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TSMC anuncia investimento de US$ 100 bi para construir 5 fábricas nos EUA

Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) anunciou nesta segunda-feira (3) um novo investimento de US$ 100 bilhões para expandir sua presença nos Estados Unidos.

O plano, revelado durante encontro entre o CEO da companhia, C.C. Wei, e o presidente Donald Trump na Casa Branca prevê a construção de três novas fábricas de chips, duas instalações de empacotamento avançado e um grande centro de pesquisa e desenvolvimento.

O novo aporte eleva para US$ 165 bilhões o total de investimentos planejados pela TSMC nos EUA, consolidando-se como o maior investimento estrangeiro direto da história país. A expansão acontece em um momento crucial, quando a administração Trump intensifica as pressões sobre produtos asiáticos com ameaças de tarifas de até 100% sobre semicondutores feitos em Taiwan.

O anúncio ocorre em um momento de crescentes tensões comerciais entre os EUA e a China. “Precisamos ser capazes de construir os chips e semicondutores de que necessitamos aqui mesmo. É uma questão de segurança nacional para nós”, declarou Trump durante o anúncio do investimento. A fala do presidente estadunidense também evidencia a crescente preocupação de Washington com a dependência de chips produzidos na Ásia, especialmente diante das tensões geopolíticas envolvendo China e Taiwan.

Motivações por trás do investimento bilionário

Um dos principais fatores que motivaram o investimento bilionário da TSMC nos Estados Unidos é a possibilidade de evitar as altas tarifas impostas pela administração Trump sobre produtos asiáticos. Durante o anúncio na Casa Branca, o próprio presidente dos EUA destacou que a medida permitiria à TSMC “evitar tarifas de 25% ou mais sobre chips fabricados em Taiwan”.

 O secretário de Comércio, Howard Lutnick, reforçou essa visão, afirmando que empresas como a TSMC “estão vindo para cá em grande escala porque querem estar no maior mercado do mundo e querem evitar as tarifas”. Essa estratégia não apenas protege a TSMC de possíveis barreiras comerciais, mas também fortalece sua presença no lucrativo mercado estadunidense de semicondutores.

Outro aspecto crucial desse investimento é a capacidade de atender à crescente demanda por chips avançados diretamente em solo americano. Com a expansão, a TSMC planeja começar a produzir chips de inteligência artificial e para smartphones em suas instalações no Arizona, reduzindo a dependência dos Estados Unidos da importação desses componentes críticos.

O CEO da TSMC, C.C. Wei, enfatizou que a expansão foi apoiada por clientes estadunidenses importantes, como Apple, Nvidia, AMD, Qualcomm e Broadcom. Isso demonstra o alinhamento da companhia com as necessidades da indústria de tecnologia dos EUA e seu compromisso em fortalecer a cadeia de suprimentos local.

Impacto econômico e criação de empregos

O investimento da TSMC promete um impacto econômico significativo para os Estados Unidos, especialmente para o estado do Arizona. A empresa projeta que a expansão será responsável por mais de US$ 200 bilhões em produção econômica indireta no país na próxima década.

Esse impulso econômico não se limita apenas à indústria de semicondutores e também deve beneficiar diversos setores relacionados, como construção civil, logística e serviços de apoio. A injeção de capital também pode atrair investimentos adicionais de empresas que fazem parte da cadeia de suprimentos da TSMC.

Geração de empregos de alta qualificação

De acordo com a TSMC, o novo investimento deve gerar 40 mil empregos na construção ao longo dos próximos quatro anos, além de milhares de postos de trabalho permanentes de alta remuneração e alta tecnologia em manufatura avançada de chips e pesquisa e desenvolvimento.

Esses novos postos de trabalho vão contribuir para reduzir o desemprego na região e a fortalecer a base de talentos em tecnologia avançada nos Estados Unidos. Isso pode ter um efeito cascata positivo, atraindo mais empresas de alta tecnologia para a região e estimulando o desenvolvimento de um ecossistema de inovação.

“Com o sucesso de nossa primeira fábrica no Arizona, junto com o apoio governamental necessário e parcerias sólidas com clientes, pretendemos expandir nosso investimento em manufatura de semicondutores nos EUA”, afirmou C.C. Wei.

Cronograma e desafios

Embora a TSMC não tenha divulgado um cronograma detalhado para as novas instalações, sabe-se que sua segunda fábrica no Arizona, atualmente em construção, deve iniciar a produção em 2028 utilizando processos de 2 nanômetros — a tecnologia mais avançada da companhia até o momento.

