Economia, Evento, Investimento, Social

ESG traz oportunidades e desafios, avalia especialista em investimentos sociais

A importância crescente dos critérios de ESG (Environmental, Social, and Governance) para as empresas que buscam posicionamento no mercado global, ou mesmo para sustentarem seus negócios no ambiente regional, impõe desafios para que se mantenham competitivas.

O especialista em investimentos sociais Kurt Morriesen, que há mais de 25 anos atua junto a organismos internacionais que estudam o avanço das práticas ESG, em bancos de desenvolvimento como o BID e Banco Mundial, além de conselheiro consultivo no Fórum Econômico Mundial e o G20, falou sobre o assunto no Encontro Empresarial da Acijs, em Jaraguá do Sul, na segunda-feira, dia 10.

Ele explicou que ESG não é mais uma tendência passageira, mas um fator de competitividade essencial para empresas, com demandas regulatórias crescentes que a partir de 2026 devem começar a impactar seriamente a economia mundial. Ministro da Economia de Portugal participa de encontro na FIESC.

Morriesen destacou a importância crescente dos critérios ESG para empresas e investidores, mencionando investimentos em práticas sustentáveis que ultrapassaram US$ 30 trilhões em 2022, com uma projeção de US$ 40 trilhões até 2030.

“Isto significa que quase um terço dos ativos globais estarão alinhados a práticas e certificações de ESG. Há vários elementos que contribuem para o aumento do mercado de ESG, desde os benefícios econômicos e financeiros para as empresas, o aumento de competitividade e nos indicadores de produtividade. Empresas alinhadas a boas práticas de ESG têm maior facilidade em captação de investimentos de longo prazo e novas relações comerciais com clientes estrangeiros”, disse.

Na opinião de Morriesen, Santa Catarina pode ser favorecida neste ambiente de disputa por mercados exigentes quanto às práticas de ESG, mas salienta que é preciso que as organizações estejam atentas. Conforme ele, hoje existem mais de 2,400 regulações de ESG e mais de 250 certificações sobre o assunto ao redor do mundo. Algumas delas com efeito direto sobre economias e investimentos que envolvem negócios de empresas catarinenses, como regulações da Comunidade Econômica Europeia. Segundo a Fiesc, somente em relação ao mercado europeu, mais de 700 empresas do estado devem ser impactadas já a partir do próximo ano.

“Santa Catarina é referência em ESG, mas precisa evidenciar este potencial. É o único estado que consegue competir mano a mano com São Paulo quando se pensa em três elementos cruciais em ESG: os Indicadores de Desenvolvimento Humano, competitividade industrial privada e o cuidado com o meio ambiente”, afirma.

Mas ele diz que o setor empresarial precisa potencializar esses ativos, que passam por questões como a sustentabilidade ambiental ou ações sociais pontuais como o voluntariado. “ESG trata de gestão de riscos e aumento da competitividade. É um mercado meritocrático e em evolução, que privilegia a sustentabilidade do negócio, em que as práticas antigas não funcionam mais para o conceito de ESG atualmente”.

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Evento, Inovação, Investimento, Negócios, Tecnologia

Okean Yachts estreia iate de luxo com piscina no Miami Boat Show

O iate Okean 57, fabricado em Itajaí, leva inovação para o maior evento náutico do mundo

A Okean Yachts, fabricante brasileira de iates de luxo com sede em Itajaí, fará a estreia internacional no Miami International Boat Show, que começa nesta quarta-feira e segue até 16 de fevereiro, com o lançamento do Okean 57.

A grande novidade? Uma piscina na proa, com água do mar,  e que oferece espaço para até oito pessoas, elevando a experiência de navegação a outro nível. O modelo projetado pelo arquiteto italiano Paolo Ferragni, combina design inovador e funcionalidade, com amplos espaços e tecnologia de ponta. A piscina com piso antiderrapante e apoio nas laterais é a estrela, e oferece conforto para passeios curtos ou longas travessias.

O Okean 52 também estará exposto, com seu design elegante e recursos como a plataforma submergível e deques laterais que ampliam o espaço social.

O Miami International Boat Show atraiu mais de 100 mil visitantes em 2024 e é uma das maiores feiras náuticas do mundo.

