Agronegócio, Comércio Exterior

Abertura de mercado em El Salvador para carne bovina

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 392 aberturas de mercado desde o início de 2023

O governo brasileiro recebeu, com satisfação, a decisão do governo de El Salvador de aprovar o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportação de carne bovina do Brasil àquele país.

Em 2024, o Brasil exportou mais de USS 105 milhões em produtos agropecuários para El Salvador. Graças à nova abertura, o comércio bilateral deverá ampliar-se, tendo em vista que El Salvador importou mais de USD 283 milhões em carne bovina no ano passado.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 392 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior, Economia

Brasil responderá tarifaço dos EUA com lei de reciprocidade, diz Lula

Legislação libera contramedidas como suspensão de concessões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (9) que o tarifaço de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos será respondido com a Lei de Reciprocidade Econômica. Em rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do país e disse que é falsa a alegação do presidente norte americano Donald Trump de que a taxação seria aplicada em razão de déficit na balança comercial com o Brasil.

A lei brasileira sancionada em abril estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.

“Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica. A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo”, afirmou o presidente

O lei autoriza o Poder Executivo, em coordenação com o setor privado, “a adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços ou medidas de suspensão de concessões comerciais, de investimento e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual e medidas de suspensão de outras obrigações previstas em qualquer acordo comercial do país”.

O governo defende que é falsa a informação sobre o alegado déficit norte-americano. “As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos”.

Lula afirma ainda que o Brasil é um país soberano “com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”.

No documento encaminhado por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente estadunidense cita o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, para justificar o ataque ao país. Ele também citou ordens do STF emitidas contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos.

“O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”, rebateu Lula.

O presidente brasileiro abordou ainda as críticas de Trump às decisões do Supremo Tribunal Federal contra perfis em redes sociais que praticavam discurso de ódio e divulgavam fake newsO presidente afirmou que, “no contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática”.

“No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira”, escreveu.

Antes de publicar a nota, o presidente Lula coordenou uma reunião de emergência, no Palácio do Planalto, com a presença de seus principais ministros, como Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Internacionais), Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom), além do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin. O encontro terminou por volta das 20h.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

Comércio exterior: sai alfandegamento de área gigante, em Cariacica

O novo espaço para movimento de cargas internacionais pertence à GDL Logística, um dos maiores Clias (Centro Logístico Industrial Aduaneiro) do Brasil

A Receita Federal autorizou o alfandegamento em uma área de 200 mil m² da GDL Logística, na Rodovia do Contorno, em Cariacica. Trata-se de uma ampliação, em espaço, de quase 20% do que já é um dos maiores Clias (Centro Logístico Industrial Aduaneiro) do Brasil, que tem 1,16 milhão de m². Os famosos portos secos (o outro a operar na Grande Vitória é o Terca) são um fôlego importante para o complexo portuário. Neles, assim como na zona primária do porto, é possível, com o controle da Alfândega, fazer movimentação, armazenagem e despacho de mercadorias importadas ou a serem exportadas.

“A demanda aumentou muito nos últimos anos. Conseguimos uma área importante ao lado da nossa operação e o Fisco nos autorizou a ampliar a operação como recinto alfandegado. Fizemos um investimento de R$ 8 milhões na estrutura e a área já está completamente ocupada com carros e máquinas de linha amarela (equipamentos pesados utilizados por setores como construção civil, mineração e agronegócio). Parte dela está preparada para, no futuro, receber contêineres”, explicou Philippe Masse, CEO da GDL.

O executivo acredita em mais alguns anos de forte movimento de veículos importados pelo Estado (que é a maior porta de entrada de carros do Brasil). “A gente enxerga o movimento do comércio internacional crescendo como um todo no Brasil, e o Espírito Santo é um player importante. Além disso, a frota mundial de carros está passando por um processo de eletrificação, com a entrada de novos atores importantes na indústria automobilística. Algumas fábricas estão vindo para o Brasil, mas ainda haverá muita coisa vindo de fora. A transformação é grande e a demanda é alta”, assinalou Masse.

De olho na expansão portuária rumo ao Norte do Espírito Santo, o CEO da GDL afirmou que a companhia vai participar do processo de seleção para a escolha do operador do Clia que deve ser instalado na região de Aracruz. “Ainda não tem data para acontecer, mas iremos participar da seleção. Não tenha dúvida disso”.

