Exportação

Exportações brasileiras de café para os EUA caíram

Entre janeiro e julho, vendas tiveram queda de 18%, na comparação com o mesmo período de 2024

As exportações brasileiras de café para os EUA caíram 18% de janeiro a julho deste ano, para 3,7 milhões de sacas, em relação a igual período de 2024, segundo um relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O movimento já era esperado uma vez que o Brasil exportou volumes recordes em 2024, não só para os americanos, como também para outros mercados, o que reduziu os estoques nacionais.

Em abril, os EUA já haviam sobretaxado os produtos brasileiros em 10%. E, no mês passado, impuseram uma tarifa adicional de 40% a uma série de mercadorias, incluindo o café.

“A partir de agora, as indústrias americanas estão em compasso de espera, pois possuem estoque por 30 a 60 dias, o que gera algum fôlego para aguardarem um pouco mais as negociações em andamento”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

“Porém, o que já visualizamos são eventuais pedidos de prorrogação, que são extremamente prejudiciais ao setor”, comenta.

Ferreira explica que, quando um exportador fecha um negócio, ele contrata, junto a um banco, um financiamento pré-embarque, conhecido como Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), o que permite que ele obtenha recursos antecipados.

“Com a prorrogação dos negócios, o ACC não é cumprido e passamos a sofrer com mais juros, com taxas altas e custos adicionais”, diz Ferreira.

EUA são maior mercado do Brasil

Apesar da queda nas exportações, os EUA continuam como os maiores clientes do Brasil. De janeiro a julho, eles compraram 16,8% de todo o café que o Brasil exportou.

Por isso, a associação de exportadores diz que vem trabalhando junto ao governo brasileiro e ao setor privado dos EUA para que os cafés do Brasil entrem na lista de isenção do tarifaço.

A entidade acrescenta que vem mantendo diálogos com os governos estaduais e federal para implementação de medidas compensatórias ao setor.

China como alternativa?

Neste mês, a China autorizou 183 empresas brasileiras a exportarem café para o país. Mas, segundo o presidente do Cecafé, muitos desses exportadores já atuavam no mercado chinês.

Por isso, ele avalia que a medida “não necessariamente” vai aumentar as exportações brasileiras para o país asiático.

“Observamos atentamente o potencial de crescimento do consumo chinês, mercado que importou 571.866 sacas de janeiro a julho e ocupa a 11ª posição no ranking dos principais parceiros dos cafés do Brasil em 2025”, diz Ferreira.

“Esse credenciamento por cinco anos é positivo do ponto de vista de desburocratização, mas, por si só, não representa nenhum aumento de exportações à China”, finaliza.

Fonte: G1

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Exportação

Exportadores de SC se antecipam ao tarifaço e vendas aos EUA disparam até 900%

Análise da FACISC aponta que, das 100 mercadorias mais vendidas aos EUA, metade delas vendeu pelo menos o dobro, em julho

As vendas de Santa Catarina aos Estados Unidos –  nosso principal parceiro comercial –  deram um salto no mês de julho, logo após o anúncio do tarifaço na segunda semana no mês, mas antes da vigência das taxas de 50%, o que passou a valer no dia seis de agosto. Os catarinenses aceleraram a remessa de carga para fugir das novas regras.

Houve um  crescimento expressivo das exportações catarinenses no mês. De acordo análise da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) sobre dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), dos 100 produtos catarinenses mais exportados aos EUA, metade deles aumentou suas vendas em pelo menos o dobro do registrado em julho de 2024 (veja lista no final do texto).

As cidades de SC que mais exportam aos EUA

1º: Jaraguá do Sul
2º: Joinville
3º: Caçador
4º: Blumenau
5º: Lages

As vendas aumentaram até para produtos isentos. Até itens que não eram comercializados com os EUA, como sucos de uva e maça, foram enviados. 

Esta antecipação impactou desde os setores do agronegócio aos que produzem maquinário para a produção industrial.

“Infelizmente, neste caso, o aumento destas exportações não é algo a ser celebrado. Pelo contrário. Demonstra o cenário de incerteza econômica que o setor produtivo catarinense está enfrentando”, explica  o diretor de Relações Internacionais da FACISC, Evaldo Niehues Junior.

