Portos

Nova política de PD&I fortalece pesquisa e inovação nos portos brasileiros

A pesquisa, o desenvolvimento e a inovação passam a integrar de forma estruturada o planejamento das autoridades portuárias brasileiras. A mudança foi estabelecida pela Política Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Portuária (PD&I Portos), instituída pela Portaria GM-MPor nº 53, de 11 de setembro de 2026.

A nova política cria diretrizes nacionais para organizar as iniciativas de inovação nos portos e estimular a aproximação entre o setor portuário, universidades, centros de pesquisa, startups e instituições de fomento.

Entre as principais mudanças está a obrigação de as autoridades portuárias elaborarem planos anuais de PD&I. Os documentos deverão apresentar as fontes e os valores previstos para investimentos, além de estabelecer metas e indicadores de acompanhamento.

Também deverá ser definida uma área responsável pela agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação dentro de cada autoridade portuária.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a iniciativa busca transformar projetos que antes eram desenvolvidos de maneira individual em uma agenda mais integrada para o setor.

A expectativa é que a medida contribua para o desenvolvimento de soluções voltadas à eficiência operacional, sustentabilidade e competitividade dos portos brasileiros.

Inovação passa a fazer parte da gestão portuária

A PD&I Portos também prevê ações de capacitação e o desenvolvimento de parcerias com instituições científicas e tecnológicas e startups.

Outro avanço está na inclusão de um indicador específico de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Índice de Gestão da Autoridade Portuária, ampliando o acompanhamento do tema dentro da gestão do setor.

Futuros editais e instrumentos de outorga também poderão incorporar cláusulas de incentivo à PD&I, considerando as características de cada contrato e as atribuições da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A agência poderá ainda alinhar atos normativos, estudos, projetos e programas previstos em seu planejamento estratégico às diretrizes da nova política, dentro de suas competências.

Para empresas e demais agentes privados, a PD&I Portos tem caráter de orientação e incentivo. A portaria não estabelece, por si só, novas obrigações para esses agentes.

Implementação será gradual

Embora a Portaria nº 53 já esteja em vigor, a implementação da política ocorrerá de maneira gradual. O processo deverá considerar o porte e a capacidade institucional de cada autoridade portuária. Entre as atribuições das autoridades estão a definição formal da área responsável pela PD&I, a elaboração e execução do planejamento anual e o fornecimento de informações para o acompanhamento dos resultados.

A Secretaria Nacional de Portos será responsável pela coordenação da política em âmbito nacional. Entre suas funções estão o monitoramento dos resultados e a articulação com instituições de ciência e tecnologia, agências de fomento, instituições financeiras e outros parceiros.

A Secretaria terá prazo de até 180 dias, a partir da publicação da portaria, para apresentar o cronograma de estudos destinado a detalhar os instrumentos previstos na política.

Entre os instrumentos previstos está o InovaPortos, iniciativa destinada a estimular a articulação, o financiamento e a implementação de projetos de inovação e transformação digital no setor portuário. A proposta é ampliar o desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias, conectando projetos e instituições que possam contribuir para a modernização das operações portuárias.

Política começou a ser construída com o Navegue Simples

A criação da PD&I Portos está relacionada a iniciativas anteriores do governo federal. Um dos pontos de partida foi o Navegue Simples, programa criado em 2024 que incluiu entre seus objetivos o estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento no setor portuário.

A elaboração da política também contou com as discussões do Grupo de Trabalho 6 (GT6) do programa, formado por representantes do poder público e de quase 20 entidades privadas.

Outra frente de discussão são as Caravanas da Inovação Portuária, realizadas desde fevereiro de 2025 para promover debates sobre pesquisa, desenvolvimento e inovação com representantes do setor.

As edições já passaram por Recife, Salvador, São Luís, Fortaleza, Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá e Maceió. A próxima está programada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, em Navegantes (SC).

Com a nova política, a expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é que a inovação avance de projetos pontuais para uma agenda permanente dentro das autoridades portuárias. A proposta envolve a criação de equipes, processos e instrumentos específicos para desenvolver projetos, buscar recursos e compartilhar experiências.

