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BRF trabalha com safra recorde de soja do Brasil de 174 mi t, diz CFO

Globalmente, o CFO disse acreditar que a safra de grãos terá crescimento em 2025 em relação a 2024, o que é positivo para a companhia em termos de preços dos insumos da ração

A companhia de alimentos BRF, uma das maiores processadoras de frango e suínos, trabalha com projeções de safra de soja do Brasil em 2025 de 174 milhões de toneladas, que superam estimativas do mercado, disse o diretor financeiro da empresa nesta quinta-feira (27). Fábio Mariano também afirmou que a empresa “está bastante positiva” em relação ao tamanho da safra de milho do Brasil, concentrada na segunda safra, conhecida como “safrinha”, mas que representa por volta de 75% da produção brasileira do cereal.

Em teleconferência, ele não citou um número para a segunda safra, que está em processo de plantio e só será colhida em meados do ano. Globalmente, o CFO disse acreditar que a safra de grãos terá crescimento em 2025 versus 2024, o que é positivo para a companhia em termos de preços dos insumos da ração.

Ele disse que a estratégia da companhia será parecida com a de anos anteriores, “de se posicionar nos período de colheita”.

Mariano comentou que a BRF está otimista também com as safras na Argentina e nos Estados Unidos, com efeitos positivos para as compras de insumos da companhia.

Nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou que agricultores dos Estados Unidos plantarão mais acres de milho e menos de soja em 2025.

O USDA previu o plantio de milho dos EUA em 94,0 milhões de acres, acima dos 90,6 milhões em 2024, e apontou o plantio de soja em 84,0 milhões de acres, abaixo dos 87,1 milhões do ano passado. Os EUA são os maiores produtores e exportadores de milho do mundo, enquanto o Brasil é líder na produção e exportação de soja.

FONTE: CNN Brasil
BRF trabalha com safra recorde de soja do Brasil de 174 mi t, diz CFO | CNN Brasil

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Como a guerra comercial China x EUA pode afetar o agronegócio brasileiro

Especialistas avaliam que, no curto prazo, segmentos como grãos e carnes podem ser beneficiados, mas uma eventual escalada protecionista traz incerteza para o comércio global

Especialistas e representantes de segmentos do agronegócio brasileiro avaliam que a escalada na guerra comercial entre Estados Unidos e China pode beneficiar cadeias produtivas no Brasil, no curto prazo. No entanto, uma eventual escalada protecionista é motivo de preocupação, com riscos de gerar desequilíbrios no comércio agropecuário global.

O professor Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, está entre os que veem esse risco de uma escalada protecionista. Ele destaca que o momento atual é bem diferente do ambiente de guerra comercial no primeiro mandato de Trump, em 2017.

“Agora, há muito mais setores e países envolvidos. O Donald Trump ameaçou Europa, os Brics, impôs tarifas para México, Canadá e China. É uma dimensão muito mais complexa. Temos que ficar preparados para canalizar o que está acontecendo no mundo”, afirma.

Jank acrescenta que os Estados Unidos atuam no formato de “metralhadora giratória”, com ameaças a países, setores e empresas, o que ele vê como uma estratégia para mostrar força e levar a novas negociações. “O Brasil tem tarifas altas de importação. Amanhã ou depois, os Estados Unidos podem vir para cima do Brasil também.”

De outro lado, a China, em sua visão, atua de maneira mais pontual e “cirúrgica”, com reações nos segmentos de petróleo, gás e produtos agropecuários. “Quando a China aumenta a alíquota dos produtos americanos, atinge principalmente o Meio-Oeste, que apoiou muito Trump e já sofreu na primeira guerra comercial, em 2017”, avalia.

O presidente da União Nacional de Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, avalia que a situação pode causar um desequilíbrio nas relações dos Estados Unidos com outras partes do mundo, com consequências que podem ser graves para o comércio global.

“O desequilíbrio abrupto nas relações comerciais entre EUA e o resto do mundo pode desequilibrar cadeias importantes de negócios e comprometer investimentos, pela insegurança gerada nas relações internacionais”, afirmou Nolasco.

Em sua avaliação, o momento atual requer cautela. Ele avalia que o diálogo e a negociação entre os países deveriam preceder o reordenamento do comércio mundial. E ainda é cedo para avaliar as consequências para o agronegócio do Brasil.

