Comércio, Comércio Exterior

Chanel registra queda de 30% no lucro em meio à crise global no mercado de luxo

Receita da empresa caiu 4,3% em uma base comparável enquanto ela aumentou os gastos com marketing para permanecer visível em meio à recessão do setor de alto padrão

O lucro da Chanel despencou no ano passado depois que a empresa de capital fechado aumentou os gastos com marketing para se manter visível em meio a uma recessão no setor de luxo.

O lucro operacional caiu 30%, para US$ 4,48 bilhões, uma vez que a receita caiu 4,3% em uma base comparável, disse a empresa em um comunicado na terça-feira (20). A região que inclui a China – que gera cerca de metade da receita da Chanel – registrou uma queda de 7,1% nas vendas.

A queda ocorreu em um momento em que o mercado de luxo luta para sair de um período de crescimento lento causado, em parte, pelos compradores chineses que estão reduzindo suas compras caras.

A perspectiva do setor ficou ainda mais sombria depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou tarifas globais no mês passado. Até mesmo empresas que já foram prósperas, como a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, registraram vendas decepcionantes até agora neste ano.

A Chanel foi duramente atingida pela volatilidade macroeconômica no ano passado, particularmente na China, disse a CEO Leena Nair em uma ligação com a Bloomberg, afastando as preocupações de que a Chanel tivesse sido gananciosa demais na era pós-pandemia com os preços de alguns de seus produtos mais populares, como a bolsa flap que agora custa mais de € 10.000 (US$ 11.245).

“Nosso desempenho em 2024 seguiu-se a um período de crescimento sem precedentes para a Chanel, no qual as receitas quase dobraram nos três anos anteriores”, disse Nair.

Ainda assim, a queda nas vendas e o colapso nos lucros da Chanel são surpreendentes, uma vez que a grife criada há mais de um século por Gabrielle “Coco” Chanel é considerada uma das marcas mais exclusivas e resistentes da indústria da moda, atendendo aos clientes mais ricos do mundo. As vendas caíram 4,2% nas Américas e aumentaram 0,6% na Europa.

“Uma empresa do nosso porte, que está passando por uma mudança de ciclo tão grande, acho que temos que ajustar nossa estrutura em diferentes locais da organização”, disse o diretor financeiro Philippe Blondiaux durante a teleconferência.

“Vamos monitorar os custos com muito cuidado para estabilizar as margens”, acrescentando que a Chanel espera que o número de funcionários fique estável neste ano, depois de um aumento de 5,1% no ano passado. No início deste ano, a Chanel anunciou 70 cortes de empregos nos EUA.

O grupo privado gastou cerca de US$ 2,4 bilhões em “atividades de apoio à marca” no ano passado, o que reduziu os lucros, disse Blondiaux no comunicado.

O desempenho da Chanel pode ter sido agravado por outros fatores.

A divisão de moda do grupo viu a saída de sua designer-chefe Virginie Viard em junho. Em dezembro, a empresa nomeou seu sucessor, Matthieu Blazy, que deve apresentar sua coleção de estreia na semana de moda de Paris em outubro.

Os clientes geralmente reduzem os gastos com uma marca quando ela está passando por uma transição criativa. Além disso, pode levar cerca de meio ano para que as novas peças de um estilista sejam comercializadas, o que significa que o impacto das criações de Blazy poderá ser sentido somente a partir do próximo ano.

“Não estamos nos concentrando apenas na coleção de outubro, mas em todas as coleções que virão nos próximos anos, porque sabemos que uma visão leva tempo para se desenvolver”, disse Nair.

Separadamente, a empresa disse que está adiando o aumento dos preços de seus produtos de moda nos EUA enquanto aguarda uma decisão final sobre as tarifas do presidente Donald Trump.

Ao contrário de alguns de seus rivais, a empresa diz que quer aguardar o resultado das discussões sobre os impostos. No mês passado, Trump impôs uma tarifa inicial de 10% sobre os produtos provenientes da União Europeia, ao mesmo tempo em que suspendeu os planos de uma taxa de 20% até o início de julho.

“Achamos que a melhor postura a ser tomada e a mais responsável, com certeza, é esperar para ver qual será o resultado final dessa decisão”, disse Blondiaux. “É muito cedo para decidir agora, neste período de incerteza.”

Grandes empresas do setor de luxo, como LVMH, Hermès e Richemont, proprietária da Cartier, aumentaram recentemente os preços de seus produtos nos EUA.

