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Log-In anuncia ampliação da rota de Manaus e reforça estratégia de logística integrada durante a Intermodal South America 2025

A Log-In Logística Integrada apresenta, durante a Intermodal South America 2025, uma ampliação estratégica em sua malha de cabotagem. A empresa passa a operar um quarto navio dedicado à rota entre Manaus (AM) e os principais portos do Nordeste e Sudeste, elevando quase 30% sua capacidade na região Norte.

A mudança entra em vigor em maio e fortalece a atuação da companhia na cabotagem e na distribuição das cargas de importação da região, com impacto direto sobre a oferta, a previsibilidade e a eficiência das operações logísticas de seus clientes. Com o novo desenho operacional, a Log-In passará a oferecer três saídas semanais a partir de Manaus.

De acordo com o Diretor Comercial da Log-In Logística Integrada, Felipe Gurgel, o reforço da frota própria amplia a flexibilidade da malha e posiciona a companhia como fornecedora de soluções logísticas mais completas e conectadas. “A decisão de alocar um navio adicional à região Norte reflete nosso compromisso com a ampliação da cabotagem como alternativa viável e estratégica para o transporte de cargas no Brasil. Acreditamos no potencial da região e estamos investindo em regularidade, capacidade e integração”, afirma.

A nova configuração é resultado da evolução das condições operacionais nos principais portos do país, o que permitiu a realocação de ativos para rotas com maior potencial de crescimento, explica Gurgel. “O foco da Log-In está em garantir rotas mais eficientes, com redução de riscos, menor custo logístico e ganho de previsibilidade nas entregas, elementos fundamentais em setores que dependem de precisão e continuidade no fluxo de suprimentos”, comenta o executivo.

Além da ampliação de capacidade, a Log-In reforça ainda sua posição como operadora logística integrada. A companhia oferece soluções customizadas que combinam transporte marítimo, rodoviário, armazenagem e gestão da cadeia de suprimentos. Esse modelo permite que empresas adequem seus fluxos logísticos às necessidades específicas do negócio, com estratégias personalizadas e uso inteligente de recursos.

O estande da Log-In conta ainda com a participação da Tecmar Transporte & Logística, empresa pertencente ao Grupo e que é responsável pela torre de transporte rodoviário. A presença da Tecmar fortalece a atuação do Grupo como um operador de logística integrada, com foco nas operações de Rodocabotagem.

Insights sobre o setor e agenda ESG

Além dos destaques operacionais, a Log-In também participa da programação da Interlog Summit, que acontece durante a Intermodal. Andrea Simões, Diretora de Gente, Cultura e Transformação Digital da Informação da companhia, estará no painel “ESG Moldando Estratégias Corporativas: Práticas de Sucesso”, que ocorre na quinta-feira, dia 24, às 16h45. O debate reunirá executivos de empresas como AMBEV, Carrefour, ITL e Abralog.

Para Gurgel, a Intermodal segue como um ponto de partida importante para o planejamento do setor logístico. “É um momento de alinhamento entre os principais stakeholders da cadeia logística. Sendo assim, a feira nos permite discutir soluções conjuntas e antecipar movimentos de mercado para o segundo semestre, momento de grande aumento da demanda logística no país”, finaliza o executivo.

Fonte: Datamar News

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Governo Trump anuncia novas tarifas para navios chineses nos portos dos EUA

O governo dos Estados Unidos, dando seguimento a uma política iniciada durante a administração Biden, anunciou nesta quinta-feira (17) a imposição de tarifas sobre navios construídos na China. A medida visa reverter o domínio chinês na indústria naval, onde o país asiático fabrica entre 75% e 80% das frotas mundiais, e incentivar a produção naval nos Estados Unidos, uma política que conta com apoio de ambos os partidos.

“Navios e transporte marítimo são vitais para a segurança econômica americana e para o livre fluxo do comércio”, afirmou o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. “As ações da administração Trump começarão a reverter o domínio chinês, enfrentar ameaças à cadeia de suprimentos dos EUA e enviar um sinal de demanda por navios construídos nos EUA.”

