Exportação

Governo amplia acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano e inclui mais empresas exportadoras e fornecedoras

O Ministério da Fazenda (MF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciaram mudanças na regulamentação do Plano Brasil Soberano, criado pela Medida Provisória nº 1.309, de 13 de agosto de 2025. As alterações ampliam o acesso das empresas às linhas de crédito emergenciais e reforçam o apoio à cadeia exportadora nacional.

Critério de exportação reduzido e inclusão de fornecedores

A nova Portaria Conjunta MF/MDIC diminui de 5% para 1% o percentual mínimo de faturamento vinculado às exportações exigido para que empresas afetadas pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos tenham prioridade no programa.

Além disso, o texto inclui fornecedores de exportadores impactados, desde que possuam ao menos 1% do faturamento proveniente de vendas para empresas com 5% ou mais da receita ligada às exportações afetadas. Segundo o governo, o ajuste não gera impacto orçamentário adicional, pois apenas redefine critérios de acesso, sem aumentar despesas.

Apoio ampliado a pequenas e médias empresas

Com a atualização, o Governo Federal fortalece a rede de proteção e liquidez da cadeia exportadora, permitindo que micro, pequenas e médias empresas de setores indiretamente atingidos também possam acessar os instrumentos de apoio financeiro. O objetivo é preservar a capacidade produtiva, os empregos e a competitividade internacional da indústria brasileira.

Linhas de financiamento e garantias

As ações do Plano Brasil Soberano envolvem linhas de financiamento lastreadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e garantias do PEAC-FGI Solidário, voltadas principalmente para pequenos e médios negócios.

Para que as novas condições entrem em vigor, será necessária a aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que definirá as condições financeiras das operações com recursos do FGE. Também está em andamento a atualização dos sistemas e bases de dados responsáveis pela execução das medidas.

Fortalecimento da indústria nacional

Instituído para mitigar os impactos das tarifas dos EUA sobre as exportações brasileiras, o Plano Brasil Soberano busca assegurar crédito, liquidez e competitividade às empresas afetadas, além de fortalecer a indústria nacional diante de restrições comerciais externas.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Tarifa dos EUA ameaça exportações de tabaco e preocupa produtores do Rio Grande do Sul

O início da colheita de tabaco no Rio Grande do Sul chega acompanhado de incertezas. Apesar do clima favorável e das boas projeções para a safra de 2025, o setor enfrenta um obstáculo significativo: o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que ameaça milhões em exportações e a renda de pequenos agricultores.

EUA retomam tarifas históricas sobre importações

Anunciada pelo presidente Donald Trump, a nova política tarifária entrou em vigor no início de agosto e elevou os impostos médios sobre produtos estrangeiros ao maior patamar em mais de um século. A decisão impacta dezenas de países e afeta diretamente um dos principais destinos do tabaco gaúcho.

No último ano, o Brasil produziu 719 mil toneladas de tabaco — sendo 303 mil no Rio Grande do Sul, o equivalente a 42% da produção nacional. Os Estados Unidos figuraram como o terceiro maior comprador, adquirindo cerca de 38,4 mil toneladas, com movimentação superior a US$ 245 milhões.

Embarques suspensos e risco de perdas milionárias

Antes da aplicação da nova taxa, 70% do tabaco destinado aos EUA já havia sido exportado. No entanto, cerca de 12 mil toneladas vendidas não chegaram a sair das indústrias após o aumento tarifário.

“O que nós exportamos historicamente para os Estados Unidos é cerca de 9% do volume”, explica Valmor Thesing, presidente do Sinditabaco. “Mantido o tarifaço, as empresas terão de buscar novos mercados para realocar esse produto”, completa.

Segundo Thesing, algumas remessas começaram a ser retomadas, mas representam apenas uma fração do que ainda está parado.

Produtores temem queda nos preços

Na metade Sul do estado, especialmente em municípios como Canguçu, mais de cinco mil famílias dependem do cultivo de tabaco. O produtor Nilton Pereira conta que a safra promete bons resultados, mas o mercado preocupa.
“A safra está muito boa, mas o tarifaço pode ser o grande problema na hora de vender”, afirma.