A Chanel investiu em propriedades, gastando cerca de US$ 600 milhões somente no ano passado, principalmente para comprar um edifício na elegante Avenue Montaigne, em Paris, onde tem uma loja, bem como outra na rue Cambon. A Chanel também fechou um acordo para sua futura flagship em Nova York, acrescentou Blondiaux, sem revelar o local exato.

O conselho da Chanel é liderado pelo presidente executivo global Alain Wertheimer, de 76 anos, que é coproprietário da marca com seu irmão, Gerard. Suas fortunas são estimadas em cerca de US$ 42,3 bilhões cada, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index.

Fonte: Bloomberg Línea

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação

Nova atualização sobre a suspensão de exportações em razão da gripe aviária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa nova atualização das medidas adotadas por países importadores da carne de aves brasileira, em função da detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro (RS). 

A atual situação é a seguinte: 

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka e Paquistão.

Suspensão para o Estado do Rio Grande do Sul: Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Bahrein, Cuba, Macedônia, Montenegro, Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, Tajiquistão e Ucrânia. A Rússia, Bielorrússia, Armênia e Quirguistão decidiram retirar a suspensão do país todo e reduziram a restrição geográfica para o estado do Rio Grande do Sul. 

Suspensão para o município de Montenegro (RS): Emirados Árabes Unidos e Japão. 

O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso. As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível. 

Aos consumidores o Mapa reitera o esclarecimento de que o consumo de carne de aves e de ovos não apresenta risco para a saúde. 

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior, Importação, Informação

Investigação do MDIC interrompe importações que burlavam medidas antidumping

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), identificou e interrompeu mais um caso de produtos que entram no Brasil burlando medidas antidumping adotadas pelo país.

O desvio desta vez envolvia a compra de objetos de louça de mesa supostamente produzidos na Malásia, mas que na verdade eram originários da China – e contra os quais o Brasil aplica direitos antidumping desde 2014.

Os objetos são conjuntos de mesa para almoço, jantar, café ou chá, pratos, canecas, assadeiras, formas, travessas e terrinas, entre outros, normalmente classificados nos códigos tarifários 6911.10.10, 6911.10.90, 6911.90.00 e 6912.00.00 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

Esses produtos, quando originários da China, estão sujeitos a sobretaxas de importação que variam de US$ 1,84 a US$ 5,14 por quilograma importado. Com o desvio, os importadores não pagavam a sobretaxa.

De 2105 a 2024, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC conduziu e concluiu outras 62 investigações contra burlas na importação de objetos de louça de mesa. As demais envolveram Bangladesh, Índia, Indonésia, Tailândia, Taiwan e, novamente, Malásia. Essas investigações resultaram na conclusão de que em 44 casos os produtos eram originários da China, com direito antidumping aplicado.

O histórico da investigação, com suas conclusões, consta da Portaria Secex no 398, de 13 de maio de 2025, publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (14/5).

Fonte: Informativo dos Portos

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Comércio Exterior, Exportação

Governo atua para derrubar proibições às exportações de carne de frango do Brasil

Uma semana após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro, no Rio Grande do Sul, mais de 20 destinos já bloquearam as exportações de carne de frango do Brasil, e ao menos dez países ou blocos comerciais suspenderam as compras provenientes do estado. Nenhum novo caso foi detectado até o momento.

Na quarta-feira (21), Filipinas, Jordânia e Namíbia anunciaram proibição total às exportações brasileiras de carne de frango. A Rússia suspendeu temporariamente as importações de empresas localizadas no Rio Grande do Sul e impôs controles sanitários mais rígidos, por três meses, para os embarques de outros estados. Inicialmente, Rússia e seus parceiros da União Econômica Eurasiática — Belarus, Armênia, Quirguistão e Cazaquistão — haviam bloqueado as importações de todo o Brasil, mas agora restringiram a medida apenas ao estado afetado.

A desinfecção da granja infectada foi concluída na noite de quarta-feira por fiscais agropecuários da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul. A partir desta quinta-feira, o Brasil inicia a contagem regressiva de 28 dias — período de incubação do vírus H5N1. Se nenhum novo caso for confirmado nesse período, o país poderá se declarar livre da gripe aviária e começar a trabalhar pela normalização das exportações.