A expectativa é que a implementação do novo investimento seja gradual, com as diferentes instalações entrando em operação ao longo dos próximos anos. Esse é um processo que deve enfrentar grandes desafios, incluindo a necessidade de mão de obra altamente especializada e tecnologias complexas.

Além disso, a empresa terá que equilibrar suas operações nos EUA com seus compromissos em Taiwan, onde ainda mantém suas instalações mais avançadas. Isso pode exigir uma gestão cuidadosa de recursos e conhecimentos entre os diferentes locais de produção.

Com investimentos de US$ 165 bilhões nos EUA, TSMC quer fugir da taxação da administração Trump e seguir como principal fornecedora de semicondutores do mundo (Foto: Reprodução/TSMC)
Com investimentos de US$ 165 bilhões nos EUA, TSMC quer fugir da taxação da administração Trump e seguir como principal fornecedora de semicondutores do mundo (Foto: Reprodução/TSMC)

Posicionamento de Taiwan

O anúncio do investimento maciço da TSMC nos Estados Unidos gerou reações imediatas do governo de Taiwan. O Ministro de Assuntos Econômicos, J. W. Kuo, afirmou que o governo realizará uma revisão minuciosa dos planos de investimento para garantir o desenvolvimento da empresa e da indústria de semicondutores de Taiwan.

Há muito tempo Taiwan tem sido o centro mundial de produção de chips avançados e há preocupações de que um deslocamento significativo de capacidade para os EUA possa afetar essa posição. Por isso, a porta-voz do Gabinete Presidencial de Taiwan, Karen Kuo, enfatizou que o governo “garantirá que os processos mais avançados permaneçam em Taiwan”.

Apesar disso, tudo indica que o governo taiwanês está adotando uma abordagem pragmática, reconhecendo a necessidade de a TSMC expandir globalmente enquanto busca garantir que Taiwan continue ocupando a posição de liderança.

FONTE: Canaltech
TSMC anuncia investimento de US$ 100 bi para construir 5 fábricas nos EUA – Canaltech

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Trump diz considerar um tratado de livre comércio com Argentina

Declaração contrasta com negativa de seu principal assessor para a América Latina e com a imposição de tarifas sobre produtos de México e Canadá, com que os EUA formam um bloco comercial

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), afirmou que está considerando a possibilidade de firmar um tratado de livre comércio com a Argentina. A declaração foi feita em um pronunciamento na Casa Branca nesta 2ª feira (3.mar.2025). Na ocasião, Trump elogiou o presidente argentino, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), chamando-o de “grande líder” e afirmando que ele está “fazendo um excelente trabalho” no comando do país sul-americano.

Em fevereiro, Milei declarou que a Argentina já estaria negociando um acordo comercial com os Estados Unidos se não fosse o Mercosul. O líder argentino fez a afirmação durante discurso na Cpac (Conferência de Ação Política Conservadora). Também afirmou que a Argentina quer ser o 1º país a aderir ao regime de reciprocidade comercial imposto pelo governo dos EUA.

TARIFAS A CHINA, CANADÁ E MÉXICO Trump confirmou nesta 2ª feira (3.mar) que a partir de 3ª feira (4.mar) entrarão em vigor as tarifas sobre Canadá, México e China. A partir deste mês, Canadá e México terão taxa de 25% aos produtos vendidos para os EUA enquanto os produtos da China terão tarifa de 20% –o dobro dos 10% inicialmente anunciados por Trump. As tarifas para o Canadá e o México haviam sido anunciadas no início de fevereiro, mas foram adiadas por um mês para permitir negociações – que não avançaram. “Não há mais tempo para o México ou para o Canadá”, disse Trump em pronunciamento na Casa Branca nesta 2ª feira (3.mar).

FONTE: PODER 360
Trump diz considerar um tratado de livre comércio com a Argentina

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Noruega volta a fornecer combustível aos EUA após conflito para abastecer submarino

A Noruega, membro da OTAN, continuará a fornecer combustível para os navios de guerra da Marinha dos EUA, disse o hoje (2) o ministro da Defesa, após um fornecedor privado de combustível marítimo anunciar que não vai mais fazê-lo em resposta ao aparente colapso nas relações entre EUA e Ucrânia.

