Comércio Exterior, Internacional

Singapura é a porta de entrada para outros mercados do Sudeste Asiático para a carne paraguaia

Líderes da indústria da carne em Assunção veem Singapura como uma porta estratégica para o Sudeste Asiático, com esperanças de expandir para mercados como Filipinas, Coreia do Sul e Japão, disse o gerente geral da Câmara Paraguaia de Carnes (CPC), Daniel Burt, em entrevista ao jornal ABC Color publicada no domingo. A abertura desse mercado representa um endosso aos padrões sanitários e à qualidade da carne do Paraguai.

Burt destacou a importância de conquistar espaço na Ásia, especialmente nos setores de carne suína e de aves, dado que o Paraguai não possui fortes laços comerciais com a região. Ele ressaltou a relevância da colaboração entre os órgãos governamentais e o setor privado para superar barreiras sanitárias e abrir novos mercados.

A seleção dos cortes de carne para exportação dependerá da demanda, das políticas comerciais e dos custos logísticos. Espera-se que Singapura sirva como referência para a indústria de carne paraguaia, oferecendo tanto experiência quanto credibilidade no mercado asiático. Há também otimismo quanto à exportação de cortes premium. O próximo passo envolverá os frigoríficos paraguaios negociando diretamente com importadores singapurianos.

Após Singapura, o Paraguai espera expandir-se para os mercados de carne das Filipinas e da Coreia do Sul. As Filipinas são um mercado em crescimento, com demanda crescente por proteínas importadas, já que dependem fortemente de importações devido à limitada capacidade de produção doméstica. No entanto, barreiras comerciais como tarifas e regulamentos sanitários podem representar desafios. Já a Coreia do Sul é um mercado bem estabelecido para importações de carne, especialmente bovina e suína, contando com acordos de livre comércio com diversos países, o que o torna um destino competitivo, apesar das restrições sanitárias e fitossanitárias.

Burt acredita que a experiência com Singapura será decisiva para futuras aberturas nos dois países. “Estrategicamente, isso nos dá mais um passo na Ásia: o Paraguai não tem uma longa história de relações políticas e comerciais com o Sudeste Asiático, e essa aprovação abre um novo capítulo na história do comércio exterior paraguaio”, afirmou.

Além disso, dada sua exclusão da lista de fornecedores da China — em razão da afinidade do país sul-americano com Taiwan — o Paraguai não pode “se dar ao luxo” de ignorar outros potenciais compradores no Sudeste Asiático, região que depende 100% da importação de proteínas. “Devemos destacar também a fórmula do sucesso: o trabalho do Senacsa (Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal) e a parceria público-privada, da qual participam também outras entidades como o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Indústria e Comércio (MIC), para abrir mercados, eliminar barreiras sanitárias e promover nosso país. Essa série de aberturas de mercado é realmente animadora”, acrescentou.

“Agora, por exemplo, estamos atentos às questões tarifárias nos Estados Unidos e às questões socioambientais na União Europeia. Há muitos fatores que afetam o negócio, e quanto mais mercados tivermos, mais possibilidades teremos de redirecionar nossos embarques. Singapura está se consolidando como um selo de qualidade para o Paraguai”, observou ainda.

“Tudo soma. Estrategicamente, esse mercado nos dará uma visão mais ampla do Sudeste Asiático, considerando que também buscamos conquistar as Filipinas no curto prazo. Coreia e Japão também estão no radar”, finalizou.

Fonte: MercoPress

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Internacional, Tributação

Trump assina ordem para dobrar tarifas sobre aço e alumínio; Brasil será afetado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) um decreto para dobrar as tarifas aplicadas sobre a importação de aço e alumínio.

Em março, a alíquota foi estabelecida em 25%. A partir desta quarta-feira (4), com o novo decreto, passará a ser de 50%.

Apenas o Reino Unido conseguiu manter as tarifas sobre aço e alumínio em 25%, após negociações com o governo dos EUA.

Trump defende que a medida “protegerá ainda mais a indústria siderúrgica nos Estados Unidos” e sinalizou que “ninguém vai conseguir contornar” a tarifa.

“É uma grande honra para mim aumentar as tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%, a partir de quarta-feira. Nossas indústrias de aço e alumínio estão se recuperando como nunca. Esta será mais uma GRANDE notícia para nossos maravilhosos trabalhadores do setor. FAÇAM A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!”, escreveu, na sexta-feira (30), em publicação feita na sua rede social, Truth Social.

As medidas anunciadas pelo presidente norte-americano afetam importações anuais que superam os US$ 100 bilhões.

Sobre o projeto de lei de Trump, conhecido como “one big beautiful bill”, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os republicanos que se opõe ao projeto “estão errados”.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional, Tributação

EUA pressionam países a apresentarem ofertas sobre tarifas até quarta-feira (4)

Documento obtido pela Reuters sugere uma urgência por parte do governo americano em concluir os acordos em relação ao seu próprio prazo apertado

O governo dos Estados Unidos quer que os países forneçam sua melhor oferta em negociações comerciais até quarta-feira, já que as autoridades buscam acelerar as conversas com vários parceiros antes de um prazo autoimposto em apenas cinco semanas, de acordo com uma minuta de carta aos parceiros de negociação vista pela Reuters.

