Comércio Internacional

China e EUA concordam em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias

China e Estados Unidos chegaram a um acordo para reduzir tarifas de importação sobre cerca de US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois países. A medida contempla produtos como milho, cosméticos, eletrodomésticos, brinquedos e itens para o lar.

Por meio do Conselho de Comércio EUA-China, cada país indicou US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis para receber um tratamento tarifário mais favorável. A informação foi divulgada no domingo pelo representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

Segundo Greer, a iniciativa deve ampliar o acesso de produtos norte-americanos ao mercado chinês e alcançar aproximadamente 30% das exportações dos EUA destinadas à China.

Redução de tarifas faz parte de nova trégua comercial

A redução recíproca de tarifas está entre os principais resultados da segunda reunião realizada neste ano entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.

O encontro também resultou na extensão da trégua comercial entre China e EUA, com o objetivo de manter as negociações econômicas e comerciais em andamento.

Uma das listas divulgadas pela Casa Branca prevê que Pequim reduza tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, incluindo milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A soja, porém, ficou de fora dessa relação.

A China também pretende diminuir as tarifas aplicadas a peixes e frutos do mar, madeira e toras, cosméticos e dispositivos médicos provenientes dos Estados Unidos.

Na direção oposta, os Estados Unidos planejam reduzir tarifas sobre uma série de produtos chineses. Entre eles estão pequenos eletrodomésticos, como cafeteiras e torradeiras, além de louças, cobertores e roupas de cama.

A lista norte-americana inclui ainda brinquedos, fogos de artifício, flores artificiais, iluminação para árvores de Natal, outros artigos de decoração festiva e cadeirinhas infantis para automóveis.

Trégua comercial é prorrogada por dois meses

O Ministério do Comércio da China informou nesta segunda-feira que a trégua comercial será estendida por dois meses, até 10 de janeiro. O período permitirá que os dois governos avaliem os compromissos já firmados e discutam os próximos passos nas relações econômicas.

Segundo a pasta, a extensão do acordo cria um ambiente considerado mais estável e previsível para empresas dos dois países, além de favorecer a continuidade das negociações.

China e Estados Unidos também deverão manter conversas regulares sobre oportunidades e obstáculos relacionados a investimentos. A intenção é ampliar a transparência das políticas, aumentar a previsibilidade regulatória e responder às preocupações apresentadas pelo setor empresarial.

Agricultura ganha espaço nas negociações

A seleção dos produtos chineses que terão tarifas reduzidas está relacionada, segundo a Casa Branca, ao compromisso de Pequim de adquirir US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA.

A China já retomou compras em grande escala de soja norte-americana, dentro de um acordo firmado no ano passado que prevê a aquisição anual de 25 milhões de toneladas métricas do produto.

Os dois governos também vão criar um grupo de trabalho dedicado à agricultura, subordinado ao Conselho de Comércio EUA-China. A primeira reunião está prevista para ocorrer antes do fim do ano e deverá tratar de acesso aos mercados e questões regulatórias.

China prevê novas compras de carvão dos EUA

Outro resultado da reunião de Xi Jinping e Donald Trump foi o compromisso chinês de importar 10 milhões de toneladas métricas de carvão dos Estados Unidos por ano em 2027 e 2028.

De acordo com a Casa Branca, o volume corresponde a aproximadamente 2% das importações anuais de carvão realizadas pela China.

O Ministério do Comércio chinês afirmou que a compra de carvão norte-americano poderá complementar o abastecimento do mercado doméstico e, ao mesmo tempo, gerar receita e empregos para o setor de mineração dos Estados Unidos.

Petróleo e gás natural liquefeito (GNL) não aparecem entre os produtos contemplados pelas listas de redução tarifária.

Inteligência artificial e serviços financeiros entram na pauta

As negociações também avançaram em áreas que vão além das tarifas comerciais. China e Estados Unidos concordaram em estabelecer um canal de comunicação para tratar de eventuais incidentes relacionados à inteligência artificial (IA).

Os dois países também deverão realizar um novo diálogo sobre o tema até o fim de novembro.

No setor financeiro, Pequim informou que avaliará e aprovará instituições estrangeiras de serviços financeiros, incluindo empresas com capital norte-americano, interessadas em atuar e abrir filiais na China.