“Temos visto relatos levantando preocupações sobre o apoio aos navios da Marinha dos EUA na Noruega. Isso não está de acordo com a política do governo norueguês”, disse Tore Sandvik, Ministro da Defesa da Noruega, acrescentando que “As forças americanas continuarão a receber o suprimento e o apoio de que necessitam da Noruega”.

Sandvik emitiu sua declaração após a fornecedora privada de combustível norueguesa Haltbakk Bunkers ter dito que deixaria de fornecer aos navios da Marinha dos EUA, em resposta à forma como o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy foi tratado na Casa Branca na sexta-feira.

A Haltbakk Bunkers publicou na sua página oficial no Facebook que o “Grande crédito ao presidente da Ucrânia por se conter e manter a calma, mesmo com os EUA fazendo um programa de TV traiçoeiro. Isso nos deixou doentes. Nenhum combustível para os americanos!”. Na sequência, a empresa norueguesa apagou a postagem.

O CEO da Haltbakk Bunkers, Gunnar Gran, confirmou ao jornal norueguês VG que a empresa tomou a decisão de não fornecer suprimentos para as Forças Armadas dos EUA, mas disse também que a medida teria um impacto “simbólico”, pois não tinha um contrato fixo.

Fonte: Defesa Aérea e Naval/Diário do Brasil noticia
Noruega volta a fornecer combustível aos EUA após conflito para abastecer submarino

 

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Dólar cai ante moedas globais após Trump confirmar tarifas

O dólar fechou em queda ante moedas fortes e emergentes nesta segunda-feira (3), com mercados digerindo a confirmação por Donald Trump do início de tarifas de 25% na importação de produtos do México e do Canadá a partir de terça (4).

O republicano também afirmou que produtos chineses receberão taxa extra de 10%, totalizando barreira de 20%. O índice DXY do dólar fechou em queda de 0,81%, aos 106,747, com o dólar recuando a 149,25 ienes, enquanto a libra subia a US$ 1,2691 e o euro avançava a US$ 1,0477. O temor com tarifas também derrubou os mercados em Wall Street. A Nasdaq foi o índice mais perdedor nesta segunda-feira, com queda de 2,64%. A Nvidia registrou um dos recuos mais intensos, de 8,69%. Destaque negativo também para a Amazon (-3,42%). O índice S&P 500 caiu 1,76%, enquanto o Dow Jones fechou em queda de 1,48%. O presidente Donald Trump disse que tarifas de 25% sobre o México e o Canadá seguirão conforme planejado, afirmando que os dois principais parceiros comerciais dos EUA não tinham “nenhum espaço” para negociar e evitar as taxas. Trump disse que estava usando tarifas para “punir” países que — como ele disse — estavam tirando da economia dos EUA sem dar o suficiente em troca. CEOs e economistas dizem que a ação, cobrindo mais de US$ 900 bilhões em importações anuais dos EUA de seus vizinhos do sul e do norte, representaria um sério revés para a economia norte-americana altamente integrada. As tarifas estão programadas para entrar em vigor às 12h01 (2h01 no horário de Brasília) na terça-feira.

 O mercado também acompanhou dados da indústria dos EUA, que apontaram que empresas estão antecipando compras e pedidos para evitar ter de lidar com a tarifação, ou atrasando negócios por problemas decorrentes das taxações. Em um deles, divulgado pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês), houve quedas em componentes de novas encomendas, estoques e emprego, e um aumento significativo no que mede o tempo até a entrega dos produtos. O Rabobank ressalta que até o início de janeiro havia uma demanda por dólares decorrente da visão de que as tarifas de Trump limitariam o corte de juros pelo Federal Reserve, o que posteriormente foi deixado de lado por causa do adiamento das medidas. As incertezas e implicações inflacionárias, porém, começaram a prejudicar a confiança. E hoje, além dos dados fracos sobre a indústria, uma estimativa antecipada do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA feita pelo Federal Reserve de Atlanta passou a apontar contração de 2,8% no primeiro trimestre de 2025, de 1,5% na projeção anterior.

FONTE: CNN Brasil
Dólar cai ante moedas globais após Trump confirmar tarifas | CNN Brasil

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Trump anuncia US$ 100 bi da TSMC para produção de chips nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), anunciou nesta 2ª feira (3.mar.2025) que a multinacional taiwanesa TSMC (Taiwan Semiconductor Manufacturing Company) vai investir US$ 100 bilhões para fabricar chips em solo norte-americano.