Flexibilização das suspensões

Paralelamente, o governo já iniciou negociações para estimular importadores a suavizarem as restrições e minimizar os impactos sobre o setor avícola nacional. Segundo Luís Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, o Brasil espera que as respostas dos parceiros comerciais comecem a surtir efeito na próxima semana, abrindo caminho para suspensões mais brandas e medidas mais regionalizadas.

“Está tudo correndo dentro do esperado. Devemos ter avanços concretos na regionalização a partir da próxima semana, assim que os países tiverem tempo para avaliar as informações enviadas”, disse Rua ao Valor. Ele ressaltou que a estratégia do Brasil é manter comunicação contínua com os países importadores, oferecendo atualizações e documentação para garantir que as autoridades sanitárias tenham acesso rápido e claro às ações de contenção adotadas.

Rua afirmou ainda que a China ainda não indicou se adotará restrições regionais, mas disse que isso se insere dentro do “processo normal”. Em 2025, quando houve surto de doença de Newcastle em Anta Gorda (também no RS), a China levou mais de 20 dias para flexibilizar restrições que, inicialmente, afetaram todo o território brasileiro.

A escassez global de carne de frango pode acelerar o processo de flexibilização. “O mercado internacional já enfrentava falta de frango. As exportações brasileiras estavam crescendo sobre o recorde do ano passado e com preços médios mais altos. Isso mostra que a demanda supera a oferta”, afirmou o secretário.

“Nenhum país está livre da gripe aviária. O Brasil era o último grande produtor sem registro da doença. Isso pode incentivar países a reduzirem as restrições para garantir o abastecimento interno”, completou.

Algumas vitórias

O Ministério da Agricultura já comemora algumas “vitórias”. Na quarta-feira, os Emirados Árabes Unidos — segundo maior mercado para o frango brasileiro — anunciaram que suspenderão compras apenas do município de Montenegro.

Ao restringir a proibição a uma única cidade, e não ao estado ou ao país todo, empresas brasileiras podem manter um volume significativo de exportações, mesmo com o foco ativo no Rio Grande do Sul.

Em 2024, os Emirados compraram 455,1 mil toneladas de carne de frango do Brasil, o equivalente a 8,8% das exportações totais. A China foi o maior importador, com 562,2 mil toneladas no ano passado.

Os Emirados exigiram ainda uma declaração adicional do Ministério da Agricultura brasileiro confirmando que todos os embarques partirão de uma zona livre da doença, localizada a pelo menos 25 quilômetros do foco. A suspensão em Montenegro vale para produtos certificados a partir de 28 de abril.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de frango. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Frango |  Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

Também há relatos de pressão do setor privado em países como Filipinas e México para que seus governos não suspendam totalmente as importações de carne de frango brasileira. Empresários locais temem desabastecimento ou alta nos preços e destacam os controles sanitários rígidos aplicados pela fiscalização brasileira. “Isso não garante nada, mas é mais uma força atuando pela flexibilização”, disse Rua.

Segundo ele, o governo também está dialogando com importadores para resolver questões relacionadas a cargas de frango já embarcadas e em trânsito para seus destinos.

Na quarta-feira, o Ministério da Agricultura convocou 440 aprovados no último concurso público para reforçar a equipe de defesa agropecuária do Brasil. Entre os convocados estão 200 novos auditores fiscais federais agropecuários, 100 agentes de atividades agropecuárias, 40 agentes de inspeção de produtos de origem animal e 100 técnicos de laboratório.

Segundo a atualização mais recente do ministério, há nove casos suspeitos em investigação. Dois envolvem granjas comerciais em Ipumirim (Santa Catarina) e Aguiarnópolis (Tocantins). Os demais são aves de fundo de quintal em Triunfo e Gaurama (RS), Eldorado dos Carajás (PA), Salitre (CE) e Chapecó (SC), além de aves silvestres em Garopaba e Derrubadas (RS).

Fonte: Valor International

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

China e países do Sudeste asiático concluem negociação sobre acordo de livre comércio

A Asean, composta por 10 países do Sudeste asiático, é o maior parceiro comercial da China

A China e a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) concluíram as negociações para refinar ainda mais sua área de livre comércio para incluir economia digital e verde e outros novos setores, informou o Ministério do Comércio da China nesta quarta-feira.

A Asean, composta por 10 países do Sudeste asiático, é o maior parceiro comercial da China, com o valor do comércio total atingindo US$234 bilhões no primeiro trimestre de 2025, de acordo com dados da alfândega chinesa.

