Logística

Pedágio na hidrovia afeta a competitividade

Aumento do pedágio na hidrovia Paraguai-Paraná preocupa o comércio paraguaio e afeta diretamente a competitividade de suas exportações

Impacto nos custos
Segundo o Centro de Armadores Fluviais e Marítimos do Paraguai (Cafym), o aumento do pedágio afeta principalmente as cargas nacionais. Uma empresa de navegação média paga entre 2 e 5 milhões de dólares, o que encarece produtos como a soja e os contêineres. Esse custo adicional é repassado ao consumidor final.

O presidente do Cafym, Bernd Gunther, alertou que a soja perde competitividade ao somar 1,50 dólar por tonelada. Esse peso extra repercute também em outros setores.

Reivindicações do setor
Gunther destacou que a medida afeta não apenas o Paraguai, mas também produtos brasileiros e bolivianos transportados pela hidrovia. Além disso, questionou o fato de que o custo não se reflete em serviços efetivos.

As entidades empresariais e os ministérios já foram informados. O setor espera que o presidente Santiago Peña trate do tema com seu homólogo argentino, Javier Milei.

Decisão unilateral
A Administração Geral de Portos (AGP) da Argentina aumentou o pedágio no trecho Santa Fe-Confluência, passando de 1,20 para 1,47 dólar por tonelada em setembro.

A Câmara Nacional de Comércio e Serviços do Paraguai (CNSP) manifestou sua preocupação. Ressaltou que a medida é unilateral, carece de justificativa técnica e contradiz acordos internacionais.

O comércio paraguaio insiste que a situação requer uma solução urgente para não perder espaço frente a competidores regionais.

Fonte: Todo Logistica News

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