarques de abril e 75 centavos para os embarques de maio. Isso reflete a necessidade da China de garantir suprimentos, de acordo com Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural.

“A China anunciou mudanças em suas políticas alfandegárias, mas está pagando um preço por essa decisão. Anteriormente, levava de sete a dez dias para a soja chegar às plantas de processamento; agora leva até 20 dias”, disse Fernandes. “O mercado local é subabastecido, com baixos estoques de farelo de soja, e o Brasil é o único fornecedor capaz de atender a essa demanda.”

De acordo com Fernandes, a Sinograin, empresa estatal de armazenamento de grãos da China, ainda mantém reservas relativamente confortáveis. No entanto, a nova política alfandegária pode desencadear uma corrida pela soja entre os compradores chineses, levando a reduções significativas nos estoques locais.

O prêmio de exportação de soja é a diferença entre o preço físico da commodity em um determinado local e seu preço na Chicago Board of Trade (CBOT). Vários fatores influenciam esse prêmio, incluindo oferta e demanda doméstica, taxas de câmbio e condições logísticas e portuárias. As flutuações nesses elementos determinam se o prêmio é positivo (indicando um aumento de preço) ou negativo (indicando um desconto).

O prêmio de exportação é adicionado ou deduzido do preço do contrato futuro antes de converter o valor de dólares por bushel para reais por saca. Quando a demanda por soja brasileira aumenta devido a fatores externos – como disputas comerciais entre a China e os EUA – os prêmios nos portos tendem a aumentar. O mercado acompanha de perto essas flutuações, já que o prêmio é um componente-chave na estrutura de preços da soja no Brasil.

João Birkhan, presidente da Sin Consult, observou que os prêmios da soja brasileira já eram positivos antes da atual guerra comercial. No entanto, depois que a China impôs uma tarifa de 10% sobre a soja dos EUA em resposta às tarifas dos EUA sobre produtos chineses, a tendência ganhou mais impulso.

“Os chineses agora precisam comprar do Brasil para substituir o suprimento que teriam recebido dos EUA. Vamos vender mais soja e os prêmios devem permanecer entre 65 e 75 centavos pelo restante desta temporada”, projetou Birkhan.

Daniele Siqueira, analista da AgRural, disse que, em circunstâncias normais, os prêmios de exportação brasileiros cairiam nesta época do ano, principalmente com uma safra recorde esperada. “Com a tarifa chinesa sobre a soja dos EUA e a pressão sobre os preços da CBOT, a tendência é que os prêmios permaneçam fortes, apesar da safra em curso no Brasil. No entanto, não esperamos que os prêmios aumentem tão acentuadamente quanto em 2018 durante a primeira guerra comercial”, disse ela.

Naquele ano, a forte demanda da China pela soja brasileira elevou o prêmio de exportação para 200 pontos sem precedentes, um recorde na época.

FONTE: Valor Internacional
Disputa comercial entre China e EUA eleva prêmios de soja nos portos brasileiros | Agronegócio | valorinternational

Ler Mais
Economia, Gestão, Informação, Internacional, Negócios, Notícias

CEO da WEG chama tarifas de erro e diz que empresa está pronta para guerra comercial

Empresa de Santa Catarina fornece motores para transmissão de energia e pretende usar sua capilaridade global para mitigar o efeito das taxas

O CEO da WEG (WEGE3) chamou as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, de um “erro fundamental”, ao mesmo tempo em que afirma que a empresa produtora de motores elétricos está preparada para lidar com uma guerra comercial.

A WEG, que tem o terceiro maior valor de mercado na bolsa de valores do Brasil, planeja usar suas mais de 60 fábricas em 17 países, incluindo o México, para mudar a produção e evitar as taxas, disse o CEO Alberto Kuba em entrevista.

“Não precisamos usar o México para exportar apenas para os EUA”, disse Kuba. A empresa “pode ​​usar o México como um centro para exportar para qualquer outro país”.

A WEG, que fornece motores para os setores de transmissão de energia e energia renovável em todo o mundo, usou uma estratégia semelhante durante a pandemia para transferir a produção para países que reabriram mais rapidamente. Essa vantagem ajudou a ganhar participação de mercado.