Para se ter uma ideia, madeiras serradas e compensadas produzidas em SC aumentaram, respectivamente, em 137% e 117% as vendas para os EUA em julho, em relação ao mesmo período do ano passado.

O tabaco não manufaturado, que está entre os produtos taxados em 50%, registrou um aumento de 700% nas vendas para os EUA em julho. Isso que o país nem é o principal parceiro comercial do Brasil nesta cultura, que é produzida principalmente no Extremo Sul catarinense e tem como principal comprador a Bélgica.

Em julho do ano passado, empresas catarinenses não exportaram sucos de maçã e de uva aos EUA (posteriormente contemplados na lista de isenção tarifária) e, neste ano, no mesmo mês, venderam US$ 4,0 milhões,, além de óleos e gorduras animais, que cresceram 240% suas vendas no período. 

Máquinas e equipamentos mecânicos catarinenses aumentaram em 284% as vendas aos EUA – o maior montante já exportado de toda a série histórica. O produto, que se destaca no Vale do Itajaí, não está isento da tarifa de 50% e teve os EUA como segundo maior comprador em 2024.

No Planalto Norte de SC, o destaque para o crescimento das exportações aos EUA em julho ficou com os refrigeradores, com crescimento de 170%. No Norte, painéis para comando elétrico e máquinas e aparelhos para embalar mercadorias, com crescimento de 254% e 407%, respectivamente. No Oeste, turbinas hidráulicas, com crescimento de 959% em comparação a julho de 2024.

“Os efeitos negativos nas exportações virão nos próximos meses, principalmente aos setores não contemplados pela isenção tarifária”, avalia o diretor de Relações Internacionais.

Veja a lista dos 100 produtos de SC mais vendidos aos EUA

  • Obras de carpintaria para construções
  • Motores elétricos
  • Partes de motor
  • Madeira compensada
  • Madeira serrada
  • Outros móveis
  • Madeira em forma
  • Tabaco não manufaturado
  • Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria
  • Partes e acessórios para veículos
  • Compressores de ar
  • Suco de frutas
  • Transformadores elétricos
  • Cerâmica não vitrificada
  • Iates
  • Gorduras e óleos não comestíveis
  • Recipientes de papel
  • Outros preparos de couros de bovinos e equinos
  • Madeira MDF
  • Gelatina
  • Carne suína
  • Mel
  • Bombas de líquidos
  • Refrigeradores
  • Gordura de bovinos, ovinos e caprinos
  • Instrumentos médicos
  • Peixes congelados, exceto filé
  • Paineis para comando elétrico
  • Máquinas e aparelhos, para trabalhar borracha ou plástico
  • Turbinas hidráulicas
  • Outros artigos de madeira
  • Outros aparelhos para conexão de circuitos elétricos
  • Máquinas e aparelhos para embalar mercadorias
  • Outras máquinas para fabricação de alimentos ou bebidas
  • Turbinas a gás
  • Madeira densificada
  • Aparelhos de elevação
  • Peptonas
  • Máquinas para colheita
  • Máquinas e aparelhos de uso agrícola
  • Aparelhos de controle
  • Peças de locomotivas
  • Outros compostos organo-inorgânicos
  • Álcoois cíclicos
  • Tampas de plástico
  • Peixes frescos, exceto filé
  • Ferramentas de madeira
  • Louças de cerâmica
  • Estruturas de ferro
  • Silicone
  • Farinhas de carnes, peixes e miudezas
  • Artefatos para construção, de plástico
  • Veios de transmissão
  • Roupas de cama, mesa e banho
  • Assentos
  • Sucos
  • Elementos de vias férreas
  • Produtos semimanufacturados de ferro ou aço
  • Gordura de porcos e aves
  • Aparelhos para análises físicas ou químicas
  • Utensílios de madeira para cozinha
  • Oxigênio compostos heterocíclicos
  • Outros produtos de plástico
  • Telefones
  • Extratos de chá e café
  • Moluscos
  • Tall oil
  • Outros produtos não comestíveis de animais
  • Chapas de plástico, não associadas a outros materiais
  • Semicondutores
  • Máquinas para seleção e peneiração de grãos
  • Válvulas
  • Máquinas para selecionar terra, pedras e minérios
  • Outras preparações alimentícias
  • Máquinas de terraplanagem
  • Jóias
  • Fios de algodão para venda a retalho
  • Carbonato de magnésio
  • Pigmentos
  • Partes de aparelhos de aeronaves e aparelhos espaciais
  • Lâminas de corte
  • Centrífugas
  • Laminadores de metais
  • Sobretudos e capas, masculinos
  • Acessórios elétricos de energia
  • Outros fármacos
  • Outros motores
  • Partes para máquinas e motores
  • Fios de algodão com pelo menos 85% de algodão
  • Veículos
  • Microfones e fones de ouvido
  • Aparelhos e instrumentos de pesagem
  • Carbonatos
  • Outros produtos de ferro
  • Equipamentos de transmissão
  • Mate
  • Camisetas de malha
  • Produtos para o cabelo

