Exportação, Internacional, Tecnologia

Estados Unidos relaxam restrições à exportação de tecnologia para a China

As últimas notícias sobre os Estados Unidos e a China. Os Estados Unidos reverteram as restrições ao software de design de chips e às exportações de etano para a China na quarta-feira, sinalizando um alívio provisório das tensões comerciais entre as duas potências.

Grandes desenvolvedores como Synopsys, Cadence e Siemens estão agora restabelecendo o acesso para clientes chineses depois de receber autorização das autoridades dos EUA. A medida segue esforços diplomáticos renovados que viram Pequim concordar em revisar sua política de exportação de terras raras.

“Os Estados Unidos escalaram para diminuir a escalada. Eles colocaram restrições em muitos outros itens para fazer com que os chineses recuassem nas terras raras”, disse uma fonte familiarizada com as discussões dentro do governo dos Estados Unidos.

“À medida que os Estados Unidos e a China continuam a manter este acordo-quadro, veremos muitas dessas restrições desaparecerem. Voltando ao status quo, onde estávamos em fevereiro/março”, disse a fonte, que não quis ser identificada.

Fonte: MSN

Ler Mais
Exportação

Mato Grosso alavanca crescimento e Brasil retoma liderança na exportação mundial de algodão

O Brasil deve consolidar a liderança mundial nas exportações de algodão com a safra de 2025. Os produtores planejam colher 3,95 milhões de toneladas e vender 2,9 milhões ao mercado externo.

Em 2024, o Brasil superou os Estados Unidos nas exportações, país que liderava o ranking mundial por toda a década até então. Com a guerra tarifária, a produção brasileira conquistou o mercado chinês, antes dominado pelos estadunidenses.

No ano passado, o Brasil produziu 3,7 milhões de toneladas e exportou 2,68 milhões. A exportação gerou US$ 5,2 bilhões em receita. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“A posição de destaque como líder na exportação de algodão é resultado de um trabalho consistente do setor, com investimentos em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade ao longo das últimas décadas. Atualmente, o algodão brasileiro é reconhecido no exterior por essas características, especialmente em mercados exigentes como o asiático”, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli.

Os principais compradores do algodão brasileiro em 2024, segundo o IBGE, foram:

  • China (US$ 1,7 bilhão)
  • Vietnã (US$ 1 bilhão)
  • Bangladesh (US$ 604,4 milhões)
  • Paquistão (US$ 519,9 milhões)
  • Turquia (US$ 460,9 milhões)

O estado do Mato Grosso respondeu por 70% da produção brasileira de algodão em 2024, com 2,6 milhões de toneladas. Algumas iniciativas voltadas ao setor contribuíram para a chegada a esse patamar, como o programa denominado Proalmat, criado nos anos 1990, e pelo qual o governo estadual oferece incentivos fiscais.

As medidas incluem redução do ICMS e crédito presumido de 65% nas vendas interestaduais. O poder público atrela esse mecanismo ao aumento obtido na competitividade, com atração de compradores do Brasil e do exterior.

Segundo relatório da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), o Proalmat registrou 2.153 empresas credenciadas em 2023. No ano passado, o faturamento com vendas internas e interestaduais chegou a R$ 18,344 bilhões, valor que equivale a um crescimento de 51,17% em relação aos 12 meses anteriores.

Guerra tarifária causa instabilidade na cadeia global do algodão

Em maio do ano passado, o preço médio de exportação do algodão brasileiro foi de US$ 1.954,60 por tonelada. Já neste ano, no mesmo mês, o valor caiu para US$ 1.609,30 – uma queda de 17,7%, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Nesse contexto, as tarifas internacionais causaram oscilações no mercado – medidas dos Estados Unidos e as reações da China influenciaram diretamente nos preços. “Por isso, seguimos atentos aos desafios do setor, como a volatilidade do mercado internacional e a evolução das exigências por práticas sustentáveis, fatores fundamentais para garantir competitividade no longo prazo”, afirma o presidente da Abrapa.

