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Brasil e Japão fecham acordo para venda de 20 jatos da Embraer por R$ 10 bilhões

Países também avançaram nas tratativas sobre uso de etanol na aviação

A Embraer e empresas japonesas do setor aéreo ampliaram parcerias durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva àquele país. Foi concretizada a venda de 20 jatos, negócio que renderá cerca de R$ 10 bilhões à companhia brasileira, e avançaram também tratativas para o uso de um combustível à base de etanol para aeronaves, o que poderá beneficiar o agronegócio brasileiro e, em especial, a indústria sucro-energética do país.

Progrediu também para a negociação para a construção do chamado “carro do futuro” – o eVTOL, uma aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) desenvolvida pela Embraer em parceria com empresas estrangeiras.

Aeronaves

Na viagem que faz ao Japão, a comitiva brasileira anunciou, nesta quarta-feira (26), a compra, pela All Nippon Aiways (ANA), de 15 aeronaves E-190. A principal empresa aérea japonesa informou que pretende adquirir, ainda, outras cinco aeronaves – contratos que renderão, à Embraer, cerca de R$ 10 bilhões.

Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho disse que a parceria com os japoneses servirá como uma espécie de chancela para que novas vendas sejam feitas a outros países, ampliando ainda mais o horizonte de negócios da Embraer.

“E com a venda dos aviões para os mercados internacionais, precisaremos preparar mão-de-obra brasileira, estruturando nosso grande plano de preparar nossos jovens para esse novo mercado de trabalho que se desenha no Brasil, que é o da aviação”, disse o ministro ao informar que, para tanto, o Brasil já desenvolve programas de qualificação e capacitação para esse mercado de trabalho.

“Isso vai gerar emprego e renda. Vai movimentar a economia”, acrescentou ao informar que todas empresas japonesas com quem conversou garantiram que colocarão a Embraer como prioridade para seus negócios.

Combustível Sustentável de Aviação (SAF)

Avançaram também as negociações visando à adoção, pelo setor de aviação japonês, do Combustível Sustentável de Aviação (SAF), uma alternativa ao combustível aeronáutico de origem fóssil.

De acordo com o governo brasileiro, esse combustível pode ser obtido a partir de diversas fontes. Entre elas, o etanol produzido a partir da cana-de-açucar.

“O SAF é um combustível que é constituído de etanol. Portanto, é significativo para indústria do agronegócio brasileiro. Além disso, estamos trabalhando ao lado de todos os ministros do Japão, inclusive o primeiro-ministro, para que 10% do combustível aqui no Japão seja feito de etanol”, informou o ministro Silvio Costa Filho.

Esse combustível pode ser obtido também a partir de resíduos da agricultura, óleo de cozinha usado, gorduras e milho, entre outros, puros ou misturados, conforme especificações técnicas de segurança. Segundo o Planalto, o Brasil tem “ampla expertise no tema”.

“Além de a gente potencializar o combustível da aviação aérea aqui no Japão, estimularemos a indústria Sucroenergética do Brasil, que dialoga com a sustentabilidade, por meio desse combustível do futuro que o Brasil tem apresentado ao mundo”, acrescentou o ministro.

Avião vertical, o veículo do futuro

Também integrando a comitiva brasileira, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que os japoneses estão também interessados no desenvolvimento da aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), um veículo 100% elétrico que é conhecido como “carro voador”.

“Nosso plano é o de que ele entre em operação até o final de 2027. É o veículo do futuro, de inovação disruptiva, ideal para países [e cidades] com trânsito intenso, como as do Japão, São Paulo, Los Angeles ou Nova York”, disse Gomes Neto ao explicar que motores elétricos são produzidos a partir de uma jointventure entre a Embraer e uma empresa japonesa.