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) argumenta que a China alcançou sua posição dominante principalmente por meio de um direcionamento agressivo e específico desses setores, prejudicando significativamente empresas, trabalhadores e a economia americana. As tarifas serão cobradas por viagem e não por porto, como havia sido proposto inicialmente.

A proposta de política, que teve início sob a administração Biden e culminou em um relatório de janeiro, concluiu que a indústria naval chinesa possuía uma vantagem injusta, permitindo ao governo americano impor altas tarifas sobre navios fabricados na China que chegam aos portos dos EUA. A proposta original previa uma taxa de serviço de até US$ 1 milhão a ser cobrada de cada operador de navios de propriedade chinesa. Para transportadoras marítimas não chinesas com frotas contendo navios construídos na China, a taxa de serviço inicial seria de até US$ 1,5 milhão por porto de escala nos EUA.

O USTR reconheceu que a mudança para a cobrança por viagem foi feita após comentários públicos durante dois dias de audiências sobre as multas, em março, onde mais de 300 grupos comerciais e outras partes interessadas prestaram depoimento. Muitos alertaram o governo, por meio de cartas e testemunhos, que os EUA não estavam em posição de vencer uma guerra econômica que colocaria as transportadoras marítimas que utilizam navios chineses no meio do conflito. Em breve, navios construídos na China representarão 98% dos navios comerciais nos oceanos do mundo.

Proprietários de navios poderão ser elegíveis ao reembolso das tarifas se fornecerem prova de um pedido de construção de navio nos EUA. O reembolso da taxa será baseado em uma capacidade de tonelagem líquida igual ou inferior ao navio construído nos EUA encomendado. “Se um proprietário de navio em potencial não receber o navio construído nos EUA encomendado dentro de três anos, as tarifas serão devidas imediatamente”, diz o relatório.

Tabela de Taxas:

Nos primeiros 180 dias, as tarifas serão fixadas em zero e divididas em várias categorias, todas baseadas na tonelagem líquida de um navio (navios de contêineres podem variar de 50.000 a 220.000 toneladas):

Taxa de Serviço para Operadores e Proprietários de Navios da China:

  • Efetivo a partir de 17 de abril de 2025: US$ 0 por tonelada líquida para o navio que chega.
  • Efetivo a partir de 14 de outubro de 2025: US$ 50 por tonelada líquida para o navio que chega.
  • Efetivo a partir de 17 de abril de 2026: US$ 80 por tonelada líquida para o navio que chega.
  • Efetivo a partir de 17 de abril de 2027: US$ 110 por tonelada líquida para o navio que chega.
  • Efetivo a partir de 17 de abril de 2028: US$ 140 por tonelada líquida para o navio que chega.

A taxa será cobrada até cinco vezes por ano, por navio. O registro não detalhou o preço por contêiner.

Tarifas para operadores de navios construídos na China:

  • Efetivo a partir de 17 de abril de 2025: US$ 0 para cada contêiner descarregado.
  • Efetivo a partir de 14 de outubro de 2025: US$ 18 por tonelada líquida (US$ 120 por contêiner).
  • Efetivo a partir de 17 de abril de 2026: US$ 23 por tonelada líquida (US$ 153 por contêiner).
  • Efetivo a partir de 17 de abril de 2027: US$ 28 por tonelada líquida (US$ 195 por contêiner).
  • Efetivo a partir de 17 de abril de 2028: US$ 33 por tonelada líquida (US$ 250 por contêiner).

A taxa será cobrada até cinco vezes por ano, por navio. As taxas para navios transportadores de automóveis construídos no exterior também serão baseadas em sua capacidade, começando em US$ 150 por Unidade Equivalente de Automóvel (CEU) em 180 dias.

As ações da segunda fase, com início previsto para três anos, terão como alvo navios de GNL, com restrições ao transporte via navios estrangeiros aumentando gradualmente ao longo de 22 anos. Transportadoras marítimas que comprovarem pedido de um navio construído nos EUA terão as tarifas ou restrições sobre um navio equivalente não construído nos EUA suspensas por até três anos. As tarifas sobre navios construídos na China não cobrirão o transporte nos Grandes Lagos ou no Caribe, transporte de e para territórios dos EUA, exportações a granel como carvão ou grãos, e navios vazios chegando aos portos estarão isentos.