A chamada versão 3.0 da área de livre comércio “injetará maior certeza no comércio regional e global e desempenhará um papel de liderança e exemplar para que os países adiram à abertura, inclusão e cooperação em que todos ganham”, disse o comunicado.

As negociações começaram em novembro de 2022, e o acordo abrange áreas como economia digital, economia verde e conectividade da cadeia de ofertas, segundo o comunicado.

O pacto “promoverá a profunda integração das cadeias de produção e fornecimento de ambos os lados”, acrescentou.

A China intensificou o engajamento com a Asean desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou pesadas tarifas de importação para países de todo o mundo e direcionou à China taxas ainda mais pesadas. Desde então, alguns dos impostos foram adiados, enquanto a China e os EUA concordaram este mês em suspender algumas de suas tarifas.

O presidente chinês, Xi Jinping, fez uma viagem por três países do Sudeste Asiático em abril para consolidar os laços com alguns dos vizinhos mais próximos da China, conclamando as nações asiáticas a se unirem contra o que ele chamou de confronto geopolítico, unilateralismo e protecionismo.

A assinatura formal do acordo comercial deve acontecer antes do final do ano. A Área de Livre Comércio Asean-China foi assinada pela primeira vez em 2002 e entrou em vigor em 1º de janeiro de 2010.

Fonte: InfoMoney


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Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking

Interação entre setor público e privado marca início do Global Trade Summit.

A cerimônia de abertura do Global Trade Summit 2025 reuniu mais de 500 empresários, profissionais do setor, representantes de entidades públicas e privadas que estão diretamente ligados ao comércio exterior. A abertura foi na noite desta quarta-feira (21), no andar superior do Expocentro Júlio Tedesco, em Balneário Camboriú. O evento, que vai até o dia 23 de maio, traz debates importantes, oportunidades de networking e aprofundamento de conhecimentos para líderes, empreendedores e especialistas do setor. 
O Global Trade Summit é organizado pelo Núcleo de Comércio Exterior (NCE) da Associação Empresarial de Itajaí (ACII) e tem como objetivo oportunizar atualizações sobre as tendências que estão moldando o comércio global. “O grande diferencial do Global Trade Summit é o próprio evento, que tem como destaque essa interação do setor público com o setor privado. Aqui temos um ambiente propício ao diálogo aberto para debater problemas, discutir soluções, pensar em proposições para o comércio exterior, e isso traz para o evento um diferencial ímpar, que é qualidade”, enfatiza Paula Machado, coordenadora do NCE da ACII. 

Legislação em pauta 

O primeiro painel do evento trouxe à discussão o Projeto de Lei 4423/2024, conhecido como “Lei Geral do Comércio Exterior”. O painel foi mediado por Simone Cristine Davel (OAB Federal), com a participação de Fernanda Kotzias (Veirano Advogados), Thalis Andrade (SECEX/MDIC), Mario de Marco e Kelly Morgero (Receita Federal). 
O Projeto de Lei 4423/2024, proposto pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, foi construído com a participação da Receita Federal e levou em conta a demanda do setor privado. Segundo Thalis Andrade, auditor da Receita Federal do Brasil com atuação na Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), muitas sugestões do setor privado estão hoje inclusas nas discussões. O projeto tem como objetivo principal estabelecer normas gerais para o comércio exterior de mercadorias no Brasil. “Essa é a iniciativa mais importante dos últimos 60 anos – a última legislação é de 1966, com algumas adaptações em 1988. Ela é a base do regulamento aduaneiro. Nesse contexto, o PL traz os seguintes eixos: controle e fiscalização, disposições gerais e conceitos, e regimes aduaneiros especiais. Um dos principais pontos é que o PL adapta acordos internacionais que ainda têm certa relutância em serem aplicados hoje no Brasil, principalmente o acordo de facilitação do comércio, que tem ganhos muito práticos para o operador de comércio exterior”, destaca Thalis Andrade. 

Ainda conforme Thalis, um dos pontos polêmicos é que o PL 4423 não traz a parte de tributos e penalidades. “O projeto não contempla tributos, nem penalidades, nem infrações, nem contencioso, que são os outros livros do regulamento de Comércio Exterior. Esses itens ficarão para um segundo momento. Não abordá-los foi uma decisão política, pois se entendeu que atacar temas menos espinhosos teria ganhos maiores no curto prazo.” O projeto está em discussão no Senado, onde deve receber emendas, passar por votação e seguir para a Câmara dos Deputados. “A expectativa é que ele seja aprovado em 2025”, finaliza. 

