Negócios, Tecnologia

Acate apresenta o setor de tecnologia de SC no Japão em busca de negócios 

Presidente da Acate, Diego Ramos, destaca que grandes empresas de tecnologia e fundo de investimentos do Japão já marcam presença em SC

A Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) participa da missão catarinense ao Japão e à China, liderada pelo governador Jorginho Mello, para apresentar o setor e ampliar conexões visando mais negócios. O presidente da entidade, Diego Ramos, destaca que os japoneses já investem no setor em SC e que essa presença da Acate segue a estratégia definida pela entidade de internacionalizar mais o setor. Nesse desafio, Diego Ramos tem o apoio do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgard Usuy, e do secretário executivo da Acate, Gabriel Sant’Ana Santos, que também participam da missão.

No SC Day Tóquio, nesta quarta-feira, o presidente da Acate apresentou dados e oportunidades de investimentos no setor em Santa Catarina para empresários e investidores japoneses. Chamou a atenção pelo fato de empresas japonesas já investirem no setor em SC.

Temos a presença de diversas grandes empresas japonesas de tecnologia em SC, entre elas a Macnica DHW e a NTT, além de fundos de venture capital, como a Softbank, que já aportaram em rodadas de investimentos de startups catarinenses. Estamos animados em ampliar e construir novas pontes entre o nosso estado e países, a exemplo do Japão, que estão à frente no âmbito de desenvolvimento tecnológico e científico – afirmou  Diego Ramos no SC Day Tóquio.

Os representantes da Acate também tiveram reunião com diplomatas brasileiros com o objetivo de apresentar o setor e pedir apoio em conexões para negócios. Eles se reuniram com o secretário do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Embaixada do Brasil em Tóquio, Paulo Alves, e representantes do Banco do Brasil no Japão. Na tarde de quarta-feira, o presidente da Acate também participou da comitiva de SC que visitou a Confederação das Indústrias do Japão, a Keidanren.

A agenda de quinta-feira da comitiva catarinense também foi intensa, com foco na economia. O roteiro incluiu visita a grandes grupos empresariais japoneses como Mitsui e Mitsubishi, e visitas à agência de comércio exterior do Japão (JETRO) e à agência de cooperação internacional (JICA), que fez projetos para proteção do Vale do Itajaí frente a enchentes.  

Fonte: NSC Total

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Rússia espera que Brasil ocupe lacunas de mercado em complemento à China após saída de empresas ocidentais

As empresas brasileiras podem preencher algumas das lacunas nos mercados russos deixadas pela saída de empresas ocidentais e apenas parcialmente ocupadas pelas companhias chinesas, disse nesta quarta-feira o vice-ministro da Economia da Rússia, Vladimir Ilyichev.

A saída abrupta de dezenas de empresas ocidentais da Rússia devido ao conflito na Ucrânia levou à fuga de capitais e à desaceleração econômica. Moscou agora se concentra na produção local e na cooperação com os chamados países “amigos” que não impuseram sanções, particularmente os membros do Brics: Brasil, Índia, China e África do Sul.

Qualquer empresa ocidental que tente retornar para a Rússia enfrenta barreiras, e alguns setores, como o de telecomunicações, parecem estar totalmente fora dos limites.

Empresas locais preencheram alguns nichos deixados pelas companhias ocidentais, enquanto outros setores, particularmente a indústria automobilística, agora são dominados pelos chineses.

Ilyichev, falando no painel Brasil-Rússia no fórum econômico russo em São Petersburgo, sugeriu que empresas brasileiras poderiam estabelecer operações na Rússia para fornecer produtos de engenharia e bens relacionados às indústrias de consumo.

“Acreditamos que as empresas brasileiras podem ocupar alguns dos nichos que ficaram vagos em nosso mercado, após a saída de empresas ocidentais, e que ainda não foram totalmente preenchidos por nossos colegas chineses”, disse Ilyichev.

O comércio bilateral de bens como fertilizantes, derivados de petróleo, alimentos e metais entre a Rússia e o Brasil atingiu o recorde de US$12,4 bilhões em 2024, embora as exportações brasileiras estejam bem abaixo das russas.

