Comércio Exterior, Exportação

BYD amplia frota e exportações crescem 112% com novos navios ro-ro

A BYD aumenta suas exportações em 112% e já coloca em operação o sétimo navio da frota para transporte de veículos

BYD iniciou, em 23 de junho, os testes no mar do “Zhengzhou”, seu sétimo navio ro-ro voltado à exportação de veículos. A entrega está prevista para julho.

O navio foi construído pelo estaleiro Guangzhou Shipyard International e integra a frota marítima da montadora, composta por embarcações nomeadas segundo as cidades que abrigam suas fábricas na China.

Detalhes da nova embarcação e da frota da BYD

Com 199,9 metros de comprimento, 38 metros de largura e capacidade para 7.000 veículos, o “Zhengzhou” utiliza propulsão com combustível duplo (GNL) e incorpora tecnologias como gerador de eixo com ímã permanente e sistemas de economia de energia. É navio-irmão do “Hefei”.

Até junho de 2025, a BYD já colocou em operação os seguintes navios:

  • BYD Explorer No. 1 (4.000 veículos);
  • Changzhou;
  • Hefei;
  • Shenzhen (9.200 veículos);
  • Xi’an (9.200 veículos);
  • Changsha (operações iniciadas em 24 de junho, também com capacidade para 9.200 veículos).

O oitavo navio, batizado de Jinan, tem entrega estimada entre agosto e setembro.

Objetivos de transporte e crescimento nas exportações

BYD pretende concluir a frota com oito navios ro-ro até 2026, atingindo capacidade de transporte marítimo superior a 1 milhão de veículos por ano.

Em paralelo, a companhia registrou recorde de exportações em maio, com 89 mil unidades embarcadas. No acumulado entre janeiro e maio, as exportações somaram 374.200 veículos, o que representa uma alta de 112% em relação ao mesmo período de 2024. Esses números refletem a crescente presença da BYD no mercado global.

Fonte: Exame

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Comércio Exterior, Economia, Internacional

JPMorgan prevê desaceleração “estagflacionária” dos EUA com tarifas

As políticas comerciais dos EUA provavelmente vão desacelerar o crescimento econômico global e reacender a inflação nos Estados Unidos, onde há 40% de probabilidade de recessão no segundo semestre deste ano, disseram analistas do JPMorgan nesta quarta-feira (25).

O crescimento dos EUA deve ser de 1,3% neste ano, abaixo da previsão de 2% do início de 2025, com as tarifas mais altas vistas como choques negativos para a economia, disse o banco em uma nota de pesquisa de perspectiva de três meses.

“O impulso estagflacionário das tarifas mais altas foi o que impulsionou nossa perspectiva reduzida de crescimento do PIB para este ano”, afirmou. “Ainda consideramos os riscos de recessão elevados.” Estagflação é uma mistura preocupante de crescimento lento e inflação implacável, um fenômeno que assombrou os EUA na década de 1970.

O banco norte-americano tem uma perspectiva pessimista em relação ao dólar devido ao avanço mais lento dos EUA, na comparação com as políticas de apoio ao crescimento fora do país, que impulsionarão outras moedas, inclusive em mercados emergentes.

A instituição também espera que a parcela da demanda por títulos do Tesouro dos EUA por parte de investidores estrangeiros, do Federal Reserve e de bancos comerciais diminua devido ao tamanho crescente do mercado de dívida norte-americano. A compensação exigida dos investidores pelo risco de manter títulos do Tesouro dos EUA, conhecida como prêmio de prazo, pode aumentar em 40-50 pontos-base ao longo do tempo, disse o banco, embora ele não espere aumentos acentuados nos rendimentos dos títulos do Tesouro como os vistos no primeiro semestre deste ano.

Em abril, os rendimentos dos títulos do Tesouro dispararam em meio à volatilidade mais ampla do mercado, causada pelo anúncio de tarifas comerciais feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O JPMorgan espera que os rendimentos dos títulos do Tesouro de dois anos encerrem o ano em 3,5% e os dos papeis de 10 anos terminem em 4,35%.

Nesta quarta-feira, eles estavam em 3,8% e 4,3%, respectivamente. Devido à inflação persistente causada por tarifas e à resiliência da economia, o banco espera que o Federal Reserve corte as taxas de juros em 100 pontos-base entre dezembro e a primavera de 2026 (do fim de março ao fim de junho) — mais tarde do que o consenso entre os operadores de futuros de juros, que até esta quarta-feira apostavam em dois cortes de 25 pontos-base neste ano.

