Comércio Exterior

Brasil e China ampliam exportação de miúdos suínos com novo protocolo sanitário

Brasil e China ampliaram o acordo sanitário que regulamenta a exportação de miúdos suínos brasileiros para o mercado chinês. A revisão do protocolo bilateral foi assinada no sábado (26/9) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.

A medida aumenta a lista de produtos suínos autorizados para exportação e abre novas possibilidades comerciais para frigoríficos e demais estabelecimentos brasileiros habilitados. A expectativa é diversificar a pauta de vendas externas e ampliar o aproveitamento econômico da produção.

Novo protocolo define regras para exportação

As negociações entre os dois países estabeleceram requisitos sanitários, regras de certificação e condições que deverão ser cumpridas pelos estabelecimentos interessados em vender os produtos à China.

Com a revisão do protocolo, as empresas habilitadas terão de seguir os critérios definidos pelas autoridades sanitárias brasileiras e chinesas para realizar os embarques.

Para o ministro André de Paula, a ampliação do acesso representa um avanço para a suinocultura brasileira, com potencial para gerar novas oportunidades de mercado, renda e empregos no campo e na indústria.

A China é considerada o maior produtor e consumidor mundial de carne suína. Para o país asiático, segundo o ministro, a ampliação das importações também representa uma alternativa de abastecimento respaldada pelo sistema sanitário brasileiro.

Mercado chinês pode receber mais de 100 mil toneladas por ano

Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que mais de 100 mil toneladas de miúdos suínos brasileiros poderão ser destinadas anualmente à China a partir da ampliação do acesso.

A expectativa é que o direcionamento desses produtos para um mercado de maior valor agregado gere mais de US$ 100 milhões adicionais em receitas para a cadeia produtiva.

A medida permite que produtos que possuem menor valor comercial em determinados mercados encontrem novas oportunidades de venda no exterior.

Acordo foi anunciado após auditoria chinesa

A assinatura do protocolo ocorreu no encerramento de uma auditoria sanitária chinesa em frigoríficos brasileiros, iniciada em 20 de setembro.

Durante a missão, técnicos chineses visitaram fazendas, unidades de produção e abatedouros, além de laboratórios oficiais em seis estados brasileiros. A avaliação envolveu estabelecimentos relacionados às cadeias de carnes bovina, suína e de aves.

O embaixador Zhu Qingqiao destacou que o novo acordo cria oportunidades adicionais para as exportações brasileiras e classificou a medida como resultado da cooperação entre os dois países na área agropecuária.

Segundo o diplomata, o agronegócio ocupa posição estratégica na relação bilateral e ainda apresenta potencial para o desenvolvimento de novas parcerias.

A secretária de Ásia e Oceania do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Susan Kleebank, afirmou que a atualização do protocolo demonstra a dinâmica de cooperação entre Brasil e China.

Quais produtos suínos poderão ser exportados?

A autorização contempla uma lista ampliada de miúdos e coprodutos suínos. Entre os produtos previstos estão:

  • Músculo suíno congelado, desossado ou com osso, incluindo gordura;
  • Miúdos e coprodutos comestíveis congelados;
  • Banha suína não refinada, composta exclusivamente por gordura corporal;
  • Língua, máscara, focinho, orelhas e cauda suínas;
  • Pés suínos inteiros;
  • Pele e cartilagem suínas;
  • Estômagos, fígado, coração, rins e diafragma;
  • Ossos suínos.

A relação também estabelece restrições específicas para determinados produtos. A cartilagem, por exemplo, não inclui aquela proveniente da garganta, glote ou vísceras. No caso da banha, não está incluída gordura originária das vísceras.

Febre aftosa influenciou ampliação do acesso

Até então, a China autorizava a entrada de determinados miúdos, entre eles pés, orelhas, rabo, língua, focinho e máscara suína. A autorização estava relacionada ao reconhecimento sanitário concedido pelas autoridades chinesas.

Em maio de 2025, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação.

A evolução do status sanitário brasileiro contribuiu para ampliar as possibilidades de acesso aos mercados internacionais e para agregar valor a produtos da cadeia de proteína animal.