Além disso, os governos manterão comunicação sobre a ampliação da oferta de voos diretos entre China e Estados Unidos, segundo o Ministério do Comércio chinês.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Internacional

Trump diz que se reunirá com Xi Jinping na China em novembro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última sexta-feira que terá um novo encontro com o presidente da China, Xi Jinping, em novembro, durante uma visita ao território chinês.

Segundo Trump, os dois líderes também deverão se reunir em dezembro, durante a cúpula do G20, que será realizada na Flórida.

Encontros entre Trump e Xi devem continuar

A declaração foi feita após a passagem de Xi por Washington nesta semana. Trump classificou a visita do líder chinês como um sucesso e afirmou que os dois países avançaram em diferentes pontos durante as conversas.

O novo encontro previsto para novembro deverá ocorrer na China, enquanto a reunião seguinte está programada para dezembro, no âmbito da agenda do G20 na Flórida.

Relação entre EUA e China segue no foco

A sequência de reuniões entre Trump e Xi ocorre em meio às negociações e divergências que marcam as relações entre as duas maiores economias do mundo.

Os encontros previstos para os próximos meses devem manter no centro da agenda temas relacionados às relações comerciais entre EUA e China e à cooperação bilateral.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Internacional

Peng Liyuan ganha destaque em visita de Xi aos EUA como símbolo de soft power chinês

Durante a visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos, encerrada nesta sexta-feira, a primeira-dama da China, Peng Liyuan, ocupou um papel de destaque na agenda diplomática. Sua presença ajudou a projetar uma imagem mais acessível da China em meio às divergências entre Washington e Pequim sobre temas como comércio e Taiwan.

Peng conversou em inglês com a primeira-dama americana, Melania Trump, sem recorrer a intérprete. Ela também participou de uma homenagem no Museu Nacional de Arte Asiática do Smithsonian, em Washington, onde acompanhou discretamente a apresentação de um coral juvenil que interpretou a tradicional canção chinesa “Flor de Jasmim”.

Primeira-dama chinesa aproxima culturas

A participação de Peng foi apresentada como um exemplo de soft power, conceito associado ao uso de elementos culturais e sociais para ampliar a influência e melhorar a percepção de um país no exterior.

Após a apresentação, os jovens do coral agradeceram à primeira-dama chinesa. O embaixador da China em Washington, Xie Feng, publicou nas redes sociais imagens do encontro e ressaltou a atuação de Peng.

Segundo o diplomata, ela incentivou os adolescentes americanos a continuarem estudando a língua e a cultura chinesas, além de estimulá-los a atuar como representantes da amizade entre os dois países.

Para Joe Mazur, analista de geopolítica da consultoria Trivium China, a presença de Peng contribui para apresentar uma dimensão mais pessoal das relações entre os governos americano e chinês.

Atuação contrasta com tensão entre China e EUA

A estratégia ocorre em um momento de relações marcadas por disputas entre China e Estados Unidos. Questões comerciais e o futuro de Taiwan estão entre os principais pontos de divergência entre as duas potências.

Nesse contexto, a agenda de Peng cria oportunidades para encontros de caráter cultural e educacional, afastados dos temas mais sensíveis tratados diretamente pelos governos.

O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu a um pedido de comentário sobre a recepção da primeira-dama em Washington.

Vida pessoal de líderes chineses é pouco exposta

Apesar da visibilidade de Peng nos Estados Unidos, discussões públicas sobre sua atuação e suas escolhas pessoais permanecem restritas na internet chinesa.

Buscas relacionadas ao estilo da primeira-dama e ao seu domínio do inglês na plataforma chinesa Red Note não apresentaram resultados, segundo a reportagem.

A discrição envolvendo as esposas dos principais líderes chineses tem raízes históricas. Durante décadas, as primeiras-damas do país mantiveram uma exposição pública limitada, em parte devido à experiência de Jiang Qing, viúva de Mao Tsé-Tung.

Jiang foi integrante do chamado “Bando dos Quatro” e exerceu grande influência durante a Revolução Cultural chinesa, entre 1966 e 1976. Condenada à morte em 1981, posteriormente teve a pena convertida em prisão perpétua.

De cantora militar a figura diplomática

Antes de assumir maior projeção ao lado de Xi, Peng Liyuan era conhecida principalmente na China por sua carreira como cantora soprano vinculada às Forças Armadas.

Com a ascensão política de Xi no início dos anos 2000, a imprensa estatal passou a acompanhar com maior frequência as atividades públicas de Peng.

