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MDIC, MIR e ApexBrasil lançam 1º Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior

Iniciativa reconhece boas práticas e incentiva a diversidade racial na liderança empresarial

Promover a inclusão racial no comércio exterior. Este é um dos objetivos do 1º Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior, lançado nesta sexta-feira (21/3), Dia Internacional de luta pela eliminação da Discriminação Racial. A iniciativa é uma parceria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A premiação é parte do Programa Raízes Comex e visa a reconhecer e promover micro e pequenas empresas que demonstram compromisso com a diversidade racial, incentivando a participação de profissionais negros em cargos de liderança e fortalecendo negócios inclusivos no comércio exterior.

Serão premiadas 57 empresas em duas categorias (Liderança Global e Jornada Global). A primeira é dedicada a empresas que já exportam, enquanto a segunda engloba negócios não exportadores ou iniciantes no comércio exterior. Confira abaixo como participar e os benefícios exclusivos para os vencedores. Inscreva-se agora e mostre o compromisso da sua empresa com a diversidade racial.

O Programa Raízes Comex foi lançado pelo vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, em novembro do ano passado, durante cerimônia com a presença da primeira-dama Janja da Silva e da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. No evento, Alckmin destacou a importância de haver mais oportunidades para pretos e pardos no comércio exterior, área que “gera emprego, agrega valor e promove o desenvolvimento do país, e disse que o governo trabalha “firmemente” por uma “forte presença” de negros em empresas exportadoras e importadoras.

Quem pode participar?

Empresas brasileiras, de todos os setores da economia e em qualquer estágio de internacionalização podem se inscrever, desde que atendam aos requisitos do edital:

Critérios de elegibilidade:

  • Empresas de todos os portes e setores da economia.
  • Empresas com profissionais negros em cargos estratégicos, como presidência, sociedade ativa, direção ou gerência.
  • Empresas que adotam práticas de inclusão racial e apoiam o desenvolvimento de profissionais negros no comércio exterior. 

Benefícios para as empresas premiadas

As empresas vencedoras receberão um Certificado de Reconhecimento Oficial, além de acesso a benefícios exclusivos, como:

Empresas exportadoras (“Liderança Global”)

  • Participação em ações internacionais de promoção comercial, com passagem e hospedagem custeadas para até dois profissionais negros da empresa.
  • Desenvolvimento de agenda de negócios internacional customizada, com reuniões estratégicas em mercados onde a ApexBrasil possui escritórios.

Empresas não exportadoras ou iniciantes (“Jornada Global”)

  • Participação na Jornada de Capacitação para Internacionalização, com acesso a treinamentos e mentorias especializadas.
  • Possibilidade de pontuação extra em programas da ApexBrasil, como o Exporta Mais Brasil e a Ação de E-commerce Internacional com a Amazon.com. 

Reconhecimento para empresas comprometidas com a diversidade

O prêmio está alinhado às diretrizes do Programa Raízes Comex, instituído pela Portaria SECEX nº 375/2024, que busca fomentar a equidade racial no setor de comércio exterior. A premiação visa dar visibilidade a empresas que adotam boas práticas de inclusão racial, destacando ações voltadas ao desenvolvimento de profissionais negros e à construção de um ambiente corporativo mais diverso e representativo.

O programa busca endereçar os desafios identificados em um estudo inédito da SECEX, lançado em 2024, que revelou a sub-representação de pessoas negras nas empresas exportadoras brasileiras – tanto em seus quadros diretores quanto como beneficiários dos salários pagos na área.

  • Inscrições abertas!

Prazo de inscrição: 21/03/2025 a 11/05/2025
Leia o Edital de Convocação Nº 1/2025: CLIQUE AQUI
Inscreva sua empresa agora mesmo! CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER

Não perca essa oportunidade de destacar sua empresa e fortalecer a diversidade no comércio exterior!