A ágil cadeia de suprimentos da empresa pode dar a ela uma vantagem sobre os concorrentes que não conseguem transferir a produção tão facilmente. Isso, e a necessidade dos Estados Unidos de modernizar e expandir sua rede elétrica, deixaram Kuba otimista sobre o mercado dos EUA.

“Estamos bem posicionados para todos os cenários”, disse Kuba. “Se Trump fizer a economia dos EUA crescer, está tudo bem.”

Ainda assim, Kuba questiona a estratégia de Trump porque os EUA não têm a capacidade de aumentar rapidamente a produção industrial se as empresas quisessem se mudar. Ele acrescentou que a falta de trabalhadores qualificados nas fábricas dos EUA pode dificultar a expansão.

Se as tarifas atingirem algum produto da WEG, a empresa não hesitará em repassar os preços aos clientes, disse Kuba.

As ações da WEG caíam cerca de 11% neste ano até quinta-feira nas negociações na Bolsa de valores do Brasil. Isso ocorreu depois de subirem mais de 40% em 2024.

FONTE: Bloomberg
CEO da WEG chama tarifas de erro e diz que empresa está pronta para guerra comercial

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Industria, Informação, Negócios, Tributação

Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC

Novos mercados para exportações e ciclo da construção civil puxam desempenho; recuo na demanda doméstica por móveis é desafio para o segmento

Em 2025, o segmento de madeira deverá crescer 5,44% em Santa Catarina, de acordo com estudo da Federação das Indústrias de SC (FIESC). O desempenho é bem superior ao esperado para o crescimento da indústria geral no estado, estimado em 1,74% para o período. Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o crescimento dos mercados de exportação, aliado à resiliência da construção civil no Brasil, sustenta a projeção de alta. “O principal desafio para 2025 será a desaceleração da demanda interna por móveis, enquanto, no mercado externo, as mudanças tarifárias dos EUA podem criar novas oportunidades, com os mercados emergentes expandindo seu potencial de consumo e abrindo novas fronteiras para o setor em Santa Catarina”, afirma.

Oportunidades
As tarifas de reciprocidade anunciadas pelo governo norte-americano podem abrir novas frentes comerciais para os produtores catarinenses no mercado dos EUA. Isso porque, mesmo que o Brasil enfrente reciprocidade, as exportações de SC permanecerão competitivas, com tarifas médias de cerca de 9% – abaixo das praticadas por grandes concorrentes. De acordo com o vice-presidente da FIESC para a região do Planalto Norte, Arnaldo Huebl, taxas menores do que as aplicadas à China seriam decisivas à abertura de novos mercados aos catarinenses. O Planalto Norte é um dos polos internacionais do setor de móveis de SC.

Bittencourt destaca, no entanto, que os efeitos das tarifas sobre a inflação nos Estados Unidos podem também limitar o consumo por lá. Essa preocupação é corroborada por Leonir Tesser, vice-presidente da FIESC para a região Centro-Oeste, polo madeireiro. “O temor dos consumidores americanos em relação à inflação já tem reduzido o consumo de móveis, gerando preocupações para o curto prazo”, explica o industrial.

O primeiro vice-presidente da Federação, Gilberto Seleme, que atua no setor,  lembra, contudo, que o setor de móveis seria o mais impactado pela reciprocidade, já que a tarifa brasileira para o produto norte-americano é de 18%. “A taxação, especialmente de produtos com maior grau de manufatura, como portas, por exemplo, impactaria os custos da construção civil dos Estados Unidos, que poderia entrar em recessão. Por isso não acredito que este tipo de produto seja fortemente taxado”, diz Seleme.

Desempenho em 2024
O estudo da Federação aponta ainda que, em 2024, a produção madeireira de Santa Catarina teve um crescimento de 9,22%, acima da média nacional, de 8,46%. No ano passado, o impulso veio das exportações, que avançaram 17%, ampliando a presença do setor no mercado externo. A média de crescimento das vendas externas do ramo no Brasil foi de 14,7% em 2024.