O presidente da Afubra, Marcílio Drescher, alerta para o risco de impacto direto nos preços pagos aos agricultores, principalmente entre os produtores de tabaco burley, variedade mais consumida pelos norte-americanos.
“Se o tarifaço permanecer em vigor, o produtor de tabaco burley, o tabaco de galpão, será o mais prejudicado”, ressalta.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/RBS TV

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Exportação

Exportações do Brasil crescem e compensam perdas com tarifas impostas por Trump

Mesmo com a queda nas exportações do Brasil para os Estados Unidos após o tarifaço imposto por Donald Trump, o país conseguiu compensar as perdas ampliando as vendas para outros mercados. Entre agosto e outubro de 2025, o valor total perdido nas exportações para os americanos foi mais do que recuperado pelo aumento das receitas com os mesmos produtos enviados ao restante do mundo.

De acordo com levantamento do Valor Econômico com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), as exportações de 1.503 produtos afetados pelo tarifaço renderam US$ 1,58 bilhão a menos para os EUA em comparação com o mesmo período de 2024. Em contrapartida, os embarques desses itens para outros países aumentaram em US$ 3,1 bilhões, superando a perda.

Brasil mantém desempenho positivo apesar das tarifas de Trump

A análise considerou produtos em que os EUA representavam ao menos 5% das exportações brasileiras no mesmo trimestre de 2024 — um grupo que responde por 96% do valor total atingido pelas tarifas.

Segundo o economista-chefe do Iedi, Rafael Cagnin, o impacto do tarifaço foi limitado. “No agregado, o tarifaço americano não é uma hecatombe. Há uma boa capacidade de redirecionamento das exportações”, afirmou. Ele explica que setores mais voltados a bens intermediários e matérias-primas conseguiram se adaptar com mais facilidade, enquanto segmentos mais dependentes do mercado americano ainda enfrentam dificuldades.

Exportações aos EUA recuam, mas outros mercados absorvem mais

Nos três meses analisados, 24,2% dos produtos exportados aos EUA registraram aumento no valor embarcado. Já em 30% dos itens, houve queda tanto nas vendas aos americanos quanto ao restante do mundo. Em outros 27,6% dos produtos, o ganho com novos destinos superou a perda com os EUA.

No total, os bens afetados pelo tarifaço somaram US$ 3,76 bilhões em exportações aos EUA, contra US$ 5,3 bilhões no mesmo período de 2024. Para outros mercados, o montante subiu para US$ 18,2 bilhões, crescimento de 20% na comparação anual.

A exportação brasileira geral para os Estados Unidos — incluindo produtos isentos e não isentos — caiu 24,9% no trimestre até outubro. A retração foi mais acentuada entre os itens atingidos pelo tarifaço, com queda de 29,6%.

Lula e Trump discutem tarifaço em encontro na Malásia

No fim de outubro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Donald Trump na Malásia para discutir formas de reduzir o impacto das tarifas americanas sobre produtos brasileiros.

Para a economista Lia Valls, da FGV Ibre, a diversificação dos destinos mostra a resiliência da pauta exportadora brasileira. “O mercado americano continua relevante, mas o efeito do tarifaço foi menor do que se esperava, o que fortalece o Brasil nas negociações”, avaliou.

Setores mais afetados e produtos em destaque

Entre os 1.503 produtos analisados, o ferro e aço semimanufaturados lideram as exportações atingidas. As vendas ao mercado americano caíram 16,4%, totalizando US$ 491,3 milhões, enquanto os embarques para o resto do mundo cresceram 27,2%. Mesmo assim, a dependência dos EUA — que absorvem 65,7% das vendas brasileiras desse item — impediu uma compensação completa das perdas.

O cenário é diferente para o café brasileiro, que reduziu as vendas aos EUA em 16,7%, mas ampliou 14,5% para outros mercados. A perda de US$ 71,2 milhões nas exportações aos americanos foi compensada com folga por um ganho de US$ 409,4 milhões em outros destinos.

A carne bovina congelada seguiu a mesma tendência: queda de 60,5% nos embarques aos EUA e alta de 64,3% para o restante do mundo. A perda de US$ 165,2 milhões com os americanos foi mais do que compensada por US$ 1,7 bilhão adicionais em outros países. A participação dos EUA nas exportações de carne caiu de 9,3% para 2,4% em um ano.

