Agricultura, Comércio

Vendas de soja avançam com necessidade de espaço para o milho em Mato Grosso

As negociações de soja 2024/25 em maio tiveram um progresso de 5,47 p.p. no comparativo mensal, de acordo com o Imea

comercialização da soja 2024/25 em Mato Grosso alcançou 76,02% da produção de 50,8 milhões de toneladas. Um avanço de 5,47 pontos percentuais no comparativo mensal pautado pela necessidade dos produtores em fazer caixa, bem como abrir espaço para o milho que está chegando nos armazéns.

As negociações poderiam ter sido maiores em maio se não fosse o recuo de 1,26% no preço negociado da oleaginosa. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a saca de 60 quilos da soja 2024/25 fechou o mês em média de R$ 110,64.

safra 2025/26 também apresentou progresso nas vendas antecipadas. O avanço mensal foi de 3,44 pontos percentuais em relação a abril e alcançou 14,15% da produção estimada em 47,1 milhões de toneladas.

“Essa evolução foi impulsionada pela valorização de 1,79% no preço mensal, que ficou na média de R$ 111,93 a saca, o que estimulou os produtores a aproveitarem o cenário favorável e intensificarem as vendas”, destaca o Instituto.

O Imea salienta ainda que em comparação ao observado nesta mesma época para a safra 2024/25, a comercialização da safra futura está 2,36 pontos percentuais abaixo. A justificativa é são as “incertezas em relação à próxima temporada”.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio

Produção de veículos no Brasil recua 6% em maio ante abril, diz Anfavea

Na comparação com o maio de 2024, a produção do mês passado disparou quase 29%

Montadoras instaladas no Brasil produziram 214,7 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em maio, uma queda de 5,9% ante o volume montado em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5) pela associação do setor, Anfavea.

Na comparação com o maio de 2024, a produção do mês passado disparou quase 29%, mas a Anfavea afirmou que a relação é afetada por uma fraca base de comparação diante das enchentes devastadoras que atingiram o sul do país um ano atrás.

No acumulado dos primeiros cinco meses deste ano, o setor mostra crescimento de 10,7% na produção, a 1,026 milhão de veículos, apesar da torrente de importação, que no período acumulou um crescimento de vendas de 19%, a 187 mil unidades.

Apesar da queda na produção em maio ante abril, houve crescimentos de vendas (8,1%) e exportações (11,3%) no período.

Segundo a Anfavea, as vendas no mercado interno em maio somaram 225,7 mil veículos, uma expansão de 16,2% sobre o mesmo período de 2024, acumulando no ano alta de 6,1%, a 986,2 mil unidades.

As exportações de maio ante o mesmo mês do ano passado saltaram 92,6%, para 51,5 mil veículos. De janeiro a maio, as vendas externas mostram expansão de 56,6%, para 213,5 mil unidades, impulsionadas em parte por forte expansão do mercado argentino.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Notícias

Congresso Mundial da Carne é uma oportunidade para atestar a qualidade da produção, diz Acrimat

Evento, que será realizado pela primeira vez no Brasil, irá reunir representantes de mais de 20 países em Mato Grosso

Mato Grosso será palco entre os dias 27 e 30 de outubro do World Meat Congress (Congresso Mundial da Carne). Será a primeira vez que o Brasil sediará o evento, que deverá reunir representantes de mais de 20 países.

A escolha Mato Grosso para ser sede se deve ao fato do estado ser o maior exportador de proteína animal do Brasil. Em 2024, o estado movimentou mais de US$ 2,7 bilhões com as exportações do setor. O evento ocorrerá em Cuiabá.

Na avaliação do presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Junior, a conferência é mais uma oportunidade de Mato Grosso e do Brasil mostrarem para o mundo a qualidade da proteína animal como um todo, não apenas a carne bovina.