No médio e longo prazo, a iniciativa pretende ampliar o uso de soluções capazes de contribuir para a eficiência, sustentabilidade e competitividade do setor portuário brasileiro.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Cláudio Neves / Portos do Paraná

Ler Mais
Indústria

FIESC discute transformação digital da indústria com comitiva da Espanha

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) recebeu, na quinta-feira (24), representantes da Câmara de Comércio Brasil-Espanha para discutir oportunidades de ampliar a cooperação entre Santa Catarina e o país europeu. Entre os principais assuntos do encontro esteve a transformação digital na indústria, especialmente entre empresas de pequeno e médio porte.

Espanha pode ampliar parceria com Santa Catarina

Durante a reunião, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, destacou a relação construída ao longo dos anos entre Santa Catarina e a Espanha. Segundo ele, existe espaço para ampliar as relações comerciais com a Europa, principalmente diante das perspectivas relacionadas ao acordo Mercosul-União Europeia.

Seleme também lembrou que a FIESC realizou uma missão à Espanha em abril, reforçando a aproximação entre o setor industrial catarinense e empresas e instituições espanholas.

A presidente da Câmara de Comércio Brasil-Espanha, Trinidad Jiménez, afirmou que o acordo entre os blocos contribuiu para ampliar as possibilidades de negócios internacionais e investimentos.

Transformação digital é desafio para pequenas e médias empresas

O presidente do Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação e Comunicação da FIESC, Alexandre d’Avila da Cunha, ressaltou o papel da transformação digital da indústria para melhorar processos e resultados empresariais.

De acordo com ele, a adoção de tecnologias pode ajudar a reduzir lacunas, elevar a qualidade e ampliar a conformidade das empresas. O executivo também defendeu que a digitalização deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar uma necessidade para a competitividade industrial.

A experiência espanhola em manufatura avançada também foi apontada como uma oportunidade de cooperação. A transferência de tecnologias e conhecimentos pode contribuir para elevar a produtividade industrial e modernizar plantas fabris em Santa Catarina.

Cooperação pode ir além do comércio

O secretário-executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que Santa Catarina já mantém uma relação positiva com a Espanha, mas que há espaço para aprofundar essa aproximação.

Além do comércio exterior, a cooperação pode avançar em diferentes áreas, ampliando as possibilidades de intercâmbio entre empresas, instituições e setores produtivos dos dois lados.

Comércio entre Santa Catarina e Espanha

Em 2025, Santa Catarina exportou US$ 98,75 milhões em produtos para a Espanha. Entre os principais itens comercializados estiveram carnes de aves, motores elétricos, madeira serrada e compensada e móveis.

No sentido inverso, as importações catarinenses de produtos espanhóis chegaram a US$ 322 milhões. A pauta foi liderada por pigmentos, azeite de oliva, maquiagens e produtos para cabelo, além de medicamentos.

A ampliação da cooperação em tecnologia industrial, inovação e comércio exterior pode criar novas oportunidades para empresas catarinenses e espanholas, especialmente no contexto de maior integração comercial entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

Ler Mais
Portos

Porto Sem Papel conquista 2º lugar no Prêmio Cais Açulab 2026

O Porto Sem Papel (PSP), programa do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), conquistou o segundo lugar na categoria Transformação Digital do Prêmio Cais Açulab 2026.

O reconhecimento foi entregue na última quinta-feira (17), durante o Conecta Cais, evento promovido pelo Cais Açu Lab, ecossistema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Porto do Açu, no Rio de Janeiro.

A iniciativa premiada é baseada em uma solução de inteligência artificial (IA) desenvolvida para automatizar a validação da Declaração Marítima de Saúde (DMS), eliminando uma etapa que tradicionalmente dependia da conferência manual de documentos.

Inteligência artificial automatiza validação de documentos

Batizado de “Validação Automática de Declaração Marítima de Saúde (DMS)”, o projeto busca solucionar um dos gargalos dos processos portuários: a análise manual de documentos.

Esse procedimento pode estar sujeito a erros, gerar custos adicionais e provocar atrasos nas operações logísticas. Com a nova ferramenta, a conferência da DMS passa a ser realizada automaticamente por meio de tecnologia de IA.

A solução foi incorporada ao Programa Porto Sem Papel e está disponível para a validação automática do documento nos portos brasileiros.