Brasília (DF), 15/10/2024 - BNDES aprova R$ 500 milhões para Eve Air Mobility produzir o carro voador. Foto: Eve Air Mobility/Divulgação
Projeto de carro voador da Embraer. Eve Air Mobility/Divulgação

FONTE: Agencia Brasil
Brasil e Japão fecham acordo para venda de 20 jatos da Embraer | Agência Brasil

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Por que forte entrada de capital estrangeiro no país surpreende analistas

O Brasil teve em fevereiro uma entrada de investimentos estrangeiros diretos bem acima do esperado por analistas, enquanto o déficit em transações correntes do país registrou alta, informou o Banco Central nesta quarta-feira, 26.

Os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$9,3 bilhões no mês passado, acima dos US$5,5 bilhões projetados em pesquisa da Reuters e dos US$5,332 observados em fevereiro do ano passado.

O indicador — importante sinalizador de fluxo de recursos destinados a investimentos de longo prazo, além de ajudar a compensar rombos na conta corrente do país– somou o equivalente a 3,38% do Produto Interno Bruto (PIB) em 12 meses, ante 3,18% no mês anterior e 2,89% em fevereiro de 2024.

No mês passado, foi observado saldo negativo nas transações correntes de US$8,758 bilhões, ante rombo de US$3,903 bilhões no mesmo período do ano anterior, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 3,28% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado veio ligeiramente melhor do que a expectativa do mercado, conforme pesquisa da Reuters com especialistas, que apontava para um saldo negativo de US$9,104 bilhões em fevereiro.

Mesmo com o resultado forte do investimento direto até o momento, a economista da XP Luiza Pinese avaliou que o déficit em conta corrente pode superar o IDP em 2025, sob pressão de dados de importações mais persistentes do que o esperado.

“No entanto, nosso cenário base não prevê deterioração da conta corrente em 2026. Além disso, o Brasil continua se beneficiando de um sólido estoque de reservas internacionais e de uma baixa dívida em moeda estrangeira”, disse em relatório.

Ela acrescentou que o déficit do balanço de pagamentos observado em fevereiro deve ser visto com cautela tendo em vista a importação de uma plataforma de petróleo da China, avaliada em US$2,7 bilhões, e um atraso em exportações agrícolas.

Ainda assim, Pinese avaliou que as importações foram mais persistentes do que o previsto. Ela disse esperar que essa dinâmica seja mantida no primeiro semestre, aliviando apenas com a desaceleração da atividade e impactos da taxa de câmbio.

Em fevereiro, a balança comercial teve saldo negativo de US$979 milhões, contra superávit de US$4,387 bilhões no mesmo mês de 2024.

Já o rombo na conta de serviços ficou em US$3,889 bilhões, contra saldo negativo de US$3,849 bilhões em fevereiro do ano anterior.

A conta de renda primária, por sua vez, apresentou déficit de US$4,104 bilhões, ante saldo negativo de US$4,630 bilhões no mesmo período do ano anterior.

FONTE: Isto É Dinheiro
Brasil tem investimento estrangeiro muito acima do esperado em fevereiro – ISTOÉ DINHEIRO

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EUA adicionam dezenas de entidades chinesas à lista de restrições de exportação, incluindo unidades do Inspur

 Os Estados Unidos adicionaram seis subsidiárias do grupo Inspur, importante provedor de serviços de computação em nuvem e big data da China, e dezenas de outras entidades chinesas à sua lista de restrições de exportação na terça-feira.

As unidades do Inspur foram listadas por contribuírem para o desenvolvimento de supercomputadores para os militares chineses, informou o Departamento de Comércio em uma postagem. Cinco das subsidiárias estão sediadas na China e uma em Taiwan. O próprio grupo Inspur foi incluído na lista em 2023.

As unidades do Inspur estão entre as cerca de 80 empresas e institutos adicionados à lista de controle de exportação na terça-feira. Mais de 50 estão sediadas na China. Outras estão em Taiwan, Irã, Paquistão, África do Sul e Emirados Árabes Unidos.

As listas têm como objetivo restringir a capacidade da China de desenvolver recursos de computação de alto desempenho, tecnologias quânticas e IA avançada, além de impedir o desenvolvimento de seu programa de armas hipersônicas.

