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SENAI recebe acreditação internacional e fortalece exportação de móveis

Certificação permite que o laboratório do Instituto SENAI de Tecnologia da Madeira e Mobiliário realize ensaios exigidos para a exportação de produtos infantis aos EUA

 O laboratório do Instituto SENAI de Tecnologia da Madeira e Mobiliário, em São Bento do Sul, recebeu a acreditação como CPSC-Accepted Testing Laboratory, concedida pela Consumer Product Safety Commission (CPSC), dos Estados Unidos. A certificação confirma a competência do Instituto para a realização de ensaios de segurança em produtos infantis, permitindo que fabricantes brasileiros exportem seus produtos ao mercado norte-americano com maior agilidade e confiabilidade.

A acreditação é válida até 2027 e garante que os testes realizados pelo Instituto atendem aos padrões internacionais de segurança e conformidade exigidos pelo governo dos EUA.

“Essa conquista representa um marco para a indústria brasileira, consolidando o SENAI como um parceiro estratégico para empresas que desejam expandir seus negócios para mercados internacionais. Além disso, a certificação deve impulsionar a demanda pelos serviços do Instituto nos próximos anos, acompanhando o crescimento das exportações de produtos infantis com certificação CPSC”, prevê Fabrízio Pereira, diretor-regional do SENAI/SC.

Com essa certificação, o laboratório do SENAI passa a ser oficialmente aceito pelo CPSC, ampliando seu reconhecimento global e fortalecendo sua credibilidade como referência na realização de ensaios laboratoriais para a indústria.

“A partir dessa acreditação, empresas brasileiras do setor infantil terão mais facilidade para exportação, pois poderão realizar os testes obrigatórios no Brasil, sem a necessidade de certificação externa, o que reduz custos e prazos no processo de adequação aos requisitos internacionais”, explica Sandra Fürst, que coordena o laboratório do SENAI.

Produtos que podem ser certificados

A acreditação beneficia diretamente fabricantes e exportadores de beliches infantis, roupeiros e berços, produtos que exigem certificação para comercialização no mercado norte-americano. A partir de agora, esses segmentos poderão contar com uma infraestrutura nacional certificada para realizar seus ensaios de segurança, garantindo mais eficiência e competitividade no setor.

O Instituto já está listado como CPSC-Accepted Testing Laboratory no site oficial do CPSC, permitindo que qualquer fabricante interessado em exportar seus produtos para os Estados Unidos consulte a acreditação diretamente no portal da entidade.

FONTE: FIESC
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Com mudanças climáticas, Brasil se torna segundo maior produtor de ar-condicionado do mundo

País fica atrás somente da China. Governo apresentou números de 2024 da indústria.

O setor eletroeletrônico brasileiro teve um crescimento expressivo de 29% em 2024, consolidando o Brasil como o segundo maior produtor mundial de ar-condicionado, atrás apenas da China. Os números foram divulgados pelo governo nesta segunda-feira (17).

O resultado foi impulsionado por dois fatores principais: o aquecimento da economia e o aumento das temperaturas, que elevaram a demanda por produtos de climatização.

Números da indústria em 2024:

Ar-condicionado: produção recorde de 5,9 milhões de unidades, um crescimento de 38% em relação a 2023;

Linha Marrom (televisores e afins): 13,5 milhões de unidades produzidas, o maior volume em 10 anos (+22% em relação a 2023);

Linha Branca (geladeiras, fogões, máquinas de lavar, etc.): crescimento de 17%, retomando os níveis pré-pandemia.

Fatores que impulsionaram o crescimento

De acordo com José Jorge do Nascimento Júnior, presidente-executivo da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), dois fatores explicam o avanço do setor:

1. Economia aquecida

“Nós tivemos aumento na geração de empregos, controle da inflação no primeiro semestre do ano passado, redução dos juros e políticas de distribuição de renda eficazes. O programa Desenrola foi muito positivo. Isso impactou diretamente na aquisição de produtos, já que a maioria das compras são parceladas.”

2. Mudanças climáticas e aumento das temperaturas

 “A elevação das temperaturas fez com que a população buscasse conforto e bem-estar, adquirindo ar-condicionado, ventiladores, produtos de linha branca, filtros, bebedouros, adegas e frigobares.”