Ilyichev disse estar esperançoso com uma cooperação mais ampla, inclusive em termos de energia nuclear.

Em um painel separado, o presidente-executivo da Rostelecom, Mikhail Oseevskiy, disse: “(Empresas) europeias, empresas americanas, desenvolvedores de software e hardware não devem ser autorizados a entrar. A estrada deve ser fechada. Eles saíram, batendo a porta, abandonando tudo: não há confiança.”

Os comentários ecoaram os do presidente-executivo do conglomerado industrial Rostec, uma peça crucial da indústria de defesa da Rússia.

“Os vários parceiros ocidentais que tínhamos antes de 2022 falharam conosco”, disse o chefe da Rostec, Sergei Chemezov, em uma entrevista na semana passada à Razvedchik, uma revista publicada pelo SVR, o serviço de inteligência estrangeira da Rússia.

Fonte: Investing

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Internacional, Negócios

Brasil e UE buscam concluir acordo Mercosul‑UE até dezembro

O Brasil e a União Europeia estabeleceram o compromisso de concluir as negociações do aguardado acordo Mercosul‑UE até dezembro deste ano. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, durante visita oficial a São Paulo, com o objetivo de “enviar um sinal global de estabilidade” em meio à crescente onda protecionista no cenário internacional. 

Costa afirmou que, embora o prazo seja curto, a meta é realizar a assinatura ainda em dezembro, coincidente com a presidência rotativa brasileira no Mercosul. Para viabilizar esse desfecho, destaca-se a viagem do presidente Lula à França, considerada peça-chave para superar resistências de países como a França, que ainda mantém objeções ao acordo. 

Segundo a análise do Poder360, o consenso entre os 27 países-membros da UE só será possível com a superação de oposições sustentadas, especialmente por parte do setor agrícola europeu, que teme impactos relacionados ao desmatamento e à concorrência. 

Principais pontos do acordo: 

– Dimensão econômica e política: Criação de uma zona de livre comércio que abrange mais de 720 milhões de pessoas e representa mais de 20% do PIB mundial, trazendo uma mensagem de fortalecimento do multilateralismo. 

– Processo em andamento: Após o pacto político assinado em dezembro de 2024, está em curso a tradução para os 24 idiomas oficiais da UE, com previsão de envio ao Conselho Europeu ainda em junho ou julho. 

– Desafios ainda existentes: A ratificação plena depende da aprovação nos parlamentos nacionais do Mercosul e na Assembleia Europeia, processo que pode enfrentar atrasos e condicionantes. 

O que isso representa para o Brasil: 

Para o Brasil e os demais países do Mercosul, a conclusão do acordo oferece: 

– Acesso facilitado ao maior mercado consumidor global, com potencial de atrair investimentos e ampliar as exportações;

– Maior estabilidade e previsibilidade no comércio internacional, com redução de barreiras tarifárias e diluição de risco regulatório; 

– Fortalecimento do diálogo político e econômico com a UE, especialmente em temas de sustentabilidade e responsabilidade social. 

Relevância para Feaduaneiros e seus clientes 

A Feaduaneiros atua diretamente nas rotinas aduaneiras, precisamente impactadas por grandes transformações no ambiente de comércio exterior. A ratificação do acordo Mercosul‑UE pode: 

– Aumentar o volume de operações de importação e exportação; 

– Demandar maior expertise em regimes preferenciais, conformidade e certificações técnicas; 

– Trazer novas oportunidades para projetos de compliance, assessoria aduaneira e capacitação das equipes envolvidas. 

Fonte: El País, CNN Brasil, Poder360

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Negócios

Exxon, Chevron e Petrobras vencem licitações de alto valor na Margem Equatorial do Brasil

Petrobras, ExxonMobil e Chevron conquistaram direitos de exploração na Margem Equatorial do Brasil, uma nova fronteira de petróleo offshore com grandes expectativas, apesar de anos de atrasos regulatórios. Dos 47 blocos ofertados na Bacia da Foz do Amazonas, 19 foram vendidos, tornando-a a área mais disputada no mais recente leilão de petróleo do país.