“Não permitiremos que adversários explorem a tecnologia norte-americana para reforçar suas próprias Forças Armadas e ameaçar vidas americanas”, disse o secretário de Comércio, Howard Lutnick.

O Ministério das Relações Exteriores da China, em resposta a uma consulta nesta quarta-feira, condenou a medida dos EUA e disse que o país tomará as medidas necessárias para proteger os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas.

A embaixada chinesa em Washington afirmou na terça-feira que se opõe firmemente “a esses atos dos EUA e exige que eles parem imediatamente de usar questões militares como pretextos para politizar, instrumentalizar e transformar em armas questões comerciais e tecnológicas”.

O grupo Inspur não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Os EUA também buscam interromper a aquisição de drones e itens de defesa relacionados por parte do Irã e impedir o desenvolvimento de seu programa de mísseis balísticos e atividades nucleares não protegidas.

O governo inclui empresas na Lista de Entidades do Departamento de Comércio por questões de segurança nacional ou política externa. As empresas não podem vender produtos para as entidades listadas sem solicitar e obter licenças, que provavelmente serão negadas.

FONTE: Reuters ou msn
EUA adicionam dezenas de entidades chinesas à lista de restrições de exportação, incluindo unidades do Inspur

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Déficit nas contas externas do Brasil sobe para US$ 8,8 bilhões

O resultado é quase o dobro do registrado no mesmo mês de 2024

As contas externas do Brasil apresentaram um déficit de US$ 8,8 bilhões em fevereiro de 2025, quase o dobro do registrado no mesmo mês de 2024, quando o saldo negativo foi de US$ 3,9 bilhões.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central (BC), refletem a diferença entre as exportações e importações de bens, serviços contratados e despesas de brasileiros no exterior, além do envio de lucros para o exterior.

O superávit da balança comercial – que registra as exportações menos as importações – diminuiu US$ 5,4 bilhões em relação ao ano passado. O déficit em serviços manteve-se estável, enquanto o déficit em renda primária apresentou uma redução de US$ 526 milhões.

No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit em transações correntes atingiu US$ 70,2 bilhões, o equivalente a 3,28% do PIB, mostrando um aumento em relação aos US$ 65,3 bilhões (3,03% do PIB) registrados em janeiro. Em comparação com fevereiro de 2024, o déficit foi de US$ 23,9 bilhões (1,07% do PIB).

Em fevereiro de 2025, a balança comercial de bens registrou um déficit de US$ 979 milhões, em contraste com o superávit de US$ 4,4 bilhões observado no mesmo mês de 2024. As exportações de bens somaram US$ 23,2 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 24,1 bilhões, impulsionadas pela compra de uma plataforma de petróleo de US$ 2,7 bilhões. As exportações tiveram uma queda de 1,8%, enquanto as importações aumentaram 25,7%.

Quanto aos investimentos diretos no Brasil (IDP), o país recebeu US$ 9,3 bilhões em fevereiro de 2025, representando um crescimento de 75% em relação aos US$ 5,3 bilhões registrados no mesmo mês de 2024. No acumulado de 12 meses, o valor de IDP chegou a US$ 72,5 bilhões (3,38% do PIB), superando os US$ 68,5 bilhões (3,18% do PIB) de janeiro.

As reservas internacionais também tiveram um aumento, somando US$ 332,5 bilhões em fevereiro de 2025, um crescimento de US$ 4,2 bilhões em relação ao mês anterior. Esse aumento foi impulsionado por variações de preços, desembolsos de organismos internacionais e receitas de juros.

FONTE: Meon
Déficit nas contas externas do Brasil sobe para US$ 8,8 bilhões

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Estados Unidos quase dobram compra de ovos do Brasil e passam a permitir seu consumo por humanos

O crescimento das compras pelos norte-americanos acontece em meio a um surto de gripe aviária que limita a oferta do alimento no país.

As importações de ovos do Brasil pelos EUA em fevereiro aumentaram 93% em relação mesmo mês no ano anterior, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O crescimento das compras pelos norte-americanos acontece em meio a um surto de gripe aviária que limita a oferta do alimento no país.