Fonte: Diário do Brasil

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UE reduz exigências de regra contra desmatamento para importadores

Bloco decidiu flexibilizar o número de documentos que empresas precisarão apresentar para importar produtos como café, soja e carne bovina

União Europeia decidiu flexibilizar parte das regras para conter o desmatamento em todo o mundo, tornando mais fácil para os importadores provarem que obtiveram os documentos necessários.

A Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, informou na terça-feira (15) que as empresas poderão apresentar declarações de A Comissão também flexibilizou as obrigações para que as empresas verifiquem o cumprimento das regras por parte de fornecedores abaixo de sua cadeia de suprimentos.

O esforço da UE para reduzir o desmatamento, não apenas no bloco, mas em países como o Brasil, tornou-se um dos elementos mais controversos dos planos do Green Deal do bloco. anualmente, em vez de fazer isso a cada carga importada.

A legislação – que visa combater o desmatamento em produtores de commodities como cafécacausoja e carne bovina – tem sido criticada por seu alcance global e pela burocracia que impõe aos agricultores e importadores.

“Nosso objetivo é reduzir a burocracia para as empresas e, ao mesmo tempo, preservar os objetivos do regulamento”, disse Jessika Roswall, comissária de meio ambiente da UE. “Estamos comprometidos com a implementação das regras da UE sobre o desmatamento.”

As medidas devem resultar em uma redução de 30% nos custos administrativos, disse a comissão.

Após meses de pressão, em outubro, a UE adiou a implementação das regras em um ano, de modo que agora elas entrarão em vigor no final de 2025.

A comissão deve classificar os países de acordo com seu nível de risco de desmatamento até o final de junho.

Fonte: Bloomberg Línea

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Entenda a mudança no câmbio da Argentina – e as reações mistas da medida de Milei

Mercado e o peso argentino tiveram reações opostas na segunda-feira 14, primeiro dia útil após o anúncio das mudanças

Desde que chegou à Casa Rosada, em dezembro de 2023, o presidente da Argentina, Javier Milei, implementou uma série de medidas controversas para domar a economia do país. Na última sexta-feira 11, o ultradireitista anunciou o último passo para estabilizá-la: o fim do controle cambial, conhecido como “cepo”, em vigor desde 2019. A decisão, que já havia sido antecipada pelo ministro da Economia, Luis Caputo, foi acompanhada pelo anúncio do acordo de 20 bilhões de dólares (117,5 bilhões de reais) com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O mercado e o peso argentino tiveram reações opostas, como esperado, na segunda-feira 14, primeiro dia útil após o anúncio das mudanças de Milei. O S&P Merval, principal índice que reflete o desempenho das ações mais líquidas do país, registrou alta de 4,70%, enquanto o peso desvalorizou 11,38% em relação ao dólar – resultado direto da alta procura da população pela moeda americana, o que leva à queda momentânea, como acreditam analistas, da unidade monetária argentina.

O “cepo” restringia a compra e venda de dólares, limitada a 200 dólares, numa tentativa de estabilizar a economia da Argentina. A partir de sexta-feira, o governo Milei cancelou o câmbio fixo e deu o sinal verde para que o peso flutue entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar, sem intervenção do Banco Central. A faixa expandirá em 1% a cada mês. O BC, no entanto, poderá atuar no mercado, comprando ou vendendo a moeda americana, caso o câmbio ultrapasse – para mais ou para menos – os limites de oscilação. 

O objetivo, segundo o FMI, é alcançar uma “taxa de câmbio totalmente flexível no contexto de um sistema bimonetário”. O governo argentino espera, então, que as mudanças levem à redução da inflação e queda nos impostos. Para Caputo, o controle cambial “limitava o funcionamento normal da economia”. Com as novas medidas, empresas também ganharam permissão para mandar remessas de lucros para o exterior, o que acredita-se que atrairá multinacionais. 

