Comércio, Internacional, Negócios

Sem indústria, não há como se tornar uma grande potência, diz professor HOC

Em reunião de diretoria da FIESC, ele destacou que os conflitos internacionais e a guerra tarifária têm levado economias desenvolvidas a olhar além do custo de produção de um país e incorporar o fator geopolítico na tomada de decisão

Em reunião de diretoria da Federação das Indústrias (FIESC), o cientista político Heni Ozi Cukier, o professor Hoc, disse que um país não consegue se tornar uma grande potência sem a participação da indústria. Ele destacou que os conflitos internacionais e a guerra tarifária em curso têm levado as economias desenvolvidas a olhar não somente os custos de produção para produzir em um país, mas incorporado o fator geopolítico na tomada de decisão de investimentos.

Um exemplo concreto disso é o anúncio recente da Apple de que planeja produzir a maioria dos iPhones na Índia para reduzir a dependência da China e mitigar os riscos associados às tarifas e às tensões geopolíticas.

Em sua palestra, realizada nesta sexta-feira, dia 25, em Florianópolis, Hoc explicou que o pano de fundo que motivou a guerra comercial é o desequilíbrio comercial mundial, muito influenciado pelo avanço econômico da China e a consequente perda de espaço da indústria norte-americana. 

“Os Estados Unidos identificaram um problema e ele é real: existe um grande desequilíbrio no comércio internacional, criado por medidas adotadas por países como a China, que tem excesso de capacidade produtiva e não tem um mercado interno capaz de absorver essa produção”, explicou, lembrando que, quando não se consegue absorver, ou se fecha fábricas e se entra numa recessão econômica ou se encharca outros países com seus produtos.

“E isso é uma maneira de exportar desemprego porque em vez de você reduzir a sua capacidade produtiva e criar desemprego internamente, você joga o desemprego para outro país. E esse é o diagnóstico do que está acontecendo com o comércio internacional”, salientou. 

Essa situação afeta principalmente os Estados Unidos e a sua indústria. E esse setor é o mais estratégico por duas questões: primeiro, do ponto de vista econômico, é o que produz a maior eficiência econômica e traz a fronteira da tecnologia. “O segundo ponto é que você não se torna uma grande potência e não vence um confronto militar se não tiver uma indústria”, disse. 

Fonte: FIESC

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Internacional, Investimento, Negócios

IBM segue Nvidia e Apple e anuncia investimentos de US$ 150 bilhões nos EUA

Gigante de tecnologia fará aportes para expandir fabricação de computadores quânticos. CEO diz que companhia seguirá no epicentro de recursos em IA

A gigante americana de tecnologia IBM anunciou, nesta segunda-feira, 28 de abril, que irá investir US$ 150 bilhões nos próximos cinco anos nos Estados Unidos. A iniciativa vai no caminho do que pretende o presidente americano Donald Trump, de iniciar um processo de reindustrialização, com a presença de fábricas de grandes players globais no país.

O anúncio da IBM ocorre dias após Nvidia e Apple também revelarem aportes expressivos em unidades de produção. No dia 14 de abril, as duas informaram que injetariam US$ 500 bilhões, cada uma, nos próximos quatro anos no país. Enquanto a Nvidia produzirá servidores de Inteligência Artificial (IA), a Apple pretende construir uma fábrica no Texas, além de investir também em servidores e programas para Apple TV+.

Do total revelado pela IBM, cerca de US$ 30 bilhões serão usados para expandir a fabricação nos Estados Unidos de computadores quânticos e mainframes, sistemas usados para lidar com grandes volumes de dados. Mais de 70% de todas as transações mundiais, em valor, passam pelos mainframes da IBM, fabricados nos Estados Unidos.

“Temos nos concentrado em empregos e na indústria americana desde a nossa fundação, há 114 anos, e com esse investimento e compromisso com a manufatura, estamos garantindo que a IBM continue sendo o epicentro dos recursos de computação e IA mais avançados do mundo”, diz o CEO da companhia, Arvind Krishna, em comunicado divulgado pela empresa.

Especialistas enxergam que os anúncios recentes expressam uma espécie de resposta a Trump, que vem travando uma guerra global a partir de aumentos de tarifas de importação.