O cenário global é de preços reprimidos, devido a uma demanda internacional enfraquecida, na avaliação do presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Miguel Faus. “A China segue sendo um destino importante para o algodão brasileiro, no entanto, a concorrência dos EUA deve se intensificar em mercados onde o Brasil tem se consolidado nos últimos anos, como Índia, Egito, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia”, analisa ele.

Vietnã ganha destaque na compra do algodão brasileiro

Segundo a Anea, o Brasil embarcou 2,2 milhões de toneladas de algodão entre julho de 2024 e março de 2025. Já em abril, o país exportou 239 mil toneladas, queda de 0,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em março, exportou o mesmo volume, uma redução de 5,3%.

No acumulado de agosto de 2024 a abril de2025, o Vietnã é o principal destino das exportações brasileiras (462 mil toneladas), representando 19% do total embarcado. Com esse resultado, o Vietnã ultrapassou a China como principal destino, em função da redução de 775 mil toneladas, em comparação ao mesmo período do ano passado, dos embarques para o mercado chinês.

Brasil busca crescimento no mercado asiático para exportação do algodão

Representantes da Abrapa e de associações estaduais de produtores de algodão visitam a China e a Coreia do Sul neste mês de junho – é a segunda vez este ano. O objetivo é estreitar os laços comerciais com a cadeia têxtil dos dois países. O grupo brasileiro participou da China International Cotton Conference (CICC 2025), um dos maiores eventos da indústria têxtil chinesa.

Além do interesse têxtil, o mercado chinês é oportunidade para o beneficiamento do caroço de algodão, insumo da indústria de ração animal. O ingrediente é usado especialmente para ruminantes, devido ao alto teor de proteína, energia e fibra.

A Coreia do Sul é outro parceiro estratégico para as exportações brasileiras, já que é um país que tem uma indústria muito desenvolvida em relação ao mercado têxtil e de design. No último ano, o país ocupou a 8ª posição entre os que mais compraram o algodão do Brasil. Atualmente, 48% de todo algodão importado pela Coreia é brasileiro.

Fonte: Gazeta do Povo

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação

Novos dados DataLiner: Comércio Exterior Brasileiro em 2025: Exportações Estagnadas e Importações em Alta com Impactos do Câmbio e da Indústria

Dados recém-divulgados pela equipe de Business Intelligence da Datamar sobre a movimentação brasileira de contêineres apontam que, no período de janeiro a maio de 2025, as exportações brasileiras caíram 0,4% em comparação com os cinco primeiros meses de 2024. Apesar disso, na comparação apenas entre maio de 2025 e o mesmo mês do ano anterior, os embarques registraram uma leve recuperação, com alta de 1,2%.

Confira a seguir um comparativo das exportações brasileiras de contêineres no período de janeiro a maio de 2022 a 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Contêineres | Jan-Mai 2022–2025 | TEU

Entre as principais cargas exportadas pelo Brasil nesse período, as carnes seguem na liderança, com um volume 3,3% superior ao registrado entre janeiro e maio de 2024. A madeira, por outro lado, apresentou queda de 6,3%, enquanto os embarques de algodão aumentaram 2,2%.

Em relação aos destinos, a China manteve-se como o principal parceiro comercial, mesmo com uma queda expressiva de 17,3% no volume de contêineres recebidos em comparação com o mesmo período de 2024. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com crescimento de 3% no volume importado do Brasil.

No sentido oposto, as importações brasileiras via contêineres apresentaram desempenho mais robusto. Houve alta de 10,5% no volume total desembarcado no país entre janeiro e maio de 2025, em relação a igual período do ano passado. Apenas no mês de maio, o avanço foi de 8,6%.

As principais mercadorias importadas no acumulado do ano foram reatores, caldeiras e máquinas, com incremento de 44,1% sobre 2024. Em seguida vieram os plásticos, com aumento de 4,4%, e os equipamentos elétricos, que cresceram 24,8%.

Quanto às origens das importações brasileiras, a China lidera com alta de 14,1%, seguida por Estados Unidos (-0,6%) e Alemanha (-1,6%).

Veja abaixo a evolução da importação de contêineres no Brasil nos cinco primeiros meses dos últimos quatro anos:

Importações Brasileiras de Contêineres | Jan-Mai 2022–2025 | TEU

Panorama regional – Argentina e Uruguai

Na Argentina, as exportações via contêineres cresceram 3% entre janeiro e maio de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. O país também registrou forte avanço nas importações por contêiner, com alta de 60,3% no acumulado do ano.