FONTE: G1.com
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Daryl Lee: “Estamos no negócio, não no culto à criatividade”

CEO do McCann Worldgroup comenta sobre a fusão do Omnicom e IPG, opina sobre uso da IA na criatividade e discorre sobre práticas de DE&I na empresa, entre outros

Após um 2024 de redefinição e fortalecimento para o McCann Worldgroup, os próximos anos podem trazer oportunidades inéditas para o grupo – graças à união de forças proporcionada pela fusão entre o Omnicom e o Interpublic Group. Para Daryl Lee, CEO do McCann Worldgroup, o negócio – uma vez finalizado – pode ser traduzido em mais ferramentas para atender às demandas dos clientes.

Lee assumiu a presidência do grupo em 2022, após ocupar a cadeira de CEO global da IPG Mediabrands em 2019. Além disso, já respondeu por CSO global da McCann Erickson e CEO global da Universal McCann.

Em passagem ao Brasil, o executivo traça suas perspectivas para a fusão, comenta sobre o status atual do uso da inteligência artificial no grupo, novas áreas que estão sendo exploradas, como a do marketing de influência, entre outros.

Acordo Omnicom-IPG

“Fazer parte de uma holding líder nos proporciona mais recursos, mais investimento, mais tecnologia, mais ferramentas e mais acesso a pessoas do entretenimento, da cultura e do esporte. Isso significa que podemos oferecer ainda mais para nossos clientes. Isso me entusiasma porque, todas as manhãs, acordamos na McCann e no McCann Worldgroup pensando em como podemos ajudar as marcas a fazerem coisas maiores, que as tornem únicas e duradouras no mundo. E um campo de jogo maior significa mais possibilidades. Estou muito animado com isso, e todos os nossos clientes nos perguntam: ‘O que isso significa para a McCann?’. Minha resposta é que teremos mais ferramentas para trabalhar, e eles acham isso ótimo.Comissão pede mais informações sobre acordo entre Omnicom e IPG

À medida que nos aproximamos da colaboração com o Omnicom, tudo isso se tornará mais concreto. Teremos acesso a tecnologias inovadoras em produção, dados e audiência, o que é muito empolgante, mas ainda não sabemos exatamente quais serão essas tecnologias”.

A IA no dia a dia

“Acho a IA extremamente interessante. Ela pode nos ajudar a criar mundos que antes nem imaginávamos. Há muito poder nessa nova ferramenta para a criatividade, mas antes de usá-la, é preciso que as pessoas valorizem a criatividade. A IA não pode substituí-la.

As marcas que realmente valem a pena proteger nesta indústria são aquelas que sinalizam ao mundo que somos sobre criatividade. Estamos no negócio, não no culto à criatividade. Não somos uma ONG, nem uma comunidade de artistas. Não fazemos isso apenas pelo amor à estética. Usamos arte para vender. Criamos marcas que atraem consumidores e os fazem comprar mais produtos, para que essas marcas possam reinvestir em novos produtos – e nós possamos vendê-los”.

Mídia no Brasil

“Tenho visto muita evolução. Acho que este é um mercado extremamente criativo – e digo isso em todos os sentidos da palavra. Acredito que a mídia tem liderado a inovação em performance. Antes, a mídia oferecia muitas métricas, mas nem sempre agregava valor real. Havia muitas métricas de eficiência, muitos dados digitais, mas nem sempre uma visão clara do impacto.

O que tenho observado – e especialmente o que vi neste escritório – é uma abordagem diferente: enxergar a mídia como uma ferramenta para alcançar públicos de crescimento. Como usamos ciência, dados primários, nossos próprios dados e informações de propriedades de mídia para construir uma visão de onde o crescimento da marca virá? Não apenas da mídia em si, mas do público. E a partir disso, como encontramos esse público nos canais de mídia certos?

O aspecto mais empolgante desse momento é a conexão da mídia com o comércio. Falamos muito sobre social commerce, mas eu gosto de chamar de brand commerce. Somos sobre a verdade, não sobre tendências passageiras. No fim das contas, comércio é comércio – o lugar onde a compra acontece não importa tanto quanto o ecossistema que nos permite entender quem é o consumidor, como ele interage com a marca, quais produtos busca, o que compra e o que recompra. Antes, esse tipo de inteligência era fragmentada, baseada em pesquisas, modelos e suposições. Agora, conseguimos medir tudo isso de forma integrada”.