Networking e informações de qualidade 

A diversidade de público especializado é um dos grandes diferenciais do Global Trade Summit. Para Renata Palmeira, CEO do RêConecta News, que é parceiro do evento, estamos numa era em que os profissionais estão em busca de atualização e conhecimento constante. “Essa é uma oportunidade única de conhecimento e networking qualificado, porque dentro do evento temos grandes empresários que estão buscando cada vez mais o crescimento e o conhecimento. Estamos num momento de mercado em que somos ‘long life learning’ – eternos aprendizes, e aqui é uma oportunidade pra isso.” 

Ao longo dos três dias de Global Trade Summit serão realizados oito painéis e quatro palestras com os mais variados temas relacionados ao comércio exterior, além da presença de mais de 30 parceiros e expositores que estão no local trocando informações e discutindo as novas tendências de mercado. Essa proximidade com os órgãos públicos e as informações que serão discutidas no evento foi o que motivou o empresário Daywson Meririnho, diretor do grupo MEX, a participar do Global Trade Summit e a trazer sua equipe, além de ser um dos apoiadores do evento. “A nossa participação será muito enriquecedora, pois além de estarmos nos atualizando no mercado sobre as novidades em importação e exportação junto à Receita Federal, temos foco na DUIMP, que é o novo sistema integrado do comércio exterior, e no catálogo de produtos, pois a partir de janeiro de 2026 todas as empresas têm que estar adaptadas a esse novo sistema”, enfatiza Meririnho. 

A expectativa é que até sexta-feira (23) mais de 1.200 pessoas participem da programação do Global Trade Summit 2025. “Esperamos muito aprendizado, muitas interações e conexões. Temos nesse salão importadores e exportadores, prestadores de serviço, setor público, todos muito engajados e abertos a conversarem com as pessoas. A expectativa é que esse evento propicie a todos os participantes oportunidades de engrandecimento tanto na vida profissional quanto na vida pessoal”, finaliza Paula Machado, coordenadora do NCE da ACII. 

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Texto: Daiana Brocardo
Fotos: Giovana Santos

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Agricultura, Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Notícias

Frigorífico de Itajaí é um dos 14 de SC suspensos pela China

A unidade itajaiense está entre os frigoríficos que perderam habilitação para exportar frango

Itajaí entrou na lista dos municípios com frigoríficos suspensos pela China após a confirmação de um foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Rio Grande do Sul. A planta itajaiense está entre as 14 unidades catarinenses que perderam a habilitação para exportar carne de frango e derivados ao país asiático.

A decisão foi registrada na plataforma oficial da Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) e é válida desde sábado passado, dia 17. A suspensão segue o protocolo sanitário firmado entre Brasil e China, que determina a paralisação imediata das exportações em casos de doenças de notificação obrigatória.

Cidades afetadas

Além de Itajaí, foram suspensas unidades em Concórdia, Nova Veneza, Quilombo, Forquilhinha, Maravilha, São José, Seara, Itapiranga, Xaxim, Videira, Guatambú e Chapecó.

A medida acompanha a suspensão temporária das exportações brasileiras de carne de frango para a China após a confirmação do vírus em uma granja de Montenegro, no RS, no dia 15. A planta de Itajaí, que até então estava habilitada, entrou na nova rodada de restrições.

Para tentar conter o avanço do vírus e diminuir os prejuízos, o governo de Santa Catarina adotou medidas emergenciais. Na sexta-feira, a Secretaria da Agricultura e a Cidasc publicaram a Nota Técnica n.º 002/2025, proibindo a entrada de aves vivas e ovos férteis vindos de 13 cidades da zona de contenção do RS, incluindo Montenegro, Canoas e Sapucaia do Sul.

Cargas de outras regiões do estado vizinho só podem entrar em SC após desinfecção obrigatória nos postos de fiscalização. Os postos da divisa sul estão sob inspeção reforçada, com controle físico e documental das cargas.

“Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, graças à implementação das normas de biosseguridade e ao trabalho da defesa sanitária por meio da Cidasc. Seguindo as orientações do governador Jorginho Mello, estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença no estado. Precisamos que cada um faça a sua parte”, afirmou o secretário da Agricultura, Carlos Chiodini.