Até janeiro deste ano, os ovos brasileiros eram usados apenas para ração no país. Atualmente, eles podem ser usados em alimentos processados, como misturas para bolo ou sorvete, mas não podem ser vendidos in natura nos supermercados.

Além disso, os Estados Unidos estão considerando flexibilizar regulamentações para consumo de ovos postos para a indústria local de frangos de corte, ou seja, ovos fecundados.

Mas alguns especialistas em segurança alimentar advertiram que isso poderia contaminar os produtos alimentícios com bactérias nocivas.

Mais ovos brasileiros

Em janeiro, o governo Trump permitiu a importação de ovos brasileiros para processamento em produtos alimentícios para consumo humano, depois de terem sido permitidos anteriormente apenas para uso em alimentos para animais de estimação, de acordo com a ABPA.

As autoridades brasileiras já haviam comprovado que o Brasil atende aos requisitos dos EUA para exportar ovos a serem processados para consumo humano, disse a associação.

No entanto, o Brasil é afetado pela doença de Newcastle, um vírus que frequentemente mata aves, segundo o Departamento de Agricultura norte-americano, e o país não pode fornecer aos EUA ovos para venda em supermercados ou ovos líquidos pasteurizados para consumo humano.

Estados como Nevada e Arizona suspenderam as políticas de bem-estar animal que exigiam que os ovos viessem de galinhas livres de gaiolas, em um esforço para lidar com a escassez de suprimentos e os altos preços.

As 503 toneladas de ovos exportadas pelo Brasil aos EUA em fevereiro, representam menos de 1% do total produzido pelo país, informou a ABPA. Ao todo, o Brasil exporta 2,5 mil toneladas por mês.

FONTE: O Sul
Estados Unidos quase dobram compra de ovos do Brasil e passam a permitir seu consumo por humanos – Jornal O Sul

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Empresas usam indevidamente o selo OEA para enganar contratantes

A Receita Federal do Brasil (RFB) alerta as empresas sobre um crescente número de casos de fraude envolvendo o Programa Operador Econômico Autorizado (OEA).

Prestadores de serviços, como transportadores, agentes de carga e depositários, estão utilizando indevidamente a logomarca do programa em seus materiais de divulgação, como e-mails e documentos, para se passarem por certificadas, quando na verdade não possuem a certificação OEA.

O fato de alegarem já ter protocolado o requerimento de certificação OEA ou estar admitidos na primeira fase dessa análise não é suficiente para garantir que seus procedimentos adotados serão aceitos pela Receita Federal e, consequentemente, que a empresa será certificada.

Essa prática enganosa pode trazer sérios riscos para as empresas contratantes, que acreditam estar lidando com parceiros confiáveis e com processos aduaneiros mais ágeis e seguros. A certificação OEA é um selo concedido pela RFB a empresas que demonstram alto nível de conformidade com as normas aduaneiras e de segurança da cadeia de suprimentos.

Recomendação:

A RFB recomenda que as empresas contratantes exijam a comprovação da certificação OEA de seus parceiros e verifiquem a sua autenticidade no site da Receita Federal. A medida visa garantir a segurança e a transparência das operações de comércio exterior.

Como verificar a certificação OEA:

Para evitar cair em golpes, a RFB recomenda que as empresas contratantes verifiquem a autenticidade da certificação OEA dos atuais e futuros parceiros, diretamente no seu site. A consulta é simples e rápida:

  1. Acesse a página “Operadores já certificados como OEA”
    (https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/aduana-e-comercio-exterior/importacao-e-exportacao/oea/operadores-ja-certificados-como-oea);
  2. Verifique nas listagens disponíveis, se o CNPJ informado pelo parceiro possui um certificado ativo.

A RFB atualiza mensalmente as listagens de operadores em seu site. Caso a empresa insista no fato de que possui uma certificação OEA ativa, oriente-a enviar um e-mail diretamente à RFB, por meio do endereço: oea.df@rfb.gov.br

FONTE: Receita Federal
Empresas usam indevidamente o selo OEA para enganar contratantes — Receita Federal

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BYD supera Tesla em receita e aquece disputa dos elétricos

Em 2024, a montadora chinesa BYD alcançou um marco significativo ao ultrapassar a marca de US$ 100 bilhões em receitas, superando a americana Tesla.