Tecnologia busca agilizar operações portuárias

Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, o reconhecimento evidencia a importância da inovação tecnológica para modernizar os processos do setor portuário.

Segundo o secretário, iniciativas desse tipo podem simplificar procedimentos, aumentar a eficiência das operações e gerar soluções que também possam ser adotadas em outras áreas da administração pública.

A ferramenta desenvolvida pelo MPor já vem despertando interesse de outros órgãos que buscam implementar tecnologias capazes de acelerar a análise e validação de documentos em processos de fiscalização.

Porto Sem Papel reduz burocracia nos portos

O Porto Sem Papel foi criado com o objetivo de reduzir burocracias, integrar informações e tornar mais rápidos os procedimentos relacionados às operações marítimas.

Por meio de uma plataforma digital, o programa reúne dados e documentos referentes à estadia das embarcações nos portos.

A integração contribui para diminuir o tempo necessário para as anuências de atracação e para outras operações que dependem da análise e autorização dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Na prática, a iniciativa também busca melhorar a eficiência dos processos relacionados à importação e exportação de cargas.

Prêmio Cais reconhece projetos de inovação

Esta foi a terceira edição do Prêmio Cais, iniciativa voltada ao reconhecimento de projetos de inovação implementados ou em desenvolvimento que apresentem resultados mensuráveis e potencial de impacto no ecossistema do Porto do Açu.

A premiação é organizada pelo Cais Açu Lab e contempla três categorias:

  • Transformação Digital;
  • Transição Energética;
  • Melhoria de Processos.

Entre os critérios considerados pela organização estavam o grau de inovação e originalidade, a possibilidade de escalabilidade e replicação e os resultados e impactos obtidos pelas iniciativas.

Empresas, fornecedores, clientes, startups, instituições científicas e tecnológicas e parceiros que atuam ou desenvolvem soluções no complexo porto-indústria do Açu puderam participar.

Programa já recebeu outros reconhecimentos

O Porto Sem Papel acumula outros reconhecimentos por iniciativas relacionadas à inovação e à transformação digital no setor público.

Em 2024, o programa recebeu dois troféus no Prêmio Abep-TIC de Excelência em Governo Digital. Na ocasião, foi reconhecido como Melhor Solução de Governo Digital Orientada ao Governo e também conquistou o prêmio geral da competição.

Em 2022, a versão Porto Sem Papel 2.0 recebeu o Selo Bronze com menção, dentro da Política Nacional de Modernização do Estado.

Já em 2013, o projeto alcançou a quarta colocação no Concurso de Inovação na Gestão Pública Federal, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

Os reconhecimentos reforçam a trajetória do programa na adoção de tecnologia, digitalização e inovação para modernizar a gestão portuária brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

Ler Mais
Portos

Porto 4.0: tecnologia e dados impulsionam a transformação dos portos brasileiros

A transformação digital já faz parte da rotina dos portos brasileiros. Em um ambiente onde navios, cargas, caminhões, equipamentos e sistemas produzem grandes volumes de informações, a integração e a análise desses dados ganham espaço como ferramentas para melhorar a eficiência, a segurança e o planejamento das operações.

É nesse cenário que se consolida o conceito de Porto 4.0, inspirado nos princípios da Indústria 4.0. O modelo combina tecnologias como inteligência artificial (IA), aprendizado de máquina, sensores, automação, redes de alta velocidade e plataformas de integração de dados para tornar os complexos portuários mais conectados e inteligentes.

Dados como ferramenta para a operação portuária

Mais do que incorporar novas tecnologias, o Porto 4.0 busca conectar diferentes fontes de informação. Sensores podem transmitir dados em tempo real, enquanto sistemas digitais cruzam informações e identificam padrões que auxiliam na tomada de decisões.

Entre as soluções utilizadas está o Digital Twin, ou gêmeo digital, que cria uma representação virtual de estruturas e operações físicas. A tecnologia permite acompanhar o funcionamento do ambiente real e testar diferentes cenários, contribuindo para o planejamento, a manutenção e a gestão da infraestrutura.