FONTE: Diarinho
Okean Yachts estreia iate de luxo com piscina no Miami Boat Show | DIARINHO

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ANVISA, Comércio Exterior, Evento, Importação, Informação, Negócios, Notícias

Setor portuário: oficina debate planos de contingência de saúde pública

A Anvisa irá promover, no próximo dia 19 de março, uma oficina sobre planos de contingência de saúde pública do setor portuário.

O objetivo da atividade é avaliar, com representantes do setor regulado, autoridades portuárias e do setor saúde, as eventuais necessidades de melhorias no Guia de Estabelecimento e Manutenção de Plano de Contingência para Portos e Aeroportos (Guia 75 – Versão 1, de 21/11/2024).

A ideia é que, com as contribuições, o documento tenha mais efetividade na orientação ao setor, em relação ao estabelecimento e à manutenção do plano de contingência local de cada porto. Essas ações são exigências da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 932, de 10 de outubro de 2024.

O evento será fechado, sendo permitida a participação de um representante de cada organização, e ocorrerá presencialmente no Píer Mauá, na Avenida Rodrigues Alves 10 – Armazém 1, Saúde, Rio de Janeiro – RJ.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até o dia 10 de março, por meio deste formulário de inscrição.

FONTE: ANVISA
Setor portuário: oficina debate planos de contingência de saúde pública — Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

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Evento, Exportação, Informação, Inovação, Internacional, Tecnologia

“Nosso desafio é demonstrar que o Brasil produz máquinas e tecnologia”

Paulo Guerra, gerente de relações institucionais da ABIMAQ, descreveu o trabalho que realizam para internacionalizar as empresas brasileiras.

O desenvolvimento das exportações industriais é um pilar fundamental para fortalecer a economia de qualquer país. A inserção em mercados internacionais permite que as empresas acessem novas oportunidades, melhorem sua competitividade e consolidem a imagem do país como produtor de tecnologia e inovação. Para isso, as parcerias público-privadas são essenciais.

Nesse sentido, a experiência da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX Brasil), é um exemplo claro de como essa sinergia pode impulsionar a presença da indústria local no mundo.

De Atlanta, nos Estados Unidos, onde foi realizada a International Production & Processing Expo (IPPE), com a participação de 13 empresas brasileiras de máquinas e equipamentos para a cadeia de proteína animal, Paulo Guerra, gerente de relações institucionais da ABIMAQ, em diálogo com serindustria.com.ar, destacou a importância da aliança com a APEX Brasil, que em abril comemora seu 25º aniversário.

“A ideia é promover o produto brasileiro em espaços internacionais onde os compradores possam conhecer nossa tecnologia e conversar diretamente com os empreendedores”, explicou, acrescentando que o programa se concentra especialmente nas Pequenas e Médias Empresas (PMEs), dando-lhes a oportunidade de competir em feiras onde participam os principais fabricantes do mundo.

Um dos principais aspectos dessa colaboração é sua continuidade além das mudanças de governo. Isso é algo que a principal economia da América Latina conseguiu realizar. “Não importa se o governo é de esquerda ou de direita, a agência está sempre lá para apoiar os empresários“, disse Guerra. Embora cada administração possa implementar estratégias distintas, a política de promoção das exportações permaneceu firme ao longo dos anos.

Para a ABIMAQ, é fundamental que as empresas brasileiras participem de feiras internacionais.

A primeira ideia que as pessoas, em geral, têm do Brasil não é a de um país que fabrica tecnologia ou maquinário. Esse é um dos grandes desafios que enfrentam: transmitir a ideia de que a oitava maior economia do mundo também produz máquinas e desenvolve tecnologia. Espaços como feiras internacionais e outros eventos setoriais são fundamentais nesse processo, pois permitem que visitantes e empresários locais conheçam em primeira mão o maquinário brasileiro. “É uma mudança que vai acontecer gradualmente, mas é fundamental continuar mostrando o progresso que fizemos. Por isso, nosso desafio é demonstrar que o Brasil produz máquinas e tecnologia.”

Além disso, a demanda dos mercados internacionais em termos de sustentabilidade gerou um impacto positivo na indústria brasileira. “Quando uma empresa exporta para a Europa ou outras regiões com regulamentações ambientais rígidas, ela entende a necessidade de adaptar seus processos”, explicou Guerra. “Equipamentos que economizam água e energia não são apenas mais sustentáveis, mas também reduzem custos“, acrescentou.

