Agronegócio

Abate de bovinos no Brasil chega a 2,44 milhões em junho, com Mato Grosso na liderança

O abate de bovinos no Brasil manteve ritmo elevado em junho de 2026. Dados do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF), vinculado ao Ministério da Agricultura, mostram que os frigoríficos sob inspeção federal processaram 2,44 milhões de cabeças em todo o país durante o mês.

O desempenho reforça a força da pecuária brasileira, embora os números revelem cenários distintos entre os principais estados produtores.

Mato Grosso concentra maior volume de abates

Principal produtor nacional de carne bovina, Mato Grosso liderou o ranking com 551,7 mil bovinos abatidos em junho.

Na sequência aparecem Goiás, com 301,8 mil cabeças, e Mato Grosso do Sul, que registrou 286,2 mil animais enviados aos frigoríficos.

O grupo dos maiores produtores ainda inclui São Paulo, com 265,9 mil bovinos abatidos, seguido por Rondônia, com 257,6 mil, e Pará, que contabilizou 220,9 mil cabeças.

Somados, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul responderam por mais de 1,13 milhão de animais abatidos, praticamente metade de todo o volume registrado pelo sistema federal no período.

Mato Grosso registra semestre recorde

Além da liderança mensal, Mato Grosso também alcançou um desempenho histórico no acumulado do ano.

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) aponta que, entre janeiro e junho, o estado abateu 3,65 milhões de bovinos, crescimento de 3,58% em relação ao mesmo intervalo de 2025 e o maior volume já registrado para um primeiro semestre.

O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento no abate de machos, que cresceu 13,05% e atingiu 1,81 milhão de cabeças. Já o processamento de fêmeas recuou 4,26%, totalizando 1,85 milhão de animais.

Segundo o instituto, esse movimento reflete uma nova fase do ciclo pecuário, marcada pela menor participação de matrizes nos frigoríficos e maior disponibilidade de animais terminados para o mercado.

Outro fator que sustentou a atividade foi a demanda internacional, especialmente da China, que intensificou as compras antes do preenchimento da cota tarifária destinada às exportações brasileiras.

Para o segundo semestre, no entanto, o mercado deverá acompanhar os efeitos da redução desse ritmo de embarques, além da expectativa de menor oferta de animais prontos para o abate.

Mato Grosso do Sul apresenta retração

Ao contrário de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul registra sinais de desaceleração na atividade.

Dados acompanhados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) mostram que os frigoríficos com inspeção federal abateram 275 mil bovinos em maio, praticamente o mesmo volume observado em abril, mas 4,8% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

Nos cinco primeiros meses de 2026, o estado acumulou 1,38 milhão de cabeças abatidas, representando uma queda de 4,4% na comparação anual.

A redução também atingiu o abate de fêmeas, que somou 636,9 mil animais entre janeiro e maio, retração de 4,3%. As vacas responderam por cerca de 46% de todo o volume processado no período.

Segundo a entidade, a menor oferta de animais está relacionada, entre outros fatores, à retenção de matrizes pelos pecuaristas, movimento característico de determinadas fases do ciclo da pecuária.

Rio Grande do Sul também reduz ritmo dos frigoríficos

No Rio Grande do Sul, os dados do Fundesa apontam perda de intensidade na atividade industrial ao longo do primeiro semestre.

O número de bovinos abatidos caiu de 171,5 mil cabeças em março para 144,3 mil em junho. A média diária de processamento também apresentou recuo, passando de 7.966 animais em abril para 6.870 em junho.

O comportamento do mercado gaúcho difere do observado no Centro-Oeste, refletindo uma oferta mais restrita de animais e ajustes realizados pelos frigoríficos diante das condições atuais do setor.

Mercado acompanha diferentes fases do ciclo pecuário

Embora o abate de bovinos siga elevado no cenário nacional, os indicadores mostram que cada região atravessa momentos distintos do ciclo pecuário.