FONTE: MDIC
MDIC, MIR e ApexBrasil lançam 1º Prêmio de Inclusão e Diversidade Racial no Comércio Exterior — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Industria, Negócios, Notícias

Brasil fortalece presença no mercado tailandês durante a VIV Asia 2025

Mapa articula reuniões e busca ampliar exportações de proteína animal, etanol de milho e insumos para saúde animal

Entre os dias 11 e 14 de março, o Brasil participou da VIV Asia 2025, uma das principais feiras do setor de proteína animal na Ásia, realizada em Bangkok, na Tailândia. A missão contou com a presença da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), da Associação Brasileira da Indústria de Química Fina (ABIQUIFI) e de empresas brasileiras, com apoio institucional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da ApexBrasil.

Durante a programação, foram realizadas reuniões com entidades e empresas locais, com o objetivo de apresentar os produtos brasileiros e ampliar o acesso ao mercado tailandês. A agenda foi articulada pela adida agrícola do Brasil na Tailândia, Ana Carolina Lamy, cuja atuação envolve o acompanhamento das relações comerciais entre os dois países no setor agropecuário e o suporte técnico às iniciativas de exportação.

Entre os compromissos da semana, destacou-se a visita à Associação Tailandesa das Indústrias de Ração Animal (TFMA), onde representantes da ABRA e da UNEM apresentaram informações sobre a produção brasileira e seus processos. Também houve reunião com a vice-presidente da Associação de Pet Food da Tailândia, na qual foram discutidas as exigências técnicas e regulatórias para a entrada de novos produtos.

No setor privado, a UNEM se reuniu com executivos do CP Group, um dos maiores conglomerados empresariais da Tailândia, para apresentar o DDG/DDGS brasileiro, derivados do etanol de milho utilizados na alimentação animal. A ABRA também manteve conversas com o setor de ingredientes de origem animal não comestível, tratando da habilitação de novas plantas exportadoras brasileiras.

Atualmente, seis plantas brasileiras estão autorizadas a exportar farinhas para o mercado tailandês. O Mapa trabalha para ampliar esse número por meio de uma missão de auditoria prevista para ocorrer no Brasil, com a intenção de habilitar novas unidades e aumentar a oferta de produtos ao país asiático.

A participação brasileira incluiu estandes da ABRA, ABIQUIFI e UNEM, com apoio da ApexBrasil, e contou com representantes de empresas que atuam nos segmentos de proteína, nutrição e saúde animal. Segundo os organizadores, as reuniões permitiram o avanço nas negociações bilaterais e contribuíram para a promoção dos produtos brasileiros na Tailândia e em outros mercados do sudeste asiático.

FONTE: MAPA.gov
Brasil fortalece presença no mercado tailandês durante a VIV Asia 2025 — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Argentina avalia regionalização e compartimentalização para doenças avícolas no estado de SP

Objetivo da missão do país vizinho foi verificar o sistema brasileiro de vigilância para ambas as doenças e as garantias que são oferecidas pelo serviço veterinário oficial do Brasil para a exportação de aves e seus produtos àquele país

Uma missão argentina passou pelo Estado de São Paulo nesta semana para auditar o sistema brasileiro de defesa agropecuária e avaliar as garantias oferecidas pelo serviço veterinário oficial do país na prevenção de doenças que afetam aves, como a influenza aviária e a doença de Newcastle. A auditoria também verificou as ações de contingência, caso algum foco venha a ser registrado no país e o sistema de Compartimento livre para IAAP e DNC aplicado no país. O Brasil costuma receber missões internacionais para essas avaliações, que ajudam a abrir mercados ou evitar a suspensão de exportações em caso de ocorrência dessas doenças. O país permanece livre de influenza aviária de alta patogenicidade e doença de Newcastle, segundo os critérios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Esta foi a segunda etapa da missão argentina, que em dezembro visitou estabelecimentos e órgãos de controle nos Estados de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Em São Paulo, quatro auditoras do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) se dividiram em dois roteiros e foram acompanhadas por auditores fiscais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Esse acompanhamento envolveu servidores do Departamento de Saúde Animal (DSA) e das regionais do Mapa de Campinas, São José do Rio Preto, Guaratinguetá e Sorocaba. Servidores ligados ao Sistema de Inspeção Federal (SIF) também participaram de parte da programação. Na sexta (21), as auditoras se reuniram em Brasília com a equipe do DSA do ministério.