Com um faturamento de 777,1 bilhões de yuans, equivalente a aproximadamente US$ 107,2 bilhões, a BYD se consolidou como uma força dominante na eletrificação automotiva. Este feito não apenas destaca o crescimento da empresa, mas também sinaliza uma mudança no equilíbrio de poder entre as montadoras ocidentais e chinesas.

A BYD, sediada em Shenzhen, tem expandido agressivamente sua presença internacional, mirando mercados na Europa, América Latina e outras regiões emergentes. A superação da Tesla em receita representa um marco simbólico, refletindo o aumento da competitividade no setor automotivo global. Ambas as empresas estão investindo em novas tecnologias e estratégias de mercado para fortalecer suas posições.

Como a BYD superou a Tesla em receitas?

A BYD e a Tesla operam com modelos de negócios distintos, o que torna a comparação direta um desafio. A BYD foca na montagem de veículos, especialmente híbridos e elétricos, e se beneficia de incentivos estatais chineses. Este apoio tem sido crucial para seu crescimento e expansão global. Em contraste, a Tesla se posiciona como uma empresa de tecnologia, investindo em robótica, inteligência artificial e soluções de mobilidade autônoma.

Um dos fatores que contribuíram para o sucesso da BYD é sua capacidade de oferecer produtos competitivos em termos de custo. Isso lhe confere uma vantagem significativa em participação de mercado, especialmente em um cenário de retração das montadoras tradicionais europeias. Além disso, a BYD tem se destacado na produção de baterias, garantindo maior controle sobre a cadeia produtiva e eficiência de custos.

Quais são as perspectivas futuras para a BYD e a Tesla?

A disputa entre BYD e Tesla promete se intensificar nos próximos anos. Ambas as empresas estão investindo em novas tecnologias e estratégias de precificação agressiva para capturar mercados estratégicos de mobilidade limpa. A BYD está explorando a possibilidade de carregamento ultrarrápido em cinco minutos, o que pode representar uma disrupção significativa no setor automotivo.

Por outro lado, a Tesla continua a expandir seu ecossistema digital, criando novas fontes de receita e fortalecendo sua posição no mercado global. A capacidade da Tesla de inovar e diversificar suas ofertas tecnológicas pode ser um diferencial importante na corrida pela liderança no setor automotivo.

O impacto da competição entre montadoras ocidentais e chinesas

A competição entre montadoras ocidentais e chinesas está redefinindo o cenário automotivo global. A ascensão da BYD como líder em receitas reflete o crescente poder das empresas chinesas no mercado internacional. Esta dinâmica está pressionando as montadoras tradicionais a inovar e adaptar suas estratégias para permanecerem competitivas.

Enquanto a BYD continua a expandir sua presença global, a Tesla busca consolidar sua posição como líder em tecnologia automotiva. Ambas as empresas estão bem posicionadas para influenciar o futuro da mobilidade elétrica, e sua competição promete trazer avanços significativos para o setor.

BYD se intensifica e vira referência a cada dia

O crescimento da BYD e sua superação da Tesla em receitas marcam um momento importante no setor automotivo. A competição entre essas duas gigantes está impulsionando a inovação e redefinindo o mercado global de veículos elétricos. À medida que ambas as empresas continuam a expandir suas operações e investir em novas tecnologias, o futuro da mobilidade elétrica parece promissor e cheio de oportunidades.

FONTE: Terra Brasil Noticia
BYD supera Tesla em receita e aquece disputa dos elétricos – Terra Brasil Notícias

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Comércio Exterior, Economia, Informação, Internacional

Brasil realiza primeira reunião virtual da iniciativa de cooperação tributária internacional do Brics

O encontro abordou o papel das políticas tributárias para a redução de desigualdades

Foi realizada nesta segunda-feira (24/3) a primeira reunião virtual do diálogo de cooperação tributária internacional do Brics, no contexto da Trilha de Finanças. O evento contou com a participação de Ministérios de Finanças e Autoridades Tributárias do Brics, além de Organizações Internacionais convidadas.