O Uruguai, por sua vez, exportou um volume 6,1% superior ao do mesmo período de 2024, enquanto suas importações cresceram 7,9% nos cinco primeiros meses de 2025.

Fonte: Datamar News

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação

BNDES aprova R$ 445,2 milhões para exportação de veículos pela Marcopolo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 445,2 milhões
para a Marcopolo produzir veículos de transporte de passageiros e carrocerias que serão exportados para países da América do Sul e da África.

O crédito foi aprovado via BNDES Exim Pré-Embarque direto, modalidade que disponibiliza os recursos diretamente ao exportador antes do embarque da mercadoria. Com sede em Caxias do Sul (RS), a Marcopolo produz ônibus, carrocerias e componentes em 11 unidades, das quais três no Brasil e oito no exterior.

A Marcopolo conta com apoio do BNDES há mais de 30 anos na área de comércio exterior. A empresa já contratou 248 operações, correspondentes a um volume de mais de R$ 5 bilhões.

“A parceria BNDES e Marcopolo tem sido fundamental para impulsionar a nossa competitividade no mercado internacional, incentivando o aumento das exportações, a geração de empregos e o nosso desenvolvimento tecnológico no Brasil. Somos uma empresa brasileira líder na produção de carrocerias de ônibus,com forte atuação global e com produtos exportados presentes em mais de 100 países”, disse o CFO da Marcopolo, Pablo Freitas Motta, em nota.

Nos últimos dois anos, o BNDES aprovou cinco operações de financiamento à produção para exportação de ônibus e carrocerias para ônibus no âmbito do BNDES Exim Pré-embarque, no valor total de cerca de R$ 741 milhões. O banco também financiou exportações de veículos e carrocerias para diversos clientes e países com a linha Exim Pós-embarque, de cerca de R$ 75 milhões.

“O apoio às exportações das empresas brasileiras está alinhado com o objetivo estratégico do governo do presidente Lula de garantir competitividade à indústria brasileira no exterior e de promover o ingresso de divisas no país e de modernização da economia. Com essa estratégia, fortalecemos setores de alto valor agregado, que geram empregos de qualidade e renda”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em comunicado.

Fonte: Valor Econômico

Ler Mais
Exportação, Portos

Com 44% da exportação nacional de frango, Porto de Paranaguá é o principal exportador de carnes brasileiras 

Mais de 1,2 milhão de toneladas de carnes de frango, bovina e suína foram embarcadas entre janeiro e maio deste ano 

A Portos do Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras de proteína animal congelada, atingindo 35,1% do total nacional nos cinco primeiros meses de 2025. Com esse desempenho, o porto mantém o título de maior corredor exportador de carnes do Brasil. Entre janeiro e maio, foram embarcadas 1.280.167 toneladas com destino a países como China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita, entre outros. 

O volume representa um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando as remessas de carnes de frango, bovina e suína.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, com destaque para o Paraná, estado líder em produção. O Porto de Paranaguá concentra o maior terminal exportador de aves congeladas do planeta, responsável por 44,1% de toda a produção nacional enviada ao exterior — mais que o dobro da participação do Porto de Santos, que registrou 20,9%. Em 2024, Paranaguá respondeu por 48% das exportações brasileiras de aves de corte.

“Esses resultados são fruto de uma administração dedicada à execução inteligente das operações e a investimentos logísticos consistentes. É um trabalho construído com o apoio de toda a comunidade portuária. O aumento da profundidade do nosso canal, por exemplo, permite embarcar mais carga sem elevar os custos operacionais para quem exporta. É mais por menos”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

De janeiro a maio deste ano, os embarques de aves congeladas aumentaram 2,5%, mesmo diante das restrições impostas por alguns países em razão de um caso isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Foram movimentadas 923.477 toneladas, ante 900.909 toneladas registradas no mesmo período de 2024.

