Transporte

Transnordestina realiza segunda viagem-teste com carga de cereal entre Piauí e Ceará

A Ferrovia Transnordestina deu mais um passo rumo à operação comercial ao iniciar, neste domingo (11), a segunda viagem-teste com transporte de carga de cereal. A composição saiu às 14h de Bela Vista, no Piauí, com destino ao Terminal Integrador de Iguatu, no Ceará.

Percurso de 585 km repete operação experimental

A previsão é que a carga chegue ao território cearense entre 5h e 6h desta segunda-feira (12). O trajeto percorre 585 quilômetros, o mesmo utilizado na primeira operação experimental da ferrovia.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o transporte envolve 20 vagões carregados com sorgo, que será destinado a granjas da região.

Testes marcam avanço técnico da ferrovia

A nova viagem-teste é considerada um marco técnico na evolução da Transnordestina, obra que se arrasta há quase duas décadas, marcada por atrasos e entraves jurídicos. A previsão atual é de que a ferrovia seja concluída em 2028.

“A Transnordestina deixou de ser uma promessa distante e começa a se consolidar como uma realidade operacional”, afirmou Francisco Alexandre, superintendente da Sudene. Segundo ele, o investimento de R$ 700 milhões reforça o potencial do projeto para transformar a logística do Nordeste.

Primeira operação ocorreu em dezembro

A primeira viagem experimental da Transnordestina foi realizada em 18 de dezembro, com o transporte de milho. Os testes estavam inicialmente previstos para começar em 24 de outubro, mas foram adiados após uma interdição do Ibama, ocorrida na véspera da operação.

Sudene libera novos recursos para a obra

Nesta semana, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) autorizou a liberação de R$ 106,2 milhões para a continuidade das obras da ferrovia. Trata-se da primeira liberação de recursos em 2026 para o empreendimento.

O valor será repassado por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), que reúne recursos do Banco do Nordeste e é administrado pela Sudene.

FONTE: Diário do Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yasmin Fonseca/MIDR

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Logística

Concessão do Anel Ferroviário do Sudeste avança e impulsiona modernização ferroviária no Brasil

O Anel Ferroviário do Sudeste deu um passo decisivo rumo à concessão. O Ministério dos Transportes do Brasil publicou no Diário Oficial da União a portaria que aprova o plano de outorga da Estrada de Ferro EF-118, autorizando o avanço das etapas para construção e operação da ferrovia. A iniciativa reforça a modernização da malha ferroviária e amplia a diversificação dos modais de transporte no país.

Primeira concessão greenfield do setor ferroviário

De acordo com Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, a concessão da EF-118 representa o primeiro projeto greenfield da história ferroviária brasileira. O empreendimento marca o início da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, baseada em um modelo de parceria público-privada, com participação do governo federal para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do projeto.

Traçado principal e possibilidade de expansão

O plano de concessão prevê como trecho central a ligação ferroviária entre Santa Leopoldina (ES) e São João da Barra (RJ), com cerca de 246 quilômetros de extensão. O projeto também contempla uma expansão futura até Nova Iguaçu (RJ), incorporando trechos da EF-103, o que poderá acrescentar 325 quilômetros adicionais, condicionados a critérios técnicos e econômicos específicos.

Integração logística e conexão com portos estratégicos

Considerada estratégica para o Sudeste brasileiro, a EF-118 fará a conexão direta do Porto do Açu (RJ) com o Espírito Santo, além de permitir integração com a rede ferroviária existente e outros complexos portuários, como os portos de Ubu e Central. A estrutura deve ampliar a eficiência do transporte de cargas, fortalecendo a ligação entre polos industriais, regiões produtoras e terminais portuários.

Investimentos e capacidade de transporte

O projeto está estruturado para receber R$ 6,6 bilhões em investimentos (cerca de US$ 1,32 bilhão) na fase de implantação. Os custos operacionais ao longo do período de concessão são estimados em R$ 3,61 bilhões (aproximadamente US$ 722 milhões). A ferrovia terá capacidade para movimentar até 24 milhões de toneladas por ano, incluindo carga geral, granel sólido e líquido, produtos agrícolas e minerais.