“Os chips mais poderosos do mundo serão produzidos aqui nos EUA […]. Como todos sabem, Taiwan domina esse mercado. Este é um movimento enorme por parte da empresa mais poderosa do mundo“, afirmou Trump, acompanhado pelo CEO da TSMC, C.C. Wei.

De acordo com Trump, o investimento é uma questão de “segurança econômica e nacional” para os EUA.

A TSMC já comprometeu US$ 65 bilhões para a construção de 3 fábricas no Arizona. O novo aporte visa fortalecer a parceria para impulsionar o crescimento do setor de semicondutores.

O anúncio se dá num contexto em que Trump tenta mostrar à população que está empenhado no fortalecimento da indústria. Na semana passada, a Apple anunciou que gastaria mais de US$ 500 bilhões nos EUA no período de quatro anos.

Fonte: Poder 360
Trump anuncia US$ 100 bi da TSMC para produção de chips nos EUA

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Economista diz que gestão de Donald Trump pode criar oportunidades ao Brasil

Economista falou sobre a ‘Trumpulência’ para a coluna na Fiesc, após palestra do ministro da Economia de Portugal, Pedro Reis

Logo após a eleição de Donald Trump, o economista e diplomata brasileiro Marcos Troyjo lançou a palavra “Trumpulência” – Trump, turbulência e opulência (riqueza) – para ilustrar os impactos econômicos sinalizados pelo novo governo dos EUA. Passados um mês e 10 dias da posse, a Trumpulência se confirma com alta de tarifas de importação e instabilidade na economia mundial. Mas esse movimento pode abrir algumas portas com oportunidades ao Brasil, na avaliação de Troyjo.

– Acho que a Trumpulência não é boa ou ruim. É um dado da realidade com o qual nós teremos que lidar. No que eu acho que ela pode beneficiar o Brasil dependendo do que o Brasil fizer? Acho que os chineses, num determinado momento, vão começar a buscar alternativas para algumas das compras, por exemplo, do setor agroindustrial. Hoje, os EUA são o segundo maior exportador de bens agroindustriais para a China. Acho que o Brasil pode ganhar alguma coisa aí – analisa o economista.

Outro ponto destacado por Troyjo, que foi presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos BRICs, é que a Trumpulência deve acelerar o processo de desindustrialização da China. Isso porque as empresas transnacionais estão diminuindo a sua exposição ao risco na China, o que cria oportunidades de relocação de parques produtivos no Brasil.

Ainda segundo o economista, se os Estados Unidos se converterem num fator de maior instabilidade, imprevisibilidade e o Brasil eleger um presidente pró-mercado em 2026, poderá entrar numa fase de muita exuberância de atração de investimentos.

Marcos Troyjo lançou pela primeira vez o termo “Trumplência”, ou como alguns afirmam “Trumplência”, em evento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), em Santiago, no Chile, dia 19 de novembro de 2024. Ele foi palestrante no SC Day, iniciativa para ampliar negócios entre empresas do estado e chilenas, quando apresentou sete macrotendências globais e uma delas focou impactos do novo governo dos EUA, de Donald Trump. Pelo teor das promessas, antecipou que geraria na economia global turbulências econômicas.

Fonte: NSC Total
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Indústria argentina cita Brasil como “notável” e não culpado no Mercosul

Principal entidade do setor no país cobra política industrial e cita plano do governo Lula como referência

A União Industrial Argentina (UIA) parece não concordar com as recentes críticas de Javier Milei à indústria brasileira. Em documento recente, a entidade não apenas defende a importância de uma política industrial robusta como aponta o Brasil como um exemplo a ser seguido, e ainda defende o aprofundamento do Mercosul.

Principal entidade do setor do país, a UIA divulgou relatório de 36 páginas na semana passada com um tom bem diferente ao usado pelo presidente argentino no domingo (2), No Congresso, Milei defendeu que o Mercosul só serviu para enriquecer industriais brasileiros às custas do empobrecimento dos argentinos.

No documento, a União Industrial Argentina cobra uma política industrial para o governo argentino e usa como uma das referências o plano “Nova Indústria Brasil” (NIB) lançado em janeiro de 2024.

A entidade classifica a política industrial do Brasil como “notável” por tentar colocar o país na trilha da modernização e digitalização da indústria, além de oferecer grande volume de investimentos e crédito.