Impacto bilionário 

A China é o principal destino do frango brasileiro, responsável por 13% de todo o volume exportado. Em 2024, o Brasil vendeu 561 mil toneladas para o mercado chinês, movimentando US$ 1,288 bilhão.

O governo federal notificou a China sobre a suspensão dos embarques no dia 15 de maio, como determina o protocolo sanitário. Agora, o Brasil tenta negociar uma flexibilização para restringir a suspensão apenas ao estado ou ao município afetado. A liberação pode acontecer 28 dias após a desinfecção do foco.

FONTE: Diarinho

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional, Tributação

Brasil cogita aumento de tarifas para conter possível aumento nas importações da China

Aumentar impostos de importação é visto como alternativa mais simples às cotas em meio a tensões comerciais globais.

O governo brasileiro acredita que tem margem suficiente para aumentar tarifas de importação em vez de adotar medidas mais agressivas, como a implementação de cotas, caso uma enxurrada de produtos industrializados da China comece a invadir o mercado nacional. O risco de uma redireção de exportações chinesas para o Brasil aumentou com a escalada tarifária global iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Desde o início dessas tensões comerciais, o Brasil vem monitorando de perto um possível aumento no fluxo de produtos chineses para o mercado interno, numa tentativa de “separar o joio do trigo”.

“É fundamental que nossas ações se baseiem em dados claros: precisamos saber se há de fato uma enxurrada de produtos ou não”, afirmou um representante do governo brasileiro, ressaltando que, até o momento, não foi observada nenhuma alta significativa.

De acordo com avaliações técnicas, os efeitos dos aumentos tarifários de Trump costumam levar cerca de três meses para se manifestar, dado que mudanças nas cadeias globais de suprimentos são complexas e não ocorrem de forma imediata. A imprevisibilidade da política dos EUA torna o cenário ainda mais incerto. Inicialmente, o governo Trump impôs tarifas generalizadas de até 145% sobre exportações chinesas. No entanto, os dois países chegaram a uma trégua temporária, reduzindo as tarifas para 30% por um período de 90 dias.

“Uma tarifa de 145% é proibitiva — equivale a um embargo. Mas 30% não é”, explicou o mesmo representante.

Caso os produtos chineses realmente comecem a ser redirecionados ao Brasil em grande volume, autoridades veem o aumento das tarifas de importação como uma ferramenta mais simples de aplicar. A fonte ressaltou que há margem legal, tanto nas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto nas do Mercosul, para implementar tais medidas.

“Ajustes tarifários, se considerados apropriados, podem ser feitos rapidamente, pois não exigem investigações, contestações legais ou compensações à parte afetada”, explicou.

Embora o uso de cotas seja tecnicamente possível, é um instrumento raramente utilizado no Brasil — ou mesmo globalmente — a menos que haja evidência clara de práticas comerciais desleais entre os países envolvidos.

Um exemplo de prática desleal é o dumping, quando uma empresa exporta produtos a preços inferiores aos praticados em seu mercado interno. Se o Brasil adotasse cotas apenas como reação a uma mudança comercial provocada pelas tarifas dos EUA, teria de oferecer medidas compensatórias a todos os parceiros afetados. “Seria como usar um canhão para matar um mosquito”, disse o representante.

Em relação ao comércio com os Estados Unidos, autoridades brasileiras receberam sinais de que empresas americanas, buscando diversificar fornecedores, já começaram a olhar para setores industriais do Brasil, diante de uma possível escalada da guerra tarifária com a China.

“O Brasil não está mal posicionado, relativamente falando”, observou a fonte, apontando que o país foi alvo de tarifas recíprocas de apenas 10% — uma das menores impostas por Trump.

Fonte: Valor International




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Comércio, Comércio Exterior, Logística

Log-In Logística Integrada registra Receita de R$ 683,8 milhões no primeiro trimestre de 2025

A Log-In Logística Integrada, Grupo de soluções logísticas integradas, divulgou, nesta quarta-feira (14), os resultados financeiros e operacionais referentes ao primeiro trimestre de 2025 (1T25). Entre os destaques estão o maior volume de contêineres transportados na Navegação Costeira para um primeiro trimestre, recorde histórico de receita com o serviço Feeder e crescimento significativo do Lucro Líquido da companhia.