Próximos passos do processo de concessão

Com a aprovação ministerial, o plano de outorga da EF-118 será encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela condução das próximas etapas do processo concessório.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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Logística

AIMAS apresenta ao governo argentino a proposta 5F para reconstrução total do sistema ferroviário

A Associação para a Integração Multimodal Sustentável (AIMAS) protocolou junto ao Governo da Argentina a proposta Modelo Ferroviário Integrado 5F, um plano que prevê a reconstrução completa da malha ferroviária nacional com base em investimentos públicos e privados, integração logística e retorno econômico sustentável.

A iniciativa foi oficialmente apresentada em 31 de dezembro de 2025, por meio do sistema eletrônico da Chefia de Gabinete de Ministros, e propõe uma concessão ferroviária de longo prazo, com duração de até 99 anos.

Ferrovias rentáveis e integradas à logística moderna

O projeto 5F aposta na retomada da rentabilidade do transporte ferroviário, tanto para cargas quanto para passageiros, por meio de uma integração estratégica com transporte rodoviário, portos e navegação de cabotagem.

Setores como mineração, grãos, indústria, comércio exterior e e-commerce estão entre os principais beneficiados. A proposta prevê trens mistos, logística de precisão e operação contínua, com presença ativa em estações rurais, urbanas e metropolitanas.

A última milha, especialmente nos centros urbanos, seria atendida em parceria com o transporte rodoviário, garantindo entregas 24 horas por dia, sete dias por semana.

Modelo 5F e política econômica nacional

Registrado oficialmente na plataforma TAD, o Modelo Ferroviário 5F é apresentado como uma proposta de política econômica estrutural, com forte participação de províncias e municípios, inclusive nos processos de auditoria.

O plano também prevê a possibilidade de participação direta da população, permitindo que cidadãos invistam em ativos ferroviários e logística intermodal, democratizando o acesso aos retornos econômicos do setor.

Segundo a AIMAS, a ampliação da oferta ferroviária integrada garantirá segurança logística, maior fluidez do comércio e redução da dependência exclusiva do transporte rodoviário.

Conectividade, desenvolvimento regional e pressão local

A falta de conectividade logística e de transporte de passageiros é uma demanda recorrente em pequenas cidades e grandes metrópoles argentinas, assim como a necessidade de integração com países vizinhos.

A legislação vigente permite a participação ativa das províncias, e o projeto 5F amplia os incentivos fiscais, incluindo a proposta de um RIGI Ferroviário, voltado ao intermodalismo e à mobilidade.

A AIMAS destaca a importância de que estações ferroviárias voltem a ser polos estratégicos de gestão pública e investimentos, com presença do Estado e de concessionárias ao longo de toda a rede nacional, já a partir de janeiro de 2026.

Recentemente, dois prefeitos de municípios separados por mais de 2 mil quilômetros expressaram publicamente frustração com a ausência do trem: caso a ferrovia continue sem atender às economias locais, defenderam até mesmo a retirada dos trilhos.

Base legal e questionamentos ao modelo atual

A proposta 5F se apoia na Constituição Nacional Argentina, que autorizou a construção de mais de 43 mil quilômetros de vias férreas, garantindo direito de passagem e áreas estratégicas ao redor das estações para o desenvolvimento econômico.

A AIMAS critica o modelo de open access, previsto na Lei 27.132, argumentando que ele inviabiliza o atendimento às economias locais e compromete a rentabilidade ferroviária, além de exigir subsídios constantes do Estado.

O Modelo Ferroviário Integrado 5F, por sua vez, afirma cumprir integralmente a legislação, especialmente ao ampliar a liberdade de comércio por meio de maior oferta logística integrada.

Riscos de concentração e defesa do modelo integrado

A entidade também alerta para os riscos da licitação concentrada da frota ferroviária em apenas duas empresas, o que poderia reduzir a concorrência, o interesse de novos investidores e a diversidade de serviços.

Segundo a AIMAS, a adoção do 5F permitiria múltiplos investimentos em infraestrutura, material rodante e serviços, fortalecendo o ecossistema ferroviário e logístico do país.

Chamado à ação e mobilização institucional

Com o protocolo já em andamento, a AIMAS faz um chamado à ação para que governos locais, províncias, setor produtivo, universidades, imprensa e sociedade civil se engajem no debate e na implementação do projeto.

A iniciativa já começou a ganhar espaço em fóruns institucionais, como o encontro promovido pela Universidade Nacional de Córdoba, em parceria com o Fórum pelo Trem Cordobês, que reuniu empresários, gestores públicos e jornalistas para discutir o Modelo 5F.

Mesmo durante o período de férias, a equipe da AIMAS seguirá ativa para receber propostas, esclarecer dúvidas e ampliar o diálogo em torno da reconstrução ferroviária argentina.

FONTE: AIMAS
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AIMAS

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Transporte

Brasil anuncia o trem mais rápido da América do Sul e projeta revolução no transporte ferroviário

O Brasil deu um passo ambicioso rumo à modernização da mobilidade ao anunciar a construção do trem de alta velocidade mais rápido da América do Sul. O projeto prevê um sistema capaz de alcançar até 350 km/h, conectando Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas em um trajeto total de 510 quilômetros.

Trem de alta velocidade ligará grandes centros urbanos

Batizado de TAV (Trem de Alta Velocidade), o novo modal ferroviário permitirá que a viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo seja realizada em cerca de 1 hora e 45 minutos, reduzindo drasticamente o tempo de deslocamento entre as duas maiores metrópoles do país.

A proposta é oferecer uma alternativa eficiente ao transporte rodoviário e aéreo, com maior regularidade, conforto e previsibilidade para passageiros que circulam diariamente entre esses polos econômicos.

Infraestrutura moderna inspirada em modelos internacionais

O projeto prevê a construção de túneis, viadutos e uma linha férrea com infraestrutura de última geração, inspirada em sistemas consolidados de trens-bala do Japão e da Europa. A expectativa é ampliar significativamente a capacidade do sistema ferroviário nacional, que hoje opera, em muitos trechos, com limitações de velocidade e extensão.

Com a implantação do TAV, a capacidade atual pode ser duplicada ou até triplicada, superando os trechos ferroviários que hoje não ultrapassam 160 quilômetros em operações convencionais.

Impactos na mobilidade e no desenvolvimento regional

A iniciativa deve gerar efeitos positivos diretos na mobilidade urbana, ajudando a reduzir o fluxo de veículos nas rodovias e promovendo um modelo de transporte mais sustentável. O início das obras está previsto para 2027, após a conclusão das etapas de planejamento, com a operação inicial estimada para 2032.

O investimento total do projeto deve variar entre 10 e 20 bilhões de dólares, considerando a complexidade da obra e a tecnologia envolvida. Além de fortalecer a integração econômica entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, o trem de alta velocidade tende a impulsionar o desenvolvimento urbano e regional, facilitando o deslocamento de trabalhadores, empresários e turistas.

Brasil busca protagonismo ferroviário na América do Sul

Com o TAV, o Brasil pretende promover uma mudança estrutural no transporte sul-americano, oferecendo um sistema mais rápido, seguro e eficiente. A iniciativa reforça a ambição do país de se consolidar como referência em inovação ferroviária no continente, elevando o padrão de mobilidade e conectividade regional.

FONTE: Correio do Estado
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Transporte

China testa trem magnético a 700 km/h e reforça liderança global em tecnologia ferroviária

A China deu mais um passo à frente no desenvolvimento de trens de alta velocidade ao realizar um teste que levou um veículo de levitação magnética de 0 a 700 km/h em apenas dois segundos. O experimento, conduzido por pesquisadores da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa, demonstrou um nível de aceleração e controle considerado inédito no setor ferroviário mundial.

O ensaio não utilizou um trem convencional de passageiros, mas sim uma plataforma experimental, desenvolvida exclusivamente para avaliar sistemas de aceleração e frenagem aplicáveis a futuros trens de levitação magnética (maglev). Ainda assim, o desempenho alcançado impressionou especialistas da área.

Tecnologia de ponta e controle extremo

O teste foi realizado em uma pista experimental de apenas 400 metros e exibido pela emissora estatal CCTV. O veículo, com cerca de uma tonelada, percorreu o trajeto flutuando sobre os trilhos, sem rodas e sem contato físico, impulsionado exclusivamente por campos eletromagnéticos.

A façanha envolve tecnologias altamente avançadas, como propulsão eletromagnética de altíssima potência, sistemas de levitação supercondutora, controle milimétrico de estabilidade e sensores capazes de operar com precisão extrema mesmo em acelerações intensas.

Comparação com superesportivos reforça impacto do feito

Para efeito de comparação, alguns dos carros mais rápidos do mundo, como o Rimac Nevera, aceleram de 0 a 100 km/h em cerca de 1,85 segundo, enquanto o Tesla Model S Plaid atinge a marca em aproximadamente dois segundos. A diferença é que o sistema chinês não para nos 100 km/h — ele continua acelerando até alcançar sete vezes essa velocidade, sem atrito mecânico.

Essa capacidade só é possível graças à ausência de contato físico entre o veículo e os trilhos, o que elimina limitações tradicionais de desgaste e estabilidade.

China amplia vantagem no transporte ferroviário

O avanço não surge de forma isolada. A China já opera uma das poucas linhas comerciais de trem de levitação magnética do mundo, conectando Xangai ao Aeroporto de Pudong, com velocidades de até 430 km/h. Enquanto isso, os trens de alta velocidade mais rápidos da Europa operam, em média, entre 300 e 310 km/h.

O novo teste representa um salto tecnológico significativo, ainda distante do uso comercial, mas essencial para o desenvolvimento de futuras gerações de transporte ferroviário.

Aplicações vão além do transporte de passageiros

Segundo especialistas, o domínio da aceleração eletromagnética abre caminho para aplicações que vão além dos trens, incluindo sistemas de transporte em tubos a vácuo e até tecnologias ligadas ao setor aeroespacial.

A escolha de uma instituição ligada à área de defesa para liderar o projeto reforça o caráter estratégico da pesquisa, que pode impactar desde a logística até sistemas de lançamento de alta velocidade.

Um sinal claro do futuro da mobilidade

Embora o sistema ainda não esteja próximo da operação comercial, o experimento demonstra a ambição chinesa de liderar o próximo salto tecnológico no transporte terrestre. Depois de revolucionar a malha ferroviária com trens de alta velocidade, o país agora aponta para um futuro em que deslocamentos ultrarrápidos poderão redefinir distâncias e infraestrutura.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Agronegócio

Ferrovia de Mato Grosso avança a 1 km por dia, recebe R$ 5 bilhões e promete transformar o escoamento do agronegócio

A Ferrovia de Mato Grosso desponta como a maior obra ferroviária em execução no país e avança a um ritmo médio de um quilômetro por dia. Com investimento estimado em R$ 5 bilhões, o projeto busca reorganizar a logística do agronegócio brasileiro, reduzir a dependência das rodovias e destravar gargalos históricos no escoamento de grãos do Centro-Oeste.

Ao priorizar o transporte sobre trilhos, a ferrovia se consolida como um dos principais vetores de competitividade para produtores, indústrias e exportadores em um dos maiores polos agrícolas do mundo.

O que é a Ferrovia de Mato Grosso e qual seu papel logístico

A Ferrovia de Mato Grosso (FMT) foi concebida para ligar áreas estratégicas de produção de soja, milho e outros grãos a um megaterminal ferroviário em Rondonópolis, ponto de conexão com a Malha Norte e com corredores que conduzem aos principais portos brasileiros.

Com aproximadamente 743 quilômetros de extensão, o traçado inclui ramais para municípios-chave do estado, como o eixo Rondonópolis–Lucas do Rio Verde, além da previsão de futura ligação com Cuiabá. O modelo adotado é de investimento 100% privado, viabilizado por uma autorização estadual considerada pioneira no setor ferroviário.

Essa estrutura por etapas permite alinhar construção, demanda e financiamento, posicionando a FMT como um eixo logístico central do Centro-Oeste em 2025.

Como a Ferrovia de Mato Grosso reduz custos e aumenta a competitividade

O transporte ferroviário oferece vantagens claras em longas distâncias, especialmente para cargas de grande volume. Projeções indicam que a Ferrovia de Mato Grosso pode reduzir os custos de frete em até 50% quando comparada ao transporte exclusivamente rodoviário, dependendo da rota e do tipo de carga.

Entre os principais ganhos estão a maior capacidade por composição, menor consumo de combustível por tonelada transportada e redução de pedágios e custos de manutenção. Os benefícios se espalham por toda a cadeia logística:

  • Produtores rurais, com maior margem e previsibilidade de frete
  • Indústrias, com abastecimento mais regular de insumos
  • Exportadores, com fluxo contínuo rumo aos portos
  • Regiões atendidas, que atraem armazéns, serviços e novos investimentos

Como está organizada a construção da Ferrovia de Mato Grosso

As obras da FMT começaram em 2022 e foram estruturadas em fases. O primeiro trecho, com cerca de 160 quilômetros, liga Rondonópolis às regiões de Dom Aquino e Campo Verde, com previsão de entrada em operação em 2026.

Os trabalhos envolvem terraplenagem pesada, implantação de trilhos e a construção de pontes, viadutos e túneis para vencer cursos d’água e desníveis do terreno. Para acelerar o cronograma, foi instalada em Rondonópolis uma fábrica dedicada à produção de dormentes, permitindo o avanço diário de até 1 km de trilhos.

Impactos econômicos e ambientais da Ferrovia de Mato Grosso

Do ponto de vista econômico, a ferrovia tende a ampliar a eficiência do escoamento da safra, reduzir filas em rodovias e portos e aumentar a previsibilidade logística. A integração com a Malha Norte expande o alcance da produção do Centro-Oeste, conectando-a a portos de grande escala e a mercados internacionais.

No aspecto ambiental, o modal ferroviário apresenta menor emissão de CO₂ por tonelada-quilômetro em comparação ao transporte rodoviário. A migração gradual de cargas para os trilhos contribui para a redução de emissões, acidentes, consumo de diesel e desgaste da infraestrutura viária.

Desafios e perspectivas para a expansão da ferrovia

Entre os principais desafios estão a adaptação do cronograma ao regime de chuvas, a complexidade do relevo e o cumprimento rigoroso das exigências ambientais e fundiárias. O cenário macroeconômico, especialmente juros e custo do crédito, também influencia o ritmo dos aportes privados previstos.

Ainda assim, a Ferrovia de Mato Grosso faz parte de um movimento mais amplo de retomada do modal ferroviário no Brasil, com estudos para novos ramais rumo a Cuiabá e outros polos produtivos. À medida que os primeiros trechos entrarem em operação e comprovarem ganhos de eficiência, a tendência é de expansão da malha e consolidação dos trilhos como peça-chave da logística agrícola nacional.

FONTE: Terra Brasil Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra Brasil Notícias

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Transporte

Presença feminina nas ferrovias cresce e contratação de maquinistas mulheres dispara no Brasil

A presença feminina nas ferrovias brasileiras vive um momento de transformação. Cada vez mais mulheres chegam à cabine das locomotivas, impulsionadas por programas de capacitação, mudanças estruturais e políticas de inclusão adotadas pelas operadoras do setor. A trajetória de profissionais como Jackeline da Silva Sales sintetiza essa mudança histórica.

Histórias que rompem barreiras
Jackeline lembra que entrar pela primeira vez na cabine significou ultrapassar um limite pessoal e coletivo. A maquinista descreve a experiência como “um sonho realizado”, embora marcada por desafios como aprender a mecânica dos equipamentos — área em que muitas mulheres não tiveram estímulos ao longo da vida. A barreira cultural também aparece, com olhares de dúvida sobre a capacidade feminina, mas ela garante: sabe lidar.

A experiência individual, no entanto, é apenas parte de um movimento maior. Empresas ferroviárias vêm estruturando ações de atração, treinamento e adaptação para ampliar a participação feminina em funções operacionais, especialmente na condução de trens.

Rumo amplia contratações e adapta infraestrutura
Na Rumo, controlada pela Cosan, a mudança ganhou velocidade nos últimos dois anos. De apenas duas maquinistas em 2022, a empresa saltou para 45 profissionais na função — cerca de 5% do quadro de maquinistas. A estratégia é vista como oportunidade de negócio.

Segundo Aline Frazilli, gerente de capacitação técnica, equipes diversas aumentam performance e ajudam a mitigar a falta de mão de obra, um dos principais desafios do setor. Para viabilizar a presença feminina, a Rumo readequou vestiários, banheiros e áreas de convivência, treinou lideranças e revisou o modelo de formação técnica. A flexibilização do treinamento, antes de 15 dias fora da cidade, foi decisiva para mães como Jackeline.

