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Brasil e Chile podem encontrar soluções eficazes para enfrentar desafios comuns

Presidente da FIESC, e vice-presidente da CNI, Mario Cezar de Aguiar representou a entidade industrial brasileira no Fórum Empresarial Brasil-Chile, realizado em Brasília nesta terça (22)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Sociedad de Fomento Fabril (SOFOFA) realizaram o Fórum Empresarial Brasil-Chile, em Brasília, nesta terça-feira (22/4). A iniciativa, que segue nesta quarta, conta com o apoio dos governos do Brasil e do Chile e acontece no contexto da visita oficial do presidente chileno, Gabriel Boric. O Brasil é o maior parceiro comercial do Chile na América do Sul. Bens industriais representam boa parte da pauta comercial. O Fórum contou com as presenças dos presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Chile, Gabriel Boric.

O presidente da FIESC e vice-presidente da CNI, Mario Cezar de Aguiar, ressaltou que a CNI continua aberta ao diálogo e disposta a contribuir para a implementação de políticas e iniciativas que atendam às demandas do setor produtivo e promovam o desenvolvimento econômico e social das duas nações. “Com entendimento e união dos empresários e do poder público, Brasil e Chile podem encontrar soluções eficazes para enfrentar os desafios comuns e para aproveitar as oportunidades que estão se abrindo em meio ao atual cenário de incerteza”, afirmou ele, que no evento representou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o atual cenário geopolítico mundial demanda do Brasil coragem para crescer e buscar oportunidades em diferentes parceiros comerciais, como o Chile. Ele enfatizou os fatores de atração de investimento são os mesmos que compõem a competitividade de uma economia, como educação, na formação de novos pesquisadores, cientistas e de mão de obra qualificada.

Já o presidente chileno, Gabriel Boric, abordou o momento de incerteza do comércio mundial e destacou aos empresários brasileiros que o Chile oferece ao Brasil certeza e segurança. “O Chile é um parceiro confiável, um país estável e que respeita as regras do jogo; e nosso compromisso com a estabilidade socioeconômica torna o nosso país um ótimo destino para investir, especialmente neste tempo de turbulências”, disse.

Comércio: O Brasil e Chile são parceiros econômicos estratégicos na América Latina e têm relação comercial sólida e em expansão: enquanto o Brasil é o principal destino das exportações chilenas na região, o Chile é o terceiro maior mercado para os produtos brasileiros. Ao longo das últimas décadas, os países aprofundaram seus vínculos por meio da modernização de acordos comerciais, criando uma base robusta para a integração econômica.

O Chile é o 7º maior parceiro comercial do Brasil e representa 2,1% da corrente de comércio brasileira. Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países somou US$ 11,7 bilhões, sendo US$ 6,7 bilhões em exportações brasileiras para o Chile e US$ 5 bilhões em importações. A indústria da transformação tem papel relevante: na última década, o setor produtivo representou 69,8% das exportações do Brasil para o Chile e 64,8% das importações brasileiras de produtos chilenos. Os dados são de um levantamento feito pela CNI com base em estatísticas do Comex Stat.

Fonte: FIESC

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Valorização surpreendente do peso argentino atenua temores de retomada da inflação

Argentina aliviou abruptamente neste mês a maioria dos controles em vigor desde 2019 que haviam atrelado o peso e restringido severamente o acesso de pessoas físicas e empresas aos mercados de câmbio

O peso argentino está avançando, apesar de ter sido liberado de controles cambiais de anos destinados a impedir sua queda, ajudando a afastar os temores de que o pesadelo recorrente da Argentina – a inflação – retorne.

O país sul-americano aliviou abruptamente neste mês a maioria dos controles em vigor desde 2019 que haviam atrelado o peso e restringido severamente o acesso de pessoas físicas e empresas aos mercados de câmbio, distorcendo os fluxos de comércio e investimento.

Isso desencadeou uma queda de mais de 10% na moeda na semana passada, gerando preocupações de que a inflação, que vinha desacelerando sob o plano de austeridade do presidente Javier Milei, voltasse a se acelerar.

Entretanto, o reforço dos planos do governo para um superávit fiscal, as promessas de não intervir no mercado de câmbio até que o peso se fortaleça, uma entrada de dólares provenientes das exportações de grãos, bem como as condições monetárias apertadas, têm impulsionado o peso desde então.

O peso tem se recuperado para perto de seu nível antes da suspensão dos controles, desafiando as expectativas do mercado e atenuando os temores de que um enfraquecimento fomentaria a inflação, que caiu para 56% na base anual, de quase 300% no início de 2024.

Os futuros do peso – apostas dos operadores sobre o rumo da moeda – têm se fortalecido de forma acentuada após as quedas iniciais, mesmo que ainda sugiram que o peso se enfraquecerá ao longo do ano como um todo.