A GDL começou a operar em 2018, a partir de um acordo entre Tegma (do Grupo Coimex) e Silotec.  

Fonte: A Gazeta

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Inovação

Setor de saúde precisa se adaptar à nova fase do Novo Processo de Importação 

Com impacto direto sobre o setor regulado, a medida exige que empresas da área da saúde adotem novos procedimentos para internalização de produtos no Brasil.

A Receita Federal e o Ministério da Fazenda vêm promovendo transformações significativas nas operações de comércio exterior por meio do Novo Processo de Importação (NPI), parte do Programa Portal Único de Comércio Exterior. 

Com impacto direto sobre o setor regulado, a medida exige que empresas da área da saúde – incluindo fabricantes e importadores de medicamentos, dispositivos médicos e insumos hospitalares – adotem novos procedimentos para internalização de produtos no Brasil. 

Entre os principais pontos do NPI estão a adoção obrigatória da Declaração Única de Importação (DUIMP), o uso do Catálogo de Produtos e a digitalização de autorizações por meio do módulo LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos). A integração com órgãos anuentes, como a Anvisa, exige maior rigor técnico e atualização constante das equipes responsáveis pelas operações aduaneiras. 

“As empresas do setor de saúde precisam alinhar sua rotina ao novo processo para evitar atrasos e penalidades. O conhecimento técnico da operação, aliado à integração com os sistemas públicos, é fundamental para garantir eficiência e conformidade”, afirma Alex Sandro Santos, coordenador de importação da Unia. 

A Unia atua com foco no setor farmacêutico, prestando assessoria logística e aduaneira para empresas que precisam se adequar às novas exigências do comércio exterior. O suporte inclui análise de conformidade, classificação fiscal e estruturação de processos alinhados às normas atuais. 

TEXTO E FOTOS: DIVULGAÇÃO UNIA 

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Comércio, Comércio Exterior

Superávit da balança comercial atinge US$ 1,3 bilhão em julho

Exportações crescem 10,6% na 1ª semana de julho

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 1,3 bilhão na primeira semana de julho, com corrente de comércio de US$ 10,5 bilhões. O resultado decorreu de exportações no valor de US$ 5,93 bilhões e importações de US$ 4,6 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

No acumulado de 2025, as exportações somam US$ 171,8 bilhões e as importações, US$ 140,4 bilhões, totalizando saldo positivo de US$ 31,39 bilhões e corrente de comércio de US$ 312,2 bilhões. A média diária da corrente de comércio na primeira semana de julho atingiu US$ 2,639 bilhões, enquanto o saldo médio diário foi de US$ 325,31 milhões.

As exportações até a primeira semana de julho apresentaram crescimento de 10,6% em relação a igual período de 2024, passando de US$ 1,34 bilhão para US$ 1,48 bilhão. Já as importações registraram alta de 14,3%, com média de US$ 1,15 bilhão, ante US$ 1,01 bilhão no ano anterior.

No acumulado do mês, as exportações de Agropecuária caíram 13,8%, totalizando US$ 1,07 bilhão. A Indústria Extrativa teve crescimento de 24,4%, alcançando US$ 1,55 bilhão, enquanto a Indústria de Transformação aumentou 15,2%, somando US$ 3,28 bilhões. O aumento nas exportações foi puxado por produtos como animais vivos (40,3%), produtos hortícolas frescos (44,4%) e café não torrado (23,4%) na Agropecuária; minério de Ferro (7%) e minérios de Cobre (203,3%) na Indústria Extrativa; e carne bovina (48,4%), aeronaves (330,5%) e ouro não monetário (164,2%) na Indústria de Transformação.

Apesar do crescimento geral, produtos como milho não moído (-76,9%), soja (-9,5%) e algodão em bruto (-56,2%) tiveram queda nas exportações dentro da Agropecuária. Na Indústria Extrativa, houve redução nas vendas de pedra, areia e cascalho (-70%) e minérios de metais preciosos (-97%). Já na Indústria de Transformação, farelos de soja (-38,6%) e produtos semiacabados de Ferro ou aço (-50,4%) registraram diminuição.

