Exportação

Setores gaúchos encontram novos mercados após tarifas dos EUA

Setores exportadores do Rio Grande do Sul reagiram rapidamente às sobretarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No último trimestre, sete segmentos conseguiram redirecionar suas exportações para outros destinos, amenizando o impacto das medidas. Entre eles estão tabaco, armas e munições, veículos, borracha, obras de pedra, ferro e aço, e móveis.

O levantamento técnico, conduzido pelo economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, analisou o comportamento de dez setores diante do novo cenário tarifário. O estudo mostrou que, ao excluir as vendas para os EUA, vários produtos gaúchos conseguiram ampliar sua presença em outros mercados.

Crescimento expressivo em novos destinos

Um dos destaques foi o tabaco, cujas exportações cresceram 61,5% para a Indonésia e impressionantes 15.375% para a Suíça no bimestre de agosto e setembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo Frank, o estudo utilizou um cenário hipotético sem o “tarifaço” americano para medir o desempenho real após a aplicação das sobretaxas.

“O tarifaço começou em agosto, mas em julho já observamos um comportamento diferente dos agentes econômicos, que anteciparam embarques. Estimamos o que seria esperado para os meses de julho, agosto e setembro e comparamos com o que de fato ocorreu”, explicou o economista.

Setores mais e menos afetados

De acordo com o levantamento, os sete setores mencionados conseguiram compensar total ou parcialmente as perdas nas vendas aos Estados Unidos. No entanto, o impacto das tarifas foi desigual. Produtos com demanda internacional diversificada se adaptaram melhor, enquanto segmentos dependentes de nichos regulados ou com mercados restritos registraram queda.

Os setores de madeira, calçados e alumínio apresentaram resultados negativos, com redução líquida nas exportações, mesmo ao desconsiderar o comércio com os EUA.

RS entre os estados mais afetados

O Rio Grande do Sul foi um dos estados mais prejudicados pelas tarifas norte-americanas, enfrentando uma alíquota média efetiva de 44,7%, acima da média nacional de 34,6%. A variação entre os estados se explica pela relevância dos produtos afetados e pela participação de cada item na pauta exportadora destinada ao mercado americano entre janeiro e setembro de 2025.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Scremin/APPA

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Comércio Exterior

Brasil busca solução para tarifas de carne bovina nos EUA

A indústria de carne bovina do Brasil aguarda uma definição sobre as tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos nos próximos 60 dias. A previsão foi feita por Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

“Eu acredito que, em um prazo entre 30 e 60 dias, isso deve estar equacionado”, declarou Perosa, destacando o otimismo da associação diante das negociações bilaterais após o encontro dos presidentes Lula e Donald Trump, na Malásia, no fim do mês passado.

Queda nas exportações e impacto do aumento de tarifas

As exportações de carne bovina do Brasil para os EUA, atualmente o segundo maior mercado do produto brasileiro após a China, sofreram queda desde agosto, quando foram impostas as taxas adicionais. Perosa afirmou que espera boas notícias em breve, com a possível retirada das tarifas, o que permitiria a retomada do fluxo comercial.

O aumento tarifário elevou o imposto sobre a carne brasileira para 76,4%, sendo 50 pontos percentuais referentes à taxa adicional. Antes, a alíquota já era de 26,4% para exportar aos Estados Unidos.

Negociações bilaterais e outros produtos brasileiros

Além da carne bovina, o Brasil busca a redução de tarifas para outros itens, como o café, reforçando a importância do país norte-americano como maior consumidor mundial e principal importador de grãos brasileiros.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Importação

Importações brasileiras devem bater recorde em 2025, aponta CNI

Aumento das importações pode afetar balança comercial do Brasil

O Brasil deve registrar um volume recorde de importações em 2025, segundo projeção divulgada nesta sexta-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O crescimento da demanda por produtos estrangeiros e os preços mais competitivos praticados no exterior são os principais fatores apontados pela entidade para o avanço nas compras internacionais.

Projeção para 2025: US$ 287,1 bilhões em importações

De acordo com o boletim econômico trimestral da CNI, a estimativa é que o país importe US$ 287,1 bilhões no próximo ano, valor 4,8% superior ao registrado em 2024. Apesar do crescimento, o Brasil ainda deve encerrar 2025 com superávit na balança comercial, estimado em US$ 60,5 bilhões. O número, porém, representa queda de 8,2% em relação ao superávit de US$ 74,6 bilhões obtido em 2024.

A balança comercial mede a diferença entre exportações e importações em determinado período. Mesmo com o superávit mantido, a alta nas importações tende a pressionar esse saldo.

Setores com maior alta nas importações

Entre janeiro e setembro de 2025, o país já importou US$ 212,3 bilhões, o que representa um aumento de 8,2% na comparação com o mesmo período de 2024. Os setores que mais contribuíram para esse crescimento foram:

  • Bens de capital: alta de 26,7%
  • Bens intermediários: aumento de 9,4%
  • Bens de consumo: crescimento de 4%

Segundo a CNI, não há sinais de desaceleração nas importações até o fim do ano. A entidade reforça que “essa demonstração de força das importações marcou o ano de 2025”, e que a tendência é de manutenção desse ritmo.