“A pecuária em geral. Suíno, ovelha e aves também. Isso é importante, porque mostra a qualidade da carne, do produtor brasileiro e do nosso produto que é aceito em quase todos os países do mundo hoje”, pontua o presidente da Acrimat ao Canal Rural Mato Grosso.

Ele relata ainda que os Estados Unidos, por exemplo, é um dos maiores importadores da carne brasileira e é um país que é um grande exportador, mas que precisa da nossa carne. “Quer dizer, o Brasil mostra mais uma vez que produz em quantidade, qualidade e preço baixo, com respeito ao meio ambiente e tecnologia cada vez mais presente”, completa.

Sustentabilidade e inovação

O Congresso Mundial da Carne tem como foco temas como sustentabilidade, inovação e o futuro da proteína animal no mundo.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Carne (Imac), parceiro na realização do evento em Mato Grosso, um dos principais objetivos do evento é destacar os avanços da pecuária brasileira, que em maio conquistou a certificação internacional de país livre de febre aftosa sem vacinação.

“Será uma oportunidade única para mostrar que a nossa produção é sustentável e segue os mais altos padrões internacionais. Temos a melhor carne do mundo, pronta para atender aos mercados mais exigentes”, afirma Caio Penido, presidente do Imac.

A conferência é realizada a cada dois anos pela International Meat Secretariat (IMS) e já passou por países como Estados Unidos, Austrália, Argentina, México, Uruguai e Holanda.

Entre os palestrantes internacionais confirmados para a edição no Brasil estão o presidente da International Meat Secretariat (IMS), Juan José Grigera Naón; o vice-reitor da Harper Adams University, Michael Lee; o diretor de Estratégia do Meat Institute, Eric Mittenthal; e o diretor executivo da National Cattlemen’s Beef Association (NCBA), Kent Bacus.

Brasil apresentará o Passaporte Verde

Entre as iniciativas brasileiras voltadas para a sustentabilidade e inovação tecnológica que serão apresentadas está o Passaporte Verde, programa desenvolvido pelo Imac em parceria com o setor produtivo e o Governo de Mato Grosso.

Pioneiro no estado, o Passaporte Verde tem como objetivo, além de atestar a qualidade da carne produzida em Mato Grosso, mostrar que os produtores rurais seguem critérios socioambientais rigorosos.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio

Balança comercial tem superávit de US$ 24,4 bi no ano até maio, queda de 30,6%

No acumulado do ano, a balança comercial está positiva em US$ 24,432 bilhões, valor 30,6% menor do que os US$ 35,2 bilhões registrados em 2024 no mesmo período. O valor é resultado de exportações de US$ 136,927 bilhões, contra importações de US$ 112,495 bilhões.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira, 5.

Em maio, o valor total das exportações brasileiras recuou 0,1% na comparação com o mesmo mês anterior, somando US$30,1 bilhões. Com importações de US$ 22,9 bilhões, o superávit no mês foi de US$ 7,39 bilhões, abaixo dos US$ 8,29 bilhões de dólares esperados por economistas segundo pesquisa da agência Reuters.

Veja a seguir os destaques da balança comercial no mês.

Exportações da indústria crescem com preço menor

A única categoria de bens exportados a registrar um aumento em maio foi a indústria da transformação, com alta de 3,4% para um valor de US$ 15,3 bilhões, com um volume embarcado 5,2% maior.

O volume de exportações da indústria extrativa também cresceu: registrou uma alta de 7,1%. No entanto, uma queda de 12,8% nos preços anulou os ganhos e levou à queda de 6,6% no valor exportado.

Principais produto de extração comercializado pelo Brasil, os óleos brutos de petróleo ficaram 15,2% mais barato no ano. Já o preço do minério de ferro recuou 11,3% no mesmo período.

Impactos da agropecuária na balança comercial

Na agropecuária, houve um recuo de 5,4% no volume. Apesar de preços 8,4% maiores, o valor total das exportações no mês, de US$ 7,4 bilhões, foi 0,6% menor do que no mesmo período em 2024.