A Receita Operacional Líquida (ROL) foi de R$ 683,8 milhões no trimestre, representando um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo período de 2024. O bom desempenho foi puxado principalmente pela Navegação Costeira, que somou R$ 462 milhões, com alta de 20,6%, impulsionada pelo Feeder, que atingiu receita recorde de R$ 221,1 milhões, e pela retomada da atividade econômica na Argentina, que beneficiou as operações no Mercosul. O EBITDA ajustado totalizou R$ 153,1 milhões, crescimento de 6,8%. Já o Lucro Líquido da companhia foi de R$ 26,5 milhões, alta de 219,3% em comparação ao 1T24.

Segundo o Vice-Presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Log-In, Pascoal Gomes, os resultados do primeiro trimestre refletem a consistência da nossa estratégia, mesmo em um cenário desafiador. “Apresentamos crescimento consolidado de Receita e EBITDA, impulsionado pela Navegação, que se destacou com aumento de volumes de feeder. A expansão dos serviços e a modernização da frota têm nos permitido capturar oportunidades e oferecer soluções cada vez mais completas e sustentáveis aos nossos clientes”, afirma Gomes.

Navegação Costeira

A Navegação Costeira apresentou crescimento expressivo no primeiro trimestre, com destaque para o volume total transportado, que somou 194,1 mil TEUs, alta de 24,6% sobre o 1T24. O Feeder liderou esse crescimento, com 140,9 mil TEUs, avanço de 48,8%, favorecido pelo serviço Shuttle Navegantes (SSN), criado em resposta à demanda pontual do mercado e integrado ao portfólio no 2T24.

No Mercosul, a receita cresceu 37% e o volume avançou 17%, beneficiados pela valorização do dólar e pela recuperação econômica da Argentina. Em contrapartida, na Cabotagem, houve redução de 17,6% no volume transportado, em razão de um cenário mais competitivo.

Terminal Portuário de Vila Velha (TVV)

A ROL do TVV foi de R$ 88,1 milhões, em linha com o ano anterior, e leve alta nas receitas de contêineres e serviços acessórios. Quanto aos volumes movimentados, o terminal enfrentou uma retração relativa, com 50,5 mil contêineres e 102,6 mil toneladas de carga geral, reduções de 10% e 20%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Na verdade, no 1T24, os volumes de container alcançaram o recorde histórico para o período. Essa queda observada no 1T25 está atrelada à sazonalidade da safra de café e menor importação de veículos elétricos, na movimentação de contêineres; baixa demanda dos principais centros consumidores (como os EUA), sazonalidade dos projetos e reflexos da obra de retrofit, finalizada em setembro de 2024, que resultou na perda de algumas cargas, ainda em processo de retomada, na movimentação de carga geral. Ainda assim, os volumes realizados no 1T25, principalmente em container, representam o 2º maior volume alcançado pelo TVV, no mesmo período, em sua história.

Por outro lado, a produtividade operacional do terminal aumentou 48% e o NPS atingiu o melhor nível desde 2022, refletindo a melhora após o fim do retrofit. Além disso, entre os avanços estratégicos está a assinatura de um contrato de exploração de uma nova área de 70 mil m² no Porto de Vitória, que amplia as capacidades do terminal.

Segundo Gustavo Paixão, Diretor de Terminais da Log-In, o terminal vive um momento de retomada e reestruturação comercial após a conclusão do retrofit. “Encerramos uma fase importante com a modernização dos portêineres, que já se reflete em ganhos de produtividade e confiabilidade nas operações. Agora, o foco está na reconquista de cargas impactadas pelas limitações temporárias durante as obras. Além disso, a nova área no porto de Vitória reforça nosso compromisso de ampliar a capacidade do TVV com infraestrutura adequada para atender às demandas futuras do mercado, tanto capixaba quanto nacional”, afirma Paixão.

Transporte Rodoviário de Cargas

O segmento rodoviário, operado pelas marcas Tecmar Transporte & Logística e Tecmar Norte, segue em processo de reestruturação. A Receita Operacional Líquida somou R$ 122,4 milhões, queda de 7,7% em relação ao 1T24, refletindo o reposicionamento da empresa na linha de carga fracionada, impactada por um mercado mais competitivo. Em contrapartida, o transporte de contêineres operou em plena capacidade nos três principais portos (Santos, Itajaí e Suape), e a armazenagem mostrou crescimento. Destaque ainda para a redução de 40% nas ocorrências rodoviárias, mesmo com o aumento do número de veículos nos portos de Santos, Navegantes e Suape.