De qualquer forma, a Casa Branca informou, também no início de abril, a isenção de tarifas para smartphones, laptops e chips, cujos produtos são amplamente importados.

“Embora acreditemos que a IBM continuará investindo na área emergente da tecnologia quântica, o número bombástico é mais provavelmente um gesto em direção à administração dos EUA”, disse à Reuters o analista Gil Luria, da DA Davidson.

Segundo ele, as empresas de tecnologia têm usado as promessas de investimento nos Estados Unidos como uma forma de se blindar aos conflitos comerciais, principalmente entre Donald Trump e o presidente da China, Xi Jinping.

Nos últimos cinco anos, a IBM relatou investimentos de US$ 33,6 bilhões, voltados principalmente ao segmento de pesquisa e desenvolvimento no mundo. No período, as despesas operacionais foram de US$ 141,8 bilhões.

No balanço divulgado na semana passada, a IBM registrou lucro líquido de US$ 1,055 bilhão no primeiro trimestre de 2025, queda de 34,2% sobre US$ 1,605 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.

A receita nos primeiros três meses de 2025 foi de US$ 14,54 bilhões, 1% maior do que a reportada um ano atrás.

O anúncio de investimentos mexeu pouco com as ações da companhia. Até 12h30, os papeis registravam alta de 0,21% na Bolsa de Nova York. No acumulado de 12 meses, as ações acumulam valorização de quase 40%. A IBM está avaliada em US$ 216,4 bilhões.

Fonte: NeoFeed

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Informação, Internacional, Notícias

Vibração atmosférica: entenda fenômeno citado após apagão na Europa

Operadora elétrica de Portugal negou ter afirmado que o fenômeno atmosférico tenha sido a motivação

Um fenômeno atmosférico raro, conhecido como “vibração atmosférica induzida”, chegou a ser citado como a causa do apagão que atingiu parte da Europa nesta segunda-feira (28).

A agência de notícias Reuters publicou uma reportagem informando que, segundo a REN, operadora de energia elétrica de Portugal, “devido às variações extremas de temperatura no interior da Espanha, houve oscilações anômalas nas linhas de muito alta tensão (400 KV)”. Outra informação é de que a restauração completa da rede elétrica do país poderia levar até uma semana.

Mais tarde, a REN negou ter afirmado que o fenômeno atmosférico tenha sido a motivação.

Em comunicado enviado à CNN Portugal, “a REN desmente categoricamente a informação de fonte anônima colocada para circular em nome da empresa, em que se estima que a normalização do abastecimento de energia ao país possa demorar uma semana”.

“A REN reafirma que está procedendo as operações para o retorno do sistema elétrico nacional, cujo andamento será de conhecimento público, através dos canais oficiais. Todas as informações provenientes de outras fontes devem ser desconsideradas”, afirmou a operadora portuguesa.

Mas, afinal, o que é vibração atmosférica induzida?

A vibração atmosférica induzida ocorre quando oscilações de baixa frequência, entre 0,1 e 10 Hz, afetam os condutores e componentes da rede elétrica. Essa vibração tem origem da interação entre fenômenos elétricos e as condições climáticas, segundo a MetSul Meteorologia.

Uma pequena descarga elétrica, que pode ocorrer graças a alta umidade ou a irregularidades na superfície dos cabos, ioniza o ar ao redor das linhas elétricas. Essas partículas carregadas começam a interagir com o campo elétrico dos condutores, gerando ondas de pressão no ar e causando a vibração dos cabos e de outras partes da rede.

O fenômeno é considerado raro, pois não está ligado diretamente a forças atmosféricas mecânicas, como o vento ou o gelo.

O que se sabe sobre o apagão

Por volta das 12h30 em Madri e às 11h30 em Lisboa, houve cortes de energia em grande parte da Península Ibérica. Partes do País Basco foram brevemente afetadas, mas não por muito tempo.

As interrupções afetaram trens, linhas de metrô e aeroportos internacionais nos dois países. A fornecedora de energia elétrica espanhola, Red Electrica, afirmou que o restabelecimento do fornecimento de energia a todos os clientes pode levar de seis a dez horas, em declarações a uma emissora local nesta segunda-feira (28).