Competitividade e adaptação aos mercados

Para melhorar a competitividade das empresas brasileiras, a ABIMAQ desenvolve estudos de mercado que permitem identificar os setores e oportunidades mais estratégicos de cada região. “O mundo é muito grande, mas devemos concentrar nossos esforços nos mercados onde as empresas brasileiras têm maior potencial”, disse Guerra. A América Latina é uma prioridade devido à sua proximidade geográfica e cultural, seguida pelos Estados Unidos, Europa e África. Neste último caso, a semelhança entre os solos brasileiro e africano possibilitou a exportação de máquinas agrícolas adaptadas às suas necessidades.

Um aspecto fundamental dessa estratégia é o desenvolvimento de produtos específicos para o mercado. “Não podemos exportar o mesmo maquinário para a Tailândia ou Austrália sem adaptações”, disse Guerra. “As condições de solo e produção variam, então o projeto e a operação do equipamento precisam ser ajustados.”

Outro mercado que eles estão olhando com interesse é a Índia. “No ano passado, participamos de uma feira de tecnologia para o setor de alimentos naquele país e ficamos surpresos com os desenvolvimentos tecnológicos apresentados. É uma nação enorme, com inúmeros centros de pesquisa e universidades reconhecidas por sua inovação, o que torna difícil englobar tudo o que está sendo criado lá.”

Embora algumas empresas já exportem, o volume para a Índia ainda é limitado. “Buscamos gerar mais oportunidades para os empresários brasileiros participarem de feiras e eventos tecnológicos por lá”, disse Guerra e destacou a possibilidade de alianças estratégicas entre fabricantes dos dois países.

Um dos principais obstáculos para a expansão das exportações brasileiras é a logística. “O transporte interno no Brasil depende em grande parte das estradas, o que aumenta os custos de produção”, explicou Guerra. A falta de um sistema ferroviário desenvolvido e a distância entre os centros industriais e os portos dificultam a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. “Se uma fábrica estiver perto do porto, o custo de exportação é razoável, mas se for longe, o transporte interno torna o produto significativamente mais caro”, disse ele.

Petróleo e Gás e Tecnologia Brasileira

Quanto ao setor de energia, o Brasil conseguiu fortalecer sua indústria de máquinas para exploração de petróleo e gás. “Durante anos, os equipamentos foram importados, mas hoje muitas empresas fabricam seus próprios produtos“, disse Guerra.

O desenvolvimento do offshore no Rio de Janeiro e a estabilidade macroeconômica impulsionaram a manufatura local, o que permitiu que as empresas brasileiras buscassem se expandir para outros mercados. Um exemplo disso é a participação da ABIMAQ na feira OTC em Houston, onde 30 empresas brasileiras apresentarão sua tecnologia para o mundo.

O caso da ABIMAQ e da APEX Brasil mostra que a colaboração entre os setores público e privado é essencial para promover a internacionalização das empresas. “Muitos países têm agências de promoção de exportações, mas a chave é que elas trabalhem em conjunto com associações setoriais”, disse o executivo. “As associações têm uma melhor compreensão da realidade de cada setor e podem direcionar melhor os recursos disponíveis.”

Para conseguir uma maior participação no comércio mundial, é essencial fortalecer as empresas nacionais. Nesse sentido, Guerra citou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva: “Um país forte é um país com empresas fortes“.

FONTE: Ser Indústria
“Nosso desafio é mostrar que o Brasil produz máquinas e tecnologia” – Ser Indústria

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Ministro Silvio Costa Filho destaca crescimento histórico do setor portuário no Brasil Export

Evento em Brasília reuniu lideranças do setor para discutir avanços e desafios da infraestrutura portuária e aeroportuária no Brasil

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, foi o grande destaque do evento Brasil Export, realizado nesta quarta-feira (4), em Brasília. Durante sua participação, o ministro ressaltou o crescimento expressivo do setor portuário em 2024, com um aumento de 5% no valor global e uma expansão de quase 7% nos portos públicos. “Tivemos um crescimento histórico, principalmente no setor de containers, que registrou uma alta de mais de 18%”, afirmou.

Costa Filho também enfatizou a importância da integração do setor portuário com a produção agrícola, mencionando os recordes do agronegócio brasileiro. “Hoje tivemos a apresentação do balanço do Ministério da Agricultura e do Plano Safra, que comprovam o protagonismo do Brasil no cenário mundial”, destacou.