Petrobras e Exxon garantiram juntas 10 blocos, enquanto a Chevron, em parceria com a chinesa CNPC, levou nove — superando a Petrobras em algumas disputas. Isso representa uma forte demonstração de confiança no potencial da bacia, assim como na capacidade do Brasil de eventualmente superar a resistência ambiental.

A Petrobras ainda aguarda aprovação do Ibama para perfurar seu primeiro poço na Foz do Amazonas, localizado a cerca de 540 km da foz do Rio Amazonas. A região é vista como potencial rival do prolífico pré-sal brasileiro.

Analistas apontam que a Exxon pode aproveitar sua experiência operacional na vizinha Guiana, e sua parceria com a Petrobras ajuda a mitigar riscos regulatórios. Já os lances agressivos da Chevron, mesmo sem uma parceira brasileira, reforçam o interesse crescente em replicar o sucesso offshore da Guiana e do Suriname.

O momento do leilão — durante um período de tensões elevadas no Oriente Médio — também ressaltou a atratividade do Brasil como uma fonte de petróleo geopoliticamente mais segura.

A Shell e a Karoon atuaram na Bacia de Santos, embora apenas 11 dos 54 blocos ofertados nessa região tenham sido vendidos. A Shell optou por não participar da Margem Equatorial devido a “múltiplos riscos”, apesar de manter parcerias de exploração com a Petrobras na vizinha Bacia de Pelotas.

A oposição ambiental foi forte, especialmente em antecipação à cúpula climática COP30, que será sediada no Brasil. Críticos expressaram preocupações quanto à proximidade dos blocos com territórios indígenas e áreas de alta biodiversidade, como Fernando de Noronha.

Ainda assim, o governo considerou o leilão um sucesso, arrecadando mais de 989 milhões de reais (US$ 181 milhões) em bônus de assinatura e com previsão de atrair 1,5 bilhão de reais em investimentos para a fase de exploração.

Fonte: Oil Price

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Negócios, Portos

MSC compra Wilson Sons por mais de R$ 4 bilhões, expande negócios em Santos e na América Latina

A gigante global MSC, dona de navios e terminais, tem como meta expandir a presença na América Latina, em especial no Brasil, ao adquirir controle acionário da Wilson Sons por R$ 4,35 bilhões. “Fortalecer a capacidade logística na região e gerar sinergias operacionais e ganhos de eficiência”, declarou a MSC.

A negociação, iniciada em outubro do ano passado, foi concluída no último dia 4, após aprovação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme comunicado pela armadora, com a transação concluída, a MSC adquiriu pouco mais de 248,6 mil ações ordinárias de emissão da companhia, correspondentes a aproximadamente 56,39% do capital social total e votante.

Considerando, adicionalmente, a aquisição prévia de 52,9 mil ações, realizada em bolsa de valores, a MSC passou a deter um total de 301,5 mil ações ordinárias, representando aproximadamente 68,39% do capital social da Wilson Sons.

A MSC também quer comprar as ações dos acionistas minoritários e retirar a Wilson Sons do mercado da Bolsa de Valores (B3). Para isso, protocolará pedido de registro de oferta pública de aquisição de ações unificadas junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A armadora informou que a oferta pública unificada será destinada à aquisição da totalidade das ações ordinárias de emissão da companhia, “a ser pago à vista e em moeda corrente nacional aos acionistas que aderirem à oferta pública unificada”, informa o comunicado.

Conselho
A MSC recebeu as cartas de renúncia de William Henry Salomon e Christopher Robert William Townsend aos cargos de membros do Conselho de Administração da Wilson Sons. Passam a integrá-lo o diretor de Investimentos da MSC, Hugues Ronan Favard, e o diretor-presidente da MSC do Brasil, Elber Alves Justo.