A reunião inicial ocorreu dia 17 na sede da CDA em Campinas e, de lá, a equipe argentina se dividiu. Duas profissionais visitaram granjas e incubatórios avícolas em cidades da região de São José do Rio Preto e de Guaratinguetá (Nova Granada, Mirassolândia e Redenção da Serra) e as outras duas passaram por estabelecimentos próximos à região de Campinas e Sorocaba (Santa Cruz das Palmeiras, Salto, Porto Feliz, Boituva e Itapetininga).

A missão assistiu a apresentações sobre as ações do Programa Nacional de Sanidade Avícola, visitou o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) e o sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) do Aeroporto Internacional de Viracopos, ambos em Campinas. A CDA demonstrou comoé realizado o controle sanitário e de biosseguridade nas granjas comerciais. É fundamental que órgãos da União e do Estado e o setor privado atuem em sintonia para a detecção precoce de eventuais focos dessas doenças assim como nas ações para sua contenção

As auditoras puderam acompanhar um procedimento de exportação de material genético avícola em Viracopos. “Ao que parece, elas ficaram bem satisfeitas com tudo o que foi demonstrado: o controle nas granjas, no abatedouro, as garantias de exportação e o monitoramento da importação de produtos, que é feito pelo Serviço Veterinário Oficial do Brasil como um todo”, disse Regina D’Arce, uma das auditoras fiscais do Mapa que acompanhou as argentinas no Estado.

“As auditoras do Senasa Argentina verificaram a dinâmica aduaneira no Brasil por meio do sistema de janela única utilizado pelos órgãos de controle e fiscalização brasileiros, conferindo, entre outros, maior agilidade e rastreabilidade no desembaraço das mercadorias importadas e exportadas, quesitos imprescindíveis para cargas perecíveis como o material genético avícola”, destacou Rita Lourenço, chefe do Vigiagro de Viracopos.

O próximo passo envolve a elaboração de um relatório oficial pela equipe argentina, que será enviado ao Mapa, em Brasília, informando o resultado da missão.

FONTE: MAPA.gov
Argentina avalia regionalização e compartimentalização para doenças avícolas no estado de SP — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Primeiro-ministro chinês alerta sobre “crescente instabilidade” global

Li Qiang discursou em abertura de fórum empresarial, em Pequim, com críticas a Trump, diante de executivos de gigantes como Apple e Pfizer

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, lançou, neste domingo (23/3), um alerta para que os países abram seus mercados, com o objetivo de combater a “crescente instabilidade e incerteza”, que vêm se impondo no cenário global.

“No mundo cada vez mais fragmentado de hoje, com crescente instabilidade e incerteza, é mais necessário que os países abram seus mercados e empresas, para resistir a riscos e desafios”, disse Li.

A afirmação foi feita a um grupo de líderes empresariais, na abertura do Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim. A previsão é que o encontro se estenda por dois dias.

Participam do evento nomões de executivos de gigantes globais como Tim Cook, da Apple; Cristiano Amon, da fabricante de chips Qualcomm; Pascal Soriot, do laboratório farmacêutico AstraZeneca; além de Albert Bourla, da Pfizer, e Amin Nasser, da Saudi Aramco.

Alguns desses líderes, segundo as agências internacionais, devem se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping, na sexta-feira (28/3). Na abertura do fórum, o senador republicano Steve Daines também estava presente, disse a mídia estatal chinesa.

O senador também se encontrou com o primeiro-ministro Li na tarde de domingo, no Grande Salão do Povo, ao lado de executivos de sete empresas americanas. A lista era formada por FedEx, Boeing, Cargill, Medtronic, Pfizer, Qualcomm e UL Solutions.

Vaivém de tarifas

O discurso de Li ocorre no momento em que o mercado mundial passa por sustos contínuos, cujo maior reflexo ocorre na cotação do dólar, diante das idas e vindas das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de elevar as tarifas dos produtos importados.