Em entrevista durante o evento, a secretária executiva do Ministério de Portos e Aeroportos, Mariana Pescatori, ressaltou iniciativas voltadas para a sustentabilidade do setor, como a nova metodologia para apuração das emissões de carbono. “Nosso objetivo é definir metas mais claras para a descarbonização do transporte aquaviário, alavancando parcerias estratégicas com empresas do setor”, afirmou.

Já o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, reforçou a relevância dos leilões para a expansão da infraestrutura logística, destacando que, entre 2025 e 2026, serão realizados oito novos leilões voltados ao agronegócio. “Nosso compromisso é garantir que os portos brasileiros tenham capacidade para atender a crescente demanda do setor”, pontuou.

No setor aeroportuário, o secretário de Aviação, Tomé Franca, apresentou os avanços do programa Ampliar, que visa expandir a infraestrutura aeroportuária em regiões isoladas, como a Amazônia Legal e o Nordeste. “Estamos ouvindo todos os atores do setor para garantir uma aviação mais acessível e eficiente”, explicou.

O Brasil Export é um espaço estratégico para o debate de soluções inovadoras e sustentáveis na infraestrutura logística nacional, reunindo governo e iniciativa privada em prol do desenvolvimento do setor.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
FONTE: Ministro Silvio Costa Filho destaca crescimento histórico do setor portuário no Brasil Export — Portos e Aeroportos

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FIESC apresenta oportunidades para setor moveleiro em evento online

Entidade apresenta, em 05/02, tendências para o segmento e detalhes sobre o evento SC Day USA; no dia 13, leva o evento presencialmente para São Bento do Sul

Florianópolis, 29.01.25 – A Federação das Indústrias de SC (FIESC) promove, no próximo dia 5 de fevereiro, às 11h, um evento virtual via zoom para apresentar as oportunidades e tendências do setor moveleiro. Na ocasião, a entidade também divulga detalhes do SC Day USA, que ocorre em abril nos Estados Unidos e vai reunir industriais de Santa Catarina para participação na feira High Point Market – especializada no setor moveleiro – e para uma capacitação setorial com seminários internacionais na High Point University.

Para promover o SC Day USA, a FIESC também organiza, no dia 13 de fevereiro, às 17h, em São Bento do Sul, um evento presencial para incentivar a participação das indústrias do polo moveleiro da região.

Sobre o SC Day USA
O evento será realizado de 23 de abril a 1° de maio, na cidade de High Point, no estado da Carolina do Norte. Traz, além de visitas à High Point Market — maior evento do setor no mundo -, rodadas de negócios estrategicamente articuladas, participação em seminários técnicos na Universidade de High Point, visitas técnicas a indústrias locais e capacitação setorial. O SC Day USA conta com o apoio da Câmara Americana de Comércio (AMCHAM).

High Point é a capital mundial dos móveis e sedia a High Point Market — maior evento do setor no mundo, com a participação de 75 mil visitantes de 100 países.

As inscrições para participar dos eventos de promoção estão abaixo.
5/2 – Evento online via zoom às 11h. Inscreva-se.
13/2 – Evento presencial em São Bento do Sul às 17h no auditório do Sindusmobil. Inscreva-se.

As inscrições para a missão internacional também estão abertas, mas as vagas são limitadas. Acesse fiesc.com.br/scday, confira os detalhes da programação.

FONTE: FIESC
FIESC apresenta oportunidades para setor moveleiro em evento online | FIESC

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Ex-CEO da Alpargatas, Roberto Funari é destaque de evento gratuito da ACIF em Florianópolis

Funari mostrará como transformar desafios em oportunidades por meio de uma liderança humanizada e orientada para resultados

A Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF) traz um dos grandes nomes do mercado corporativo para a 2ª edição do “NRF Connect: tendências além do varejo”. Roberto Funari, ex-CEO da Alpargatas (Havaianas), acelerador de startups e conselheiro de administração, será o destaque do evento gratuito (mediante inscrição) que acontece nesta quinta-feira (30), no cinema do Villa Romana Shopping, em Florianópolis.

Conhecido por sua liderança estratégica e visão inovadora, Funari compartilhará insights sobre centralidade no cliente, inovação corporativa e engajamento de consumidores, com exemplos inspiradores da Amazon e da Havaianas.

Em sua palestra, ele mostrará como transformar desafios em oportunidades por meio de uma liderança humanizada e orientada para resultados, consolidando o “NRF Connect” como um espaço essencial para empresários em busca de transformação.