De acordo com André Valério, economista do Inter, o México foi um dos principais destinos que absorveram a carne antes enviada aos EUA, com alta de 174,3% nos embarques. A China, principal parceira comercial do Brasil, também ampliou suas compras em 66,3% no período.

Alguns setores, porém, não conseguiram realocar a produção — como os de madeira e armamentos, que permanecem mais dependentes do mercado americano.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Leo Pinheiro/Valor

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Exportação

Piauí e Roraima vão implementar planos de promoção da cultura exportadora em 2026

O Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), realizou sua 4ª Reunião Ordinária. O encontro reforçou o compromisso do governo federal com a diversificação das exportações brasileiras e a interiorização das oportunidades de comércio exterior.

Durante a reunião, foi definido que Piauí e Roraima terão seus Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados no primeiro semestre de 2026, com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Oficinas e apoio às empresas locais

Os planos incluirão oficinas virtuais e presenciais voltadas à identificação das prioridades de cada estado. Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o objetivo é fortalecer a cultura exportadora e levar ferramentas de apoio às empresas com potencial de acesso ao mercado internacional.

“Fortalecer a cultura exportadora é dar visibilidade ao potencial local e abrir caminhos para que mais empresas brasileiras alcancem o mercado global”, destacou Prazeres.

A diretora de Promoção às Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC, Janaína Batista, ressaltou que a parceria entre o governo federal e os estados tem gerado resultados concretos.

“Cada plano estadual representa um passo importante na construção de uma rede de exportadores mais diversa. A PNCE é sobre dar ferramentas, confiança e visibilidade para que empresas de todos os tamanhos e regiões possam chegar mais longe”, afirmou.

Novos integrantes fortalecem a governança

A reunião marcou ainda a adesão da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) ao comitê. A entrada da entidade amplia a presença da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) nos municípios, aproximando as prefeituras das ações de fomento ao comércio exterior e fortalecendo o ecossistema exportador.

O CNPCE é composto por representantes do MDIC, MAPA, MDA, MRE, ApexBrasil, Sebrae, BNDES, Banco do Brasil, Correios, Embratur, CNI, CNC, CNS, CNA, FNP, além dos estados e do Distrito Federal. O grupo é responsável por acompanhar a execução da PNCE, propor melhorias e articular ações entre órgãos públicos e o setor privado.

Expansão regional e resultados positivos

O encontro também apresentou o Relatório de Implementação da PNCE 2025 (versão preliminar), o monitoramento do Plano de Trabalho 2024/2025, além do novo plano 2025/2026 e atualizações sobre os programas Elas Exportam e Raízes Comex.

Atualmente, todos os estados brasileiros participam da PNCE. Sete deles — Pará, Pernambuco, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Espírito Santo e Amapá — já concluíram seus planos estaduais, desenvolvidos de forma colaborativa entre governos locais, parceiros regionais e o MDIC.

Em 2024, esses estados reuniram 2.171 empresas exportadoras, representando 7,5% do total nacional e movimentando US$ 68,8 bilhões, o equivalente a 20,4% das exportações brasileiras.

De janeiro a outubro de 2025, as exportações desses estados cresceram 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 61,2 bilhões e respondendo por 21,1% das vendas externas do país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Exportação

Brasil amplia exportações e conquista habilitação para vender sorgo e DDG à China

O Brasil recebeu autorização para que dez unidades exportem sorgo e cinco estabelecimentos enviem DDG (grãos secos de destilaria) à China, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro. A medida abre novas oportunidades tanto para o setor de sorgo quanto para a indústria de etanol de milho, ampliando o alcance internacional dos produtos nacionais.

Parcerias firmadas e protocolos assinados

As habilitações são resultado direto da assinatura de dois acordos bilaterais: o Protocolo Fitossanitário do Sorgo, firmado em novembro de 2024, e o Protocolo de Proteínas e Grãos Derivados da Indústria do Etanol de Milho, celebrado em maio de 2025. Além disso, os modelos de certificado fitossanitário foram finalizados em conjunto pelas autoridades brasileiras e chinesas, garantindo conformidade com as exigências técnicas de ambos os países.