Exportações enfrentam entraves com os Estados Unidos

A projeção da CNI também chama atenção para o impacto da nova política comercial dos Estados Unidos, que tem afetado diretamente as exportações da indústria de transformação brasileira. Desde agosto, alguns produtos brasileiros enfrentam tarifas de até 50%, com base em acusações de “práticas comerciais desleais” e no processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda assim, a CNI prevê que as exportações brasileiras devem crescer 2,3% em 2025, impulsionadas pelos resultados positivos da indústria extrativa, agropecuária e da própria indústria de transformação nos primeiros meses do ano.

Diplomacia tenta amenizar tensões

Na tentativa de reduzir os atritos comerciais com os Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na última quinta-feira (16). O encontro, realizado na Casa Branca, foi classificado por Vieira como “produtivo”, mas ainda não há anúncios de mudanças nas tarifas.

FONTE: Com informações da CNI.
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior

EUA impõem novas tarifas sobre madeira e móveis importados a partir de outubro

Os Estados Unidos começaram a aplicar novas tarifas sobre madeira, móveis e utensílios de cozinha importados nesta terça-feira (14.out.2025). A medida, em vigor desde a meia-noite, estabelece taxas de 10% para madeira de construção e 25% para móveis e eletrodomésticos de cozinha, afetando principalmente produtos vindos do Canadá, China, Vietnã e México.

Aumento gradual das taxas em 2026

Os percentuais devem subir já no início de 2026. A partir de 1º de janeiro, o imposto sobre móveis importados passará para 30%, enquanto armários e itens de cozinha terão taxa de 50%. Alguns países, porém, receberão tratamento diferenciado devido a acordos comerciais. O Reino Unido terá limite de 10%, e na União Europeia e Japão, o teto será de 15%.

Justificativa e impactos comerciais

De acordo com a Casa Branca, as novas tarifas têm como objetivo proteger a segurança nacional — argumento semelhante ao usado em medidas anteriores aplicadas ao aço, alumínio, automóveis e cobre.

O Canadá, que responde por cerca de um quarto das importações de madeira dos Estados Unidos, será um dos países mais afetados, mesmo sendo parte do USMCA, o acordo de livre comércio entre EUA, México e Canadá.

Aplicação das tarifas

As novas taxas incidem sobre todos os produtos das categorias mencionadas que entrarem no território norte-americano, independentemente da origem. Elas não se somam às tarifas já existentes, que variam entre 10% e 50%, conforme o país exportador.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior, Exportação

Brasil lidera como principal destino do vinho chileno

As exportações de vinho do Chile para o Brasil registraram crescimento significativo em 2025, consolidando o país como o maior mercado importador da bebida chilena. O aumento nos embarques para o território brasileiro ajudou a equilibrar a retração nas vendas para os Estados Unidos, impactadas por tarifas comerciais impostas pelo governo norte-americano.

Segundo dados da associação Wines of Chile, as compras norte-americanas — que ocupam o segundo lugar em volume — caíram 13% nos sete primeiros meses do ano. A queda está diretamente relacionada à aplicação de uma tarifa de 10%, que antes era inexistente.

Tarifas nos EUA afetam desempenho do vinho chileno

Angelica Valenzuela, diretora comercial da Wines of Chile, explicou que o impacto das tarifas foi inicialmente absorvido por produtores e importadores. No entanto, com a permanência da medida, o custo passou a ser repassado ao consumidor final. “Toda vez que há uma barreira comercial, ocorre uma desaceleração no mercado”, afirmou.

Valenzuela também destacou que o mercado norte-americano se mostra atualmente menos dinâmico e em processo de retração.

Queda na China e avanço no Brasil

Além dos Estados Unidos, a China também apresentou queda nas importações de vinho chileno — cerca de 23% no mesmo período. A redução, segundo Valenzuela, está ligada ao menor consumo da bebida no país asiático, tendência que afeta diversos exportadores.

Em contrapartida, o mercado brasileiro de vinhos segue em expansão. As exportações do Chile para o Brasil cresceram quase 10%, reforçando a liderança do país sul-americano como principal destino da bebida chilena.

Potencial de crescimento no mercado brasileiro

O Chile já representa aproximadamente metade das importações de vinho realizadas pelo Brasil. Valenzuela acredita que há um “enorme potencial de expansão”, impulsionado pelo aumento do número de consumidores regulares de vinho, especialmente entre mulheres e pessoas com maior poder aquisitivo.

Apesar das oscilações em mercados específicos, o desempenho geral das exportações de vinho chileno se manteve estável ao longo de 2025.

FONTE: Com informações de Wines of Chile.
TEXTO: Redação

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Comércio Exterior

Carne bovina: tarifas dos EUA geram efeito dominó e fortalecem exportações do Brasil

Tarifa de 50% contra carne brasileira altera o mercado global.