O esboço, do escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, oferece uma visão de como o presidente Donald Trump planeja encerrar as difíceis negociações que começaram em 9 de abril com dezenas de países, quando ele suspendeu suas tarifas do “Dia da Libertação” por 90 dias até 8 de julho, depois que os mercados de ações, títulos e moedas se revoltaram com a natureza abrangente dos impostos.

O documento sugere uma urgência por parte do governo em concluir os acordos em relação ao seu próprio prazo apertado. Embora autoridades como o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, tenham prometido repetidamente que vários acordos estavam prestes a ser concluídos, até o momento apenas um foi firmado com um importante parceiro comercial dos EUA: o Reino Unido. E mesmo esse pacto é mais parecido com uma estrutura para as negociações em andamento do que com um acordo final.

Na carta, os EUA pedem aos países que listem suas melhores propostas em várias áreas importantes, incluindo ofertas de tarifas e cotas para a compra de produtos industriais e agrícolas dos EUA e planos para remediar quaisquer barreiras não tarifárias.
Outros itens solicitados incluem quaisquer compromissos sobre comércio digital e segurança econômica, juntamente com compromissos específicos de cada país, de acordo com a carta.

Os EUA avaliarão as respostas dentro de alguns dias e oferecerão “uma possível zona de aterrissagem” que poderá incluir uma taxa tarifária recíproca, de acordo com a carta.
Não ficou claro quais países receberiam a carta, mas ela foi direcionada àqueles com negociações ativas que incluíam reuniões e trocas de documentos. Washington está envolvido em tais negociações com a União Europeia, Japão, Vietnã e Índia, entre outros.

Um funcionário do Representante de Comércio disse que as negociações comerciais estão em andamento. “As negociações produtivas com muitos parceiros comerciais importantes continuam em um ritmo acelerado. É do interesse de todas as partes fazer um balanço do progresso e avaliar os próximos passos.”

Fonte: InfoMoney

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Internacional, Investimento

Missão ao Oriente Médio da ApexBrasil e Consórcio Nordeste apresenta projetos para autoridades e fundos de investimento da Arábia Saudita

Delegação esteve no Catar e segue para os Emirados Unidos em busca de novos investimentos estrangeiros para os estados nordestinos

A  Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Consórcio Nordeste estão em uma missão internacional aos países do Oriente Médio apresentando oportunidades de investimento na região. Depois de passar por Doha, capital do Catar, representantes de oito dos nove estados nordestinos e de instituições financeiras do Brasil se reuniram com cerca de 40 autoridades sauditas, porta-vozes do governo, fundos de investimento e empresas locais.

Representando a ApexBrasil, a diretora de Negócios, Ana Paula Repezza, destacou a convergência entre os interesses sauditas com as oportunidades apresentadas.

“Segurança alimentar, segurança energética, logística e inovação são exemplos de áreas prioritárias tanto para a Arábia Saudita quanto para as iniciativas de promoção de investimentos apoiadas pela ApexBrasil e aqui apresentadas.” Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil

No primeiro dia, governadores, vice-governadores e secretários de estado participaram de mais um dia de “Northeast Day”, momento da missão no qual cada estado presente detalha dois projetos específicos eleitos como oportunidades estratégicas de investimentos, em termos bem abrasileirados é “a hora de vender seu peixe”.  O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves, falou sobre o programa de eficiência energética e o porto Indústria Verde. “Ambos os projetos foram concebidos com o propósito de modernizar a infraestrutura logística e energética do Nordeste brasileiro, por meio de soluções sustentáveis e tecnologicamente novadoras”.

Ele defendeu não apenas projetos estratégicos de investimentos, mas sobretudo oportunidades de parcerias que respeitem e dialoguem com as prioridades de longo prado da Arábia Saudita e da região Nordeste. 

“Essas iniciativas oferecem excelentes oportunidades de cooperação com a Arabia Saudita contribuindo diretamente com os pilares do programa Visão Saudita 2030, que visa o acesso confiável à energia limpa e renovável, o fortalecimento das cadeias globais do comércio, inclusive de abastecimento alimentar, e o desenvolvimento de infraestrutura de baixo carbono, essenciais para o processo de descarbonização da economia saudita, garantindo assim uma parceria duradoura que promove estabilidade e prosperidade entre a Arábia Saudita e a região Nordeste.” Walter Alves, vice-governador do Rio Grande do Norte

Em seguida, foram realizadas reuniões bilaterais nas quais nordestinos e sauditas debateram sobre pontos de convergência e trocaram informações mais aprofundadas sobre possíveis negócios.

Busca de parcerias com Fundo Saudita para o Desenvolvimento (SFD)

Na manhã seguinte, os representantes participaram de uma reunião com representantes do Fundo Saudita para o Desenvolvimento (SFD), uma importante instituição do governo da Arábia Saudita que apoia projetos de impacto em países em desenvolvimento. O SFD atua com empréstimos concessionais e subsídios estratégicos, promovendo crescimento econômico, inclusão social e melhorias na qualidade de vida em diversas regiões do mundo.

Para o vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, o encontro abre portas para buscar parcerias com o SFD. 