Produção e exportação de sorgo no Brasil

Responsável por mais de 60% da produção nacional, a região Centro-Oeste é o principal polo de sorgo do Brasil. Em 2024, segundo o IBGE, o país produziu 4 milhões de toneladas, das quais 178,4 mil toneladas (4%) foram destinadas à exportação. Foram habilitadas dez unidades, distribuídas entre Mato Grosso (4), Minas Gerais (4), Rondônia (1) e Bahia (1). A China, que responde por 80% das importações globais de sorgo, comprou mais de US$ 2,6 bilhões do grão no último ano.

Expansão do mercado de DDG

O DDG, coproduto obtido do processamento do milho para etanol, também ganha destaque nas exportações brasileiras. O país é o terceiro maior produtor de milho do mundo e exportou cerca de 791 mil toneladas de DDG em 2024. A nova habilitação contempla quatro unidades no Mato Grosso e uma no Mato Grosso do Sul, fortalecendo o comércio com a China, que importou mais de US$ 66 milhões desse insumo no mesmo período.

Impactos econômicos e sustentáveis

Com essas autorizações, o Brasil estabelece um canal regular de exportação para o maior importador global de grãos e insumos para ração animal, aumentando a previsibilidade dos contratos e criando condições para ampliar o volume exportado nas próximas safras. Além dos ganhos econômicos, as novas habilitações reforçam o compromisso do país com a sustentabilidade, já que a exportação de coprodutos do agronegócio, como o DDG, estimula a economia circular e o aproveitamento de resíduos industriais.

Cooperação entre governo e setor privado

O avanço nas negociações foi resultado do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola e a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado, em alinhamento com as exigências técnicas das autoridades chinesas.

Em 2024, a China se manteve como o principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, com mais de US$ 49,6 bilhões em produtos enviados pelo agronegócio nacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Brasil bate recorde de exportações de café para a Rússia em outubro e fatura quase R$ 400 milhões

O Brasil registrou um recorde histórico nas exportações de café para a Rússia em outubro, movimentando US$ 74,4 milhões (cerca de R$ 398 milhões), segundo dados da alfândega brasileira compilados pela Sputnik Brasil. O resultado representa um salto expressivo nas vendas externas, consolidando o país como maior produtor e exportador de café do mundo.

Exportações de café crescem seis vezes em um mês

O volume exportado à Rússia aumentou quase seis vezes em relação a setembro e 30% na comparação anual, impulsionando o país ao sétimo lugar entre os principais importadores do café brasileiro. A Alemanha continua na liderança, com US$ 267,3 milhões em compras, seguida pelos Estados Unidos (US$ 140,2 milhões) e Itália (US$ 118,4 milhões).

Em termos de quantidade física, as exportações somaram 11,8 mil toneladas, alta de 5,5 vezes em relação ao mês anterior, mas queda de 2,5% frente a outubro de 2024. Especialistas explicam que essa leve retração é resultado da alta de 25% no preço do café arábica, variedade na qual o Brasil se destaca mundialmente.

Receita acumulada supera desempenho do ano anterior

Apesar da queda pontual no volume, o desempenho financeiro das exportações segue em ritmo acelerado. De janeiro a outubro, as empresas russas compraram 57,7 mil toneladas de café brasileiro, movimentando US$ 362,4 milhões — valor 72% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 211,8 milhões.

Fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Rússia

O resultado confirma a diversificação geográfica das exportações brasileiras e o estreitamento das relações comerciais com a Rússia, especialmente no setor agroindustrial. Para analistas, o cenário favorável deve se manter, embora a volatilidade dos preços internacionais e as variações cambiais continuem sendo fatores de atenção para os próximos meses.

Com a demanda russa aquecida e os preços do café em alta, produtores brasileiros buscam aproveitar o bom momento e monitoram atentamente o clima e a oferta global, que podem influenciar as próximas safras.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações de Santa Catarina para a Argentina avançam 25,2% com retomada da economia argentina

As exportações de Santa Catarina para a Argentina registraram um salto de 25,2% entre janeiro e outubro deste ano, somando US$ 746 milhões. O resultado reflete a recuperação econômica argentina e o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. No mesmo período, as vendas do Brasil para a Argentina atingiram US$ 15,85 bilhões, alta de 41,4%, enquanto as exportações totais brasileiras cresceram 9,1%, segundo dados da FIESC.