“Agora não esperamos um impacto imediato sobre os preços”, disse o economista Fausto Spotorno, da consultoria local OJF, acrescentando que o aumento da concorrência e a falta de pesos no mercado devem compensar qualquer inflação importada por uma moeda mais fraca.

“O mercado também está dizendo que não tem dinheiro.”

A Reuters consultou seis analistas, que estimaram que a inflação de abril ficará entre 3% e 5%, mais alta do que nos últimos meses, mas abaixo das previsões anteriores, acima de 5%.

Milei tem feito do combate à inflação uma prioridade e reduziu a taxa mensal de um pico de cerca de 25% logo após assumir o cargo no final de 2023. No entanto, o patamar de 2% tem se provado ser um nível difícil de ser quebrado e, em março, a inflação chegou a subir para 3,7%.

O governo também precisa aumentar as reservas de moeda estrangeira esgotadas como parte de um acordo de empréstimo de US$ 20 bilhões recentemente fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Fonte: InfoMoney

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Dólar opera em baixa, com atrito entre Trump e Fed ainda no radar; Ibovespa sobe

Na última quinta-feira, a moeda norte-americana recuou 1,03%, cotada a R$ 5,8042. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 1,04%, aos 129.650 pontos.

O dólar opera em baixa nesta terça-feira (22), na volta do pregão brasileiro após um feriado prolongado. Apesar dos mercados estarem fechados, porém, novas falas do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repercutem entre os investidores desde o fim da semana passada e geram maior cautela com os ativos de risco.

Depois de criticar o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na quinta-feira (17) e afirmar que, se pedisse, Jerome Powell deixaria o comando da instituição, o entorno de Trump voltou a falar sobre o banqueiro central.

Na sexta (18), o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, foi questionado por repórteres se Trump planejava demitir Powell da presidência do Fed e respondeu que o presidente e sua equipe estavam “estudando” as opções.

A legislação americana não permite que Trump demita o presidente do Fed, mas a ameaça repercutiu negativamente nos mercados financeiros globais, que valorizam os bancos centrais independentes.

“A independência do banco central é importante para que a instituição não tome decisões com base no populismo, mas sim tentando assegurar uma economia saudável no médio e longo prazo, e não apenas no curto prazo para beneficiar o presidente da vez”, explica o analista de investimentos Vitor Miziara.

Luan Aral, especialista em câmbio da Genial Investimentos, comenta que, além da estabilidade da inflação, a autonomia do banco central também é importante para manter a confiança do mercado, principalmente em anos eleitorais.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

💲Dólar

Às 14h10, o dólar caía 1,32%, cotado a R$ 5,7278.

Na última quinta-feira (17), a moeda americana teve queda de 1,03%, cotada a R$ 5,8042.

Com o resultado, acumulou:

  • recuo de 1,14% na semana;
  • ganho de 1,73% no mês; e
  • perda de 6,08% no ano.

Variação do dólar em 2025
Cotação de fechamento, em R$:

📈Ibovespa

No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,65%, aos 130.487 pontos.

Na quinta, o índice teve alta de 1,04%, aos 129.650 pontos.

Com o resultado, o Ibovespa acumulou:

  • alta de 1,54% na semana;
  • recuo de 0,47% no mês; e
  • ganho de 7,79% no ano.

Variação do Ibovespa em 2025
Pontuação de fechamento

O que está mexendo com os mercados?

O mercado financeiro continua operando de olho na relação entre Donald Trump e o presidente do Fed, Jerome Powell.

Na última sexta, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que Trump e sua equipe estão “estudando” a opção de demitir Powell, ao ser questionado por um repórter sobre essa possibilidade.

Trump, porém, não pode demitir diretamente o chefe do Fed. Para isso, um processo teria de ser aberto para comprovar que quem está no comando do BC americano cometeu alguma irregularidade grave durante seu mandato.

Segundo especialistas, a credibilidade do Fed como o banco central mais poderoso do mundo se baseia em grande parte em sua independência histórica para agir sem influência política, e uma tentativa de remover Powell do cargo poderia perturbar ainda mais os mercados, já afetados pelo tarifaço.

“Uma eventual tentativa de reestruturar completamente o comitê de política monetária representaria um risco institucional significativo”, disse a XP Investimentos, em relatório.

Na quinta-feira passada, Trump já havia gerado barulho nos mercados após chamar Powell de “atrasado e errado”, Trump ainda reclamou do tempo que falta para que o mandato do banqueiro central à frente do Fed seja concluído, dizendo que esse momento “não chega rápido o suficiente”.

Os mandatos de presidente e vice do Fed têm duração de quatro anos. Powell deve deixar o cargo somente daqui a um ano, em maio de 2026.