Além da participação de Roberto Funari, o evento traz um panorama das inovações apresentadas na NRF 2025, a maior feira de varejo do mundo, realizada em Nova York nos dias 12, 13 e 14 de janeiro. Representando a ACIF na conferência, Thiago Raitz, diretor de Assuntos Internacionais, destacou a importância de conectar tendências globais ao cenário local.

“A ACIF está sempre em busca de conhecimento para compartilhar com nosso ecossistema empresarial. Participar da maior conferência de varejo do mundo nos dá uma visão única sobre as inovações que podem transformar o mercado local”, afirma.

ACIF 110 anos

O “NRF Connect” já faz parte do calendário oficial da ACIF e promete repetir o sucesso da edição anterior, que reuniu mais de 400 pessoas em busca de insights valiosos para seus negócios. Este evento faz parte também das comemorações dos 110 anos da ACIF, consolidando o protagonismo da entidade na promoção de ações que fortalecem o setor empresarial de Florianópolis e região.

Veja a programação do evento:

9h30 – Café de recepção
10h10 – Abertura do evento com a fala do presidente da ACIF
10h25 – Palestra “Panorama NRF 2024” com Thiago Raitz
11h05 – Palestra “Centralidade no Cliente e Inovação” com Roberto Funari
12h – Encerramento

Serviço:

O quê: NRF Connect: Tendências além do varejo – 2ª edição
Quando: 30 de janeiro de 2025
Horário: 9h30 – Recepção com café; 10h – Início das palestras
Onde: Cinesystem do Shopping Villa Romana
Inscrição gratuita online.

FONTE: Nsctotal
Ex-CEO da Alpargatas, Roberto Funari é destaque de evento gratuito da ACIF em Florianópolis – NSC Total

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Comércio, Economia, Evento, Informação, Networking

Evento da Fiesc com representantes dos EUA visa mais negócios com americanos

Fiesc e Departamento de Comércio dos EUA são parceiros em evento para impulsionar negócios

Conferência Select USA 2025 será realizada dia 31, na sede da federação, em Florianópolis 

Por iniciativa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) em parceria com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, a entidade empresarial catarinense vai sediar mais uma edição da Conferência SelecUSA. O evento será dia 31 de janeiro, das 10h30min às 18h, na sede da federação, em Florianópolis. As inscrições estão abertas e são gratuitas (veja link no final desta matéria).

Vão participar representantes de nove estados norte-americanos e especialistas em internacionalização econômica para conversar com industriais catarinenses. Estarão representados os estados de Nova Jersey, Flórida, Georgia, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Virgínia, Iowa, Kansas e Colorado.

De acordo com a Fiesc, entre os objetivos estão mapear oportunidades comerciais e elaborar uma estratégia de internacionalização assertiva para empresas industriais.

Na conferência, também serão discutidos temas importantes da agenda econômica bilateral, incluindo casos práticos que fortalecem as relações econômicas entre Santa Catarina e os Estados Unidos.

Como os EUA contam com um novo governo, novas medidas econômicas do presidente Donald Trump também deverão ser analisadas considerando oportunidades de negócios. No ano de 2023, a federação catarinense sediou uma conferência dessas.

A programação inclui no turno da manhã um seminário sobre internacionalização, com palestras de especialistas. No turno da tarde, industriais de Santa Catarina terão reuniões individualizadas com representantes dos estados americanos para estudar estratégias de internacionalização de negócios, explica a Fiesc.

As inscrições devem ser feitas no site do evento
SELECT USA | FIESC

FONTE: Knewin Monitoring
Knewin Monitoring

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Milei diz que deixaria o Mercosul para fechar acordo de livre comércio com os EUA

Em entrevista à Bloomberg News no Fórum Econômico Mundial, presidente argentino alegou que prefere evitar uma medida drástica, mas que negocia aproximação com governo Trump

O presidente argentino Javier Milei afirmou que deixaria o Mercosul, se necessário, para consolidar um acordo de livre comércio com os EUA, embora ele espere alcançar um acordo sem precisar tomar uma medida tão drástica. Questionado pelo editor-chefe da Bloomberg News, John Micklethwait, se ele sairia do bloco econômico sul-americano, Milei hesitou antes de dizer que sim, se tal movimento extremo fosse necessário.

“Mas existem mecanismos que podem ser usados mesmo dentro do Mercosul, então achamos que isso pode ser feito sem necessariamente ter que sair”, disse ele em uma entrevista no Fórum Econômico Mundial em Davos.