As autoridades espanholas solicitaram que as pessoas minimizem seus movimentos e liguem para os serviços de emergência apenas em casos de emergência extrema. Também pediram que as pessoas se mantenham afastadas das estradas para que os socorristas possam acionar o sistema.

A polícia portuguesa alertou que semáforos e iluminação pública correm o risco de falhas, pedindo aos motoristas que evitem deslocamentos desnecessários e prestem atenção redobrada nas estradas. A companhia aérea portuguesa TAP Air também solicitou que os viajantes não se desloquem para o aeroporto.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Informação, Internacional, Notícias, Tributação

Guerra Tarifária e Novo Protecionismo: Desafios e Riscos para o Brasil no Comércio Global

A guerra tarifária deflagrada pelos EUA reconfigura o comércio global, desafia a ordem multilateral e impõe ao Brasil a necessidade de agir estrategicamente

A reconfiguração da ordem econômica internacional é um dos temas mais urgentes e complexos da atualidade. Abaixo, algumas reflexões sobre os principais impactos da atual guerra tarifária deflagrada pelos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump, e suas consequências para o Brasil e para o comércio global.

Desde o primeiro dia do novo governo Trump, houve a uma série de ações que reconfiguraram o conceito de segurança nacional e de alianças estratégicas. Houve também um abandono de compromissos internacionais, como o Acordo de Paris, e a retirada dos EUA de organismos multilaterais importantes, como a OMC e a Comissão de Direitos Humanos. A política externa norte-americana passou a priorizar o “reshoring” — a tentativa de atrair investimentos de volta ao território dos EUA — , reforçada por uma visão peculiar de “reciprocidade” no comércio: para a administração Trump, déficits comerciais são sinônimo de exploração econômica.

Nesse contexto, as tarifas aduaneiras passaram a ser vistas não apenas como instrumento de política comercial, mas também como fonte de arrecadação para o Estado. A ordem executiva de 2 de abril resume essa estratégia: redução do déficit comercial, fortalecimento da indústria doméstica, correção de assimetrias tarifárias e combate a barreiras não tarifárias.

Dentro da equipe econômica de Trump, há nuances entre os diferentes assessores: enquanto alguns ainda defendem a abertura de mercados, outros — como Peter Navarro — advogam pela reindustrialização radical dos Estados Unidos por meio de tarifas massivas. Esse conflito interno reflete-se em políticas muitas vezes contraditórias e pouco ancoradas na realidade econômica de um país cuja economia é majoritariamente de serviços, com apenas 8% de sua força de trabalho na indústria de transformação.

No campo prático, a guerra tarifária resultou em medidas amplas como a aplicação de tarifas de 10% sobre produtos de 70 países, com prazo de 90 dias para negociações bilaterais. Além disso, houve uma expansão agressiva da utilização da Seção 232 — que permite impor tarifas por razões de segurança nacional — , agora aplicada não apenas ao aço e alumínio, mas também a produtos como cobre, madeira e semicondutores, afetando diretamente as exportações brasileiras.

Do ponto de vista brasileiro, o impacto é significativo. Estima-se que dois terços das exportações do Brasil para os EUA sejam afetadas. Além da perda de competitividade, há o risco de desvio de comércio: produtos que perderem acesso aos EUA buscarão novos mercados, pressionando o Brasil e outros países em desenvolvimento. A OMC projeta uma redução de 1% no comércio global em função desse novo cenário.

Outro efeito imediato é o risco de uma espiral protecionista: Índia, União Europeia e outros países já adotaram medidas para proteger seus mercados. Além disso, a reorganização produtiva nos EUA — que dependeria de anos para novas instalações industriais — é complexa e incerta.

O comércio internacional também se vê cada vez mais submetido a fatores geopolíticos. O modelo de crescimento baseado em exportações — tão importante para países asiáticos nas últimas décadas — entra em xeque. E a instabilidade crescente aumenta os riscos para a segurança internacional.

Para o Brasil, os desafios são inúmeros. Primeiro, no setor de tecnologia: projetos de data centers e de energia renovável podem ser afetados pelas barreiras comerciais. Em segundo lugar, há impactos relevantes no sistema multilateral. O Brasil, potência média com grande dependência de commodities, prosperou sob o sistema baseado em regras da OMC. A erosão desse sistema ameaça nossa posição como fornecedor confiável de segurança alimentar e dificulta a promoção de temas como sustentabilidade e nova governança global.