Indústrias catarinenses buscam novos negócios em Buenos Aires

Acompanhando esse movimento positivo, cerca de 20 indústrias do setor moveleiro de Santa Catarina participam, nos dias 10 e 11 de novembro, do Encontro de Negócios SC-Argentina, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) na Embaixada do Brasil em Buenos Aires.

O evento reúne o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Glintenick Bitelli, o governador Jorginho Mello, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, e representantes da indústria argentina. A agenda inclui apresentações institucionais e rodadas de negócios entre empresas catarinenses e potenciais compradores argentinos.

Argentina dá sinais de recuperação econômica

“O momento é extremamente favorável para ampliarmos as parcerias comerciais, já que a Argentina demonstra sinais de crescimento econômico”, afirmou Seleme. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), após dois anos de retração, o PIB argentino deve crescer 4,5% em 2025, impulsionado pela queda da inflação e pela recuperação do poder de compra da população.

Bruno Pauli, do Grupo 4B, um dos empresários participantes da missão, destacou o potencial de consumo dos argentinos. “Quando vêm a Santa Catarina como turistas, eles investem, compram imóveis e movimentam a economia. Agora, queremos levar nossos produtos até eles e fortalecer os laços comerciais”, afirmou.

Vantagens logísticas reforçam competitividade catarinense

A proximidade geográfica e a estrutura logística de Santa Catarina também favorecem o comércio com o país vizinho. O porto seco de Dionísio Cerqueira, no extremo oeste catarinense, é hoje a aduana com melhor infraestrutura da fronteira com a Argentina, com 23 mil caminhões registrados em 2024.

“Santa Catarina tem uma posição estratégica no Mercosul, mantém relações comerciais e culturais com a Argentina e oferece produtos reconhecidos pela qualidade brasileira”, reforçou o presidente da FIESC.

As rodadas de negócios entre as indústrias catarinenses e os compradores argentinos acontecem na terça-feira, 11 de novembro, encerrando o evento com foco na expansão das exportações do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Visit Buenos Aires

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Exportação

Brasil registra recorde histórico nas exportações de carne bovina em outubro de 2025

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram 357 mil toneladas em outubro de 2025, o maior volume mensal desde o início da série histórica em 1997, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O número supera em 1,5% o recorde anterior, registrado em setembro, e representa uma alta de 18,7% em relação a outubro de 2024.

O faturamento também cresceu significativamente, alcançando US$ 1,9 bilhão, valor 39,1% superior ao mesmo mês do ano passado.

Crescimento contínuo e expectativa de novo recorde anual

Entre janeiro e outubro, o Brasil exportou 2,79 milhões de toneladas de carne bovina, somando US$ 14,31 bilhões em receita — aumentos de 16,6% em volume e 35,9% em valor na comparação anual.

Com esse desempenho, o país se mantém próximo ao recorde de 2024, quando exportou 2,89 milhões de toneladas e faturou US$ 12,8 bilhões. Segundo a Abiec, se o ritmo atual continuar, o recorde histórico anual poderá ser superado já em novembro, consolidando o Brasil como líder mundial nas exportações de carne bovina, com embarques realizados para 162 países em 2025.

Carne in natura domina as exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado, com 320,5 mil toneladas embarcadas em outubro e US$ 1,7 bilhão em receitas. O preço médio foi de US$ 5,5 mil por tonelada, representando quase 90% do volume total exportado e 93,5% do faturamento.

Outros produtos, como miúdos, carnes industrializadas, gorduras e carnes salgadas, também contribuíram para o resultado positivo.

Exportações para os Estados Unidos seguem firmes

Mesmo com o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, o Brasil manteve suas exportações para o país. Embora tenha havido redução no ritmo desde agosto, o fluxo não foi interrompido.

Em outubro, os embarques somaram 12,9 mil toneladas, um avanço em relação a setembro (9,9 mil toneladas) e agosto (9,3 mil toneladas). A Abiec destacou que os EUA continuam sendo um mercado estratégico para a carne brasileira, graças à competitividade e regularidade do produto.