“O McCann Worldgroup sempre foi sobre inclusão consciente, essa é uma afirmação muito poderosa, porque trata-se de criar um ambiente de trabalho onde todos se sintam incluídos. Não há um grupo de dentro e nem um grupo de fora. Não é sobre ‘homens brancos heterossexuais estão dentro e todo o resto está fora’ ou o contrário. Todos estão inclusos.

E essa inclusão não acontece por acaso – é um processo consciente. Não é fácil. Todos carregamos bagagens e vieses. Naturalmente, buscamos pessoas parecidas conosco. Às vezes isso se manifesta pela orientação sexual, gênero ou raça, mas também pode ser pelo jeito de se vestir, pelo modo de falar, pela cidade de onde viemos ou se viemos do interior. Somos seres humanos, e a verdade é que seres humanos têm preconceitos. Mas o importante é reconhecê-los e explorá-los conscientemente, promovendo conversas abertas.

Não vamos parar de fazer isso, porque a inclusão consciente também é um bom negócio. Isso significa que conseguimos as melhores ideias das melhores pessoas, independentemente de quem elas sejam. E como estamos no ramo das ideias, precisamos das melhores – ou estamos fora do mercado”.

Foco em criadores

“O McCann Content Studios é uma iniciativa muito interessante e inovadora dentro da agência, pois combina a experiência em estratégia de marca da McCann com a criatividade e a agilidade dos influenciadores e criadores de conteúdo. Essa abordagem de cocriação, em que as campanhas são desenvolvidas em parceria com os próprios criadores, não só acelera o processo de produção, mas também torna a campanha mais autêntica e relevante para o público-alvo.

Esse modelo híbrido, que mescla o tradicional trabalho de branding com a rapidez e a flexibilidade do ecossistema de criadores, é um diferencial importante que a McCann soube aproveitar, resultando em um crescimento impressionante e novas oportunidades no cenário global”.

FONTE: Meio e Mensagem
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Copom eleva a taxa Selic para 14,25% a.a.

​O ambiente externo permanece desafiador em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente pela incerteza acerca de sua política comercial e de seus efeitos.

Esse contexto tem gerado ainda mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed e acerca do ritmo de crescimento nos demais países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de países emergentes.

Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado dinamismo, ainda que sinais sugiram uma incipiente moderação no crescimento. A inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta para a inflação e novamente apresentaram elevação nas divulgações mais recentes.

As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se de forma relevante e situam-se em 5,7% e 4,5%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2026, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,9% no cenário de referência (Tabela 1).

Persiste uma assimetria altista no balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) impactos sobre o cenário de inflação de uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada; e (ii) um cenário menos inflacionário para economias emergentes decorrente de choques sobre o comércio internacional e sobre as condições financeiras globais.

O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes.

O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária mais contracionista.

O Copom então decidiu elevar a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual, para 14,25% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de menor magnitude na próxima reunião. Para além da próxima reunião, o Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

Tabela 1

Projeções de inflação no cenário de referência

Variação do IPCA acumulada em quatro trimestres (%)

Índice de preços 2025 3º tri 2026
IPCA 5,1 3,9
IPCA livres 5,4 3,8
IPCA administrados 4,3 4,2

No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de R$5,80/US$, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária “verde” em dezembro de 2025. O valor para o câmbio foi obtido pelo procedimento usual. 

FONTE: BCB
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Fluxo cambial total em 2025, até 14 de março, é negativo em US$ 10,649 bi, mostra BC

O canal comercial soma importações de US$ 45,875 bilhões e exportações de US$ 48,869 bilhões

O fluxo cambial do Brasil é negativo em US$ 10,649 bilhões em 2025, até o dia 14 de março, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira, 19. O canal financeiro acumula saídas líquidas de US$ 13,643 bilhões. O comercial tem entrada líquida de US$ 2,995 bilhões.

O segmento financeiro tem compras de US$ 109,094 bilhões e vendas de US$ 122,738 bilhões no acumulado deste ano. Esse canal inclui investimentos diretos e em carteira, remessas de lucro, pagamento de juros e outras operações.