Infelizmente, a capacidade de liderança brasileira no cenário internacional é limitada. Sem apoio firme dos EUA, e com uma Europa e uma China cada vez mais assertivas, será necessário redobrar esforços de coordenação para não perder relevância.

Um terceiro impacto é a crescente imprevisibilidade para investimentos e negócios. A suspensão de projetos à espera de definições nos próximos três meses é apenas o sintoma mais visível. A médio prazo, incertezas afetam acesso a mercados, seguros, logística e investimentos, prejudicando ainda mais economias emergentes como a brasileira.

Quarto ponto: o aumento da dependência da China. Em 2006, 20% das exportações brasileiras iam para os EUA; hoje, mais de 30% têm como destino a China. Caso as tarifas entre EUA e China permaneçam, setores como carne, soja, milho e algodão brasileiros ganharão espaço no mercado chinês, aprofundando ainda mais essa dependência. É uma oportunidade de curto prazo, mas também um risco estratégico de longo prazo.

Consequentemente, torna-se essencial avançar em acordos comerciais, como com o EFTA e a União Europeia, para diversificar mercados e reduzir vulnerabilidades.

Por fim, um alerta: a guerra tarifária já provoca pressões políticas internas no Brasil. Existem movimentos em Brasília para ampliar o uso da Lei de Retaliação, não apenas sobre bens físicos, mas também sobre serviços e propriedade intelectual — algo que, se mal conduzido, pode gerar insegurança jurídica e prejudicar a credibilidade brasileira no comércio internacional.

Em resumo, estamos diante de uma conjuntura de instabilidade estrutural. A guerra tarifária deflagrada pelos EUA reconfigura o comércio global, desafia a ordem multilateral e impõe ao Brasil a necessidade de agir estrategicamente: diversificar mercados, fortalecer cadeias de valor, proteger suas exportações e se posicionar de maneira pragmática diante de um mundo mais fragmentado e competitivo.

Fonte: Medium

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Informação, Internacional, Notícias

Apagão em Portugal e Espanha foi causado por fenômeno atmosférico raro

A primeira versão deste texto dizia que o apagão que afetou Portugal e Espanha nesta segunda-feira (28) foi causado por fenômeno atmosférico raro. A REN, operadora de energia elétrica de Portugal, negou ter afirmado que esse fenômeno foi a causa. Leia mais aqui.

Em uma primeira versão, com alertas enviados às 11h10, no horário de Brasília, a agência de notícias Reuters publicou uma reportagem informando que a REN havia atribuído a interrupção a um fenômeno atmosférico raro conhecido como “vibração atmosférica induzida”.

“Devido às variações extremas de temperatura no interior da Espanha, houve oscilações anômalas nas linhas de muito alta tensão (400 KV)”, destacava o comunicado disparado pela Reuters.

Entretanto, em comunicado enviado à CNN Portugal, “a REN desmente categoricamente a informação de fonte anônima colocada a circular em nome da empresa, em que se estima que a normalização do abastecimento de energia ao país possa demorar uma semana”.

“A REN reafirma que está já a proceder às operações tendentes à reenergização do sistema elétrico nacional, de cujo andamento irá dando conhecimento publico, através dos seus canais oficiais. Todas as informações prevenientes de outras fontes devem ser desconsideradas”, afirmou a operadora portuguesa.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que, até o momento, não é possível determinar a causa do apagão.

Veja nota atribuída a REN divulgada anteriormente:
“A REN tem todos os seus recursos empenhados na recuperação da rede de abastecimento de energia a todo o país, em colaboração com as empresas produtoras e e de distribuição e com a Rede Elétrica de Espanha. Os dois países ibéricos são afetados por um corte maciço no fornecimento de energia. A retomada do sistema elétrico nacional será feita gradualmente, com o acoplamento faseado dos diversos grupos eletroprodutores. […] Neste momento é ainda impossível prever quando estará normalizada a situação. As autoridades e as empresas responsáveis pelo transporte de eletricidade de ambos os lados da fronteira continuam entretanto a analisar as causas do incidente desta manhã”

Por volta das 12h30 em Madri e às 11h30 em Lisboa, houve cortes de energia em grande parte da Península Ibérica. Partes do País Basco foram brevemente afetadas, mas não por muito tempo.

