Sustentabilidade

Portonave vence Prêmio Expressão de Ecologia com projetos que protegem comunidade e superam média nacional de reciclagem

Com taxa de reaproveitamento de 90% dos resíduos e sistema de segurança na câmara frigorífica, o Terminal Portuário de Navegantes leva o troféu Onda Verde em duas categorias na Alesc

A Portonave é uma das vencedoras da 32ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia. A empresa foi condecorada na noite da última sexta-feira (26) com dois troféus Onda Verde devido a projetos de impacto direto: a blindagem ambiental do sistema da câmara frigorífica, que protege a comunidade de Navegantes contra vazamentos químicos, e um programa de gestão que atingiu 90% de reciclagem em 2024, índice dez vezes superior à média nacional.

A premiação, realizada no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, consagra as práticas sustentáveis contínuas desenvolvidas no Terminal. Ambas as iniciativas nasceram da visão estratégica de fortalecer a cultura ambiental nas operações portuárias.

Iceport – segurança para os moradores da região
Um dos projetos vencedores, o Lavador de Gases da Iceport, foi desenvolvido de forma preventiva na sala de máquinas da câmara frigorífica da Portonave. A unidade opera com um estoque de 11 toneladas de amônia, substância essencial para a conservação de cargas e altamente tóxica.

Para anular o risco de um possível vazamento e proteger a comunidade, a empresa investiu em um sistema automatizado. Em caso de escape do gás, sensores detectam a presença da amônia e acionam imediatamente o lavador de gases. O equipamento capta o ar contaminado e realiza o tratamento antes de sua liberação. Esse processo químico mantém o gás confinado, evita sua dispersão para outras áreas e colabora para o controle da qualidade do ar, de forma a contribuir para uma operação totalmente segura.

Excelência na gestão de resíduos – projeto Lixo Zero
O segundo case premiado atesta a eficiência da Portonave na gestão circular. O projeto “Excelência na gestão de resíduos sólidos” busca tratar os materiais de forma sustentável e levou a companhia a registrar, em 2024, a maior quantidade de resíduos reciclados de sua história. Foram 854,06 toneladas desviadas de aterros, o que representa 90% de todo o resíduo gerado na Portonave, além de um aumento de 36% no volume de resíduos encaminhados para reciclagem. O número ganha ainda mais força quando comparado à realidade do país: segundo o mais recente Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema, 2025), a média nacional de reciclagem é inferior a 9%.

O diferencial da Portonave está na destinação inteligente e inovadora que vai além da coleta seletiva tradicional. Uniformes e equipamentos de proteção individual (EPIs), após passarem por rigorosa descontaminação, são transformados em produtos como cobertores corta-febre e comedouros para pets. Tampinhas de garrafa são encaminhadas para ONGs de proteção animal, enquanto os resíduos orgânicos são convertidos em adubo natural e distribuídos gratuitamente aos profissionais interessados. Além disso, materiais específicos como eletrônicos, pilhas, remédios e canetas recebem tratamento adequado.

A intensificação dessas iniciativas para desviar os resíduos dos aterros resultou na conquista da Certificação Lixo Zero em março de 2026. Esse reconhecimento está alinhado à NBR ISO 14001 (Gestão Ambiental) e ao Movimento Conexão Circular, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, do qual a Portonave é signatária.

Sobre a Portonave
Primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, a Portonave iniciou suas operações em 2007, em Navegantes (SC). A empresa é referência internacional pela excelência na prestação de serviços, alta produtividade e forte compromisso com o desenvolvimento sustentável. Integrada ao terminal está uma câmara frigorífica totalmente automatizada e voltada para a logística de cargas com temperatura controlada. O complexo detém certificações de rigor global, como ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão Ambiental), ISO 45001 (Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho), ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno) e FSSC 22000 (Segurança de Alimentos).

A empresa foi representada na cerimônia por Rodrigo Santa Rita, gerente de Segurança e Meio Ambiente, Milena Gazaniga Miranda, analista de Meio Ambiente, Alcinei A. Romão, líder de Refrigeração Industrial, e por Silvano Pereira, eletromecânico de Refrigeração.

TEXTO: Assessoria de Imprensa Portonave
FOTOS: Fátima Damasceno

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Sustentabilidade

Plataforma Recircula Brasil Passa a Rastrear a Cadeia do Alumínio, Anunciam ABDI e MDIC

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao MDIC, firmou, durante a COP 30 em Belém (PA), um Acordo de Cooperação e um Protocolo de Intenções com a Associação Brasileira de Alumínio (Abal). O objetivo é incluir a cadeia do alumínio reciclável no escopo da Plataforma Recircula Brasil, que já iniciou a fase de testes para esse material.

Desenvolvida em 2024, a plataforma permite a rastreabilidade completa de resíduos recicláveis, indo além da simples verificação de conteúdo. Ela mapeia o uso, a transformação e o retorno dos materiais ao ciclo produtivo, garantindo transparência, responsabilidade socioambiental e confiabilidade dos dados ao longo de toda a cadeia. A implantação começou pelo setor de plásticos, validado por notas fiscais eletrônicas e auditoria pública.