“Em uma análise mais simples, podemos vislumbrar uma grande oportunidade para commodities, grãos, fibras e proteína animal. Ao mesmo tempo, há risco de consequências sérias ao comércio mundial. Além disso, nós temos a China como nosso maior mercado e temos relações importantes com os EUA que podem sofrer consequências”, afirma Nolasco.

Estudo do Insper Agro Global, divulgado recentemente, apontou que, na primeira gestão de Trump, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos na exportação de produtos do agronegócio para a China, com um total de US$ 36,7 bilhões. Os americanos embarcaram US$ 23,7 bilhões. Isso aconteceu graças à imposição de tarifas aos produtos americanos pela China, em retaliação às tensões comerciais entre os países.

Em relação às exportações do complexo soja para a China, o Brasil registrou US$ 31,6 bilhões em embarques em 2024, com crescimento anual médio de 17,4% desde 2000. Já os Estados Unidos exportaram US$ 12,8 bilhões, um incremento anual de 10,5%, em média, no mesmo intervalo. Das exportações brasileiras do agronegócio de 2024, 33% ou US$ 45,3 bilhões tiveram os chineses como destino.

AAssociação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa as processadoras e exportadoras de soja e derivados, informa, em nota, que segue acompanhando os desdobramentos da situação. E espera que as relações comerciais dos dois países com o Brasil se mantenham equilibradas e construtivas.

“No momento, ainda é prematuro qualquer avaliação sobre os possíveis impactos das novas medidas tarifárias anunciadas. Ressaltamos que a China e os Estados Unidos são parceiros estratégicos do Brasil no comércio de produtos do agronegócio, e acreditamos na manutenção de relações comerciais equilibradas e construtivas”, afirma.

Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados, o Brasil pode ser beneficiado pela guerra comercial entre EUA e China. “Pelo menos inicialmente o Brasil pode acabar sendo beneficiado. Porque a China falou que vai restringir a importação de soja e de frango dos Estados Unidos, áreas em que o Brasil é um grande competidor”, afirma.

Preços de grãos

No curto prazo, a guerra tarifária pode refletir em uma queda nos preços internacionais de grãos, notadamente soja, milho e trigo – referenciados na bolsa de Chicago – e algodão – com preço de referência na bolsa de Nova York. A avaliação é do sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo, que prevê um aumento de tensão entre os dois países. Uma consequência imediata é a elevação dos estoques desses produtos no território americano, nas fazendas, tradings e cerealistas.

“A menor exportação para a China pode resultar em maiores estoques internos, pressionando ainda mais os preços futuros. Com isso, espera-se uma volatilidade elevada com o mercado reagindo a novos desdobramentos políticos e possíveis negociações entre EUA e China”, explica. Se isso se confirmar, os preços de Chicago podem sofrer mais desvalorização”, acrescenta.

Para o milho, o impacto pode ser moderado, já que o país asiático não é dependente da produção norte-americana. Entretanto, isso gerará maior competição entre o milho do Brasil e da Argentina. “A China pode buscar diversificar suas compras, beneficiando os exportadores sul-americanos”, acrescenta o especialista.

No primeiro governo Trump, o país asiático também havia imposto tarifas às importações dos EUA. Atualmente, a China é o maior parceiro comercial da agricultura norte-americana. Cogo lembra que os suprimentos agrícolas dos EUA para a China caíram entre os anos comerciais de 2017/18 e 2018/19, antes de se recuperarem em 2019/2020 e 2020/2021.

“A guerra comercial entre EUA e China reduzirá a competitividade dos produtos norte-americanos em relação aos do Brasil. A China buscará obter o máximo possível do Brasil”, reforça. A China é um destino importante para os produtos agrícolas norte-americanos. Só em 2024, respondeu por 4,8% dos embarques de milho, 52,5% dos de soja e 10,9% dos de trigo, de acordo com Cogo.

A princípio, o Brasil pode ser beneficiado como principal parceiro no comércio com o país asiático, porém enfrentará desafios de concorrência com a Argentina. João Birkhan, CEO do Sim Consult, avalia que a situação deve promover, pelo menos a curto prazo, um rearranjo do mercado global de soja e milho, que pode beneficiar o produtor brasileiro. Ele destaca que os chineses terão que originar os grãos de outros países. E a primeira opção tende a ser o Brasil.