As interrupções afetaram trens, linhas de metrô e aeroportos internacionais nos dois países. A fornecedora de energia elétrica espanhola, Red Electrica, afirmou que o restabelecimento do fornecimento de energia a todos os clientes pode levar de seis a dez horas, em declarações a uma emissora local nesta segunda-feira.

As autoridades espanholas solicitaram que as pessoas minimizem seus movimentos e liguem para os serviços de emergência apenas em casos de emergência extrema. Também pediram que as pessoas se mantenham afastadas das estradas para que os socorristas possam acionar o sistema.

A polícia portuguesa alertou que semáforos e iluminação pública correm o risco de falhas, pedindo aos motoristas que evitem deslocamentos desnecessários e prestem atenção redobrada nas estradas. A companhia aérea portuguesa TAP Air também solicitou que os viajantes não se desloquem para o aeroporto.

Fonte: Diário do Brasil

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Informação, Internacional, Notícias

Cibersegurança de Portugal descarta ciberataque em apagão na Europa

O Centro Nacional de Cibersegurança de Portugal afirmou nesta segunda-feira, 28, que não há indícios de ciberataque no “apagão” que afetou partes da Europa. A declaração faz parte da investigação em andamento sobre o ocorrido.

Em Bruxelas, a vice-presidente da Comissão Europeia, Teresa Ribera, corroborou essa afirmação. Depois de dialogar com autoridades de Espanha e Portugal, ela destacou que não há sinais de que o apagão tenha sido provocado intencionalmente.

Espanha e Portugal enfrentaram um apagão generalizado, que também comprometeu as telecomunicações móveis. Na Península Ibérica, a comunicação estava restrita a dados móveis e aplicativos de mensagens.

Diversos voos sofreram atrasos nos aeroportos de Barajas, em Madri, e El Prat, em Barcelona. Além disso, houve restrições no tráfego aéreo no Aeroporto de Lisboa, conforme relataram controladores de tráfego.

Medidas de emergência depois do apagão

A interrupção de energia afetou também o transporte público, com a circulação do metrô interrompida em Madri e Lisboa.

O prefeito de Madri, José Luis Martínez-Almeida, solicitou aos moradores que limitem seus deslocamentos e permaneçam em suas residências, sempre que possível.

“Peço a todos os moradores de Madri que mantenham seus deslocamentos ao mínimo absoluto e, se possível, permaneçam onde estão”, afirmou o prefeito em vídeo divulgado à população. “Queremos manter todas as estradas desobstruídas.”

O governo de Madri ativou o “status 2” do Plano de Emergência Territorial, que indica um nível elevado de alerta e mobilização. Essa medida visa a restaurar serviços essenciais e garantir a segurança pública.

Martínez-Almeida, falando do centro integrado de segurança emergencial, explicou que a falha dos semáforos levou à interdição de túneis em algumas rodovias, uma ação necessária para prevenir acidentes e facilitar a mobilidade dos serviços de emergência.

Fonte: Diário do Brasil

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Informação, Internacional, Notícias

Apagão em Portugal e Espanha foi causado por fenômeno atmosférico raro; ENTENDA

A REN, Redes Energéticas Nacionais, operadora elétrica de Portugal, declarou que a queda no fornecimento de energia do país foi resultado de uma falha na rede espanhola, relacionada a um fenômeno atmosférico raro conhecido como “vibração atmosférica induzida”.

“Devido às variações extremas de temperatura no interior da Espanha, houve oscilações anômalas nas linhas de muito alta tensão (400 KV)”, informou a REN. Segundo a operadora, a restauração completa da rede elétrica do país pode levar até uma semana.

