Portos

Portos brasileiros enfrentam desafios até 2035, aponta estudo inédito da Antaq

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou um estudo inédito que traça um panorama dos principais desafios que poderão impactar os portos brasileiros até 2035. Intitulado “Riscos Globais Portuários”, o levantamento reúne análises estratégicas para apoiar o planejamento de longo prazo diante de um cenário marcado por mudanças climáticas, transformações tecnológicas, instabilidade geopolítica e novas demandas do comércio internacional.

A iniciativa integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária 2025-2026 e foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio de um acordo de cooperação técnica.

Estudo servirá de base para políticas públicas e investimentos

Após ser concluído, o material foi analisado pela Superintendência de ESG e Inovação (Sesgi) da Antaq e aprovado pela diretoria da agência. O objetivo é oferecer uma ferramenta de inteligência regulatória capaz de orientar decisões relacionadas a investimentos, gestão de riscos e formulação de políticas públicas para o setor portuário.

Segundo a Antaq, antecipar ameaças tornou-se fundamental para aumentar a capacidade de adaptação dos portos brasileiros e garantir maior eficiência diante das constantes mudanças no ambiente econômico global.

Pesquisa ouviu especialistas e adaptou metodologia internacional

Para elaborar o diagnóstico, os pesquisadores utilizaram como referência a metodologia aplicada pelo Fórum Econômico Mundial em seu relatório anual de riscos globais, adaptando-a à realidade brasileira.

O estudo reuniu revisão de literatura científica, análise de relatórios de sustentabilidade de portos nacionais e a contribuição de 125 especialistas e gestores do setor. Como resultado, foram produzidos um relatório técnico completo e uma versão executiva destinada a subsidiar decisões estratégicas.

Instabilidade política e falhas nas cadeias de suprimentos preocupam o setor

Entre os riscos considerados mais críticos para os próximos anos, o levantamento destaca:

  • instabilidade política;
  • conflitos geoeconômicos;
  • excesso regulatório;
  • aumento da carga tributária;
  • interrupções em infraestruturas digitais críticas;
  • falhas nas cadeias globais de suprimentos.

Outro dado relevante é que cerca de 74% dos riscos analisados permanecem classificados como elevados tanto no curto quanto no longo prazo, indicando que grande parte dos desafios possui caráter estrutural e exigirá ações permanentes.

Mudanças climáticas lideram os riscos para 2035

Na avaliação da Antaq, as mudanças climáticas representam a principal ameaça para o sistema portuário brasileiro na próxima década.

Entre os impactos previstos estão eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, erosão costeira, escassez de recursos naturais e os desafios relacionados à descarbonização do transporte marítimo, fatores que podem comprometer operações e investimentos em infraestrutura.

Digitalização amplia necessidade de segurança cibernética

O estudo também aponta que o avanço da transformação digital nos portos exige investimentos crescentes em segurança cibernética, proteção de infraestruturas críticas, integração de sistemas e qualificação profissional para acompanhar a expansão da automação e da inteligência artificial.

Na área econômica, permanecem como fatores de atenção a perda de competitividade, a elevada carga tributária, a insegurança regulatória e os reflexos das tensões geopolíticas sobre as rotas globais de comércio.

Recomendações buscam fortalecer a resiliência do setor

Além de mapear os riscos, o relatório apresenta medidas para aumentar a capacidade de resposta dos portos brasileiros. Entre as recomendações estão a adoção de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, aceleração da modernização digital, criação de um sistema permanente de monitoramento de riscos, ampliação das parcerias com universidades e centros de pesquisa e incentivo ao desenvolvimento de soluções inovadoras.

O documento também defende mecanismos de financiamento para infraestrutura resiliente e programas de capacitação profissional, reforçando que a preparação para os desafios futuros dependerá da atuação integrada entre governo, autoridades portuárias, operadores e demais agentes da cadeia logística.

Segundo a Antaq, os resultados do estudo passarão a compor a base técnica utilizada na formulação de políticas regulatórias e poderão contribuir para decisões do Ministério de Portos e Aeroportos, além de subsidiar análises relacionadas aos contratos do setor e ao processo de modernização da infraestrutura portuária brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Nova fronteira da proteção logística une segurança física e digital

A digitalização da cadeia logística trouxe avanços na eficiência do transporte e armazenamento de cargas. No entanto, também elevou a complexidade da segurança, exigindo uma abordagem integrada que una proteção física e cibernética. A Fractal, empresa dedicada à segurança tecnológica, destaca que a interoperabilidade entre sensores, sistemas de rastreamento e plataformas digitais é essencial para mitigar riscos operacionais e proteger ativos.

Com soluções que conectam lacres eletrônicos, inteligência de dados e monitoramento remoto, a Fractal atua para prevenir violações, fraudes e extravios. “A segurança logística do futuro exige convergência. Só é possível garantir integridade da carga com monitoramento contínuo, análise preditiva e respostas rápidas, tanto em nível físico quanto digital”, afirma José Roberto França de Mesquita Filho, executivo da Fractal e especialista em integração tecnológica aplicada à logística.

Entre as tecnologias aplicadas pela empresa estão sensores IoT com alertas automáticos, sistemas de visão embarcada com reconhecimento de anomalias e plataformas que unem dados de campo com sistemas ERP, WMS e TMS das empresas. A combinação permite rastreabilidade fim a fim e oferece visibilidade sobre possíveis vulnerabilidades na operação, desde o armazém até a última milha.

O tema ganhou destaque no setor após a publicação do Relatório de Riscos Cibernéticos 2025 da Allianz Global Corporate & Specialty, que apontou a logística como uma das áreas mais vulneráveis a ataques e falhas integradas entre ambiente físico e digital.

A Fractal defende que a adoção de uma matriz de segurança integrada deve ser prioridade na estratégia de gestão de riscos de empresas que atuam com transporte e armazenagem de alto valor agregado.

Website: https://www.linkedin.com/company/fractal-intelligent-security/

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Portos

Porto de Santos reforça segurança cibernética com novos investimentos da APS

APS investe R$ 33 milhões em proteção digital em 2025.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou um robusto reforço em sua estrutura de segurança cibernética, garantindo maior proteção ao Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. Apenas em 2025, já foram destinados R$ 33 milhões em tecnologia da informação, medida considerada essencial para blindar as operações e reduzir riscos de invasões virtuais.

Renovação de licenças e modernização tecnológica

Entre as principais ações, está a renovação completa do licenciamento de equipamentos críticos, assegurando suporte contínuo e alinhamento com as demandas atuais de cibersegurança.

A atualização trouxe ganhos importantes, como:

  • Mais rastreabilidade e agilidade na resposta a incidentes, por meio da ampliação da capacidade de registro e análise de eventos.
  • Inteligência contra ameaças em tempo real, com sistemas que monitoram ataques ativos em escala global e emitem alertas imediatos.
  • Detecção proativa de vulnerabilidades, utilizando inteligência artificial e análise comportamental para identificar comportamentos suspeitos, malwares ocultos e novas formas de ataque.

Elevação do nível de maturidade em cibersegurança

Segundo a APS, essas medidas não apenas asseguram a continuidade das operações do porto, mas também elevam o nível de maturidade da instituição em segurança digital, preparando o ambiente para lidar com os desafios crescentes do ecossistema tecnológico global.

Treinamento especializado em defesa digital

Além dos investimentos em tecnologia, representantes da APS participaram, em setembro, do Exercício Guardião Cibernético, em Brasília (DF). O treinamento, promovido pelo Ministério da Defesa e coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, reuniu 169 organizações e cerca de 750 participantes de 20 países, reforçando a preparação contra ataques digitais de grande escala.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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