“Concluímos aqui na Arábia Saudita, uma reunião muito importante com o SFD com os estados apresentando projetos importantes sociais e de infraestrutura para que possam ser analisados e a gente possa esta parceria com este fundo que tem feito trabalhos em diversos países, incluindo o Brasil.” Lucas Ribeiro, vice-governador da Paraíba

Sobre a missão

Após a agenda no Catar, a delegação seguiu para a Arábia Saudita, onde se reuniu com mais de 40 representantes de entidades locais interessados em conhecer as potencialidades do Nordeste e explorar oportunidades de cooperação. A missão também conta com a participação de representantes de instituições parceiras do Sistema Financeiro Nacional, como o Banco do Brasil, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Banco do Nordeste, reforçando o caráter multissetorial da iniciativa

Fonte: ApexBrasil

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Importação, Internacional, Mercado Internacional

As Importações das Quais os EUA Mais Dependem de 140 Países, de Albânia a Zimbábue

As tarifas aplicadas (e retiradas) pelo presidente Trump criaram uma profunda incerteza sobre o custo dos produtos importados — e nem sempre está claro quais bens serão mais afetados em relação a cada país.

As maiores importações dos EUA de muitos países incluem petróleo e gás, eletrônicos, automóveis e produtos farmacêuticos. Mas há outra maneira de observar o que os americanos importam: tentar medir a contribuição específica de um país para as necessidades totais dos EUA.

Por exemplo, as maiores exportações da China para os EUA — em valor monetário — são eletrônicos. Mas os EUA também importam grandes quantidades de eletrônicos de outros lugares. No entanto, quase 100% dos carrinhos de bebê importados vêm da China.

A Suíça, por sua vez, é responsável por quase todos os relógios de metais preciosos importados pelos EUA. Já a Etiópia envia cerca de 2% das roupas de bebê em malha que os EUA importam — mas esse é o maior percentual entre todos os produtos que o país exporta para os EUA.

A tabela abaixo mostra o item do qual os EUA mais dependem em relação a cada um dos 140 parceiros comerciais. (Removemos da análise itens que os EUA também exportam em grandes quantidades, como petróleo.)

Do que os EUA mais dependem em relação a cada país

PaísProduto% das Importações dos EUA
CanadáSuínos vivos>99%
PeruFosfatos de cálcio>99%
África do SulMinério de cromo98%
SuíçaRelógios de metal precioso98%
ChinaCarrinhos de bebê97%
MéxicoTransporte ferroviário autopropelido94%
PortugalArtigos de cortiça natural93%
ÍndiaPedras de joalheria sintéticas reconstruídas89%
ItáliaVermute86%
IndonésiaÓleo de palma85%
MadagáscarBaunilha80%
TurquiaFios de filamento artificial para varejo79%
BrasilFerro semiacabado76%
VietnãCocos, castanhas-do-brasil e caju75%
AustráliaCarne de ovelha e cabra74%
Nova ZelândiaGorduras animais diversas73%
GabãoMinério de manganês71%
ChileCobre refinado71%
Países BaixosBulbos e raízes70%
EspanhaAzeite de oliva62%
TaiwanTapioca62%
ArgentinaÓleo de amendoim60%
ColômbiaFlores cortadas60%
BolíviaMinério de tungstênio59%
República DominicanaTabaco processado59%
Costa do MarfimPasta de cacau59%
AlemanhaMáquinas para feltro58%
FinlândiaÓxidos e hidróxidos de cobalto56%
JapãoPianos52%
IsraelFertilizantes fosfatados50%
FilipinasÓleo de coco50%
FrançaResinas de insetos50%
TailândiaAlimentos açucarados preservados47%
MalásiaVestuário de borracha46%
IrlandaSulfônamidas45%
PaquistãoAlgodão leve misto tecido43%
SingapuraVidro com acabamento de bordas39%
GuatemalaBananas38%
EquadorGrãos de cacau38%
Coreia do SulCâmaras de ar de borracha33%
JamaicaMinério de alumínio33%
BangladeshRoupas de bebê não tricotadas31%
ÁustriaArmas de fogo curtas29%
Reino UnidoAntiguidades28%
CambojaTecido têxtil revestido com goma25%
NicaráguaTabaco processado24%
GuianaMinério de alumínio24%
UcrâniaÓleos de sementes24%
BélgicaTecido de linho tecido22%
BahreinFio de alumínio trançado22%
Sri LankaFibras vegetais de coco e outras21%
MarrocosSulfato de bário20%
RomêniaLingotes de aço19%
NoruegaCarbonetos19%
SuéciaLingotes de aço inoxidável17%
Costa RicaBananas16%
HondurasMelaço16%
ParaguaiCarvão vegetal16%
DinamarcaCaseína15%
TunísiaAzeite de oliva puro15%
RússiaFertilizantes fosfatados15%
FijiÁgua15%
Hong KongPérolas13%
NepalTapetes de nós13%
PolôniaCogumelos processados12%
LíbanoFertilizantes fosfatados12%
CroáciaArmas de fogo curtas12%
BulgáriaFio de lã penteada não destinado ao varejo12%
LaosSulfato de bário12%
MoçambiqueMinério de titânio11%
GanaGrãos de cacau11%
BahamasCascalho e pedra britada10%
GréciaPeixe seco, salgado, defumado ou em conserva10%
JordâniaCasacos masculinos de malha10%
República TchecaMáquinas de laminação10%
El SalvadorMelaço10%
EgitoSementes condimentares10%
Emirados Árabes UnidosAlumínio bruto9%
UgandaBaunilha9%
NigériaChumbo bruto9%
UruguaiGordura bovina, ovina e caprina9%
LetôniaMáquinas para encadernação de livros9%
CazaquistãoLigas para siderurgia8%
CamarõesPasta de cacau8%
LituâniaGlúten de trigo8%
OmãSuprimentos metálicos para escritório8%
HungriaÓleos de sementes7%
BelizeMelaço7%
Ilhas FaroePeixe fresco sem filé6%
CatarPérolas6%
MianmarAcessórios diversos de roupa em malha5%
ZâmbiaPedras preciosas5%
EslovêniaMedicamentos embalados5%
SenegalMinério de titânio5%
ArgéliaCimento4%
HaitiCamisetas de malha4%
QuêniaMinério de titânio4%
LiechtensteinPregos de ferro4%
GeórgiaLigas para siderurgia4%
LibériaBorracha4%
SérviaCâmaras de ar de borracha4%
IslândiaFilés de peixe4%
República Democrática do CongoCobre refinado3%
BotsuanaDiamantes3%
ChadeResinas de insetos3%
ZimbábueCouro tratado após curtimento3%
LuxemburgoTecido de poliamida3%
PanamáPeixe fresco sem filé3%
AlbâniaLigas para siderurgia3%
EstôniaEquipamentos de pesca e caça2%
EtiópiaRoupas de bebê em malha2%
NamíbiaCarvão vegetal2%
VenezuelaCrustáceos processados2%
EslováquiaPneus de borracha2%
LesotoCamisas masculinas de malha2%
TanzâniaPedras preciosas2%
Papua-Nova GuinéBaunilha1%
MaurícioPeixe processado1%
Arábia SauditaPregos de ferro1%
MoldáviaVinho<1%
SurinamePeixe fresco sem filé<1%
AngolaFerro gusa<1%
ArmêniaDiamantes<1%
Trinidad e TobagoPeixe fresco sem filé<1%
MacauChapéus de malha<1%
Macedônia do NorteGuias de calçada<1%
TogoCabelos artificiais<1%
Bósnia e HerzegovinaCasacos femininos não tricotados<1%
República do CongoAntiguidades<1%
AzerbaijãoLigas para siderurgia<1%
IraqueAntiguidades<1%
LíbiaProdutos vegetais diversos<1%
ChipreAzeite de oliva<1%
KuwaitLigas para siderurgia<1%
MaltaAparelhos de ar-condicionado<1%
Ilhas Virgens BritânicasDiamantes<1%
BruneiCamisetas de malha<1%
Ilhas CaymanTelefones<1%
Guiné EquatorialChapéus de malha<1%
Sint MaartenBebidas alcoólicas destiladas<1%