Wilson Sons
Fundada há 187 anos, a Wilson Sons possui infraestrutura logística e portuária que engloba o Terminal de Contêineres (Tecon) Salvador, na Bahia; Tecon Rio Grande, no Rio Grande do Sul; o Centro Logístico Santo André, na Grande São Paulo; frota de rebocadores; agência marítima; um estaleiro em Guarujá, fora da poligonal do Porto de Santos; bases de apoio offshore em Salvador e Rio de Janeiro (Niterói e Capital), dedicadas ao setor de petróleo e gás; embarcações de apoio offshore; e soluções de logística internacional.

Empresas
Em nota, a Wilson Sons confirmou a venda e que “eventuais desdobramentos decorrentes da operação seguirão sendo devidamente comunicados por meio de fato relevante sempre que exigido pela regulamentação do mercado de capitais”.

A Tribuna também contatou a MSC, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

Mais atrativo
Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, a aquisição mostra o potencial do Porto de Santos perante o mundo. “Recentemente, a francesa CMA GCM adquiriu um grande terminal na Margem Esquerda (Santos Brasil). Agora, a MSC amplia seu investimento no setor de rebocadores. Ou seja, o Porto de Santos está cada vez mais atrativo aos grandes players do mercado”.

Rebocadores
Cinco empresas prestam serviços de assistência à navegação no Porto de Santos, somando uma frota de 21 rebocadores, segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS). A maior parte dessas embarcações é da Wilson Sons, considerada líder no segmento no Brasil. A empresa tem mais de 80 embarcações na frota brasileira atendendo aos mais diversos navios nas chegadas e saídas dos portos. Todo navio que chega ou deixa o Porto de Santos é auxiliado por dois ou mais rebocadores entre a entrada do canal de navegação e o ponto de atracação. A medida é para garantir segurança e ajuda nas manobras feitas pelos práticos que sobem nos navios. A Wilson Sons também tem um estaleiro em Guarujá, fora da poligonal do Porto de Santos.

Fonte: A Tribuna

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

Empresas tentam driblar tarifas dos EUA sobre produtos chineses; entenda

Quando a passarela metálica é baixada, a tripulação começa a trabalhar para fixar o navio ao cais – seus macacões laranja parecem minúsculos comparados ao imenso navio porta-contêineres rosa atrás deles. Uma vez que o navio ONE Modern está devidamente atracado, três operadores de guindaste iniciam uma corrida contra o tempo para descarregar e recarregar mais de 700 contêineres no Porto de Hong Kong, em menos de 10 horas.

Para inúmeras empresas ao redor do mundo na mesma situação, há uma corrida ainda maior em jogo: a operação massiva para retirar mercadorias da China e levá-las aos EUA antes que expire, em 12 de agosto, a suspensão das tarifas mais altas impostas pelo presidente Donald Trump. “Os índices de imprevisibilidade e caos estão realmente em um nível sem precedentes”, disse Roberto Giannetta, presidente da Associação de Navegação de Linha de Hong Kong, à CNN.

“Esta instabilidade está criando muito caos.” Negociações entre os EUA e a China ocorreram em Londres na semana passada, resultando em um acordo sobre uma estrutura de trégua comercial, segundo autoridades de ambos os lados. Mas aqueles que estão na linha de frente lidando com essas políticas comerciais mutáveis não estão correndo riscos.

A China é o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos, atrás do México.   O comércio entre os dois países ultrapassou US$ 688 bilhões no ano passado, de acordo com dados chineses. “As regras mudam três vezes por semana”, disse Rick Woldenberg, CEO da Learning Resources, uma empresa de brinquedos educativos baseada em Chicago. “Não temos absolutamente nenhuma ideia de quais serão as regras quando o produto chegar.”

Quando os EUA anunciaram tarifas abrangentes sobre a maior parte do mundo em 2 de abril, isso desencadeou o caos nas complexas cadeias de suprimentos globais que permitem o livre fluxo de mercadorias ao redor do mundo – especialmente na indústria naval, que transporta 90% de todos os bens manufaturados.