China é mercado estratégico para a suinocultura

A China está entre os principais mercados consumidores e importadores de produtos suínos no mundo. As importações chinesas de miúdos suínos movimentam aproximadamente US$ 2,5 bilhões.

Com o novo protocolo, mais produtos brasileiros poderão disputar espaço nesse mercado, aumentando as alternativas comerciais para os estabelecimentos habilitados e contribuindo para a diversificação das exportações do agronegócio brasileiro.

Além do impacto econômico, a ampliação do acesso considera características do mercado chinês. Os miúdos fazem parte da culinária local e são consumidos tanto em restaurantes quanto nas residências.

Nesse cenário, o novo acordo aproxima a oferta da suinocultura brasileira da demanda do mercado chinês e amplia as possibilidades de comercialização de diferentes partes do animal.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Produção de carne suína cresce 6,4% no Brasil no primeiro semestre de 2026

A produção de carne suína no Brasil avançou nos primeiros seis meses de 2026, acompanhada pelo aumento no número de animais abatidos e pelo maior peso médio das carcaças. Dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pelo Sistema CNA, apontam que o país produziu 2,93 milhões de toneladas de carne suína no primeiro semestre.

O volume representa crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025 e indica continuidade do avanço dos principais indicadores da suinocultura brasileira.

Abate de suínos chega a 31 milhões de animais

Entre janeiro e junho, aproximadamente 31 milhões de suínos foram abatidos em estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária.

O resultado acompanha o crescimento do plantel e a manutenção do fluxo de animais destinados às unidades frigoríficas, contribuindo para ampliar a oferta de carne no mercado.

Peso das carcaças também aumenta

Além do maior número de animais processados, houve avanço no rendimento médio das carcaças.

O peso médio chegou a 94,5 quilos no primeiro semestre, alta de 1,5% na comparação com os primeiros seis meses de 2025.

A combinação entre maior volume de abates e aumento do peso médio das carcaças foi determinante para o crescimento de 6,4% na produção de carne suína.

O desempenho ajudou a garantir maior disponibilidade de proteína tanto para o mercado interno quanto para as exportações.

Suinocultura brasileira mantém ganhos de eficiência

Para o Sistema CNA, os números refletem a evolução da eficiência técnica observada nas granjas brasileiras.

O crescimento simultâneo do número de animais abatidos e do peso das carcaças demonstra a capacidade produtiva do setor e sua adaptação às necessidades do mercado.

O avanço da produção também reforça a importância do uso de tecnologias e de práticas de manejo voltadas ao aumento da produtividade na cadeia de proteína animal.

Custos e demanda serão importantes no segundo semestre

Apesar do resultado positivo na primeira metade do ano, o desempenho do setor nos próximos meses dependerá de fatores como os custos de alimentação dos animais e o comportamento do consumo.

Entre os principais pontos de atenção estão os custos de nutrição, que têm impacto direto sobre as despesas das propriedades, e a demanda no varejo, que influencia as margens dos produtores.

A evolução desses fatores será importante para determinar a manutenção do ritmo de produção e das condições econômicas da suinocultura nacional ao longo do segundo semestre de 2026.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Comércio Internacional

Importação de soja pela China cai e aumenta pressão sobre custos da suinocultura

A redução das importações de soja pela China deve levar as compras do país ao menor nível em mais de dois anos. O movimento restringe a disponibilidade de farelo de soja no mercado asiático e eleva os custos das fábricas de ração destinadas à produção de suínos.

Como maior comprador mundial de oleaginosas, qualquer mudança no ritmo de aquisição chinês pode provocar impactos em toda a cadeia de proteína animal e influenciar a demanda futura pelo complexo soja brasileiro.

Menor oferta de farelo eleva custo da ração

A diminuição das compras de soja pela China reduz a disponibilidade de matéria-prima para a fabricação de farelo, um dos principais componentes utilizados na alimentação de animais.

Com a oferta mais restrita, as indústrias de nutrição animal chinesas passam a enfrentar maior pressão sobre suas margens. Parte desse aumento de custos tende a chegar aos produtores de suínos, elevando o preço da ração e, consequentemente, o custo de produção da carne suína.