Uma recessão ou uma desaceleração econômica mais acentuada do que o previsto desencadearia um ciclo de cortes mais agressivo, disseram os analistas do JPMorgan. Ainda assim, o banco seguiu otimista em relação às ações dos EUA, dada a contínua resiliência econômica e do consumidor, apesar da incerteza política.

“Na ausência de grandes surpresas políticas e/ou geopolíticas… acreditamos que o caminho de menor resistência para novas máximas será apoiado por fundamentos fortes liderados por tecnologia/IA, uma oferta constante de estratégias sistemáticas e fluxos de investidores ativos durante as quedas (dos mercados)”, disse.

Fonte: MSN

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ANVISA, Comércio Exterior, Importação, Logística, Saúde

Importação no setor de saúde exige adaptação a novas regras e desafios 

A importação de insumos para o setor de saúde está cada vez mais condicionada ao cumprimento de normas regulatórias rigorosas e procedimentos aduaneiros específicos. Com a ampliação das exigências sanitárias, a adaptação a novos marcos legais e o aumento da fiscalização, os desafios enfrentados por empresas importadoras se intensificam. 

Entre os principais obstáculos do setor, destacam-se a necessidade de adaptação às regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a adequação ao novo cronograma de implementação da Declaração Única de Importação (DUIMP) e as dificuldades operacionais no transporte e desembaraço aduaneiro de cargas hospitalares e farmacêuticas. 

“O planejamento logístico e a conformidade documental são fatores essenciais para assegurar que os insumos cheguem ao destino final dentro dos prazos estabelecidos”, afirma Daniel Cruz, diretor comercial da Unia. Ele explica que “a importação de insumos para o setor de saúde exige um alinhamento rigoroso com as normas vigentes, garantindo que todos os produtos atendam às exigências regulatórias sem comprometer o abastecimento”. 

Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), cerca de 60% dos insumos utilizados no setor hospitalar brasileiro são importados. Isso reforça a importância de estratégias eficazes para minimizar riscos logísticos e regulatórios, sobretudo em um contexto de mudanças constantes. 

Segundo Daniel Cruz, o monitoramento contínuo das atualizações normativas, aliado à adoção de boas práticas no processo de importação, tem se mostrado uma ferramenta importante para garantir maior previsibilidade e segurança operacional às empresas do setor. 

TEXTO: DIVULGAÇÃO UNIA 

IMAGEM: DIVULGAÇÃO UNIA 

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Comércio Exterior, Informação, Inovação, Logística, Sustentabilidade

GH Solucionador Logístico: quando sustentabilidade e eficiência caminham juntas na logística 

Em um cenário cada vez mais voltado para a responsabilidade ambiental, a logística verde deixa de ser tendência e se torna uma exigência. E um exemplo concreto de como a sustentabilidade pode estar no centro das operações é a GH Solucionador Logístico, empresa catarinense que vem transformando compromissos ambientais em ações práticas — e mensuráveis. 

Com matriz localizada em Itajaí, a GH é hoje referência em logística sustentável, adotando soluções inovadoras que aliam eficiência, tecnologia e respeito ao meio ambiente. Desde o uso de energia solar até a reutilização de resíduos plásticos, a empresa mostra que é possível reduzir impactos ambientais sem comprometer a performance operacional.  

Segundo Ana Laura Heinske dos Santos, Especialista em Assuntos Regulatórios na GH, as transformações na empresa ocorreram em meio ao avanço das discussões globais sobre as mudanças climáticas e os compromissos da Agenda 2030 da ONU e do Acordo de Paris, onde a empresa identificou a necessidade de adequar sua operação aos princípios do desenvolvimento sustentável. “O aumento das exigências dos clientes em relação aos pilares ESG e o perfil consciente dos próprios sócios impulsionaram uma transformação estratégica. Esse movimento resultou na contratação de um gestor de ESG e na criação de dois programas estruturados: o GHEco, voltado para ações ambientais, e o SinerGHia, que trata das questões sociais. Ambos possuem centro de custo próprio e autonomia operacional”, explica Ana Laura.  

Matriz carbono zero e energia limpa em toda a operação 

A sede principal da GH em Itajaí já pode se orgulhar de carregar o selo carbono zero. A estrutura é abastecida majoritariamente por painéis solares, que tornam a matriz autossuficiente em energia limpa. Essa medida não só diminui a dependência de fontes fósseis, como contribui para a redução significativa das emissões de gases de efeito estufa. Essa preocupação também se estende aos equipamentos utilizados internamente. Todas as empilhadeiras GLP utilizadas na unidade foram substituídas por empilhadeiras elétricas, oferecendo uma operação mais silenciosa e de baixo impacto ambiental.   

