Economia

Fed mantém juros nos EUA entre 3,5% e 3,75% e sinaliza cautela diante do cenário econômico

O Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,5% e 3,75%. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17) e seguiu a expectativa predominante do mercado financeiro.

A decisão foi aprovada por unanimidade pelos integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) e representa a quarta reunião consecutiva sem mudanças na política monetária americana.

Banco central destaca crescimento econômico e inflação persistente

No comunicado divulgado após a reunião, o Fed apontou que a economia dos Estados Unidos continua apresentando expansão, mesmo em meio às incertezas provocadas pelos recentes conflitos no Oriente Médio.

A autoridade monetária destacou ainda o avanço da produtividade e dos investimentos, além de um mercado de trabalho considerado consistente com o crescimento populacional. Em contrapartida, a inflação nos EUA segue acima dos níveis desejados, pressionada principalmente por impactos nos setores de energia e cadeias de oferta.

Cenário internacional influencia avaliação do mercado

A decisão ocorre após o anúncio de um entendimento entre Estados Unidos e Irã para encerrar as hostilidades na região e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Apesar do acordo, investidores ainda acompanham com cautela os desdobramentos da negociação, já que permanecem dúvidas sobre os detalhes e a efetiva implementação das medidas anunciadas.

Kevin Warsh estreia no comando do Fed

Esta foi a primeira reunião de política monetária sob a liderança de Kevin Warsh, escolhido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o banco central americano.

Warsh assumiu o posto anteriormente ocupado por Jerome Powell, que permanece como integrante da instituição.

Integrantes divergem sobre próximos passos dos juros

Embora a manutenção da taxa tenha sido consenso nesta reunião, as projeções internas indicam diferentes visões sobre os rumos da política monetária.

Entre os membros responsáveis pela definição dos juros, a maioria avalia que as atuais condições econômicas justificam a manutenção dos níveis atuais ou até mesmo novos aumentos ao longo de 2026. Nove integrantes consideram necessária pelo menos uma elevação da taxa neste ano, enquanto seis deles defendem mais de um ajuste para cima.

Por outro lado, apenas um membro projeta um corte dos juros até o fim do ano.

Um dos dirigentes não apresentou projeções econômicas nesta rodada. O próprio Kevin Warsh confirmou ter sido o integrante ausente nessa etapa das estimativas.

Mercado acompanha novas projeções para a política monetária

As últimas previsões divulgadas pelos membros do Federal Reserve ocorreram em março, quando a expectativa mediana apontava para um único corte na taxa de juros em 2026.

Desde então, o cenário econômico internacional passou por mudanças significativas, especialmente após a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Com a diminuição do risco de um choque nos preços do petróleo, analistas de Wall Street acompanham atentamente os próximos sinais do Fed sobre os rumos da política monetária americana.

A expectativa do mercado agora se concentra na avaliação de Kevin Warsh sobre o comportamento da inflação, da atividade econômica e das futuras decisões envolvendo os juros dos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bloomberg

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Negócios

Ações da Dell disparam quase 100% em oito dias impulsionadas pela corrida da inteligência artificial

As ações da Dell Technologies vivem um momento de forte valorização em Wall Street e caminham para registrar a maior sequência de ganhos diários em mais de oito anos. Nos negócios realizados antes da abertura do mercado nesta terça-feira (2), os papéis da companhia chegaram a avançar 1,8%, alcançando a cotação de US$ 474,51.

O movimento amplia um rali impressionante iniciado nas últimas semanas. Em apenas oito pregões consecutivos de alta, a fabricante de computadores e servidores acumulou valorização de 98%, praticamente dobrando seu valor de mercado em pouco mais de uma semana.

Caso encerre mais uma sessão em terreno positivo, a empresa atingirá sua sequência mais longa de valorização desde março de 2018, segundo dados da Dow Jones Market Data.

Inteligência artificial impulsiona o interesse dos investidores

O avanço das ações da Dell acompanha o forte entusiasmo do mercado com empresas ligadas ao setor de inteligência artificial (IA).

O cenário ganhou força após a Nvidia apresentar um novo superchip voltado para computadores pessoais, ampliando a competição no segmento de hardware avançado e aumentando as expectativas sobre fabricantes de equipamentos capazes de atender à crescente demanda por soluções de IA.

A Dell é vista como uma das empresas bem posicionadas para aproveitar esse ciclo de investimentos, especialmente na área de servidores e infraestrutura para processamento de inteligência artificial.