O líder libertário argentino também afirmou que planeja acessar os mercados de capitais após a remoção da rede de controles cambiais do país, embora não tenha fornecido um cronograma específico. Milei destacou o compromisso de sua equipe em manter a meta de déficit zero quando questionado sobre o retorno aos mercados internacionais de títulos.

O ministro da Economia, Luis Caputo, havia dito anteriormente a investidores em Nova York que o objetivo era acessar gestores de dinheiro até 2026, quando a esperança é também levantar os controles de capital.

Sobre comércio, Milei evitou comentar se havia discutido um possível acordo com Donald Trump ou membros de sua administração enquanto estava em Washington para a posse do novo líder dos EUA. Mas, disse ele, seu governo tem “trabalhado muito” em um acordo com os EUA.

O Mercosul, o bloco originalmente formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, representa um grande obstáculo potencial para tal acordo. O bloco, no passado, se opôs à negociação de acordos individuais por seus membros, como fez quando o Uruguai buscou aderir a um dos maiores pactos comerciais da Ásia em 2022.

Milei tem sido um crítico feroz do Mercosul, que ele chamou de “prisão” protecionista. Mas, até agora, ele não cumpriu as ameaças de campanha de retirar a Argentina do bloco e, no ano passado, se juntou a pedidos por uma rápida aprovação de um importante acordo comercial com a UE que foi assinado em dezembro.

Pelo menos um membro já expressou algumas dúvidas: o presidente do Paraguai, Santiago Peña, se opôs a um possível acordo bilateral EUA-Argentina em uma entrevista na semana passada, mesmo admitindo que o Mercosul precisa de reformas.

Deixar o Mercosul seria difícil para a Argentina, dada sua integração econômica com o Brasil, seu maior parceiro comercial.

Fonte: Bloomberg L.P
Milei diz que deixaria o Mercosul para fechar acordo de livre comércio com os EUA

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Energia granulada e concentrada

Produção de pellets de madeira cresceu em Santa Catarina por causa da demanda europeia e o apelo ambiental. Indústrias agora buscam desenvolver mais o mercado interno.

Uma nova fonte energética aqueceu o mercado europeu nos últimos anos. Utilizados na indústria para geração de energia térmica ou elétrica, em substituição ao carvão, lenha e combustíveis fósseis, e também em lareiras ou fogões nas residências, os pellets de madeira ganharam a simpatia do Velho Mundo por suas qualidades ambientais e custo mais baixo que outras fontes energéticas. Feitos com biomassa vegetal seca, triturada e compactada, possuem aspecto granulado, assemelhando-se à ração animal, mas alimentam mesmo é o fogo, com bastante eficiência.

Por terem baixa umidade, possuem o dobro da densidade energética da madeira bruta. Emitem menos gases de efeito estufa na combustão, na comparação com combustíveis fósseis, e ainda podem ser considerados neutros em carbono, porque os gases emitidos na queima são capturados durante o crescimento das árvores. Devido a essas qualidades os pellets se tornaram uma commodity energética que pode ser transportada por longas distâncias, uma vez que a quantidade de combustíveis fósseis necessários para o transporte é bem inferior ao seu próprio conteúdo energético.

Na Europa, o consumo duplicou nos últimos anos, chegando a um ápice de 35 milhões de toneladas em 2021, de acordo com a organização Bioenergy Europe. Como a produção no continente não consegue suprir a demanda, indústrias do setor de madeira de Santa Catarina vislumbraram uma excelente oportunidade de negócios. Não apenas pelo novo mercado, mas pelo aproveitamento de resíduos do processo produtivo. “O pellet é uma forma inteligente de uso de subprodutos florestais”, diz Mauro Murara Júnior, diretor executivo da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR). “Porém, sua produção só se viabiliza onde há concentração de indústrias que geram resíduos como serragem e pedaços de madeira de pequenas dimensões”, afirma.

É o caso de Santa Catarina, onde se concentra um terço da área plantada com árvores de pinus no Brasil, que por sua vez alimentam grande número de indústrias dedicadas à fabricação de móveis, portas e molduras de madeira, entre outros produtos. Antes, os resíduos eram utilizados nas próprias fábricas, nas caldeiras, para geração de energia térmica. Mas passou a ser mais interessante secar e compactar o material na forma de pellets, caminho tomado pelas principais indústrias do setor de Santa Catarina. Em todo o Brasil, entre 2012 e 2021 a produção saltou de 57 mil para 700 mil toneladas, de acordo com o Anuário ACR 2022. Os estados da Região Sul concentram a maior parte da produção e também das exportações.