Trump também chegou a afirmar a jornalistas que Powell deixaria o cargo caso fosse solicitado e reiterou que o banqueiro central deveria promover novos cortes de juros no país — o que foi negado por Powell.

As taxas de juros nos EUA estão, atualmente, entre 4,25% e 4,50% ao ano — um patamar alto para os padrões de juros do país — e Trump já criticou essa política monetária em diversas ocasiões, desejando o corte dos juros.

  • 🔎 Isso porque juros altos são uma ferramenta para controlar a inflação, já que encarecem a tomada de crédito pela população e pelas empresas e, assim, impacta os níveis de consumo e investimentos da economia, reduzindo a pressão sobre os preços.
  • ⚠️ No entanto, com menor consumo, a atividade econômica tende a desacelerar, afetando o crescimento da economia do país.

A renovação do mau humor de Trump com Powell ocorreu após o presidente do Fed criticar o tarifaço imposto pelo republicano.

Segundo Powell, a guerra tarifária iniciada pelos EUA pode dificultar o trabalho do BC americano, que toma suas decisões sempre guiado pelo objetivo de controlar a inflação e fortalecer o mercado de trabalho.

As tarifas maiores podem encarecer os custos de produção no país e esses preços tendem a ser repassados para o consumidor, impactando a inflação.

Além do atrito entre Trump e Powell, novos desdobramentos do tarifaço também repercutem.

Nesta terça, o vice-presidente dos EUA. J.D. Vance, disse que o país e a Índia chegaram aos termos finais de referência para um acordo comercial que pode evitar as tarifas recíprocas cobradas pelo governo Trump.

Vance afirmou que o “futuro do século XXI será determinado pela parceria entre EUA e Índia” e que “se a Índia e os EUA não trabalharem juntos, o século 21 será um período sombrio para o mundo”.

Embora não tenha dado tantos detalhes, Vance indicou que o acordo pode ser influenciado, sobretudo, por parcerias nas áreas de energia e defesa.

Fonte: G1

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FMI alerta que riscos à estabilidade financeira aumentaram

FMI advertiu que o aperto das condições financeiras, junto do aumento da incerteza, está elevando os riscos financeiros em todo o mundo

Os riscos à estabilidade financeira global cresceram de forma significativa desde o outono, impulsionados em grande parte pelo aumento da incerteza econômica em torno do comércio e de outros fatores geopolíticos, alertou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira (22).

Em seu semestral Relatório de Estabilidade Financeira Global, o FMI advertiu que o aperto das condições financeiras, junto do aumento da incerteza, está elevando os riscos financeiros em todo o mundo.

“Tais fragilidades podem amplificar os choques e desencadear um aperto abrupto das condições financeiras, exacerbando as retrações econômicas com custos econômicos adicionais potencialmente consideráveis”, alertou o credor multilateral em seu mais recente relatório.

Especificamente, o FMI apontou três vulnerabilidades que podem pesar sobre a estabilidade financeira no futuro.

Primeiro, as avaliações ainda permanecem altas em alguns mercados de ações e de dívida, apesar das recentes vendas, deixando espaço para novas quedas.

Em segundo lugar, algumas instituições financeiras altamente alavancadas, como os hedge funds, podem ficar sob pressão e exacerbar quaisquer vendas.

E, por fim, mais turbulência pode pesar sobre os mercados de dívida soberana, principalmente para os países com altos níveis de endividamento.

A última atualização do FMI em seu indicador de riscos financeiros ocorre após a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus esforços para impor tarifas abrangentes aos parceiros comerciais em todo o mundo.

O relatório chega no momento em que o FMI e o Banco Mundial iniciam sua reunião semestral em Washington.

Especificamente, o FMI alertou que a turbulência tarifária pode pesar sobre os bancos, já que um choque comercial pode forçar os bancos a reservar mais fundos contra possíveis perdas.

Além de reduzir a receita sem juros se houver uma desaceleração nos mercados ou interromper o financiamento comercial, um impulsionador de US$ 18 bilhões em receita bancária.

“O financiamento comercial depende de fluxos de caixa, cadeias de suprimentos e estruturas regulatórias estáveis, que podem ser prejudicados por mudanças bruscas nas tarifas”, afirma o relatório.

Em resposta a esses riscos, o FMI reiterou seu apelo para que os órgãos reguladores de todo o mundo garantam que os bancos tenham capital e liquidez suficientes, inclusive por meio da implementação do acordo global “Basel III” sobre padrões mais elevados de capital.

O FMI solicitou a “implementação completa, oportuna e consistente” desses novos padrões de capital, o que ocorre em um momento em que os órgãos reguladores dos EUA têm abandonado tentativas anteriores de impor essas regras e, em vez disso, provavelmente tentarão elaborar um novo padrão.