Resultados da HPE reforçam otimismo com setor de tecnologia

O sentimento positivo também foi alimentado pelos resultados financeiros divulgados pela Hewlett Packard Enterprise (HPE). A companhia apresentou desempenho acima das expectativas no segundo trimestre e revisou para cima suas projeções para o restante do ano.

A divisão de nuvem e inteligência artificial da empresa registrou receita de US$ 7,71 bilhões, superando a estimativa média de mercado, que apontava para US$ 6,93 bilhões.

A reação dos investidores foi imediata: as ações da HPE chegaram a disparar 24% nas negociações pré-mercado.

Empresas de infraestrutura para IA lideram ganhos

Outra beneficiada pelo otimismo foi a Super Micro Computer, uma das principais fornecedoras globais de servidores voltados para aplicações de inteligência artificial.

Antes da abertura dos mercados, os papéis da companhia avançavam 5,1%. Considerando os últimos cinco pregões, a valorização acumulada já superava 26%.

O desempenho dessas empresas reforça a percepção de que o mercado segue apostando fortemente em companhias ligadas à infraestrutura tecnológica necessária para sustentar a expansão da inteligência artificial nos próximos anos.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Dell

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Economia

Ibovespa se aproxima dos 190 mil pontos com investidores atentos a tarifas dos EUA

O Ibovespa abriu a terça-feira (24) em alta e voltou a rondar o nível dos 190 mil pontos, acompanhando a recuperação dos índices futuros de Nova York. Apesar do avanço, o ambiente nos mercados segue marcado por cautela diante das tarifas dos Estados Unidos, das tensões geopolíticas e das incertezas relacionadas aos impactos econômicos da inteligência artificial.

O movimento positivo ocorre em meio a um cenário internacional ainda instável, que mantém investidores atentos às próximas decisões de política comercial americana e aos desdobramentos no exterior.

Resultados corporativos e agenda política no radar

No cenário doméstico, o mercado monitora a divulgação de resultados trimestrais de empresas como C&A, GPA, Iguatemi e ISA Energia, prevista para após o fechamento do pregão. Os números podem influenciar o comportamento das ações no curto prazo.

Na esfera política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda oficial em Abu Dhabi, onde participa de encontro com Mohammed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos. A viagem ocorre após compromisso anterior em Seul.

Redução do custo de capital e dólar firme sustentam a Bolsa

Segundo Pedro Ros, CEO da Referência Capital, o avanço do índice está relacionado à expectativa de queda gradual no custo de capital. Para ele, esse cenário melhora a atratividade dos investimentos, estimula decisões empresariais e fortalece ativos voltados ao mercado interno.

Ele acrescenta que o dólar valorizado contribui para manter a competitividade das exportadoras e funciona como proteção em momentos de maior turbulência global.

Já Guilherme Gaspar, sócio da Ótmow fintech, avalia que o humor do mercado foi influenciado principalmente pelo ambiente externo. Investidores reagiram ao início da vigência de novas tarifas americanas, que elevaram o nível de incerteza e tendem a manter a volatilidade nos mercados. A alíquota adicional entrou em vigor em 10%, abaixo dos 15% que chegaram a ser mencionados anteriormente.

Bancos operam em alta

Entre as blue chips, os grandes bancos registravam ganhos no pregão da manhã. O Santander liderava as altas, com avanço de 1,07%, seguido por Banco do Brasil, com 0,78%. Itaú apresentava valorização de 0,61%, enquanto Bradesco subia 0,33%.

Política comercial dos EUA mantém pressão global

No exterior, o foco permanece na política comercial dos EUA. O governo americano passou a aplicar uma tarifa extra de 10% sobre produtos importados que não estejam incluídos em exceções específicas, conforme comunicado da autoridade aduaneira. A medida retoma o percentual inicialmente anunciado por Donald Trump, após especulações sobre uma possível alíquota maior.

A indefinição envolvendo acordos comerciais e o risco de pedidos bilionários de reembolso por importadores adicionam pressão ao cenário. Ao mesmo tempo, investidores acompanham os impactos da inteligência artificial no setor de tecnologia e software, além das persistentes tensões entre Washington e Teerã.

Por volta das 11h15, o dólar era negociado a R$ 5,17. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,10%, o Nasdaq Futuro recuava 0,10% e o S&P 500 Futuro avançava 0,20%.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patricia Monteiro/Bloomberg/Getty Images

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Economia, Gestão, Negócios, Notícias, Tributação

Estrategista-chefe que previu choque tarifário faz alerta: o pior ainda está por vir

Peter Berezin e sua equipe na empresa de pesquisa BCA previram que tarifas unilaterais amplas estavam chegando — e que as propostas do novo governo iriam muito além do que havia sido implementado no primeiro mandato de Trump.

Logo após a eleição nos EUA, quando Wall Street estava totalmente focada nas perspectivas de um presidente Donald Trump favorável aos negócios, Peter Berezin já soava o alarme.

Berezin e sua equipe na empresa de pesquisa BCA previram que tarifas unilaterais amplas estavam chegando — e que as propostas do novo governo iriam muito além do que havia sido implementado no primeiro mandato de Trump. Após o drama tarifário desta semana, o alerta de dezembro de Berezin provou ser premonitório.

O estrategista está mantendo sua projeção — entre as mais pessimistas de Wall Street no ano passado — de que o S&P 500 cairá para 4.450 pontos até o final do ano. Isso marcaria uma queda de quase 18% em relação aos níveis atuais.

O preço do petróleo, enquanto isso, pode cair para US$ 50 o barril, de cerca de US$ 63 atualmente, “por motivos ruins: falta de demanda”.

Berezin diz que uma recessão nos EUA é provável, potencialmente já no segundo trimestre. Em sua opinião, a economia já estava vulnerável no início do ano. Havia menos vagas de emprego em comparação aos anos anteriores, as economias da pandemia estavam diminuindo e as taxas de vacância estavam aumentando, assim como as inadimplências de empréstimos para automóveis e estudantes. Agora, a proliferação de tarifas de Trump “empurra isso para o limite”.

“Recessões tendem a ocorrer quando uma economia se torna vulnerável e então é atingida por um choque”, disse Berezin de Montreal, onde a BCA, onde ele é estrategista-chefe global e diretor de pesquisa, está sediada. “Vai piorar em vez de melhorar — a economia vai piorar, a guerra comercial vai piorar. O que vai acontecer é que haverá retaliação.” Ele coloca a probabilidade de uma recessão nos EUA em 75%.

No início do ano, Wall Street estava otimista em relação às ações e à economia, apostando que as propostas de Trump para cortes de impostos e desregulamentação compensariam qualquer guinada protecionista. Entre os 19 estrategistas que foram entrevistados pela Bloomberg na época, nenhum viu o S&P 500 terminando abaixo de 6.000 pontos.

Em vez disso, Trump se inclinou para o comércio global, anunciando as tarifas mais altas em quase um século, incluindo pelo menos uma taxa de 10% sobre todos os exportadores para os EUA e taxas ainda mais altas em cerca de 60 outros países.

Os economistas estão agora revisando rapidamente suas projeções para a economia dos EUA, com muitos reduzindo suas perspectivas de crescimento e aumentando as chances de uma contração, bem como uma retomada da inflação.

As ações dos EUA sofreram o impacto da liquidação após o anúncio, com o S&P 500 caindo quase 5% na quinta-feira em sua pior sessão desde 2022.

Grupo jurídico conservador dos EUA processa Trump por tarifaço

Nova ação judicial contesta legalidade do uso de poderes emergenciais para impor tarifas abrangentes, acirrando tensão comercial com a China.

Em retaliação às tarifas do governo, outros países poderiam “aumentar a pressão sobre as empresas de tecnologia dos EUA que operam em suas jurisdições”, o que pesaria no mercado em geral, disse ele. Parceiros comerciais globalmente também podem impor impostos sobre empresas dos EUA que operam no exterior, enquanto populações ao redor do mundo provavelmente rejeitarão produtos americanos ou até mesmo evitarão viajar para os EUA, como alguns canadenses já estão fazendo.

Os rendimentos do Tesouro dos EUA, diz ele, podem permanecer elevados nos próximos meses, dado o potencial do governo de aprovar cortes de impostos não financiados.

“Estamos no auge de um ciclo muito, muito ruim, onde as pessoas diminuem seus gastos porque estão preocupadas com suas perspectivas de emprego, e isso acaba sendo autorrealizável”, disse Berezin. “Se as pessoas não estão gastando, isso significa que há menos contratações, e se há menos contratações, há menos emprego, se há menos emprego, então há renda e ainda menos gastos.”

FONTE: Infomoney
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