Enquanto estados como Mato Grosso mantêm oferta elevada e forte demanda das indústrias, outras regiões registram menor disponibilidade de animais e redução na atividade dos frigoríficos, cenário que pode influenciar o comportamento da produção e dos preços da carne bovina ao longo dos próximos meses.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Matta

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Portos

Movimentação de cargas nos portos gaúchos atinge maior nível da última década

Os portos públicos do Rio Grande do Sul alcançaram o melhor desempenho em movimentação de cargas dos últimos dez anos. Entre janeiro e maio de 2026, os terminais de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre somaram 17,59 milhões de toneladas movimentadas, volume 5,15% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os números reforçam a importância dos portos gaúchos para a logística nacional e evidenciam o avanço da atividade portuária no estado.

Eficiência operacional fortalece competitividade do sistema portuário

De acordo com a Portos RS, o crescimento ocorre em um cenário de reconhecimento da eficiência operacional dos terminais administrados pela autarquia. Recentemente, o Complexo Portuário do Rio Grande foi apontado como o segundo mais eficiente do Brasil, consolidando sua relevância no cenário logístico nacional.

O resultado fortalece a competitividade dos portos do estado e amplia a capacidade de atração de novos negócios e investimentos.

Porto do Rio Grande lidera movimentação e amplia operações

Principal terminal do estado, o Porto do Rio Grande respondeu pela maior parte das operações no período, movimentando mais de 17 milhões de toneladas. O desempenho representa uma alta de 5,3% em comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

A movimentação de contêineres também apresentou avanço significativo. O terminal registrou 420.327 TEUs, crescimento de 12,45% na comparação anual.

Entre as cargas com maior destaque estão:

  • Celulose: 1,97 milhão de toneladas, aumento de 15,18%;
  • Milho: mais de 1,39 milhão de toneladas, crescimento de 77,9%;
  • Soja em grão: 1,88 milhão de toneladas movimentadas.

Pelotas e Porto Alegre também apresentam resultados positivos

O Porto de Pelotas movimentou 434.744 toneladas entre janeiro e maio, com destaque para as operações envolvendo toras de madeira, uma das principais cargas do terminal.

Já o Porto de Porto Alegre registrou 155.707 toneladas no período, volume que representa crescimento de 41,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Os dados demonstram a contribuição dos diferentes terminais para o fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Número de embarcações reforça atividade intensa nos terminais

Ao longo dos cinco primeiros meses de 2026, os portos administrados pela Portos RS receberam 1.550 embarcações, evidenciando o elevado ritmo das operações e a importância estratégica do sistema portuário gaúcho para o escoamento de cargas.

Para o presidente da Portos RS, Fábio Machado, os resultados refletem a capacidade dos terminais de atender ao aumento da demanda logística com eficiência e competitividade.

Segundo ele, o desempenho consolida o Rio Grande do Sul como uma das principais plataformas logísticas do país e contribui para ampliar o potencial de atração de investimentos para o setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

Operação Três Corpos: Receita Federal recolhe equipamentos de academia importados irregularmente no RS

A Receita Federal deu início à segunda etapa da Operação Três Corpos, voltada ao combate à importação irregular de equipamentos para academias. A ação, realizada com apoio da Polícia Federal, envolve a desmontagem e retirada de aparelhos de origem estrangeira encontrados em unidades de uma rede de academias inaugurada em 2024 nas cidades de Quaraí, Bagé e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Segundo o órgão, os equipamentos foram introduzidos no país sem o cumprimento dos procedimentos aduaneiros exigidos e sem o recolhimento dos tributos correspondentes.

Fiscalização identificou centenas de equipamentos estrangeiros

A primeira fase da operação ocorreu em abril deste ano e revelou a existência de centenas de aparelhos importados, em sua maioria de fabricação chinesa, com fortes indícios de irregularidades na entrada no território nacional.

Durante a fiscalização, os responsáveis pelos estabelecimentos tiveram a oportunidade de apresentar documentos que comprovassem a importação legal dos equipamentos ou a aquisição regular no mercado brasileiro.

Após a análise da documentação entregue, a Receita Federal concluiu que parte das mercadorias não possuía comprovação de regularidade, resultando na lavratura de autos de infração e na aplicação da pena de perdimento dos bens.

Equipamentos permanecerão sob custódia da Receita

Os aparelhos recolhidos serão encaminhados para depósitos da Receita Federal, onde permanecerão armazenados até que seja definida sua destinação, conforme previsto na legislação aduaneira vigente.

A medida faz parte dos procedimentos adotados em casos de mercadorias importadas sem a devida regularização fiscal e documental.

Investigação apura crimes fiscais e financeiros

A Operação Três Corpos tem como foco a apuração de possíveis crimes relacionados à importação irregular de equipamentos para academias, incluindo descaminho, falsidade ideológica, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Na primeira etapa da investigação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de busca pessoal, expedidos pela Justiça Federal de Rio Grande (RS), nos municípios de Bagé, Uruguaiana e Quaraí.

As investigações continuam com a análise dos materiais e documentos apreendidos durante as diligências.

Receita destaca combate à concorrência desleal

De acordo com a Receita Federal, ações desse tipo buscam preservar a concorrência leal entre empresas e combater prejuízos causados pela sonegação de tributos.

Além do impacto direto na arrecadação pública, a entrada irregular de equipamentos afeta o setor de comercialização desses produtos, que atua dentro das normas legais, e também as academias que investem na compra de aparelhos regularmente importados e tributados.

O órgão reforça que o combate às infrações aduaneiras e fiscais permanece como uma das prioridades para garantir maior equilíbrio nas relações comerciais e proteger os segmentos que operam em conformidade com a legislação.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Informação

Concessão do Cais Mauá é revogada e governo prepara novo edital

O governo do Rio Grande do Sul oficializou a revogação do leilão de concessão do Cais Mauá, encerrando a segunda tentativa de transferência da área à iniciativa privada. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (12).

O consórcio Pulsa RS havia vencido o processo licitatório, mas o contrato não será firmado após o governo alegar descumprimento de exigências previstas no edital.

Governo aponta pendências no processo de concessão

Na última semana, o Palácio Piratini já havia sinalizado que não daria continuidade à assinatura do contrato. Segundo o Executivo estadual, apenas duas das dez condições estabelecidas para conclusão da concessão foram atendidas, sendo uma delas parcialmente cumprida.

Diante da decisão, o consórcio apresentou um pedido de reconsideração nesta segunda-feira, defendendo que fatores externos impactaram diretamente o andamento do projeto.

Consórcio cita enchentes e mudanças no Embarcadero

Em manifestação oficial, o grupo empresarial afirmou que os efeitos das enchentes registradas em 2024 e alterações promovidas pelo próprio governo na área do Embarcadero justificariam o adiamento solicitado para assinatura do contrato.

O consórcio também contestou a interpretação do governo sobre uma suposta incapacidade operacional para assumir a concessão.

Segundo o grupo, as mudanças contratuais comunicadas pela administração estadual em janeiro deste ano alteraram parâmetros técnicos e operacionais que precisavam ser reavaliados antes da formalização definitiva do acordo.

Disputa judicial pode marcar nova fase do impasse

Com a revogação oficial do leilão, o caso pode evoluir para uma disputa judicial. O consórcio Pulsa RS já havia indicado anteriormente que adotaria medidas judiciais caso o contrato não fosse assinado pelo governo estadual.

O impasse amplia as incertezas sobre o futuro da revitalização do Cais Mauá, considerado um dos principais projetos urbanos e de infraestrutura da capital gaúcha.

Governo busca novo modelo de concessão

Após cancelar o processo atual, o governo estadual voltará a contar com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturar um novo edital de concessão.

A expectativa é que o próximo modelo apresente mudanças em relação à proposta anterior, incluindo ajustes nas condições operacionais, jurídicas e financeiras do empreendimento.

O projeto de revitalização do Cais Mauá é tratado como estratégico para o desenvolvimento urbano, turístico e econômico de Porto Alegre.

FONTE: Gaúcha ZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

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Portos

Porto de Porto Alegre deve receber cinco navios de longo curso até o fim de fevereiro

Após a retomada das operações de navegação de longo curso, o porto de Porto Alegre tem previsão de receber mais cinco navios internacionais até o final de fevereiro. A informação foi confirmada pela Portos RS, após a chegada da embarcação Equinox Eagle nesta semana.

Primeiro grande navio chega após enchentes de 2024

O Equinox Eagle, com bandeira das Ilhas Cayman, foi o primeiro navio de grande porte a atracar na capital gaúcha desde as enchentes de 2024. A embarcação, com cerca de 200 metros de comprimento, veio de São Petersburgo, na Rússia, transportando 11 mil toneladas de nitrato de potássio.

O navio iniciou a operação de descarga na segunda-feira e deve deixar o porto ainda nesta quarta-feira. Segundo o diretor de Operações da Portos RS, Bruno Gonçalves Almeida, antes das inundações o terminal operava, em média, entre oito e dez navios de longo curso por mês, com foco na movimentação de fertilizantes e cevada.

Retomada reduz custos e alivia indústrias

De acordo com Almeida, o retorno dos navios de grande porte representa um impacto logístico positivo para empresas que utilizam o porto. “Havia uma expectativa grande da comunidade portuária. Muitas indústrias foram bastante afetadas e a chegada dos insumos traz um alívio importante”, afirmou.

A retomada das operações na capital pode gerar uma economia estimada em R$ 1 milhão por navio, quando comparada ao descarregamento em outros estados, como Santa Catarina, além de reduzir custos com transporte rodoviário.

Navegação noturna avança em fase gradual

Embora tecnicamente liberada, a navegação noturna no porto de Porto Alegre ainda deve entrar em operação nos próximos meses. Quando totalmente implementada, permitirá, de forma inédita no Rio Grande do Sul, o acesso de navios com mais de 111 metros durante a noite.

Segundo o diretor da Portos RS, o processo segue em fase de ramp-up, com liberação gradual. “Esse avanço beneficia não apenas os navios de longo curso, mas também a navegação interior, já que anteriormente apenas embarcações menores podiam operar à noite”, explicou. A mudança pode representar uma redução de até dois dias de viagem, impactando diretamente no custo do frete.

Dragagem concluída em canais estratégicos

Paralelamente, foram finalizadas as obras de dragagem em canais considerados críticos, como Itapuã, Pedras Brancas, Leitão e Furadinho. O canal da Feitoria segue em obras.

Com o retorno do longo curso, a Portos RS também planeja avançar em projetos de restauração de armazéns, incluindo o POA11, que teve o telhado destruído durante as enchentes.

Investimentos aguardam formalização

O armazém POA11 deverá receber R$ 5 milhões em investimentos da Unifertil, vencedora da licitação realizada em 2023. No entanto, o contrato ainda aguarda assinatura com o Ministério de Portos e Aeroportos.

Apesar de a liberação total ainda depender da navegação noturna, Almeida avalia o momento como positivo. “A sensação é de dever cumprido. Priorizamos a segurança técnica e evitamos liberações precipitadas, especialmente no que diz respeito à dragagem”, destacou.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Camila Cunha

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Importação

China libera importação de carne de frango do RS e encerra embargo após mais de um ano

O governo da China anunciou o fim do embargo à carne de frango do Rio Grande do Sul, encerrando uma restrição que durava mais de um ano. A decisão revoga a suspensão aplicada em razão de um surto da Doença de Newcastle.

Decisão oficial encerra restrição específica ao estado

A liberação foi formalizada pela Administração Geral das Alfândegas da China e pelo Ministério da Agricultura e dos Assuntos Rurais do país asiático. O novo comunicado anula uma determinação de 2024 que barrava as exportações gaúchas com base em uma análise de risco sanitário.

Embora o Brasil tenha se declarado livre da gripe aviária em 18 de junho de 2025, após 28 dias sem novos registros em granjas, o Rio Grande do Sul permaneceu com restrições. Em novembro do mesmo ano, a China já havia retirado o embargo para os demais estados brasileiros, mantendo a proibição apenas para o território gaúcho.

Setor avícola aguarda confirmação do Mapa

Segundo o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, a informação chegou ao setor por meio de importadores e exportadores que atuam no mercado internacional. Ele afirmou que ainda aguarda uma comunicação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmando os termos da liberação.

Impacto do embargo nas exportações do RS

A ausência do mercado chinês teve reflexos diretos nas exportações de carne de frango do RS em 2024. No ano passado, o estado registrou uma queda de 1% no volume exportado. Antes da restrição, a China respondia por cerca de 6% das exportações de frango gaúchas, sendo um dos destinos relevantes do produto.

A expectativa do setor é que a retomada das vendas contribua para a recuperação dos embarques e para o fortalecimento da presença do frango gaúcho no mercado asiático.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/Agência Brasil

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Aeroportos

Florianópolis ganha rota aérea direta com Porto Alegre

Representantes do Governo de SC, Latam, Florianópolis e Aeroporto de Florianópolis celebram a abertura da nova rota aérea. Foto: Mauro Jorge/LATAM

Florianópolis passa a contar com uma rota aérea direta com Porto Alegre, fortalecendo novas oportunidades de negócios e turismo. A rota Florianópolis-Porto Alegre foi inaugurada nesta segunda-feira, 1º de setembro pela LATAM Brasil. Para a companhia, a operação reforça o compromisso em ampliar a conectividade entre as principais cidades da região Sul do Brasil, e a sua parceria estratégica com o Floripa Airport.

A cerimônia de inauguração contou com a presença dos secretários de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Beto Martins; e de Turismo (SETUR), Catiane Seif. A solenidade contou ainda com as presenças de Eduardo Macedo, Head de Assuntos Públicos da LATAM Brasil; Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil; Juliano Pires, Secretário Municipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação de Florianópolis.

“Os aeroportos de Santa Catarina vem batendo recorde em cima de recorde todo os meses. O Aeroporto de Florianópolis está entre os que mais crescem no Brasil e isso se deve à ampliação de conexões internacionais e nacionais, como esta ligando ao nosso estado vizinho, o Rio Grande do Sul. Temos acelerado mais que o Brasil e vamos seguir crescendo”, comenta o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.

O secretário da SPAF, Beto Martins, pontua que os catarinenses ganham mais uma conexão aérea, reforçando a ligação entre duas importantes capitais do Sul do Brasil. “Vamos ter mais oportunidades para fomentar negócios, turismo, e movimentar a economia. É mais um reconhecimento que a LATAM dedica ao nosso estado”afirma.

“Esse voo é fruto de um trabalho integrado e união de esforços em torno do interesse dos catarinenses. Essa conexão entra Florianópolis e com Porto Alegre fomenta o turismo, os negócios e fortalece os nossos laços”, acrescenta a secretária de Turismo, Catiane Seif.

O Head de Assuntos Públicos da LATAM Brasil, Eduardo Macedo também reforça que a nova rota da LATAM facilita o fluxo de passageiros entre essas importantes capitais do Sul do país. “São centenas de pessoas que viajam diariamente para trabalho, estudo ou lazer, e agora contam com uma viagem mais rápida e confortável”, afirma Eduardo Macedo.

A rota é operada com aeronaves da família Airbus A320, com capacidade para até 176 passageiros. Os voos são diários, saindo de Florianópolis às 22h50min, com 1h de duração. No sentido inverso, sai de Porto Alegre às 4h50min da manhã. Aos fins de semana, decola de Porto Alegre às 6h10min.

“Porto Alegre é um destino muito procurado pelos passageiros, por isso estamos satisfeitos com o início dessa operação diária. A nova rota reforça o papel da LATAM em ampliar a conectividade do Floripa Airport”, comenta Ricardo Gesse.

Santa Catarina e a LATAM

Com este lançamento, a LATAM fortalece sua presença em Santa Catarina, oferecendo cerca de 250 voos semanais nos aeroportos de Florianópolis, Navegantes, Jaguaruna, Chapecó e Joinville. Especificamente na capital catarinense, a companhia opera voos para São Paulo/Congonhas, São Paulo/Guarulhos e Brasília, conectando a cidade a mais 52 destinos nacionais e 90 internacionais por meio de conexões.

A nova rota também contribui para o desenvolvimento econômico e turístico de Santa Catarina, ampliando o acesso aéreo a Porto Alegre, um dos principais polos do Sul do país.

No mercado internacional, a LATAM oferece a rota direta Florianópolis–Santiago, conectando o passageiro catarinense a toda a América do Sul, Caribe, América do Norte, Oceania e Europa por meio do hub chileno. A companhia também anunciou para dezembro a rota Florianópolis–Lima, com três voos semanais, fortalecendo a conectividade da capital catarinense com a capital do Peru; e a rota Florianópolis-Buenos Aires-Ezeiza, com voos diários para a capital da Argentina a partir de 1º de janeiro de 2026.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Logística

Estados do Sul se movimentam para solucionar gargalos logísticos

Paraná, Rio Grande do Sul, e Santa Catarina – quarta, quinta e sexta maiores economias do país – estão replanejando seus sistemas de transporte para estruturar projetos que solucionem gargalos no escoamento da produção. O desenvolvimento de novos planos logísticos estaduais é estratégico: problemas de infraestrutura na região Sul atrapalham a movimentação de cerca de 17% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O trabalho será desenvolvido pela estatal Infra S.A. e corre paralelamente à elaboração do Plano Nacional de Logística 2025 (PNL 2050), que é coordenado pelo Ministério dos Transportes, e abrange todo território nacional. A Infra S.A. também atua no PNL 2050. A ideia é que a estatal conjugue o interesse de Estados com as discussões nacionais voltadas à busca de soluções mais eficientes e exequíveis na infraestrutura de transportes.

A busca de alternativas que permitam à região Sul contar com um sistema eficiente para movimentar a produção foi analisada por representantes da iniciativa privada e do governo federal em mais um debate da série “Logística no Brasil”, promovida pelo Valor, com oferecimento de Infra S.A e Ministério dos Transportes. A terceira edição do evento ocorreu nesta terça-feira (26), em Curitiba.

Durante os debates, Marcelo Vinaud Prado, diretor de mercado e inovação da Infra S.A., disse que os Estados do Sul enfrentam atualmente entraves logísticos devido a problemas de planejamento, mas mostrou-se otimista. “Hoje, a cultura do planejamento está sendo levada a sério”, afirmou. “Os gargalos existem porque no passado os planos foram negligenciados.”

Prado considera que os desafios da logística no Sul são imensos. Por outro lado, o potencial econômico da região é enorme, diz, principalmente considerando sua localização estratégica para escoamento da produção agrícola nacional e para relação do Brasil com o Mercosul.

De acordo com Rodrigo Ferreira, coordenador-geral de política de planejamento do Ministério dos Transportes, a alta dependência do Sul em relação ao modal rodoviário reduz a eficiência de seu sistema de transporte e diminui sua competitividade.

Ferreira considera que o PNL 2050, em elaboração, deve sugerir alternativas para que o transporte ferroviário seja mais usado na região. São avaliadas pelo Ministério do Transporte medidas para melhor aproveitamento das ferrovias da Malha Sul, que hoje é administrada pela Rumo Logística e tem cerca de 60% de seus trilhos desativados, segundo informações dos Estados; e também a construção da Nova Ferroeste, ligando o porto de Paranaguá (PR) a Mato Grosso do Sul, e até a modernização do tronco sul da ferrovia Norte-Sul, entre o Paraná e o Rio Grande do Sul.

Problemas de infraestrutura no Sul atrapalham a movimentação de 17% do PIB
A Rumo informou que mantém diálogo constante com o Ministério dos Transportes para endereçar questões relacionadas à configuração atual da Malha Sul.

Prado diz que a definição da alternativa mais adequada vai aumentar, inclusive, a atratividade de recursos privados em projetos. “Queremos uma evolução do investimento privado, que pode chegar a R$ 5 de cada R$ 1 investido pelo poder público daqui a dez anos.”

João Arthur Mohr, presidente Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), afirma ser essencial que o planejamento de governos seja executado. Debates relacionados ao transporte no Paraná há 15 anos já falavam da importância das ferrovias, lembra. No entanto, o Estado e toda a região Sul não recebem investimentos consistentes nesse modal há 40 anos. “Ou investimos em infraestrutura ou vamos ter que falar para as indústrias do Sul que parem de crescer”, afirmou Mohr.

O presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli, relatou que 65% do que é transportado no Paraná segue por rodovias e 75% do que vai ao porto de Paranaguá chega por caminhão. Ele considera que as estradas do Estado estão no limite e que as de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente após a enchente de 2024, passa por situação ainda pior.