FMI também solicitou uma supervisão “independente e intensiva” dos bancos, com um foco maior na interação entre bancos e instituições não bancárias, que não enfrentam escrutínio semelhante.

Fonte: CNN Brasil

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Controles de exportação da China reduzem envio de minerais críticos

Para qualquer item da lista de controle, exportadores devem solicitar licenças, processo pouco transparente que permite que Pequim domine a situação

Os controles de exportação da China sobre três metais importantes para os setores de defesa e de chips estão mantendo os embarques em níveis historicamente baixos apesar dos preços elevados no mercado global, à medida que Pequim flexibiliza seu controle sobre a cadeia de suprimentos de minerais.

A China é o maior produtor mundial de antimônio, germânio e gálio, que desempenham papéis nichados mas vitais nos segmentos de energia limpa, fabricação de chips e defesa.

Desde 2023, Pequim tem gradualmente adicionado os metais à sua lista de controles de exportação. Em dezembro, proibiu as exportações para os Estados Unidos.

Para qualquer item da lista de controle, os exportadores devem solicitar licenças, um processo pouco transparente que permite que Pequim exerça o domínio que construiu durante anos sobre a mineração e o processamento de minerais importantes.

Novos dados alfandegários divulgados no domingo (20) reforçaram um padrão que vem se formando desde que os controles foram impostos: as exportações caíram e alguns compradores, especialmente na Europa, foram excluídos da cadeia de suprimentos.

As exportações de produtos de antimônio e germânio no primeiro trimestre caíram 57% e 39%, respectivamente, em comparação com o ano anterior.

As exportações de gálio em março atingiram o nível mais baixo desde outubro de 2023. As remessas trimestrais aumentaram em relação ao ano passado, mas a tendência atual ainda está bem abaixo de 2022, o último ano completo antes das restrições.

Os minerais que são exportados, no caso do antimônio, estão indo para um conjunto menor de países.

Após um hiato de cinco meses, pequenas remessas de antimônio foram enviadas para a Bélgica e a Alemanha em março, mas as exportações ficaram bem abaixo dos níveis históricos. Compradores grandes e antigos, como a Holanda, não recebem remessas desde setembro.

O padrão observado para os três metais levanta questões sobre quantas licenças de exportação a China aprovará para os sete elementos de terras raras que adicionou à lista de controle este mês — e com que rapidez.

Exportadores dizem prever uma espera de meses pelas licenças e até mais tempo se estiverem vendendo para os Estados Unidos.

Não houve exportações de antimônio para os Estados Unidos desde setembro do ano passado e nenhuma desde 2023 para germânio e gálio.

A redução das exportações da China fez com que consumidores estrangeiros se esforçassem para obter os materiais, elevando os preços, o que, por sua vez, sustentou os preços na China.

Fonte: CNN Brasil

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Guerra comercial deve encarecer roupas básicas nos EUA; entenda

Tarifas sobre importações chinesas afetarão principalmente itens essenciais do vestuário, com aumentos previstos de até 65% em roupas e 87% em calçados no próximo ano

guerra comercial do presidente Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, está chegando ao guarda-roupa dos consumidores, e os itens mais afetados serão os básicos.

O setor de vestuário é desproporcionalmente impactado pelas tarifas de Trump, que incluem uma taxa mínima de 10% sobre todos os países e uma taxa de 145% sobre importações chinesas.

Noventa e oito por cento das roupas nos armários dos americanos são importadas para os Estados Unidos, e a China é o maior importador de roupas para os Estados Unidos, representando 22% do mercado de vestuário.

Enquanto as tarifas de Trump aumentarão o custo da maioria das roupas, os aumentos mais acentuados de preços serão nos itens básicos.

Como as camisetas de US$ 5, o pacote com seis pares de meias por US$ 10 e os tênis de US$ 25 que muitos americanos usam, dizem pesquisadores de política comercial e economistas.

“Necessidades básicas de vestuário como camisetas de algodão, roupas íntimas e meias terão aumento de preço mais alto e mais rápido porque os consumidores ainda precisarão comprá-las mesmo com o aumento do preço”, disse Sheng Lu, professor de estudos de moda e vestuário da Universidade de Delaware.

Em outras palavras, como os clientes compram esses itens durante todo o ano, os varejistas precisarão reabastecê-los mais rapidamente do que equipamentos sazonais e vestidos ocasionais ou ternos que as empresas podem guardar por mais tempo, explicou ele.

Isso significa que as empresas que importam roupas estão fazendo isso com mais frequência, aumentando a probabilidade de suas remessas serem tarifadas.

Os Estados Unidos não são apenas fortemente dependentes da China, mas também da fabricação de roupas de baixo custo em países como Vietnã e Bangladesh.