Exportação de carne bovina cresce mais de 50% até maio

Paranaguá também se destaca nas exportações de carne bovina, com a segunda maior movimentação entre os terminais brasileiros. Até maio, houve um crescimento expressivo de 50,9% em relação ao ano anterior, passando de 183.570 toneladas para 276.969 toneladas.

“Somos a principal porta de saída para as carnes de frango, bovina e suína do Brasil. Isso comprova a eficiência dos portos do Paraná. Temos estrutura para diversos tipos de carga, e esses números evidenciam nosso papel como corredor logístico multipropósito. O que o Paraná e o Brasil produzirem, temos capacidade de exportar”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

Produção pecuária impulsiona desempenho

O Paraná lidera a produção nacional de proteína animal, com destaque para a carne de frango, responsável por 34,6% da produção brasileira no acumulado de janeiro a março de 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em relação à carne suína, o estado ocupa a segunda posição, com 21,9% do total nacional, no mesmo período. 

Já na pecuária bovina, embora com participação menor, o Paraná apresentou crescimento no primeiro trimestre: foram 354 mil cabeças abatidas entre janeiro e março, um acréscimo de 14,2 mil em relação ao mesmo período de 2024 — equivalente a 3,6% da produção nacional.

De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura do Paraná (SEAB), em 2024 o Paraná abateu mais de 2,2 bilhões de cabeças de frango, 12,4 milhões de cabeças de suínos, quase 629 mil bovinos e produziu mais de 180 mil toneladas de peixes.

Essa capacidade produtiva movimenta intensamente a cadeia industrial. O estado reúne uma das maiores estruturas do país dedicadas ao abate e ao processamento de carnes, com 557 empresas atuando no setor.

“Todo esse complexo produtivo requer um equipamento logístico marítimo eficiente que garanta a entrega com a maior precisão possível”, conclui Garcia.

Fonte: Portos do Paraná

Ler Mais
Agricultura, Comércio Exterior, Exportação, Internacional

Governo Milei aumenta imposto sobre exportação de soja e milho na Argentina

O governo do presidente argentino, Javier Milei, publicou um decreto nesta sexta-feira, 27, aumentando as taxas de exportação (retenciones) para soja e milho a partir de terça-feira, 1º de julho.

Segundo o documento, a alíquota sobre a soja será elevada de 26% para 33%, enquanto as taxas sobre milho e sorgo passarão de 9,5% para 12%. A alíquota do girassol subirá de 5,5% para 7%. Por outro lado, a taxa sobre o trigo e cevada foi mantida em 9,5%, enquanto o imposto sobre a farinha de trigo caiu para 5,5%.

Desde que assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, Milei tem implementado uma série de reformas econômicas. Uma das mais aguardadas e solicitadas durante sua campanha foi a redução ou eliminação das retenciones, o imposto sobre exportações agrícolas.

O imposto sobre a soja em grão foi reduzido de 33% para 26%, enquanto as taxas sobre farelo e óleo de soja caíram de 31% para 24,5%. As retenciones sobre trigo e milho também sofreram redução, passando de 12% para 9,5%. Contudo, em abril, o presidente argentino anunciou que essas taxas retornariam aos níveis anteriores até o final de junho.

As críticas entre as entidades do setor foram mistas. Tanto a Confederação Rural Argentina (CRA) quanto a Coninagro expressaram preocupações sobre os prejuízos que o aumento de impostos está causando aos produtores. No entanto, Nicolás Pino, presidente da Sociedade Rural Argentina, pediu “calma”.

“Não tenho motivos para duvidar das palavras do presidente quando disse durante a campanha, e depois as repetiu aqui em casa, que as retenciones são um imposto terrível. Estamos no caminho certo, e é por isso que digo moderação. Vamos esperar um pouco,” afirmou.

Pino anunciou que Milei deve comparecer à cerimônia de abertura do Rural de Palermo, feira anual, e há incertezas sobre como os produtores o receberão.

Segundo estimativa da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), a Argentina deve recuperar sua produção de soja e milho na safra 2024/25.

Após duas temporadas consecutivas de queda em razão das condições climáticas, o país vizinho projeta uma produção de 50,3 milhões de toneladas de soja e 49 milhões de toneladas de milho.