Outro destaque entre as ações sustentáveis da GH é o sistema de reaproveitamento de água da chuva. A água coletada é reutilizada em atividades de limpeza e manutenção, reduzindo o consumo de água potável e promovendo uma gestão mais eficiente de um dos recursos naturais mais preciosos do planeta.  

Frota sustentável: menos poluentes nas estradas 

O compromisso da GH com a sustentabilidade também percorre as estradas. A frota da empresa é composta por veículos com tecnologia EURO 5 e EURO 6, que emitem menos poluentes. Além disso, parte dos caminhões é movida a GNV (gás natural veicular), o que possibilita a redução de até 23% nas emissões de CO₂. 

Outro diferencial é o uso de melhorias na aerodinâmica dos veículos, que otimizam trajetos, diminuem o tempo nas estradas e reduzem o consumo de combustível — uma combinação que beneficia tanto o meio ambiente quanto os custos operacionais. “Diversas dessas metas já foram alcançadas com êxito. O indicador de rendimento dos pneus, por exemplo, evoluiu para 74,28%, um aumento de mais de 13% em relação ao ano anterior, resultado de uma condução mais eficiente e treinamentos específicos oferecidos aos motoristas”, ressalta Ana Laura. 

Economia circular: plásticos viram brinquedos em projeto social 

Entre os projetos ESG de destaque está o “Resinas que Transformam”, uma iniciativa que reutiliza resíduos plásticos gerados na operação e os transforma em brinquedos educativos. Esses itens são doados a crianças de comunidades locais, fortalecendo a economia circular e o impacto social positivo. Além disso, a GH participa do programa Itajaí Carbono Zero, reforçando o compromisso da empresa com uma cidade mais equilibrada e ambientalmente consciente. 

Mais do que tendência: a sustentabilidade como responsabilidade empresarial 

Para a GH, sustentabilidade não é diferencial de mercado — é responsabilidade. Cada decisão estratégica é orientada para respeitar o meio ambiente, cuidar das pessoas e preservar os recursos para as próximas gerações, sem abrir mão da eficiência logística, que segue sendo prioridade.  “Apesar do progresso, a GH entende que a sustentabilidade é um compromisso contínuo. A governança da empresa trabalha com o princípio de evolução constante, com a ambição de diversificar ainda mais sua matriz energética e reduzir de forma estrutural os impactos ambientais da operação. A sustentabilidade é, hoje, parte integrante da identidade organizacional da GH Solucionador Logístico. Mais do que iniciativas, programas como o GHEco, representam um compromisso real e contínuo com a construção de um futuro mais sustentável, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e com as novas exigências de um mercado cada vez mais consciente e responsável”, finaliza Ana Laura.  

Sobre a GH Solucionador Logístico 

Com forte atuação no sul do Brasil, a GH oferece soluções completas em logística, armazenagem e transporte, com foco em inovação, performance e compromisso ambiental. A empresa disponibiliza uma página dedicada a suas iniciativas sustentáveis e projetos de ESG. 

🔗 Conheça mais sobre as práticas ambientais da GH: 

ghlogistica.com.br/esg 

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Dezesseis países retiram restrições comerciais ao Brasil relacionadas à gripe aviária

Os países haviam adotado restrições à compra de carne de aves do Brasil em razão da detecção de um foco de gripe aviária em granja comercial no RS

Dezesseis países retiraram restrições para a compra de carne de aves do Brasil, disse o Ministério da Agricultura e Pecuária em comunicado nesta terça-feira.

O anúncio ocorre após a Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) ter considerado o caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul como encerrado.

O Brasil, maior exportador global de carne de frango, também havia se autodeclarado livre da doença após registrar um período de 28 dias sem novos surtos em granjas comerciais.

“O Mapa permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, prestando, de forma ágil e transparente, todas as informações técnicas necessárias sobre o caso”, disse a pasta na nota.

“As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.”

Retiraram restrições Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã, segundo a pasta.

Fonte: InfoMoney


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Comércio Exterior, Portos, Tecnologia

Porto de Paranaguá é o 1º a receber veículos elétricos fabricados por gigante chinesa que retoma vendas no Brasil

O fabricante chinês de veículos elétricos Geely realizou seu primeiro desembarque de automóveis no Brasil após nove anos fora do país. O navio San Martin, procedente do Porto de Xangai, trouxe centenas de carros elétricos em operação realizada no Porto de Paranaguá. A marca retorna ao mercado nacional por meio de parceria com uma montadora já instalada no Brasil.

A operação foi realizada no berço 219, estrutura projetada especialmente para receber navios do tipo Ro-Ro (roll-on/roll-off), próprios para cargas rolantes — ou com rodas. O píer permite que embarcações desse tipo atraquem na posição perpendicular ao cais, diferentemente das demais, que atracam em paralelo.

“É uma honra para a Portos do Paraná ser a porta de entrada de veículos de alta tecnologia. Isso demonstra que estamos sempre preparados para atender com eficiência o mercado automobilístico”, afirmou o diretor-presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia.

Paraná em destaque na indústria automobilística

Além da importação, o Paraná também se consolida como grande fabricante e exportador de automóveis. As vendas de carros produzidos no estado para outros países cresceram 73,7% entre janeiro e maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2024. Em valores absolutos, as exportações saltaram de US$ 172 milhões para US$ 299 milhões.

Os dados, divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O crescimento está diretamente relacionado à ampliação das vendas para o mercado sul-americano, especialmente para a Argentina, que registrou um aumento de 464% nas compras de veículos paranaenses. As exportações para o país vizinho subiram de US$ 32 milhões para US$ 182 milhões. Também houve aumentos expressivos nas vendas para a Colômbia (49%), Uruguai (38%) e Chile (28%).

Fonte: Datamar News

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

China lidera queda do superávit da balança comercial, aponta ICOMEX

ICOMEX aponta que acordo EUA-China reduz tarifas, mas incertezas e riscos geopolíticos ainda impactam o comércio global

O acordo firmado em 10 de junho entre China e Estados Unidos amenizou tarifas comerciais, mas não dissipou as incertezas globais, apontam dados do Indicador de Comércio Exterior (ICOMEX), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE). As tarifas de 125% e 145% caíram para 10% e 55%, respectivamente, mas o presidente norte-americano enfatizou que se trata apenas de uma trégua. O prazo para que outros parceiros negociem acordos com os EUA termina em julho.

Além das tarifas, o cenário incluiu ameaças da China de restringir exportações de terras raras e, pelo lado norte-americano, a revogação de vistos para estudantes chineses nos EUA. A tensão aumentou com o conflito entre Israel e Irã, ampliando os riscos geopolíticos.

No caso brasileiro, preocupam as tarifas de 10% sobre importações e de 50% para produtos siderúrgicos e de alumínio. A reversão dependerá de negociações bilaterais e da pressão da indústria americana.

De acordo com o ICOMEX, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 1,2% até maio, enquanto para a China houve retração de 0,3%. A balança comercial acumulada registrou superávit de US$ 24,4 bilhões — queda significativa frente aos US$ 35,2 bilhões do mesmo período de 2024.

As exportações de commodities apresentaram retração, ao passo que as de não commodities avançaram, com destaque para automóveis. A indústria de transformação respondeu por 94% das importações brasileiras. Entre os principais itens estão fertilizantes, combustíveis e veículos.

A queda no superávit foi liderada pela redução no saldo com a China, de US$ 18,6 bilhões para US$ 8,3 bilhões. Argentina e União Europeia apresentaram saldo positivo no mesmo período.

Fonte: FGV Notícias.

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Comércio Exterior, Exportação, Importação

Comércio entre China e países de língua portuguesa movimenta quase US$ 61 bilhões em quatro meses 

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa alcançaram US$ 60,99 bilhões entre janeiro e abril de 2025. Apesar do montante expressivo, os dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam uma retração de 15,48% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

O volume de importações da China oriundas dos países de língua portuguesa totalizou US$ 34,29 bilhões — uma queda de 26,01% no comparativo anual. Já as exportações chinesas para esses países apresentaram crescimento de 3,4%, somando US$ 26,71 bilhões no mesmo período. 

Em abril, o comércio exterior entre China e esses países atingiu US$ 16,78 bilhões, o que representa uma redução de 6,5% em relação a abril de 2024. As importações chinesas somaram US$ 9,76 bilhões (queda de 14,07%), enquanto as exportações da China para esses mercados cresceram 6,55%, atingindo US$ 7,02 bilhões. 

O Brasil permanece como o principal parceiro comercial da China – entre os países de língua portuguesa, respondendo por US$ 48,61 bilhões do total movimentado no quadrimestre. Desse valor, US$ 21,51 bilhões referem-se a exportações chinesas para o Brasil, enquanto US$ 27,10 bilhões foram importações de produtos brasileiros pela China

A relação econômica entre China e países de língua portuguesa — que inclui, além do Brasil, nações como Angola, Portugal e Moçambique — segue estratégica para o fortalecimento do comércio internacional e o desenvolvimento das trocas bilaterais no contexto global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTO: Ricardo Stuckert/Presidência da República 

FONTES:  

poder360.com.br/ 

www.br-cn.com/  

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional

A grande mudança na alimentação da China para reduzir importações de soja pressiona pequenos agricultores

A iniciativa da China de reduzir o uso de farelo de soja na alimentação animal para diminuir a dependência de importações é viável, mas será cara e tecnicamente desafiadora para os pequenos agricultores, que respondem por um terço da produção de carne suína do país, segundo especialistas do setor.

Em abril, a China anunciou um plano para reduzir o teor de farelo de soja nas rações animais para 10% até 2030, abaixo dos 13% registrados em 2023, à medida que a guerra comercial contínua com os EUA aumenta a urgência de Pequim em reforçar a segurança alimentar. Em 2017, o farelo de soja representava 17,9% da alimentação animal na China, segundo o Ministério da Agricultura do país.

Se for bem-sucedida, a China poderá reduzir as importações anuais de soja em cerca de 10 milhões de toneladas métricas — o equivalente à metade dos US$ 12 bilhões em compras de soja dos EUA realizadas pelo país em 2024 — segundo cálculos da Reuters e estimativas de dois analistas, o que deve diminuir a demanda dos agricultores nos EUA e do principal fornecedor, o Brasil.

Embora os principais criadores de suínos da China já tenham reduzido o uso de farelo de soja e possam fazer cortes adicionais utilizando fontes alternativas de proteína, os pequenos produtores provavelmente enfrentarão dificuldades devido a restrições de custo e maior sensibilidade a impactos no crescimento dos animais, afirmaram agricultores, nutricionistas e analistas.

A China abriga metade dos porcos do mundo.

“Existe uma preferência habitual significativa entre os pequenos produtores por formulações tradicionais à base de farelo de soja, em grande parte devido à familiaridade, confiança e percepção de confiabilidade”, disse Matthew Nicol, analista sênior da empresa de pesquisa China Policy.

“As grandes empresas vão se adaptar rapidamente, enquanto os pequenos produtores podem ficar para trás ou até enfrentar retrocessos”, afirmou ele.

Na China, os grãos de soja são processados para produzir óleo de cozinha e farelo — um ingrediente relativamente barato e rico em proteínas, usado para engordar porcos, aves e bovinos. O farelo de soja é valorizado na alimentação animal por seu perfil ideal de aminoácidos e pela compatibilidade com grãos ricos em energia, como milho e trigo.

A China, de longe o maior importador mundial de soja, reduziu sua dependência dos suprimentos dos EUA desde o início da guerra comercial durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump. Atualmente, a China compra cerca de 20% da sua soja dos EUA, uma queda em relação aos 41% registrados em 2016, mas ainda representa quase metade das exportações americanas da oleaginosa.

REDUÇÕES NO USO DE FARELO DE SOJA

Atualmente, o uso de farelo de soja na China já é menor do que em algumas outras regiões.

As rações para suínos nos Estados Unidos contêm, em média, entre 15% e 25% de farelo de soja, estimam especialistas, já que fontes alternativas de proteína — como o subproduto da produção de etanol de milho (distillers grain) e aminoácidos sintéticos — têm substituído o farelo de soja em certos períodos, segundo Hans Stein, nutricionista de suínos da Universidade de Illinois.

No Sudeste Asiático, a inclusão média é de cerca de 25% para aves e 20% para suínos, afirmou Basilisa Reas, diretora técnica regional com sede em Manila do U.S. Soybean Export Council.

Em comparação, a maior produtora de suínos da China, a Muyuan Foods (002714.SZ), reduziu o uso de farelo de soja para 5,7% da composição da ração em 2023, ante 7,3% em 2022. Já a Wens Foodstuff (300498.SZ) relatou uma média de 7,4% de inclusão de farelo de soja em sua ração composta em 2021, de acordo com comunicados da empresa e documentos do governo.