O recuo foi puxado principalmente pelo café não torrado, cujo volume exportado diminuiu 30,3% em 2025. Como o Brasil é um dos principais exportadores do produto, o preço registrou alta, porém não suficiente para anular as perdas com a queda de quantidade.

Ainda no grupo da agropecuária, houve um recuo de 12,9% em preço e de 14,4% em volume nas exportações de carne de aves. O recuo na quantidade derivou sobretudo dos casos de gripe aviária identificados no Brasil.

No acumulado do ano, o volume total de exportações fica próximo a estabilidade, com uma leve queda de 0,3%. As diferenças de preços levam no entanto a uma diferença maior no valor exportado, que é 1,5% menor do que em 2025.

Importações

Já em relação aos itens importados pelo Brasil, cresceram os volumes de bens de capital (12,6%), bens intermediários (7,6%) e bens de consumo (24,4%). O único recuo sinalizado foi em combustíveis (10,7%).

No total, o crescimento do volume importado foi de 7,7%. No valor, o aumento foi de 4,7% para US$ 22,9 bilhões.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Comércio, Comércio Exterior

Nova rota marítima direta passando pelo Pacífico facilita comércio entre China e Brasil

Uma nova rota marítima direta para a China foi inaugurada no Porto do Pecém, no Estado do Ceará, no nordeste do Brasil, em abril de 2025, reduzindo em 30 dias o tempo de viagem das mercadorias entre os dois países. Como o mais movimentado terminal portuário da região nordeste, o rendimento anual do porto totalizou cerca de 20 milhões de toneladas.

Uma nova rota marítima direta para a China foi inaugurada no Porto do Pecém, no Estado do Ceará, no nordeste do Brasil, em abril de 2025, reduzindo em 30 dias o tempo de viagem das mercadorias entre os dois países. Como o mais movimentado terminal portuário da região nordeste, o rendimento anual do porto totalizou cerca de 20 milhões de toneladas.

Em comparação à rota anterior, que passava pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, e pelo Porto de Santos, no sul do Brasil, essa nova rota liga diretamente os portos da China a Pecém, cruzando o Pacífico e atravessando o Canal do Panamá, reduzindo o tempo de viagem e os custos, afirmou Maximiliano Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

Graças à inauguração dessa nova rota, o tempo de transporte de mercadorias do Estado do Ceará para a China foi reduzido em 14 dias, em média, e o volume de comércio entre a China e o nordeste do Brasil aumentou consideravelmente, disse Quintino.

O navio cargueiro Qingdao, da Mediterranean Shipping Company, atracou no Porto do Pecém, em 7 de abril, marcando o início das operações oficiais dessa rota e aumentando o número de rotas internacionais do porto de três para quatro.

André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém, informou que a movimentação de contêineres no porto cresceu 37% em termos anuais nos primeiros quatro meses deste ano devido à nova rota, batendo um recorde, e o rendimento total atingiu 6,667 milhões de toneladas de janeiro a abril, subindo 12,4% ante o mesmo período do ano passado.

Com escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Shanghai e Qingdao, a operação dessa rota é, sem dúvida, uma boa notícia para as empresas de logística brasileiras que importam cada vez mais produtos da China.

Ficamos muito satisfeitos com essa nova rota pelo Pacífico, que reduz o transbordo e evita possíveis atrasos causados por congestionamentos ou interrupções nos portos, observou Thiago Abreu, diretor executivo da CTI Fracht, acrescentando que a empresa de logística continuará utilizando a rota para expandir as importações e exportações no norte e nordeste do Brasil e aumentar a participação da indústria regional.

Agora, o Complexo do Pecém é composto por três grandes frentes: a Área Industrial, o Porto do Pecém e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará, e se destacará com projetos de hidrogênio verde.

Segundo Quintino, a região nordeste do Brasil possui vantagens em novas energias e, até 2032, a produção de hidrogênio verde do complexo deverá atingir 1 milhão de toneladas por ano.