ESG

A agenda ESG da Log-In avançou com importantes marcos no trimestre. No pilar ambiental, a frota tornou-se 17% mais eficiente em consumo de combustível (ton/navio), e a Companhia obteve nota B- no Carbon Disclosure Project (CDP). Foram promovidas ações como a campanha “Valorizar a água, é valorizar a vida”, no TVV, e o projeto Comunidade a Bordo, em parceria com o Instituto Social Esperança.

No aspecto social, destacam-se novas turmas do programa de estágio, iniciativas com foco em equidade de gênero como o programa ELLAS, e ações com a comunidade Mulheres da Ilha. Na governança, foi concluída a integração da Tecmar Norte ao sistema SAP da Tecmar, reforçando a padronização e eficiência nos controles internos.

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking, Transporte

GH Solucionador Logístico apresenta novo posicionamento na Intermodal e lança Complexo de Soluções Logísticas  

A Intermodal South America 2025, maior feira do setor na América Latina realizada em abril, reuniu quase 50 mil visitantes no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento foi palco para grandes lançamentos e conexões estratégicas nas áreas de logística, transporte e comércio exterior. Uma das empresas que se destacou foi a GH Solucionador Logístico, que participou ao lado do RêConecta apresentando ao mercado seu novo posicionamento e o lançamento oficial do CSL – Complexo de Soluções Logísticas. 

Segundo Brendon Ramon, Gerente de Marketing da GH, o principal objetivo da participação da empresa no evento foi reforçar o reposicionamento da GH como um operador logístico completo e sustentável, apresentando ao mercado um novo conceito de marca e, especialmente, o lançamento do CSL – Complexo de Soluções Logísticas. “A feira foi o ambiente ideal para ampliar a visibilidade da estrutura, tecnologia embarcada e soluções integradas, além de fortalecer o relacionamento com clientes e gerar novas conexões estratégicas”. 

Ainda segundo Brendon, a participação no estande coletivo do RêConecta News gerou visibilidade e atraiu um público qualificado, com destaque para tomadores de decisão das áreas de logística, supply chain e operações, além de representantes de empresas do setor industrial, importadores e operadores internacionais em busca de soluções customizadas e sustentáveis. “Apresentamos nosso portfólio completo com foco em armazenagem, transporte dedicado, soluções customizadas de supply chain e tecnologia integrada, como rastreamento satelital, WMS e frota com caminhões movidos a GNV. O grande destaque foi, sem dúvida, o lançamento oficial do CSL, um espaço com 70 mil m² que amplia nossa capacidade e posiciona a GH ainda mais próxima dos principais portos e rodovias do Sul do país”.  

A participação na Intermodal também foi positiva em termos de geração de negócios: “O evento nos proporcionou diversas conexões estratégicas com empresas de diferentes portes e segmentos, incluindo indústrias, operadores logísticos, distribuidores e embarcadores”, complementa Brendon.  

Maior Feira das Américas 

Na avaliação do gerente de marketing da GH Solucionador Logístico, o evento é essencial para o setor: “A Intermodal é o ponto de convergência mais importante da logística na América Latina. Ela reúne, em um único ambiente, as maiores tendências, os principais players e os desafios reais do setor, promovendo um ecossistema de inovação e colaboração que gera negócios, fortalece marcas e impulsiona novos movimentos no mercado”. 

Agora, a empresa segue com metas ambiciosas focada na expansão das operações, consolidação do CSL e ativação dos leads gerados no evento. “Além disso, vamos continuar investindo em tecnologia embarcada, ESG e ampliação de estrutura, sempre com foco na eficiência operacional e na entrega de soluções personalizadas ao cliente”, completa Brendon.  

Parceria estratégica 

Para Brendon um dos destaques dessa 29º edição da  Intermodal South America foi o valor da participação da GH ao lado do RêConecta, que reuniu dez empresas em um estande colaborativo. O espaço refletiu o espírito de inovação, conexões estratégicas e sustentabilidade. “Participar da Intermodal 2025, ao lado do RêConecta, foi uma experiência valiosa. Reforçamos nossa missão de conectar caminhos e fazer histórias, agora com ainda mais propósito e sustentabilidade. Agradecemos pela oportunidade de mostrar o que a GH tem de melhor: soluções reais para os desafios logísticos do presente e do futuro”, finalizou.  

SAIBA MAIS SOBRE O ESTANDE DO RÊCONECTA NA INTERMODAL! 

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