“A China não pode deixar de consumir milho e soja. Se deixar de comprar dos Estados Unidos, vai comprar da Argentina, do Paraguai, mas, principalmente, do Brasil. E o produtor brasileiro pode sair ganhando”, diz Birkhan, recomendando que o produtor faça uma programação das suas vendas de acordo com as condições do mercado.

Na visão do consultor, um movimento possível é o Brasil reduzir os embarques para outros destinos, priorizando a demanda chinesa. No entanto, é preciso que as variáveis de formação de preço proporcionem uma situação remuneradora para os produtores e exportadores.

Além das cotações na bolsa de Chicago, principais referências de preço internacional de grãos como soja e milho, o mercado leva em consideração o prêmio (chamado pelos americanos de basis), associado, geralmente, à oferta e demanda regional e às condições de logística. E como o preço é dolarizado, a taxa de câmbio também é fundamental para o resultado de quem vende o produto.

“Os Estados Unidos têm um custo logístico menor, portos mais eficientes. Mas uma situação dessas inverte a condição. Podemos até não ganhar com isso, mas, provavelmente, não vamos perder”, avalia.

De acordo com os levantamentos do Sim Consult, esses diferenciais estão positivos de US$ 0,30 a US$ 0,37 por bushel, a depender do prazo de entrega. Segundo Birkhan, os valores ainda não são “nada extraordinários” e tendem a sofrer variações à medida que os negócios com soja brasileira sejam retomadas depois do Carnaval.

“O dólar, neste momento, não tem papel tão relevante quanto o basis. Porque o consumidor terá que buscar outras origens. E deve se ajustar a partir de hoje”, diz Birkhan. “O produtor tem que pensar em dólar. Fixa o dólar, vende quando o preço em dólar estiver em alta e faz a troca por reais em momentos de alta da moeda”, recomenda.

Na avaliação do consultor, o principal fator de risco para o mercado global de grãos, com efeitos negativos mais relevantes sobre o Brasil, é a possibilidade de a China aplicar embargos contra operações de tradings americanas. O consultor lembra que várias dessas empresas são multinacionais.

“Se as empresas americanas que operam no Brasil forem embargadas, vai criar um transtorno, porque, se não puder escoar a produção, cria um problema também de logística. E é preciso saber se eventuais sanções valeriam só para compras futuras ou para os contratos já fechados”, questiona.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a indústria de frango e suínos, a guerra tarifária abre espaço para os exportadores brasileiros. Mas o presidente da entidade, Ricardo Santin, não deixa de lado a cautela. Lembra que no primeiro governo Trump o republicano acabou fazendo um acordo com a China que permitiu a normalização do comércio entre os países.

“Há oportunidade de aumento de volume de exportação, porque os importadores chineses já têm canais estabelecidos com o Brasil”, afirmou Santin. Mas o principal efeito das medidas chinesas, disse, deve ser a valorização dos preços na exportação pelas empresas brasileiras, já que as tarifas vão encarecer as carnes suína e de frango produzida nos EUA.

Hoje, a China compra mais de 150 mil toneladas de carne de frango e cerca de 200 mil toneladas de carne suína dos Estados Unidos. “A China é o segundo mercado para a carne suína brasileira, atrás das Filipinas. Se houver uma valorização, podemos redirecionar para o mercado chinês o que seria destinado às Filipinas”, exemplificou Santin.

O Brasil exportou 500 mil toneladas de carne suína à China no ano passado e cerca de 350 mil toneladas de carne de frango.

O presidente da ABPA observou ainda que outros países fornecedores podem ser favorecidos. “Países da Europa e o Canadá também são alternativas de fornecimento de carne suína à China”, diz. No caso do frango, países europeus também seriam opção de fornecimento.

Outro efeito , segundo Santin, é que os exportadores americanos podem direcionar seus produtos a outros mercados para fugir da taxação chinesa. Isso pode significar maior concorrência para as carnes suína e de frango brasileira no exterior.

Embora veja benefícios no curto prazo, Marcos Jank, do Insper, também adota uma postura cautelosa sobre as consequências dessa nova guerra comercial. “Pode gerar um benefício momentâneo para o Brasil. Não vai ser da mesma magnitude que 2017 porque a gente já cresceu muito em exportações de grãos para a China desde então. Mesmo no caso da carne bovina, os EUA já estão com problemas, até importando produto do Brasil”, observa.