Como não há formas alternativas de produzir roupas nos Estados Unidos a custos competitivos ou em larga escala, os compradores podem esperar pagar 65% a mais por roupas e 87% a mais por calçados no próximo ano, segundo uma análise do Yale Budget Lab, um centro de pesquisa de políticas apartidário.

Os preços das roupas permanecerão 25% mais altos e os preços dos calçados 29% mais altos a longo prazo.

As tarifas de Trump aumentarão os preços das roupas básicas do mercado de massa da China, mais do que os preços dos produtos de luxo, porque as margens são menores em itens mais baratos, disse Edward Gresser, diretor de comércio e mercados globais do Progressive Policy Institute, um think tank de tendência esquerdista.

Mesmo antes da nova agenda tarifária da administração Trump, o vestuário importado para os Estados Unidos tinha algumas das mais altas taxas de qualquer setor — um legado da grande indústria têxtil doméstica durante os séculos XIX e XX e das crescentes tarifas sobre a China nos últimos anos.

Em 2024, o vestuário representou 5% das importações, mas cerca de 26% das tarifas coletadas, de acordo com a American Apparel & Footwear Association, um grupo comercial do setor.

As tarifas de Trump elevarão ainda mais essas taxas sobre o vestuário, deixando os varejistas com menos margem para absorver qualquer aumento de custo em produtos de baixa margem.

No entanto, a maioria dos produtos de luxo é fabricada na Europa, como bolsas e sapatos de couro da Itália e Espanha e relógios da Suíça.

Os custos podem aumentar em itens de luxo, mas os aumentos de preços serão mais moderados do que os itens importados da China, dizem os analistas.

Por exemplo, a Hermès disse que os preços aumentarão em suas bolsas e lenços de luxo a partir de 1º de maio para “compensar totalmente” o impacto das tarifas.

“As indústrias de beleza e luxo parecem isoladas do pior das tarifas”, disseram analistas do Telsey Advisory Group em um relatório de pesquisa na semana passada.

A produção de calçados de preço mais alto também saiu da China, enquanto a produção de calçados de mercado de massa permaneceu, disseram eles.

Preços mais altos para roupas básicas pressionarão os clientes de baixa renda, que gastam uma parcela maior de sua renda em necessidades como vestuário e calçados.

As famílias de menor renda na América gastaram mais do que o triplo de sua parcela de renda em vestuário em comparação com as famílias mais ricas, de acordo com um relatório da Trade Partnership Worldwide, uma empresa de pesquisa econômica.

fim da isenção de envio “de minimis” no próximo mês — que permite que pacotes com valor inferior a $800 entrem livres de impostos nos Estados Unidos, um benefício para empresas chinesas de comércio eletrônico como Shein e Temu — também prejudicará desproporcionalmente as famílias de baixa renda, de acordo com pesquisas de economistas da UCLA e Yale.

A participação de pacotes entregues sob o limite de minimis diminui com a renda, descobriu o estudo, com 48% dos pacotes enviados para os CEPs mais pobres, em comparação com 22% para os CEPs mais ricos nos Estados Unidos.

“Em grande parte, os consumidores que estão comprando itens básicos mais baratos têm muito menos renda disponível”, disse Margaret Bishop, professora assistente da Parsons School of Design. “As pessoas das camadas socioeconômicas baixa e média estão sendo desproporcionalmente afetadas pelas tarifas.”

Fonte: CNN Brasil

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China vai retaliar países que priorizem acordo com os EUA

Porta-voz do ministério do Comércio chinês afirmou que o país está “não aceitará” negociações às custas dos interesses do país

O porta-voz do Ministério do Comércio da China declarou nesta 2ª feira (21.abr.2025) que o governo chinês vai retaliar países que cheguem a acordos comerciais com os Estados Unidos “às custas dos interesses chineses”. A declaração foi em resposta a um jornalista que perguntou como a China reagiria se a Casa Branca pressionasse outros países a retirar investimentos na China para garantir tarifas mais baixas. Recentemente, diversos líderes globais têm se reunido com Donald Trump (Republicano) para discutir as medidas fiscais.

O representante do Ministério do Comércio disse que é legítimo os países buscarem acordos com os EUA, mas que se essas negociações envolverem o enfraquecimento de relações com a China, o país “jamais aceitará” e está preparado para defender seus interesses.

“A China se opõe firmemente a qualquer parte que chegue a um acordo às custas dos interesses chineses. Se isso acontecer, a China jamais aceitará e tomará resolutamente contramedidas de forma recíproca. A China está determinada e é capaz de salvaguardar seus próprios direitos e interesses”, disse o porta-voz. Eis a íntegra do comunicado do Ministério do Comércio da China (PDF – 40 kB, em inglês).

O porta-voz do governo chinês afirmou que os EUA transformaram o comércio internacional em uma “lei da selva” e que os países devem se unir para resistir ao bullying econômico norte-americano.