Apesar de uma pausa separada de 90 dias na maioria das tarifas, líderes empresariais dizem que precisam operar como se as tarifas fossem retornar. Empresas americanas têm tentado estocar mercadorias durante o período de trégua, fazendo com que as fábricas chinesas trabalhem em ritmo acelerado para atender à demanda e pressionando as empresas de navegação para entregar o máximo possível nesta janela atual. “As empresas querem antecipar cargas porque simplesmente não sabem como será a realidade daqui a algumas semanas”, disse Jens Eskelund, presidente da Câmara de Comércio da UE na China, baseado em Pequim. “Isso torna muito difícil planejar, cria ineficiência e, eventualmente, isso também aumentará os custos.”

A bordo do ONE Modern, com 302 metros de comprimento (990 pés), propriedade da Ocean Network Express do Japão, há até 7.000 contêineres cheios de produtos como roupas, móveis e peças automotivas – majoritariamente fabricados na China – destinados aos EUA.

Apesar das mudanças bruscas no comércio americano, a tripulação do navio parece notavelmente estoica, um sinal da resiliência que se tornou a marca registrada da indústria naval. Nos últimos anos, o setor enfrentou crises constantes, incluindo a pandemia de Covid-19, o bloqueio do Canal de Suez e a ameaça de mísseis Houthi no Mar Vermelho. “O transporte marítimo sempre continua, não importa o que você jogue contra ele”, disse Giannetta. “Esta é uma indústria que não para.”

Após deixar Hong Kong, o navio viajará mais de 10.000 milhas náuticas – parando em três portos na China continental e um na Coreia do Sul, antes de atravessar o Oceano Pacífico, passar pelos estreitos canais do Canal do Panamá e finalmente chegar a Houston, Texas. Do lado americano, algumas empresas que dependem de importações chinesas estão lutando para se manter à tona. “Você verá uma extinção de algumas dessas empresas”, disse Woldenberg. “Há uma tremenda destruição de riqueza, e não acho que isso seja recuperável.”

A indústria de brinquedos foi particularmente afetada, pois quase 80% de todos os brinquedos vendidos nos EUA são fabricados na China, segundo a Associação Americana de Brinquedos. Woldenberg processou com sucesso a administração Trump por causa da guerra comercial, embora a decisão de um tribunal distrital dos EUA de conceder uma liminar sobre as tarifas esteja atualmente suspensa após um recurso do governo.

A Learning Resources, um negócio familiar de quarta geração com 100 anos de história, emprega 500 pessoas nos EUA. Eles estão agora ativamente movendo parte da produção de brinquedos para fora da China para evitar os “altos e baixos novelescos entre os EUA.” Mas transferir a fabricação para os EUA, um dos objetivos declarados da guerra comercial, é apenas “uma fantasia burocrática”, disse Woldenberg, porque a capacidade não está atualmente disponível em solo nacional.

Trump anteriormente minimizou o impacto das tarifas sobre empresas e consumidores americanos, dizendo em uma reunião de gabinete em 30 de abril que os navios porta-contêineres que chegam aos EUA estão “carregados de coisas, muito das quais não precisamos.” “Talvez as crianças tenham duas bonecas em vez de 30”, acrescentou Trump “Talvez as duas bonecas custem alguns dólares a mais do que custariam normalmente.” “Os varejistas ficarão sem produtos”, afirmou Woldenberg. “Isso é algo absolutamente certo de acontecer.”

Além da escassez nas prateleiras, os líderes do setor também deixam claro que qualquer prejuízo financeiro será repassado ao público americano. Woldenberg concordou: “Eles podem chamar de tarifas ou do que quiserem, mas é um imposto e eles transformaram nossa empresa em uma coletora de impostos.”

Fonte: CNN Brasil

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Industria, Negócios

Brasil sobe em ranking global de competitividade, mas continua entre os últimos

País avança 4 posições e aparece no 58º lugar entre 69 nações avaliadas; dados mostram que Brasil está distante de reformas estruturais que sustentem seu desenvolvimento em longo prazo

Mesmo com o avanço de quatro posições em ranking global de competitividade, o Brasil continua entre os últimos colocados. Neste ano, o País aparece na 58ª posição entre 69 nações avaliadas pelo Institute for Management Development (IMD), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC).

O levantamento mostra que a melhora foi impulsionada por fatores conjunturais, como o aumento do investimento direto estrangeiro e da geração de empregos, mas que o Brasil ainda está distante de reformas estruturais que sustentem seu desenvolvimento em longo prazo.

“Subir no ranking é uma boa notícia, mas, do ponto de vista estrutural, não há o que comemorar. O Brasil ainda precisa enfrentar desafios profundos para ser competitivo de verdade”, afirmou Hugo Tadeu, diretor do núcleo de Inovação, Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais da FDC, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira, 16.

O ranking avalia quatro pilares principais: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.

O Brasil teve seu melhor desempenho no pilar de performance econômica (30º lugar), impulsionado por indicadores como o fluxo de investimento direto estrangeiro (5º), o crescimento de longo prazo do emprego (7º), a atividade empreendedora em estágio inicial (8º) e a participação em energias renováveis (5º).

Por outro lado, segue entre os últimos colocados em áreas essenciais para a competitividade global, como educação básica (69º), habilidades linguísticas (69º), produtividade da força de trabalho (67º), mão de obra qualificada (68º) e custo de capital (69º).

“O Brasil está crescendo com o apoio de setores tradicionais, como o agronegócio e a mineração, mas falta qualidade nesse crescimento. Sem força de trabalho qualificada, tecnologia e inovação, não vamos sustentar esse avanço no longo prazo”, avaliou Tadeu.

O salto de quatro posições é considerado positivo, mas frágil. “Houve uma melhora em indicadores conjunturais, como renda per capita, formação bruta de capital e investimento industrial. Mas são movimentos de curto prazo, que não garantem continuidade. Competitividade se constrói com políticas públicas de longo prazo, e não com medidas emergenciais.”

 Segundo ele, países que lideram o ranking, como Suíça (1º), Cingapura (2º), Dinamarca (4º) e Taiwan (6º), compartilham características como abertura comercial, estabilidade regulatória, sistema educacional de excelência e estratégias de transferência de conhecimento entre universidades e o setor produtivo.

“Esses países têm uma visão de futuro. O Brasil, por outro lado, continua reagindo às circunstâncias com medidas fragmentadas. Se não enfrentarmos nossos gargalos estruturais, como o custo do capital e a baixa qualificação, vamos continuar presos ao que a economia chama de voo de galinha”, disse.

Aumento de impostos afugenta capital

Tadeu aponta que o Brasil segue na contramão das principais economias competitivas ao elevar impostos. A recente alta do IOF e o aumento da carga tributária, segundo ele, tornam o ambiente de negócios mais hostil e afastam investimentos. “Estamos sufocando o setor produtivo. O aumento de impostos encarece o custo do dinheiro e afugenta o capital privado. Estamos na contramão do mundo”, afirmou.

Ele alertou também para o uso crescente de subsídios como ferramenta econômica. Embora o Brasil tenha avançado nesse indicador, o resultado não representa, necessariamente, uma melhora estrutural. “Destinar recursos a setores específicos pode significar menos recursos para outras áreas importantes. Esses incentivos precisam estar ligados a uma estratégia nacional de longo prazo”, completou.

Caminhos possíveis

Para começar a reverter o cenário, Tadeu defende que reduzir o custo de capital deve ser prioridade. Isso envolve simplificar o sistema tributário, garantir um ambiente regulatório mais estável e oferecer previsibilidade para investidores.

Ele ressalta também a necessidade de investir na qualificação da mão de obra, especialmente nas médias empresas, e de preparar lideranças para lidar com a transformação digital. “O mundo já surfa ondas tecnológicas, e o Brasil precisa formar profissionais capazes de acompanhar esse ritmo.”

Apesar dos entraves, o relatório reconhece que o País tem ativos importantes, como a matriz energética limpa, a capacidade de atrair capital estrangeiro e setores resilientes, como o agronegócio e os serviços. No entanto, Tadeu reforça que é preciso ir além: “O Brasil tem potencial, mas precisa deixar de ser apenas uma promessa. Crescimento sustentável exige estratégia, educação e inovação.”

Fonte: Estadãow


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Negócios

Embraer perde contrato bilionário para Airbus: ‘geopolítica tem papel importante’

A LOT Polish Airlines reverteu sua estratégia anterior de compras da fabricante brasileira e comprometeu-se a adquirir 40 jatos A220 em um negócio de US$ 2,7 bilhões, com anúncio com ministros e lideranças de França e Polônia

A política de vendas de aeronaves foi exibida em sua plenitude no mês passado, quando o presidente Donald Trump, em turnê pelo Oriente Médio, ajudou a trazer para casa o maior pedido de aeronaves de grande porte da história da Boeing.

No primeiro dia da Paris Air Show, uma das maiores feiras da aviação, a conexão entre os negócios e a diplomacia veio à tona mais uma vez, depois que a Airbus superou a rival Embraer para conquistar um compromisso da Polônia.

A parte derrotada disse mais tarde que a decisão foi manchada pela política.

A principal companhia aérea da Polônia, a LOT Polish Airlines, comprometeu-se a comprar 40 jatos Airbus A220 e, potencialmente, aumentar o pedido para 84 unidades.

O valor do negócio chega a US$ 2,7 bilhões após os descontos típicos do setor, com base em estimativas da consultoria de aviação Ishka.

A escolha da Airbus marcou uma reversão estratégica para a LOT, que há muito tempo constrói sua frota com aeronaves da Boeing e da Embraer. A LOT disse que, em vez disso, eliminaria gradualmente seus jatos do Brasil da frota.

“Entendemos que estamos vivendo em um momento excepcional em que a geopolítica desempenha um papel importante”, disse a Embraer em um comunicado após a LOT anunciar o pedido.

A continuidade com a frota Embraer existente da LOT teria economizado “milhões de euros” para a companhia aérea polonesa, disse a fabricante de aviões.

O elemento político do acordo foi palpável durante a cerimônia de anúncio na feira de Paris, em que a sala de conferências da Airbus ficou lotada de dignitários da Polônia, França e até mesmo do Canadá, onde o Airbus A220 é montado.

A Polônia enviou um ministro, além de embaixadores, e o ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot, fez um breve discurso.

“A concorrência tornou-se muito mais política do que até mesmo um pedido normal de aeronave civil”, disse Nick Cunningham, analista da Agency Partners.

“A França e a Polônia estão tentando reparar relações diplomáticas anteriormente tensas.”

Além disso, uma visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a Moscou em maio, para comemorar o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, foi mal recebida na Polônia, um país que é crítico ferrenho da invasão da Ucrânia por Vladimir Putin, disse Cunningham.

Questionado sobre uma possível influência política do acordo, o CEO da LOT, Michal Fijol, se esquivou.

“Não foi um processo fácil, recebemos duas ofertas muito competitivas”, disse Fijol. “Mas estou satisfeito porque a Airbus nos queria mais.”

Fonte: Bloomberg Línea

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Negócios

MDIC defende parceria para concretização do acordo Mercosul-União Europeia

Secretário-executivo Márcio Elias Rosa participa de encontro entre empresários e agentes públicos dos dois países

O acordo Mercosul-União Europeia é a melhor resposta para um momento geopolítico extremamente conturbado. A avaliação foi feita pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), que acontece nesta segunda-feira (16/6) em Salvador, Bahia.

 “Ao considerarmos a ideia de que formamos blocos econômicos capazes de promover o desenvolvimento para todos, e não apenas para os seus, o acordo da União Europeia é o caminho e a Alemanha é o grande parceiro”, ressaltou para um público de empresários e autoridades governamentais.

Em viagem à França no início deste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou a determinação em assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia no segundo semestre de 2025 durante a liderança do Brasil no bloco regional do qual faz parte.

Márcio Elias Rosa observou que o acordo não prejudica a capacidade produtiva de nenhum parceiro e defendeu a importância das nações se unirem em favor do multilateralismo. “A OMC nunca fez tanta falta como agora, nesse período. É preciso que o comércio internacional seja o resultante de boas políticas industriais, baseado em regras claras e que a economia seja capaz de garantir previsibilidade”, afirmou.

Cenário favorável

O secretário falou sobre o ambiente favorável a investimentos no Brasil, destacando a reforma tributária aprovada pelo governo no Congresso. “Talvez a mãe de todas as mudanças, porque ao desonerar investimentos, desonerará exportações, evidentemente, mas sobretudo investimentos, melhora o ambiente de negócios, junto com o nosso Programação de Aceleração do Crescimento (PAC)”, disse.

Ele observou ainda que para a evolução desse cenário, é preciso que se garanta estabilidade, previsibilidade econômica, segurança jurídica para que o setor produtivo possa atuar.

Programas como Nova Indústria Brasil (NIB), Brasil +Produtivo, Regime Especial da Indústria Química (REIQ) e o Mover, voltado para a indústria automobilística, foram destacados pelo secretário-executivo como um conjunto de medidas voltado aos negócios sustentáveis.

Atualmente, a Alemanha é o quarto país com maior fluxo comercial com o Brasil, tendo somado quase US$ 20 bilhões em 2024, aumento de 4,4% sobre 2023. A Alemanha também é o país com maior volume de cooperação técnica com o Brasil em meio ambiente e energia.

A programação deste primeiro dia do encontro está baseada em temas como descarbonização, acordo Mercosul-União Europeia e integração energética.

A agenda do secretário-executivo de amanhã, 17 de junho, estará reservada para a reunião da Comissão Mista de Cooperação Econômica Brasil-Alemanha (Comista), composta por representantes governamentais e empresariais dos dois países.

Sustentabilidade nos negócios

Promovido em parceria com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) traz, em sua 41ª edição, como tema geral “Novas parcerias para negócios sustentáveis”, envolvendo assuntos como transição energética, descarbonização, mineração, agronegócio, infraestrutura e economia circular.

Na terça-feira, será realizada a 51ª edição da Comista, que é copresidida, pelo lado brasileiro, pela secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixadora Maria Laura da Rocha, e pelo secretário Márcio Elias. Do lado alemão, pela secretária de Estado Parlamentar do Ministério Federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha – BMWE, Gitta Connemann.

A última reunião foi realizada em Wolfsburg, na Alemanha, em setembro de 2024. A Comista é considerada o mais tradicional mecanismo de conversações entre os dois países.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Negócios

Secretário do MDIC destaca importância de parcerias para fortalecer cadeias produtivas

No Encontro Econômico Brasil-Alemanha, que acontece em Salvador, Uallace Moreira destacou papel estratégico da indústria naval

Parcerias estratégicas são fundamentais para o fortalecimento de cadeias produtivas setoriais, segundo afirmou o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do (SDIC), Uallace Moreira, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), durante Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) que acontece nesta segunda-feira (16) em Salvador, Bahia.

“Nenhum país no mundo tem possibilidade de ter soberania em toda a cadeia produtiva. Neste sentido, busca-se parcerias estratégicas”, disse.

Ao participar de um painel sobre a cooperação em matéria de segurança, o secretário destacou a importância da indústria naval, que tem um papel estratégico na Missão 6 da Nova Indústria Brasil (NIB), focada na promoção do uso de tecnologias para a soberania e defesa nacional. Com investimentos públicos e privados de R$112,9 bilhões, a missão busca ampliar o domínio brasileiro em áreas como radares, satélites e foguetes.

“Ao desenvolver a indústria de base de defesa, ao desenvolver a indústria naval, a gente fortalece a cadeia produtiva, por exemplo, da perfuração, da exploração de petróleo… isso é muito importante”, disse.

Esse segmento da indústria, segundo ele, também nas missões 3 (infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade) e 5 (transição energética) da NIB, por sua dualidade tecnológica.

Neste contexto, ele lembrou que muitas ideias aplicadas em celulares, por exemplo, são resultado de tecnologias desenvolvidas a partir de investimentos na base industrial de defesa ou mesmo a naval.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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