Quintino espera que as empresas chinesas participem da construção do porto no futuro, tornando a rota mais eficiente e oferecendo melhores serviços para a troca de mercadorias entre a China e o Brasil.

Fonte: Monitor Mercantil

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Brasil bate recorde trimestral nas exportações da piscicultura

A receita dos exportadores foi de US$ 18,5 milhões em pescado de cultivo, um crescimento de 112%

A piscicultura brasileira segue batendo recordes de exportação. Depois de fechar 2024 com o dobro de embarques em relação a 2023, o setor registrou, de janeiro a março deste ano, o maior valor para um trimestre.

A receita dos exportadores foi de US$ 18,5 milhões em pescado de cultivo, um crescimento de 112% em relação ao mesmo período de 2024. Também houve um salto no volume exportado, que atingiu 3.938 toneladas, uma alta de 89%.

A tilápia segue liderando com folga as exportações. No primeiro trimestre de 2025, a espécie movimentou US$ 17 milhões, o que representa 92% de todo o valor exportado pelo setor. Em comparação com o mesmo período de 2024, o crescimento foi de 105%.

Em volume, foram exportadas mais de 3.455 toneladas de tilápia, o equivalente a cerca de 72 mil carrinhos de supermercado cheios de peixe, considerando uma média de 50 kg por carrinho.

O curimatá, com US$ 580 mil em exportações e aumento de 333%, foi o destaque entre as espécies nativas, seguido pelo tambaqui, que alcançou US$ 479 mil exportados no trimestre. Os dados são da plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Os Estados Unidos continuaram na posição de maior importador da piscicultura brasileira no primeiro trimestre de 2025, com US$ 16,3 milhões, ou seja, 88% do total. Peru foi o segundo principal destino, com 7%, tendo importado principalmente peixes nativos. Canadá (2%), China (1%) e Japão (1%) foram os outros destinos.

No trimestre, o Brasil passou a ser o terceiro maior exportador de tilápia para os Estados Unidos, deixando para trás Indonésia e Colômbia.

Apesar de manter a posição de maior estado exportador de tilápia com US$ 8,3 milhões no trimestre, o Paraná teve uma redução de 80% no primeiro trimestre de 2024 para 49% neste ano. Já São Paulo triplicou sua participação, passando de 12% em 2024 para 36% nesse trimestre.

Em nota, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, disse que os resultados são reflexo de um esforço contínuo do governo federal para fortalecer o setor e abrir novos mercados internacionais.

“Ao mesmo tempo, avançamos em frentes estruturantes, como o licenciamento ambiental da aquicultura. Estamos celebrando novas cessões de uso em águas da União e oferecendo segurança jurídica para que os produtores possam crescer com regularidade e responsabilidade.”

Fonte: Globo Rural


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Comércio, Economia

Petrobras reduz em 5,6% o preço da gasolina vendida a distribuidoras

Redução será de R$ 0,17 no litro da gasolina tipo A; última diminuição havia sido em julho de 2024

A Petrobras anunciou nesta 2ª feira (1º.jun.2025) que reduzirá em 5,6% o preço médio da gasolina vendida a distribuidoras a partir de amanhã. A redução será de R$ 0,17 no litro da gasolina tipo A. O combustível passará a custar, em média, R$ 2,85 por litro.

A última vez que a Petrobras mexeu nos preços da gasolina foi em julho de 2024. Já o diesel passou por 3 reduções em 2025. Na mais recente, em 5 de maio, a petroleira realizou corte de 4,66%, ou R$ 0,16 por litro, no diesel.

Levando em consideração que há mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de 2,08 por litro. Redução de R$ 0,12 a cada litro do combustível, segundo a estatal.

Em maio de 2025, a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que haveria redução nos preços dos combustíveis caso o preço do petróleo continuasse em movimento de queda.