Fonte: NSC Total

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Exportação

Paraná mantém crescimento nas exportações de carne de peru no 1º semestre, apesar de queda geral no Brasil

O Paraná se destacou entre os principais exportadores brasileiros de carne de peru no primeiro semestre de 2025, registrando crescimento de 4% na receita em relação ao mesmo período do ano anterior. O estado exportou 6.233 toneladas, gerando US$ 16,63 milhões, acima dos US$ 15,96 milhões registrados em 2024.

Contexto nacional mostra retração nas exportações
Apesar do desempenho positivo do Paraná, o Brasil como um todo teve queda nas exportações de carne de peru, com retração de 18,8% no volume e 20% na receita cambial. Entre janeiro e junho, o país embarcou 24 mil toneladas, totalizando US$ 59,54 milhões, contra 29.571 toneladas e US$ 74,38 milhões no mesmo período do ano anterior.

Ranking dos maiores exportadores brasileiros
Santa Catarina liderou o ranking, com 9.239 toneladas exportadas e receita de US$ 22,63 milhões, embora tenha registrado queda de 29,8% no volume e 15,2% na receita. O Rio Grande do Sul ficou em segundo lugar, com 8.296 toneladas e US$ 19,76 milhões, também com retrações de 18% no volume e 22,3% na receita.

Principais mercados internacionais do peru brasileiro
Os principais destinos da carne de peru do Brasil foram: Chile (3.129 toneladas, US$ 10,53 milhões), África do Sul (2.734 toneladas, US$ 3,54 milhões), México (2.167 toneladas, US$ 5,74 milhões), Países Baixos (2.062 toneladas, US$ 8,94 milhões) e Guiné Equatorial (1.728 toneladas, US$ 2,82 milhões).

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação

Exportações de ovos crescem 304,7% em Julho

As exportações brasileiras de ovos (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 5.259 toneladas em julho de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número representa alta de 304,7% em relação ao volume registrado no mesmo período do ano passado, com 1.300 toneladas embarcadas.

A receita gerada pelos embarques em julho alcançou US$ 11,808 milhões, saldo 340,9% superior ao obtido no mesmo mês de 2024, com US$ 2,678 milhões.

Com o desempenho do mês, o acumulado entre janeiro e julho alcançou 30.174 toneladas exportadas, volume 207,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (9.818 toneladas). Já a receita acumulada chegou a US$ 69,567 milhões, incremento de 232,2% em relação aos US$ 20,940 milhões obtidos entre janeiro e julho de 2024.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras de ovos, com 18.976 toneladas embarcadas nos sete primeiros meses do ano (+1.419%) e receita de US$ 40,7 milhões (+1.769%). Em seguida, aparecem o Chile, com 2.562 toneladas (-27,9%) e US$ 7.533 milhões, Japão, com 2.019 toneladas (+175,2%) e US$ 4,689 milhões (+163,3%), e o México, com 1.843 toneladas e US$ 8,135 milhões. Outros destaques no período incluem Angola (889 t), Emirados Árabes Unidos (1.677 t), Uruguai (428 t) e Serra Leoa (473 t).

“Ainda não é possível prever o efeito das questões comerciais com os Estados Unidos sobre os embarques do produto, mas há uma perspectiva de eventual manutenção de fluxo, já que a demanda norte-americana pelo produto segue elevada frente à escassez do produto enfrentada naquele mercado”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Exportação

Exportações de SC têm alta de 3% em julho

Itens como tabaco não-manufaturado e refrigeradores tiveram forte elevação no mês; carnes de aves, carne suína e compressores elétricos apresentaram recuo

Santa Catarina registrou em julho alta de 3,06% na exportação de produtos, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 1,083 bilhão. Este movimento foi puxado por itens como tabaco não-manufaturado, que subiu 279% e atingiu o quarto lugar na pauta, e refrigeradores, que tiveram alta de 151,4% e fecharam o mês na 16a posição.