“Trata-se da busca por políticas hegemônicas e intimidação unilateral nos campos econômico e comercial sob o pretexto de “reciprocidade”. O apaziguamento não traz paz, e o compromisso não pode ser respeitado”, declarou.

Os EUA e a China estão em uma guerra comercial desde o início de abril, quando Trump anunciou o “liberation day”. A Casa Branca aplicou tarifas comerciais contra todos os seus parceiros, em especial a China, que foi penalizada em 145%. Os chineses retaliaram os norte-americanos com tarifas de 125% sobre os produtos dos EUA.

Fonte: Poder 360

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Bolsas de NY despencam com independência do BC americano em xeque

Ameaças de Trump de demitir Jerome Powell, presidente do Fed, assustam agentes de mercado e investidores.

Os índices acionários das bolsas de Nova York operaram em forte queda, nesta segunda-feira, desde a abertura, com a preocupação crescente em torno de uma interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na atuação do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O índice Dow Jones registrou queda de 2,5%, aos 38.170 pontos; o S&P 500 recuou 2,4%, a 5.158 pontos, e o índice de tecnologia Nasdaq caiu 2,6%, aos 15.870 pontos. Os três principais indicadores do mercado acionário americano chegaram a cair mais de 3%, durante algumas horas do pregão.

O feriado prolongado não ajudou a acalmar as preocupações dos investidores, à medida que a venda de ativos ligados aos Estados Unidos segue ganhando tração.

Na sexta-feira, o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, disse que Trump está estudando a possibilidade de demitir Jerome Powell, presidente do Fed. Essa possibilidade, aventada pela Casa Branca, também pode explicar um aumento acentuado nos rendimentos de longo prazo nos títulos do Tesouro, os treasuries, nesta manhã.

“Se Trump demitisse Powell, a reação do mercado provavelmente seria negativa, já que a independência do Fed é altamente valorizada”, aponta Kathy Jones, estrategista-chefe de renda fixa da Schwab.

Em paralelo, investidores se preparam para uma importante bateria de resultados corporativos ao longo desta semana, como da montadora de automóveis elétricos Tesla, da Alphabet (dona do Google) e da fabricante de aeronaves Boeing.

Segundo a FactSet, até o fim da semana passada, 12% das empresas do S&P 500 informaram os resultados do 1º trimestre de 2025. Dessas empresas, 71% informaram lucros por ação real acima das estimativas, percentual que está abaixo da média de 5 anos de 77% e abaixo da média de 10 anos de 75%.

“No total, as empresas estão informando lucros 6,1% acima das estimativas, o que está abaixo da média de 5 anos de 8,8% e abaixo da média de 10 anos de 6,9%”, aponta o analista da FactSet, John Butters.

Fonte: Valor Investe

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Países do Sudeste Asiático enfrentam desafio para ‘recalibrar’ relação com a China

Xi Jinping voltou de viagem com 45 acordos com o Vietnã, 31 com a Malásia e 37 com o Camboja

O presidente da China, Xi Jinping, retornou a Pequim nesta sexta-feira (18), após sua turnê de maior destaque pelo Sudeste Asiático: uma visita de cinco dias a três países, carregada tanto de simbolismo quanto de cálculo estratégico.

O momento não poderia ter sido mais oportuno para Xi. Embora autoridades chinesas tenham afirmado que a viagem ao Vietnã, Malásia e Camboja tenha sido planejada há meses, ela coincidiu com a escalada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas políticas protecionistas do “America First” e com o afastamento de Washington da região.

“Para transmitir a mensagem de querer construir uma infraestrutura política asiática para os asiáticos ou pelos asiáticos, vai ressoar muito neste momento”, disse Benjamin Barton, da Universidade de Nottingham na Malásia. “A visita de Xi faz parte de um lembrete contínuo do que a Ásia precisa buscar. Para a China, isso significa tirar os EUA da Ásia, efetivamente.”

Para onde esse movimento os levará, ainda é incerto. “Os países do Sudeste Asiático querem ter o melhor dos dois mundos”, acrescentou Bland. “No entanto, à medida que a guerra comercial e tecnológica se intensifica, eles enfrentarão escolhas cada vez mais difíceis. Por enquanto, eles estão certos em tentar manter os pés em ambos os campos, mas precisam começar a se planejar para um mundo no qual decisões geopolíticas dolorosas terão que ser tomadas.”

Dilemas como esses são particularmente pertinentes no Vietnã, que adotou uma política externa multilateral desde o colapso da União Soviética. Khang Vu, pesquisador visitante no Boston College, que estuda segurança no Leste Asiático, acredita que Hanói buscará perpetuar tal abordagem pelo maior tempo possível.