Rafael Stein, gerente institucional Terminal de Contêineres do Paraná (TCP), relata que, apesar das dificuldades de acesso das cargas até o porto, a movimentação no terminal tem batido recordes. Em 2024, passaram pelo TCP mais de 1,5 milhão de TEUs, 25% a mais do que o recorde anual anterior, de 2023.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior

Rio Grande do Sul é o estado mais atingido pelo tarifaço dos EUA

Estudo da Fiergs aponta que 85,7% das exportações industriais gaúchas para os EUA estariam sujeitas à nova taxa de 50%

De acordo com levantamento da Unidade de Estudos Econômicos e da Gerência de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Sistema Fiergs (Federação da Indústria do Estado do Rio Grande do Sul), 85,7% das exportações industriais gaúchas para os Estados Unidos estão incluídas na tarifa de 50%.

Caso a medida estivesse em vigor em 2024, o valor sujeito à nova taxa alcançaria US$ 1,58 bilhão, de um total de US$ 1,85 bilhão embarcado. As 1.100 indústrias gaúchas exportadoras para os EUA representam 10% do total brasileiro.

Em seguida, os Estados mais expostos são Minas Gerais (63,4%), São Paulo (57,8%), Espírito Santo (53,5%) e Rio de Janeiro (32,8%). A forte exposição do Rio Grande do Sul se deve ao fato de que poucos produtos da pauta de exportação industrial do Estado foram incluídos na lista de exceções publicada pela Casa Branca.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, destacou a relevância do mercado norte-americano e a necessidade de mediação para evitar impactos mais graves. “Exportamos tabaco, madeira, calçados, celulose. Essas tarifas nos atingem diretamente. Por isso, nossa posição é pela mediação para a solução do impasse comercial”, afirmou.

O estudo ressalta ainda que o Rio Grande do Sul tem maior dependência do mercado externo em comparação à média nacional, com 18,9% do faturamento de suas indústrias vindo de exportações, contra 16,4% do país.

O impacto no emprego também preocupa. O setor de calçados de couro, que emprega 31.500 trabalhadores no Estado, tem 47,5% das exportações destinadas aos EUA. Algumas empresas já implementaram férias coletivas para reduzir a produção.

Entre os setores mais dependentes do mercado norte-americano estão produtos de metal (46%), minerais não metálicos (44,4%), máquinas e materiais elétricos (42,5%) e madeira (30,1%). Entre os ramos industriais específicos, armas de fogo (85,9%) e transformadores (79,3%) apresentam a maior exposição.

Fonte: RD Planalto/Poder 360

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Comércio Exterior

Arábia Saudita vai reabrir exportação à carne de aves do Rio Grande do Sul

A Arábia Saudita anunciou que vai retirar as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Rio Grande do Sul, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro. A confirmação foi dada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), na quarta-feira (13/8).

“Aos poucos estamos reabrindo mercados importantes e estratégicos para o Rio Grande do Sul. Isso também mostra a credibilidade que temos junto aos países e a qualificação do trabalho do Serviço Veterinário Oficial gaúcho”, enfatizou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

Parceiro estratégico

Dados da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) mostram que a Arábia Saudita foi responsável por 21% das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul entre janeiro a outubro de 2024, ficando atrás apenas dos Emirados Árabes. Entre abril e janeiro deste ano, a Arábia Saudita era o 2º maior importador do produto brasileiro, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O presidente da Asgav, José Eduardo dos Santos, destacou que é uma notícia importante, tendo em vista o potencial de compra da Arábia Saudita. “É mais um passo rumo a normalização do comércio exterior para a avicultura do Rio Grande do Sul. Hoje os países do Oriente Médio importam cerca de 30% do que o Brasil exporta, e automaticamente, o Estado se enquadra nesse número porque somos o 3º maior exportador do Brasil”, afirmou.

Retomada do comércio exterior

Na última semana, em missão ao Rio Grande do Sul, o Chile também havia anunciado a reabertura do mercado avícola. Faltando agora dois importantes países que é são a China e a União Europeia.

“A reabertura da Arábia Saudita é extremamente importante por se tratar de um parceiro comercial fundamental para a avicultura do Rio Grande do Sul e isso simboliza o reconhecimento das garantias que o Estado e que o país têm dado à proteína animal, em especial à avicultura”, destacou o secretário-adjunto da Seapi, Márcio Madalena.

Fonte: Governo do Estado do RS

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