A administração Milei também pôs um ponto final no dólar blend, câmbio médio entre o dólar oficial e o dólar blue, como é chamada a moeda negociada no mercado paralelo. O mecanismo permitia exportações a preços mais competitivos, beneficiando o setor agropecuário. Além disso, o prazo de 30 dias para pagamento de importações de bens e serviços finais foi extinguido.

Fonte: Veja

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Secretário do Tesouro dos EUA diz que negociações com países sobre tarifas devem ultrapassar 90 dias

Bessent afirmou que dificilmente as conversas serão concluídas antes do fim do prazo de suspensão do tarifaço de Trump

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou hoje que nem todas as negociações sobre impostos sobre importações do governo de Donald Trump com outros países serão concluídas dentro do prazo de 90 dias de suspensão das “tarifas recíprocas” do presidente americano.

A suspensão não vale apenas para a China, cujos produtos atualmente são taxados em 145% quando entram no mercado americano.

Em entrevista ao portal Yahoo Finance, ele afirmou que não é provável que os EUA concluam as conversas com seus maiores parceiros comerciais sobre as tarifas.

— Existem 15 grandes parceiros comerciais. Deixando a China de lado, restam 14, e estamos avançando rapidamente e estabelecendo um processo para os 14 maiores parceiros comerciais, a maioria dos quais tem déficits muito grandes. Então, em 90 dias, vamos ter um documento completo, um documento legal formal pronto e finalizado? Pouco provável — disse o secretário ao Yahoo Finance.

Ele continuou.

— Mas eu acho que, se seguirmos o processo, poderemos ter uma clareza substancial sobre esses 14, excluindo a China, em termos de acordos em princípio. E então, uma vez que alcancemos um nível com o qual tenhamos concordado, e eles tenham concordado em reduzir suas tarifas, barreiras não tarifárias, manipulação cambial e subsídios à indústria e ao trabalho, aí sim acredito que poderemos avançar.

Fonte: O Globo

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EUA confirmam novas restrições à exportação de chips Nvidia e AMD

Governo acrescentou estar “comprometido em agir de acordo com a diretriz do presidente Trump para salvaguardar nossa segurança nacional e econômica”

governo dos Estados Unidos afirmou que exigirá licenças de exportação para alguns chips de inteligência artificial (IA) fabricados pela Nvidia e pela AMD.

“O Departamento de Comércio está emitindo novos requisitos de licenciamento de exportação para o NVIDIA H20AMD MI308 e seus equivalentes”, afirmou o departamento em um comunicado.

O governo acrescentou estar “comprometido em agir de acordo com a diretriz do presidente Trump para salvaguardar nossa segurança nacional e econômica”.

Fonte: CNN Brasil

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Bolsas em NY recuam após restrição à venda de chips; Nvidia tomba 6,8%

Mercados também analisaram falas de Powell sobre impacto de tarifas na economia dos EUA

As bolsas de Nova York fecharam a quarta-feira (16) em queda, em meio à pressão renovada do governo norte-americano em sua guerra comercial contra a China, o que turva o cenário para a política monetária, como evidenciou o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, na parte da tarde.

O destaque negativo do dia foram as ações de tecnologia, que despencaram após a Nvidia anunciar que agora será necessário obter uma licença para exportar suas unidades de processamento gráfico (GPUs) para a China.

O Dow Jones caiu 1,73%, aos 39.669,33; o S&P 500 recuou 2,24%, aos 5.275,70; e o Nasdaq despencou 3,07%, aos 16.307,16 pontos.

O apetite por risco no mercado de ações também foi prejudicado por falas de Powell, que reconheceu que as tarifas podem provocar inflação e desaceleração da economia dos EUA.

Mais cedo, as vendas no varejo americano em março surpreenderam positivamente, com analistas identificando compras antecipadas de alguns produtos diante do risco de tarifas.

A Nvidia caiu 6,87%, atenuando baixa que chegou a ser de 10%, após revelar que as vendas de seus chips H20 para a China exigirão uma licença “por tempo indeterminado” do Departamento de Comércio americano. A informação foi confirmada pelo governo americano.

