Informação

Crédito de R$ 15 bilhões: governo define setores prioritários para acesso aos recursos

O governo federal detalhou os setores que terão prioridade no acesso à linha de crédito de R$ 15 bilhões, criada para amenizar os efeitos da guerra no Oriente Médio e das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O anúncio foi feito na quinta-feira (16) pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, durante coletiva no Palácio do Planalto. A iniciativa também contempla áreas consideradas estratégicas para o país, especialmente aquelas com déficit na balança comercial brasileira, como os segmentos farmacêutico e de tecnologia da informação.

Programa será operado pelo BNDES

A nova rodada de apoio faz parte da segunda fase do Programa Brasil Soberano, lançado em 2025. A operacionalização ficará a cargo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Inicialmente voltado a empresas exportadoras afetadas pelo chamado tarifaço dos EUA, o programa ganha agora maior abrangência, incluindo setores impactados por instabilidades geopolíticas e comerciais.

As tarifas norte-americanas, que chegaram a 50%, foram posteriormente revistas e fixadas em 15% após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, mas continuam afetando a competitividade de produtos brasileiros.

Três grupos terão acesso ao crédito

De acordo com portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), três perfis de empresas poderão acessar os recursos:

Exportadoras afetadas por tarifas

O primeiro grupo reúne empresas industriais exportadoras e seus fornecedores diretamente impactados pelas tarifas dos EUA. Para se enquadrar, é necessário que as exportações tenham representado pelo menos 5% do faturamento bruto entre agosto de 2024 e julho de 2025.

Entre os mais prejudicados estão os setores de aço, cobre e alumínio, que enfrentam sobretaxas de até 50%, além de segmentos como autopeças e móveis, sujeitos a tarifas de 25%.

Setores estratégicos da economia

O segundo grupo inclui áreas consideradas essenciais para a modernização produtiva e inovação do país. Estão na lista os setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, além de indústrias de máquinas, equipamentos eletrônicos, informática, borracha e minerais críticos.

Empresas com foco no Oriente Médio

O terceiro grupo contempla empresas exportadoras que atuam no mercado do Golfo Pérsico, incluindo países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.

Nesse caso, o critério exige que as exportações tenham representado ao menos 5% do faturamento bruto entre janeiro e dezembro de 2025. A medida busca reduzir os impactos da instabilidade na região sobre o comércio exterior brasileiro.

Condições de financiamento e prazos

As linhas de crédito poderão ser utilizadas para diversas finalidades, como:

  • capital de giro
  • produção voltada à exportação
  • aquisição de bens de capital
  • investimentos em ampliação produtiva
  • inovação tecnológica e adaptação de processos

As taxas de juros variam conforme o tipo de operação. Nas contratações diretas com o BNDES, os encargos vão de 0,94% ao mês (investimentos) até 1,28% (capital de giro).

Já nas operações indiretas, realizadas por instituições financeiras, as taxas ficam entre 1,06% e 1,41% ao mês. Os prazos de carência variam de um a quatro anos, enquanto o período total para pagamento pode chegar a 20 anos, dependendo da modalidade.

Estratégia mira competitividade e crescimento

Com a iniciativa, o governo pretende fortalecer setores-chave, ampliar a competitividade internacional e reduzir vulnerabilidades da economia brasileira diante de crises externas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

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Exportação

Exportações de Santa Catarina caem 2,6% no trimestre sob impacto de tarifas dos EUA

As exportações de Santa Catarina registraram queda no início de 2026, refletindo os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e mudanças no cenário internacional. No primeiro trimestre, o estado somou US$ 2,7 bilhões em vendas externas, recuo de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Tarifas dos EUA pressionam vendas externas

O principal fator para a retração foi o impacto do chamado tarifaço dos EUA, que elevou em até 50% as taxas sobre produtos brasileiros desde agosto de 2025.

De acordo com dados da Fiesc, as exportações catarinenses para o mercado norte-americano despencaram 44,6% entre janeiro e março na comparação anual. O resultado evidencia o peso das barreiras comerciais sobre a balança comercial de Santa Catarina.

Entre os produtos mais afetados estão:

  • Madeira serrada: queda de 6,7% (US$ 89,4 milhões)
  • Partes de motores: recuo de 22,5%
  • Móveis: baixa de 39,7%
  • Obras de carpintaria: retração de 42,7%

Por outro lado, os motores elétricos destoaram da tendência negativa, com alta de 1,9% e faturamento de US$ 128,2 milhões no período.

Carnes lideram exportações e sustentam desempenho

Mesmo diante do cenário adverso, o setor de proteínas manteve forte desempenho. As exportações de carne de frango lideraram com crescimento de 9,1%, somando US$ 633,3 milhões.

Na sequência, a carne suína também apresentou avanço, com alta de 6,9% e receita de US$ 424 milhões.

Outros segmentos industriais também ganharam espaço no mercado externo:

  • Máquinas agrícolas: crescimento de 57,1%
  • Transformadores elétricos: alta de 31,1%

Esses resultados ajudam a compensar parcialmente as perdas em setores mais afetados pelas tarifas.

Diversificação de mercados ganha importância

No ranking de destinos, a China permaneceu como principal compradora, com US$ 246,2 milhões em aquisições, apesar de uma leve queda de 4,1%. A redução está associada, em parte, à estratégia chinesa de priorizar a produção interna.

Outros mercados ganharam destaque no trimestre:

  • Japão: crescimento de 35,4% (US$ 223,1 milhões)
  • México: alta de 20% (US$ 150,3 milhões)

Já a Argentina registrou retração de 18,1% nas compras.

A diversificação de destinos se mostra essencial para reduzir a dependência de mercados específicos, especialmente em momentos de instabilidade comercial.

Importações crescem e revelam nova dinâmica

Enquanto as exportações recuaram, as importações de Santa Catarina apresentaram leve crescimento de 0,9% no trimestre, totalizando US$ 8,8 bilhões.

Entre os principais produtos importados, destacam-se:

  • Cobre refinado: alta de 26% (US$ 457,3 milhões)
  • Pneus de borracha: crescimento de 83,1% (US$ 253,4 milhões)
  • Partes de veículos: aumento de 15,7% (US$ 246,3 milhões)

Assim como nas exportações, os Estados Unidos também perderam espaço nas importações, com queda de 20,7% (US$ 420 milhões). A Alemanha registrou recuo de 3,4%, somando US$ 384,2 milhões.

Expectativa de recuperação ainda é incerta

Com a flexibilização parcial das tarifas em fevereiro, a expectativa do setor é de retomada gradual das vendas para os Estados Unidos. No entanto, as incertezas persistem diante de possíveis novas medidas protecionistas.

O cenário atual reforça a necessidade de adaptação da indústria catarinense a um ambiente global mais volátil, marcado por disputas comerciais e mudanças nas cadeias produtivas.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Itajaí

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Comércio Exterior

Vice-presidente do Brasil e presidente da CNI discutem Acordo Mercosul-UE, datacenters e tarifaço americano

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, se encontrou com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, na sede da entidade em Brasília. O encontro teve como foco estratégias para o avanço do comércio exterior brasileiro e o fortalecimento de acordos comerciais.

Entre os temas debatidos estavam a implementação de acordos do Mercosul, a ampliação de exceções ao tarifaço dos Estados Unidos e incentivos para atrair datacenters por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata).

Avanços nos acordos do Mercosul

Alckmin destacou que o Brasil bateu recorde de exportações em 2024, alcançando cerca de US$ 349 bilhões, apesar das tarifas aplicadas pelos EUA. Ele ressaltou a importância de diversificar mercados e citou os acordos Mercosul–Singapura, Mercosul–EFTA e o recente Mercosul–União Europeia, o maior acordo entre blocos do mundo, cuja internalização já foi encaminhada à Câmara dos Deputados.

O vice-presidente detalhou que, embora o acordo Mercosul-UE já tenha sido assinado após mais de duas décadas de negociação, um questionamento jurídico no Parlamento Europeu pode atrasar sua vigência provisória entre 10 e 12 meses. “Se aprovarmos rapidamente a internalização, há expectativa de vigência provisória do acordo, seguindo o mesmo ritmo dos outros países do Mercosul”, afirmou.

Dia da Indústria Brasil-EUA

Durante a reunião, Ricardo Alban convidou Alckmin para o Brasil-U.S. Industry Day, evento que ocorrerá em 11 de maio, em Nova Iorque. A iniciativa busca promover a interação entre empresas brasileiras e americanas, com participação de entidades como a U.S. Chamber, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o BNDES, o MDIC e seu equivalente nos EUA.

“Queremos fortalecer a relação comercial e empresarial entre Brasil e Estados Unidos”, disse Alban. Ele ainda reforçou a atuação conjunta com o MDIC para mitigar os efeitos do tarifaço americano.

Perspectivas para a indústria nacional

Apesar do ano eleitoral, Alban mostrou otimismo em relação a políticas que possam impulsionar o programa Nova Indústria Brasil (NIB) e estimular o crescimento econômico. O evento e as discussões sobre acordos comerciais, segundo ele, são fundamentais para ampliar a competitividade da indústria brasileira no mercado global.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Sousa/CNI

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Exportação

Exportações brasileiras crescem 3,3% no 3º trimestre mesmo após tarifaço dos EUA

As exportações brasileiras de bens e serviços avançaram 3,3% no terceiro trimestre de 2025, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (4) pelo IBGE. O desempenho positivo ocorreu mesmo após o tarifaço dos Estados Unidos, que passou a valer em agosto e elevou em até 50% as tarifas sobre diversos produtos nacionais.

Na comparação com o mesmo período de 2024, as vendas externas cresceram ainda mais: 7,2%.

Tarifas impactaram vendas aos EUA, mas Brasil diversificou destinos

Entre julho e setembro, itens como carnes e café enfrentaram uma tarifa adicional de 50% para entrar no mercado americano. Segundo o MDIC, isso provocou uma queda de 18,5% nas exportações brasileiras para os EUA apenas em agosto.

Apesar disso, o Brasil ampliou os envios para outros parceiros comerciais, o que garantiu o crescimento global. As exportações totais subiram quase 4% naquele mês, e o resultado trimestral confirma essa tendência de diversificação.

Trump retira parte das sobretaxas após conversa com Lula

No fim de novembro, o presidente Donald Trump suspendeu uma sobretaxa de 40% aplicada a uma lista de produtos brasileiros, incluindo novamente carnes e café. O republicano justificou a medida mencionando uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês, indicando tentativa de reaproximação comercial entre os dois países.

Indústria extrativa impulsiona exportações

Segundo o economista Rafael Perez, da Suno Research, a alta das exportações no trimestre foi puxada pelo fortalecimento da indústria extrativa e pelo redirecionamento das vendas para outros mercados, estratégia que compensou os efeitos do tarifaço.

Os preços internacionais da soja, um dos principais produtos de exportação do país, também favoreceram o movimento de alta. O economista-chefe da Fiesp, Igor Rocha, destaca o “aumento das vendas de grãos” como fator determinante.

Importações crescem, mas balança comercial permanece favorável

As importações brasileiras também subiram no trimestre, mas de forma mais moderada: 0,3%. Com isso, o saldo da balança comercial ficou maior no período encerrado em setembro em comparação ao segundo trimestre. Em relação ao mesmo período de 2024, as importações avançaram 2,2%.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Galdieri/Bloomberg via/Getty Images

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Exportação

Tarifa dos EUA ameaça exportações de tabaco e preocupa produtores do Rio Grande do Sul

O início da colheita de tabaco no Rio Grande do Sul chega acompanhado de incertezas. Apesar do clima favorável e das boas projeções para a safra de 2025, o setor enfrenta um obstáculo significativo: o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que ameaça milhões em exportações e a renda de pequenos agricultores.

EUA retomam tarifas históricas sobre importações

Anunciada pelo presidente Donald Trump, a nova política tarifária entrou em vigor no início de agosto e elevou os impostos médios sobre produtos estrangeiros ao maior patamar em mais de um século. A decisão impacta dezenas de países e afeta diretamente um dos principais destinos do tabaco gaúcho.

No último ano, o Brasil produziu 719 mil toneladas de tabaco — sendo 303 mil no Rio Grande do Sul, o equivalente a 42% da produção nacional. Os Estados Unidos figuraram como o terceiro maior comprador, adquirindo cerca de 38,4 mil toneladas, com movimentação superior a US$ 245 milhões.

Embarques suspensos e risco de perdas milionárias

Antes da aplicação da nova taxa, 70% do tabaco destinado aos EUA já havia sido exportado. No entanto, cerca de 12 mil toneladas vendidas não chegaram a sair das indústrias após o aumento tarifário.

“O que nós exportamos historicamente para os Estados Unidos é cerca de 9% do volume”, explica Valmor Thesing, presidente do Sinditabaco. “Mantido o tarifaço, as empresas terão de buscar novos mercados para realocar esse produto”, completa.

Segundo Thesing, algumas remessas começaram a ser retomadas, mas representam apenas uma fração do que ainda está parado.

Produtores temem queda nos preços

Na metade Sul do estado, especialmente em municípios como Canguçu, mais de cinco mil famílias dependem do cultivo de tabaco. O produtor Nilton Pereira conta que a safra promete bons resultados, mas o mercado preocupa.
“A safra está muito boa, mas o tarifaço pode ser o grande problema na hora de vender”, afirma.

O presidente da Afubra, Marcílio Drescher, alerta para o risco de impacto direto nos preços pagos aos agricultores, principalmente entre os produtores de tabaco burley, variedade mais consumida pelos norte-americanos.
“Se o tarifaço permanecer em vigor, o produtor de tabaco burley, o tabaco de galpão, será o mais prejudicado”, ressalta.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/RBS TV

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Exportação

Tarifaço dos EUA impacta 73,8% das exportações brasileiras, alerta CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirmou que o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos afeta 73,8% das exportações do Brasil, atingindo setores estratégicos como aço, alumínio, celulose e calçados. A entidade articula ações diplomáticas e técnicas para restabelecer a competitividade do país no comércio exterior.

Impacto direto sobre a indústria nacional

Segundo levantamento da CNI, o chamado “tarifaço” atinge 6.033 produtos brasileiros atualmente sujeitos a tarifas adicionais. Apesar da recente ampliação da lista de exceções, com 39 novos produtos isentos — entre eles minerais críticos, metais preciosos e químicos industriais — o impacto sobre a indústria ainda é expressivo.

Alban reforça que a estratégia da CNI é manter o diálogo e evitar medidas de retaliação, preservando o ambiente de confiança entre os países. “Nosso objetivo é restabelecer previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras, corrigindo distorções que afetam a indústria e o emprego”, explicou.

Missão a Washington e novas oportunidades

Durante missão liderada pela CNI em Washington, Alban destacou avanços no diálogo com interlocutores estratégicos e a abertura de oportunidades de cooperação em áreas como data centers, combustível sustentável de aviação (SAF) e minerais críticos. “Esses segmentos têm potencial real de gerar negócios de interesse mútuo e contribuir para a redução das tarifas”, pontuou.

O dirigente avalia que a retomada do diálogo direto entre os presidentes Lula e Donald Trump pode marcar uma nova fase nas relações bilaterais, baseada em cooperação, pragmatismo e resultados concretos.

Perspectivas e desafios internos

Além das questões comerciais, Alban destacou a necessidade de o Brasil enfrentar entraves internos que prejudicam a competitividade industrial, como a alta carga tributária e o custo da energia elétrica.
Ele criticou propostas de aumento de impostos, como a elevação do IOF, e elogiou a decisão do Congresso Nacional de barrar a Medida Provisória 1.303/2025, que, segundo ele, elevaria preços e prejudicaria o setor produtivo.

“O setor não pode ser penalizado com novas taxações. É urgente avançar na Reforma Tributária, criando um sistema simplificado e previsível, como o IVA, que trará mais racionalidade fiscal”, afirmou.

Energia e competitividade

A CNI também propõe mudanças estruturais para conter os custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que deve ultrapassar R$ 49 bilhões em 2025 e pode chegar a R$ 60 bilhões em 2026.
Para Alban, o Brasil precisa “trazer disciplina de gastos à CDE” e limitar despesas para reduzir o preço da energia, considerada uma das mais caras do mundo.

“Temos uma matriz energética limpa e barata, mas pagamos uma das tarifas mais altas. É hora de corrigir essa distorção estrutural”, concluiu.

FONTE: Tribuna da Bahia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portos brasileiros batem recorde de movimentação mesmo após tarifaço dos EUA

Mesmo após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, a movimentação portuária no Brasil registrou crescimento expressivo em agosto. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o volume de cargas movimentadas foi 7,8% superior ao do mesmo mês do ano anterior.
No acumulado entre janeiro e agosto de 2025, o país atingiu 914,8 milhões de toneladas, avanço de 2,8% em relação a 2024, consolidando um novo recorde histórico no setor.

Brasil redireciona exportações e supera restrições americanas

O relatório da Antaq aponta que o redirecionamento das rotas comerciais foi essencial para manter o ritmo das exportações após as sanções impostas pelos EUA. Em agosto, o volume exportado cresceu 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Destaque para o aumento das exportações destinadas à Índia (348%), México (97%), Argentina (50%) e China (12%), principal parceiro comercial do Brasil. Já as remessas para os Estados Unidos tiveram queda de 17%.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras via contêineres nos oito primeiros meses do ano nos últimos quatro anos. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações de contêineres do Brasil | Jan-Ago 2022 a 2025 | TEU

“O recorde na movimentação de carga reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional. Estamos trabalhando para expandir o modal aquaviário, que gera mais empregos e renda para o povo brasileiro”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Portos privados lideram crescimento; Itajaí se destaca

De acordo com a Antaq, o avanço mais expressivo em agosto ocorreu nos terminais privados, com alta de 11%. Entre os portos públicos, o destaque foi Itajaí (SC), que apresentou impressionante crescimento de 412%, resultado da retomada das operações pelo Governo Federal.
No acumulado do ano, o porto catarinense dobrou o volume de 2024, alcançando 2,5 milhões de toneladas movimentadas.

Transporte de longo curso e cabotagem também batem recordes

O setor aquaviário registrou números inéditos em todas as modalidades: transporte de longo curso (exportação e importação) atingiu 95,4 milhões de toneladas; a cabotagem (entre portos brasileiros) somou 28,2 milhões de toneladas; e o transporte interior (portos fluviais) chegou a 8,1 milhões de toneladas. Esses resultados consolidam o crescimento sustentável do transporte marítimo no Brasil, mesmo diante de desafios externos.

Abaixo, um histórico das importações brasileiras via contêineres nos oito primeiros meses do ano nos últimos quatro anos. o gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Importações de contêineres do Brasil | Jan-Ago 2022 a 2025 | TEU

Granel líquido e petróleo impulsionam resultados

O granel líquido foi o tipo de carga com maior crescimento em agosto, registrando alta de 25%, o que representa 32,5 milhões de toneladas, o maior volume mensal já registrado.
Somente em petróleo e derivados, foram movimentadas 22,5 milhões de toneladas, avanço de 33,4% em comparação com o mesmo mês de 2024.
As exportações de minério de ferro cresceram 11,3% (42,2 milhões de toneladas), enquanto o milho teve alta de 3,4% (10,7 milhões de toneladas).

FONTE: Antaq
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Mauro Vieira se reúne com secretário de Estado dos EUA para discutir tarifaço e relações bilaterais

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta quinta-feira (16.out.2025) de uma reunião com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington D.C.. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, o encontro está marcado para as 14h no horário local (15h em Brasília).

A reunião marca o primeiro contato direto entre os dois diplomatas e tem como objetivo preparar o terreno para um futuro encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump. O foco principal será negociar a reversão das tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e tratar das sanções aplicadas a autoridades do país.

Temas de interesse nas negociações

O governo norte-americano deve aproveitar a reunião para reforçar seu interesse nos minerais críticos brasileiros e discutir condições regulatórias mais favoráveis às big techs que operam no país. Já o Brasil busca reduzir os impactos do tarifaço, medida que vem prejudicando exportadores nacionais e ampliando tensões comerciais entre os dois países.

O convite oficial para o encontro partiu de Marco Rubio, que telefonou para Vieira em 9 de outubro propondo uma reunião presencial em Washington.

Censura e direitos humanos voltam à pauta

Às vésperas da reunião, autoridades norte-americanas voltaram a citar preocupações com o Estado de Direito e a liberdade de expressão no Brasil — temas que estavam há semanas fora do discurso público.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o tarifaço está relacionado a “preocupações extremas com o Estado de Direito, a censura e os direitos humanos no Brasil”. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, mencionou a “detenção ilegal de cidadãos norte-americanos em território brasileiro”, sem apresentar detalhes.

Lula comenta clima diplomático

Durante um evento no Rio de Janeiro, o presidente Lula confirmou o encontro e lembrou o tom amistoso da breve conversa que teve com Trump nos bastidores da 80ª Assembleia Geral da ONU, em setembro. Na ocasião, o republicano afirmou ter tido uma “química excelente” com o líder brasileiro — frase que Lula voltou a mencionar com humor ao anunciar a nova rodada de negociações.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Lula confirma reunião com EUA para negociar fim do tarifaço sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o Brasil e os Estados Unidos terão uma reunião nesta quinta-feira (16) para discutir as tarifas extras aplicadas a produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

O encontro será o primeiro diálogo formal entre autoridades dos dois países desde a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, ocorrida no início de outubro.

Em tom descontraído, Lula comentou a videoconferência da semana anterior com o líder americano: “Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, brincou o presidente, fazendo referência à fala de Trump sobre a “excelente química” entre ambos durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.

Negociações em Washington

De acordo com Lula, a rodada de negociações comerciais acontecerá nesta quinta-feira. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já desembarcou em Washington na última terça (14) para liderar a delegação brasileira. A equipe norte-americana será chefiada pelo secretário de Estado Marco Rubio, designado por Trump para conduzir as tratativas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil apresentará “os melhores argumentos econômicos” para tentar reverter o tarifaço. Segundo ele, a medida está encarecendo produtos e o custo de vida nos Estados Unidos. Haddad destacou ainda que o país norte-americano já possui superávit comercial com o Brasil e conta com amplas oportunidades de investimento no território brasileiro — especialmente nos setores de energia limpa, minerais críticos, terras raras e transformação ecológica.

Entenda o tarifaço americano

O chamado tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política comercial da Casa Branca, adotada pelo presidente Donald Trump, que busca elevar tarifas sobre parceiros estratégicos em resposta à perda de competitividade dos EUA frente à China nas últimas décadas.

Em 2 de abril, Trump determinou barreiras alfandegárias com base no déficit comercial dos Estados Unidos com cada país. Como os EUA têm superávit com o Brasil, a tarifa inicial foi de 10%. No entanto, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40%, em retaliação a decisões brasileiras que, segundo Trump, prejudicariam as big techs norte-americanas e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Produtos afetados pelas tarifas

Entre os produtos brasileiros atingidos pelas novas taxas estão café, frutas e carnes. Ficaram isentos na primeira rodada cerca de 700 itens, equivalentes a 45% das exportações do Brasil aos EUA, incluindo suco de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis (com motores, peças e componentes). Posteriormente, outros produtos também foram liberados das tarifas adicionais.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados e U.S. Department of State

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Exportação

Mesmo com tarifaço dos EUA, Brasil bate recorde de exportações em setembro

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 18,5% em setembro de 2025, após a implementação do tarifaço de 50% sobre produtos nacionais pelo governo de Donald Trump. Apesar da retração no comércio com os norte-americanos, o Brasil conseguiu alcançar US$ 30,53 bilhões em exportações no período, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Superávit em queda, mas projeções revisadas para cima

As importações brasileiras somaram US$ 27,54 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 2,99 bilhões no mês. O saldo positivo, no entanto, foi 41% menor em comparação a setembro de 2024.

De janeiro a setembro, o país acumula superávit de US$ 45,5 bilhões, queda de 22,5% frente ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, diante do cenário, o MDIC revisou suas projeções para 2025:

  • Superávit comercial: de US$ 50,4 bilhões para US$ 60,9 bilhões;
  • Exportações: de US$ 341,9 bilhões para US$ 344,9 bilhões;
  • Importações: de US$ 291,5 bilhões para US$ 284 bilhões.

Diversificação de mercados compensa perdas

Embora o tarifaço tenha reduzido as vendas aos EUA, o Brasil ampliou suas exportações para outros mercados internacionais estratégicos. Na Ásia, os principais destaques foram:

  • China: aumento de 14,9% (US$ 1,1 bilhão);
  • Singapura: alta de 133,1% (US$ 0,5 bilhão);
  • Índia: crescimento de 124,1% (US$ 0,4 bilhão);
  • Bangladesh: avanço de 80,6% (US$ 0,1 bilhão);
  • Filipinas: elevação de 60,4% (US$ 0,1 bilhão).

Na América do Sul, as exportações brasileiras subiram 29,3%, com destaque para a Argentina, que comprou 24,9% a mais de produtos nacionais. Já para a União Europeia, o crescimento foi mais modesto, de 2%.

Brasil reforça posição no comércio global

Mesmo diante das barreiras impostas pelos EUA, o desempenho em outros mercados mostra a resiliência do comércio exterior brasileiro e reforça a estratégia de diversificação de destinos para manter o ritmo de crescimento das exportações.

FONTE: Bahia Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diego Baravelli/Minfra

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