No último dia 17, por exemplo, a bordo do avião presidencial, o Air Force One, o repubicano afirmou que vai impor sobretaxas recíprocas, além de tarifas adicionais, a partir de 2 de abril. Ou seja, em duas semanas. Neste mês, Trump impôs cobranças de 20% sobre exportações chinesas. A China respondeu com novas taxas sobre produtos agrícolas americanos.

FONTE: Metrópoles
Primeiro-ministro chinês alerta sobre “crescente instabilidade” global | Metrópoles

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URGENTE: Trump revela o F-47: O primeiro caça de 6ª geração do mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 21 de março de 2025, a construção do primeiro caça de sexta geração do mundo, batizado de F-47.

Em um evento na Casa Branca, ao lado do Secretário de Defesa Pete Hegseth, Trump revelou que a Boeing foi escolhida para liderar o projeto, parte do programa Next Generation Air Dominance (NGAD) da Força Aérea americana. “O F-47 será a aeronave mais avançada, mais capaz e mais letal já construída. Uma versão experimental do avião voa secretamente há quase cinco anos”, declarou o presidente, destacando a superioridade tecnológica dos Estados Unidos no cenário global.

O F-47, que substituirá o F-22 Raptor como principal caça de superioridade aérea, promete revolucionar a guerra aérea moderna com tecnologias avançadas, como stealth de última geração, sensores inovadores e a capacidade de operar junto a drones. Trump enfatizou que o modelo experimental já demonstrou superar as capacidades de qualquer outra nação, reforçando a confiança na liderança militar americana. A escolha da Boeing, após uma disputa acirrada com a Lockheed Martin, marca uma vitória significativa para a empresa, que busca recuperar sua posição no setor de defesa após anos de desafios em outros programas.

O anúncio, feito no Salão Oval, também trouxe um tom de simbolismo pessoal para Trump, o 47º presidente dos EUA, que chamou o número 47 de “um número lindo”. Com um orçamento estimado em cerca de 20 bilhões de dólares para o NGAD, o F-47 é visto como essencial para manter a supremacia aérea americana nas próximas décadas, especialmente diante do avanço de potências como a China. Embora detalhes técnicos permaneçam sigilosos, a expectativa é que o caça entre em serviço na década de 2030, consolidando uma nova era na aviação militar.

Por Júnior Melo

FONTE: Diário do Brasil noticias
URGENTE: Trump revela o F-47: O primeiro caça de 6ª geração do mundo

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Biodiesel tem menor preço em quase 5 meses no Brasil com pressão do mercado de óleo de soja

Os preços do biodiesel no mercado brasileiro cederam quase 7% no acumulado do ano até o início de março, segundo dados da agência reguladora ANP, e têm possibilidade de cair mais, considerando a entrada da safra recorde de soja e a queda das cotações internacionais do óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

Especialistas no mercado também citam a própria manutenção da mistura de 14% no biodiesel no diesel no Brasil, que deveria ter subido para 15% a partir do início de março –algo que não aconteceu por preocupações inflacionárias, conforme decisão do governo brasileiro.

Com o recuo nos preços do biodiesel para 5,797 reais por litro na média do país, de acordo com levantamento da ANP divulgado nesta semana, o biocombustível passou ao menor nível desde o final de outubro de 2024, após ter oscilado no ano passado nos maiores patamares em quase três anos.

“Temos visto essas correções nos preços do óleo de soja, já demonstrado uma queda pela postergação da mistura (de biodiesel). Obviamente, menor demanda de biodiesel significa menor demanda por óleo”, disse o analista de inteligência de mercado da StoneX Leonardo Rossetti.

Nos cálculos da consultoria, o óleo de soja responde por entre 82% e 85% da matéria-prima do biodiesel, considerando também uma parcela incluída em “outros materiais graxos” em dados compilados da ANP.