A Organização das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) fez a apresentação inicial, destacando que numa economia globalizada, diferentemente de cerca de cem anos atrás, quando os sistemas financeiros foram concebidos, a tributação crescentemente abrange a esfera internacional.

Entre os temas debatidos, destacou-se o reforço da progressividade tributária e a busca por uma melhor distribuição da carga. Aspectos sobre o potencial redistributivo de políticas fiscais progressivas também estiveram no centro do debate.

“O Brasil tem avançado em medidas para uma tributação mais justa e efetiva, o que envolve, no plano internacional, cooperação para adoção dos padrões mínimos acordados para tributação de grupos multinacionais, mas também debates para que os ultra-ricos contribuam de maneira mais equitativa para o bem-estar coletivo. Temos colaborado para levar o tema adiante em fóruns multilaterais como o G20 e as Nações Unidas. É uma questão de justiça social, mas também de sustentabilidade econômica para os países”, assinalou Antonio Freitas, subsecretário responsável pelo Brics  no Ministério da Fazenda. Em meio a discussões sobre política tributária como mecanismo de redução de desigualdades, os países levantaram também necessidade de reforçar iniciativas contra evasão e elisão fiscal, de transparência e trocas de informações, e ampliação da participação do Sul Global em espaços multilaterais de cooperação tributária.

“A reunião de hoje pretendeu também contribuir para a coordenação do Sul Global na negociação da Convenção das Nações Unidas para a Cooperação Tributária Internacional, além de incidências em processos em outros foros”, afirmou Poliana Garcia Ferreira, coordenadora da iniciativa de cooperação tributária internacional na Trilha de Finanças. “Isso será fundamental para uma arquitetura tributária internacional mais inclusiva e conectada às necessidades dos países em desenvolvimento. Adicionamos ainda uma dimensão bilateral e plurilateral ao diálogo, estimulando a cooperação entre os países membros e a implementação, no plano interno, de políticas para a redução de desigualdades”, acrescentou ela.

O encontro contou também com a presença de representantes da área internacional da Receita Federal, João Paulo Martins da Silva e Flávio Araújo; e da Secretaria de Política Econômica, Ana Paula Guidolin. A próxima reunião virtual da iniciativa será realizada em maio. O Brasil pretende ainda realizar eventos abertos sobre o tema com organizações da sociedade civil ao longo deste primeiro semestre.

O Brasil assumiu a presidência rotativa do Brics em janeiro de 2025, tendo o Ministério da Fazenda, em colaboração com o Banco Central, como instituição responsável pela coordenação da Trilha de Finanças. O Grupo é composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita,  Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.

FONTE: MF.gov
Brasil realiza primeira reunião virtual da iniciativa de cooperação tributária internacional do Brics — Ministério da Fazenda

 

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Tarifaço de Trump: Alckmin sugere cota e diz que vai avançar nas negociações

Presidente em exercício relatou conversa com secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e embaixador

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (24) que sugeriu ao governo dos Estados Unidos a aplicação de “adensamento de cadeia”, ou seja, um agrupamento dos produtos exportados entre os países, inclusive com cotas específicas. Durante evento, afirmou que a orientação de Luiz Inácio Lula da Silva é “avançar nas negociações” e o objetivo é “ganha-ganha”.

“A relação do Brasil com os Estados Unidos tem 200 anos, é uma relação secular. O Brasil não é problema para os Estados Unidos. Os Estados Unidos têm superávit na balança comercial com o Brasil, tanto no setor de serviços como no setor de bens. Nos 10 produtos que os EUA mais exportam para nós, 8 têm tarifa zero. A tarifa final média é 2,7%. Eu tive uma conversa com o secretário [de Comércio dos EUA, Howard] Lutnick e com o embaixador, expus as questões e coloquei que deveríamos aproveitar novas oportunidades para fazer um adensamento de cadeia para fazer uma complementaridade econômica”, disse Alckmin.