“Eu não estou falando só da gasolina não. Eu estou falando da gasolina, do diesel, do QAV (Querosene de Aviação), do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) […] tanto a gasolina quanto o diesel estão abaixo do preço de paridade internacional”, afirmou Magda à época após um evento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no Rio de Janeiro (RJ).

Opep+ aumenta produção

Os países integrantes da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) decidiram em reunião no sábado (31.mai.2025) aumentar a produção de petróleo em 411 mil bpd (barris por dia) em julho. É o mesmo crescimento que houve em maio e em junho.

Fonte: Poder 360

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Comércio, Economia, Tributação

Tarifa de 50% sobre aço e alumínio entra em vigor hoje, diz Trump

Declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais, após visita a uma usina da US Steel

O presidente Donald Trump anunciou na noite de sexta-feira (30) que as tarifas sobre aço e alumínio aumentarão para 50%, dobrando a taxa atual, a partir desta quarta-feira (4).

A declaração foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais, após seus comentários em uma usina da US Steel, na Pensilvânia.

É uma grande honra para mim aumentar as tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%, a partir de quarta-feira. Nossas indústrias de aço e alumínio estão se recuperando como nunca. Esta será mais uma GRANDE notícia para nossos maravilhosos trabalhadores do setor. FAÇAM A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!” Donald Trump, presidente dos EUA, em post na rede social Truth Social

“Anúncio importante”

Mais cedo, durante a visita à US Steel, Trump disse que tinha um “anúncio importante”.

“Vamos impor um aumento de 25%”, disse Trump. “Vamos aumentar de 25% para 50% as tarifas sobre o aço importado para os Estados Unidos, o que protegerá ainda mais a indústria siderúrgica nos Estados Unidos. Ninguém vai conseguir contornar isso.”

Trump disse que estava considerando uma tarifa de 40%, mas executivos do setor disseram que queriam uma tarifa de 50%.

“Com 25%, eles conseguem passar por cima”, disse Trump. “Com 50%, ninguém vai passar por cima.”

Brasil x EUA

O Brasil é o segundo maior fornecedor de aço e ferro dos EUA. Em 2024, os americanos compraram US$ 4,677 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões) em produtos brasileiros do conjunto de “Aço e Ferro”.

O volume de ferro e aço brasileiro exportado aos norte-americanos equivale a 14,9% do total importado pelos Estados Unidos. Em primeiro lugar, aparece o Canadá, com 24,2%. Depois do Brasil, estão México (10,1%), Coreia do Sul (5,9%) e Alemanha (4,6%).

Os EUA foram destino de 47,9% das exportações do grupo de aço e ferro do Brasil em 2024. O segundo maior comprador do Brasil é a China, que correspondeu por 10,7% das exportações de aço e ferro do Brasil.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Exportação

Brasil dá passo decisivo para transformar bioinsumos em produto tipo exportação

Parceria entre ApexBrasil e CropLife Brasil quer posicionar o país como referência global em soluções tecnológicas baseadas na natureza 

Foi formalizada na terça-feira (27), uma iniciativa estratégica para consolidar a posição do Brasil como protagonista mundial na oferta de soluções agrícolas baseadas na natureza. O Projeto Bioinsumos do Brasil é resultado de uma parceria entre Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a CropLife Brasil e tem o objetivo de fortalecer a presença das empresas brasileiras do setor no mercado internacional.  

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou o gesto histórico que inaugurou o projeto. “Uma parceria entre governo e indústria que sempre foi profícua e no caso dos bioinsumos tem tudo para crescer. É um momento oportuno o qual discutimos eventos climáticos e essa é uma pauta que tem a ver com o nosso ambiente. A busca por bioinsumos sempre esteve presente no nosso país e essa conexão com a natureza é fundamental. A agricultura do Brasil está fadada a encarar esses desafios e iniciativas como essas precisam florescer,” afirmou Viana. 