O cenário pode afetar a competitividade da suinocultura chinesa, especialmente se os custos permanecerem elevados por um período prolongado.

Carne suína importada pode ganhar espaço

O encarecimento da produção doméstica também pode alterar a dinâmica do mercado chinês de carnes. Com custos maiores para os produtores locais, a importação de proteína animal processada pode se tornar uma alternativa mais competitiva em determinados segmentos.

Essa possibilidade abre espaço para fornecedores internacionais, incluindo produtores da América do Sul, que podem encontrar novas oportunidades no mercado chinês no médio e longo prazo.

A evolução das compras chinesas de soja, portanto, não afeta apenas o mercado de grãos. O movimento também pode influenciar os fluxos internacionais de carnes e modificar a demanda por produtos de maior valor agregado.

Brasil se prepara para ampliar produção de carnes

O cenário externo ganha importância diante da expectativa de aumento da produção brasileira de proteínas animais.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta crescimento da produção nacional de carne de frango nos anos de 2026 e 2027. As estimativas também são acompanhadas pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

A expansão da avicultura brasileira aumenta a necessidade de mercados externos capazes de absorver parte da produção adicional. Para os produtores, a manutenção de uma demanda internacional aquecida é importante para evitar excesso de oferta e pressão negativa sobre os preços no mercado interno.

Produção brasileira de carnes deve superar 34 milhões de toneladas

As projeções da Conab indicam que a produção total de carnes no Brasil deverá ultrapassar 34 milhões de toneladas no biênio 2026/2027.

O avanço reforça a trajetória de crescimento da pecuária brasileira e amplia a importância das exportações para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Nesse contexto, o comportamento do mercado chinês será um dos fatores acompanhados pelo setor. A China é um importante participante do comércio internacional de commodities agrícolas e proteínas animais, e alterações em suas compras podem provocar reflexos nos preços e nos fluxos comerciais.

China pode mudar perfil das importações de proteína

Caso a China mantenha um ritmo reduzido de aquisição de soja em grão, a menor disponibilidade do insumo poderá continuar pressionando os custos da alimentação animal no país.

Em um cenário de produção doméstica de carnes mais cara, a necessidade de complementar a oferta interna por meio de importações pode ganhar relevância.

Para o Brasil, essa dinâmica representa uma possível mudança no perfil das exportações. Em vez de concentrar parte da demanda externa na comercialização de soja, o país pode ampliar a participação de produtos de proteína animal e itens com maior valor agregado na pauta destinada ao mercado chinês.

A evolução desse cenário dependerá, entre outros fatores, do comportamento das compras chinesas de soja, dos custos de produção asiáticos e da capacidade brasileira de manter competitividade no mercado internacional de carnes.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Exportação

Exportação de carne suína do Brasil cresce 10% no primeiro semestre de 2026

As exportações de carne suína brasileiras mantiveram ritmo positivo ao longo do primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o país embarcou 794,2 mil toneladas do produto, volume 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram exportadas 722 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Além do aumento no volume embarcado, o setor também registrou crescimento nas receitas obtidas com as vendas ao mercado externo.

Receita com exportações supera US$ 1,8 bilhão

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a receita gerada pelas exportações brasileiras de carne suína alcançou US$ 1,859 bilhão, resultado 7,9% maior que os US$ 1,723 bilhão registrados no primeiro semestre do ano passado.

Apesar do desempenho positivo no acumulado, o mês de junho apresentou retração. Os embarques somaram 132,4 mil toneladas, uma redução de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025.

A receita também recuou no período, totalizando US$ 312,8 milhões, queda de 8,4% frente aos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano anterior.

Filipinas lideram entre os principais compradores

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em junho, com importações de 23,5 mil toneladas.

Na sequência aparecem o Japão, com 17,2 mil toneladas, o Chile, com 11,7 mil toneladas, a China, com 11,4 mil toneladas, e Hong Kong, que adquiriu 8 mil toneladas do produto.