Já entre os produtos mais vendidos por SC para o exterior, o mês foi de recuo, com os embarques de carnes de aves caindo 4,3%, de carne suína diminuindo 6,7% e motores elétricos decrescendo 19,2%. A informação é do Observatório FIESC, compilada a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Acumulado do ano
Considerando o período entre janeiro e julho, os embarques somaram US$ 6,952 bilhões, o que representa uma alta de 6,2% na comparação com os mesmos meses de 2024. Neste período, as vendas externas também foram lideradas carnes de aves (+7,9%, US$ 1,273 bilhão), carne suína (+15,8%, US$ 1,005 bilhão) e motores elétricos (-18,1%, US$ 341 milhões).

No período, os Estados Unidos ampliaram a liderança entre os principais compradores, com as vendas subindo 1,4%, para US$ 1,005 bilhão. Já a China teve recuo de 9,7% nas compras, para US$ 662 milhões. Com ganho de 33,1%, na terceira posição, a Argentina atingiu US$ 513 milhões e se distanciou do Japão, que está em quarto lugar.

Importações
As importações catarinenses subiram 4,2% em julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para US$ 2,919 bilhões. Com este resultado, os desembarques no estado chegam a US$ 19,734 bilhões no ano, alta de 4,8%. Entre os principais produtos que chegam ao estado estão: cobre refinado, partes e acessórios para veículos e polímeros de etileno.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Exportação

Frigoríficos brasileiros negociam com Vietnã para substituir exportações aos EUA

A busca pela abertura de novos mercados para exportação de carne bovina levou uma comitiva formada pelos principais frigoríficos do Brasil até o Vietnã, mercado que acaba de abrir suas portas para a proteína brasileira.

Uma missão oficial brasileira esteve na capital, Hanói, na semana passada, após incursões feitas pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto às autoridades vietnamitas.

Conforme informações obtidas pela reportagem, representantes de 17 frigoríficos e empresas do setor, incluindo gigantes como JBS, Marfrig, Minerva e Masterboi, participaram das discussões diretas com mais de uma dezena de importadores.

O objetivo, na prática, foi ampliar os canais de diálogo para obter uma resposta mais ágil do governo local aos pedidos brasileiros de habilitação sanitária para os exportadores.

Atualmente, o governo do Vietnã avalia a solicitação de habilitação de 86 frigoríficos para exportação de carne bovina. Duas plantas da JBS foram aprovadas até agora, as unidades de Mozarlândia e Goiânia, ambas localizadas em Goiás.

Carlos Fávaro comentou, na semana passada, a expectativa de abertura do Vietnã à carne bovina brasileira. “O mercado do Vietnã é um mercado que a gente buscava abrir há mais de 20 anos. Abriu em março. Duas plantas frigoríficas se habilitaram. Imagina se a gente se esforçar agora e habilitar 15, 20, 30 plantas frigoríficas. Amplia os mercados”, afirmou.

Além da habilitação de plantas, as empresas brasileiras também sugeriram, durante os encontros, a possibilidade de se negociar um Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Vietnã, com o objetivo de buscar a redução de tarifas.

Hoje, países concorrentes do Brasil -como Austrália, Nova Zelândia, União Europeia, Rússia e Canadá- contam com vantagens tarifárias para acessar o mercado vietnamita.

Os encontros entre empresários brasileiros e vietnamitas foram articulados pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). O país asiático teria capacidade de absorver até 100 mil toneladas de carne por ano, o que o colocaria entre os cinco maiores mercados do Brasil. Hoje, suas importações nesta área são irrisórias frente ao potencial que está em jogo.

A reportagem procurou o Mapa, a JBS e a Abiec para comentar o assunto, mas não teve retorno até a publicação deste texto.