As vendas para países europeus cresceram a uma média de 76% ao ano, atingindo seu auge em 2021, o que coincidiu com a invasão da Ucrânia pela Rússia. Algumas das consequências da guerra foram a interrupção do fornecimento de gás natural da Rússia para a Europa e o aumento generalizado dos preços da energia. O cenário fez disparar a procura por pellets de madeira, levando o preço para os exportadores brasileiros ser multiplicado ao longo do ano. A alta demanda fez surgir novos empreendimentos pelo Brasil, elevando a oferta da mercadoria.

Desde então, entretanto, o que se viu foi uma queda consistente no consumo de pellets na Europa, devido a uma combinação de fatores que incluiu temperaturas mais altas, mudança de hábitos dos consumidores, que reduziram o consumo de energia, e o maior uso de combustíveis fósseis pela indústria. Entre 2021 e 2023 o consumo de pellets foi reduzido em cerca de 15%, para 30 milhões de toneladas, interrompendo um movimento de crescimento ininterrupto de duas décadas. “O mercado aprecia a sigla ESG e o marketing relacionado à sustentabilidade dos combustíveis renováveis, mas, na prática, não está disposto a pagar mais por isso. A sensibilidade aos preços ainda se sobrepõe ao apelo ambiental dos pellets de madeira”, explica Henrique Klaumann, diretor da Koala Energy, de Rio Negrinho.

Klaumann: sensibilidade aos preços se sobrepõe a apelo ambiental dos pellets – Foto: Divulgação

Granjas | A Koala Energy, que an­teriormente produzia molduras de madeira para o mercado norte-ame­ricano, iniciou a fabricação de pellets em 2005. Desde então, sua dedicação aos pellets como carro-che­fe dos negócios, em vez de tratá-los como um mero subproduto, se destacou. Atualmente possui capacidade para produzir 100 mil toneladas anuais. Para enfrentar as flutuações do mercado internacional, a Koala busca desenvolver novas soluções para o mercado interno, que consome atualmente 30% do volume produzido.

No Brasil, uma das aplicações mais comuns dos pellets de madeira é nas granjas vinculadas às agroindústrias, onde são utilizados para aquecer aviários, substituindo a lenha. Esta alternativa gera economia e proporciona conforto e eficiência aos produtores, uma vez que a lenha não mantém temperaturas constantes, exigindo atenção integral. Para atender a este e a outros mercados, como indústrias, hotéis, hospitais e clubes, a Koala passou a oferecer sistemas completos de aquecimento, incluindo a fabricação própria de trocadores de calor e lareiras, além do desenvolvimento de projetos personalizados para os clientes.

Sistema de aquecimento da Koala: soluções customizadas para mercado interno – Foto: Divulgação

“No mercado interno, raramente fornecemos apenas os pellets. Quase todo o nosso volume é garantido por soluções customizadas que desenvolvemos ao longo dos anos”, afirma Klaumann. Um exemplo é o projeto criado para o Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú, que abriga mais de 100 espécies de animais marinhos em 25 recintos diferentes. A água precisa ser aquecida à temperatura exata em cada ambiente. Além de garantir uma maior precisão térmica, a solução da Koala resultou em uma economia de energia de cerca de 30% em comparação ao sistema anteriormente utilizado, segundo o empresário.

Combustão mais limpa

Principais características dos pellets de madeira

Alta densidade energética | liberam grande quantidade de energia por unidade de massa quando queimados, sendo eficientes para geração de calor e energia elétrica.

Baixo teor de umidade | resulta em combustão mais limpa e eficiente, com pouca produção de fumaça e cinzas.

Baixo teor de enxofre | emissões de óxidos de enxofre reduzidas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar.

Homogeneidade | possuem tamanho e forma padronizados, resultando em combustão uniforme e eficiente.

Sustentabilidade | utilizam resíduos da indústria madeireira e podem ser considerados neutros em carbono, que é capturado com o crescimento das árvores.

Logística | são compactos e podem ser facilmente armazenados e transportados em grandes quantidades.

FONTE:  FIESC
Energia granulada e concentrada | FIESC

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