Veja nota da empresa:

“A REN tem todos os seus recursos empenhados na recuperação da rede de abastecimento de energia a todo o país, em colaboração com as empresas produtoras e e de distribuição e com a Rede Elétrica de Espanha. Os dois países ibéricos são afetados por um corte maciço no fornecimento de energia. A retomada do sistema elétrico nacional será feita gradualmente, com o acoplamento faseado dos diversos grupos eletroprodutores. […] Neste momento é ainda impossível prever quando estará normalizada a situação. As autoridades e as empresas responsáveis pelo transporte de eletricidade de ambos os lados da fronteira continuam entretanto a analisar as causas do incidente desta manhã”

No entanto, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, disse que a expectativa é que o problema seja resolvido ainda hoje. Em entrevista à CNN, ele reforçou que a origem do apagão não foi em Portugal.

A operadora espanhola ainda não se pronunciou sobre a declaração da REN.
O que se sabe sobre o apagão
Por volta das 12h30 em Madri e às 11h30 em Lisboa, houve cortes de energia em grande parte da Península Ibérica. Partes do País Basco foram brevemente afetadas, mas não por muito tempo.

As interrupções afetaram trens, linhas de metrô e aeroportos internacionais nos dois países. A fornecedora de energia elétrica espanhola, Red Electrica, afirmou que o restabelecimento do fornecimento de energia a todos os clientes pode levar de seis a dez horas, em declarações a uma emissora local nesta segunda-feira.

As autoridades espanholas solicitaram que as pessoas minimizem seus movimentos e liguem para os serviços de emergência apenas em casos de emergência extrema. Também pediram que as pessoas se mantenham afastadas das estradas para que os socorristas possam acionar o sistema.

A polícia portuguesa alertou que semáforos e iluminação pública correm o risco de falhas, pedindo aos motoristas que evitem deslocamentos desnecessários e prestem atenção redobrada nas estradas. A companhia aérea portuguesa TAP Air também solicitou que os viajantes não se desloquem para o aeroporto.

Fonte: Diário do Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Internacional, Notícias

BYD supera Tesla em lucro no 1º trimestre e acelera aposta em veículos premium

O lucro líquido da gigante chinesa no primeiro trimestre saltou para 9,15 bilhões de yuans (US$ 1,3 bilhão); no mesmo período, o da Tesla foi de US$ 409 milhões

O lucro líquido da BYD no primeiro trimestre saltou para 9,15 bilhões de yuans (US$ 1,3 bilhão), ultrapassando a Tesla em outra métrica importante e sinalizando um início de ano robusto para a marca de carros mais vendida da China.

O lucro líquido da BYD, sediada em Shenzhen, foi maior do que os 8,1 bilhões de yuans projetados pelos analistas.

Embora as vendas da montadora de 170,36 bilhões de yuans nos três meses encerrados em 31 de março tenham aumentado 36% em relação ao ano anterior, elas ficaram aquém das expectativas dos analistas.

A Tesla divulgou um lucro líquido de US$ 409 milhões para seu primeiro trimestre no início desta semana, muito abaixo do que o mercado estava esperando.

Ao considerar que os primeiros três meses do ano são geralmente os mais lentos para as montadoras chinesas, com o período contendo o longo feriado do Ano Novo Lunar, a BYD parece preparada para um 2025 forte.

Suas vendas de carros no trimestre foram de 1 milhão de unidades, o que coloca o gigante chinês no caminho certo para atingir vendas de 5,5 milhões no ano inteiro, incluindo 800.000 exportações.

Os analistas consultados pela Bloomberg News disseram que esperam pouco impacto sobre a BYD das tarifas automotivas do presidente dos EUA, Donald Trump, considerando que a empresa não vende carros de passageiros nos EUA e tem sólidas perspectivas de pedidos de áreas de alto crescimento, como a América do Sul e partes do Sudeste Asiático.

A empresa também está construindo uma fábrica de veículos elétricos na Hungria, que deve começar a produzir no final de 2025.

As montadoras chinesas, incluindo a BYD, estiveram na frente e no centro do salão do automóvel de Xangai desta semana, ao lado de rivais europeus como a Volkswagen e a BMW.

A BYD exibiu de forma proeminente sua investida em veículos premium que poderiam render margens mais robustas, desde seu veículo utilitário esportivo de luxo, o Yangwang U8L, até seu conceito da série Dynasty-D e seu carro esportivo Denza Z.

No início desta semana, a BYD dividiu suas ações em um movimento para atrair um número maior de investidores, seguindo empresas como a Nvidia e a Tesla.