A missão empresarial pretende consolidar um avanço institucional na abertura do mercado vietnamita. Com o engajamento direto de empresas exportadoras, apoio da diplomacia brasileira e articulação ministerial, o Brasil quer marcar posição de liderança global em carne bovina e distribuir a fatia que hoje está nas mãos dos americanos, segundo maior comprador do país, só atrás da China.

Em junho, o governo brasileiro anunciou o ingresso formal do Vietnã como país parceiro do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o qual tem sido tratado como inimigo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Com uma população de quase 100 milhões de habitantes, o Vietnã tornou-se o décimo país parceiro do bloco, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

O status de país parceiro, criado em 2024, consiste em uma forma de aproximação diplomática e econômica, sem que o país se torne um membro pleno do bloco. O parceiro pode participar das cúpulas como convidado permanente, além de integrar discussões técnicas e grupos de trabalho em áreas como comércio, saúde, segurança alimentar, energia e infraestrutura.

A aproximação com o Vietnã marca mais um passo na busca do mercado brasileiro por novos compradores, diante da chantagem tarifária imposta por Donald Trump. Como revelou a Folha de S.Paulo, Brasil e China trabalham na criação de um protocolo bilateral para certificação e rastreabilidade de produtos agropecuários, com foco central na exportação de carne e soja para o país asiático.

O protocolo prevê que os dois países alinhem metodologias para mensurar emissões, uso de solo, manejo ambiental e bem-estar animal. A intenção é que certificados brasileiros, como os desenvolvidos pela Embrapa -a exemplo dos selos Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne Baixo Carbono (CBC)- passem a ser aceitos pelas autoridades e empresas chinesas como prova válida de sustentabilidade.

As exportações brasileiras de carne bovina dão sinais de que, em meio à queda acentuada registrada nas vendas para os Estados Unidos, já há migração para outros destinos. A principal evidência desse movimento vem do México.

A reportagem reuniu informações sobre as vendas de carnes ao exterior registradas até 28 de julho. Os dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) apontam que o setor, enquanto registra um volume histórico de exportação global, vê a queda das vendas aos norte-americanos e a entrada de novos países no topo da lista dos principais compradores.

O México, que até o ano passado nem sequer figurava na lista dos dez maiores importadores da carne brasileira, acaba de ultrapassar as compras feitas pelos Estados Unidos, ficando em segundo lugar do ranking, só atrás da China, que também segue em expansão.

Fonte: Folha de São Paulo

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Industria

Corrente de comércio alcança US$ 374,54 bi de janeiro até a segunda semana de agosto

No mês, as exportações somam US$ 8,9 bi e as importações, US$ 6,6 bi, com saldo positivo de US$ 2,2 bi e corrente de comércio de US$ 15,5 bi

Na 2ª semana de agosto de 2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,2 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 5,4 bilhões.

No mês, as exportações somam US$ 8,9 bilhões e as importações, US$ 6,6 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 15,5 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 206,9 bilhões e as importações, US$ 167,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 39,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 374,5 bilhões.

Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (11/8), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês

Nas exportações, comparadas as médias até a 2ª semana de agosto/2025 (US$ 1,5 bi) com a de agosto/2024 (US$ 1,3 bi), houve crescimento de 13,0%. Em relação às importações houve crescimento de 0,5% na comparação entre as médias até a 2ª semana de agosto/2025 (US$ 1,107 bi) com a do mês de agosto/2024 (US$ 1,101 bi).

Assim, até a 2ª semana de agosto/2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,6 bilhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 369,52 milhões. Comparando-se este período com a média de agosto/2024, houve crescimento de 7,3% na corrente de comércio.

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 36,78 milhões (13,1%) em Agropecuária; de US$ 50,4 milhões (17,0%) em Indústria Extrativa e de US$ 81,55 milhões (11,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado até a 2ª semana do mês de agosto/2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 9,25 milhões (14,6%) em Indústria Extrativa; queda de US$ 2,58 milhões (13,0%) em Agropecuária, e de US$ 0,59 milhões (0,1%) em produtos da Indústria de Transformação.

Fonte: MDIC

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Exportação

México fixa preços de exportação para tomates frescos após fim de acordo com EUA

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA

O México estabeleceu preços mínimos de exportação para tomates frescos para proteger sua produção doméstica e garantir o abastecimento interno depois que um acordo bilateral com os EUA expirou, disseram os ministérios da Economia e da Agricultura do México em um comunicado conjunto no domingo.