Ele recomenda não cantar vitória antes do tempo. “Nos anos 1930 o mundo teve uma guerra comercial que durou anos e foi causadora da Segunda Grande Guerra. Acho que ninguém vai querer uma guerra nuclear agora”, diz.

Brasil na mira?

Em um relatório, Welber Barral apontou como risco aos exportadores brasileiros a decisão do governo dos Estados Unidos de abrir uma investigação para determinar se as importações de madeira, madeira serrada e seus derivados (como móveis e papel) representam uma ameaça à sua segurança nacional. A investigação será concluída em até 270 dias, com um relatório que será entregue ao presidente dos EUA, Donald Trump.

Barral considera que, após a investigação, há risco do país impor tarifas mais altas sobre a madeira brasileira e seus derivados, como móveis. “Isso pode dificultar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado dos EUA, um dos principais destinos de exportação para a indústria de móveis e madeira”, avalia.

Ele salienta que a imposição de tarifas ou cotas pode exigir dos exportadores brasileiros abrir novos mercados ou ajustar a estratégia de preço. “As empresas brasileiras devem se preparar para um cenário potencialmente mais complexo e buscar alternativas para garantir a continuidade das exportações e minimizar os impactos das políticas protecionistas”, pondera.

FONTE: Globo Rural
Como a guerra comercial China x EUA pode afetar o agronegócio brasileiro

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Abertura de mercado para exportação de carne de aves e suína para São Vicente e Granadinas

Com estas aberturas, o agro brasileiro consolida 331 novas oportunidades comerciais desde 2023

O governo brasileiro informa que as autoridades sanitárias de São Vicente e Granadinas aceitaram o Certificado Sanitário Internacional (CSI) proposto pelo Brasil para a exportação de carne de aves e carne suína.

A decisão reflete o elevado nível de confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro e deverá fortalecer as relações comerciais do Brasil com o país caribenho.

Em 2024, as exportações agropecuárias brasileiras para países da Comunidade do Caribe (CARICOM) somaram cerca de US$ 200 milhões, com destaque para carnes, produtos florestais, cereais, farinhas e preparações.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 31 aberturas de mercado em 2025, totalizando 331 novas oportunidades de negócios desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: MAPA/MRE
Abertura de mercado para exportação de carne de aves e suína para São Vicente e Granadinas — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Abertura de mercado para exportação de mel e produtos apícolas para Israel

Com esta abertura, o agro brasileiro consolida 329 novas oportunidades comerciais desde 2023

O governo brasileiro informa que as autoridades sanitárias de Israel aceitaram novo Certificado Sanitário Internacional (CSI) proposto pelo Brasil para a exportação de mel e produtos correlatos, como geleia real, pólen, própolis e cera de abelha.

Nos dois últimos anos, as exportações agregadas de mel e produtos apícolas do Brasil ultrapassaram US$ 196 milhões. O setor de apicultura beneficiou-se tanto da diversificação de parcerias quanto do fortalecimento de relações comerciais já existentes.

Em 2024, as exportações agropecuárias brasileiras para Israel foram da ordem de US$ 442 milhões, com destaque para carne bovina, complexo soja, cereais e café.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança sua 29ª abertura de mercado em 2025, totalizando 329 novas oportunidades de negócios desde o início de 2023.

Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: MAPA/MRE
Abertura de mercado para exportação de mel e produtos apícolas para Israel — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo pela primeira vez

Pela primeira vez, o Brasil se tornou o maior exportador de algodão do mundo. Resultado de décadas de investimentos em tecnologia no campo. É um trabalho manual e cuidadoso pra desenvolver novas variedades de algodão que vão cobrir de branco terras do Brasil. Em Trindade, Goiás, fica uma das cinco empresas de pesquisa de melhoramento genético de sementes da pluma.

“A gente busca hoje materiais ou plantas que se adaptam às diversas regiões do nosso país, que sejam altamente produtivas, que também agreguem cada vez mais em qualidade de fibra, para atender não só o mercado interno nosso, como também o mercado externo”, diz Reginaldo Roberto Luders, gerente de Melhoramento de Algodão.

No campo, a produção vem batendo recordes sucessivos, o que tornou o Brasil o maior exportador de algodão do mundo, desbancando os Estados Unidos, que por mais de vinte anos liderava o ranking.

“Na realidade, o Brasil vem se posicionando no mercado já com muitas atividades e muitas estratégias para chegar a esse momento. Começa desde a seleção da variedade, preparo o solo, o manejo desse cultivo como um todo, depois o processo de colheita, beneficiamento, tudo isso impacta para ter um bom resultado da safra”, diz Warley Palota, gerente de Marketing de Cultivo do Algodão.

A qualidade do algodão produzido no nosso país tem despertado o interesse da indústria têxtil em várias partes do mundo. A fibra brasileira é considerada muito resistente. A espessura e o comprimento dela também atendem às exigências do mercado internacional.

Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

É para ver de perto como funciona toda essa cadeia produtiva que os compradores estrangeiros estão desembarcando no Brasil.

“A qualidade do algodão, depois de ver pessoalmente, eu posso dizer que é de uma qualidade extremamente superior”, diz uma compradora de Bangladesh.

Um comprador paquistanês também se surpreendeu e disse estar “impressionado com a capacidade de plantio de algodão aqui e a quantidade de tecnologia usada”.

Cento e cinquenta países já compram o algodão brasileiro, mas a intenção é conquistar novos mercados. Para isso, a pluma é testada em laboratórios onde ganha um selo de qualidade.

“Aqui é o trabalho final, aqui a gente tá comprovando que aquele produto ele é de qualidade. O comprador, principalmente o comprador externo, ele quer ter essa certeza que essa análise tá sendo feita de forma correta e com equipamentos de última geração”, conta Rhudson Assolari, gerente do laboratório AGOPA.

Se depender de pesquisas e da disposição do agricultor, o Brasil promete seguir na liderança mundial de exportação por muitos anos.

“O algodão brasileiro tem qualidade e tem preço, então ele é bem demandado. Nos torna competitivo mundialmente”, diz o produtor rural Carlos Moresco.

FONTE: G1
Com produção recorde, Brasil se torna o maior exportador de algodão do mundo pela primeira vez | Jornal Nacional | G1

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Com dificuldades financeiras, gastos elevados e Selic a 15%, governo suspende Plano Safra

Decisão do Ministério da Fazenda afeta gravemente a produção agrícola

O governo Lula (PT), por meio do Ministério da Fazenda, determinou a suspensão de financiamentos rurais do Plano Safra 2024/2025, já a partir desta sexta-feira (21). A decisão impacta diretamente produtores rurais e bancos que operam com crédito agrícola, afetando os planos de investimentos para a safra em curso. Trocando em miúdos, o governo gastou demais e acabou o dinheiro.

O deputado Pedro Lupion (PP-R), presidente da Frente Parlamentar da Agricultura, já havia advertido para a crise na semana passada, dia 12, que o governo Lula “está perdido” e sem saída para buscar linhas de equalização para reduzir as taxas de juros do crédito rural com Selic caminhando para 15% ao ano”.

“Não há espaço fiscal, não tem dinheiro e não sabem onde vão buscar”, afirmou o deputado Pedro Lupion. Para ele, “equalizar Selic a 15% é muito caro”.

A irresponsabilidade do governo Lula pode comprometer a produção agrícola brasileira e até seu posicionamento na economia mundial, além de comprometer as exportações, os empregos, a inflação etc. Com a falta de crédito agrícola, o governo prejudica gravemente o único setor que era esperança de boas notícias para a economia brasileira.

A medida, que evidencia falta de caixa, foi comunicada por ofício do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron de Oliveira, com argumentos tecnicistas. Alegou a necessidade de “atualização das estimativas de gastos com a equalização de taxas de juros para operações rurais”.

O governo apontou um “aumento significativo das despesas”, em razão da “elevação dos índices econômicos que compõem os custos das fontes de financiamento.“ Ou seja, o próprio governo já reconhece que gastou demais, por provocando “aumento significativo das despesas”, e que a referência a “elevação dos índices econômicos” aponta em direção de taxa “Selic a 15%

“Depois de não entregar a picanha, o governo Lula tira ovo do povo brasileiro”, criticou o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP. Ele fez um apelo em vídeo, divulgado no fim da noite desta quinta-feira (20), para que o o governo honre sua vitória nas urnas em 2022. Para ele, o Brasil é um País sem rumo, desgovernado.

A suspensão se aplica a todas as novas contratações de financiamentos rurais subvencionados pelo Tesouro, exceto para as linhas de financiamento do Pronaf Custeio.

FONTE: Diário do Poder
Perdido, gastando sem parar, sem dinheiro e Selic a 15%, governo suspende Plano Safra – Diário do Poder

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Abertura de mercado para exportação de farinhas e gorduras de peixes para a Bolívia

Com esta abertura, o agro brasileiro consolida 328 novas oportunidades comerciais desde 2023

O governo brasileiro informa que as autoridades sanitárias da Bolívia aceitaram o Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil para exportação de farinhas e gorduras de peixes.

A decisão reflete o elevado nível de confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro e deverá fortalecer as relações comerciais com o vizinho sul-americano.

Em 2024, as exportações agropecuárias brasileiras para a Bolívia somaram cerca de US$ 399 milhões, com destaque para bebidas, produtos florestais e rações para animais.

Com esse anúncio, o agronegócio brasileiro alcança sua 28ª abertura de mercado em 2025, totalizando 328 novas oportunidades de negócios desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

FONTE: MAPA
Abertura de mercado para exportação de farinhas e gorduras de peixes para a Bolívia — Ministério da Agricultura e Pecuária

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Bunge e Martelli Transportes iniciam operação com biocombustível

Farelo de soja será transportado com combustível renovável, composto por 100% de óleo vegetal produzido a partir da mesma operação de processamento do grão que dá origem ao farelo.

A Bunge e a Martelli Transportes iniciaram uma operação com biocombustível B100 em 10 caminhões da transportadora no Mato Grosso. Os veículos são abastecidos com biocombustível produzido a partir de óleo de soja na fábrica de biodiesel da Bunge em Nova Mutum (MT).

Segundo a empresa, a operação é exclusiva para o transporte de farelo de soja entre a unidade de produção e o terminal TRO, em Rondonópolis (MT), e tem duração prevista de dois anos.

A iniciativa prevê o transporte mensal de aproximadamente 5 mil toneladas de farelo de soja, utilizando cerca de 50 mil litros de B100. O biocombustível é produzido a partir da mesma operação de esmagamento que gera o farelo, com soja fornecida pela Bunge dentro de critérios socioambientais estabelecidos pela empresa.

O projeto, aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), busca avaliar o rendimento, a viabilidade econômica e o impacto ambiental do combustível. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), o B100 reduz em aproximadamente 99% as emissões de CO2 em comparação ao diesel.

A Bunge tem metas de redução de emissões de gases de efeito estufa até 2030, baseadas na Science Based Targets Initiative (SBTi). Em 2023, a empresa registrou uma queda de 15,8% nas emissões de escopos 1 e 2 e de 10,6% no escopo 3 em relação a 2020. Segundo Charles Vieira, diretor sênior de Logística da Bunge, o uso de biocombustíveis na logística contribui para a redução das emissões e agrega valor ao produto transportado.

A Martelli Transportes adquiriu os 10 caminhões da Volvo, equipados com motores projetados para rodar com diferentes proporções de biodiesel, do B14 ao B100.

Fonte: Bungue
https://mundologistica.com.br/noticias/bunge-e-martelli-transportes-iniciam-operacao-com-biocombustivel?utm_campaign=newsletter_diaria__19022025&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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Agricultura e energia impulsionaram exportações

As exportações argentinas atingiram um crescimento de 19% em 2024; impulsionada principalmente pela recuperação do setor agrícola e pelo avanço da indústria de energia.

De acordo com o Relatório Trimestral sobre as Exportações Argentinas (ITEA) do Instituto Interdisciplinar de Economia Política (IIPE-UBA-CONICET); a expansão se deve em grande parte à reativação agrícola após a seca de 2023 e à produção de Vaca Muerta. No entanto, os bens diferenciados, com maior valor acrescentado, registaram apenas um ligeiro aumento de 1,9%.

A agricultura foi o principal impulsionador desse crescimento, com um aumento de 7.900 milhões de dólares nas exportações. A recuperação das lavouras de soja e milho, que haviam sofrido com a seca, permitiu uma melhora notável nos embarques. No entanto, a colheita de trigo continua a ser afetada pelas condições climáticas, limitando sua contribuição para o comércio exterior.

Por outro lado, a indústria de energia adicionou 2.400 milhões de dólares em exportações; destacando o desenvolvimento de Vaca Muerta, que permitiu um aumento nos embarques de petróleo e gás. A mineração também teve um bom desempenho; com um aumento de 39% nas exportações de ouro, graças à eliminação de taxas de exportação e ao aumento da produção.

Apesar desse crescimento, bens diferenciados, como manufaturas e produtos industriais, mal alcançaram uma recuperação marginal. Setores-chave, como produtos farmacêuticos, produtos químicos e alimentos transformados, enfrentaram dificuldades de competitividade; especialmente em mercados como Brasil e China.

Até 2025, as exportações devem crescer 4,2%, com foco contínuo no agronegócio e na energia. No entanto, fatores externos, como condições climáticas e possíveis restrições da China, podem afetar as projeções.

FONTE: Todo logística News
Agricultura e energia impulsionam exportações – TodoLOGISTICA NEWS

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Brasil fortalece parceria com o Japão e busca expansão de mercado para carnes e outros produtos agropecuários

A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao Japão, realizada entre os dias 10 e 12 de fevereiro, foi marcada por avanços para o setor agropecuário brasileiro.

Liderada pelo secretário adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Marcel Moreira, a comitiva teve como principal objetivo fortalecer os laços comerciais e avançar nas negociações bilaterais. 

Durante a visita, o secretário adjunto Marcel Moreira, acompanhado do adido agrícola do Brasil no Japão, Marco Pavarino, participou de reuniões com autoridades japonesas. No Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão (MHLW), foram discutidos temas essenciais para o setor, como a flexibilização da idade limite para o abate de bovinos e a habilitação de novas plantas frigoríficas brasileiras para exportação de carne de aves termo processadas.  

Outro encontro ocorreu com as equipes técnicas do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF), onde a comitiva brasileira tratou da abertura do mercado japonês para a carne bovina e da ampliação do acesso da carne suína. Além disso, foram debatidos outros temas, como por exemplo ajustes nos requisitos de tratamento térmico para a exportação de mangas e medidas para regionalizar o controle da Influenza Aviária.  

A missão também foi marcada por importante encontro com o Ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Taku Eto, e com Deputado Federal Arata Takebe. A reunião contou com a presença do Embaixador do Brasil no Japão, Octavio Cortes, além de representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). 

Durante o encontro, Moreira ressaltou os aspectos de sanidade, qualidade e sustentabilidade da agropecuária brasileira e a importância da parceria comercial entre Brasil e Japão, que completa 130 anos de diplomacia e comércio bilateral em 2025. Durante o encontro, os lados sinalizaram o interesse em avanços nas negociações, com o objetivo de entregas concretas durante a visita do Presidente Lula ao Japão, prevista para o final de março próximo. 

Para buscar uma aproximação com o setor privado e compreender melhor os canais de comércio no Japão, a missão incluiu ainda visitas a grandes empresas importadoras de carne e a redes de supermercados do país.  

Além do comércio, a cooperação técnica entre os dois países esteve na pauta da visita ao Japão, com destaque para o avanço na parceria para implementar ações em conjunto dentro do Projeto Nacional de Recuperação de Pastagens Degradadas (PNCPD), reforçando o compromisso bilateral com a sustentabilidade e boas práticas agropecuárias. 

Japão: um mercado estratégico para o agro brasileiro

O Japão ocupa um papel estratégico no comércio exterior do agronegócio brasileiro. Em 2023, o país importou mais de US$ 3,31 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, consolidando-se como um dos principais destinos das exportações nacionais. As carnes de aves e suína, o café e a soja estão entre os itens mais demandados pelo exigente mercado japonês, que prioriza qualidade e segurança alimentar. 

As negociações em andamento não apenas buscam ampliar esse volume de exportações, mas também diversificar a pauta comercial, abrindo caminho para novos produtos brasileiros no mercado japonês. 

Compromisso com o crescimento do agro brasileiro 

A missão ao Japão reforça o empenho do Mapa em abrir novos mercados e fortalecer as exportações agropecuárias do Brasil. Com um posicionamento estratégico e técnico, o Brasil segue consolidando sua posição como um dos maiores fornecedores globais de alimentos, combinando qualidade, segurança sanitária e sustentabilidade para atender às exigências dos mercados internacionais.

FONTE: Datamar News
Brasil fortalece parceria com o Japão e busca expansão de mercado para carnes e outros produtos agropecuários – DatamarNews

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