Segundo levantamento da CropLife Brasil, em parceria com a Blink, a taxa média de adoção de bioinsumos no país subiu de 23% para 26% da área plantada nacional. O setor mantém um ritmo de crescimento acelerado, com uma média de 22% ao ano nos últimos três anos, desempenho quatro vezes superior à média global. 

O diretor-presidente da CropLife Brasil destacou a liderança do país na produção da tecnologia. “O Brasil é uma das agriculturas mais competitivas do mundo e a maior agricultura tropical. Nesse contexto, temos um imenso potencial de exportar bioinsumos produzidos aqui, com 90% da matéria-prima nacional. De mil produtos registrados, metade foram nos últimos três anos. Então é um momento decisivo para dar início a esse projeto. A estimativa é que na próxima década o Brasil represente ⅓ dos bioinsumos do planeta e nós vamos levar os benefícios que o país tem com esse produto para o mundo,” declarou Leão. 

Na última safra, o mercado de proteção de cultivos, tanto de biológicos como de químicos, cresceu 7%. O segmento de bioinsumos avançou mais de 35% consolidando-se como uma das tecnologias de maior expansão no agronegócio brasileiro. 

A expansão do mercado brasileiro é sustentada por três pilares fundamentais: qualidade técnica dos produtos, competitividade econômica e aderência crescente às práticas de produção de baixo impacto ambiental exigidas tanto no mercado interno quanto no mercado internacional. 

O secretário de Descarbonização e Economia Verde do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Rodrigo Rollemberg, destacou a oportunidade para o setor: “É um projeto importante para falar ao público externo sobre o que é a agricultura brasileira de verdade, que tem a legislação ambiental mais avançada do mundo, que tem tecnologia e agora tem bioinsumos, com os quais podemos inverter a lógica de dependência de insumos, com redução de custos e sustentabilidade. É uma grande oportunidade de mudar a imagem da nossa agricultura na COP este ano no Brasil,” apontou Rollemberg. 

Produto tipo exportação 

O Brasil conta hoje com mais de 170 empresas produtoras de bioinsumos, responsáveis por um portfólio que já ultrapassa mil produtos registrados, consolidando o país como um polo de excelência no desenvolvimento de soluções agrícolas sustentáveis aplicadas à agricultura tropical. 

O projeto contempla uma série de ações, como participação em feiras internacionais, realização de rodadas de negócios, missões comerciais, promoção institucional e estudos de mercado. O primeiro passo é o desenvolvimento da marca institucional do projeto. 

Com um mercado em expansão, que registrou crescimento de 13% na utilização de bioinsumos na safra 2024/2025 — 156 milhões de hectares tratados —, o país mira agora os mercados internacionais com o Projeto Bioinsumos do Brasil. 

Desafio e oportunidade global 

O lançamento do projeto ocorre em um ambiente de grandes desafios para a agricultura global, marcado por mudanças climáticas, busca por modelos produtivos mais eficientes e demanda crescente por alimentos produzidos de forma sustentável. 

A estratégia do projeto prevê atuação prioritária nos mercados dos países vizinhos produtores agrícolas na América Latina, além de Estados Unidos e Europa. 

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Luís Rua, destacou a iniciativa como mais uma oportunidade de comércio agrícola brasileiro: “(Iniciativa) Inovadora, sustentável e em linha com as demandas do século 21. Já somos produtores de commodities, produtos industrializados e passaremos a ser também de insumos. Esse é o trabalho de criar negócios e diversificar nossa pauta exportadora. E bioinsumos é o futuro da nossa agricultura,” declarou Rua. 