Farelo de soja para a China
O aumento dos impostos de exportação ocorre em meio às especulações de que a Argentina enviou o primeiro carregamento de farelo de soja para a China.

Segundo informações da Bloomberg, o país asiático comprou a commodity argentina em meio à guerra comercial iniciada pelo presidente dos Estados Unidos.

A Argentina é a maior exportadora global de farelo de soja, com 50 milhões de toneladas, e Pequim havia autorizado a importação desse importante insumo para ração animal em 2019. No entanto, desde então, nenhuma compra efetiva havia sido concretizada.

Essa primeira importação será um teste de mercado e envolverá um carregamento de 30 mil toneladas, que deve deixar a Argentina em julho e chegar à província de Guangdong, no sul da China, em setembro, diz a Bloomberg.

A encomenda foi realizada em conjunto por traders e produtores de ração chineses. A carga foi cotada a cerca de US$ 360 por tonelada, incluindo o frete.

Fonte: Exame

Ler Mais
Exportação

Exportações de carne de frango caem 22%

As exportações brasileiras de carne de frango caíram 22% nas três primeiras semanas de junho. O preço médio se manteve em torno de USD 1.800 por tonelada, sem variações significativas em relação ao mesmo período do ano anterior.

A queda ocorre em um contexto de alerta sanitário devido à gripe aviária, que levou à imposição de restrições por parte de vários dos principais mercados importadores do Brasil.

Destinos-chave fora do mercado

China, União Europeia, Argentina, Uruguai e outros países mantêm suspensas suas compras de carne de frango brasileira. Ao todo, 15 destinos impõem restrições ao conjunto do país.

A essa lista somam-se outros 15 países que apenas limitam as importações vindas do estado do Rio Grande do Sul, onde foi detectado um surto em estabelecimentos comerciais no dia 19 de maio.

Impacto no Uruguai

No caso do Uruguai, as importações de carne de frango brasileira foram estáveis até abril. No entanto, em maio caíram 65% devido às restrições sanitárias.

Sinais de recuperação

Segundo informou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o Brasil recuperou o status de país livre de gripe aviária. Como resultado, seis países já suspenderam as restrições: Coreia do Sul, Bolívia, Marrocos, Sri Lanka, República Dominicana e Iraque.

Perspectivas do setor

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango. As restrições afetam tanto a logística de exportação quanto as receitas do setor de carnes, que é fundamental para a economia do país.

As autoridades e os produtores esperam que a recuperação do status sanitário impulsione a reabertura de mais mercados. Enquanto isso, o setor enfrenta um cenário de preços estáveis, porém com forte queda no volume exportado.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Exportação, Exportadores agrícolas, Mercado Internacional

Exportações de milho paraguaio crescem

As exportações de milho paraguaio mostram sinais de recuperação em 2025, com aumento nas vendas e nas divisas, apesar do baixo estoque da safra anterior.

Entre junho de 2024 e maio de 2025, foram enviadas 1,9 milhão de toneladas — menos do que no período anterior, mas as exportações por ano-calendário aumentaram em 112.741 toneladas.

Certamente, esse crescimento gerou receitas de 93 milhões de dólares, 23 milhões a mais do que em maio de 2024. Segundo Sonia Tomassone, assessora de comércio exterior da Capeco, a melhora nos preços foi influenciada pelo mercado brasileiro e pela escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e beneficiou o consumo de etanol de milho.

O Brasil continua sendo o principal destino do milho paraguaio, absorvendo 92% das exportações, seguido por Uruguai, Senegal, Camarões e Chile. O relatório também destaca que Agrofértil, LAR e C. Vale lideram o ranking de exportadores com 44% do volume total.

Embora o mercado apresente volatilidade nos preços, as usinas de etanol mantêm uma demanda constante que ajuda a estabilizar as vendas internas. Espera-se que os embarques referentes à safra 2025 comecem entre junho e julho, o que poderá impulsionar novamente o volume exportado nos próximos meses.

As condições climáticas e a dinâmica do mercado regional continuarão sendo fatores-chave para o comportamento do comércio de milho no Paraguai. Especialistas também apontam que a demanda do Brasil e de outros países vizinhos poderá manter a pressão sobre os preços e as exportações.