Outra ferramenta é o VTMIS (Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações), voltado ao monitoramento da navegação. Por meio de radares, câmeras e sensores, o sistema acompanha a movimentação dos navios em tempo real e reúne informações para apoiar a segurança e a coordenação do tráfego marítimo.

O sistema também pode compartilhar informações com órgãos públicos, contribuindo para ações de fiscalização e para a identificação de atividades suspeitas.

Sete portos estratégicos recebem VTMIS

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) coordena iniciativas relacionadas à transformação digital do setor. Em 2025, foi anunciada a implantação do VTMIS em Santos (SP), Paranaguá (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Itaguaí (RJ), Itaqui (MA) e Vila do Conde (PA).

Juntos, esses portos respondem por mais da metade da movimentação de cargas do país. A implantação dos sistemas amplia a capacidade de acompanhamento do tráfego marítimo e reúne informações que podem ser utilizadas na gestão das operações.

Porto de Santos avança na digitalização

O Porto de Santos é um dos exemplos de como diferentes tecnologias podem atuar de maneira integrada.

A implantação de uma rede privada de 5G amplia a capacidade de transmissão de dados e cria condições para aplicações que dependem de conectividade rápida e estável. Entre elas estão soluções de Internet das Coisas (IoT), automação e inteligência artificial.

Com o Digital Twin, esses dados podem alimentar uma representação virtual mais integrada do complexo portuário. Isso permite acompanhar operações, simular situações e apoiar decisões relacionadas à manutenção e à infraestrutura.

Já o VTMIS acrescenta informações sobre a movimentação de embarcações, contribuindo para uma visão mais ampla do tráfego marítimo e para a coordenação das operações.

Tecnologia conecta o navio à cadeia logística

A transformação digital dos portos não se restringe ao ambiente marítimo. Fluxos de caminhões, operações ferroviárias, movimentação de cargas e procedimentos de segurança também podem ser integrados.

Na prática, informações de diferentes etapas da cadeia logística passam a ser analisadas em conjunto. A previsão de chegada de um navio, por exemplo, pode ser relacionada à disponibilidade de cargas, pátios, acessos terrestres e outros recursos envolvidos na operação.

Um dos exemplos dessa digitalização é o Porto Sem Papel (PSP), plataforma desenvolvida pelo Serpro para o Ministério de Portos e Aeroportos. O sistema centraliza informações relacionadas à estadia dos navios e integra dados de agentes de navegação e de diferentes órgãos públicos, como Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa e Marinha do Brasil.

A plataforma reduziu a circulação de documentos físicos e a repetição de informações em diferentes sistemas. Segundo o MPor, desde 2011 a digitalização dos processos evitou o consumo de aproximadamente 342,8 milhões de folhas de papel.

IntegraPSP amplia automação dos processos

Em 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos e o Serpro apresentaram o IntegraPSP, ferramenta que permite conectar diretamente os sistemas das empresas ao Porto Sem Papel.

A integração ocorre por meio de APIs (interfaces de programação de aplicações), possibilitando a troca automatizada de informações. Com isso, diminui a necessidade de redigitação de dados e, consequentemente, o risco de inconsistências entre sistemas.

A iniciativa representa mais um passo na digitalização dos processos portuários e reforça a tendência de integração entre empresas, sistemas e órgãos públicos.

Transformação digital considera as características de cada porto

O Porto 4.0 não está relacionado a uma única tecnologia ou equipamento. Trata-se de um processo que combina infraestrutura, conectividade, sistemas digitais, dados e profissionais.

Além dos sete portos que estão adotando o VTMIS, o MPor acompanha estudos sobre as necessidades técnicas e possibilidades de apoio em Belém, Santarém e Vila do Conde (PA); Salvador e Aratu (BA); São Francisco do Sul, Imbituba e Itajaí (SC); Fortaleza (CE); e Manaus (AM).

As soluções são avaliadas de acordo com as características de cada complexo portuário.

Em Rio Grande (RS), por exemplo, o VTS permite monitorar embarcações e reunir informações sobre condições como vento, maré, correntes marítimas e salinidade da água. Esses dados são especialmente relevantes para a operação na Lagoa dos Patos.

No Rio de Janeiro, a implantação do VTMIS ocorre de forma gradual, envolvendo Centro de Controle Operacional, sensores, estações remotas e integração de dados.

Um novo modelo de gestão portuária

A digitalização amplia a quantidade e a qualidade das informações disponíveis para a gestão portuária. Com dados integrados, os terminais podem acompanhar operações em tempo real, identificar ocorrências, planejar intervenções e utilizar de maneira mais eficiente a infraestrutura existente.

Nesse contexto, o Porto 4.0 representa uma mudança na forma de administrar os complexos portuários: diferentes tecnologias deixam de atuar de maneira isolada e passam a formar uma rede de informações capaz de apoiar decisões ao longo de toda a cadeia logística.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

Texto: Redação

Imagem: MPort

Ler Mais
Indústria

Seminário Internacional de Tendências e Tecnologias Têxteis debate produtividade e inovação

A produtividade na indústria têxtil, a transformação digital e a sustentabilidade estarão no centro das discussões do 5º Seminário Internacional de Tendências e Tecnologias Têxteis. Promovido pelo Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil, Vestuário e Design, o evento será realizado em 9 de setembro, das 8h às 12h, no Auditório do Centro Universitário SENAI Blumenau.

A programação reunirá especialistas, empresas e lideranças do setor têxtil para discutir tecnologias e estratégias capazes de melhorar a eficiência industrial, aumentar a competitividade e gerar valor para as empresas.

“O polo têxtil é um dos mais relevantes de Santa Catarina, com uma forte tradição industrial e, ao mesmo tempo, uma grande capacidade de adaptação”, destaca Fabrízio Pereira, diretor regional do SENAI/SC.

Segundo ele, a capacidade de incorporar novas soluções é essencial para que o setor avance em tecnologia, produtividade e inovação. Nesse cenário, o Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil, Vestuário e Design atua no desenvolvimento e na disseminação de conhecimentos e soluções tecnológicas voltadas aos desafios atuais e futuros da indústria.

Seminário terá três trilhas temáticas

A quinta edição do evento será dividida em três eixos: transformação digital, novos processos e sustentabilidade.

Na trilha de transformação digital, os debates vão abordar o uso de tecnologias emergentes, automação e análise de dados como ferramentas para melhorar a tomada de decisões, aperfeiçoar a gestão e elevar o desempenho das empresas.

A proposta é mostrar como a digitalização pode contribuir para operações mais eficientes, com redução de desperdícios e maior capacidade de resposta às mudanças do mercado.

Automação ganha espaço nos processos têxteis

O eixo dedicado a novos processos terá como foco as aplicações de automação inteligente na indústria têxtil e de confecção.

As discussões vão explorar maneiras de estruturar processos mais eficientes, confiáveis e escaláveis em diferentes etapas da cadeia produtiva. A abordagem considera tanto os ganhos de produtividade quanto a necessidade de adaptar as operações às novas demandas industriais.

Sustentabilidade alia eficiência e inovação

A terceira trilha será dedicada às soluções de sustentabilidade na indústria têxtil. Entre os assuntos previstos estão a valorização de resíduos, eficiência energética e uso mais racional de recursos.

A programação também vai discutir formas de melhorar a performance ambiental das empresas sem dissociar sustentabilidade de inovação e competitividade.

Evento terá cases e painel com especialistas

Além dos conteúdos técnicos, o seminário apresentará cases e experiências práticas relacionados à transformação digital, automação e reestruturação de processos.

O encontro também terá discussões sobre estratégias para integrar inovação e sustentabilidade às operações industriais. A programação será encerrada com um painel interativo, reunindo especialistas e lideranças para aprofundar os principais desafios e oportunidades do setor têxtil.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: AdobeStock

Ler Mais
Tecnologia

Inteligência Artificial no trabalho: apenas 13% dos profissionais utilizam IA de forma avançada, revela estudo

A presença da Inteligência Artificial (IA) no ambiente corporativo está cada vez mais comum, mas o domínio da tecnologia ainda é um desafio para grande parte dos profissionais. Um levantamento realizado pela Hashtag Treinamentos com 5.569 participantes mostra que apenas 13% afirmam utilizar a IA de maneira avançada em suas atividades profissionais.

O resultado evidencia uma diferença entre a popularização das ferramentas e sua efetiva incorporação em processos mais complexos e estratégicos dentro das organizações.