Fonte: The New York Times

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Exportação, Internacional

A infraestrutura argentina não está de acordo com as necessidades de exportação

O presidente da Câmara de Comércio Exterior de Santa Fé afirmou que o país precisa resolver seus gargalos logísticos

Rodovias saturadas, infraestrutura que não dá conta de acompanhar o volume de exportações que, apesar da incerteza econômica, continua fluindo, são alguns dos obstáculos enfrentados pelo comércio exterior argentino em todo o território. A província de Santa Fé, um dos motores agroexportadores do país, não é exceção e também enfrenta esses desafios estruturais que vão além das oscilações dos mercados globais.

Em entrevista à Ser Industria Radio, o presidente da Câmara de Comércio Exterior de Santa Fé (CaCESFe), Enzo Zamboni, alertou que há um colapso nos portos localizados no Rio Paraná devido às quantidades de grãos vendidas para o exterior. Com uma safra de soja que ele classificou como “boa” e uma recuperação do sorgo, a província vê suas capacidades limitadas não por falta de produção, mas por gargalos logísticos, burocráticos e estruturais.

Além disso, ele destacou que “não é a primeira vez que a rodovia Santa Fé-Rosário está colapsada para o escoamento pelos portos de Timbúes até Villa Constitución”. Esse corredor, junto com os portos da província de Buenos Aires, é um dos mais ativos do país. “O problema é que a infraestrutura argentina não está de acordo com as necessidades de exportação, nem em tempo, nem em forma”, afirmou.

Enquanto os caminhões aguardam sua vez no acostamento, uma pergunta de fundo agita o setor: basta exportar matérias-primas? Para Zamboni, a resposta é clara. “Precisamos entrar em uma fase de agregação de valor a todos os recursos naturais que exportamos como forma de melhorar nossa balança comercial”, indicou.

Conta pendente

Zamboni insistiu em pensar em termos de valor agregado, transformação industrial e desenvolvimento tecnológico. “Quando se visita feiras internacionais, o que chama a atenção é que damos pouco valor agregado a tudo o que exportamos”, apontou. “Por causa da urgência em gerar divisas, nossas exportações são de recursos naturais e não de produtos elaborados, o que faz com que percamos uma maior renda”, explicou.

Na sua visão, o país atravessa uma tensão entre a necessidade de obter divisas de forma urgente e a construção de um modelo exportador sustentável a longo prazo. “Precisamos equilibrar a balança puramente agrícola com uma de valor agregado industrial”, afirmou.