Relevância internacional e economia circular

Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, a ampliação reforça o compromisso do Brasil com a economia circular e fortalece a competitividade internacional. Ele destacou que a rastreabilidade oferecida pela plataforma facilita negociações com grandes compradores e amplia o acesso a mercados exigentes, alinhando a iniciativa às metas da Nova Indústria Brasil (NIB).

Certificação: resultados e expansão

Em um ano e meio de operação, a Recircula Brasil já rastreou e certificou 50 mil toneladas de plástico reciclado, conectando mais de 300 fornecedores e 1.500 clientes de segmentos como alimentos, bebidas, construção civil e eletroeletrônicos. A plataforma identificou e auditou 4 mil operadores, entre cooperativas e catadores, e evitou a emissão de 495 mil toneladas de CO₂ equivalente.

Com a inclusão do alumínio, a ABDI projeta a certificação de 300 mil toneladas de material reciclado somente em 2026. A expansão prevista deve contemplar também setores como vidro, papel, têxteis e outros materiais.

Governança e verificação independente

A plataforma passará a operar com interoperabilidade nacional e centralização de dados pela ABDI, reforçando a soberania digital e a governança pública. Até 2025, o Recircula Brasil será oficializado pelo MMA como o principal mecanismo de verificação e rastreabilidade de metas regulatórias ligadas à economia circular e ao clima.

O sistema utiliza um verificador independente — a Central de Custódia — responsável por validar resultados, checar notas fiscais, evitar duplicidade de informações e garantir a origem e a qualidade dos resíduos certificados.

Benefícios para a indústria

A ampliação da plataforma oferece vantagens como:

  • comprovação oficial de conteúdo reciclado em produtos;
  • atendimento a exigências regulatórias e compromissos voluntários;
  • redução de riscos ambientais e fiscais;
  • maior acesso a mercados internacionais;
  • transparência operacional e possibilidade de incentivos fiscais e tarifários.

Para conhecer melhor a plataforma, clique aqui

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Negócios

Comissão aprova novas regras sobre reciclagem de navios no Brasil

Projeto continua em análise na Câmara dos Deputados

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que regulamenta a reciclagem de embarcações no País, estabelecendo diretrizes para a gestão e o gerenciamento da atividade.

As normas se aplicam a todas as embarcações em águas brasileiras, incluindo plataformas flutuantes ou fixas, como as de petróleo. Ficam de fora apenas as da Marinha do Brasil e as que possuem menos de oito metros de comprimento e não utilizam motor.

As medidas têm relação com a Convenção Internacional de Hong Kong para a Reciclagem Segura e Ambientalmente Adequada de Navios, aprovada em 2009 pela Organização Marítima Internacional. O texto da convenção entra em vigor no dia 26 de junho de 2025.

A convenção aborda riscos ambientais, de saúde ocupacional e de segurança relacionados à reciclagem de embarcações e define regras para o uso de materiais perigosos em navios. A norma se aplica a embarcações de países signatários ou que usam portos, estaleiros e terminais desses países. A convenção exige que toda embarcação possua um inventário de materiais perigosos a bordo.

Por recomendação do relator, deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), foi aprovado o substitutivo da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável ao Projeto de Lei 1584/21, do deputado Coronel Armando (PL-SC), com pequenas alterações.

“Entendemos que serão necessários alguns ajustes no texto do projeto, ressaltando que a adesão do Brasil a essa convenção é indispensável para que estaleiros brasileiros possam efetuar reciclagem de embarcações de bandeiras de países aderentes”, observou o relator.

O substitutivo acolhe sugestões encaminhadas pela Marinha do Brasil, como a que prevê a transferência de atribuições da área ambiental da Autoridade Marítima Brasileira para os órgãos ambientais.

A proposta também passa a prever a obrigação de embarcações estrangeiras cumprirem as exigências da convenção referentes ao inventário de materiais potencialmente perigosos. “Para as embarcações existentes, o início da exigência do inventário de materiais potencialmente perigosos deverá ser definido em regulamento”, explicou Lindenmeyer.

Plano de reciclagemPelo texto aprovado, toda embarcação destinada a reciclagem deve possuir um plano de reciclagem, elaborado antes do início do processo pelo operador de estaleiro de reciclagem. A exceção é para as embarcações com arqueação bruta (medida que expressa o volume interno total de um navio) menor ou igual a 300, que estão isentas do plano.

O plano de reciclagem conterá informações sobre os materiais perigosos e resíduos, que devem possuir plano próprio de gerenciamento aprovado por órgão ambiental.

O responsável pela embarcação deve fornecer ao estaleiro de reciclagem todas as informações necessárias para a confecção do plano, que só pode ser implementado após aprovação por órgão ambiental.

Pelo projeto, deverá ser realizada uma vistoria, feita por autoridade marítima ou por entidade especializada autorizada, antes mesmo de a embarcação ser retirada de serviço para ser submetida à reciclagem. Entre outros pontos, a inspeção deve verificar se o inventário de materiais perigosos atende aos requisitos da lei.

Competirá à autoridade marítima estabelecer normas para as vistorias, visando à emissão de certificados de inventário e de embarcação pronta para reciclagem.

Próximas etapas
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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