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA.

Em 14 de julho, o governo Trump anunciou uma tarifa de cerca de 17% sobre as importações de tomates frescos do México.

Embora as novas regras mexicanas de preços se apliquem exclusivamente às exportações definitivas, elas não restringem os volumes de exportação nem impõem preços máximos. Os preços serão revisados anualmente ou antes, se as condições do mercado exigirem, informaram os ministérios mexicanos.

Os preços mínimos de exportação por quilograma foram fixados em US$1,70 para tomates cereja e grape, US$0,88 para tomates Roma, US$0,95 para tomates redondos e US$1,65 para tomates redondos com talos. Outras variedades, como os tomates coquetel e os tomates da variedade tradicional, também terão um preço mínimo de US$1,70.

De acordo com dados oficiais, o México exportou US$3,3 bilhões em tomates no ano passado.

“Essa ação reforça o compromisso do governo com a competitividade agrícola, o emprego rural digno e a soberania alimentar”, disseram os ministérios.

Os ministérios acrescentaram que as associações mexicanas de produtores de tomate expressaram seu apoio ao acordo, que entrou em vigor imediatamente após sua publicação em 8 de agosto no diário oficial do governo.

Fonte: InfoMoney

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Exportação

Leapmotor estreia navio próprio para exportar mais de 2.500 elétricos

Marca chinesa que chega ao Brasil em 2025 reforça logística global e prepara lançamento do SUV elétrico B10

A Leapmotor acaba de dar mais um passo importante em sua estratégia de internacionalização. A fabricante chinesa de veículos elétricos, que terá operação no Brasil a partir de 2025 por meio da Stellantis, realizou a viagem inaugural de seu primeiro navio dedicado à exportação de carros, o “Grande Tianjin”, com mais de 2.500 veículos elétricos a bordo.

Fretado junto ao Grupo Grimaldi, especializado em transporte marítimo de veículos e cargas, o navio teve sua cerimônia de batismo e entrega realizada em Xangai. A embarcação faz parte do esforço logístico da Leapmotor para garantir capacidade própria de exportação e acompanhar o crescimento da demanda internacional por seus modelos.

Desde 2022, a parceria com o Grupo Grimaldi já permite à Leapmotor acesso a uma capacidade mensal de transporte de até 22.500 veículos da Ásia para outros mercados. Agora, com o uso do navio fretado, a marca dá um passo adicional na consolidação de sua presença global — movimento semelhante ao feito pela BYD, que também conta com navios próprios para facilitar a distribuição de seus elétricos ao redor do mundo.

Atualmente, a Leapmotor está presente em mais de 30 países e regiões, com uma rede global de 1.500 pontos de vendas e serviços. A empresa acumula mais de 800 mil unidades entregues desde sua fundação e passou a atuar diretamente fora da China em 2024, com destaque para os modelos elétricos T03 (subcompacto) e C10 (SUV médio, disponível em versões BEV e EREV).

Importante para o mercado brasileiro: as primeiras unidades do SUV C10 já chegaram ao Brasil pelo sistema de “importação sobre águas”, o que permite acelerar o desembarque no Porto de Santos e agilizar o processo de chegada às concessionárias — com vendas previstas ainda em 2025. 

O próximo passo da marca será o lançamento internacional do SUV elétrico compacto B10, previsto para setembro. O modelo é o primeiro da Série B voltado ao mercado global e foi desenvolvido seguindo padrões internacionais desde sua concepção. Lançado na China em abril deste ano, o B10 tem preço inicial de RMB 99.800, o equivalente a cerca de R$ 75.848 pela cotação atual, e também será lançado no Brasil com o início de operações da marca.

A chegada ao Brasil ocorre em um momento de forte crescimento da Leapmotor na China: no primeiro semestre de 2025, foram vendidas mais de 220 mil unidades no país, além de um recorde de 50.129 veículos entregues em julho, incremento de 126% em relação ao mesmo mês do ano anterior. 

A Leapmotor é uma das marcas chinesas que mais se destacam na atual fase de consolidação do mercado global de elétricos. Desde maio de 2024, opera uma joint venture com a Stellantis, chamada Leapmotor International, sediada em Amsterdã, com divisão acionária de 51% para a montadora chinesa e 49% para a gigante franco-italiana.