Por isso, produtores e exportadores estão atentos às flutuações para ajustar suas estratégias comerciais e também aproveitar as oportunidades em um ambiente que continua volátil, mas com potencial de crescimento.

Fonte: Todo Logística News

Ler Mais
Agricultura, Exportação

Exportações brasileiras de soja em grão devem atingir quase 15 milhões de toneladas em junho, aponta Anec

Segundo relatório semanal divulgado nesta terça-feira (24) pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil deve exportar 14,986 milhões de toneladas de soja em grão em junho. O volume representa um aumento em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 13,829 milhões de toneladas.

Farelo de soja tem leve queda nas exportações
As exportações de farelo de soja, por sua vez, devem somar 1,923 milhão de toneladas neste mês. O número é inferior ao registrado em junho de 2024, quando o país embarcou 2,047 milhões de toneladas do produto.

Milho também apresenta recuo nos embarques
Já as exportações de milho estão projetadas em 828,959 mil toneladas para junho, volume abaixo das 982,812 mil toneladas embarcadas no mesmo mês do ano passado.

Panorama geral
Os dados divulgados pela Anec indicam que, apesar do crescimento expressivo nos embarques de soja em grão, os volumes de farelo e milho seguem abaixo dos patamares registrados no ano anterior para o mesmo período.

Fonte: MinutoMT

Ler Mais
Exportação, Internacional

Alckmin mira Nigéria para diversificar exportação

Em um momento de incertezas no mercado de petróleo devido às instabilidades no Oriente Médio e dificuldades de fornecimento de fertilizantes por causa da guerra na Ucrânia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, concluiu nesta quarta-feira (25) uma missão à Nigéria, país com o qual o Brasil quer diversificar sua pauta de exportações e pode ampliar as compras nos setores de petróleo, gás natural liquefeito e fertilizantes.

A Nigéria está entre as maiores economias do continente africano e tem a sexta maior população do mundo, com 223,8 milhões de habitantes – o Brasil tem a sétima maior. Segundo Alckmin, esse mercado deve crescer ainda mais, uma vez que a expectativa é que em 2050 o país passe a ter a terceira ou quarta maior população do mundo. “É um país que tem escala, cresce numa velocidade impressionante”, disse ele em entrevista ao Valor por telefone.

À frente de uma missão de empresários e autoridades, Alckmin afirmou que o Brasil prospecta oportunidades no setor de laticínios, aviões comerciais e de defesa, coletes balísticos e blindagem de veículos, indústria têxtil, máquinas agrícolas, biocombustíveis e arroz, principal item do cardápio dos nigerianos. Também se tratou da possibilidade de Brasil e Nigéria terem uma ligação aérea direta – primeiramente para cargas, mas eventualmente depois para passageiros também. Em outra frente, a indústria de carnes já está investindo no país.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras via contêineres para a Nigéria a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras via Contêineres para a Nigéria | Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

“A nossa busca é a diversificação. Hoje, a nossa exportação para a Nigéria está muito em cima do açúcar. É o principal produto, commodity. Queremos diversificar mais”, comentou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento.

A expectativa é que o presidente nigeriano, Bola Tinubu, participe como convidado da cúpula do Brics no próximo mês, no Rio de Janeiro, e em agosto faça uma visita de Estado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília.

Também se espera que representantes de empresas do país africano busquem parcerias no Brasil para ampliar as vendas de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

“Nós dependemos do nitrogenado, do fertilizante. Está crescendo no Brasil [a produção local], mas ainda 80% são importados. Isso é para a segurança alimentar. Deveremos ter este ano uma safra recorde, 10% maior, então a demanda por fertilizantes vai ser de dois dígitos”, acrescentou Alckmin.

Segundo o Mdic, a Nigéria é atualmente o 49º maior destino das exportações brasileiras. Em 2024, o Brasil exportou US$ 978,5 milhões para o país, com destaque para açúcares e melaços. Já a importações brasileira da Nigéria totalizou US$ 1,1 bilhão no mesmo período, sendo quase metade (48%) composta por adubos e fertilizantes químicos. O maior parceiro comercial da Nigéria é a China.

Fonte: Valor Econômico 

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook