Tecnologia

Carros elétricos batem recorde no Brasil com mais de 17 mil unidades vendidas em abril

O mercado brasileiro de carros elétricos alcançou um novo recorde em abril de 2026. Dados divulgados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) mostram que o país emplacou 17.488 veículos 100% elétricos no período, maior marca já registrada para o segmento no Brasil.

O resultado representa um avanço de 24,3% em comparação com março, quando foram vendidas 14.073 unidades. Na comparação anual, o crescimento foi ainda mais expressivo: alta de 272% sobre abril de 2025, mês em que os emplacamentos de veículos elétricos somaram 4.702 unidades.

Eletrificados já representam 1 em cada 6 carros vendidos

O crescimento dos veículos eletrificados também impulsionou a participação desse tipo de tecnologia no mercado automotivo brasileiro.

Somando modelos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos convencionais (HEV) e híbridos flex (HEV Flex), o setor registrou 38.516 unidades vendidas em abril.

Com isso, os eletrificados passaram a representar 16,2% das vendas totais de veículos leves no país. Na prática, aproximadamente um em cada seis carros vendidos no Brasil já utiliza algum tipo de motorização eletrificada.

Veja o desempenho de cada tecnologia

A divisão das vendas de eletrificados em abril ficou da seguinte forma:

  • BEV (100% elétricos): 17.488 unidades (45,4%)
  • PHEV (híbridos plug-in): 13.214 unidades (34,3%)
  • HEV Flex: 4.096 unidades (10,6%)
  • HEV: 3.718 unidades (9,7%)

Os dados mostram o forte domínio dos modelos plug-in, que incluem os veículos totalmente elétricos e os híbridos com recarga externa.

Juntos, BEVs e PHEVs responderam por cerca de 80% dos eletrificados comercializados no mês, indicando a crescente preferência do consumidor por tecnologias que permitem carregamento na tomada.

Marcas chinesas aceleram expansão no Brasil

O avanço dos carros elétricos no Brasil também reflete a expansão das montadoras chinesas no mercado nacional.

Entre os destaques de abril, o BYD Dolphin Mini apareceu na sexta posição do ranking geral de emplacamentos do país. Já o Geely EX2 passou a figurar entre os modelos mais vendidos no varejo brasileiro.

Segundo a ABVE, o desempenho reforça a consolidação da eletrificação como uma tendência cada vez mais relevante dentro da indústria automotiva nacional.

A ampliação da oferta de modelos, associada à entrada de novas marcas e segmentos, vem contribuindo para acelerar a adoção dos veículos elétricos entre os consumidores brasileiros.

Híbridos plug-in também seguem em alta

Além dos BEVs, os híbridos plug-in mantiveram forte ritmo de crescimento em abril.

Os PHEVs totalizaram 13.214 unidades vendidas no mês, avanço de 67% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já os híbridos convencionais e híbridos flex, juntos, registraram 7.814 unidades comercializadas.

Brasil pode chegar a 300 mil eletrificados em 2026

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o mercado brasileiro já soma 122.463 veículos eletrificados vendidos.

O volume corresponde a mais da metade de todo o total registrado ao longo de 2025, fortalecendo as projeções de que o país possa se aproximar da marca de 300 mil eletrificados vendidos até o fim deste ano.

Os números mostram uma mudança de escala no setor automotivo nacional, com os veículos elétricos deixando de ocupar um nicho restrito para disputar espaço de forma mais ampla no mercado brasileiro.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Motor1 Brasil

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Carros elétricos avançam em Santa Catarina com alta do diesel e da gasolina

O aumento no preço do diesel e da gasolina no Brasil, influenciado pela volatilidade do petróleo e por tensões geopolíticas, tem acelerado a adoção de carros elétricos em Santa Catarina. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que o diesel acumulou alta de quase 20% desde fevereiro, enquanto a gasolina subiu 5,5%.

Esse cenário tem levado consumidores a buscar alternativas mais econômicas e sustentáveis, fortalecendo a eletromobilidade no país.

Frota de veículos eletrificados cresce no Brasil

Desde 2020, o uso de veículos elétricos e híbridos vem ganhando espaço entre motoristas brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a frota nacional cresceu 26% em 2025, superando 230 mil unidades.

Em Santa Catarina, mais de 30 mil veículos eletrificados já circulam, representando cerca de 10% do mercado de veículos leves, com destaque para modelos 100% elétricos (BEV) e híbridos plug-in (PHEV).

Infraestrutura de recarga ainda é desafio

Apesar do crescimento, a expansão da infraestrutura de recarga elétrica ainda enfrenta limitações. O Brasil conta atualmente com cerca de 16 mil pontos públicos e semipúblicos, concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste.

Mesmo em expansão, essa rede atende apenas cerca de 25% dos municípios, evidenciando um gargalo que demanda novos investimentos para acompanhar o avanço da frota elétrica.

Economia no uso favorece adoção

O fator econômico também pesa na decisão dos consumidores. O custo por quilômetro rodado com carros elétricos pode ser até 70% menor em comparação aos veículos a combustão.

Além disso, a menor dependência das oscilações do mercado internacional garante maior previsibilidade de खर्च, especialmente para quem percorre longas distâncias mensalmente.

Expansão de eletropostos acompanha demanda em SC

Em Santa Catarina, a rede de postos de recarga começa a se expandir para atender ao crescimento da demanda. Um dos exemplos é o Ecoposto Rudnik, que já opera unidades em cidades como Florianópolis, Balneário Camboriú, Santo Amaro da Imperatriz e Tubarão.

A estratégia inclui parcerias com redes varejistas e postos de combustíveis, integrando a recarga a atividades do dia a dia. A empresa projeta alcançar 50 unidades na região Sul até o fim de 2026, ampliando a cobertura e reduzindo lacunas na infraestrutura.

Energia solar reforça sustentabilidade do modelo

Outro destaque é a integração da energia solar aos sistemas de recarga. Parte dos eletropostos opera com geração própria por meio de usinas solares, alinhando a mobilidade elétrica à transição energética.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil já ultrapassa 30 GW de capacidade instalada em geração distribuída. Esse modelo reduz custos operacionais, diminui a dependência de fontes fósseis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa.

A combinação entre mobilidade elétrica e fontes renováveis aponta para uma transformação estrutural no setor, com impactos no consumo, na sustentabilidade e nos modelos de negócio.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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