Fonte: Inside EVs



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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Finanças, Informação, Tributação

“Cenário não é bom”, alerta especialista sobre primeira semana do tarifaço dos EUA

Primeiros dados do impacto da taxação serão divulgados nesta segunda-feira (11)

O tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em vigor na última quarta-feira (6). A sobretaxa de 50% aplicada sobre os produtos brasileiros preocupa especialistas já nos primeiros dias. Os dados do governo sobre as exportações serão divulgados nesta segunda-feira (11). As informações são do g1.

Apreensão no mercado

O presidente-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou ao g1 que será possível ter uma noção do impacto assim que sair o balanço das exportações desses primeiros dias de taxação. Mesmo sem os dados oficiais, ele avaliou que o cenário “não é bom”.

A alíquota imposta pelos Estados Unidos atinge cerca de 36% das exportações brasileiras ao país, o que corresponde a US$ 14,5 bilhões em 2024. Segundo Castro, na última semana de julho deste ano foi observada uma diminuição da média das exportações ao país norte-americano.

“Era um sintoma porque este ano, de março até o mês de julho, a média de exportação foi superior a R$ 1,4 bilhão, e, nessa última semana, chegou a R$ 1,4. Então, na verdade, já mostrou que o fôlego estava acabando e deve começar a cair o preço e a quantidade também”, projetou Castro na entrevista.

Os produtos mais exportados de SC aos EUA

Carne suína: 24 milhões de dólares (2,8%) (Foto: Cristiano Estrela, Secom SC)

Obras de carpintaria para construções: 118,5 milhões de dólares (14%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Motores elétricos: 82 milhões de dólares (9,7%) (Foto: WEG, Divulgação)

Partes de motor: 72,3 milhões de dólares (8,5%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Madeira serrada: 59,1 milhões de dólares (7%) (Foto: Aimex, Divulgação)

Madeira em forma: 58,7 milhões de dólares (6,9%) (Foto: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Divulgação)

Outros móveis: 58 milhões de dólares (6,8%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Madeira compensada: 54,5 milhões de dólares (6,4%) (Foto: Cadu Ristum, Divulgação)

Transformadores elétricos: 31,9 milhões de dólares (3,8%) (Foto: WEG, Divulgação)

Partes e acessórios para veículos: 30,8 milhões de dólares (3,6%) (Foto: Banco de Imagens, Divulgação)

Carne suína: 24 milhões de dólares (2,8%) (Foto: Cristiano Estrela, Secom SC)

Devido à taxação, há uma preocupação imediata com produtos perecíveis, que devem ser priorizados no primeiro momento. Integrantes do governo brasileiro citam que há peixes já estocados, frutas prontas para serem colhidas, além de mel, que seria exportado para os Estados Unidos.

Plano de contingência

Para enfrentar a taxa de 50%, os diferentes setores do Brasil devem tomar medidas que amenizem as consequências, que podem ser imediatas e também de longo prazo. A alíquota sob cada produto exportado gera efeitos variados dentro de um mesmo setor e, por isso, as empresas podem lidar com medidas próprias em alguns casos.

Ainda de acordo com o g1, o governo federal trabalha em um plano de contingência que deve ser apresentado nesta semana. A ideia é apoiar pequenas e médias empresas — contemplar linhas de crédito, adiar cobranças de tributos e contribuições federais, além de compras públicas de mercadorias perecíveis.

A economista e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Carla Beni, avalia que “o peso do problema será o peso do Estado para resolvê-lo”. Ela menciona a reportagem da revista britânica “The Economist” que afirmou que as tarifas de Donald Trump sobre o Brasil “são mais ameaça do que impacto real”.

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Robson Gonçalves, também economista da FGV, defende que as medidas precisam ser suficientemente alinhadas para ajudar as empresas que realmente tenham impacto em virtude da elevação da tarifa. “A gente precisa de uma política de mais médio e longo prazos. Algo que não se improvisa, mas que precisa ser discutida o mais rapidamente possível, de maior intensificação da agenda de diversificação”, acrescentou em entrevista ao g1.

De acordo com o especialista, o Brasil não tem uma política de comércio exterior forte, como uma política agressiva e articulada, mas agora será preciso ter.

Fonte: G1

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