O plano brasileiro, que visa reverter o processo de desindustrialização iniciado na década de 1980, prevê investimentos e crédito de mais de US$ 60 bilhões, o equivalente a 2,6% do PIB brasileiro. A cifra é destacada pela entidade argentina.

O documento ainda ressalta o impacto positivo da NIB na atração de investimentos, com destaque para o setor automotivo, que já anunciou promessas que superam os US$ 25 bilhões.

A UIA enfatiza a necessidade da Argentina se preparar para competir em um mundo cada vez mais digital, em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e China.

O acordo entre Mercosul e União Europeia também é citado como um fator que aumenta a urgência de uma política industrial sólida, já que serão abertas possibilidades para o comércio e investimento dos dois lados do Atlântico.

Em contraste com as declarações de Milei, que ameaçou retirar a Argentina do Mercosul, a UIA defende o aprofundamento da relação com os vizinhos do bloco. Sugere, por exemplo, a convergência regulatória entre Argentina e Brasil para facilitar o comércio e investimento dos dois lados da fronteira.

FONTE: BNN Brasil
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México considera aumentar imposto de importação de carros chineses para evitar tarifas altas dos EUA

O atual governo americano continua considerando um aumento de tarifa de importação de 25% para carros e peças produzidas no México, seu vizinho do sul, que tem um parque automotivo voltado para atender o mercado dos EUA.

Todavia, a pressão sobre o México parece estar surtindo o efeito que a Casa Branca quer, em sua disputa de poder com a China já que o governo de Claudia Sheinbaum passou a considerar um aumento de imposto de importação para carros chineses.

Como se sabe, o México é um mercado bem aberto, ainda que não seja tão eclético quanto o do Chile, pois o país latino-americano do norte tem acordos comerciais com pelo menos 41 nações.

Sendo um grande exportador, o México também importa bastante e é só observarmos o portfólio de algumas marcas no país, inclusive americanas, para vermos muitos carros chineses.

Segundo o site Infomone, fontes do governo mexicano revelaram a novidade sob a condição de anonimato, indicando que as negociações entre a Cidade do México e Washington, a esse respeito, já começaram.

O México quer oferecer um pacote de medidas que convença o Tio Sam a deixar de impor uma tarifa de 25% sobre carros e peças mexicanos, o que salvaria em parte a indústria local e, por consequência, a americana.

Nos states, especialistas e alguns fabricantes, como a Ford, disseram não sustentar uma importação de 25% de carros e peças mexicanos no mercado americano, que importa 30% de suas vendas do país latino.

Hoje, o México é altamente estruturado para servir ao mercado americano e isso já vem de décadas, com grandes complexos de montadoras dos EUA, como Aguascalientes, Ramos Arizpe ou Cuautitlán Izcali, por exemplo.

Outros fabricantes, como a Volkswagen, possuem grandes fábricas no país para atender o mercado americano, como Puebla, por exemplo.

No atual cronograma do governo americano, as tarifas de 25% entrarão em vigor em 4 de março, mas o México tem ainda um dia útil antes disso para tentar impedir a introdução dessa barreira fiscal.

FONTE: Noticias Automotivas
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Saiba a reação do Itamaraty à fala de Milei sobre sair do Mercosul

Presidente argentino disse que Mercosul só serviu para “enriquecer os grandes industriais brasileiros”

Para integrantes do Itamaraty ouvidos pela CNN, o presidente da Argentina, Javier Milei, busca mudar o foco do noticiário do escândalo das criptomoedas ao mencionar mais uma vez a possibilidade de saída do Mercosul.

O presidente falou sobre a saída do bloco durante discurso ao Congresso argentino neste sábado (1º). Não há a intenção de o Ministério das Relações Exteriores (MRE) responder Milei oficialmente. Fontes do governo brasileiro avaliam que responder seria “ajudar” o argentino a estancar a história das criptomoedas. Milei publicou sobre a cripto $Libra e valorizou o ativo. Em seguida, houve queda dos valores e o presidente argentino apagou o elogio à cripto na rede social. No discurso em que falou sobre a saída do Mercosul, o líder argentino discursava sobre a “oportunidade histórica” de celebrar um acordo comercial com os Estados Unidos. “Para aproveitar essa oportunidade histórica que volta a se apresentar, é necessário estar disposto a flexibilizar. Incluindo, se for o caso, sair do Mercosul, que só o que fez desde sua criação foi enriquecer os grandes industriais brasileiros, às custas de empobrecer os argentinos”, afirmou. Não é a primeira vez que o presidente do país vizinho menciona a possibilidade de sair do Mercosul. Em 22 de janeiro deste ano, Milei também falou que se for necessário sair do bloco para fazer acordo bilateral com os Estados Unidos, esse seria o caminho para o governo argentino.

