Internacional

Estreito de Ormuz: Otan articula ação internacional para reabrir rota estratégica

Um grupo formado por 22 países, incluindo integrantes da Otan e aliados de diferentes regiões, está se mobilizando para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, atualmente fechado pelo Irã. A informação foi divulgada pelo secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte.

Iniciativa busca garantir navegação segura

Segundo Rutte, a proposta envolve uma ação conjunta para restabelecer a livre navegação no Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas do comércio global de energia. Aproximadamente 20% do petróleo mundial passa pela região.

O bloqueio foi imposto pelo Irã em 28 de fevereiro, no contexto da escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

Planejamento militar ainda não detalhado

Embora tenha confirmado a articulação internacional, o chefe da Otan não especificou como a operação será executada. A ausência de detalhes levanta preocupações sobre o risco de ampliação do conflito, especialmente diante da possível presença de forças militares de múltiplos países na área.

Em entrevistas a emissoras norte-americanas, Rutte afirmou que os países envolvidos estão alinhados para atender ao chamado dos Estados Unidos e acelerar a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele destacou ainda que autoridades militares já trabalham de forma coordenada na elaboração da estratégia.

Países envolvidos na articulação

Apesar de não divulgar a lista completa, Rutte indicou que o grupo é composto majoritariamente por aliados da Otan. Entre os países já confirmados estão:

  • Estados Unidos
  • Reino Unido
  • França
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Austrália
  • Nova Zelândia

Tensões políticas e impacto global

A movimentação ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a países da Otan que teriam resistido ao envio de navios militares para a região. O tema intensificou atritos recentes entre Washington e a União Europeia no contexto da crise no Oriente Médio.

A situação no Estreito de Ormuz segue sendo acompanhada de perto por governos e mercados, devido ao impacto direto no fornecimento global de petróleo e na estabilidade econômica internacional.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AP

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