A imposição de tarifas de 50% sobre a carne bovina do Brasil pelos Estados Unidos mudou o equilíbrio do comércio internacional de proteínas. Embora tenha reduzido a competitividade do produto brasileiro no acesso direto ao mercado americano, o país segue como peça-chave na oferta mundial.

Com o menor rebanho em sete décadas, os EUA precisam de mais carne importada e têm buscado alternativas no Mercosul, especialmente em Paraguai, Argentina e Uruguai. Esses países, ao priorizarem os embarques para o mercado norte-americano, passaram a depender do Brasil para garantir o consumo interno.

Exportações e importações em números

Dados da HN Agro revelam que o Paraguai comprou do Brasil 1.482 toneladas de carne bovina até a terceira semana de setembro de 2025 — um salto de 327% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as exportações brasileiras de carne para os Estados Unidos caíram 78% no mesmo intervalo: de 20,8 mil toneladas em setembro de 2024 para apenas 4,5 mil toneladas neste ano.

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras de carne para os EUA, a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Carne aos EUA | Jan 2022 a Julho de 2025 | TEUs

Enquanto isso, as vendas do Paraguai aos americanos cresceram 40%, confirmando o papel do país como redistribuidor regional. Analistas destacam que não há triangulação direta da carne brasileira para os EUA, mas sim um mecanismo de substituição: vizinhos vendem sua própria produção ao mercado americano e recorrem ao Brasil para repor estoques internos.

Brasil segue como fornecedor mais competitivo

Apesar do impacto inicial, o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, avalia que as perdas serão menores que o previsto. Ele reforça que não há irregularidades, mas sim oportunidades comerciais. O México, por exemplo, pode importar carne do Brasil para atender seu consumo interno e direcionar sua produção doméstica aos EUA.

O efeito já se reflete nas cotações. Segundo a Scot Consultoria, o boi gordo no Paraguai atingiu recorde de US$ 71,70/@ após 12 semanas seguidas de alta, valor US$ 14,64 acima da arroba brasileira (US$ 57,43/@ na referência paulista). Na Argentina, o preço também está acima, em US$ 62,5/@.

Mesmo penalizado pela tarifa, o Brasil mantém a arroba mais barata do mercado internacional, com média de US$ 57,1/@, segundo dados da Agrifatto. Isso consolida o país como fornecedor competitivo e “reserva de mercado” para os vizinhos que precisam controlar a inflação sem comprometer o abastecimento.

Perspectivas para 2025

Especialistas estimam que, mesmo diante do tarifaço, as exportações brasileiras de carne bovina devem crescer 10% em 2025. O aumento será puxado justamente pela demanda dos países do Mercosul, que encontram no Brasil a alternativa mais eficiente para recompor estoques.

“O Brasil continua sendo a origem mais competitiva do mundo”, afirma Rodrigo Costa, analista da PINE Agronegócios. Já Isabella Camargo, zootecnista da HN Agro, reforça: “O mundo depende da gente para comer. Mesmo diante de barreiras, o agro brasileiro encontra novos caminhos.”

Com isso, a medida adotada pelos EUA pode acabar fortalecendo ainda mais o protagonismo brasileiro no comércio global de carne. Para setembro, a expectativa é de recorde histórico em volume e faturamento das exportações.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Mapa vai buscar novos mercados para substituir exportações aos EUA

Oriente Médio, Sul Asiático e Sul Global podem ser alternativas

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) vai buscar novos mercados para serem alternativa às exportações brasileiras que poderão ser afetadas com o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de taxar em 50% os produtos importados do Brasil. O ministro Carlos Fávaro disse nesta quinta-feira (10) que o governo busca minimizar os impactos da decisão dos Estados Unidos. 

“Vou reforçar essas ações, buscando os mercados mais importantes do Oriente Médio, do Sul Asiático e do Sul Global, que têm grande potencial consumidor e podem ser uma alternativa para as exportações brasileiras. As ações diplomáticas do Brasil estão sendo tomadas em reciprocidade. As ações proativas vão acontecer aqui no Ministério da Agricultura e Pecuária para minimizar os impactos”, disse Fávaro, em pronunciamento nas redes sociais. 

Em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as sanções passam a valer a partir do dia 1º de agosto.

Fávaro classificou a ação do governo norte-americano como “indecente” e disse que o governo brasileiro está agindo de forma proativa. Ele relatou que já conversou com as principais entidades representativas dos setores mais afetados, como de suco de laranja, de carne bovina e de café para encontrar alternativas. 

“Para que possamos, juntos, ampliar as ações que já estamos realizando nos dois anos e meio do governo do presidente Lula em ampliar mercados, reduzir barreiras comerciais e dar oportunidade de crescimento para a agropecuária brasileira”. 

No setor de agronegócio, açúcar, café, suco de laranja e carne representam os principais itens da pauta brasileira aos norte-americanos. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, um dos efeitos colaterais de curto prazo deve ser a queda de preços no mercado interno, especialmente das commodities agrícolas que deixarão de ser exportadas.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) já calcula que a medida de Trump tornará o custo da carne brasileira tão alto que inviabilizará a venda do produto para os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

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