Não é apenas um problema teórico. Segundo dados que compartilhou após uma reunião com a Federação das Câmaras de Comércio Exterior da República Argentina (FECACERA), o número de empresas exportadoras caiu drasticamente. “De 15.000 passamos para 9.000. Infelizmente, o potencial exportador das indústrias que agregam valor está diminuindo”, disse Zamboni.

Apesar desse panorama, há setores que conseguem manter uma dinâmica positiva, como o de máquinas agrícolas, que “está passando por uma espécie de renovação, de aclimatação”, explicou, acrescentando que é uma indústria que “tem tecnologia muito boa e está exportando bem”.

No entanto, ele alerta que o caminho não é automático. “Isso requer, logicamente, uma adaptação a todas as normas internacionais no que diz respeito a poder competir em outros lugares do mundo que não seja somente a América Latina.”

Zamboni também trouxe uma visão mais ampla e considerou que “a Argentina tem a possibilidade de ser um dos países que acelere seu ritmo de crescimento. Poderiam nos considerar um tigre da América Latina”. Para isso, enumerou setores com potencial como “a indústria do conhecimento, software, games, engenharia eletrônica”, além da incorporação de sensores e drones à maquinaria agrícola.

Segundo ele, o foco não deve estar apenas em reduzir impostos, mas em gerar condições estruturais. “Em vez de seguir o caminho das retenções, que obviamente entendemos que o Estado pode precisar, seria interessante optar por não reter e tentar melhorar todo o perfil de todos os problemas que vão além da exportação.”

Mudanças e competição
Em relação à política de desregulamentação do comércio exterior impulsionada pelo governo de Javier Milei, Zamboni se mostra cauteloso, mas crítico. Ele apontou a eliminação das retenções para 4.411 posições tarifárias de produtos industriais, que representam 88% dos que são exportados, e destacou que têm “uma análise bastante crítica, mas reservada.”

Nesse sentido, ele questionou a falta de lógica setorial na implementação. “Não sabemos os critérios, mas há uma nova forma de fazer as coisas. A informação está nos atores privados e os atores públicos precisam ouvir”, reclamou. Por isso, para ele a chave está em uma abertura “seletiva, equilibrada”, em vez de uma liberalização indiscriminada.

O comércio exterior também depende de insumos importados. “Depende do setor, há alguns que precisam de insumos importados de última geração”, diz Zamboni. E, embora ele advirta sobre “importações luxuosas”, reconhece que “para poder competir internacionalmente é preciso usar insumos nacionais e internacionais”.

Para exemplificar, tomou como exemplo a maquinaria agrícola argentina, que descreveu como “muito boa”. Por isso, destacou que não vê em que “a maquinaria que venha do exterior poderia contribuir. Mas sim dar à nossa fabricante a oportunidade de assumir uma mudança na sua produção, melhoria tecnológica e inovação, com créditos que a acompanhem na reconversão.”

No que diz respeito à competitividade, o custo logístico é um dos maiores obstáculos. A esse respeito, destacou que os custos fluviais são muito mais baixos do que os do transporte terrestre. O problema não é novo, mas é cada vez mais urgente. “Nós temos custos logísticos que são caros e, infelizmente, isso acaba influenciando muito na exportação.” Diante disso, Zamboni propôs que é preciso “olhar com atenção as obras públicas que são necessárias para melhorar os custos de transporte do que será exportado.”

“Quando se começa a exportar, começa o que costumo chamar de efeito da cerca de arame farpado, e começam efeitos de contágio, de informação que vai e volta, que entram e saem entre os pontos que estamos buscando. Reintegrar-se internacionalmente também tem um efeito cultural e social muito importante”, concluiu.

Fonte: Ser Industria

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Internacional, Mercado Internacional, Tributação

Um Resumo Incendiário Impulsionado por Conservadores Ajudou a Colocar as Tarifas de Trump em Perigo

Uma coalizão que inclui figuras de destaque da direita afirmou que o programa do presidente violava a Constituição. Um dos juízes o citou oito vezes.

Um forte sinal de que a guerra comercial impulsionada por tarifas do presidente Trump está em risco surgiu em um amicus curiae (resumo de argumentos enviado ao tribunal por terceiros) apresentado em abril por uma coalizão que incluía muitos advogados, acadêmicos e ex-funcionários conservadores e libertários de destaque.

O documento também sinalizou uma crescente ruptura entre Trump e o movimento jurídico conservador — uma cisão que veio à tona na semana anterior com os ataques do presidente à Federalist Society, cujos líderes ajudaram a escolher os juízes e ministros que ele nomeou em seu primeiro mandato.

Entre os que assinaram o documento no caso das tarifas estava Richard Epstein, professor da Universidade de Nova York e um influente estudioso libertário do direito.
“É preciso entender que o movimento conservador, enquanto movimento intelectual, é hoje consistentemente anti-Trump na maioria das questões”, disse ele.

Outros signatários incluíam Steven G. Calabresi, um dos fundadores da Federalist Society; Michael B. Mukasey, ex-juiz federal e procurador-geral no governo George W. Bush; e três ex-senadores republicanos — George F. Allen, John C. Danforth e Chuck Hagel. Liberais também assinaram o documento, como Harold Koh, ex-reitor da Faculdade de Direito de Yale.