Na avaliação de Rossetti, apesar da mistura menor, deve haver algum crescimento da demanda por biodiesel no país pelo aumento do mercado de diesel, “mas muito menor” do que as expectativas iniciais.

Mas a safra recorde no Brasil, com produção próxima de 170 milhões de toneladas, o que significaria um aumento de cerca de 10% ante a temporada passada, um processamento de soja também recorde no país e uma queda na bolsa de Chicago –por incertezas sobre a demanda nos EUA — trazem uma perspectiva de alívio de custos.

“Visto este cenário e preços internacionais em queda, existe espaço para o óleo ceder um pouco e o biodiesel seguir”, disse o especialista da StoneX.

Desde o pico do ano, o preço do óleo de soja na bolsa de contratos futuros de Chicago recuou mais de 10%, para 42,60 centavos de dólar por libra-peso.

A conjuntura pode beneficiar empresas como Oleoplan, Be8, Potencial, Olfar, JBS e Três Tentos, que juntos representaram cerca de 50% das vendas totais de biocombustível em 2024, conforme dados de relatório da Moody’s divulgado nesta quinta-feira.

A agência ressaltou ainda a importância da mistura obrigatória para o crescimento da produção de biodiesel no Brasil, que mais do que dobrou desde 2017 para 9,1 bilhões de litros em 2024.

CHANCE PARA A MISTURA MAIOR?

Uma queda no preço do petróleo e do dólar em relação ao real também são fatores que colaboram para pressionar os combustíveis, o que na visão do sócio-diretor da Raion Consultoria, Eduardo Oliveira de Melo, poderia ser uma conjuntura favorável para um corte do preço do diesel, pela Petrobras, e a retomada pelo governo dos planos da mistura de 15%.

“Alterando de B14 para B15, nos atuais custos, traria um impacto de 2 centavos, média Brasil, sobre o preço do diesel B (com a mistura de biodiesel). É claro que a gente tem que entender que não é um impacto muito significativo”, disse Melo, lembrando que o diesel fóssil é mais barato que o biocombustível. Mas ele avalia que o governo poderia também aproveitar esse momento.

“Caso… quisesse amenizar (o impacto de um eventual aumento da mistura para B15), seria uma excelente oportunidade, de repente, fazer um corte no diesel A, porque as referências internacionais, ainda mais com a apreciação do câmbio, favorecem para esse movimento. E é uma redução que já é esperada. A gente tem aí uma expectativa que aconteça, não sabemos quando”, afirmou.

Na avaliação da Raion, haveria espaço para o diesel da Petrobras ser reduzido em 40 centavos de real por litro nas refinarias, após a Petrobras ter aumentado o preço do combustível em mais de 6% ao final de janeiro e o petróleo Brent ter recuado cerca de 6% desde então.

“Então, o que o governo poderia fazer? Poderia, de repente, utilizar isso como oportunidade para poder fazer um corte do diesel A, concomitante à entrada do B15, porque aí ele poderia amenizar esse impacto ainda que ele não fosse tão relevante”, argumentou.

Uma fonte do governo que acompanha o setor avalia que o raciocínio faz sentido. “Se a tendência se mostrar de queda (do biodiesel), melhora bastante a situação deles (dos produtores)”, afirmou, na condição de anonimato.

Melo defendeu ainda que o Brasil deveria regulamentar a importação de biodiesel para “criar um ambiente mais competitivo no mercado, traduzindo em menores custos do biocombustível para o consumidor”. Ele lembrou que várias entidades do mercado já se posicionaram a favor de possível regulamentação.

(Por Roberto Samora e Marta Nogueira)

FONTE: Reuters
Biodiesel tem menor preço em quase 5 meses no Brasil com pressão do mercado de óleo de soja

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BRICS, aviões e carne ganham destaque em viagem de Lula ao Vietnã, dizem fontes

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, visitará o Vietnã na próxima semana, acompanhado de uma delegação empresarial que inclui executivos da fabricante de aviões Embraer e do gigante alimentício JBS, ambos em negociação para possíveis acordos no país do Sudeste Asiático, segundo fontes.

A segunda visita de Lula ao Vietnã como presidente ocorre enquanto o Vietnã, pressionado pela administração Trump a reduzir seu grande superavit comercial, se compromete a aumentar as importações dos Estados Unidos, incluindo produtos agrícolas como a soja – da qual o Brasil é um dos maiores exportadores para o país.

Lula viajará ao Vietnã de 27 a 29 de março, após visitar o Japão, conforme informou o governo brasileiro.

Espera-se que Lula convide o Vietnã para participar de uma cúpula do BRICS no Brasil em julho, disse um funcionário brasileiro, ressaltando que o Vietnã foi convidado no ano passado para se tornar um parceiro do BRICS, mas até agora não tomou uma posição oficial sobre o assunto.

O ministério das Relações Exteriores do Vietnã não respondeu a um pedido de comentário, e a embaixada do Brasil no Vietnã se recusou a comentar.

Espera-se que os dois países concordem em um plano de ação sobre defesa, agricultura e energia, o que poderá impulsionar a cooperação no setor do etanol – combustível do qual o Brasil é um grande produtor global, afirmou o funcionário brasileiro.

Além disso, o Brasil deseja aumentar suas exportações para o Vietnã e está solicitando que Hanói autorize a importação de sua carne bovina, conforme confirmou o funcionário, alinhado a relatos anteriores veiculados na mídia estatal vietnamita.

NEGÓCIOS

A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira é uma condição prévia para um investimento que o gigante alimentício JBS brasileiro está considerando no Vietnã, segundo três pessoas familiarizadas com as negociações, incluindo o referido funcionário, que preferiram não se identificar por se tratar de informações não públicas.

A empresa estuda a possibilidade de construir um polo de processamento de carne no norte do Vietnã – sua primeira fábrica na Ásia – com um possível investimento de dezenas de milhões de dólares, disseram as fontes.

A JBS se recusou a comentar.

Separadamente, a Embraer também está em conversações para a possível venda de dez jatos E190 de corpo estreito para a companhia aérea de bandeira Vietnam Airlines, informou o funcionário brasileiro.

Além disso, a Embraer tenta vender aviões de transporte militar C-390, com um possível voo de demonstração programado para maio no Vietnã, segundo o funcionário e uma fonte do setor.

A Embraer se recusou a comentar, e a Vietnam Airlines não respondeu a um pedido de comentário.

Hanói está em negociações com os Estados Unidos para adquirir aviões de transporte militar C-130, fabricados pela Lockheed Martin.

O Vietnã é um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo, e as companhias aéreas locais vêm buscando expandir suas frotas há bastante tempo.

Nos últimos dias, altos executivos dos gigantes da aviação Airbus e Boeing se reuniram com autoridades vietnamitas, segundo a mídia estatal e uma agenda interna vista pela Reuters. O Vietnã também está trabalhando na aprovação dos jatos da COMAC, da China.

Reportagem de Francesco Guarascio; Reportagem adicional de Phuong Nguyen; Edição de Raju Gopalakrishnan

Fonte: Reuters
BRICS, planes and beef in spotlight as Brazil’s Lula visits Vietnam, sources say | Reuters

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Empresas paraguaias reportam mudança no trânsito de cargas de Montevidéu para Buenos Aires

Em 2024, o Paraguai movimentou um total de 180.000 TEUs em importações e exportações por hidrovias.

Atualmente, 80% dessa carga de trânsito é transbordada no Porto de Buenos Aires, em vez de nas instalações portuárias de Montevidéu, principalmente através das empresas Maersk, ONE, Hapag-Lloyd e MSC, segundo Alejandro Dos Santos, presidente da Associação Paraguaia de Agentes Marítimos.

A mudança do terminal uruguaio para as instalações marítimas de Buenos Aires se intensificou em 2024, disse Esteban Dos Santos, vice-presidente da Câmara Paraguaia de Proprietários de Navios Fluviais e Marítimos (Cafym). Ele explicou que a severa congestão, juntamente com problemas laborais e operacionais persistentes no porto de Montevidéu, levou as linhas de navegação a redirecionarem as cargas.

Dos Santos acrescentou que, embora o projeto de expansão do Terminal Cuenca del Plata, especializado em contêineres, tenha sido um dos fatores que afetaram as operações portuárias, o principal problema foi o número excessivo de greves, o aumento dos custos e os atrasos operacionais. Esses desafios prejudicaram tanto os navios oceânicos quanto as barcaças feeder que atendem o porto.

Nesse contexto, o membro do conselho do Cafym reconheceu que a associação comercial participou de extensas discussões com operadores privados no Porto de Montevidéu, bem como com a Administração Nacional de Portos do Uruguai (ANP) e representantes do governo.

“Em cada conversa, advertimos que a carga de transbordo seria redirecionada se esses problemas não fossem resolvidos. No final, foi exatamente isso que aconteceu”, afirmou.

Fonte: Portal Portuario
Empresarios paraguayos revelan que 80% de carga en tránsito migró de Montevideo al Puerto de Buenos Aires – PortalPortuario

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Brasil se Prepara para Maior Demanda Chinesa e Alta nos Preços dos Alimentos em Meio à Guerra Comercial EUA-China

A guerra comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com a China dará aos exportadores agrícolas brasileiros a oportunidade de conquistar uma fatia ainda maior do mercado chinês às custas dos agricultores americanos.

No entanto, isso também pode impulsionar a já elevada inflação dos alimentos no Brasil. Nesta semana, a China reagiu rapidamente às novas tarifas dos EUA anunciadas por Trump, impondo aumentos de 10% e 15% sobre US$ 21 bilhões em produtos agrícolas americanos, incluindo carne e soja.

O Brasil, maior exportador mundial de soja, algodão, carne bovina e carne de frango, deve aumentar seus embarques para a China, já que os importadores chineses buscarão alternativas livres de tarifas. Durante o primeiro mandato de Trump, a guerra comercial que ele iniciou com a China fez os agricultores americanos perderem parte do mercado para o Brasil, especialmente no caso da soja, um produto essencial para os chineses.

Os EUA nunca recuperaram essa fatia de mercado da soja. A China continua comprando mais produtos agrícolas do Brasil do que antes da primeira guerra comercial, e essa tendência deve se intensificar com a nova rodada de tarifas.

“Os crescentes atritos entre EUA e China provavelmente levarão Pequim a buscar mais grãos e proteínas no Brasil, o que pode reduzir a demanda por commodities e, consequentemente, os preços nos EUA, enquanto aumenta a demanda e os preços no Brasil”, disseram analistas do Santander.

Os preços da soja brasileira já estão subindo. O prêmio nos portos locais atingiu o maior nível da temporada nesta semana, segundo Eduardo Vanin, analista da Agrinvest.

“Qualquer demanda adicional da China pode resultar em exportações mais fortes do Brasil a preços mais atrativos”, afirmaram analistas do Itaú BBA em nota aos clientes.

Isso beneficiaria empresas agrícolas brasileiras como SLC Agrícola e BrasilAgro. No entanto, mais exportações significam menor oferta no mercado interno, aumentando os custos dos grãos usados na alimentação de animais para frigoríficos locais como JBS e BRF.

PRESSÃO SEVERA

Um aumento nos preços dos alimentos, porém, seria uma má notícia para o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, cuja popularidade tem caído nos últimos meses, principalmente devido ao alto custo dos alimentos.

Os preços de alimentos e bebidas subiram cerca de 8% em 2024, de acordo com o IBGE, e em janeiro registraram alta de quase 1%, marcando o quinto mês consecutivo de aumento. Os dados de fevereiro serão divulgados na próxima semana.

O Banco Central do Brasil, que tem elevado as taxas de juros, afirmou que o aumento nos preços da carne foi um fator-chave para a alta significativa nos custos dos alimentos e descreveu um cenário adverso no curto prazo.

A inflação também subiu em 2018-2019, quando o Brasil exportou mais produtos agrícolas para a China. O índice de preços ao consumidor fechou 2018 em 3,75% e acelerou para 4,31% no final do ano seguinte.

VOLTA AO FUTURO

O Santander destacou que, embora menos severas do que as tarifas de 2018, as novas medidas anunciadas por Pequim devem acelerar a diversificação de longo prazo da China em relação ao fornecimento dos EUA.

A demanda crescente da China impulsionará ainda mais as perspectivas positivas do agronegócio brasileiro, que prevê produção recorde de produtos-chave neste ano.

O Brasil deve colher uma safra recorde de soja de cerca de 170 milhões de toneladas em 2024/25, com exportações superando 100 milhões de toneladas. As indústrias de carne bovina, frango e suína também devem registrar recordes de produção e embarques este ano.

O gráfico abaixo mostra as exportações de carne bovina do Brasil para a China entre janeiro de 2021 e janeiro de 2024. Os dados vêm do DataLiner.

Exportações de carne bovina para a China | Jan 2021 – Jan 2025 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

“A China buscará obter o máximo possível do Brasil”, disse Carlos Cogo, da consultoria agropecuária Cogo, acrescentando que as novas tarifas tornarão os produtos americanos ainda menos competitivos em relação aos brasileiros.

CARNE DE PRIMEIRA

Representantes da indústria de carnes do Brasil disseram que a mudança no comércio global deve ser positiva para o país sul-americano.

“O Brasil acabará se beneficiando, especialmente em termos de preços e rentabilidade”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA, associação do setor de carnes, à Reuters.

As ações de frigoríficos e produtores de grãos brasileiros operaram estáveis na quinta-feira, após subirem significativamente na sessão anterior.

Santin afirmou que os ganhos com o aumento das exportações para a China, que já é um dos principais compradores de carne brasileira, provavelmente compensarão os custos mais altos da alimentação animal.

Reportagem de Roberto Samora e Gabriel Araujo
Edição de Ana Mano, Simon Webb e Marguerita Choy

Fonte: Reuters
Brazil braces for more Chinese demand, higher food prices amid US trade war | Reuters

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Investimento, Negócios, Notícias

Brasil assume a liderança global na exportação de commodities do agronegócio

O Brasil alcançou um marco histórico ao se tornar o maior exportador mundial de commodities do agronegócio, ultrapassando os Estados Unidos.

Segundo estudo da Insper Agro Global, o país registrou US$ 137,7 bilhões em exportações no setor em 2024, superando em US$ 14,4 bilhões o volume exportado pelos norte-americanos.

O crescimento das exportações brasileiras está atrelado às safras recordes de grãos e à guerra comercial entre EUA e China, que fortaleceu o Brasil como principal fornecedor de produtos agropecuários para os chineses. “O Brasil é referência global em exportações do agronegócio e tem aumentado sua produtividade por hectare, o que impulsiona a expansão do mercado internacional”, destaca Sandro Marin, diretor da Tek Trade, empresa catarinense que atua no ramo de importação e exportação no Brasil.

O gráfico abaixo apresenta dados derivados da ferramenta DataLiner da Datamar. Ele mostra o volume mensal de exportação de soja entre janeiro de 2021 e janeiro de 2025.

Exportações de soja | Brasil | Jan 2021 – Jan 2025 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) mostram que o agro brasileiro exportou US$ 11 bilhões em janeiro, o segundo maior valor da série histórica. No mesmo período, o Brasil abriu 24 novos mercados, com destaque para Paquistão, Bangladesh e Turquia. Produtos como carnes, celulose, suco de laranja e cacau contribuíram para esse avanço.

Marin ressalta que, apesar das oportunidades, o setor precisa lidar com desafios como oscilações cambiais e barreiras comerciais. “Manter a liderança exige visão estratégica, investimentos em infraestrutura e agregação de valor aos produtos, pois nas exportações totais do agro ainda ficamos atrás dos EUA”, conclui o especialista.

Fonte: Transporte Moderno
Brasil assume a liderança global na exportação de commodities do agronegócio – Transporte Moderno

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