“Para o Vietnã, ter que escolher um lado em detrimento do outro é o pior cenário, já que isso pode enviar a mensagem errada tanto para os EUA quanto para a China”, afirmou. “Como uma potência média, o Vietnã não pode decidir seu próprio destino. O país carece de autonomia em relação tanto à China quanto aos Estados Unidos, então qualquer decisão que tome reflete a vontade de uma das potências, e não a sua própria.”

Ele acrescentou que as tarifas dos EUA sugerem ao Vietnã que, apesar de toda a conversa sobre confiança e progresso nas relações EUA-Vietnã, eles “na verdade, não valorizam o Vietnã como um parceiro importante no Indo-Pacífico”. No entanto, mesmo que a relação bilateral com Washington sofra devido às tarifas de Trump, ele acredita que o país não abandonará sua política externa multilateral — em parte por preocupações com a “intimidação” chinesa no Mar do Sul da China.

Para o primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, os cálculos geopolíticos são menos desafiadores, mas isso porque ele posicionou seu país muito mais na órbita da China, segundo Welsh. Os EUA agora veem a Malásia como “muito periférica”, disse ela.

Yin Shao Loong, vice-diretor de pesquisa do Khazanah Research Institute na Malásia, disse que a visita de Xi destacou a importância da Malásia — e do Sudeste Asiático de forma mais ampla — para as cadeias globais de suprimento e como um refúgio de neutralidade entre forças polarizadoras.

“A Malásia e a Asean têm uma oportunidade histórica de negociar uma relação mais forte tanto com a China quanto com os EUA para fortalecer o Sudeste Asiático como um portal de manufatura para o mundo”, disse. “Os países também buscarão garantias da China de que a diversificação do comércio não levará a um aumento disruptivo nas importações ou a atritos com outros parceiros comerciais.”

Enquanto isso, o Camboja é considerado um dos parceiros regionais mais próximos da China. E com Phnom Penh enfrentando uma das tarifas “recíprocas” mais severas dos EUA, de 49%, a “amizade inquebrável” que Xi mencionou repetidamente provavelmente perdurará.

Apesar disso, Brian Eyler, diretor do Programa do Sudeste Asiático do Stimson Center, disse que dois pontos problemáticos na relação bilateral permanecem: a ampliação da Base Naval de Ream, financiada por Pequim, e o altamente politizado Canal Funan Techo, de US$ 1,7 bilhão, que teve pouca atividade desde o início das obras no ano passado, segundo ele.

Não houve menção à base naval durante a visita. Mas o ministério das Relações Exteriores do Camboja disse na sexta-feira (18) que “o lado chinês também expressou forte apoio aos esforços do Camboja para avançar com o Projeto do Canal Funan”, sem fornecer detalhes além de dizer que alguns acordos com o setor privado relacionados à iniciativa, foram assinados.

Mas enquanto o envolvimento chinês na base naval “sinalizou ao Vietnã seu potencial engrandecimento militar”, Xi mudou o foco nesta semana ao tomar “medidas importantes para reiterar a irmandade socialista com o Vietnã antes de assumir novos compromissos com o Camboja”, explicou Trissia Wijaya, pesquisadora do Instituto Asiático da Universidade de Melbourne.

“Ele reverteu a escalada ao destacar o sistema multilateral de comércio, que é um interesse compartilhado entre as nações da Asean”, disse ela.

Eyler acredita que “tanto a China quanto o Camboja querem expressar ambiguidade sobre o que realmente está acontecendo em Ream”. O fato de a base “não ser mencionada enquanto Xi está no país é algo típico nas relações Camboja-China”, acrescentou.

Elvin Ong, da Universidade Nacional de Cingapura, disse que a turnê mostrou que Xi foi capaz de mostrar interesse em aprofundar laços com aliados regionais importantes, enquanto os EUA se mostram muito mais voltados para dentro.

“A visita de Xi simboliza como a China está disposta a investir e nutrir relacionamentos em prol da prosperidade mútua, enquanto os EUA parecem estar preocupados apenas com seus próprios interesses”, disse Ong. “A diferença é gritante.”

Fonte: Valor Econômico












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Morre o papa Francisco, líder que rompeu tradições e se tornou um símbolo de diálogo

Primeiro papa jesuíta e latino-americano da história, ele conduziu a Igreja Católica em um período de grandes transformações

Um dos papas mais carismáticos da história recente, Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, morreu nesta segunda-feira (21) aos 88 anos. Francisco havia ficado internado por 38 dias, desde o dia 14 de fevereiro, no hospital Gemelli, em Roma, em virtude de uma bronquite que evoluiu para uma pneumonia bilateral. 

No domingo (21), visivelmente debilitado, o Pontífice chegou a aparecer na sacada da Basílica de São Pedro para a mensagem de Páscoa Urbi et Orbi, deixando sua última mensagem para a Igreja e o mundo.

O papa faleceu às 7h35 desta segunda, pelo horário de Roma (2h35 de Brasília).

“O Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja”, disse o comunicado do Vaticano.

Um líder que rompeu tradições, aproximou a Igreja dos mais pobres e se tornou um símbolo de diálogo e inclusão, Francisco marcou sua trajetória por gestos de humildade e posicionamentos firmes sobre temas sociais e ambientais.

Primeiro papa jesuíta e latino-americano da história, ele conduziu a Igreja Católica em um período de grandes transformações, enfrentando desafios internos e externos com um olhar voltado para a misericórdia e a renovação. 

Seu papado foi caracterizado pela defesa dos imigrantes, a luta contra a desigualdade e um chamado urgente para a preservação do meio ambiente, consolidando seu legado como um dos pontífices mais influentes do século XXI.

Jornada de fé

Nascido em Buenos Aires, em 17 de dezembro de 1936, filho de imigrantes italianos, Jorge Bergoglio entrou na Igreja Católica a partir do seminário diocesano de Villa Devoto. Aos 22 anos, iniciou o noviciado na Companhia de Jesus e, em 1963, obteve licenciatura em filosofia no Colégio de São José. Passou os três anos seguintes lecionando filosofia e psicologia em colégios católicos na Argentina, onde também estudou teologia. Foi ordenado padre em 1969.

Nos anos 1980, Bergoglio começou a assumir papéis de liderança dentro da Companhia de Jesus, tornando-se provincial da ordem na Argentina em 1973. Durante esse período, ele enfrentou desafios significativos, incluindo a repressão política durante a ditadura militar argentina. Embora tenha sido criticado por alguns por sua abordagem cautelosa em relação ao regime, ele sempre defendeu a dignidade humana e trabalhou em prol dos direitos humanos.

Em 1992, Bergoglio foi nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires e, em 1998, tornou-se arcebispo da cidade. Como arcebispo, continuou a enfatizar a importância da justiça social, promovendo iniciativas para ajudar os pobres e fomentar a inclusão social. Sua abordagem pastoral centrada no povo e sua habilidade de diálogo o tornaram uma figura respeitada na Igreja e na sociedade argentina.

De Cardeal a Papa

Em 2001, Bergoglio foi nomeado cardeal pelo Papa João Paulo II, o que o colocou em uma posição de maior influência dentro da Igreja Católica. Ele participou de vários sínodos e conclaves, onde suas opiniões e experiências foram valorizadas. Durante esses anos, destacou-se por sua ênfase na necessidade de uma Igreja mais aberta e acessível, preocupada genuinamente com os problemas do mundo contemporâneo.

A reputação de Bergoglio como líder pastoral e social cresceu, tornando-se conhecido por seu estilo simples e sua capacidade de se conectar com as pessoas. Ele frequentemente visitava as favelas de Buenos Aires, conversando com moradores e ouvindo suas preocupações.

Em 2013, após a renúncia do Papa Bento 16, Jorge Mario Bergoglio foi eleito Papa, tornando-se o 266º pontífice da Igreja Católica. Ao escolher o nome de Francisco, em homenagem a São Francisco de Assis, fez uma clara alusão ao santo da pobreza e da simplicidade, refletindo seu desejo de uma Igreja mais próxima dos pobres e marginalizados. Desde então, seu papado foi marcado por um enfoque renovado na misericórdia, no diálogo inter-religioso e na defesa dos direitos humanos.

Legado de humildade

O Papa Francisco se destacou por sua abordagem pastoral e acessível. Ele frequentemente visitava comunidades carentes, incentivando a Igreja a sair de suas paredes e a se engajar ativamente nas questões sociais. Sua encíclica Laudato Si’, publicada em 2015, abordou a crise ambiental e a necessidade urgente de cuidar da criação, ecoando um chamado à ação que ressoou em todo o mundo.

Além de seu ativismo social, o Papa Francisco foi um defensor do diálogo inter-religioso, promovendo a paz e a compreensão entre diferentes culturas e tradições. Sua visita histórica a países como o Iraque e o Egito simbolizou seu compromisso em construir pontes entre as religiões.

Nos últimos anos de seu pontificado, enfrentou desafios dentro da própria Igreja, incluindo debates sobre reformas internas e respostas a crises institucionais. Ainda assim, permaneceu como uma voz influente em temas como justiça social, imigração e mudanças climáticas.

O legado de Francisco será lembrado como o de um Papa que buscou tornar a Igreja mais inclusiva, próxima dos necessitados e alinhada com os desafios do século XXI. Seu impacto transcendeu as fronteiras do catolicismo, marcando a história como um líder global que pregou a compaixão, a humildade e a esperança até seus últimos dias.

Fonte: InfoMoney



















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