“O documento reúne estudiosos de direito constitucional de grande nome em todo o espectro político de uma forma que raramente vi”, disse Ilya Somin, professor de direito na Universidade George Mason e advogado de um importador de vinhos e de outras empresas que processaram o governo por causa das tarifas.
“Jamais esperaria ver Richard Epstein, Steve Calabresi e Harold Koh assinando o mesmo documento sobre uma grande questão”, acrescentou. “Mas aqui estão eles, juntos, se opondo à ‘tributação por proclamação’. Donald Trump os uniu.”

O documento foi preparado por Michael W. McConnell, ex-juiz federal de apelação nomeado por Bush e atualmente professor em Stanford, e Joshua A. Claybourn, advogado e historiador. Ele dizia que o programa de Trump feria a estrutura constitucional:
“Os poderes de tributar, regular o comércio e definir o rumo econômico da nação devem permanecer com o Congresso”, dizia o documento. “Eles não podem escorregar silenciosamente para as mãos do presidente por inércia, desatenção ou interpretações criativas de estatutos que nunca tiveram a intenção de conceder tal autoridade. Essa convicção não é partidária. É constitucional. E está no cerne deste caso.”

A coalizão apresentou um documento muito semelhante em um segundo caso, no Tribunal Distrital Federal em Washington. Na quarta-feira, o tribunal de comércio decidiu a favor dos contestadores. Na quinta, o juiz do tribunal distrital seguiu o mesmo caminho, citando o documento de apoio oito vezes.

O professor McConnell disse que a notoriedade dos amici curiae — os “amigos da corte” — que assinaram o documento enviava uma mensagem clara.

“Nossa esperança é que a identidade das partes que assinam o amicus curiae sinalize a gravidade da situação”, disse McConnell. “Todos estão preocupados com a usurpação, por parte do Executivo, do controle sobre a tributação do comércio — algo que a Constituição atribui explicitamente ao Congresso.”

O professor Harold Koh, que atuou no Departamento de Estado durante o governo Obama, afirmou que algumas questões vão além da política partidária:
“Apesar das nossas diferenças políticas, os amici concordaram facilmente, como juristas, que o presidente excedeu os poderes estatutários que lhe foram delegados”, disse ele. “Ao impor unilateralmente tarifas ilimitadas sobre produtos de todo o mundo, ele usurpou de forma ilegal os poderes exclusivos do Congresso de impor tributos e tarifas e de regular o comércio exterior.”

O documento deixou claro que não se posicionava sobre o mérito econômico das tarifas:
“Os amici não aparecem para defender ou se opor a nenhuma política comercial específica”, dizia. “Eles apresentam este documento porque acreditam que a Constituição traça limites claros entre o poder legislativo e o executivo — e que esses limites estão sendo distorcidos de forma a ameaçar a própria responsabilidade democrática.”

O professor Epstein disse ter se sentido honrado em assinar o que chamou de “um documento magnífico”, que resume o caso em sua essência.
“Este caso não é difícil”, disse. “Existem casos que são imensamente importantes e, ao mesmo tempo, fáceis.”

Outros acadêmicos, porém, foram mais cautelosos. Jack Goldsmith, professor de direito em Harvard e ex-integrante do Departamento de Justiça no governo Bush, escreveu recentemente que as questões legais no caso são “difíceis e delicadas”.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi além. “A justificativa do presidente para impor essas tarifas poderosas era legalmente sólida e fundamentada no bom senso”, disse em uma coletiva na semana passada.

Um tribunal de apelações suspendeu temporariamente a decisão do tribunal de comércio e decidirá nos próximos dias se manterá essa suspensão. Há poucas dúvidas de que o caso chegará à Suprema Corte — e em breve.

Quando isso acontecer, os juízes terão de lidar com duas doutrinas caras ao movimento jurídico conservador, ambas contrárias à visão de Trump sobre seus próprios poderes:

  • A doutrina da não delegação, que afirma que o Congresso não pode transferir poderes legislativos ilimitados ao Executivo.
  • A doutrina das grandes questões, que exige que o Congresso autorize de forma clara e explícita qualquer ação do Executivo que possa transformar significativamente a economia.

O amicus curiae defende que, com base na separação dos poderes, essas doutrinas exigem que os tribunais rejeitem o programa de Trump:
“Este caso apresenta ao tribunal uma escolha — não entre políticas comerciais concorrentes, mas entre visões opostas de governança constitucional”, dizia o texto.
“Uma delas preserva o equilíbrio definido pelos fundadores, exigindo que decisões econômicas de grande porte tenham autorização legislativa explícita. A outra permitiria que o Executivo reconfigurasse unilateralmente a estrutura comercial do país com base em uma linguagem estatutária vaga e genérica, jamais destinada a respaldar tal ação.”
“O tribunal”, concluiu o documento, “deve escolher a primeira opção.”

Fonte: The New York Times

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Internacional, Investimento, Negócios

Viagem de Jorginho Mello à Ásia pode ter anúncio de investimento chinês em SC

Governo catarinense vai ao Japão e à China buscar melhor interlocução em defesa do agro, falar sobre atração de investimentos e intercâmbio tecnológico para produção de maçã

Após o êxito da viagem do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, aos Estados Unidos há poucos dias – de 12 a 16 de maio -, o secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos do estado, Paulo Bornhausen, avança na agenda da próxima missão internacional do governo, que será de 13 a 22 de junho para a Ásia, ao Japão e à China. As prioridades serão contatos para favorecer o agronegócio e atração de investimentos. Um ponto alto da missão deverá ser a oficialização de um relevante investimento de empresa chinesa em Santa Catarina.