Nas importações, Agropecuária cresceu 2,9%, somando US$ 0,09 bilhão, enquanto a Indústria Extrativa recuou 6,4%, com US$ 0,23 bilhão. A Indústria de Transformação aumentou 16,6%, totalizando US$ 4,30 bilhões. O aumento das compras ocorreu principalmente em milho não moído (128,4%), soja (152,4%) e matérias vegetais em bruto (30,7%) na Agropecuária; outros minerais (5,1%) e óleos brutos (79,1%) na Indústria Extrativa; e óleos combustíveis (31,3%), medicamentos (58,6%) e fertilizantes químicos (36%) na Indústria de Transformação.

Por outro lado, produtos como pescado (-37,4%), trigo e centeio (-8,6%) e frutas frescas (-14,9%) tiveram queda nas importações no setor agropecuário. A Indústria Extrativa registrou redução em fertilizantes brutos (-76,3%) e carvão (-87,3%). A Indústria de Transformação teve queda nas compras de Cobre (-91,1%), válvulas e transistores (-18,9%) e veículos para transporte (-24,2%).

Fonte: AgroLink

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Comércio Exterior, Internacional

Preços ao consumidor na China sobem pela primeira vez em cinco meses

O índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado em relação ao ano anterior, revertendo uma queda de 0,1% em maio

Os preços ao consumidor na China subiram pela primeira vez em cinco meses em junho, enquanto a deflação ao produtor piorou, conforme a economia enfrenta incertezas sobre uma guerra comercial global e uma demanda interna fraca.

O índice de preços ao consumidor subiu 0,1% no mês passado em relação ao ano anterior, revertendo uma queda de 0,1% em maio, mostraram os dados do Escritório Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira, acima da previsão de uma pesquisa da Reuters de estabilidade dos preços.

O índice caiu 0,1% na base mensal, ante uma queda de 0,2% em maio, e em linha com as previsões dos economistas de queda de 0,1%.

Já o índice de preços ao produtor caiu 3,6% em junho ante o ano anterior, pior do que a queda de 3,3% em maio e a maior deflação desde julho de 2023.

Isso se comparou com a expectativa de uma queda de 3,2% na pesquisa da Reuters.

Fonte: InfoMoney


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Comércio Exterior, Importação

Portal Único de Comércio Exterior torna mais ágil e simples o pagamento de taxas para importação

Pagamento de taxa de fiscalização da Anvisa para a importação de itens sujeitos a licenciamento passa a ser realizado em poucos minutos

O processo de facilitação de operações brasileiras de importação no âmbito do Portal Único de Comércio Exterior avança mais uma etapa. O pagamento centralizado da Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária (TFVS), relacionada à importação de qualquer mercadoria sob anuência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), será feito somente por meio do Portal Único.

Em junho, foi concluída a migração dos pagamentos de taxas relacionadas às importações sob a responsabilidade da Anvisa. “É uma facilidade que se traduz em economia de tempo e dinheiro. O tempo médio gasto neste processo caiu de até 48 horas para cerca de 5 minutos” avalia o coordenador-geral de Facilitação do Comércio, Tiago Barbosa, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A migração seguiu um cronograma faseado, iniciado em abril, que abrangeu as petições relativas à licença de importação de alimentos; seguido por cosméticos, saneantes, padrões, mamadeiras e material biológico; medicamentos e substâncias controladas; e, por último, dispositivos médicos.

O coordenador explica que, antes, o solicitante tinha que entrar na plataforma da Anvisa, solicitar a emissão da Guia de Recolhimento da União (GRU), fazer o pagamento e aguardar o registro da quitação do boleto para que a Anvisa iniciasse a análise da licença de importação.

Agora, a operação é imediata, com o cálculo da taxa e o pagamento realizados integralmente dentro do Portal Único, por meio da conta Gov.br.  O importador, pessoa física ou jurídica, deve cadastrar previamente a conta bancária autorizada para o débito. Em média, são realizadas, por dia, quase duas mil operações.

Competitividade

De acordo com a Anvisa, essa agilidade tem impacto direto na competitividade das empresas, uma vez que cada dia de carga parada aguardando autorização pode representar um custo de 0,8% sobre o valor total da mercadoria.