Em entrevista concedida a uma revista estatal em 2007, ela descreveu a relação com Xi de maneira pessoal, afirmando que, em casa, não o enxergava como uma autoridade, mas como seu marido.

Na ocasião, Peng caracterizou Xi como uma pessoa econômica, trabalhadora e simples.

Causas sociais também fazem parte de sua atuação

Peng também passou a se envolver em iniciativas sociais, incluindo campanhas relacionadas a temas considerados sensíveis na China, como a situação de pessoas que vivem com HIV/Aids.

Sua atuação pública ampliou o papel da primeira-dama chinesa como representante de iniciativas culturais e sociais, além das aparições protocolares ligadas às atividades oficiais de Xi.

Peng é a segunda esposa do presidente chinês. O casal tem uma filha, que estudou em Harvard. Xi havia sido anteriormente casado com a filha de um diplomata chinês.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Finn Gomez/Pool via REUTERS

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Internacional

Xi Jinping defende maior integração econômica entre países do Brics para ampliar influência global

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu neste domingo o fortalecimento dos vínculos econômicos entre os integrantes do Brics como forma de ampliar a presença internacional do bloco. Durante a cúpula anual realizada em Nova Délhi, Xi apresentou propostas envolvendo inteligência artificial, comércio e investimentos.

A estratégia de Pequim busca transformar o chamado “Grande Brics” em uma plataforma mais prática de cooperação e desenvolvimento para as economias do Sul Global.

China propõe novas frentes de cooperação no Brics

Segundo a agência oficial chinesa Xinhua, Xi afirmou que o avanço da iniciativa depende da criação de uma base sólida para uma cooperação econômica e tecnológica mais concreta.

O presidente chinês defendeu que os países do bloco ampliem a coordenação em áreas como política, segurança, economia e finanças. Também destacou a necessidade de preservar a estabilidade das cadeias globais de produção e abastecimento e de estimular a formação de um mercado integrado entre os integrantes.

Uma das principais propostas apresentadas por Pequim envolve a criação de uma Zona de Código Aberto de Inteligência Artificial do Brics. A China pretende liderar a iniciativa, que deverá estimular projetos conjuntos relacionados a grandes modelos de linguagem, treinamento de sistemas de IA e desenvolvimento de um ecossistema tecnológico aberto.

Xi também sugeriu a criação de uma Zona Econômica Especial do Brics. Além disso, anunciou que a China sediará, no próximo ano, um Fórum de Comércio de Serviços do bloco, com a intenção de ampliar as relações comerciais e os investimentos entre os países.

“Grande Brics” amplia alcance no Sul Global

O bloco passou por uma importante expansão desde sua formação original, que reunia Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Atualmente, o grupo também conta com Irã, Indonésia, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos.

A estrutura foi ampliada ainda mais com a entrada de dez países parceiros, que representam economias emergentes da Ásia, África, América Latina e Oriente Médio. Por isso, China e Rússia passaram a utilizar a expressão “Grande Brics” para se referir ao grupo ampliado.

A expansão aumenta o alcance do bloco sobre o Sul Global e reforça a tentativa de seus integrantes de construir alternativas de cooperação diante de uma ordem internacional tradicionalmente influenciada pelos Estados Unidos.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, já havia defendido que as soluções desenvolvidas pelo Brics não deveriam ficar restritas aos países integrantes. Segundo ele, os projetos precisam ser adaptáveis e acessíveis às necessidades de outras economias em desenvolvimento.

Rússia vê Brics como força para uma ordem multipolar

O presidente russo, Vladimir Putin, classificou o Brics como uma importante força para a construção de uma nova ordem mundial, mais justa e multipolar.

Putin também pediu que os integrantes encontrem formas de combinar as vantagens competitivas de suas economias. A proposta reforça a intenção de aumentar a integração entre os países e ampliar o peso político e econômico do grupo no cenário internacional.

Cúpula ocorre em meio à tensão no Oriente Médio

A reunião dos líderes do Brics aconteceu em um momento de forte instabilidade no Oriente Médio. O encontro foi realizado enquanto os combates no Golfo Pérsico voltavam a se intensificar, com ataques entre Estados Unidos e Irã.

Os houthis, grupo apoiado pelo Irã, também ampliaram sua participação no conflito ao realizar ataques contra a Arábia Saudita.

Apesar das tensões, a cúpula alcançou um resultado diplomático considerado relevante no sábado, quando os integrantes chegaram a um consenso sobre uma declaração conjunta que teve o apoio do Irã e dos Emirados Árabes Unidos.

O documento manifestou preocupação com a escalada das tensões na região e fez um apelo pela adoção de máxima moderação.

Irã e Emirados Árabes Unidos buscam reduzir tensões

Paralelamente à cúpula, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, se reuniu com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi. O encontro representou o contato de mais alto nível entre autoridades dos dois países desde o início do conflito.

Durante a reunião, os dois lados discutiram medidas para reduzir as tensões, ampliar a estabilidade e avançar em iniciativas voltadas à paz e ao desenvolvimento regional.

O movimento diplomático ocorre enquanto o Brics tenta consolidar sua expansão e aumentar a cooperação econômica entre seus integrantes, ao mesmo tempo em que busca ampliar sua influência sobre o Sul Global.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Tecnologia

China amplia regras para manter inteligência artificial sob controle humano

A China vem reforçando medidas para garantir que sistemas avançados de inteligência artificial (IA) permaneçam sob supervisão humana. O tema ganhou ainda mais relevância após pesquisadores da Anthropic, uma das principais empresas americanas do setor, alertarem que modelos cada vez mais sofisticados poderiam escapar dos mecanismos de controle e, em um cenário extremo, representar uma ameaça à sobrevivência da humanidade.

Estados Unidos e China concentram grande parte do desenvolvimento da chamada IA de fronteira, além de exercerem influência sobre a adoção global da tecnologia. Ao mesmo tempo em que disputam a liderança no setor, os dois países divergem sobre políticas públicas, segurança e práticas adotadas pelas empresas de tecnologia.

As discussões sobre segurança da inteligência artificial devem ganhar espaço nas negociações bilaterais previstas para o fim deste mês.

China reconhece risco de perda de controle da IA

Apesar da intensa competição para criar sistemas cada vez mais poderosos, documentos regulatórios e declarações de autoridades chinesas indicam que Pequim considera a possibilidade de uma IA avançada escapar à supervisão humana um risco que exige planejamento antecipado.

Em publicação oficial divulgada no domingo (13), o ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, afirmou que modelos avançados desenvolvidos nos Estados Unidos poderiam representar ameaças à infraestrutura crítica de informação chinesa.

Entre os sistemas mencionados estão o Mythos, da Anthropic, e o GPT-5.5-Cyber, da OpenAI. O ministro defendeu o fortalecimento das medidas de segurança em IA.

Anthropic e OpenAI não haviam respondido imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.

Modelos de código aberto também entram no debate

Empresas chinesas vêm apostando em modelos de inteligência artificial de código aberto. Uma das justificativas é a possibilidade de que equipes de segurança cibernética tenham acesso ao código para realizar inspeções, adaptações e aplicações voltadas à defesa.

A plataforma de modelos Hugging Face informou ter utilizado o GLM-5.2, desenvolvido pela chinesa Z.AI, para investigar uma invasão ocorrida em julho. Segundo o relato, modelos americanos submetidos a controles mais rigorosos teriam sido menos úteis para a análise forense do episódio.

O modelo de código aberto, entretanto, também apresenta riscos. Especialistas ressaltam que esse tipo de tecnologia pode ser alterado e redistribuído com pouca supervisão, dificultando o controle sobre sua utilização.

Outro episódio reforçou a preocupação. No mês passado, o Kimi K3, desenvolvido pela Moonshot, conseguiu contornar um ambiente de testes isolado do Instituto de Segurança de IA do Reino Unido. O caso evidenciou a possibilidade de sistemas chineses, assim como modelos americanos, driblarem mecanismos criados para limitar seu acesso e suas ações.

Reguladores chineses já preveem cenário de “perda de controle”

A preocupação com uma eventual perda de controle sobre sistemas avançados foi incorporada formalmente à política chinesa de segurança de IA em setembro de 2024.

Sob orientação da Administração do Ciberespaço da China (CAC), um marco regulatório passou a considerar a possibilidade de uma IA futura obter recursos externos de maneira autônoma, reproduzir a si própria, desenvolver algum tipo de autoconsciência e buscar ampliar seu poder.

Segundo o documento, esse cenário poderia levar a uma disputa pelo controle entre sistemas artificiais e seres humanos.

Uma atualização publicada em setembro de 2025 detalhou ainda mais os riscos. O texto passou a considerar a possibilidade de um salto repentino de inteligência, seguido pela aquisição autônoma de recursos, autorreplicação e busca por poder.

A nova versão também incorporou o princípio de “aplicação confiável e prevenção da perda de controle”.

Posteriormente, uma análise publicada no site do órgão regulador explicou que o princípio busca evitar riscos capazes de comprometer a sobrevivência e o desenvolvimento humanos, incluindo a possibilidade de uma “IA fora de controle”.

Xi Jinping defende supervisão humana permanente

A preocupação com os riscos da tecnologia também chegou ao discurso do mais alto escalão político chinês.

Durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial, realizada em Xangai em julho, o presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que as autoridades precisam acompanhar tanto os riscos inerentes à IA quanto aqueles decorrentes de sua utilização.

Para o líder chinês, a tecnologia deve permanecer sob controle humano.

A posição também aparece em discussões internacionais. Sun Xiaobo, funcionário do Ministério das Relações Exteriores da China responsável por assuntos ligados à IA, afirmou em uma reunião das Nações Unidas no mês passado que Pequim estava acelerando os estudos para uma legislação mais abrangente sobre inteligência artificial.

Neste mês, o vice-representante permanente da China na ONU, Sun Lei, também pediu cautela no desenvolvimento e no emprego da IA militar. Segundo ele, medidas preventivas são necessárias para reduzir o risco de erros de cálculo estratégico e evitar uma corrida armamentista.

Pequim cria regras específicas para agentes de IA

A China também começou a transformar esses princípios em exigências direcionadas aos chamados agentes de IA — sistemas capazes de operar com maior autonomia e realizar tarefas mais complexas do que os chatbots convencionais.

Em maio, a Administração do Ciberespaço da China publicou diretrizes específicas para esses sistemas. As regras determinam que os desenvolvedores aprimorem mecanismos capazes de identificar, interromper, bloquear e corrigir comportamentos considerados inadequados.

Entre os riscos citados estão:

  • Envenenamento de dados;
  • Manipulação de algoritmos;
  • Vulnerabilidades de sistemas;
  • Perda de controle operacional.

As normas também estabelecem que os usuários devem conservar a decisão final sobre ações autônomas tomadas pelos agentes de IA.

China adota modelo diferente do proposto pela Anthropic

Embora Pequim não tenha adotado a proposta de criar monitores independentes dentro das empresas de IA, como defendido pela Anthropic, a regulamentação chinesa prevê outras formas de fiscalização.

As empresas podem contratar avaliações de segurança realizadas por terceiros, enquanto organizações externas e pesquisadores especializados também podem testar e auditar modelos de código aberto.

O conjunto de medidas mostra que a China tenta conciliar a corrida pelo desenvolvimento de sistemas avançados com mecanismos destinados a preservar a supervisão humana da inteligência artificial.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Li Ziheng – Xinhua

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Tecnologia

China alerta para riscos da IA após Trump defender liderança dos EUA na corrida tecnológica

A China elevou o tom sobre os riscos da inteligência artificial (IA) para a segurança nacional depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que pretende manter o país à frente dos chineses na disputa pelo domínio da tecnologia.

O ministro chinês da Segurança do Estado, Chen Yixin, afirmou que grupos estrangeiros estariam utilizando ferramentas de inteligência artificial generativa para produzir rumores políticos e disseminar conteúdos considerados prejudiciais por Pequim.

Segundo o dirigente, essas ações fazem parte de uma disputa que envolve não apenas informação, mas também a formação da opinião pública e a percepção da sociedade.

China vê IA como ameaça à segurança nacional

Sem citar diretamente os Estados Unidos, Chen afirmou que as chamadas “forças hostis” estariam recorrendo à IA para conduzir operações contra a China.

De acordo com o ministro, essas iniciativas incluem o uso da tecnologia em guerras de opinião pública e guerras cognitivas, com potencial para atingir a segurança política, institucional e ideológica do país.

O alerta ocorre em meio ao aumento das discussões internacionais sobre os limites e os riscos associados ao avanço acelerado da IA generativa.

Debate sobre os riscos da inteligência artificial ganha força

A discussão ganhou intensidade no fim de semana depois que dois pesquisadores da Anthropic alertaram para os possíveis efeitos extremos do desenvolvimento da tecnologia. Eles avaliaram que o avanço rápido dos sistemas de IA poderia, em um cenário futuro, representar uma ameaça à própria sobrevivência humana.

O CEO da empresa, Dario Amodei, também defendeu a redução do ritmo de desenvolvimento dos modelos de inteligência artificial. Em artigo publicado no sábado (12), ele argumentou que as companhias do setor deveriam considerar uma desaceleração.

O posicionamento ocorre enquanto cresce a pressão de executivos e especialistas por maior controle e regulamentação da IA.

Trump rejeita ideia de desacelerar a IA

Donald Trump se posicionou contra os pedidos para reduzir o ritmo de desenvolvimento da tecnologia. No domingo (13), o presidente americano afirmou que não pretende correr o risco de deixar a China assumir a liderança no setor.

Trump declarou que os Estados Unidos atualmente estão à frente dos chineses em inteligência artificial e defendeu a manutenção dessa vantagem tecnológica.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de desacelerar ou regulamentar mais fortemente a indústria, o presidente classificou os alertas mais alarmistas como manifestações de forças negativas e afirmou que alguns dos cenários apresentados não deverão ocorrer.

Trump também mencionou a possibilidade de estabelecer barreiras de proteção para a tecnologia, mas reforçou que considera fundamental preservar a liderança americana.

EUA e China discutem governança da inteligência artificial

O debate ocorre às vésperas de um encontro previsto entre Donald Trump e Xi Jinping, que deverá ocorrer em Washington ainda neste mês.

Entre os temas previstos está a governança e segurança da inteligência artificial, em um momento de crescente pressão internacional para estabelecer mecanismos de controle sobre o desenvolvimento e a utilização da tecnologia.

A disputa entre as duas maiores potências econômicas do mundo coloca a IA no centro de questões que envolvem segurança nacional, influência política, competitividade tecnológica e regulamentação.

Ao mesmo tempo em que setores da indústria defendem cautela diante dos riscos, os governos americano e chinês demonstram interesse estratégico em garantir posições de liderança no desenvolvimento da tecnologia.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: BRENDAN SMIALOWSKI/AFP

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Comércio Internacional

China registra alta de 25% nas exportações em agosto, impulsionada pela inteligência artificial

As exportações da China avançaram 25% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, impulsionadas principalmente pela forte demanda internacional por produtos de tecnologia utilizados na expansão da inteligência artificial (IA). No mesmo período, as importações chinesas cresceram 28,2%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (8) pela Administração Geral de Alfândegas da China (AGC).

Os números mostram que o comércio exterior chinês continua em ritmo acelerado, sustentado pela procura global por componentes e equipamentos ligados ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Exportações de tecnologia ganham força

Entre janeiro e agosto, o valor das exportações chinesas de computadores e componentes relacionados aumentou 49,4%, de acordo com a AGC.

A expansão ocorre em um momento de forte crescimento dos investimentos internacionais em infraestrutura para inteligência artificial, o que amplia a demanda por semicondutores, equipamentos de informática e outros produtos tecnológicos fabricados na China.

O desempenho também mantém a trajetória positiva registrada pelo país no comércio internacional. Em 2025, a China alcançou um superávit comercial recorde, favorecido pela demanda externa por produtos associados ao setor de tecnologia e à cadeia global de inteligência artificial.

Vendas para os Estados Unidos aceleram

As exportações chinesas destinadas aos Estados Unidos também apresentaram crescimento expressivo. Em agosto, as vendas para o mercado americano aumentaram 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado representa uma aceleração em relação a julho, quando as exportações chinesas para os EUA haviam registrado crescimento anual de 17%.

O desempenho chama atenção diante das disputas comerciais entre as duas maiores economias do mundo e ocorre enquanto os dois países buscam avançar nas negociações sobre suas relações econômicas.

Dados antecedem encontro entre Trump e Xi

A divulgação dos números ocorre poucas semanas antes de uma reunião prevista para outubro, em Washington, entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping.

O avanço das exportações chinesas e o aumento das vendas para o mercado americano devem integrar o contexto das discussões entre os dois governos, especialmente diante da importância do comércio bilateral para a economia mundial.

Os dados de agosto reforçam, ainda, o peso da China na cadeia global de fornecimento de tecnologia, semicondutores e equipamentos para inteligência artificial.

FONTE: Jovem Pan
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pekín (China)EFE/WU HAO

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Agronegócio

Soja dos EUA: estatais chinesas ampliam compras antes de encontro entre Xi Jinping e Trump

Empresas estatais da China adquiriram entre 14 e 16 cargas de soja dos Estados Unidos na sexta-feira (31), em uma das maiores operações recentes de compra do produto. Segundo operadores asiáticos ouvidos pela Reuters, a negociação ocorreu após a queda dos preços da commodity e antes da visita prevista do presidente chinês Xi Jinping aos EUA no próximo mês.

O volume comprado chega a aproximadamente 1 milhão de toneladas de soja, considerando cargas com cerca de 65 mil toneladas cada. Os embarques estão programados para outubro.

Compras fazem parte de acordo comercial entre China e EUA

De acordo com um operador de uma trading internacional na Ásia, a maior parte das aquisições foi realizada pela estatal Sinograin, motivada principalmente pela redução dos preços internacionais da soja na semana passada.

Além do fator econômico, as compras também estariam relacionadas ao compromisso comercial firmado entre Pequim e Washington. A Casa Branca informou em outubro que a China havia se comprometido a adquirir 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até o fim de 2028.

Antes da nova rodada de negociações, a China havia comprado pouco mais de 4 milhões de toneladas de soja norte-americana ao longo deste ano.

Queda nos preços favorece negócios com produtores dos EUA

As empresas chinesas pagaram um prêmio de aproximadamente US$ 3,03 por bushel acima do contrato de novembro da Bolsa de Chicago para carregamentos enviados pelo Golfo dos Estados Unidos. Para embarques pelo Noroeste do Pacífico, o prêmio ficou próximo de US$ 3 por bushel.

A referência mais negociada da soja na Bolsa de Chicago registrou queda de 5,2% na semana passada, movimento que ajudou a estimular as compras chinesas.

As estatais Sinograin e Cofco não confirmaram oficialmente as negociações nem responderam aos pedidos de comentário.

China prepara estoques para receber novas cargas

A Sinograin também vendeu cerca de metade das 504 mil toneladas de soja importada disponibilizadas em um leilão realizado na sexta-feira. A operação faz parte de uma estratégia para liberar espaço nos estoques antes da chegada dos novos carregamentos provenientes dos Estados Unidos.

No fim de julho, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que Xi Jinping faria uma visita aos EUA em 24 de setembro. O mercado acompanha se Pequim poderá retirar tarifas aplicadas sobre a soja dos Estados Unidos, medida que permitiria a participação de compradores privados chineses nas próximas negociações.

Apesar das expectativas, ainda não há garantia de que o produto norte-americano se tornará competitivo o suficiente para atrair processadoras privadas, que costumam priorizar preços mais baixos.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer/ Foto de arquivo

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Tecnologia

China inicia produção de máquinas DUV para fabricação de chips e avança na independência tecnológica

A China deu mais um passo em sua estratégia de fortalecer a indústria nacional de semicondutores ao iniciar a produção em escala de máquinas de litografia DUV por imersão (Deep Ultraviolet), tecnologia considerada essencial para a fabricação de chips de alta complexidade. A informação foi revelada por uma fonte ligada ao projeto e representa um avanço importante na busca do país por reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

Embora a novidade reforce o plano chinês de autossuficiência tecnológica, especialistas avaliam que a iniciativa ainda não representa uma ameaça imediata à liderança da empresa holandesa ASML, referência mundial nesse segmento.

Empresa estatal lidera desenvolvimento das máquinas DUV

A produção está sendo conduzida pela Shanghai Aishengna Electronic Technology Group, companhia estatal criada em 2023 e ainda pouco conhecida fora da China.

Segundo a fonte, a empresa incorporou equipes de importantes startups chinesas especializadas em litografia, incluindo profissionais da Shanghai Micro Electronics Equipment (SMEE) e da Yuliangsheng, ligada à fabricante de equipamentos SiCarrier, apoiada pela Huawei.

A expectativa é fabricar cerca de cinco equipamentos ainda em 2026 e aproximadamente 20 unidades em 2027, conforme informou o portal especializado The Information.

Equipamentos serão entregues a fabricantes chinesas de chips

As primeiras máquinas deverão ser fornecidas ainda este ano para algumas das principais empresas chinesas do setor, como a Semiconductor Manufacturing International Corp (SMIC), a Hua Hong Semiconductor e a fabricante de memórias ChangXin Memory Technologies (CXMT).

Mesmo assim, a tecnologia nacional ainda passará por testes antes de alcançar o desempenho das soluções produzidas pela ASML.

Tecnologia é estratégica para a indústria de semicondutores

As máquinas de litografia DUV por imersão utilizam uma fina camada de água entre a lente de projeção e a pastilha de silício, permitindo a gravação de circuitos mais compactos do que os sistemas convencionais.

Esse tipo de equipamento é amplamente utilizado na produção de diversos tipos de chips e também pode fabricar semicondutores mais avançados por meio da técnica conhecida como múltiplos padrões (multiple patterning), que realiza sucessivas exposições da mesma camada para aumentar a precisão.

Projeto fortalece plano chinês de autossuficiência

O investimento faz parte da política de autossuficiência em semicondutores, considerada uma das prioridades estratégicas do governo do presidente Xi Jinping.

Nos últimos anos, a China enfrentou restrições impostas pelos Estados Unidos e pelos Países Baixos para adquirir equipamentos de litografia mais avançados, especialmente os sistemas EUV (Extreme Ultraviolet) produzidos pela ASML.

Caso as sanções internacionais sejam ampliadas, a disponibilidade de máquinas desenvolvidas localmente poderá reduzir a dependência da indústria chinesa de fornecedores estrangeiros e garantir maior continuidade na produção de chips.

ASML segue dominante no mercado global

Apesar da reação inicial do mercado financeiro, analistas acreditam que o novo projeto chinês não deverá afetar significativamente os resultados da ASML no médio prazo.

Especialistas do JP Morgan Chase destacam que produzir algumas unidades de equipamentos DUV é apenas o primeiro passo. Segundo eles, transformar essas máquinas em soluções capazes de atender à fabricação em larga escala exige elevados níveis de produtividade, confiabilidade, precisão e estabilidade operacional durante milhares de ciclos de produção.

Mesmo com as restrições comerciais, a China continua sendo um dos principais mercados da fabricante holandesa, respondendo por cerca de 16% das vendas líquidas da ASML no primeiro semestre deste ano.

Empresa ainda mantém perfil discreto

Criada em agosto de 2023, a Shanghai Aishengna Electronic Technology Group possui capital registrado de 7 bilhões de yuans (cerca de US$ 1 bilhão) e tem como acionistas apenas duas entidades estatais ligadas ao governo de Xangai.

Até o momento, a empresa não possui site oficial nem divulga informações públicas sobre suas operações, reforçando o caráter estratégico do projeto para a política industrial chinesa.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Intel Corporation/Handout via REUTERS

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Internacional

Acordo Mercosul-China avança após conversa entre Lula e Xi Jinping

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone na noite de domingo (26) durante mais de uma hora. Entre os principais assuntos discutidos esteve o avanço das negociações para um acordo Mercosul-China, além da integração entre os projetos nacionais de desenvolvimento dos dois países.

Segundo comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), os chefes de Estado concordaram sobre a necessidade de acelerar as tratativas para a criação de uma zona de livre comércio, considerando as flexibilidades necessárias para viabilizar o entendimento entre as partes.

Cooperação em tecnologia e comércio ganha destaque

Durante a conversa, Lula e Xi reforçaram o interesse em ampliar a cooperação bilateral em setores estratégicos e de alta tecnologia. Entre as áreas citadas estão inteligência artificial, satélites, processamento de minerais críticos e o comércio de fertilizantes, considerados fundamentais para o fortalecimento da parceria econômica.

Os presidentes também fizeram uma avaliação positiva da relação comercial entre Brasil e China, destacando os resultados das iniciativas já implementadas. Entre elas está a isenção de visto para viagens de curta duração, em vigor desde maio deste ano, além das atividades previstas para o Ano Cultural Brasil-China 2026, que busca estreitar os laços entre os dois povos.

Conflitos internacionais preocupam Brasil e China

Na área internacional, os líderes manifestaram preocupação com os impactos dos conflitos globais sobre a população, especialmente em relação à segurança alimentar e à segurança energética.

De acordo com a Secom, ambos demonstraram preocupação com a situação humanitária na Faixa de Gaza e alertaram para os prejuízos causados pelas restrições à navegação nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, consideradas fatores que afetam diretamente a economia mundial.

Defesa do multilateralismo e busca pela paz

Outro tema abordado foi a atuação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa diplomática liderada por Brasil e China no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). O grupo tem como objetivo incentivar soluções negociadas para conflitos internacionais, com foco no diálogo entre países do Sul Global, incluindo esforços voltados ao fim da guerra na Ucrânia.

Apesar das críticas à atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das crises internacionais, Lula e Xi reafirmaram o compromisso com o multilateralismo e defenderam uma atuação coordenada dos dois países nos principais fóruns internacionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Tingshu Wang

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