A Nvidia também afirmou que registrará encargos de até US$ 5,5 bilhões em seu primeiro trimestre fiscal, relacionados ao estoque dos chips H20 e vendas canceladas.

Outras fabricantes de chips também registraram quedas. A Broadcom e a Micron Technology recuaram 2,4% e a Advanced Micro Devices (AMD) teve declino de 7,3%.

O governo dos EUA também exigirá licença para a exportação dos chips de IA MI308 da AMD. A companhia disse que uma avaliação inicial indica que a exigência poderá resultar em encargos de até US$ 800 milhões.

Na contramão do mercado, as ações da Hertz saltaram 56,4% depois que a Pershing Square, do gestor de fundos hedge Bill Ackman, revelou ter assumido uma participação significativa na locadora de veículos.

Fonte: CNN Brasil

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Comunidade TC: guerra comercial entre EUA e China segue pautando mercado

Decisões de Trump sobre tarifas e resposta chinesa geram volatilidade nas bolsas; setores de tecnologia e automobilístico são mais afetados

A guerra comercial entre Estados Unidos e China continua a influenciar significativamente os mercados financeiros globais, com recentes desenvolvimentos gerando tanto otimismo quanto preocupação entre investidores.

No início da semana, os Estados Unidos anunciaram uma isenção temporária de taxas para produtos de tecnologia importados da China, incluindo smartphones e chips.

Esta medida foi vista como um sinal positivo, potencialmente reduzindo as tarifas médias americanas, aliviando assim pressões inflacionárias sobre empresas e consumidores.

Setor automobilístico em foco

O setor automobilístico também entrou no radar dos investidores após Trump sinalizar possíveis isenções temporárias. Ações de montadoras como General Motors, Ford e Stellantis (controladora da Chrysler) registraram altas significativas.

Entretanto, a China não demorou a retaliar. Notícias de que o país asiático estaria vetando a compra de novos aviões da Boeing por empresas chinesas causaram queda nas ações da fabricante americana. Por outro lado, a concorrente Embraer se beneficiou.

Negociações e expectativas

A China indicou estar aberta a negociações com os Estados Unidos, desde que a administração Trump adote uma postura mais “respeitosa e coerente”. Jamie Dimon, presidente do JP Morgan, sugeriu que o secretário do Tesouro, Scott Bassett, poderia ser o “adulto na sala” para resolver a situação.

Para os investidores, a volatilidade resultante dessa disputa comercial apresenta tanto riscos quanto oportunidades. A atenção do mercado permanece focada em cada declaração de Trump e nas respostas da China, na esperança de que um acordo possa ser alcançado para reduzir as tensões globais.

*O TradersClub (TC), maior rede social de investidores e traders da América Latina, é parceiro do CNN Money

Fonte: CNN Brasil

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Bancos globais cortam previsões de crescimento da China em meio a tarifaço

Tensões comerciais entre China e EUA têm se intensificado desde que Trump anunciou tarifas recíprocas em 2 de abril, o que levou a taxas retaliatórias sobre os produtos de ambos os países

Bancos globais estão reduzindo suas projeções para o crescimento econômico da China neste ano, uma vez que as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devem afetar a segunda maior economia do mundo.

Alguns dos bancos haviam melhorado suas previsões para a China há apenas um mês, incentivados por sinais de melhora na economia nos dois primeiros meses do ano.

As tensões comerciais entre China e EUA têm se intensificado desde que Trump anunciou tarifas recíprocas em 2 de abril, o que levou a taxas retaliatórias sobre os produtos de ambos os países.

Em 11 de abril, a China estava praticamente sob um embargo comercial dos EUA, já que as tarifas norte-americanas sobre o país subiram para 145%.

Prevê-se que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China atinja 4,5% em 2025, ante a expansão de 5,0% do ano passado, de acordo com uma pesquisa da Reuters, ficando aquém da meta oficial de cerca de 5,0%.

O PIB do primeiro trimestre da China superou as expectativas, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira, com um crescimento anual de 5,4%. Os analistas esperavam uma alta de 5,1%.

Aqui está um resumo de algumas previsões para o PIB da China:

UBS

“De acordo com nossas novas premissas básicas atuais, estimamos que os aumentos de tarifas neste ano representem um arrasto de mais de dois pontos percentuais no crescimento do PIB da China. Esperamos que as exportações da China para os EUA caiam em 2/3 nos próximos trimestres e que suas exportações totais caiam em 10% em termos de dólares em 2025.”

CITI

“Vemos pouco espaço para um acordo entre os EUA e a China após as recentes escaladas.”

“As políticas domésticas poderiam se concentrar mais na expansão da demanda. Esperamos um financiamento adicional de 1 a 1,5 trilhão de iuanes (US$ 205 bilhões) enquanto a implementação de políticas se acelera.”

GOLDMAN SACHS

“Eventos recentes ressaltaram a velocidade com que o presidente Trump pode alterar as taxas tarifárias, ao mesmo tempo em que destacam a probabilidade de que as altas tarifas sobre os produtos chineses persistam.”

“Estimamos que de 10 a 20 milhões de trabalhadores na China podem estar expostos às exportações dos EUA. Espera-se que a combinação de tarifas extremamente altas dos EUA, exportações em declínio acentuado para os EUA e uma economia global em desaceleração gere pressões substanciais sobre a economia e o mercado de trabalho chineses.”

MORGAN STANLEY

“É provável que as autoridades antecipem o pacote de estímulo de 2 trilhões de iuanes anunciado no Congresso Nacional do Povo no segundo trimestre. As possíveis medidas incluem um modesto afrouxamento monetário, emissão antecipada e implantação de títulos de construção locais, aumento do programa de troca de bens de consumo, lançamento de subsídios nacionais à fertilidade e digestão mais rápida do estoque de moradias.”

Fonte: CNN Brasil

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Heineken supera expectativas de receita em meio a preocupações com tarifas

Desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento nos mercados da África, Oriente Médio e Ásia-Pacífico

Heineken divulgou um crescimento de receita acima das expectativas do mercado e manteve sua previsão para o ano, mas alertou sobre um cenário volátil entre consumidores e os riscos geopolíticos decorrentes da incerteza em torno das tarifas.

empresa reportou um aumento de 0,9% na receita líquida orgânica no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Analistas previam uma queda de 0,6%, segundo o consenso compilado pela companhia.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento nos mercados da África, Oriente Médio e Ásia-Pacífico, que compensou as quedas nas Américas e na Europa.

A Heineken manteve sua previsão de crescimento orgânico de 4% a 8% no lucro operacional ajustado em 2025, indicador que exclui itens excepcionais e pontuais.

A meta está alinhada à estimativa média dos analistas, de 5,8%, segundo o consenso da própria empresa.

receita total da Heineken no primeiro trimestre foi de 7,78 bilhões de euros, abaixo dos 8,18 bilhões de euros registrados no mesmo período do ano passado. O volume de cerveja caiu 2,1% em relação ao ano anterior, desempenho melhor que a expectativa de queda de 2,9%.

A retração foi atribuída a uma base de comparação elevada e a fatores técnicos, como menos dias úteis e o calendário da Páscoa e do feriado do Tet no Vietnã, que a empresa já havia mencionado.

A cervejaria holandesa, que é dona de marcas como Amstel, Birra Moretti e Heineken, afirmou que os recentes ajustes nas tarifas e os possíveis aumentos criam mais incerteza e podem impactar o consumo.

No primeiro trimestre, antes do anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o plano tarifário, o aumento no volume de vendas das marcas premium da Heineken.

E os reajustes de preços ajudaram a empresa a registrar um crescimento orgânico de receita, contrariando a expectativa de queda.

Assim como outras cervejarias, a Heineken produz mais de 95% de seus produtos localmente, o que a torna menos exposta aos efeitos diretos de uma guerra comercial.

No entanto, o setor pode sentir impactos indiretos, como queda na confiança do consumidor e aumento nos custos de insumos.

Fonte: CNN Brasil

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