A empresa distribuirá 8 ações de bônus para cada 10 ações detidas e emitirá 12 ações de capitalização das reservas para cada 10 ações emitidas. Isso pode permitir que a BYD “atenda a um grupo mais amplo de investidores”, escreveram os analistas do Morgan Stanley, liderados por Tim Hsiao, em uma nota.

A BYD divulgou seus números do primeiro trimestre acima do esperado em um relatório no início deste mês, dias depois de promover um novo sistema de bateria para veículos elétricos que pode carregar 400 quilômetros em apenas cinco minutos.

A nova tecnologia estará disponível no Han L e no veículo utilitário esportivo Tang L, que custarão a partir de 270.000 yuans e 280.000 yuans, respectivamente, e serão vendidos a partir deste mês.

O Tang L esteve no salão do automóvel de Xangai esta semana. O SUV de sete lugares e tração integral vem em três variantes, com o modelo topo de linha capaz de ir de 0 a 100 quilômetros por hora em apenas 3,9 segundos, quase o mesmo que um Porsche 911.

As ações da BYD negociadas em Hong Kong fecharam em alta de 1,7% na sexta-feira, elevando os ganhos do ano para quase 50%. Isso se soma a um aumento de 24% em 2024 e um aumento de 11% em 2023.

Fonte: Bloomberg Linea

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Economia, Internacional

Califórnia supera Japão e se torna 4ª maior economia do mundo

Estado alcança PIB de US$ 4,1 trilhões em 2024, mas governador Newsom alerta sobre ameaças das políticas tarifárias de Trump à economia local

Califórnia, nos Estados Unidos, ultrapassou o Japão e se tornou a quarta maior economia do mundo, afirmou o governador Gavin Newsom, alertando sobre a ameaça que as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, representam para a crescente riqueza do polo tecnológico.

Produto Interno Bruto (PIB) nominal da Califórnia atingiu US$ 4,1 trilhões em 2024, de acordo com dados preliminares do Departamento de Análise Econômica dos EUA, superando o PIB nominal do Japão de US$ 4,02 trilhões no mesmo período, segundo registros do Fundo Monetário Internacional.

Isso significa que apenas os Estados Unidos, China e Alemanha têm economias maiores que a Califórnia, que superou os três países com um crescimento de 6% no ano passado, segundo o comunicado.

“A Califórnia não está apenas acompanhando o mundo — estamos ditando o ritmo”, disse Newsom em um comunicado à imprensa na quarta-feira. “Nossa economia está prosperando porque investimos nas pessoas, priorizamos a sustentabilidade e acreditamos no poder da inovação.”

Mas Newsom também alertou que o poder econômico do estado está sendo ameaçado pelas “políticas tarifárias imprudentes da atual administração federal”.

A Califórnia, o estado mais populoso dos Estados Unidos, com cerca de 40 milhões de pessoas, respondeu por 14% do PIB nacional em 2024, de acordo com dados do governo, impulsionada pelo Vale do Silício e seus setores imobiliário e financeiro.

Na semana passada, Newsom processou Trump pelo uso de poderes de emergência para decretar unilateralmente tarifas globais abrangentes, que segundo o governador prejudicaram famílias e empresas californianas.

O processo, apresentado no tribunal federal em 16 de abril, argumenta que Trump não tem autoridade para impor tarifas contra México, China e Canadá, ou uma tarifa base de 10% sobre importações do resto do mundo.

Estas tarifas, disse Newsom em um comunicado anunciando o processo, estão criando “danos imediatos e irreparáveis à Califórnia, o maior estado em economia, manufatura e agricultura do país”, pois “interromperam cadeias de suprimentos, inflacionaram custos” e “causaram bilhões em prejuízos” ao estado.

O processo argumenta que a invocação por Trump da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para decretar tarifas foi “ilegal e sem precedentes”, e que tal ação expansiva requer aprovação do Congresso.

Através da IEEPA, o Congresso em 1977 concedeu ao presidente ampla autoridade para impor sanções a países, controles de exportação, regular transações financeiras e congelar ativos estrangeiros sob declaração de emergência nacional, mas exige que o Executivo consulte e reporte ao Congresso ao exercer esses poderes.

A Califórnia realizou cerca de US$ 675 bilhões em comércio bilateral em 2024, e tem México, Canadá e China como seus três principais parceiros comerciais, segundo o estado.

Mais de 40% das importações californianas vieram desses países, representando US$ 203 bilhões de suas importações totais de mais de US$ 491 bilhões no ano passado.

Outros doze estados processaram a administração Trump na quarta-feira por “impor ilegalmente” aumentos de impostos aos americanos através de tarifas, em um processo que a Casa Branca chamou de “caça às bruxas”.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Internacional, Notícias, Portos

América do Sul tem 5 planos de integração regional


Rotas reduzem custos e conectam América do Sul ao Pacífico, ampliando o comércio com a Ásia por meio de portos em Chile, Peru e Equador

Em visita oficial ao Brasil, o presidente do Chile, Gabriel Boric (Frente Ampla), tem entre as prioridades a Rota Bioceânica de Capricórnio, que conectará o sul do Brasil ao norte chileno por meio de uma estrada de mais de 2.400 km. A iniciativa, que também atravessará o Paraguai e a Argentina, deve reduzir custos logísticos, ampliar o comércio regional e aproximar a América do Sul da Ásia. O projeto deve ser concluído em 2026.

Além desse trecho (Rota 4), os países do continente planejam mais outros 4 trajetos que visam a integrar o continente.

ROTA 1 – ILHA DAS GUIANAS

A Rota 1 tem como objetivo destravar a comercialização de alimentos e bens de consumo final produzidos no Brasil para os países do norte do continente e do Caribe. No sentido da importação, o trajeto servirá para o escoamento da compra de petróleo da Margem Equatorial e de energia elétrica da Venezuela.

ROTA 2 – AMAZÔNICA

A Rota 2 vai conectar a região amazônica aos países do oeste do continente com saída ao Oceano Pacífico. A expectativa é que o traçado fortaleça a venda de produtos da Zona Franca de Manaus para essas localidades.

O trecho também vai ligar a região Norte ao Porto de Chancay, no Peru. O terminal é o maior investimento chinês na América do Sul e deve intensificar as rotas comerciais do continente com o país asiático pelo Pacífico. O porto foi inaugurado em novembro de 2024.

ROTA 3 – QUADRANTE RONDON

Assim como a Rota Amazônica, a Quadrante Rondon também mira a saída pelo Pacífico através do Porto de Chancay, no Peru. Dessa vez, o escoamento para a costa oeste será da produção agrícola da região Centro-Oeste.

Destaque também para a intensificação do comércio com a Bolívia, em especial para compra de fertilizantes.

ROTA 4 – ROTA BIOCEÂNICA DE CAPRICÓRNIO

A Rota 4 também deve beneficiar a exportação da produção agrícola aos países vizinhos, além de máquinas e equipamentos. Assim como a Rota 3, a Bioceânica também mira o fortalecimento da demanda brasileira por fertilizantes.

A expectativa é que o corredor reduza em até 10 dias o tempo de transporte de cargas entre regiões do interior do Brasil e países como China, Coreia do Sul e Japão.

ROTA 5 – ROTA BIOCEÂNICA SUL

 A Rota 5 é o traçado mais ao sul e o único que integra o Uruguai. Destaque para a exportação e importação de insumos, alimentos, máquinas e equipamentos e bens de consumo final para Argentina, Uruguai e Chile, além do mercado asiático.

O Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) estima 190 obras para os corredores de integração, entre:

  • 40 hidrovias;
  • 35 aeroportos;
  • 21 portos;
  • 65 rodovias;
  • 15 infovias;
  • 9 ferrovias; e
  • 5 linhões de energia.

Segundo o governo federal, serão destinados US$ 10 bilhões para o projeto de integração, sendo

  • US$ 3 bilhões pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para uso exclusivo em obras no Brasil; e
  • US$ 7 bilhões por BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina) e Fonplata (Fundo Financeiro para Desenvolvimento da Bacia do Prata) para financiar projetos em todos os países envolvidos.

As obras já estão em andamento. A Rota 2 (Amazônica) será a 1ª a ser inaugurada, com previsão de ser entregue durante a COP30, em novembro. Todas as demais devem estar estruturadas até 2028.

Fonte: Poder 360

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