FONTE: CNN Brasil
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Secretário de Comércio dos EUA diz que pode excluir despesas do governo do PIB

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, disse, neste domingo, 2, que os gastos do governo americano podem ser separados dos relatórios sobre Produto Interno Bruto (PIB). A afirmação de Lutnick veio em resposta a perguntas sobre se os cortes de gastos promovidos pelo Departamento de Eficiência Governamental de Elon Musk poderiam causar uma crise econômica.

“Você sabe que os governos historicamente mexeram com o PIB”, disse Lutnick ao programa “Sunday Morning Futures”, do Fox News Channel. “Eles contam os gastos do governo como parte do PIB. Então, vou separar os dois e torná-los transparentes.”

Fazer isso pode complicar ou distorcer uma medida fundamental da saúde da economia dos EUA. Os gastos do governo são tradicionalmente inclusos no PIB porque as mudanças em impostos, gastos, déficits e regulamentações do governo podem causar impacto na trajetória do crescimento. Os relatórios do PIB já incluem detalhes extensos sobre as despesas do governo, oferecendo um nível de transparência para os economistas.

Os esforços de Musk para reduzir o tamanho das agências federais podem resultar em demissões de dezenas de milhares de funcionários federais, cuja perda de renda pode potencialmente reduzir seus gastos, afetando empresas e a economia como um todo.

As observações do secretário de comércio dos EUA ecoaram os argumentos de Musk feitos na sexta-feira no X, de que os gastos do governo não criam valor para a economia. “Uma medida mais precisa do PIB excluiria os gastos do governo”, escreveu Musk em sua plataforma de mídia social. “Caso contrário, você pode escalar o PIB artificialmente gastando dinheiro em coisas que não melhoram a vida das pessoas.”

O argumento articulado até agora por autoridades do governo Trump parece minimizar os benefícios econômicos criados pelos pagamentos da Previdência Social, gastos com infraestrutura, pesquisa científica e outras formas de gastos do governo que podem moldar a trajetória de uma economia.

“Se o governo compra um tanque, isso é PIB”, disse Lutnick, neste domingo. “Mas pagar 1 mil pessoas para pensar sobre comprar um tanque não é PIB. Isso é ineficiência e desperdício, dinheiro desperdiçado. E, cortando isso, enquanto isso aparece no PIB, vamos nos livrar disso.”

O Bureau of Economic Analysis (BEA), do Departamento de Comércio, publicou seu relatório mais recente do PIB na quinta-feira, 27, mostrando que a economia cresceu a uma taxa anual de 2,3% nos últimos três meses do ano passado.

O relatório torna possível medir as forças que impulsionam a economia, mostrando que os ganhos no fim do ano passado foram em grande parte impulsionados por maiores gastos do consumidor e uma revisão para cima dos gastos do governo federal relacionados à defesa. Ainda assim, o componente do governo federal do relatório do PIB para todo o ano de 2024 aumentou em 2,6%, ligeiramente abaixo do crescimento econômico geral do ano passado de 2,8%.

No relatório do PIB, os gastos do governo representam quase um quinto da renda pessoal da população, que totalizou mais de US$ 24,6 trilhões (R$ 146 trilhões) no ano passado. Isso inclui pagamentos da Previdência Social, benefícios para veteranos militares, Medicare e Medicaid e outros programas. Mas o relatório também mede a quantidade de renda pessoal paga em impostos ao governo.

O governo nem sempre contribui para o PIB e pode subtrair dele, que foi o que aconteceu em 2022, quando a ajuda relacionada à pandemia expirou.

Lutnick disse que o governo Trump equilibraria o orçamento federal com cortes de gastos, dizendo que isso ajudaria no crescimento e reduziria as taxas de juros pagas pelos consumidores.

“Quando equilibrarmos o orçamento dos Estados Unidos da América, as taxas de juros cairão vertiginosamente”, disse. “Esta será a melhor economia que alguém já viu. E apostar contra isso é tolice.”

FONTE: Estadão
Secretário de Comércio dos EUA diz que pode excluir despesas do governo do PIB – Estadão

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