Para a assessora da Gerência de Portos, Aeroportos e Fronteiras da Anvisa, Mônica Figueirêdo, o sucesso da integração ao PCEE é resultado de uma construção conjunta entre diferentes instituições. “É uma conquista coletiva que só traz benefícios para diferentes segmentos da sociedade”, avalia.

Integração e agilidade

A migração desse serviço integra um projeto mais amplo de modernização das operações brasileiras de importação por meio do Portal Único do Comércio Exterior. A transição está sendo implementada em fases, mas os avanços já são perceptíveis pelo setor privado. Com a mudança, estima-se uma redução de 9 para 5 dias no tempo médio de liberação de cargas, o que pode gerar uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para os operadores privados.

O Portal Único reduz em 99% o uso de papel, permite uso de uma mesma licença para múltiplas operações e promove a interoperabilidade na troca de certificados, além de outros benefícios. É uma iniciativa do governo federal para reduzir a burocracia, o tempo e os custos nas exportações e importações brasileiras, a fim de atender com mais eficiência às demandas do comércio exterior.

Sua implementação foi iniciada em 2014 e está sendo realizada de forma modular, em substituição ao Siscomex antigo. O programa já processa 100% das exportações brasileiras e contemplará também todas as importações ao final do processo.

Ao longo do primeiro semestre de 2025, os órgãos anuentes vêm aderindo progressivamente ao Novo Processo de Importação do Portal Único de Comércio Exterior, como parte dos esforços de modernização e integração dos procedimentos aduaneiros brasileiros.

A fim de sinalizar os avanços recentes e ajustes necessários para garantir uma transição eficiente, a Secex e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) divulgaram uma atualização no cronograma de adesão dos anuentes, publicada na seguinte notícia: https://www.gov.br/siscomex/pt-br/comunicados/alteracao-cronograma-adesao-dos-anuentes

Avanços

Entre os avanços promovidos pelo Portal Único estão: integração entre os sistemas dos órgãos públicos e privados; informações preenchidas uma única vez; fiscalização concomitante pelos órgãos anuentes e pela Receita Federal; notificações de tarefas pendentes; pagamentos de tributos federais e estaduais na mesma plataforma; declarações aduaneiras recebidas e distribuídas imediatamente para análise, sem a necessidade de se aguardar horários específicos do dia; e análise mais precisa dos dados de importação, o que melhora o gerenciamento de riscos.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio Exterior, Inovação, Logística, Terminais de Cargas

AMA Terminais é lançada oficialmente em Itajaí com foco em cargas LCL e soluções logísticas personalizadas 

Itajaí (SC) – O setor logístico brasileiro ganhou um reforço de peso na noite de quinta-feira (03), com o lançamento oficial da AMA Terminais, uma empresa especializada no atendimento e manuseio de cargas LCL (Less than Container Load), que chega ao mercado com uma proposta inovadora: aliar alta tecnologia, atendimento personalizado e visão de futuro. 

O evento de inauguração, realizado no Giardino Del Porto, reuniu empresários, parceiros estratégicos e clientes no coração de um dos maiores polos logísticos do país. A AMA Terminais está localizada dentro do Terminal Barra do Rio, um terminal portuário alfandegado, o que potencializa ainda mais sua operação e reforça a escolha estratégica do local. “É uma nova empresa que chega ao mercado já grande, com muita tecnologia, com um atendimento dedicado e personalizado, entendendo cada necessidade do cliente, entendendo como o mercado funciona e respeitando a regionalidade. Estamos trazendo algo diferenciado ao mercado, com tecnologia e know-how, olhando para o futuro”, destacou Lucas Balioli, diretor da AMA Terminais. 

Focada no segmento LCL, a AMA Terminais nasce com um diferencial que a posiciona como referência desde o primeiro dia de operação. A empresa oferece soluções logísticas sob medida, adaptadas às demandas de clientes que buscam agilidade, eficiência e integração no transporte de cargas fracionadas. “Estamos oferecendo aos clientes um nível de visibilidade tecnológica que, posso afirmar com segurança, ainda não existe no mercado catarinense. Em muito pouco tempo, conseguimos colocar essa estrutura em operação. Só temos a agradecer aos parceiros — atuais e futuros — que caminham conosco nesse processo de crescimento de ponta a ponta”, complementou Balioli. “Reunimos nossa expertise em operação com um atendimento comercial próximo, em espaços modernos e bem preparados, para atender cada cliente de forma proativa e altamente personalizada.” 

Parceria estratégica 

A parceria com o Terminal Barra do Rio, que atua há 9 anos no mercado como terminal alfandegado multipropósito, foi essencial para consolidar o projeto da AMA. Com experiência em exportação e importação, o terminal oferece infraestrutura robusta e equipe qualificada para garantir um fluxo operacional ágil e seguro. “A operação LCL vem agregar as atividades do Terminal, com a qualificação e evolução do processo. Nossa expertise está na armazenagem, desova eficiente, guarda e distribuição da carga. Todo esse trabalho se soma ao processo da AMA”, explicou Eriosmar Batista, gerente institucional e regulatório do Terminal Barra do Rio. 

A sinergia entre as duas empresas promete impulsionar o desenvolvimento logístico da região de Itajaí, com ganhos concretos para o mercado. A AMA traz inovação, enquanto o Terminal investe fortemente em infraestrutura e processos aduaneiros mais modernos, como aquisição de scanner, expansão de gates e automação de sistemas. “Quando você faz uma parceria com um parceiro estratégico que complementa o que você já faz, as chances de dar certo são muito maiores. O grupo todo fica mais forte”, avaliou Carlos Weidlich, gerente de finanças e controladoria do Terminal Barra do Rio. “Estamos focados naquilo que é nossa vocação, prestando serviços com excelência. A AMA entra para trazer esse braço especializado na comunicação e operação de cargas LCL.” 

Com estrutura moderna, foco em logística inteligente e soluções orientadas por dados e tecnologia, a AMA Terminais inicia sua trajetória com ambição e clareza de propósito: ser referência nacional em cargas fracionadas e oferecer uma nova experiência logística para empresas de todos os portes. 

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Comércio, Comércio Exterior

Corrente de comércio ultrapassa US$ 300 e bate recorde histórico para o semestre

No ano, as exportações totalizam US$ 166 bi e as importações US$ 136 bi, com saldo positivo de US$ 30,1 bi

A corrente de comércio do Brasil com o mundo ultrapassou US$ 300 bilhões no acumulado de janeiro a junho deste ano, assinalando recorde histórico para o primeiro semestre, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) nesta sexta-feira (4/7).

Foram US$ 166 bilhões em exportações no semestre e US$ 136 bi em importações, com saldo de US$ 30,1 bi e corrente de US$ 302 bilhões.

No mês de junho, as exportações alcançaram US$ 29,1 bilhões e as importações US$ 23,3 bi – saldo de US$ 5,9 bilhões e corrente de US$ 52,4 bilhões.

Em valores, as exportações cresceram 1,4% na comparação mensal e recuaram 0,7% no acumulado do ano. Esse recuo é puxado pela queda nos preços internacionais, já que, em volume exportado, houve aumento de 6,1% no mês e de 1,2% no semestre.

Em relação às importações, houve crescimento de 3,8% na comparação mensal e de 8,3% no acumulado do semestre. O resultado recorde da corrente de comércio representou crescimento de 3,2% sobre o primeiro semestre de 2024.

Durante a coletiva, a Secex também apresentou a segunda previsão anual do MDIC para o resultado da balança comercial de 2025. Ela aponta para crescimento de 1,5% nas exportações, 10,9% nas importações e 5,6% na corrente de comércio, com superávit de U$ 50,4 bilhões.

Exportações por setores

Por setores econômicos, as exportações em junho de 2025, sobre o mesmo mês de 2024, tiveram crescimento de US$ 1,55 bilhão (10,9%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,77 bilhão (10,0%) em Agropecuária e de US$ 0,41 bilhão (6,2%) em Indústria Extrativa.

No acumulado do ano, houve crescimento de US$ 3,98 bilhões (4,7%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,23 bilhão (0,6%) em Agropecuária; e queda de US$ 4,98 bilhões (11,8%) em Indústria Extrativa.

Importações por setores

Nas importações, pela comparação mensal, houve crescimento de US$ 1,12 bilhão (5,5%) em Indústria de Transformação; queda de US$ 0,01 bilhão (2,8%) em Agropecuária e de US$ 0,25 bilhão (20,9%) em Indústria Extrativa. 

No acumulado do ano, crescimento de US$ 0,34 bilhão (11,6%) em Agropecuária e de US$ 12,38 bilhões (10,9%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 2,37 bilhões (28,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Comércio Exterior

Balança comercial tem superávit de US$ 5,89 bi em junho

O resultado foi 6,9% menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior

A balança comercial registrou superávit de US$ 5,889 bilhões em junho deste ano. O número foi divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado foi 6,9% menor do que o registrado no mesmo mês do ano anterior.

As exportações somaram US$ 29,147 bilhões em junho deste ano, alta de 1,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já as importações alcançaram US$ 23,257 bilhões, alta de 3,8%.

No acumulado deste ano, o superávit alcançou US$ 30 bilhões, queda de 27,6%, sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior.

As exportações somaram US$ 165,87 bilhões de janeiro a junho deste ano, queda de 0,7%. Já as importações alcançaram US$ 135,777 bilhões, alta de 8,3%.

A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 301,647 bilhões no acumulado do ano, um crescimento de 3,2% na comparação com 2024.

O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram ao longo do ano devido ao setor automotivo.

“Nós temos observado um crescimento, ao longo do ano, da exportação para a Argentina, motivado pela recuperação do setor automotivo. O país vem aí recuperando a demanda desse setor”, disse.

De acordo com o secretário, as exportações brasileiras estão ligeiramente abaixo do acumulado do ano passado, mas muito semelhante, mesmo com a queda de preço.

“Então, o volume tem sustentado os embarques deste ano. O valor exportado esse ano é sustentado pelos volumes crescentes, já que temos observado uma redução dos preços internacionais dos bens”, ressaltou.

Déficit com os EUA

Brandão afirmou que o Brasil é totalmente “deficitário” com os Estados Unidos e que é esperado que o país mais importe do que exporte para os americanos.

Segundo ele, esse semestre “tivemos valor exportado maior para os EUA no primeiro semestre, com crescimento de 4,4%, muito impulsionado pelos principais produtos da pauta, como petróleo”.

“O Brasil exporta alimentos também para os EUA: suco de laranja, café, carne, que são produtos com baixa elasticidade. São produtos que, mesmo que tenha aumento de preço interno nos EUA, continuam sendo consumidos”, disse.

O secretário também afirmou que é necessário um estudo mais aprofundado [sobre impactos em setores que sofreram tarifas] e que a desaceleração de exportação aos EUA pode ser resultado de uma demanda menor ou aumento de preços decorrente da política tarifária.

Indústria de transformação

As exportações agropecuárias brasileiras caíram 10% em junho deste ano em relação ao mesmo mês do ano anterior. No caso da indústria extrativa, houve queda de 6,2%, enquanto na indústria de transformação houve alta de 10,9%.

Pelo lado das importações, houve queda de 2,8% nas compras agropecuárias, queda de 20,9% na indústria extrativa e alta de 5,5% na indústria de transformação.

Exportações para China

As exportações brasileiras para China, Hong Kong e Macau, principais destinos dos produtos brasileiros, subiram 2,3% em junho deste ano, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já as vendas totais para a Ásia tiveram alta de 1,2%.

Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte subiram 4,5%, enquanto para a América do Sul tiveram alta de 34,3%. Já para a Europa, foi registrada queda de 11,2% em junho.

Queda de exportações foi motivada por preços menores

Segundo Herlon Brandão, a queda das exportações brasileiras no primeiro semestre, de 0,7% no acumulado do ano, foi motivada por preços menores. Apesar disso, a previsão é que as exportações tenham um aumento de 1,5% para o ano.

Em entrevista coletiva para comentar os números da balança comercial de junho, o secretário também afirmou que no ano o Brasil deve ter uma queda de saldo de 32%. No primeiro semestre, a queda foi de 27%.

“No primeiro semestre, o Brasil teve uma queda de saldo de cerca de 27%, mas a gente está esperando uma queda de 32% no ano. Era uma queda que a gente já esperava”, disse.

Fonte: Valor Econômico


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