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Satélites detectam ondas de 35 metros no Pacífico Norte e surpreendem cientistas

Ondas gigantes de até 35 metros de altura foram registradas no Pacífico Norte por satélites de monitoramento oceânico, revelando um comportamento extremo do mar que não havia sido previsto pelos modelos climáticos e oceanográficos atuais. O fenômeno ocorreu durante a passagem da Tempestade Eddie, no fim de 2024.

A altura das ondas equivale a um prédio de aproximadamente 12 andares e chamou a atenção da comunidade científica pela intensidade e pela precisão inédita das medições realizadas do espaço.

Tecnologia espacial permitiu medição inédita

O monitoramento foi realizado pelo satélite SWOT (Surface Water and Ocean Topography), projeto desenvolvido em parceria entre a NASA e a agência espacial francesa CNES. O equipamento conseguiu captar detalhes das chamadas ondas extremas, fornecendo dados mais precisos sobre a dinâmica do oceano em situações severas.

Segundo informações divulgadas pela revista científica Futura Sciences, a tecnologia utilizada pelo satélite possibilitou uma observação mais aprofundada das condições marítimas provocadas pela tempestade.

Estudo aponta falhas em modelos oceânicos

A pesquisa foi coordenada pelo oceanógrafo Fabrice Ardhuin, do Institut de Physique de l’Océan et de l’Espace, na França. O estudo foi publicado em setembro de 2025 na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os resultados indicam que os atuais modelos utilizados para prever o comportamento do oceano em eventos extremos podem subestimar a força real das ondas em determinadas condições climáticas.

Impactos para previsões marítimas e climáticas

A descoberta reforça a importância do uso de satélites oceanográficos no monitoramento climático global e pode contribuir para aprimorar sistemas de previsão marítima, segurança naval e estudos sobre mudanças climáticas.

Especialistas avaliam que os novos dados obtidos pelo SWOT poderão ajudar no desenvolvimento de modelos mais precisos para identificar riscos em áreas oceânicas sujeitas a tempestades intensas.

FONTE: Revista Oeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Oeste

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