Portos

Dragagem do canal de acesso ao Porto de Itajaí será retomada após novo contrato

A dragagem do canal de acesso ao Porto de Itajaí será retomada após a assinatura de um novo contrato entre a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), a administração portuária local e a empresa holandesa Van Oord. A ordem de serviço foi liberada nesta quarta-feira, permitindo o reinício imediato das atividades de manutenção do calado.

O contrato, firmado de forma eletrônica na terça-feira, prevê investimento de R$ 63,8 milhões e terá vigência inicial de 12 meses. A iniciativa assegura a continuidade dos serviços e a estabilidade das operações portuárias nos próximos anos.

Segurança da navegação e competitividade logística

De acordo com a gestão do porto, a licitação definitiva fortalece a segurança da navegação, preserva as condições adequadas do canal e contribui para ampliar a competitividade logística de Santa Catarina.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, destacou que o novo contrato representa um avanço estratégico. Segundo ele, a legislação federal permite a prorrogação do acordo por até 60 meses, garantindo maior previsibilidade ao setor.

Ele também ressaltou que a atual administração solucionou pendências financeiras herdadas, incluindo o pagamento de uma dívida de R$ 48 milhões, e agora consolida uma solução estruturante para o porto.

Interrupção de 47 dias impactou o complexo portuário

A retomada ocorre após um período de 47 dias sem serviços de dragagem, que afetou o complexo portuário de Itajaí e Navegantes. A paralisação teve início após o encerramento de um contrato emergencial com a própria Van Oord, em 15 de fevereiro.

Inicialmente, a Codeba havia contratado, em caráter emergencial, um consórcio para executar o serviço por seis meses, com início previsto para 23 de março. No entanto, a empresa vencedora desistiu, o que levou à convocação da segunda colocada.

Economia e solução definitiva para a dragagem

Paralelamente, o processo licitatório definitivo seguiu em andamento e teve a Van Oord como vencedora. Diante disso, a administração optou por firmar diretamente o contrato anual, substituindo a solução emergencial.

A decisão deve gerar uma economia estimada em cerca de R$ 2,3 milhões por mês, além de garantir maior eficiência e estabilidade na manutenção do canal de acesso.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Portos

Colisão no Porto de Santos: Marinha investiga velocidade, comunicação e manobras de navio e balsas

A Marinha do Brasil instaurou inquérito para apurar as causas da colisão entre um navio porta-contêineres e duas balsas no canal do Porto de Santos, no litoral paulista. A investigação será conduzida pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Segundo o Capitão de Mar e Guerra Leandro Gomes Mendes, o procedimento irá analisar elementos testemunhais, periciais e documentais para esclarecer o que provocou o acidente.

O que será apurado no inquérito

O caso está sendo tratado por meio de um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), aberto na terça-feira (17). Entre os principais pontos que serão investigados estão:

  • se o navio e as balsas estavam aptos à navegação;
  • cumprimento das normas nacionais e internacionais;
  • possíveis falhas humanas;
  • velocidade das embarcações no momento da colisão;
  • existência e registro de comunicação via rádio;
  • autorizações e tratativas prévias para as manobras realizadas.

Embora as Normas e Procedimentos das Capitanias dos Portos (NPCP) estabeleçam prioridade para embarcações de maior porte, devido à manobra restrita, o capitão ressaltou que a conclusão depende da análise técnica completa.

Dinâmica do acidente no canal

O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (16), quando o navio deixava o canal em direção à área de fundeio por não haver vaga para atracação. Durante a manobra, a embarcação atingiu as balsas FB-15 e FB-14.

A FB-15 rebocava a FB-14, que estava fora de operação, em deslocamento sentido Guarujá. Quatro tripulantes — o comandante e três marinheiros — saltaram ao mar instantes antes do impacto. Não houve feridos.

As balsas estavam sem passageiros ou veículos no momento da colisão.

Resgate mobilizou equipes e populares

Imagens registradas por testemunhas mostram os tripulantes nadando até o cais após pularem na água. Pessoas que estavam em terra auxiliaram no resgate, lançando boias e coletes e ajudando a puxar os marinheiros para a margem.

A Praticagem enviou lanchas de apoio, e todos foram retirados da água em segurança.

Discussão sobre autorização de atracação

Outro ponto que poderá ser analisado é a ausência de espaço para atracação do navio no momento da manobra.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que, em caso de terminais privados, cabe à própria operadora verificar a disponibilidade de berço, equipamentos e metragem adequada para receber a embarcação, com margem de segurança.

A APS destacou que sua atuação nesses casos se dá por meio da análise documental no sistema Porto Sem Papel (PSP), que reúne anuências de órgãos como a própria autoridade portuária, Anvisa, Polícia Federal e Capitania dos Portos.

A verificação direta da compatibilidade entre o tamanho do navio e o cais ocorre apenas em estruturas públicas. A DP World, responsável pelo terminal envolvido, não se manifestou sobre o episódio.

Investigação segue sem conclusões antecipadas

De acordo com a Capitania dos Portos, não é possível apontar responsabilidades antes da conclusão do IAFN. O comandante destacou que a prioridade de navegação para navios de grande porte não é suficiente para encerrar a análise.

O relatório final deverá esclarecer as circunstâncias da colisão no Porto de Santos, identificar eventuais falhas e indicar medidas para evitar novos acidentes no maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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