NO ENTANTO, PEQUENOS PRODUTORES ENFRENTAM DIFICULDADES

Pequenos produtores chineses, que criam 32% dos porcos, 63% do gado de corte e 12% dos frangos de corte do país, geralmente não têm capital, conhecimento técnico ou acesso a ferramentas de formulação de ração de precisão para reduzir o uso de farelo de soja, segundo analistas e nutricionistas.

Dados da plataforma de criação de suínos Zhue.com.cn mostram que fazendas familiares chinesas normalmente utilizam entre 15% e 20% de farelo de soja nas rações.

Um criador veterano, de sobrenome Wang, que cria de 200 a 300 porcos na província de Shanxi, no norte da China, utiliza 18% de farelo de soja na alimentação das porcas matrizes e acredita que uma dieta com menos farelo de soja desaceleraria o ganho de peso e prolongaria o ciclo de produção.

“Com dietas ricas em farelo de soja, posso alimentar menos,” disse ele. “Com rações com pouco farelo, preciso alimentar mais — ou os porcos ficam muito magros.”

ALTERNATIVAS CARAS E AINDA EM DESENVOLVIMENTO

As substituições do farelo de soja geralmente envolvem uma mistura de fontes alternativas de proteína, como farelo de colza, farelo de palmiste, farelo de arroz, farinha de peixe, além de suplementos de aminoácidos sintéticos, segundo Basilisa Reas.

No anúncio de abril, o Ministério da Agricultura da China incentivou o uso de alternativas como aminoácidos sintéticos, palha fermentada, milho de alto teor proteico e proteínas não derivadas de grãos, como proteína microbiana, proteína de insetos e resíduos alimentares. A meta é alcançar mais de 10 milhões de toneladas de produção de proteína não derivada de grãos até 2030.

Desde a guerra comercial iniciada no governo Trump, a China também vem promovendo a chamada “tecnologia de ração com baixo teor de proteína”, que reduz a dependência de farelo de soja ao complementar a dieta animal com aminoácidos sintéticos, especialmente entre grandes empresas do setor.

A Muyuan, por exemplo, está colaborando com a Universidade de Westlake, em Hangzhou, em pesquisas de biologia sintética voltadas para uma produção suína “zero-soja”.

No entanto, especialistas da indústria alertam que os aminoácidos sintéticos só conseguem substituir parcialmente as proteínas naturais e não atendem totalmente às exigências digestivas dos animais.

Pequim também apoia o cultivo de milho com alto teor de proteína — cerca de 667 mil hectares já foram plantados. Essa variedade contém mais de 10% de proteína, em comparação com os 8% do milho convencional.

A proteína de inseto também está ganhando espaço: fazendas de mosca soldado negra nas províncias de Shandong e Guangdong produzem 100 mil toneladas de ração por ano, atualmente em fase de testes para alimentação de aves, suínos e aquicultura, segundo a Guide to Chinese Poultry, uma revista apoiada pelo ministério da agricultura.

Contudo, a maioria dessas alternativas ainda é mais cara ou está em estágios iniciais de desenvolvimento.

No fim de maio, o farelo de soja no leste da China custava 66 yuans (US$ 9,19) por unidade de proteína — mais barato que a lisina (um aminoácido sintético), a 79 yuans por unidade, e que a proteína de milho, a 69 yuans, segundo um trader de Xangai.

“As operações agrícolas chinesas, no fim das contas, vão priorizar a lucratividade,” disse Even Rogers Pay, analista agrícola da Trivium China.
“Enquanto o farelo de soja continuar sendo a melhor opção em termos de custo e desempenho dos animais, continuará mantendo participação no mercado.”

Fonte: Reuters

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Comércio Exterior, Informação

Receita Federal lança painel com ranking de contrabandistas do país

Ferramenta interativa detalha representações fiscais para fins penais e será atualizada mensalmente; medida reforça transparência e combate ao crime organizado.

A Receita Federal acaba de lançar um painel interativo que apresenta o ranking dos maiores contrabandistas do país, com base nas representações fiscais para fins penais decorrentes das ações de repressão e fiscalização realizadas em 2023, 2024, 2025.

A iniciativa inédita visa ampliar a transparência das atividades de combate ao contrabando e ao descaminho, oferecendo ao cidadão uma visão clara e atualizada do enfrentamento a esses crimes.

O painel reúne dados detalhados por unidade da federação, tipo de infração, setor econômico e valor estimado dos prejuízos causados aos cofres públicos .

Para acessar o painel clique aqui


Fonte: Receita Federal.gov

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