De janeiro a outubro, as exportações para os Estados Unidos totalizaram 232 mil toneladas e US$ 1,38 bilhão, altas de 45% em volume e 38% em valor em comparação ao mesmo período de 2024. Os números já superam todo o desempenho do ano passado, quando foram enviadas 229 mil toneladas, gerando US$ 1,35 bilhão.

China segue como principal destino da carne bovina brasileira

A China manteve sua liderança nas compras, com 190,8 mil toneladas importadas em outubro e US$ 1,046 bilhão em negócios — o equivalente a 53% do volume e 55% da receita mensal.

Outros mercados de destaque foram:

  • União Europeia: 17 mil toneladas / US$ 140,4 milhões
  • Estados Unidos: 12,9 mil toneladas / US$ 83,1 milhões
  • Chile: 12,7 mil toneladas / US$ 72,3 milhões
  • Filipinas: 12,4 mil toneladas / US$ 56,3 milhões
  • México: 10,1 mil toneladas / US$ 56,2 milhões
  • Egito: 12,1 mil toneladas / US$ 53,9 milhões
  • Rússia: 11,8 mil toneladas / US$ 48,6 milhões
  • Arábia Saudita: 6,5 mil toneladas / US$ 34,7 milhões
  • Hong Kong: 7,8 mil toneladas / US$ 29,7 milhões

No acumulado do ano, a China segue na liderança absoluta, com 1,34 milhão de toneladas e US$ 7,1 bilhões — o que representa 48,1% do volume e 49,7% da receita total. Na sequência, aparecem Estados Unidos, México, Chile e União Europeia.

Os mercados que mais ampliaram suas compras em 2025 foram México (+213%), União Europeia (+109%), China (+75,5%), Rússia (+50,4%) e Estados Unidos (+45%), o que demonstra a diversificação e fortalecimento das exportações brasileiras, segundo a Abiec.

Setor confirma força e equilíbrio do mercado

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que o desempenho histórico de outubro comprova a força do setor, a abertura de novos mercados e o equilíbrio entre exportações e abastecimento interno.

“O Brasil segue ampliando sua presença internacional com qualidade e regularidade de fornecimento, resultado do trabalho conjunto entre a indústria e o governo. É importante lembrar que apenas 30% da carne produzida no país é exportada, enquanto cerca de 70% abastece o mercado interno, o que demonstra a robustez do consumo doméstico e a capacidade do país de atender à demanda mundial”, destacou.

A Abiec reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações de carne bovina do Brasil.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Exportações da China caem inesperadamente em meio à queda contínua dos preços

Após meses de forte demanda, as exportações da China recuaram de forma inesperada em outubro — a primeira queda em oito meses — em meio à queda nos preços de muitos de seus principais produtos, como carros, painéis solares e baterias.

De acordo com a Administração Geral de Alfândegas da China, o valor das exportações chinesas caiu 1,1% em outubro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Economistas ocidentais esperavam que o país registrasse mais um mês de crescimento.

Mesmo com a guerra comercial com os Estados Unidos e o aumento de tarifas em países em desenvolvimento como Brasil, Índia e Turquia, preocupados com o impacto de produtos chineses baratos em suas indústrias locais, as exportações chinesas vinham crescendo fortemente ao longo do ano. Até outubro, as vendas para outras regiões do mundo haviam compensado a queda no comércio com os EUA. A China ainda caminha para registrar superávit comercial recorde pelo segundo ano consecutivo.

O volume físico das exportações aumentou de forma expressiva em 2024, impulsionado pelo avanço de automóveis, eletrônicos, eletrodomésticos e outros bens. No entanto, o valor total exportado não acompanhou o mesmo ritmo, já que muitas empresas chinesas estão reduzindo preços para escoar o excesso de produção.

As exportações chinesas para a União Europeia, América Latina, África e Sudeste Asiático enfraqueceram em outubro. Além disso, a composição das vendas externas vem mudando: cresce a participação de carros e painéis solares, cujos preços despencaram, enquanto produtos de baixa tecnologia, como móveis e roupas, perdem espaço.