Benefícios como licença-maternidade ampliada, auxílio materno-infantil e bolsa maternidade também reforçaram o movimento. Internamente, a empresa já percebe efeitos operacionais positivos, como maior cuidado na condução e redução do desgaste dos equipamentos.

VLI acelera inclusão e já conta com 102 maquinistas mulheres
A VLI segue trajetória semelhante, em ritmo ainda mais acelerado. A operadora dos corredores Norte-Sul, Centro-Sudeste e Minas-Rio tem hoje 1.600 mulheres em seu quadro, sendo 662 na operação e 102 maquinistas — mais que o triplo registrado em 2022.

A empresa mantém vagas exclusivas para mulheres em áreas operacionais, banco permanente de candidatas e um amplo programa de formação técnica. A Mentoria Feminina, criada em 2019, já apoiou 107 colaboradoras, e a VLI investe em trilhas de aceleração de carreira voltadas a futuras líderes.

Para sustentar o avanço, a VLI implementou melhorias estruturais com o Plano do Respeito, que destinou R$ 15 milhões à readequação de vestiários, banheiros, salas de convivência e áreas de aleitamento. O canal de denúncias ganhou atendimento exclusivo para mulheres, realizado por especialistas. Benefícios como licença-maternidade ampliada e ações voltadas à gestação reduziram o turnover feminino. Hoje, 27% dos cargos de alta liderança já são ocupados por mulheres — quase o dobro do registrado em 2020.

Impacto e futuro da participação feminina nas ferrovias
A ampliação da presença feminina já traz impactos mensuráveis em segurança, qualidade operacional e clima organizacional. Para as empresas, investir em diversidade é uma estratégia para enfrentar a escassez de maquinistas e sustentar o crescimento da malha ferroviária.

Para Jackeline, representa muito mais: ocupar um espaço historicamente restrito. “A ferrovia sempre foi deles. Agora tem nosso espaço também. Quando encontro outra mulher no trecho, sinto que faço parte de algo maior.” Nas locomotivas, ela ajuda a conduzir não apenas cargas, mas uma mudança estrutural e irreversível no setor.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rumo

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Investimento

China intensifica investimentos no Brasil e expande portos, energia, transporte e agronegócio

A China amplia sua atuação no Brasil com uma onda de investimentos bilionários em portos, ferrovias, energia e exportações agrícolas. Estatais e grandes conglomerados chineses assumem operações relevantes, compram participações estratégicas e fortalecem sua presença em ativos essenciais para o escoamento de grãos, petróleo e para o transporte de passageiros.

Esse avanço permite que grupos chineses controlem partes importantes da cadeia de exportação agrícola, ao mesmo tempo em que participam de projetos de mobilidade urbana e de geração e transmissão de energia. O movimento ajuda a redesenhar a infraestrutura brasileira e consolida o país asiático como um dos principais parceiros econômicos do Brasil.

COFCO amplia domínio na exportação agrícola
Na exportação de commodities, o avanço mais evidente vem da COFCO, gigante estatal chinesa que atua como uma das maiores tradings de grãos do país. A empresa compra soja, milho e açúcar, opera terminais portuários e possui estruturas logísticas que conectam o campo ao embarque internacional.

Em Santos, a companhia já operava dois terminais e utilizava instalações de terceiros. Em março, iniciou a operação parcial do novo terminal TEC (STS11), que será concluído no próximo ano. Com ele, a capacidade da empresa no porto passa de 4 milhões para 14 milhões de toneladas anuais, tornando o local seu maior terminal fora da China.
A mudança reduz custos logísticos e reforça o peso dos investimentos chineses no agronegócio brasileiro.

CM Ports avança em portos estratégicos
No setor de contêineres, a presença chinesa também se destaca. Cerca de 11% dos contêineres movimentados no Brasil passam pelo TCP, em Paranaguá (PR), terminal controlado desde 2018 pela estatal CM Ports, uma das maiores operadoras globais do segmento.

Em novembro, a empresa fechou um acordo com o governo brasileiro para expandir ainda mais o terminal. O pacote de investimentos deve elevar a capacidade operacional e fortalecer a influência chinesa na logística de comércio exterior.

A ofensiva vai além dos contêineres. No Porto do Açu (RJ), responsável por aproximadamente 30% das exportações de petróleo do país, a CM Ports assinou em fevereiro de 2025 um acordo para adquirir 70% do terminal de petróleo – negócio ainda sujeito à aprovação regulatória. Se concluído, ampliará o domínio chinês na logística do setor petrolífero brasileiro.

CRRC se firma no transporte de passageiros
Os investimentos chineses também chegam ao transporte sobre trilhos. A concessão do trem intercidades entre São Paulo e Campinas, leiloada em 2024, foi vencida por um consórcio formado pela brasileira Grupo Comporte (60%) e pela estatal chinesa CRRC (40%). O projeto prevê cerca de R$ 14 bilhões em investimentos.

A CRRC será responsável pela implantação do sistema e pela fabricação dos trens. Além disso, venceu em 2025 a licitação para fornecer 44 novos trens ao Metrô de São Paulo, em um contrato de R$ 3,1 bilhões, com montagem prevista em Araraquara.

Essas iniciativas mostram como o Brasil incorpora a expertise da China em grandes projetos ferroviários e metroviários.

Energia e petróleo reforçam a rede integrada chinesa
No setor de energia, as estatais chinesas ocupam posições centrais. A State Grid controla a CPFL, que atua na distribuição elétrica, enquanto a CTG (China Three Gorges) participa da geração de energia no país. Ambas utilizam tecnologias e componentes produzidos pela própria indústria chinesa, criando um ciclo integrado de produção e operação.

No petróleo, petroleiras como CNPC e Sinopec operam em campos brasileiros, contribuindo para o fluxo que chega ao Porto do Açu – justamente o terminal que a CM Ports busca controlar.

Essa interligação de empresas evidencia um sistema integrado de investimentos, do qual a China se beneficia ao operar múltiplas etapas da cadeia energética e logística.

Um novo cenário para a infraestrutura brasileira
Especialistas apontam que a China consolidou sua economia com investimentos robustos em portos, ferrovias e metrôs, desenvolvendo empresas com grande capacidade técnica e acesso a financiamento. A expansão para países com déficit de infraestrutura, como o Brasil, segue essa estratégia.

O resultado é um conjunto diversificado de investimentos que vão de portos de grãos e contêineres a terminais de petróleo, linhas de trem e redes elétricas. Em muitos casos, diferentes empresas chinesas alimentam umas às outras, ampliando a atuação do próprio Estado chinês em território brasileiro.

O impacto desse movimento envolve ganhos de infraestrutura, mas também desafios regulatórios e questões sobre dependência externa – elementos que influenciarão o futuro do desenvolvimento nacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Logística

Desmonte de ferrovia no RS leva trilhos para São Francisco do Sul e acende alerta sobre desativação

Um trecho de 22 quilômetros de trilhos da ferrovia que corta o interior do Rio Grande do Sul está sendo retirado e transportado para São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina. O trabalho é conduzido pela Rumo Logística e ocorre na região de Santa Tereza, no Vale do Taquari.

A movimentação reacendeu preocupações sobre uma possível desativação da principal ligação ferroviária entre os dois estados do Sul do país. O trecho desmontado parte da estação de Santa Tereza e segue por localidades como Alcântara, Jabuticaba, Coronel Salgado, Feitor Faé, São João e Silva Vargas.

População questiona retirada de trilhos

Moradores e o grupo Aventureiros do TPS (Tronco Principal Sul) têm acompanhado o desmonte, registrando imagens e vídeos do processo. A malha ferroviária gaúcha, considerada uma das mais ociosas do Brasil, volta a ser tema de debate sobre o futuro do transporte ferroviário no estado.

O presidente da Amturvales (Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales), Rafael Fontana, cobrou esclarecimentos:

“A ferrovia é patrimônio público, pertence à União e está sob responsabilidade do DNIT”, afirmou.

Empresa diz que ação é de remanejamento autorizado

Em nota, a Rumo Logística informou que a operação faz parte de um processo de remanejamento de materiais para outros trechos da Malha Sul, classificando a medida como um procedimento rotineiro de manutenção.

A concessionária reforçou que o trabalho tem autorização da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e segue as normas de segurança do setor. Segundo a empresa, as operações com destino ao Porto de São Francisco do Sul permanecem regulares, e a realocação busca preservar a integridade da malha ferroviária e garantir a segurança das operações.

Falta de plano para recuperação da malha gaúcha

Desde as enchentes históricas de 2024, o Ministério dos Transportes ainda não apresentou um plano de recuperação das ferrovias do Rio Grande do Sul. O grupo de trabalho responsável por definir o futuro da concessão deveria ter entregue um relatório entre fevereiro e março deste ano, mas o prazo já foi prorrogado três vezes.

O documento deve apontar quais trechos serão recuperados, desviados ou reconstruídos, além de definir fontes de investimento e a divisão de responsabilidades entre o poder público e a concessionária.

Proposta de fatiamento divide opiniões

O Governo Federal apresentou um pré-estudo que propõe dividir a Malha Sul em três corredores logísticos, com novos leilões previstos para 2026. A proposta, entretanto, foi rejeitada pelos estados do Sul.

Os corredores sugeridos são:

  • Corredor Paraná: de Paranaguá (PR) a São Francisco do Sul (SC);
  • Corredor Gaúcho: ligando o norte e o oeste do RS ao porto de Rio Grande;
  • Corredor São Paulo–Uruguaiana: integrando o Sul ao Centro-Oeste.

O Rio Grande do Sul possui 3,6 mil quilômetros de ferrovias, mas apenas 921 km estão ativos. O restante da estrutura segue em degradação, com trilhos corroídos e estações abandonadas.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aventureiros TPS/divulgação/ND Mais

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Transporte

Brasil planeja trem de alta velocidade com 350 km/h, o mais rápido da América Latina

O Brasil se prepara para dar um salto histórico na mobilidade com a implantação do trem de alta velocidade mais rápido da América Latina, que promete atingir 350 km/h e conectar as principais cidades do Sudeste. O projeto, ainda em fase de planejamento, prevê ligar Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, oferecendo uma alternativa moderna, rápida e sustentável para os deslocamentos entre as regiões mais movimentadas do país.

Com previsão de conclusão do trajeto em cerca de duas horas, o novo sistema deve reduzir drasticamente o tempo de viagem e aliviar os congestionamentos nas rodovias que interligam as metrópoles.

Impacto no transporte e na economia brasileira

O Trem de Alta Velocidade (TAV) brasileiro representa uma verdadeira revolução na infraestrutura nacional. Além de diminuir o tempo de viagem, a iniciativa promete reduzir o fluxo de veículos na rodovia que liga o Rio a São Paulo e estimular o crescimento econômico das regiões envolvidas.

Com 510 quilômetros de extensão, o projeto é considerado um dos maiores investimentos ferroviários da história do continente. Estima-se que o custo total varie entre 10 e 20 bilhões de dólares, consolidando o Brasil como protagonista em inovação no transporte de passageiros.

Principais características do trem de alta velocidade

O empreendimento combina tecnologia, segurança e sustentabilidade. O trajeto contará com túneis e viadutos, projetados para garantir máxima eficiência e conforto durante o percurso.

Entre os destaques do projeto:

  • Extensão total de 510 quilômetros, ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro;
  • Velocidade operacional máxima de 350 km/h;
  • Investimento estimado entre 10 e 20 bilhões de dólares;
  • Início das obras previsto para 2027 e operações em 2032.

Alinhamento com tendências globais de transporte

Inspirado em sistemas de alta tecnologia do Japão e da Europa, o TAV brasileiro busca modernizar a mobilidade e reduzir impactos ambientais, seguindo padrões internacionais de eficiência. A iniciativa reflete uma visão de futuro que integra inovação tecnológica, urbanização e sustentabilidade.

Previsto para entrar em operação em 2032, o trem de alta velocidade não é apenas um marco da engenharia, mas um símbolo do avanço da infraestrutura nacional. Ao conectar as principais cidades com rapidez e segurança, o projeto deve impulsionar o desenvolvimento econômico e transformar a experiência de transporte no Brasil.

FONTE: O Antagonista
TEXTO: Redação
IMAGEM: Deposit Photos/Liufuyu

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