– Vamos fazer contatos visando apoio à agroindústria catarinense que é grande vendedora para o Japão e para a China. Precisamos cuidar disso de perto, porque outros estados e países disputam esse mercado, onde Santa Catarina tem grande tradição. A presença do governador do estado e de empresários é importante. Além disso, o governador Jorginho Mello tem projetos de infraestrutura muito ambiciosos para rodovias e ferrovias. Precisamos apresentar esses projetos com profundidade para atrair investidores e parceiros – explica Bornhausen.

Nessa viagem à China, o governador deve aproveitar para consolidar um investimento chinês que está em fase avançada de negociações com o suporte da Invest SC, a agência de investimentos do estado.

– Pode ser que nessa missão seja possível anunciar a instalação de mais uma filial de indústria chinesa no Estado. Estamos em fase avançada de negociações com três ou quatro empresas. Em meados do ano passado, a TP-Link, grande fabricante chinesa de produtos para redes domésticas de computadores, anunciou unidade em Joinville. Ela já contratou 800 pessoas e planeja dobrar de tamanho por causa das novas tarifas dos Estados Unidos – afirmou o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, sem revelar quais são essas empresas chinesas estudam projetos no estado.  

Nessa viagem, o governo catarinense vai tentar conseguir uma interlocução com a China e o Japão para que deem maior atenção ao agro catarinense, em especial às proteínas, para que liberem as importações mais rápido quando ocorrem suspensões de compras em função de algum problema sanitário. O desejo de SC é que logo após a solução do problema sanitário, as compras sejam retomadas rapidamente. Em função do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul em 16 deste mês, que já foi erradicado, as vendas de SC a esses dois mercados e a outros, estão temporariamente suspendas.

Uma das razões da viagem à Ásia agora, apenas um mês após a missão aos EUA, é para levar essa pauta do agro. Outra é atender a um convite feito ao governador Jorginho Mello pelo embaixador do Japão no Brasil, Teiji Hayashi, para ampliar a cooperação entre SC e a província japonesa de Aomori, de onde vieram as mudas e a cultura da maçã na Serra Catarinense. A intenção e ampliar a troca de informações técnicas sobre a cultura da maçã.

Para o secretário de Articulação Internacional, é importante Santa Catarina fazer mais conexões internacionais, apresentar sua economia e suas oportunidades de investimentos nessa fase de guerra de tarifas internacionais em que o Brasil é um dos países mais bem posicionados para a atração de capital.

Na missão aos EUA, o governo de SC apresentaram a economia do estado e setores para investidores globais em Nova York. Em Washington, o governo falou sobre projetos em andamento no Banco Mundial, apresentou novos projetos e também pediu apoio à embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Viotti, para trabalhar pela retomada rápida das exportações de proteína de franto à Ásia, depois do caso no Rio Grande do Sul.

Fonte: NSC Total

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Exportação, Internacional, Mercado Internacional

EUA suspendem exportação de semicondutores à China

O governo dos Estados Unidos determinou que empresas norte-americanas de software para design de semicondutores interrompam a venda de seus serviços a grupos chineses. A decisão, conduzida pelo Departamento de Comércio dos EUA, foi comunicada por meio de cartas enviadas a empresas de automação de design eletrônico (EDA), como Cadence, Synopsys e Siemens.

De acordo com fontes ouvidas pelo Financial Times na última quarta-feira, 28, a ordem foi expedida pelo Bureau of Industry and Security (BIS), órgão responsável pelos controles de exportação dentro do Departamento de Comércio norte-americano. Não está claro se todas as empresas do setor receberam a notificação.

O movimento representa um novo esforço do governo norte-americano para limitar a capacidade da China de desenvolver chips avançados, particularmente voltados para aplicações de inteligência artificial. Em abril, Washington já havia restringido a exportação dos chips de IA desenvolvidos pela Nvidia especificamente para o mercado chinês.

Durante teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre, o diretor executivo da Synopsys, Sassine Ghazi, comunicou ter recebido a carta do governo e anunciou a suspensão de sua previsão financeira para o ano fiscal.

Um porta-voz do Departamento de Comércio afirmou que o governo está “revisando exportações de importância estratégica para a China”. Segundo ele, “em alguns casos, [o departamento] suspendeu licenças de exportação existentes ou impôs requisitos adicionais de licença enquanto a revisão está pendente”.

A iniciativa ocorre em meio a um período de trégua comercial entre os dois países. Depois de negociações em Genebra, China e EUA acordaram uma pausa de 90 dias nas tarifas impostas mutuamente.

No entanto, segundo o ex-analista da CIA Christopher Johnson, os novos controles demonstram a “fragilidade inata” da trégua. “Com ambos os lados querendo manter e continuar demonstrando a potência de suas respectivas capacidades de estrangulamento, o risco de que o cessar-fogo se desfaça mesmo dentro da pausa de 90 dias é onipresente”, avalia.