Sobre o Projeto Bioinsumos do Brasil 

O Projeto Bioinsumos do Brasil é uma iniciativa da ApexBrasil, em parceria com a CropLife Brasil, que tem como objetivo posicionar o país como referência global na produção e exportação de bioinsumos. A proposta é fortalecer a presença internacional das empresas brasileiras do setor, destacando os diferenciais competitivos e a liderança do Brasil em tecnologias sustentáveis aplicadas à agricultura. A iniciativa busca promover os bioinsumos brasileiros no mercado externo, ampliar a inserção das empresas em novos mercados, gerar oportunidades de negócios e investimentos em bioeconomia e consolidar a imagem do país como polo de soluções baseadas na natureza (SBNA) para a agricultura. 

Fonte: ApexBrasil

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Comércio, Mercado Internacional

Minerais de terras raras: entenda o que são e seu papel na guerra comercial

EUA buscam alternativas à dominação chinesa no mercado de terras raras, elementos cruciais para tecnologia e defesa, em meio a tensões comerciais

No mês passado, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos precisavam “muito” da Groenlândia, renovando sua ameaça de anexar o território dinamarquês.

A Groenlândia é uma ilha rica em recursos com um abundante suprimento de minerais críticos, categoria que inclui elementos de terras raras, sob sua camada de gelo.

Trump também assinou um “acordo de terras raras” com a Ucrânia.

A disputa por terras raras precede a atual administração. A China, por anos, construiu um controle quase total desses materiais como parte de sua política industrial mais ampla.

Terras raras são 17 elementos metálicos da tabela periódica compostos por escândio, ítrio e os lantanídeos.

O nome “terras raras” é um pouco enganoso, já que os materiais são encontrados por toda a crosta terrestre. São mais abundantes que o ouro, mas são difíceis e caros de extrair e processar, além de causarem danos ambientais.

As terras raras são onipresentes nas tecnologias que utilizamos diariamente, desde smartphones até turbinas eólicas, luzes LED e TVs de tela plana. Também são cruciais para baterias de veículos elétricos, aparelhos de ressonância magnética e tratamentos contra o câncer.

As terras raras também são essenciais para as forças armadas dos EUA. São utilizadas em caças F-35, submarinos, lasers, satélites, mísseis Tomahawk e mais, segundo uma nota de pesquisa de 2025 do CSIS.

A Agência Internacional de Energia informou que 61% da produção minerada de terras raras vem da China, e o país controla 92% da produção global na etapa de processamento.

Existem dois tipos de terras raras, categorizados por seus pesos atômicos: pesadas e leves. As terras raras pesadas são mais escassas, e os Estados Unidos não possuem capacidade para a difícil tarefa de separar terras raras após a extração.

“Até o início do ano, quaisquer terras raras pesadas que minerávamos na Califórnia, ainda enviávamos para a China para separação”, disse Gracelin Baskaran, diretora do Programa de Segurança de Minerais Críticos do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, à CNN.

No entanto, o anúncio da administração Trump de tarifas altíssimas sobre a China em abril descarrilou esse processo. “A China demonstrou disposição para usar como arma” a dependência americana da China para a separação de terras raras, disse ela.

Na sexta-feira, Trump disse no Truth Social que a China violou uma trégua comercial estabelecida no mês passado.

Pequim manteve seus controles de exportação sobre sete minerais de terras raras e produtos associados, que foram vistos como uma resposta às “tarifas recíprocas” de Trump sobre produtos chineses anunciadas em abril.

Após concordar com a trégua em Genebra, autoridades americanas esperavam que a China aliviasse as restrições de exportação desses minerais.

Os controles de exportação podem ter um impacto significativo, já que os EUA são fortemente dependentes da China para terras raras. Entre 2020 e 2023, 70% das importações americanas de compostos e metais de terras raras vieram do país, segundo relatório do Serviço Geológico dos EUA.

Além da China, as terras raras também fazem parte dos objetivos da política externa dos EUA com a Ucrânia, Groenlândia e Arábia Saudita.

“A Ucrânia tem uma indústria de mineração muito, muito nascente, e mesmo que fizesse parte da conversa, não temos realmente um mapeamento do que é economicamente viável”, disse Baskaran.

Fonte: CNN Brasil


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