O número de carros exportados subiu quase 25% em outubro, mas o valor dessas exportações aumentou apenas 17%, refletindo a queda dos preços.

As tarifas impostas pelo presidente Donald Trump, por outro lado, tiveram efeito menor no último mês. As exportações para o mercado americano caíram menos em outubro do que nos dois meses anteriores. Há ainda indícios de que empresas chinesas estejam contornando as tarifas, enviando produtos para outros países antes de chegarem aos EUA.

“O aumento da participação das exportações chinesas destinadas ao Vietnã, o principal centro de redirecionamento, sugere que o impacto das tarifas continuou a ser compensado”, explicou Zichun Huang, economista da Capital Economics, em relatório. “Ou seja, o peso das tarifas americanas parece estar diminuindo, não aumentando.”

Mesmo assim, a China continua exportando mais de três vezes o que importa dos Estados Unidos, o que tem ajudado Pequim a sustentar o emprego industrial e fortalecer a economia, apesar da crise prolongada do setor imobiliário, que abalou as finanças de muitas famílias chinesas.

Com os consumidores reticentes em gastar após perdas financeiras significativas, parte da produção doméstica tem sido redirecionada para o mercado externo.

A ligeira valorização do yuan (renminbi) frente ao dólar nos últimos meses pode ter prejudicado a competitividade dos produtos chineses, tornando-os mais caros em alguns mercados. Por outro lado, a moeda se desvalorizou cerca de 7% em relação ao euro no último ano, o que beneficiou as exportações destinadas à União Europeia.

O banco Goldman Sachs observou que o desempenho mais fraco das exportações também pode ter sido influenciado por um fator pontual: outubro teve um dia útil a menos neste ano em relação a 2023.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Qilai Shen para o The New York Times

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Exportação

Exportações da UE dobram para parceiros com acordos comerciais

As exportações de bens da União Europeia (UE) cresceram o dobro em 2024 para os 76 países com os quais o bloco mantém acordos comerciais, em comparação com os destinos sem tratados preferenciais, segundo o quinto relatório anual sobre a política comercial da UE, publicado pela Comissão Europeia.

O documento destaca que a ampla rede de acordos do bloco ajuda as empresas europeias a encontrar mercados alternativos e reduzir dependências em um contexto geopolítico desafiador.

De acordo com o estudo, as exportações de mercadorias para parceiros com acordos comerciais aumentaram 1,4%, frente ao 0,7% registrado com países sem acordos. O relatório também enfatiza que esses tratados fortalecem a resiliência e a competitividade dos operadores econômicos europeus.

Como exemplo, a Comissão apontou que as exportações para o Canadá cresceram 51% desde 2017, enquanto as vendas para o restante do mundo aumentaram apenas 20%.

Recorde agroalimentar

O relatório também destacou um novo recorde nas exportações agroalimentares, que atingiram 235 bilhões de euros em 2024, um aumento de 2,8% em relação a 2023.

As exportações de alimentos e bebidas para parceiros preferenciais somaram 138 bilhões de euros, com um crescimento de 3,6%, mais que o dobro do registrado com países sem acordos (1,6%).

Comércio de serviços e diversificação

O comércio de serviços com parceiros preferenciais atingiu 1,3 trilhão de euros e cresceu mais de três vezes em comparação com países fora de tratados (4,5% contra 1,2%).

A Comissão destacou que os acordos comerciais favorecem a diversificação e a estabilidade das cadeias de suprimentos. As exportações para México, Noruega, Suíça e Reino Unido compensaram a queda nas vendas para a Rússia, afetadas pelas sanções impostas após a invasão da Ucrânia.

Energia e barreiras comerciais

O relatório também ressaltou que as importações de gás e gás natural liquefeito (GNL) de Argélia, Cazaquistão e Noruega ajudaram a preencher o vazio deixado pela Rússia.

Por fim, Bruxelas informou que somente em 2024 foram eliminadas 44 barreiras comerciais em países terceiros, reforçando a abertura do comércio europeu. Atualmente, a UE mantém 44 acordos comerciais ativos com 76 parceiros em todo o mundo.

FONTE: Todo Logistica News
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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