O canal comercial soma importações de US$ 45,875 bilhões e exportações de US$ 48,869 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 5,420 bilhões em adiantamento de contrato de câmbio (ACC), US$ 13,518 bilhões em pagamento antecipado (PA) e US$ 29,932 bilhões em outras operações.

Mensal
De acordo com os dados preliminares divulgados pelo Banco Central, o fluxo cambial do Brasil é negativo em US$ 3,101 bilhões no acumulado de março, até o dia 14. O canal financeiro tem saída líquida de US$ 3,316 bilhões no período. O canal comercial, entrada líquida de US$ 215 milhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 20,235 bilhões e vendas de US$ 23,551 bilhões no período.

O canal comercial teve importações de US$ 7,087 bilhões e exportações de US$ 7,302 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 949 milhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 2,079 bilhões em pagamento antecipado e US$ 4,274 bilhões em outras operações.

Semanal
O fluxo cambial do Brasil foi negativo em US$ 2,318 bilhões na semana passada, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central. O canal financeiro teve saída líquida de US$ 2,222 bilhões entre 10 e 14 de março. O comercial, saldo negativo de US$ 96 milhões.

O segmento financeiro teve compras de US$ 11,475 bilhões e vendas de US$ 13,697 bilhões no período.

O canal comercial teve importações de US$ 4,302 bilhões e exportações de US$ 4,205 bilhões. Nas exportações, estão inclusos US$ 527 milhões em adiantamento de contrato de câmbio, US$ 1,143 bilhão em pagamento antecipado e US$ 2,535 bilhões em outras operações.

FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO
Fluxo cambial total em 2025, até 14 de março, é negativo em US$ 10,649 bi, mostra BC – Folha PE

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Preço do trigo sobe e mercado recorre à importação

O preço do trigo segue em alta no mercado brasileiro devido à oferta restrita durante a entressafra. Segundo o boletim informativo do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a baixa disponibilidade do cereal no país tem levado os compradores a intensificar a busca por novos lotes, enquanto os vendedores seguem retraídos nas negociações.

Esse cenário tem impulsionado as importações, já que, segundo agentes do setor, os preços internacionais estão mais atrativos em relação ao produto nacional.

Com a entressafra reduzindo os estoques internos, muitos compradores estão recorrendo à importação para atender à demanda. Segundo o Cepea, o atual patamar de preços internacionais favorece essa movimentação, tornando o trigo importado uma opção viável. No entanto, a volatilidade cambial e os custos logísticos podem influenciar a competitividade desse mercado nos próximos meses.

A valorização do trigo também impacta outros segmentos da cadeia produtiva, como as indústrias de panificação e ração animal, que já sinalizam preocupações com os custos elevados. Além disso, a dependência da importação pode tornar o Brasil mais vulnerável às oscilações no cenário global, especialmente em relação à oferta de países exportadores, como Argentina e Estados Unidos.

Para 2025, a produção brasileira de trigo deve registrar crescimento de 15,6% em comparação com 2024, totalizando 9,117 milhões de toneladas, de acordo com projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse aumento deve ser impulsionado por uma recuperação na produtividade, estimada em 3,04 toneladas por hectare, um avanço de 18% sobre o ciclo anterior.

Apesar desse crescimento na produção, a área de cultivo do trigo deve sofrer uma redução de 2,1%, ficando próxima de 3 milhões de hectares. Segundo a Conab, essa queda reflete as incertezas do setor diante das condições climáticas e das oscilações do mercado. Eventos extremos, como secas ou geadas, podem impactar a produtividade e, consequentemente, a rentabilidade dos produtores.

A instabilidade climática continua sendo um fator de risco para a produção de trigo no Brasil. Eventos adversos, como chuvas excessivas ou períodos prolongados de estiagem, podem comprometer o rendimento das lavouras e afetar a qualidade do cereal. Além disso, as oscilações no preço do dólar e dos insumos agrícolas são fatores que podem influenciar a decisão dos produtores sobre o plantio do grão nos próximos ciclos.

Fonte: Agro Link
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UE reduzirá importações de aço em 15% após tarifas dos EUA

A Comissão Europeia vai propor uma série de medidas relacionadas ao comércio para impulsionar sua indústria metalúrgica; na imagem, bandeiras da UE na sede do órgão executivo do bloco em Bruxelas.

Reuters de Bruxelas

A UE (União Europeia) limitará a quantidade de aço que pode ser importada para o bloco, reduzindo em 15% as cotas que permitem a entrada desse material sem tarifas adicionais a partir de abril, disse uma autoridade sênior do grupo nesta 4ª feira (19.mar.2025).
A medida visa a evitar que produtos siderúrgicos importados avancem sobre o mercado europeu depois que os Estados Unidos aplicaram novas tarifas comerciais.
Os produtores de aço europeus, que enfrentam altos preços de energia e concorrência da Ásia e outras regiões, alertam que a UE corre o risco de se tornar um local de dumping de aço desviado do mercado dos EUA, o que pode acabar com as siderúrgicas da Europa….

“Durante um período em que ninguém está respeitando as regras da OMC [Organização Mundial do Comércio] e todos se referem à segurança nacional […] a UE não pode ser o único continente a deixar sua indústria desmoronar”, disse o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Stephane Sejourne.

Considerando que o mercado dos EUA está fazendo menos sentido comercial com a tarifa de 25% imposta pelo governo de Donald Trump (Republicano), Sejourne estima que produtores do Canadá, Índia e China procurarão vender volumes cada vez maiores de aço na Europa.

A Comissão Europeia proporá nesta 4ª feira (19.mar) uma série de medidas relacionadas ao comércio para impulsionar sua indústria metalúrgica, parte de um novo Plano de Ação Europeu para Aço e Metais. Um rascunho do plano visto pela Reuters no início desta semana mostrou que a UE estava estudando restrições às importações.

Sejourne, responsável pela definição da estratégia industrial do bloco, disse que a 1ª medida será reduzir as cotas de importação, conhecidas como salvaguardas, para vários tipos de aço a partir de 1º de abril, o que reduzirá os fluxos de entrada de material em aproximadamente 15%.

Os volumes importados dentro das cotas refletem os fluxos comerciais estabelecidos e não estão sujeitos a tarifas. Qualquer importação de aço fora da cota será atingida por uma tarifa de 25%. Desde julho de 2019, os volumes das cotas aumentaram em mais de 25%, pois o bloco está em conformidade com as regras da OMC.

Em 2024, a UE importou cerca de 60 milhões de toneladas de aço, das quais 30 milhões dentro da cota livre de tarifas.

A Comissão também estabelecerá novas medidas no 3º trimestre para substituir as salvaguardas reforçadas, que, conforme as regras da OMC, não podem ser estendidas além de 30 de junho de 2026.

Sejourne disse que o novo mecanismo será muito mais rigoroso depois dos apelos do setor. Os detalhes ainda não foram definidos.

PRODUÇÃO EUROPEIA “Também temos o desafio de prever futuras tensões, guerras e pandemias, e vimos o que aconteceu no passado com o gás russo […]. Vamos evitar que o aço de amanhã se torne o gás de ontem”, disse Sejourne.

O vice-presidente executivo da Comissão Europeia disse que o bloco não quer depender de importações de aço em um momento em que inicia a reconstrução do complexo industrial militar da UE depois da guerra na Ucrânia.

Para impulsionar ainda mais as medidas de defesa comercial existentes, espera-se que as regras de compras públicas sejam revisadas em 2026 para favorecer o aço europeu. A Comissão também introduzirá uma regra de “derretimento”, segundo o projeto do Plano de Ação para Aço e Metais. A regra impedirá os importadores de alterar a origem do metal por meio de “transformações mínimas”.

Entre as medidas não comerciais, um programa piloto com o Banco Europeu de Investimento para assegurar contratos de energia de longo prazo dará prioridade aos produtores de aço e alumínio. Os detalhes serão anunciados no 2º trimestre de 2025.

“Queremos manter nosso aço na Europa e sermos capazes de reciclá-lo na Europa. É uma questão estratégica. Não existe indústria de defesa sem aço, não existe automóvel sem aço e queremos manter nossas indústrias”, disse Sejourne….

Fonte: Poder 360
https://www.poder360.com.br/poder-economia/ue-reduzira-importacoes-de-aco-em-15-apos-tarifas-dos-eua/

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O ESPECIALISTA: FRANCINE MACEDO

Quando o imprevisto chega: a importância do seguro empresarial para proteger seu negócio

Ao contratar um seguro empresarial, o empreendedor protege seu patrimônio, garante a segurança da equipe e pode se concentrar no crescimento do negócio.

Um incêndio de grandes proporções atingiu um galpão de autopeças e se alastrou para um armazém logístico vizinho, no bairro Salseiros, em Itajaí, Santa Catarina. O incidente mobilizou equipes de bombeiros de sete cidades e causou a destruição de materiais e equipamentos, além do colapso de estruturas. 

O fogo teria começado em um contêiner no depósito de autopeças, e uma das suspeitas é que tenha ocorrido um curto-circuito. O trecho da marginal da BR chegou a ser bloqueado para o combate às chamas, e a equipe de perícia do Corpo de Bombeiros deve analisar a área. 

Essa tragédia serve como um lembrete crucial da importância de proteger os ativos empresariais contra eventos inesperados. O seguro empresarial é a principal ferramenta para garantir a proteção do patrimônio e a continuidade das atividades diante de imprevistos. Em um cenário onde riscos como incêndios, roubos, desastres naturais e responsabilidade civil podem gerar perdas financeiras significativas, essa proteção se torna essencial. 

Principais benefícios do seguro empresarial 

Proteção financeira: O seguro oferece cobertura para perdas materiais, como danos ao patrimônio (edifícios, equipamentos, estoque) e perdas financeiras decorrentes de interrupção das atividades. Em caso de sinistro, a indenização do seguro permite que a empresa se recupere mais rapidamente, minimizando o impacto negativo no fluxo de caixa. 

Cobertura contra responsabilidade civil: O seguro protege a empresa contra reclamações de terceiros por danos causados por suas atividades, produtos ou serviços. Essa cobertura é fundamental para evitar que a empresa tenha que arcar com altos custos de indenização em caso de processos judiciais. 

Continuidade do negócio: Em caso de sinistro, o seguro permite que a empresa retome suas atividades o mais rápido possível, evitando a perda de clientes e a interrupção do fluxo de receita. Essa garantia de continuidade é fundamental para a sobrevivência da empresa em um mercado competitivo. 

Ao contratar um seguro empresarial, o empreendedor protege seu patrimônio, garante a segurança da equipe e pode se concentrar no crescimento do negócio. Ter a certeza de que a empresa está resguardada contra imprevistos proporciona mais tranquilidade para tomar decisões estratégicas e investir no futuro. 

O seguro empresarial não é um custo, mas um investimento estratégico que protege o presente e assegura o futuro da sua empresa. 

Francine Macedo tem 28 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional. Destaca-se pela habilidade em desenvolver novos projetos e negócios, gerenciar grandes contas, e consolidar operações diárias. Possui conhecimento do setor de transporte, expertise em negociação, planejamento, liderança de equipes e desenvolvimento estratégico de negócios, contribuindo para o crescimento e inovação nas áreas em que atua. Atualmente, Business development na Bwin Tech.  

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Dólar fecha no menor valor desde outubro, a R$ 5,67; Ibovespa sobe 0,49%

Bolsa brasileira se descolou do exterior e teve movimento positivo de olho na cena doméstica

O dólar fechou o dia no menor patamar desde outubro, enquanto o Ibovespa subiu nesta terça-feira (18) à medida que investidores acompanhavam o envio ao Congresso do projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Os investidores também se posicionam para uma série de reuniões de bancos centrais ao longa da semana, enquanto navegam por incertezas geopolíticas e fiscais. 

O dólar recuou 0,19%, a R$ 5,6755 na venda, o menor valor desde 16 de outubro de 2024, quando fechou em R$ 5,6652. Na mínima do dia, o dólar tocou os R$ 5,6558, e na máxima foi a R$ 5,7137.

Na segunda-feira (17), a moeda norte-americana fechou em queda no menor valor desde novembro, cotada a R$ 5,686.

Enquanto isso, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançou 0,49%, a 131.474,73 pontos. Na véspera, o índice fechou em alta de 1,46%, aos 130.833,96 pontos.

Neste pregão, os agentes financeiros pareciam realizar ajustes em relação às posições assumidas na véspera, quando o dólar à vista fechou o dia com baixa de 1,03%, a R$ 5,6861, menor cotação desde 7 de novembro do ano passado.

Contexto internacional

O movimento da sessão de segunda-feira esteve fortemente atrelado a uma busca por ativos de países emergentes, na esteira dos aumentos dos preços do petróleo diante do maior otimismo em relação à economia da China e de expectativa para uma resolução da guerra na Ucrânia.

Apesar de os preços do petróleo continuarem em alta nesta terça, alguns ativos emergentes, incluindo o real, sofriam maior aversão desta vez, à medida que os investidores digerem mais notícias na cena doméstica e externa, enquanto se ajustam antes das decisões de vários bancos centrais.

Um motivo de preocupação era a nova escalada dos conflitos na Faixa de Gaza, após Israel realizar ataques no enclave que mataram mais de 400 pessoas, segundo fontes palestinas, o que efetivamente derrubaria o cessar-fogo em vigor na região.

Com isso, tornava-se ainda mais crucial o telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir a guerra na Ucrânia, com os mercados ansiosos pelo fim de pelo menos um dos dois conflitos que têm ocupado o noticiário recentemente.

“Não há exatamente a expectativa de que vai se chegar a um cessar-fogo no dia de hoje, mas observa-se os avanços propostos pelos EUA de reativar as negociações e tentar levar a Rússia para um acordo que seja aceitável”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX

“Então, aumenta um pouco a perspectiva de uma melhora do ambiente de riscos geopolíticos, mesmo que sejam passos iniciais. Isso também tende a favorecer o apetite por ativos de risco globalmente”, completou.

Cenário doméstico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o projeto de lei nesta terça, iniciando um processo de tramitação no Congresso que ficará no radar do mercado.

O mercado teme que a medida — uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — piore ainda mais o quadro das contas públicas caso não seja compensada devidamente.

O anúncio da reforma do IR no fim do ano passado foi uma das principais razões do estresse entre investidores que causou a disparada da moeda norte-americana no Brasil em 2024.

“O projeto vai tramitar pelo Legislativo, onde o governo tem uma certa dificuldade de articulação e os temores dos investidores é que, durante a tramitação, as medidas de compensação de receita sejam enfraquecidas (…) Por isso, um certo receio fiscal”, afirmou Mattos.

Na quarta-feira, as atenções dos investidores se voltarão para as reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Federal Reserve, que podem moldar a precificação de ativos no Brasil.

Espera-se que o Copom eleve a taxa Selic em mais 1 ponto percentual, a 14,25% ao ano, como já foi sinalizado pela própria autarquia no encontro de janeiro.

Já o banco central dos EUA deve manter a taxa de juros inalterada, à medida que avalia as crescentes incertezas comerciais e econômicas nos EUA impulsionadas pelas medidas do governo Trump.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,13%, a 103,590.

FONTE: CNN Brasil
Dólar fecha no menor valor desde outubro, a R$ 5,67; Ibovespa sobe 0,49% | CNN Brasil

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US$ 9,5 trilhões em risco: o possível preço da guerra comercial, segundo a AmCham EU

No documento, a Amcham projeta que o conflito comercial coloca US$ 9,5 trilhões em risco, acima dos US$ 8,7 trilhões do ano passado.

 

A Câmara de Comércio Americana para a União Europeia (AmCham EU) afirma que há uma série de riscos para 2025, incluindo taxas de crescimento desiguais entre a Europa e os EUA, pressões competitivas da China e a perspectiva de uma guerra comercial transatlântica, em novo estudo publicado nesta segunda-feira, 17.

No documento, a Amcham projeta que o conflito comercial coloca US$ 9,5 trilhões em risco, acima dos US$ 8,7 trilhões do ano passado.

“Para empresas de ambos os lados, a economia transatlântica é mais do que apenas uma fonte de lucro. É uma base geoeconômica comum que lhes dá uma vantagem em um mundo ferozmente competitivo”, explica o CEO, Malte Lohan, ao destacar os riscos da deterioração da relação entre EUA e UE.

“Em vez de se envolver em um olho por olho que só prejudica as duas economias, eles deveriam vir à mesa de negociações para descobrir como seria um acordo positivo para a economia transatlântica”, acrescenta.

Fonte: Estadão

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