“No caso do aço, os EUA aumentaram em 25% não só para o Brasil, mas para o mundo todo. No caso do aço, nós somos o terceiro comprador do carvão siderúrgico americano. Fazemos o semi-elaborado e vendemos para os EUA, que fazem o elaborado. É uma complementação de cadeia. Uma hipótese é a cota. Anteriormente o tributo era 18%, mas tinha cota. Enfim, são negociações que estão ocorrendo e nós defendemos o ganha-ganha”, completou.

As declarações foram dadas por Alckmin durante evento em que participou de forma remota. De acordo com o presidente em exercício, o “empenho é avançar nas negociações”. As conversas entre o Brasil e os Estados Unidos foram iniciadas recentemente a fim de debater a aplicação de uma tarifa de 25% na importação de aço e alumínio. A estimativa é que o Brasil perca o equivalente a US$ 1,5 bilhão nas exportações.

O governo brasileiro decidiu não retaliar de imediato os Estados Unidos após a implementação de uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio do Brasil — tarifação que entrou em vigor último dia 13. O Brasil, que é o segundo maior fornecedor de aço para o mercado americano, teve vendas de quase R$ 19 bilhões no ano passado com os produtos.

A taxação de 25% sobre importações de aço e alumínio pode gerar dificuldades para o setor siderúrgico brasileiro, já que o Brasil “não tem outro parceiro para vender” os metais — países da Europa enfrentam recessão, e a China, que tem uma grande produção de aço, exporta apenas minério de ferro do país.

As novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre aço e alumínio importados devem ter pouco impacto no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, avalia o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Entretanto, a taxa de 25% sobre os metais pode impactar o setor no país, com queda de produção de 2,19%, contração de 11,27% das exportações e redução de 1,09% das importações.

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Trump: nova fábrica de aço da Hyundai faz parte de pacote de US$ 21 bi em investimentos nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 24, que a Hyundai irá construir uma nova fábrica de aço no Estado da Louisiana, que faz parte de um pacote de US$ 21 bilhões em investimentos da empresa no país. A fábrica, segundo Trump, deve gerar cerca de 1.400 empregos e produzirá “mais de 2,7 milhões de toneladas métricas de aço por ano”.

“O investimento da Hyundai deixa claro que as tarifas funcionam”, afirmou Trump, referindo-se às políticas comerciais de seu governo. “A Hyundai não pagará nenhuma tarifa aos EUA, já que decidiu vir para cá”, completou.

Além da nova unidade em Louisiana, a montadora sul-coreana também ampliará sua produção de automóveis na Geórgia, com uma fábrica de US$ 8 bilhões que será inaugurada ainda esta semana, conforme anunciado por executivos da empresa.

Euisun Chung, CEO da Hyundai, destacou que um investimento de US$ 6 bilhões ainda deve fortalecer a cadeia de suprimentos de aço no país, além de anunciar também a compra de US$ 3 bilhões em gás natural liquefeito (GNL) dos EUA. “Investimentos de US$ 6 bilhões visam fortalecer a cadeia de suprimentos de aço nos EUA, com um novo aporte de US$ 21 bilhões nos próximos quatro anos no país”, pontuou.

Trump celebrou os anúncios, declarando que “o dinheiro está entrando como nunca nos EUA, e queremos que continue assim”.

O presidente dos Estados Unidos também sugeriu que os investimentos podem estar sendo impulsionados pelas tarifas e pelo cenário eleitoral: “Suspeito que estejam entrando por conta das tarifas e das últimas eleições”. Ele ainda adiantou que outras empresas devem anunciar novos projetos no país, citando a Honda como “uma ótima empresa”, quando questionado sobre quais companhias poderiam anunciar investimentos nos EUA.

FONTE: Isto É
Trump: nova fábrica de aço da Hyundai faz parte de pacote de US$ 21 bi em investimentos nos EUA

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