No ano passado, observou-se aumento das exportações a mercados emergentes como México (14,9%), China (6,9%), Vietnã (8,8%), Emirados Árabes (18%) e Índia (61,4%). “A Índia desponta como mercado altamente promissor, considerando o crescimento constante do PIB, em torno de 7% ao ano, e intensa urbanização, favorecendo o mercado imobiliário local”, explica Bittencourt.

No cenário doméstico, dois fatores contribuíram para o resultado, segundo o economista: juros menores e o alto nível de consumo das famílias, que cresceu 7%. “A construção civil, que foi responsável por cerca de 17% da demanda nacional por produtos de madeira, foi beneficiada por essas duas variáveis, que também contribuíram para elevar a demanda nacional por móveis”.

FONTE: FIESC
Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC | FIESC

 

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Industria, Informação, Negócios, Notícias, Tecnologia

Brasil bate recorde na exportação de veículos, mas enfrenta ameaça inesperada

As exportações de veículos brasileiros registraram um crescimento expressivo no início de 2025, impulsionadas principalmente pela demanda de países da América Latina.

Segundo a Anfavea, associação que representa as fabricantes de automóveis no Brasil, foram exportadas 76,7 mil unidades nos dois primeiros meses do ano, um aumento de 54,9% em relação ao mesmo período de 2024.

O destaque ficou para fevereiro de 2025, que registrou 48 mil veículos exportados, tornando-se o melhor mês para o setor desde agosto de 2018. Esse avanço reflete a recuperação do mercado internacional e o fortalecimento das relações comerciais com os principais parceiros do Brasil.

Quais países lideram a compra de veículos brasileiros?

A Argentina continua sendo o maior mercado para os veículos produzidos no Brasil, apresentando um crescimento impressionante de 172% nas importações. Outros países também impulsionaram o aumento das exportações:

  • Colômbia: crescimento de 52%
  • Uruguai: crescimento de 17%
  • Chile: crescimento de 12%

Além da Argentina, México, Uruguai e Chile aparecem entre os principais destinos dos veículos brasileiros, com participações de 14%, 8% e 4%, respectivamente. A diversificação de mercados tem sido uma estratégia fundamental para manter o crescimento do setor.

Brasil enfrenta concorrência acirrada dos veículos chineses

Apesar do avanço nas exportações, o Brasil enfrenta um desafio crescente no mercado internacional, especialmente devido à forte presença dos fabricantes chineses na América Latina. Em 2024, os veículos chineses representaram 27,9% das vendas na região, enquanto os brasileiros ficaram com 13,9%.

A ascensão dos automóveis chineses está ligada aos investimentos em tecnologia, eletrificação e preços competitivos, tornando-os uma opção cada vez mais atrativa para os consumidores da América Latina. Para manter a competitividade, a indústria brasileira precisará se adaptar rapidamente às novas tendências do mercado automotivo.

Imagem de carro no asfalto – Créditos: depositphotos.com / carloscastilla

Importações de veículos aumentam e preocupam setor automotivo

O crescimento das exportações veio acompanhado de um aumento expressivo nas importações de veículos para o Brasil. Nos dois primeiros meses de 2025, foram importados 75 mil veículos, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Grande parte dos veículos importados vem da China, com destaque para os modelos eletrificados, um segmento no qual a indústria nacional ainda enfrenta dificuldades para se consolidar. A Anfavea alerta que um em cada cinco carros vendidos no Brasil é importado, o que pode representar um desafio para a produção local no futuro.

O futuro da indústria automotiva brasileira e os investimentos em eletrificação

A produção de veículos híbridos e elétricos ainda é limitada no Brasil, mas algumas montadoras já começaram a investir nesse setor para reduzir a dependência de importações. A Toyota, por exemplo, produz no país modelos híbridos como o Corolla e o Corolla Cross.

Além disso, fabricantes chinesas como BYD e GWM estão finalizando seus projetos para inaugurar fábricas no Brasil, focadas exclusivamente em veículos híbridos plug-in e elétricos. Com essas iniciativas, a expectativa é que a indústria nacional ganhe mais competitividade e consiga acompanhar as mudanças do setor automotivo global nos próximos anos.

FONTE: Em.foco
Brasil bate recorde na exportação de veículos, mas enfrenta ameaça inesperada – Estado de Minas – Em foco

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook