Logística, Tecnologia

Terminal futurista em NY pode redefinir transporte urbano no mundo

A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey deu início à construção de um novo terminal de ônibus no centro de Manhattan, um projeto que visa modernizar um dos hubs de trânsito mais antigos e movimentados da cidade. Com um investimento estimado em US$ 10 bilhões, a nova instalação substituirá o terminal atual, que já tem 74 anos e enfrenta dificuldades para atender à demanda diária de 200.000 passageiros.

O novo terminal promete acomodar até 1.000 ônibus por hora, superando a capacidade atual de 600. Além disso, a infraestrutura será adaptada para suportar ônibus modernos, incluindo aqueles que necessitam de estações de carregamento elétrico. O projeto, que deve ser concluído em 2032, começa com a construção de um deck sobre a Avenida Dyer, que servirá como uma estrada temporária e levará a uma instalação provisória de ônibus.

Quais são os principais desafios da construção?

O diretor executivo da Autoridade Portuária, Rick Cotton, alertou que os moradores de Midtown devem se preparar para anos de interrupções devido à construção. Ele destacou que, embora o processo cause transtornos, o resultado final será benéfico para a cidade. A nova instalação é vista como uma solução para o terminal atual, que é frequentemente criticado por sua infraestrutura inadequada e condições precárias.

Como o novo terminal vai beneficiar Nova York?

O novo terminal de ônibus trará uma série de melhorias para a cidade de Nova York. Entre as principais mudanças estão:

  • Maior capacidade de acomodação de ônibus e passageiros.
  • Infraestrutura moderna com grandes janelas de vidro e um átrio para luz natural.
  • Espaço público de 3,5 acres sobre a Avenida Dyer.
  • Entrada principal localizada na West 41st Street, entre a oitava e nona avenidas.

A governadora Kathy Hochul enfatizou a importância do projeto para a imagem da cidade, afirmando que a nova estação será uma primeira impressão positiva para muitos visitantes.

Como será pago o novo terminal de ônibus?
O financiamento do projeto ainda não está totalmente garantido. Até o momento, a Autoridade Portuária assegurou um empréstimo federal de US$ 2 bilhões e comprometeu US$ 3 bilhões de seu próprio orçamento. No entanto, ainda há um déficit de US$ 2 bilhões, que as autoridades esperam cobrir com taxas de novos arranha-céus planejados para a área ao redor do terminal.

Com a construção em andamento, a expectativa é que o novo terminal de ônibus transforme significativamente a experiência de transporte em Nova York, oferecendo uma infraestrutura moderna e eficiente para os passageiros e contribuindo para a revitalização da área de Midtown.

Fonte: Terra Brasil

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Logística, Portos

Governo anuncia criação de Docas de Itajaí

Silvio Costa Filho e o presidente Lula fizeram a primeira visita ao porto catarinense desde a federalização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, realizaram visita oficial no Porto de Itajaí (SC), pela primeira vez desde a federalização do complexo portuário, que passou à gestão federal em janeiro deste ano. Na solenidade, o ministro confirmou que o Governo vai enviar uma Medida Provisória (MP) que crie a Companhia Docas de Itajaí no Congresso Nacional. Além disso, a Petrobras anunciou investimentos voltados para a recuperação da indústria naval em Santa Catarina.

Em seu discurso, Costa Filho confirmou que será enviado a MP que garante a criação da Companhia Docas. Além disso, confirmou que o complexo portuário deverá receber, entre dinheiro público e da iniciativa privada, investimentos de R$ 8 bilhões nos próximos anos.

“Estaremos encaminhando uma Medida Provisória que vai transformar o Porto de Itajaí em uma Docas Independente e Porto Federal. Importante registrar que o presidente nos determinou a apresentar um plano de investimentos e vamos fazer o maior volume de investimentos da história do Porto de Itajaí. Nesses próximos cinco anos, serão mais de R$ 8 bilhões”, afirmou.

A criação da Docas de Itajaí é considerada de grande importância, que vai permitir que a gestão do complexo portuário possua o seu próprio orçamento federal. Atualmente, o Porto de Itajaí tem seu orçamento junto à Autoridade Portuária de Santos.

O ministro comentou ainda do projeto de concessão do canal de acesso ao porto, que está incluído em um pacote de concessões de canais, junto do Canal de Paranaguá (PR), Santos (SP), Bahia e Rio Grande (RS).

“Vamos fazer o canal do Porto que vai elevar a profundidade de 13,5 metros para 16 metros, fazendo com que a gente possa receber ainda mais os navios maiores para que possamos aumentar a competitividade desse porto”.

O Porto de Itajaí esteve sob gestão municipal de 1995 até o final de 2024. Problemas na gestão do porto, que ocasionou na paralisação das atividades e movimentação de contêineres e carga geral, desencadearam no movimento do Governo Federal optar pela federalização do complexo portuário, passando a gestão para a Autoridade Portuária de Santos (APS).

Em seu discurso, Lula destacou os investimentos realizados pelo Governo Federal em Santa Catarina e prometeu que retornará com mais anúncios que visam o desenvolvimento do estado.

“Em dois anos de Governo nós trabalhamos muito. Agora, nós estamos colhendo tudo o que plantamos. Estamos aqui para colher o desenvolvimento de Itajaí e de Navegantes, colhendo o desenvolvimento de Santa Catarina, e não será a última vez que virei aqui. Temos muita coisa a fazer e a entregar para esse país e para esse estado”, disse.

O presidente recebeu uma homenagem do superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares, que entregou um certificado pelas boas ações ao município e à comunidade portuária e uma medalha de honra ao mérito.

Investimentos

Conforme já anunciado pela APS, o Porto de Itajaí recebeu um pacote de R$ 844 milhões para obras relevantes de infraestrutura do complexo portuário.

Entre as obras de destaque estão: dragagem de manutenção do Rio Itajaí-Açu (R$ 90 milhões); a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões); a contenção da margem do canal (R$ 67 milhões); obras na bacia de evolução (R$ 68 milhões); retirada do casco do navio Pallas (R$ 23 milhões); entre outros.

O pacote inclui também melhorias e aquisição de novos equipamentos, entre eles o novo scanner de raio X (R$ 12 milhões), Sistema VTMIS, com capacidade de monitoramento ativo de tráfego aquaviário (R$65 milhões), e o Sistema de segurança e inteligência artificial denominado SmartPorto (R$ 30 milhões).

Indústria naval

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o estado de Santa Catarina foi contemplado no programa de renovação e ampliação de frotas da indústria naval brasileira.

“Nesse plano são 52 novas embarcações, e o Estado de Santa Catarina foi contemplado na contratação de 16 desses. São navios do po PSV, para transporte de bens para nossas plataformas de produção, e navios do po OSV, para prondão e migação de eventuais incidentes”, declarou.

Segundo a presidente da estatal, as fabricações, que já estão em andamento, ocorrem nos estaleiros Navship, em Navegantes, e Starnav, em Itajaí. “Trata-se de um investimento já iniciado, da ordem de R$ 7 bilhões, destinado a construção de navios que ocorrerão nos estaleiros de Itajaí e Navegantes. A construção dessas embarcações já é uma realidade em Santa Catarina”, pontuou.

Lula destacou o empenho do governo em recuperar as atividades da indústria naval.

“Desde 2016 a querida Petrobras não fazia um contrato para contratar um navio qualquer em algum lugar desse país. Nós estamos recuperando esses estaleiros e transformá-lo em um estaleiro altamente compensador do ponto de vista financeiro e econômico”, comentou o presidente.

Fonte: Portal BE News

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Comércio Exterior, Economia, Importação, Logística, Portos

Portos lotados e frete nas alturas: o novo desafio do comércio internacional 

Os principais portos da Europa enfrentam um cenário crítico de congestionamento, com atrasos significativos na atracação de navios porta-contêineres. Esse gargalo logístico está impactando diretamente o comércio internacional, elevando os custos de transporte e gerando incertezas nas cadeias de suprimentos globais. A situação ganhou destaque após a publicação de um relatório divulgado pela consultoria marítima Drewry, no último dia 23 de maio, e tem deixado o comércio global em alerta. 

Um “combinado” de fatores 

Entre os principais fatores que explicam o congestionamento nos portos da Europa está o aumento da demanda por transporte marítimo. A suspensão temporária das tarifas de 145% sobre as importações chinesas pelos Estados Unidos, anunciada pelo ex-presidente Donald Trump, intensificou significativamente o volume de mercadorias em circulação entre as duas maiores economias do mundo. Essa mudança elevou a pressão sobre a capacidade logística dos portos europeus, que já operavam no limite. 

Outro obstáculo importante é a escassez de mão de obra. A falta de trabalhadores portuários tem dificultado o processo de descarga de navios, provocando acúmulo de contêineres nos terminais e atrasando as operações. Essa situação é agravada pelos baixos níveis do rio Reno, uma das principais vias de transporte fluvial do continente. A redução da navegabilidade do rio limita o escoamento de cargas para o interior da Europa, comprometendo ainda mais a fluidez logística. 

Além disso, os conflitos geopolíticos na região do Mar Vermelho têm provocado alterações nas rotas marítimas. Para evitar a passagem pelo Canal de Suez, muitas embarcações estão optando por rotas alternativas, mais longas e menos eficientes, o que tem levado a uma concentração maior de navios nos portos do norte europeu, como Antuérpia, Roterdã e Hamburgo. 

Por fim, greves trabalhistas também estão entre os fatores de pressão. Paralisações em importantes portos, como a que ocorreu em 20 de maio no Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica, agravaram os atrasos, aumentando o acúmulo de navios e mercadorias. Essas greves sobrecarregam ainda mais estruturas já fragilizadas pela alta demanda e falta de recursos logísticos. 

Os principais impactos 

  • Aumento das Tarifas de Frete Marítimo: O congestionamento e os atrasos têm levado ao aumento das tarifas de frete marítimo, pressionando os custos para importadores e exportadores.  
  • Interrupções na Cadeia de Suprimentos: A lentidão nos portos pode causar interrupções na cadeia de suprimentos e atrasos nas entregas de produtos, afetando o planejamento de estoques e forçando os transportadores a manter estoques extras.  
  • Aumento do Tempo de Espera para Atracação: Os navios estão enfrentando tempos de espera muito maiores para atracar nos portos, o que reduz a eficiência da frota global e pode afetar a disponibilidade de produtos.  
  • Impacto no Comércio Global: O congestionamento nos portos europeus pode ter um efeito cascata, afetando o comércio global e o acesso a mercados, especialmente na Ásia e nos Estados Unidos.  

Os portos mais afetados 

  • Bremerhaven (Alemanha): Aumento de 77% no tempo de espera por atracação entre março e meados de maio.  
  • Hamburgo (Alemanha): Atrasos aumentaram 49% no mesmo período.  
  • Antuérpia (Bélgica): Tempo de espera por atracação aumentou 37%.  
  • Roterdã (Holanda) e Felixstowe (Reino Unido): Também enfrentam atrasos crescentes.  

O que esperar?  

Especialistas do setor estimam que a normalização das operações portuárias na Europa pode levar de seis a oito semanas, dependendo da resolução dos fatores que contribuem para o congestionamento. Enquanto isso, empresas de logística e comércio internacional seguem monitorando a situação de perto e buscando alternativas para manter o fluxo de mercadorias.  

Fontes: 

Datamar News – Gargalos nos portos da Europa ameaçam fluxo do comércio global 

Valor Econômico – Gargalos no transporte marítimo da Europa devem persistir até julho e elevar as taxas de frete 

Metal.com – Congestionamento nos Portos Europeus Intensifica-se! Guerra Comercial Ameaça Transporte Marítimo Global 

Portal Tela – Congestionamento em portos europeus pressiona frete marítimo e gera incertezas comerciais 

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Logística, Portos

Estaleiros de Itajaí e Navegantes vão construir 30% dos novos navios da Petrobras

Serão 16 embarcações de projeto bilionário de 52 navios pra companhia

Itajaí e Navegantes vão responder por um terço das novas embarcações contratadas pela Petrobras até 2026. Do projeto de 52 navios de apoio às operações petrolíferas da companhia, 16 serão construídos pelos estaleiros Bram/Navship, de Navegantes e Starnav/Detroit, de Itajaí, vencedores da licitação. O investimento é de mais de R$ 7 bilhões, com geração de 15 mil empregos. 

O projeto foi anunciado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, na cerimônia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Itajaí, na quinta-feira. A construção das embarcações marca uma nova fase para a indústria naval brasileira, que não recebia pedidos da Petrobras desde 2016. O programa vai renovar e ampliar a frota da companhia, num pacote de R$ 29 bilhões e criação de 50 mil empregos.

A presidente da Petrobras destacou a retomada das contratações após quase 10 anos e a importância de Santa Catarina no projeto. “Desde o ano passado, estamos demandando embarcações para a indústria nacional. Nosso programa de renovação e ampliação de frota de embarcações é um marco para a retomada dessa indústria. E Santa Catarina tem muito a ver com isso, muito a contribuir com esse nosso plano”, disse.

A deputada federal Ana Paula Lima (PT), vice-líder do governo Lula na Câmara, comentou o anúncio feito em Itajaí. “Este anúncio é um marco para o Brasil e, especialmente, para Santa Catarina. Estamos falando da maior retomada da indústria naval em quase uma década. É desenvolvimento, é geração de empregos, é a indústria catarinense de volta ao centro das decisões nacionais“, afirmou.

Em Itajaí e Navegantes, o projeto contempla a construção de 12 navios do tipo Platform Supply Vessel (PSV), que presta apoio no transporte de suprimentos pra plataformas de petróleo e gás em alto mar, e outros quatro do tipo Oil Spill Response Vessel (OSRV), de combate a derramamento de óleo. As primeiras unidades já estão em construção e devem ser entregues em 2026.

Além das embarcações já contratadas, há possibilidade de novos pedidos para os estaleiros, conforme o lançamento de novos editais. O diretor-geral da Detroit, Maxwell de Souza Oliveira, falou dos investimentos para Itajaí e Navegantes. Ele informou que só a Detroit está construindo 10 embarcações com apoio da Petrobras Brasil e financiamento do BNDES.

Serão seis navios do tipo PSV e mais quatro OSRVs no estaleiro. O empresário agradeceu ao presidente Lula pela retomada das contratações para a construção naval que vão gerar riqueza e oportunidades pra cidade. “Isso a gente só consegue porque temos aqui esse povo maravilhoso de Itajaí, que trabalha com qualidade, com afinco pra conseguir os seus resultados, e por isso acreditam no nosso povo, acreditam na Detroit Brasil e acreditam na construção naval”, discursou.

Prefeito de Navegantes destaca projetos para a cidade

Na cerimônia, sem a presença do prefeito de Itajaí, Robison Coelho (PL), foi o prefeito de Navegantes, Liba Fronza (PSD), quem comemorou o anúncio de investimentos do governo federal que também vão beneficiar o município.

Liba destacou o projeto mais imediato anunciado pelo ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que é a concessão da dragagem do acesso portuário, prevista para acontecer até o final do ano.

O projeto fará o aprofundamento do canal de 13,5 metros pra 16 metros, num investimento de R$ 90 milhões. “A dragagem do canal do Itajaí-açu vai nos possibilitar atracar navios maiores, tornando os portos de Navegantes e Itajaí mais competitivos”, comentou.

A obra está ligada a outros dois projetos de infraestrutura, a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões) e a segunda etapa da nova bacia de evolução (R$ 68 milhões).

“A expectativa é que a bacia de evolução e o molhe da cidade de Navegantes sejam realmente contemplados com tudo isso”, avaliou Liba. Ele também falou dos investimentos nos estaleiros.

“Navegantes já é o grande polo do sul do Brasil na construção naval e isso tudo vem nos animando, porque é dinheiro na economia do nosso estado, é dinheiro na economia de Navegantes e é melhor qualidade de vida pra toda nossa população”, disse.

Enquanto o prefeito acompanha o desenvolvimento dos projetos, ele adiantou que segue cobrando outros investimentos pro município que dependem do governo federal, como melhorias nas BRs 470 e 101 para resolver gargalos logísticos.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior, Evento, Eventos, Importação, Logística, Negócios, Networking

Do networking à legislação: relembre os temas e os momentos que marcaram o Global Trade Summit 2025 

Você sabia qual era o impacto real das novas rotas do comércio exterior para o Brasil? E como a integração entre setor público e privado poderia acelerar esse processo? Essas foram algumas das perguntas que movimentaram o Global Trade Summit 2025, realizado de 21 a 23 de maio, no Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú (SC). Com o tema “Novas Rotas, Novas Conexões”, o evento se consolidou como um dos maiores congressos sobre comércio internacional, logística, compliance e tecnologia para importação e exportação do país. 

Organizado pelo Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), o congresso reuniu mais de 1.600 participantes, entre autoridades da Receita Federal, especialistas da SECEX, representantes do MAPA, Exército e Anvisa; além de empresários e prestadores de serviço. O evento foi estruturado para oferecer painéis técnicos, debates sobre legislação, tendências em comércio global e networking qualificado — um dos pilares do encontro, como destacou Renata Palmeira, CEO do RêConecta News. “Foi uma oportunidade única de conhecimento e networking qualificado, porque dentro do evento tínhamos grandes empresários que buscavam cada vez mais o crescimento e o conhecimento. Estávamos num momento de mercado em que somos ‘long life learning’ – eternos aprendizes, e esse foi uma oportunidade pra isso.” 

O poder do networking no centro das conexões 

A palestra de abertura do segundo dia ficou por conta de Renata Palmeira, que cativou o público com o tema “O Poder do Networking”. Durante a palestra, Renata trouxe dados, experiências e reflexões sobre como relacionamentos bem cultivados são a base do sucesso nos negócios internacionais. “Segundo uma pesquisa da Forbes, 85% dos empresários viam o networking como essencial para o desenvolvimento de novos negócios; 85% das vagas de trabalho, em geral, eram preenchidas por meio do networking e, mais ainda, 20% das empresas observavam crescimento financeiro gerado por meio dele”, destacou Renata. 

Renata ainda participou de dois podcasts durante o evento: o primeiro voltado à participação feminina no comércio exterior e o segundo como host do podcast da Trust Trade, empresa especializada em operações de importação com sede em Itajaí. 

O RêConecta News, plataforma que conecta profissionais e empresas do comércio exterior por meio de estratégias digitais, marcou presença com um estande exclusivo, fortalecendo parcerias e apresentando soluções integradas para o setor por meio de seus clientes que estiveram presentes. A participação da equipe gerou grande visibilidade e fomentou discussões sobre inovação, performance e presença digital no mercado internacional. 

Para Francine Macedo, Business Development da BWin Tech, o Global Trade Summit 2025 ocorreu em um momento especialmente sensível, marcado por tensões geopolíticas e transformações tecnológicas aceleradas. Para a profissional, que tem mais de 25 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional, o congresso reafirmou a importância de uma nova mentalidade na gestão de riscos.  
“Ficou claro que não se trata mais apenas de reagir ao que deu errado, mas de estruturar o comércio global para que os riscos fossem antecipados e, sempre que possível, neutralizados antes de acontecerem”, destacou. 

Na visão de Francine, o grande diferencial do evento foi o aprofundamento das discussões em temas como segurança, fragilidades da cadeia logística e a urgência de adotar estratégias cada vez mais preventivas, em vez de confiar em abordagens reativas e paliativas. 

Comércio exterior e legislação: o que mudou? 

Um dos momentos mais esperados foi o painel sobre o Projeto de Lei 4423/2024, conhecido como Lei Geral do Comércio Exterior, que busca modernizar a legislação do setor, substituindo normas que datam de 1966. Segundo Thalis Andrade, auditor da Receita Federal do Brasil com atuação na Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), essa foi a iniciativa mais importante dos últimos 60 anos. “Um dos principais pontos era que o PL adaptava acordos internacionais que ainda encontravam certa relutância em serem aplicados hoje no Brasil, principalmente o acordo de facilitação do comércio,” explicou. 

Apesar de não abordar tributos e penalidades neste primeiro momento, o projeto estabeleceu novas diretrizes para fiscalização, controle e regimes aduaneiros especiais, o que pode transformar radicalmente o ambiente de negócios no país. 

Tecnologia e simplificação de processos 

Entre os desafios discutidos pela Receita Federal, a simplificação dos processos e o uso de tecnologia foram apontados como urgências. “O principal desafio da Aduana era pegar todo esse fluxo de informação que existe hoje e conseguir devolvê-lo em uma análise rápida e confiável”, explicou Mário de Marco Rodrigues de Sousa, da Receita Federal. 

Essa visão refletiu o movimento de digitalização que o comércio exterior exigia, especialmente com a chegada do novo processo de importação e do Catálogo de Produtos, obrigatórios a partir de janeiro de 2026. A DUIMP – Declaração Única de Importação é o novo modelo digital que substitui a DI e DSI, trazendo mais eficiência e integração para o processo de importação no Brasil. Um dos grandes avanços é a conexão direta com órgãos anuentes como Anvisa, MAPA e Ibama, prevista para ocorrer até a segunda quinzena de julho, conforme cronograma divulgado pela Receita Federal. Com todos os órgãos conectados ao novo sistema, exigências legais devem ser atendidas de forma mais rápida e automatizada. 

Essa centralização de dados reduz etapas burocráticas, evita retrabalho e permite que o importador antecipe o envio da documentação e o pagamento de tributos como II, IPI, PIS, Cofins e ICMS. O resultado é uma liberação de mercadorias mais ágil — com expectativa de redução média de 40% no prazo total. Além disso, a DUIMP oferece mais visibilidade do processo em tempo real, o que facilita o planejamento logístico e financeiro. Empresas com certificação OEA ainda ganham prioridade nas análises e menor incidência de fiscalizações. 

Para Tiago Barbosa, coordenador de facilitação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e gerente do Portal Único de Comércio Exterior, o futuro já começou e as transformações devem ser constantes. “A gente tem um novo processo de importação que já deixa de ser novo, porque foi pensado em 2017, 2018. E é desse conceito que a Organização Mundial das Aduanas pede para que seja revisto de cinco em cinco anos. Então a gente já vai entrar num processo novo, que é melhor do que o atual, mas já é o momento de repensar o próximo passo e é isso que estamos trabalhando paralelamente entre Secex e Receita Federal para inovar mais ainda em controle aduaneiro”, explica. 

O conhecimento não para 

Durante o Global Trade Summit, além das palestras e painéis da programação oficial, uma série de podcasts exclusivos foi gravada ao longo do evento. Os episódios contaram com a participação de especialistas e apoiadores, trazendo debates relevantes sobre comércio exterior, inovação e logística internacional. Um dos destaques foi o episódio mediado por Renata Palmeira, com representantes do Trust Group, que apresentaram a plataforma Trinity, uma das inovações da empresa. 

Desenvolvida para fornecer informações em tempo real sobre o status das operações e centralizar o monitoramento das etapas do processo, a ferramenta oferece maior controle e transparência no gerenciamento da cadeia de suprimentos, trazendo comodidade e segurança para as empresas. “O comércio exterior envolve diversos agentes e etapas pouco integradas, o que pode gerar desafios. A Trinity é uma plataforma voltada à integração e visibilidade da cadeia de suprimentos, desenvolvida para resolver os problemas comuns desse cenário e agregar valor real aos nossos clientes”, afirmou Regis Paim Dias, gerente de TI da empresa. “Recentemente, o Trust Group investiu R$ 14 milhões em tecnologia e infraestrutura, reforçando seu compromisso com a inovação e a qualidade”, complementou. 

Os episódios gravados estarão disponíveis em breve nas plataformas de streaming e nos canais oficiais do evento. 

Um espaço de transformação e protagonismo 

O Global Trade Summit 2025 não foi apenas um evento — foi um hub de transformação para o comércio exterior brasileiro. Mais de 20 painéis, dezenas de especialistas e a forte presença de empresas e entidades públicas criaram um ambiente fértil para negócios, parcerias e atualização estratégica. 

“Tivemos importadores e exportadores, prestadores de serviço, setor público, todos muito engajados e abertos a conversarem com as pessoas. A expectativa foi que esse evento propiciasse a todos os participantes oportunidades de engrandecimento tanto na vida profissional quanto na vida pessoal”, reforçou Paula Machado, coordenadora do NCE da ACII. 

TEXTO: DAIANA BROCARDO 

FOTOS: GIOVANA SANTOS 

VEJA ABAIXO AS FOTOS DO EVENTO 

Dia 21 de maio 

https://drive.google.com/drive/folders/1HHQQyKdeXAH9H1uEoElvhzS4dmoq-OwJ?usp=sharing

Dia 22 de maio 

https://drive.google.com/drive/folders/1__hkJgkNE-u2y2S8ttDIZWyYX-hDR1xN?usp=sharing

Dia 23 de maio 

https://drive.google.com/drive/folders/1vZs5GkircWMHrr0Y92p8G66WyOCbgZob?usp=sharing

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Comércio, Comércio Exterior, Logística

ONE e Hapag-Lloyd avançam com encomendas de novos navios porta-contêineres

A Alphaliner informou que a Ocean Network Express (ONE) e a Hapag-Lloyd estão prestes a finalizar grandes encomendas na Ásia, à medida que a carteira global de pedidos de contêineres se aproxima de 10 milhões de TEUs.

A ONE, com sede em Cingapura e controlada por empresas japonesas, está em negociações com a HD Hyundai, da Coreia do Sul, para a construção de até doze navios com capacidade de 16.000 TEUs, em um acordo estimado em US$ 2,6 bilhões. Já a Hapag-Lloyd está em tratativas com diversos estaleiros para a aquisição de até doze navios com capacidade entre 12.000 e 13.000 TEUs, além de oito embarcações de 16.000 TEUs.

Segundo a Alphaliner, a Hapag-Lloyd ficou surpresa com os preços “absurdos” cotados pelos três grandes estaleiros sul-coreanos, especialmente após a proposta dos EUA de aumentar as tarifas portuárias para navios com ligação à China que atracam em portos americanos.

Outras armadoras também estão no mercado em busca de navios megamax de 24.000 TEUs. Em seu relatório semanal mais recente, a Alphaliner destaca: “Apesar de uma carteira de pedidos recorde, que se aproxima de 10 milhões de TEUs, armadores independentes e companhias de navegação continuam ávidos por expandir sua linha de novas construções.”

Fonte: Splash 247

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Internacional, Logística

China planeja levar o mar para suas cidades do interior com mega construções

China tem estado na vanguarda das mega construções nos últimos anos, destacando-se por projetos que buscam conectar vastas regiões do país. Um dos mais recentes e ambiciosos é o Canal de Pinglu, uma obra que promete transformar o transporte de mercadorias no sul da China. Este canal, localizado na região de Guangxi, conectará o rio Yu com o Golfo de Tonkin, reduzindo significativamente a distância de transporte por estrada.

O Canal de Pinglu é um componente chave na estratégia da China para fortalecer sua posição no mercado global. Espera-se que este canal, cuja construção começou em 2023, esteja operacional em dezembro de 2026. Com um custo estimado de 9,3 bilhões de euros, o projeto é uma demonstração do compromisso da China com a infraestrutura de transporte e seu desejo de melhorar a eficiência logística.

O que faz do canal de Pinglu uma obra colossal?

O Canal de Pinglu é o primeiro grande canal construído na China desde a fundação da República Popular. Com uma extensão de 134 quilômetros, seu design permite a passagem de navios de até 5.000 toneladas de porte bruto. As eclusas, que medem 300 metros de comprimento e 34 de largura, estão projetadas para superar desníveis de até 65 metros, permitindo um trânsito rápido e eficiente.

A construção do canal implica a adequação de rios existentes e a escavação de novos trechos, o que exigiu o movimento de mais de 50 milhões de metros cúbicos de material. Prevê-se que a escavação total alcance os 339 milhões de metros cúbicos, um volume que supera o da barragem das Três Gargantas.

Impacto ambiental e controvérsias: quais são os desafios?

O desenvolvimento do Canal de Pinglu não está isento de controvérsias, especialmente em termos ambientais. A construção próxima a manguezais e outras áreas sensíveis gerou preocupações sobre o impacto nos ecossistemas locais. As autoridades chinesas prometeram medidas para mitigar esses efeitos, mas as críticas persistem.

A despeito desses desafios, o canal é visto como uma peça fundamental na estratégia da China para expandir sua influência comercial. Ao facilitar o transporte de mercadorias do interior para os portos marítimos, o canal faz parte da Nova Rota da Seda, um projeto ambicioso que busca conectar ÁsiaÁfrica e Europa.

Quais são os benefícios econômicos e o futuro do canal de Pinglu?

Além de melhorar a conectividade comercial, o Canal de Pinglu promete reduzir os custos de transporte na China. Estima-se que o uso de barcos, em vez de caminhões ou trens, possa economizar até 725 milhões de dólares anuais. Também se espera que o canal ajude a descongestionar o tráfego nas áreas industriais do país.

Para além do transporte, o canal pode melhorar a gestão da água para irrigação e servir como medida preventiva contra inundações. Esses benefícios adicionais reforçam a importância do projeto no contexto do desenvolvimento sustentável e da urbanização na China.

Como o canal de Pinglu se situa no contexto geopolítico?

O Canal de Pinglu é apenas uma parte da estratégia mais ampla da China para aumentar sua influência global. O país está desenvolvendo outros corredores internacionais, como o de Kra na Tailândia, e canais interiores que facilitam o comércio e reduzem a poluição causada pelo transporte rodoviário.

Esses projetos refletem a ambição da China de se consolidar como um ator chave no comércio internacional, utilizando a infraestrutura como ferramenta para fortalecer sua posição no mercado global e na política internacional.

Fonte: Terra Brasil

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Comércio Exterior, Evento, Informação, Inovação, Logística, Negócios, Networking

NAC Digital estreia na Intermodal com soluções financeiras inovadoras para o comércio exterior 

Com soluções disruptivas para importadores, exportadores e agentes de carga, a fintech NAC Digital chamou atenção na 29ª edição da Intermodal South America, maior feira das Américas voltada aos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior.  

Estreante no evento, a NAC Digital apresentou sua proposta como a primeira instituição financeira especializada em comércio exterior, com foco em crédito e pagamento logístico. A participação aconteceu no estande G100, do RêConecta, que reuniu mais de 10 empresas em um verdadeiro hub de conexões e inteligência colaborativa. “Nosso objetivo foi lançar-se para o mercado e apresentar a primeira instituição financeira focada no comércio exterior com soluções para importadores, exportadores, agentes de carga, tradings,” destaca Tiago Quaresma, HEAD comercial da NAC.  

Durante os três dias da feira, de 22 a 24 de abril, a NAC destacou dois grandes diferenciais: linhas de crédito para importação e exportação e a plataforma ShipPay, voltada ao pagamento de frete, demurrage e detention. Soluções desenvolvidas para atender as demandas reais do setor logístico e reduzir gargalos operacionais.  

Destaque e visibilidade 

Instalado em uma das áreas mais estratégicas do evento, o estande do RêConecta se destacou pela infraestrutura moderna, ativações interativas e pela presença do RêBot – o humanoide que veio diretamente da China – que, atraiu o público para experiências de marca. A receptividade foi positiva, com visitantes de perfis diversos, como estudantes, profissionais da área e representantes de empresas do setor. “O estande estava bem posicionado, iluminado e com ativações que trouxeram o público para visitação. A Intermodal recebe visita de estudantes e profissionais dos mais diversos segmentos dentro do Comex. Para focar no perfil ideal, a NAC procurou manter uma comunicação clara para que pudéssemos ter contato com nosso cliente foco,” explicou Quaresma.  

Mesmo com um ciclo de vendas médio de 60 dias, a equipe da NAC já saiu da feira com leads qualificados e reuniões comerciais agendadas. “Nosso foco no evento, além de nos posicionar, foi buscar leads qualificados. Estamos com diversas reuniões agendadas e negócio em andamento. Estar na Intermodal foi de extrema importância, já que facilitou a abertura de portas, leads nos procurando e o posicionamento,” enfatizou.  

Referência mundial 

A Intermodal South America é reconhecida como ponto de encontro de todo o ecossistema logístico nacional e internacional. A concentração de players, soluções e tendências torna o evento essencial para empresas que desejam se destacar no setor. 

A presença da NAC foi viabilizada por meio da parceria com o RêConecta News, plataforma digital que informa, conecta e fortalece o setor de comércio exterior e logística no Brasil. Além de conteúdos estratégicos, o portal realiza eventos exclusivos, parcerias e projetos como o Divas do Comex & Log, que valoriza o protagonismo feminino no setor. “Como clientes da RêConecta, a organização durante o evento foi impecável.” Agora, com portas abertas e oportunidades em andamento, o foco da NAC é transformar conexões em negócios concretos. 

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Negócios, Networking, Tecnologia

O ESPECIALISTA: Francine Macedo  

A Estratégia de priorizar a prevenção sobre a defesa no comércio exterior 

Acabo de retornar do prestigiado Global Trade Summit 2025, um evento que reuniu mentes brilhantes e líderes globais do comércio exterior nos dias 21, 22 e 23 de maio. Este congresso, realizado em um momento crucial de incertezas geopolíticas e avanços tecnológicos, solidificou uma convicção fundamental: a resiliência do comércio global depende intrinsecamente de uma gestão de riscos inteligente, onde a ênfase deve ser em minimizar a dependência do gerenciamento de risco defensivo e, em vez disso, focar intensamente no gerenciamento de risco preventivo

As discussões foram além das tradicionais negociações, adentrando em tópicos de segurança, vulnerabilidades da cadeia de suprimentos e a necessidade de estratégias proativas para mitigar ameaças emergentes. 

Destaques e a mudança de paradigma: da defesa à prevenção 

O Global Trade Summit 2025 serviu como um palco para debates vigorosos sobre a complexidade do ambiente de negócios atual. Entre os diversos painéis e palestras, um tema ecoava constantemente: a inevitabilidade de riscos e a urgência de abordá-los de forma estratégica, mas com uma clara inclinação para a antecipação em detrimento da reação. 

Historicamente, muitas organizações operavam com um modelo de “gerenciamento de risco defensivo”. Isso se traduz em, por exemplo, contratar um seguro após um grande roubo de carga, ou diversificar fornecedores depois que um único fornecedor falhou. Embora necessárias em momentos de crise, essas são ações reativas, que buscam mitigar danos após um evento adverso já ter ocorrido. O que torna essa postura insuficiente e cara. 

A tônica foi a necessidade de reduzir a dependência de estratégias puramente defensivas através de uma prevenção superior. Ao construir um sistema intrinsecamente seguro, resiliente e proativo, a necessidade de “se defender” constantemente de eventos já em andamento é significativamente diminuída. 

Minimizando o gerenciamento de risco defensivo através da proatividade 

A abordagem que mais ganhou força foi a de que, em vez de se preparar exaustivamente para reagir a incidentes, o foco deve ser em blindar o ambiente do comércio exterior de tal forma que a ocorrência de eventos adversos se torne cada vez mais improvável, e seu impacto, irrisório. 

  • Design de resiliência desde o Início: construir sistemas digitais e físicos inerentemente seguros. 
  • Monitoramento preditivo e análise de comportamento: Utilizar a IA para identificar ameaças antes que se materializem. 
  • Colaboração em segurança: compartilhar inteligência sobre vulnerabilidades entre setores público e privado. 

O Gerenciamento de risco preventivo: a espinha dorsal da resiliência sustentável 

O ponto central da minha experiência no Global Trade Summit 2025 foi a unânime priorização do gerenciamento de risco preventivo. É a arte de antecipar problemas, construir sistemas que os evitem ou que minimizem seu impacto de forma orgânica, antes mesmo que se tornem uma ameaça que exija uma “defesa”. 

  • Diversificação estratégica da cadeia de suprimentos: A lição mais contundente dos últimos anos é a fragilidade das cadeias de suprimentos globais com pontos únicos de falha. A estratégia preventiva é clara: múltiplos fornecedores em diferentes geografias, rotas de transporte alternativas e capacidade de produção distribuída. Isso não apenas previne o impacto de desastres naturais ou conflitos, mas também dificulta a paralisação de operações por atos maliciosos, tornando a “defesa” desnecessária. 
  • Conformidade proativa e auditorias regulares: Manter-se à frente das mudanças regulatórias, sanções e novas barreiras comerciais é uma forma crucial de prevenção. Empresas que investem em monitoramento legal contínuo e em auditorias internas rigorosas de conformidade, adaptando suas operações antes de serem forçadas por penalidades, demonstram um gerenciamento preventivo superior.  
  • Análise de cenários e planejamento contínuo: A capacidade de simular diferentes cenários de risco – desde uma greve portuária inesperada até uma nova política comercial de um grande bloco econômico, ou até mesmo os impactos de eventos climáticos extremos – e desenvolver planos de contingência antes que esses eventos ocorram, é a essência da prevenção. Isso permite uma resposta calma e coordenada, em vez de uma reação de pânico e defensiva. 
  • Investimento em inovação e tecnologias disruptivas: Tecnologias como blockchain para rastreabilidade, inteligência artificial para otimização de rotas e IoT para monitoramento de carga são exemplos de como a inovação pode fortalecer a cadeia de suprimentos e prevenir perdas ou interrupções. Tais investimentos não são “defensivos” (reagindo a uma ameaça), mas “preventivos” (construindo um sistema mais robusto e menos vulnerável). 

Minha experiência no Global Trade Summit 2025 solidificou a convicção de que o futuro do comércio exterior não será definido pela capacidade de reagir a crises, mas sim pela inteligência de evitá-las ou mitigar seus efeitos através de uma prevenção estratégica e abrangente. É um paradigma que muda o foco da “defesa contra problemas” para a “construção de sistemas inerentemente resilientes e menos propensos a problemas”. 

As empresas e nações que investirem em sistemas robustos de gerenciamento de risco preventivo, minimizando a necessidade de um “gerenciamento defensivo” reativo, serão as que prosperarão no cenário global cada vez mais imprevisível. Retorno deste evento com a certeza de que Itajaí e o Brasil, com sua crescente relevância no comércio internacional, devem abraçar essa visão, construindo um ecossistema comercial que seja, por natureza, seguro, adaptável e à prova de futuro. 

Quem é Francine Macedo? 

Profissional com 28 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional. Destaca-se pela habilidade em desenvolver novos projetos e negócios, gerenciar grandes contas, e consolidar operações diárias. Possui conhecimento do setor de transporte, expertise em negociação, planejamento, liderança de equipes e desenvolvimento estratégico de negócios, contribuindo para o crescimento e inovação nas áreas em que atua. 

FOTOS: GIOVANA SANTOS

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Informação, Logística, Notícias, Trânsito

CODETRAN INTENSIFICA AÇÕES PARA REDUZIR IMPACTO NO TRÂNSITO DURANTE GRANDE OPERAÇÃO NO PORTO DE ITAJAÍ

Operação especial começa nesta quarta-feira (28) e seguirá até o dia 31 para o desembarque de sete mil veículos

O município de Itajaí, por meio da Coordenadoria de Trânsito (Codetran), informa que atuará para minimizar os impactos no tráfego durante uma grande operação de desembarque de sete mil veículos no Porto de Itajaí. A ação, que envolverá um intenso fluxo de caminhões pela cidade, se somará à já habitual movimentação de veículos de carga, especialmente caminhões conteineiros.

A medida contará com agentes de trânsito em pontos estratégicos para garantir segurança e fluidez no tráfego durante o transporte de  sete  mil veículos desembarcados no Porto de Itajaí. A operação terá início às 12h desta quarta-feira (28) com o bloqueio da Rua Benjamin Franklin Pereira, no trecho entre a Rua Caninana e a Rua Blumenau, por onde os veículos serão transportados. A previsão é que a operação seja concluída até o próximo sábado (31).

A rota dos caminhões foi planejada, em parceria com o Porto de Itajaí, para otimizar o tráfego e garantir a segurança de todos os envolvidos. Uma das áreas de espera dos caminhões será a nova rua que dá continuidade à Rua Silva (antiga loja da Millium).

A Codetran disponibilizará agentes em diversos pontos estratégicos do trajeto para coordenar o trânsito:

  • Portão do Porto de Itajaí (Rua Hélio Douat): Controle da saída dos caminhões, que convergirão à esquerda sentido à Rua Blumenau.
  • Final da Rua Caninana: Apoio dos agentes no acesso dos caminhões à Rua Izabel Fabeni e, em seguida, à Rua Benjamin Franklin Pereira, onde ocorrerá o carregamento dos veículos.
  • Cruzamento da Rua Blumenau com a Rua Benjamin Franklin Pereira: Agentes de trânsito orientarão o fluxo no local, por onde todos os veículos desembarcados passarão para serem embarcados nos caminhões.
  • A população é orientada a buscar rotas alternativas, especialmente nos horários de maior movimentação, e a seguir as orientações dos agentes nas vias afetadas.
  • A operação será monitorada continuamente e eventuais ajustes serão feitos para garantir a mínima interferência possível na mobilidade urbana.

Fonte: Município de Itajaí – Codetran intensifica ações para reduzir impacto no trânsito durante grande operação no Porto de Itajaí

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