Johnson, atualmente à frente da consultoria China Strategies Group, acrescentou que a China utilizou com sucesso seu domínio sobre o fornecimento de terras raras para levar os EUA à mesa de negociações, o que “deixou os chefes da administração Trump em relação à China ansiosos para demonstrar que suas armas de controle de exportação ainda têm eficácia.”

Fonte: Revista Oeste

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Internacional, Tributação

Trump diz que EUA dobrarão tarifas sobre aço para 50%

O presidente Donald Trump informou nesta sexta-feira (30) aos trabalhadores de aço dos Estados Unidos que dobrará as tarifas sobre as importações do metal para 50%.

“Nós vamos aumentar de 25% para 50% as tarifas sobre o aço que entra nos Estados Unidos da América”, disse Trump durante um discurso na Irvin Works da U.S. Steel, em West Mifflin, Pensilvânia.

Trump está visitando a U.S. Steel após indicar, na semana passada, que aprovará uma fusão controversa com a Nippon Steel do Japão. Investidores e membros do sindicato aguardam respostas do presidente sobre como será o acordo anunciado entre a U.S. Steel e a Nippon.

Trump descreveu o acordo como uma “parceria” em uma publicação no dia 23 de maio em sua plataforma de mídia social Truth Social. O presidente afirmou que a sede da U.S. Steel permaneceria em Pittsburgh e a Nippon investiria US$ 14 bilhões ao longo de 14 meses na icônica indústria americana, com mais de 120 anos de história.

Trump disse a jornalistas no domingo que o acordo é um “investimento, é uma participação parcial, mas será controlado pelos Estados Unidos”. No entanto, a Casa Branca e as empresas não forneceram muitos detalhes ao público sobre como o acordo será estruturado desde o anúncio de Trump.

A U.S. Steel descreveu o acordo como uma “fusão”, na qual ela se tornaria uma “subsidiária integral” da Nippon Steel North America, mas continuaria operando como uma empresa separada, de acordo com um arquivo enviado à Comissão de Valores Mobiliários (SEC) em 8 de abril.

Fontes próximas ao assunto disseram à CNBC que a Nippon deve fechar sua aquisição da U.S. Steel a US$ 55 por ação, a oferta original feita pela produtora de aço japonesa antes de o presidente Joe Biden rejeitar o acordo em janeiro. Biden bloqueou a proposta de aquisição da Nippon com base em motivos de segurança nacional, argumentando que isso colocaria em risco cadeias de suprimentos essenciais.

No entanto, Trump ordenou uma nova análise do acordo em abril, suavizando sua oposição anterior à aquisição da U.S. Steel pela Nippon. O presidente anunciou a “parceria” um dia após o Comitê para Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS) supostamente concluir sua análise e fazer uma recomendação sobre se as empresas haviam encontrado formas de “mitigar quaisquer riscos à segurança nacional”.

“Acordo de Segurança Nacional”

O senador da Pensilvânia, Dave McCormick, disse à CNBC na terça-feira que o governo dos EUA terá uma “golden share” que permitirá decidir sobre várias cadeiras do conselho de administração. “A U.S. Steel terá um CEO americano, e a maioria dos membros do conselho virá dos EUA”, afirmou McCormick.

“É um acordo de segurança nacional que será assinado com o governo dos EUA”, disse McCormick à CNBC no “Squawk Box”. “Haverá uma golden share que essencialmente exigirá a aprovação do governo dos EUA sobre vários membros do conselho, e isso permitirá que os Estados Unidos garantam que os níveis de produção não sejam reduzidos.”

James Brower, sócio do departamento de litígios do escritório Morrison Forrester, afirmou que a “golden share” provavelmente não será uma participação acionária do governo dos EUA, pois o CFIUS, o comitê que revisou o acordo, não negocia interesses acionários.

A “golden share” provavelmente será uma forma de direito contratual que permite ao governo dos EUA vetar certas ações, disse Brower.

McCormick explicou que a Nippon terá “certamente membros do conselho e isso fará parte da sua estrutura corporativa geral”. O assessor de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, disse aos jornalistas na quinta-feira que “a Nippon Steel terá algum envolvimento, mas nenhum controle da empresa”.

“A U.S. Steel possui a empresa”, afirmou Navarro. O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse à CNBC na sexta-feira que os detalhes do acordo com a Nippon Steel “continuam confidenciais, relativamente”.

“O princípio subjacente é que os Estados Unidos devem ter controle sobre setores críticos, seja em manufatura básica ou alta tecnologia”, afirmou Greer ao “Squawk Box”. “Caso países ou indivíduos estrangeiros ou empresas queiram adquirir essas companhias ou fazer grandes investimentos, os EUA devem manter o controle sobre o que é importante.”

O Sindicato dos Trabalhadores do Aço dos EUA, que inicialmente se opôs ao acordo, afirmou que o sindicato “não pode especular sobre o impacto” do anúncio de Trump “sem mais informações”.

“Nossa preocupação continua sendo que a Nippon, uma corporação estrangeira com um longo e comprovado histórico de violar nossas leis comerciais, continuará a erodir a capacidade de produção doméstica de aço e colocar em risco milhares de bons empregos sindicais”, disse o presidente do USW, David McCall, em um comunicado.

Fonte: Times Brasil

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