Entre os demais mercados de destaque estão o México (6,9 mil toneladas), Singapura (5,9 mil toneladas), Argentina (5,9 mil toneladas), Vietnã (5,8 mil toneladas) e Uruguai (4,7 mil toneladas).

Santa Catarina segue na liderança das exportações

No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional em junho, com 65,2 mil toneladas embarcadas para o mercado internacional.

O Rio Grande do Sul aparece na segunda posição, com 31,4 mil toneladas exportadas, seguido pelo Paraná, com 20,7 mil toneladas.

Também figuram entre os principais estados exportadores Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas, e Mato Grosso, que embarcou 4 mil toneladas no período.

O desempenho reforça a competitividade da suinocultura brasileira no mercado internacional, sustentada pela diversificação de destinos e pela demanda crescente de importantes mercados consumidores.

FONTE: Boca Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de carne suína batem recorde em maio e avançam 9% no Brasil

As exportações de carne suína brasileira alcançaram um novo recorde em maio, consolidando a força do setor no mercado internacional. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), foram embarcadas 129,4 mil toneladas de produtos suínos, entre cortes in natura e industrializados.

O volume representa um crescimento de 9% em comparação com maio de 2025, quando os embarques somaram 118,8 mil toneladas. Trata-se do maior resultado já registrado para o mês.

Receita com vendas externas também cresce

Além do aumento em volume, a receita obtida com as exportações apresentou desempenho histórico. Em maio, o setor faturou US$ 302,1 milhões, alta de 3,8% em relação aos US$ 291,2 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

O resultado reforça o cenário positivo para a suinocultura brasileira, impulsionada pela ampliação de mercados e pela demanda internacional consistente.

Acumulado do ano supera 660 mil toneladas

Entre janeiro e maio, as exportações nacionais de carne suína atingiram 661,7 mil toneladas, avanço de 13,1% frente às 584,8 mil toneladas embarcadas nos cinco primeiros meses de 2025.

Em termos de faturamento, o crescimento acumulado chegou a 11,9%, com receita de US$ 1,546 bilhão no período. No ano anterior, o setor havia registrado US$ 1,382 bilhão.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho reflete a estratégia de diversificação dos mercados compradores e a manutenção da demanda global pela proteína brasileira.

Filipinas seguem como principal destino da carne suína brasileira

As Filipinas permaneceram na liderança entre os importadores da proteína brasileira em maio, com 27,2 mil toneladas adquiridas. Apesar da liderança, o volume ficou 3,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 15,2 mil toneladas (+83,2%);
  • Chile: 10,9 mil toneladas (-0,1%);
  • China: 8,9 mil toneladas (-25,9%);
  • México: 8,6 mil toneladas (+20,4%);
  • Hong Kong: 8,2 mil toneladas (+13,8%);
  • Argentina: 5,8 mil toneladas (+13,7%);
  • Uruguai: 4,7 mil toneladas (+0,3%);
  • Vietnã: 4,6 mil toneladas (-14,2%);
  • Singapura: 4,1 mil toneladas (-50,5%).

O destaque ficou para o mercado japonês, que registrou o maior crescimento percentual entre os principais destinos.

Santa Catarina lidera embarques nacionais

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança absoluta nas vendas externas de carne suína, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio, resultado 4,9% superior ao do mesmo período do ano passado.

O ranking dos principais exportadores inclui ainda:

  • Rio Grande do Sul: 32,7 mil toneladas (+19,5%);
  • Paraná: 18,3 mil toneladas (-4,8%);
  • Mato Grosso: 4,6 mil toneladas (+52,4%);
  • Minas Gerais: 3,7 mil toneladas (+26,5%).

Os números reforçam a relevância da região Sul na produção e exportação de proteína animal, com destaque para Santa Catarina, principal polo da suinocultura nacional.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araújo / Trilux / CP

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Informação

Impactos da peste suína africana no Brasil: Acrismat analisa riscos e oportunidades

A confirmação de casos de peste suína africana (PSA) na Espanha dominou as discussões do 2º Seminário da Suinocultura de Mato Grosso, promovido pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). Segundo o presidente da entidade, Frederico Tannure Filho, a relevância do mercado espanhol na produção global acende um sinal de alerta para possíveis repercussões da doença em outros países.

Tannure ressaltou que o avanço da PSA pode influenciar diretamente o setor nacional. Ele afirmou que a disseminação da peste suína africana na Europa tem potencial para gerar reflexos imediatos no Brasil, caso a doença ultrapasse fronteiras.

Mercado internacional reage e abre espaço ao Brasil

As primeiras consequências já foram registradas. Japão e México suspenderam todas as compras de produtos suínos da Espanha, conforme informações do Ministério de Agricultura, Pesca e Alimentação espanhol. A China adotou uma postura mais seletiva, bloqueando apenas importações da província de Barcelona.

Nesse contexto, Tannure avaliou que o Brasil pode se beneficiar. Com países buscando fornecedores alternativos para garantir segurança sanitária, a carne suína brasileira pode ganhar maior visibilidade e ampliar sua participação no mercado global. Para o setor, essa mudança representa uma oportunidade estratégica.

Biosseguridade reforçada nas granjas brasileiras

Apesar das possibilidades de expansão, especialistas alertam para a necessidade de rigor no controle sanitário. Charli Ludtke, diretora técnica da ABCS, explicou que o risco de contaminação envolve a circulação internacional de proteínas e carcaças, exigindo atenção redobrada no país.

Ela defendeu a intensificação dos protocolos de biosseguridade, incluindo barreiras físicas, controle de acesso às granjas e restrições a visitas. Ludtke destacou ainda a importância de evitar o transporte de produtos de origem animal na bagagem de viajantes, medida essencial para prevenir a entrada do vírus no território nacional.

Mato Grosso consolida liderança em custos de produção

Além das discussões sanitárias, o seminário reforçou o protagonismo de Mato Grosso na suinocultura. A logística favorável para obtenção de insumos garante ao estado o menor custo de produção do país — e do mundo.

Everton Krabbe, chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, destacou que os indicadores comprovam a competitividade regional. Segundo ele, os dados confirmam que a carne suína produzida no Centro-Oeste apresenta o menor custo global, fortalecendo o estado como referência no setor.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Embrapa Suínos e Aves

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Agronegócio

França perde autossuficiência na carne suína e aumenta dependência das importações

A França deixou de ser autossuficiente na produção de carne suína pela primeira vez desde o início dos anos 2000. Dados atualizados da FranceAgriMer mostram que o índice de cobertura da demanda interna caiu para 98,6% no primeiro semestre, abaixo dos 100% registrados em 2024 e distante dos picos de 108% em 2011 e 107% em 2020.

O recuo confirma uma tendência estrutural de perda de competitividade. O cálculo de “consumo aparente” evidencia que a indústria local não consegue acompanhar o ritmo do mercado doméstico. Paralelamente, o país enfrenta um êxodo acelerado de produtores: entre 2014 e 2024, cerca de 3% dos suinocultores abandonaram a atividade todos os anos — mais do que o dobro da taxa média da agricultura francesa. Hoje, restam aproximadamente 5.700 criadores, e o rebanho nacional encolheu de 14 milhões de cabeças, em 2010, para 11,7 milhões em 2024.

Cresce a dependência de fornecedores externos

Com a produção incapaz de atender o consumo interno, a França ampliou as importações de carne suína. Em 2024, foram compradas 337 mil toneladas, alta de quase 7% em relação ao ano anterior. A Espanha, maior produtora da União Europeia, reforçou sua posição como principal fornecedora, enviando cerca de 220 mil toneladas ao mercado francês. O país também importou 240 mil toneladas de produtos processados e charcutaria.

Setor aponta entraves regulatórios

Representantes da cadeia produtiva afirmam que a estagnação resulta de um ambiente regulatório desfavorável. A Inaporc, entidade do setor, sustenta que normas excessivas impedem investimentos essenciais para a modernização das granjas. Segundo a organização, é urgente reduzir as barreiras burocráticas para garantir a soberania alimentar, evitar o declínio produtivo e assegurar a renovação geracional da atividade.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Sustentabilidade

SC tem potencial para liderar suinocultura sustentável no mundo

Projeto da Embrapa quer criar protocolos de sustentabilidade para produtores; agroindústria de SC será parceira da proposta

Responsável por 8% das exportações mundiais de carne suína, e por 33% do rebanho do país, Santa Catarina tem potencial para liderar a produção sustentável de suínos no globo. A importância da sustentabilidade no ramo ganha cada vez mais relevância, na medida em que mais países adotam políticas de descarbonização que impactam potenciais fornecedores.

O tema foi debatido nesta quarta-feira, dia 16, em reunião da Câmara de Desenvolvimento do setor, da Federação das Indústrias de SC (FIESC), com empresários do segmento e a Embrapa. A instituição está à frente do Projeto Suinocultura Sustentável do Brasil, que pretende estabelecer um protocolo de sustentabilidade para a produção de suínos, com métricas e indicadores adaptados à realidade do país.

Para o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, a sustentabilidade será essencial para a manutenção e a conquista de novos mercados consumidores, diante de um número maior de países adotando regulamentações para a redução de emissões de gases do efeito estufa. “Quem provar que é sustentável venderá mais e por preço maior. Exercer a sustentabilidade, como melhoria de processo, será um diferencial de sobrevivência competitiva”, avalia.

O Brasil é o terceiro maior exportador de carne suína do mundo, e SC tem liderado processos de transformação na suinocultura nacional nas últimas sete décadas, segundo a Embrapa. A presidente da Câmara da Agroindústria, Irani Pamplona, colocou a indústria à disposição para colaborar com a iniciativa da Embrapa, que vai demandar também parceria com os produtores, cooperativas e outros órgãos do setor público.

Fonte: FIESC

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Comércio, Notícias

Queda de 31% na suinocultura em SC vai deixar carne mais cara

Santa Catarina é responsável por 55% da produção suina brasileira

A suinocultura de Santa Catarina está experimentando um período de significativa valorização, contrastando com a estabilidade observada em outras regiões do Brasil. Nas últimas semanas, a Bolsa de Suínos catarinense registrou um aumento no preço do quilo vivo. Que passou de R$ 8,31 para R$ 8,36, enquanto São Paulo e Minas Gerais mantiveram seus valores estáveis.

Losivanio Luiz de Lorenzi é presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS). De acordo com ele, essa elevação de preços é resultado da baixa oferta de animais no mercado. Um fenômeno que se estende por todo o país. Ele enfatizou que Santa Catarina, como maior produtor e exportador, está exercendo uma influência positiva nos preços pagos aos suinocultores.

Em abril, o volume de suínos negociados pela Bolsa de Suínos de Santa Catarina apresentou uma queda de 31% em relação a janeiro. Enquanto o preço médio por animal subiu cerca de 5%. Essa retração na produção, especialmente entre produtores independentes afetados por crises econômicas anteriores, tem contribuído para o cenário atual.

Mercado internacional

De Lorenzi projeta um mercado aquecido para os próximos meses, com a dificuldade de acesso a crédito e a falta de novos investimentos mantendo a oferta baixa e favorecendo a valorização dos preços. Além disso, o custo de produção atual, em torno de R$ 7,00, está abaixo dos valores de comercialização, permitindo que os produtores melhorem sua situação financeira e invistam em sanidade.

O desempenho no mercado internacional também fortalece a suinocultura catarinense. O estado foi responsável por 55% das exportações brasileiras de carne suína no primeiro trimestre de 2025, com um volume de 159.456 toneladas, superando o Rio Grande do Sul, o segundo maior exportador nacional. Destinos importantes como Japão, México e Hong Kong aumentaram suas compras, com o Japão dobrando suas importações. Esse crescimento é atribuído à reconhecida excelência sanitária de Santa Catarina.

Apesar de algumas perdas em mercados específicos, o aumento geral nas exportações, aliado à valorização do dólar, tem proporcionado maiores receitas para as indústrias locais. De Lorenzi ressaltou a importância da biosseguridade para sustentar esse ciclo de prosperidade e a qualidade dos produtos, tanto para o mercado internacional quanto para o consumidor brasileiro.

Fonte: Guararema News

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