Pesquisa e produção de conteúdo lideram aplicações da IA

Segundo o estudo, os principais usos da Inteligência Artificial generativa estão concentrados em tarefas relacionadas à produtividade individual.

Entre os entrevistados:

  • 75,6% utilizam IA para pesquisas e busca de informações;
  • 65,2% recorrem à tecnologia para criação de textos e conteúdos;
  • 33,2% empregam ferramentas de IA para análise de dados.

Os números indicam que a tecnologia vem sendo utilizada principalmente como suporte para atividades intelectuais, ajudando profissionais a organizar informações, acelerar processos e otimizar tarefas rotineiras.

Por outro lado, aplicações mais sofisticadas, como automação de processos, apoio à tomada de decisões, desenvolvimento de fluxos inteligentes e análise estratégica de indicadores, ainda permanecem restritas a uma parcela menor dos usuários.

Formação em IA nem sempre significa domínio prático

A pesquisa também identificou uma diferença significativa entre o interesse pelo tema e a capacidade de aplicar a tecnologia de forma avançada.

De acordo com os dados, 68,2% dos participantes afirmam já ter estudado Inteligência Artificial ou realizado algum curso relacionado ao assunto. No entanto, apenas 18,1% consideram possuir formação prática ou conhecimento aprofundado na área.

Para Janaina Moura, coordenadora dos cursos de IA da XP Educação, a tecnologia já superou a fase inicial de adoção, mas ainda enfrenta desafios quando o assunto é maturidade de uso.

Segundo a especialista, muitos profissionais incorporaram ferramentas de IA à rotina, porém poucos conseguiram estruturar processos consistentes capazes de gerar ganhos mais relevantes para os negócios.

Desafio das empresas é transformar uso em resultados concretos

Nos últimos anos, organizações de diferentes setores passaram a estimular o uso de ferramentas baseadas em Inteligência Artificial, enquanto trabalhadores buscaram capacitação para acompanhar a rápida evolução tecnológica.

Entretanto, especialistas apontam que existe uma diferença importante entre conhecer uma ferramenta e utilizá-la de forma estratégica para solucionar problemas corporativos e gerar valor para as empresas.

Nesse contexto, o principal desafio deixou de ser a adoção da tecnologia. O foco agora está na capacidade de transformar iniciativas isoladas em ganhos efetivos de produtividade, eficiência operacional e inovação.

Capacitação e metodologia ganham protagonismo

A nova etapa da transformação digital exige mais do que acesso a plataformas de IA. Empresas passaram a investir em capacitação prática, desenvolvimento de metodologias e identificação de processos que possam ser aprimorados com o apoio da tecnologia.

A tendência observada no mercado é uma mudança de foco: em vez de apenas discutir quais ferramentas utilizar, organizações buscam estruturar projetos e criar fluxos de trabalho capazes de integrar a IA ao dia a dia das operações.

Especialistas avaliam que a vantagem competitiva nos próximos anos estará relacionada à capacidade de aplicar a tecnologia de forma estratégica e alinhada aos objetivos do negócio.

Nesse cenário, a diferença entre empresas que apenas experimentam recursos de IA e aquelas que conseguem extrair valor real da inovação estará na integração da tecnologia aos processos corporativos e na geração de resultados mensuráveis.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Informação

Receita Federal publica nova edição da Revista de Estudos Tributários e Aduaneiros

A Receita Federal anunciou no domingo (22) o lançamento de uma nova edição da Revista de Estudos Tributários e Aduaneiros, publicação voltada à produção e disseminação de conhecimento nas áreas fiscal e aduaneira. A iniciativa reforça o papel da revista como um espaço de debate técnico e acadêmico, reunindo contribuições de especialistas, pesquisadores e servidores públicos do Brasil e do exterior.

Publicação acompanha transformações no cenário tributário

A nova edição chega em meio a importantes mudanças no ambiente econômico e fiscal do país. Entre os temas que influenciam o debate atual estão a Reforma Tributária, a crescente transformação digital e as novas formas de organização da economia, fatores que vêm impactando a atuação das administrações tributárias.

De acordo com a Receita Federal, a revista busca aproximar a experiência prática da gestão tributária e aduaneira da produção acadêmica, promovendo a troca de conhecimentos e a análise de desafios contemporâneos do setor.

Artigos abordam temas estratégicos para o setor fiscal

Os trabalhos publicados nesta edição exploram assuntos considerados centrais para o futuro da administração pública fiscal. Entre os destaques estão gestão de riscos, modernização aduaneira, modelos de conformidade tributária, inovação tecnológica e os impactos das mudanças econômicas sobre a arrecadação e o controle aduaneiro.

A temática da conformidade tributária recebe atenção especial. O conceito está relacionado à evolução dos modelos de fiscalização, cada vez mais voltados para a cooperação entre contribuintes e administração pública, incentivando o cumprimento voluntário das obrigações fiscais por meio de processos mais transparentes e eficientes.

Espaço para diálogo entre governo, academia e sociedade

A diversidade de estudos apresentados reforça a proposta da publicação de estimular o diálogo entre a Receita Federal, instituições acadêmicas e a sociedade. A iniciativa também busca ampliar a visibilidade de discussões técnicas sobre tributação e comércio exterior, contribuindo para uma melhor compreensão do papel do órgão no financiamento de políticas públicas e na proteção da economia nacional.

Além de fomentar o debate especializado, a revista incentiva a colaboração entre profissionais e pesquisadores, promovendo a troca de experiências e o desenvolvimento de soluções alinhadas às necessidades do país.

Conhecimento como ferramenta de modernização

Com o lançamento da nova edição, a Receita Federal reafirma seu compromisso com uma atuação baseada em conhecimento técnico, transparência e inovação. A proposta é utilizar a produção científica como instrumento para aperfeiçoar processos, apoiar decisões estratégicas e acompanhar as transformações em curso no sistema tributário e aduaneiro brasileiro.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Portos

ANTAQ e Banco do Brasil firmam parceria para modernizar licitações portuárias

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e o Banco do Brasil formalizaram, na terça-feira (9), um Acordo de Cooperação Técnica voltado à modernização dos processos de licitações portuárias e projetos de infraestrutura. A assinatura ocorreu na sede da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SEPPI), vinculada à Casa Civil da Presidência da República, em Brasília.

A iniciativa busca ampliar o uso de soluções tecnológicas nos procedimentos relacionados a concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e demais certames públicos ligados ao setor aquaviário.

Projeto pretende ampliar transparência e inovação nos leilões

Com a nova parceria, a expectativa é fortalecer a transformação digital dos processos conduzidos pela agência reguladora, promovendo mais agilidade, transparência e segurança na realização de leilões e contratos de infraestrutura.

Durante a cerimônia, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou que a cooperação está alinhada às ações de desburocratização desenvolvidas pela agência.

Segundo ele, a credibilidade do Banco do Brasil e a relevância do setor portuário, que lidera o número de leilões de infraestrutura realizados no país, tornam a iniciativa estratégica para o aperfeiçoamento dos mecanismos de contratação pública.

Autoridades acompanharam assinatura do acordo

Além de Frederico Dias, participaram do evento o diretor Wilson Lima Filho, a diretora substituta Cristina Castro e o secretário especial de Licitações e Concessões da ANTAQ, Ygor di Paula.

A cerimônia também contou com a presença do secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, Marcus Cavalcanti, da gerente-geral do Banco do Brasil, Michele Alencar, e de representantes das duas instituições.

PPI atua na ampliação das parcerias entre governo e iniciativa privada

A cooperação integra o ambiente de atuação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), criado para estimular a participação da iniciativa privada em projetos estratégicos por meio de concessões, privatizações e outras modalidades de parceria.

A Secretaria do PPI presta apoio técnico aos ministérios e agências reguladoras responsáveis pela estruturação e execução dos projetos, com foco na atração de investimentos e no desenvolvimento da infraestrutura nacional.

A expectativa é que a parceria entre ANTAQ e Banco do Brasil contribua para tornar os processos de contratação mais modernos, eficientes e alinhados às demandas do setor portuário brasileiro.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: PPI

Ler Mais
Portos

Porto de Santos inaugura hub de inovação para impulsionar tecnologia e logística portuária

O Porto de Santos deu mais um passo rumo à modernização da cadeia logística com a inauguração do Hub de Inovação Armazém 7. O espaço foi apresentado oficialmente na sexta-feira (22), com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Instalado próximo ao Centro Histórico de Santos, o antigo armazém portuário possui área de 1.822 metros quadrados e será revitalizado para receber iniciativas voltadas ao desenvolvimento tecnológico, startups, laboratórios, auditórios e projetos de inovação. A proposta também preserva as características arquitetônicas originais do imóvel.

Segundo o ministro, o novo hub representa um avanço importante para o fortalecimento da logística portuária, da qualificação profissional e da transformação digital no maior porto da América Latina.

Espaço terá realidade aumentada e experiências imersivas

O Hub de Inovação Armazém 7 contará com ferramentas interativas e tecnologias voltadas à experiência do visitante. Entre os recursos previstos estão ambientes de realidade aumentada, experiências imersivas sobre o universo portuário e visitas virtuais ao complexo santista.

O local também terá um minicentro de convenções, áreas de coworking e espaços destinados a universidades, organizações não governamentais e observatórios especializados em sustentabilidade, meteorologia e oceanografia.

Outra novidade anunciada é a criação de um ponto de apoio para visitas embarcadas pelo canal do porto, permitindo acesso organizado e seguro aos visitantes interessados em conhecer as operações portuárias.

Projeto busca transformar Santos em referência em tecnologia portuária

De acordo com o diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, o objetivo é consolidar um modelo de porto inteligente, capaz de integrar infraestrutura e tecnologia para aumentar a eficiência operacional.

Ele destacou que o espaço será voltado ao compartilhamento de soluções inovadoras aplicadas ao setor e poderá servir de referência para outros portos brasileiros.

Universidade Mackenzie será responsável pela gestão do espaço

A administração do Hub de Inovação ficará sob responsabilidade da Universidade Mackenzie, que firmou contrato de R$ 7,5 milhões com a Autoridade Portuária de Santos. A instituição será encarregada da estruturação do projeto, integração do complexo portuário às iniciativas de inovação e definição do cronograma de atividades.

A expectativa é que o novo ambiente fortaleça o ecossistema de tecnologia portuária, incentive startups e contribua para o desenvolvimento sustentável do setor marítimo brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Negócios

IDB Lab Investirá no Innogen Delta I para Impulsionar Empreendedorismo e Transformação Digital na América Central

O IDB Lab, braço de inovação e capital de risco do Grupo BID, anunciou um investimento de até US$ 2,5 milhões no Innogen Delta I, o primeiro fundo de venture capital dedicado exclusivamente a startups da América Central, com foco especial em El Salvador, Guatemala e Honduras.

O fundo selecionará cerca de 25 startups de tecnologia para desenvolver soluções em setores estratégicos, como agtech, e-commerce, edtech e futuro do trabalho, fintech, healthtech, insurtech, logística e B2B SaaS. A iniciativa busca ainda diversificar a carteira de investimentos, destinando pelo menos 25% dos recursos a empresas lideradas por mulheres, promovendo equidade e aproveitando oportunidades de alto crescimento.

Apoio além do capital

Além do financiamento, o Innogen Delta I oferecerá suporte estratégico e consultoria de negócios, acesso a redes de mercado, auxílio na expansão para novos mercados e suporte em futuras rodadas de investimento.

O projeto também envolve capital doméstico significativo, proveniente de family offices regionais, que agregam experiência, visão de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento local. Essa combinação de investidores locais e internacionais visa fortalecer o ecossistema de venture capital na América Central, tornando-o mais sustentável, conectado e robusto.

Impacto econômico e inovação

O investimento do IDB Lab deve contribuir para geração de empregos, crescimento de negócios e digitalização de setores estratégicos no Triângulo Norte da América Central. A operação está alinhada à estratégia IDBImpact+, do Grupo BID, que busca ampliar o impacto do desenvolvimento econômico regional com base em conhecimento e inovação.

Com isso, o fundo também pretende ampliar o acesso a capital semente, fortalecer ecossistemas de inovação locais e capacitar gestores de fundos regionais focados em mercados emergentes.

FONTE: IDB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook