Comércio, Portos

Porto do Itaqui tem o melhor mês de maio da história em movimentação de cargas

Em mais um recorde alcançado no ano, o Porto do Itaqui movimentou cerca de 3,6 milhões de toneladas de cargas no mês de maio de 2025, consolidando o melhor desempenho já registrado para esse mês na história do porto. O volume superou o recorde anterior, de maio de 2023, que totalizou 3,35 milhões de toneladas.

No acumulado do ano, o Itaqui já registra 13,81 milhões de toneladas movimentadas, fato que representa um crescimento de 11,8% em relação ao mesmo período do ano anterior e um desempenho de 9% acima do volume previsto no planejamento anual.

Os grandes destaques por tipo de carga foram:

Carga Geral: A movimentação de celulose foi de 182 mil toneladas, 30% superior ao planejado para o mês e 60% acima do registrado em maio de 2024;

Granel Sólido: O embarque de ferro gusa atingiu 120 mil toneladas, apontando um crescimento de 34% em relação ao mesmo mês do ano anterior;

Granel Líquido – Derivados de Petróleo (entreposto): As operações de transferência entre navios (ship-to-ship) movimentaram 316 mil toneladas, desempenho 50% acima do planejado e 333% superior ao registrado em maio de 2024;

Granel Líquido – Derivados para o mercado interno (tancagem): Foram movimentadas 468 mil toneladas, 8% acima do volume planejado e 19% acima do resultado de maio do ano anterior.

Ainda sobre os granéis líquidos, a produtividade média mensal superou a meta estabelecida. Entre os produtos movimentados, o diesel se destacou, respondendo por 75% do volume total, seguido pela gasolina, com 19%. No que se refere aos operadores, a Transpetro liderou as operações, sendo responsável por 85% da carga movimentada, seguida pela Granel Química, com 11%, e pela Ultracargo, com 4%.

“Mais um mês de crescimento no nosso porto. Esses números são resultado do trabalho coletivo realizado pelos operadores portuários e investidores que acreditam no potencial do Maranhão, fortalecendo a posição estratégica do Porto do Itaqui no cenário logístico nacional”, comunicou o diretor de operações do Itaqui, Carlos Roberto Frisoli.

Quanto mais eficiência e capacidade operacional, mais investimentos e desenvolvimento econômico regional o porto atrai. “O Itaqui já é um dos principais hubs logísticos e comerciais com destaque nacional e internacional. A cada meta superada, é mais desenvolvimento gerado para o nosso estado”, acrescentou a presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça.

Fonte: Datamar News

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Portos, Sustentabilidade

Projeto de lei propõe dispensa de licença ambiental para dragagem e pode afetar portos; especialistas analisam

A dragagem de manutenção nos portos deve ser dispensada de licenciamento ambiental. É o que prevê o projeto que cria a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (2.159/2021), aprovado com mudanças pelo Senado no fim do mês passado e encaminhado novamente para a Câmara dos Deputados. O serviço, que também é executado no Porto de Santos, visa evitar o assoreamento e manter a navegabilidade do canal de navegação.

“Vejo a dispensa de licenciamento prevista no projeto de lei como um avanço na desburocratização e necessária ao setor, mas, ao mesmo tempo, sem esclarecer bem as regras do jogo, o projeto aprovado pode gerar controvérsias ante a existência de outras normas que já tratam do tema”, afirma Maria Cristina Gontijo, advogada especialista em Direito Ambiental, Marítimo e Portuário.

O modelo atual segue o previsto na Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 454/201, além de outras normativas. “Elas visam, além de promover a fiscalização das atividades para a proteção do ambiente e da saúde pública, a segurança da navegação, como as Normas da Autoridade Marítima (Normans). Um ponto importante do atual modelo é a necessidade do programa de monitoramento ambiental dos sedimentos dragados”, explica a advogada.

Fazendo uma comparação com outros dispositivos isentos do licenciamento, como obras e intervenções emergenciais ou em casos de calamidade pública – além das urgentes que tenham como finalidade prevenir a ocorrência de danos ambientais – a dispensa estará condicionada à apresentação de relatório ao órgão ambiental competente, de acordo com o texto de lei.

“Esse ponto é interessante, pois a dragagem de manutenção, de fato, não implica na necessidade dos mesmos instrumentos aplicáveis a uma nova dragagem de aprofundamento, mas também não pode deixar de ser fiscalizada”, lembra.

Por isso, a princípio, Maria Cristina lembra que gera certa preocupação a insegurança que pode ser provocada pelo dispositivo que apenas descreve ser “dispensada do licenciamento a dragagem de manutenção”, considerando todos os pontos normativos em torno do tema que irão continuar em vigor.

“Como será realizado o controle desse material dragado? Desburocratizar não é sinônimo de deixar de fiscalizar, obrigação dos particulares e do Estado prevista no Artigo 225 da Constituição Federal (Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações)”, questiona.

Outras obras
A advogada Maria Cristina Gontijo lembra que o legislador precisa se atentar que cada setor possui suas particularidades, levando em conta outras obras que contemplam instalações portuárias diversas, desde as IP4 (pequeno porte), passando pelos Terminais de Uso Privado (TUPs) e chegando ao porto organizado como um todo, como o complexo santista.

“Para produzir segurança jurídica, há a necessidade de se debruçar nos dispositivos legais já existentes para não cairmos em um novo emaranhado de normas que visam desburocratizar, mas que continuarão a propagar a insegurança jurídica tão combatida e tão discutida em fóruns do setor”, afirma.

Outro ponto destacado pela advogada é a necessidade de aumento de efetivo de servidores dos órgãos licenciadores, bem como a capacitação para atuação em setores como o portuário. “Não basta ter uma legislação que prega eficiência quando, na prática, o procedimento do licenciamento é realizado da mesma forma, sem instrumentos de modernização e sem um efetivo mínimo e capacitação de servidores”, observa.

O que é
Discutida desde 2004, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental possui como principal objetivo uniformizar e determinar regras claras no que diz respeito à emissão de licenças ambientais em todo o território nacional, além de simplificar a concessão de licenças para os empreendimentos de menor impacto. Na prática, o objetivo do Projeto de Lei (PL) 2.159/2021 foi legalizar uma série de normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), portarias e outros atos da prática do licenciamento federal e de alguns estados.

Ambientalistas temem prejuízo ao ecossistema
Os ambientalistas estão preocupados com a nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental. Professora do Instituto do Mar da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), Leandra Gonçalves entende que o texto foi piorado no Senado. “Eles fizeram modificações que, de fato, desregulamentam o processo de licenciamento, já bastante combalido”, afirma.

Para o setor portuário, Leandra entende se tratar de uma questão de perspectiva se é bom ou ruim. “É boa para o setor econômico porque pode acelerar a tramitação de licenciamentos e reduzir custos e prazos para novos empreendimentos portuários. Isso interessa a investidores e operadores logísticos”, observa.

Do ponto de vista socioambiental, lembra a professora, é ruim. “Portos são empreendimentos de grande impacto e, com regras mais flexíveis, há risco de aprovação sem estudos adequados sobre impactos cumulativos, poluição marinha, perda de habitats costeiros, e conflitos com comunidades tradicionais, como pescadores”, argumenta.

Uma preocupação adicional, segundo Leandra, é que a lei não trata de maneira específica os impactos sobre o mar, “o que é problemático para atividades como dragagem, expansão de portos, e movimentação de cargas perigosas”.

Prejuízo e divisão
Professor do Programa de Doutorado em Direito Ambiental Internacional da Universidade Católica de Santos (UniSantos), Fernando Rei analisa que seria muito prejudicial para o bioma marinho que a dragagem não fosse mais acompanhada pelo órgão ambiental.

“Tendo em vista os impactos que ela causa, não só no estuário, mas na bacia, isso naturalmente precisa ser acompanhado e necessita, digamos, de estudos técnicos e científicos constantes e de atualização”, explica.

O professor observa que a lei potencializa a divisão e a polaridade existentes na questão que envolve o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental. “É preciso que, nesse encaminhamento do texto para a Câmara, haja a eliminação de alguns exageros para que ela esteja realmente a serviço do País nos compromissos internacionais e não simplesmente de alguns interesses específicos muito fortemente representados no Congresso, como são da mineração, do agronegócio e da exploração de petróleo”.

APS afirma que diminuir impactos é meta
Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informa que a dragagem de manutenção do Porto de Santos conta com licença ambiental, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), válida até 2032.

“Com relação a licenças ambientais de outras obras, é importante ressaltar o compromisso ESG da Autoridade Portuária de Santos, previsto inclusive em seu planejamento estratégico”, afirma.

O órgão acrescenta que, independentemente das imposições e exigências de órgãos de controle e fiscalização, são metas da APS monitorar e minimizar o impacto das atividades portuárias nas mudanças climáticas, fomentar políticas de melhoria da eficiência energética e estímulo a novas fontes de geração de energia, assim como medidas de adaptação às mudanças do clima.

Além destas, também estão incluídas a de evitar e mitigar a poluição das águas e do oceano, protegendo os ecossistemas e buscando a preservação da biodiversidade e promover o uso sustentável dos recursos naturais; e estabelecer práticas e processos que permitam que uma organização controle, gerencie e melhore seu desempenho ambiental de forma sistemática e minimizar os impactos ambientais de suas atividades, produtos ou serviços, de acordo com sua política ambiental e com os requisitos legais e regulamentares aplicáveis.

“Esses objetivos são fundamentais para a manutenção de vida viável do ser humano e demais espécies neste planeta, de forma que a APS não vai deixar de estabelecer os mais altos requisitos de sustentabilidade na implantação de seus equipamentos de infraestrutura pública do Porto de Santos”, ressalta.

Aguardando
Sobre a possível alteração na legislação ambiental, a Autoridade Portuária afirma ser embrionária qualquer avaliação, uma vez que a discussão parlamentar ainda está em andamento. “O que se pode afirmar é que, seja qual for a forma da lei, a APS irá cumprir o que estiver determinado”, finaliza a nota.

Fonte: A Tribuna

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Internacional, Portos

Portos se preparam para movimentação recorde após acordo em Paris

Previsão do Ministério de Portos e Aeroportos é que o segundo semestre registre recordes de leilões

A certificação que o Brasil recebe sexta-feira, 6, em Paris de país livre da febre aftosa sem vacinação deve intensificar o ritmo de arrendamentos portuários. A previsão do Ministério de Portos e Aeroportos é que o segundo semestre registre recordes de leilões e investimentos.

O país exportou neste primeiro trimestre, somente de carne bovina, 18% a mais do que o mesmo período do ano passado e 40% do que foi registrado em 2023. Os quatro principais portos de exportação foram Paranaguá (PR), Santos (SP), Itapoá (SC) e Rio Grande (RS).

Paranaguá teve leilão este ano que irá dobrar a capacidade de movimentação de carga e está prestes a ser o primeiro porto do país a ter concessão do canal de navegação. Santos também terá concessão de seu canal e fará em 2025 o maior leilão de um terminal portuário, que aumentará em 50% sua capacidade de movimentação de contêineres.

Itapoá inaugurou em 2024 o novo terminal de contêineres, que dobra sua capacidade de movimentação de carga. E o porto de Rio Grande terá em 2026 três novos leilões para granel líquido.

Fonte: Veja

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Greve

Greve dos auditores da Receita Federal faz entidade emitir alerta para portos e aeroportos no Brasil

Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol) alertou para demora no tempo de liberação de cargas

A continuidade da greve dos auditores da Receita Federal, que começou em novembro de 2024, vem trazendo preocupação para a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol). Em nota, a entidade destacou os impactos ocorridos na logística de cargas em todo o Brasil. A paralisação, que começou em novembro de 2024 e segue sem previsão de término, também afeta o Porto de Santos.

No posicionamento, a entidade cita que observa um “aumento expressivo e desproporcional” no tempo de liberação de cargas nos principais aeroportos e em portos estratégicos do Brasil desde o início da greve.

A Abol cita como exemplos os aeroportos de Viracopos e Guarulhos, em Campinas e São Paulo, respectivamente. Segundo a entidade, os dois aeroportos vivem uma situação “especialmente crítica, com mais de 100.000 envios, entre encomendas e documentos, acumulados nos armazéns a cada ciclo de liberação”, que é de 14 dias.

“A sobrestadia das mercadorias, associada à ausência de condições adequadas para sua manutenção nos terminais de carga, tem gerado atrasos em serviços de abastecimentos essenciais à população, quebra de contratos com clientes e embarcadores e, no pior dos casos, avarias que comprometem a integridade dos produtos”, alertou a entidade.

Outro ponto ressaltado na nota é em relação às cargas sensíveis, como medicamentos, equipamentos eletrônicos e insumos perecíveis. Segundo a entidade, ainda que haja tratamento diferenciado, elas “frequentemente deixam de ser armazenadas e transportadas nas condições ideais, resultando em atrasos e perdas a empresas e consumidores” e também afetando o abastecimento da saúde.

Greve da Receita Federal

A paralisação dos auditores fiscais fez com que serviços, como desembaraço e despacho de mercadorias, além do atendimento ao público, fossem suspensos na Alfândega do Porto de Santos.

O movimento da categoria ocorre em todo o Brasil. Os auditores reivindicam, junto ao Governo Federal, “reposição pela inflação dos vencimentos da classe”, além da “revogação da medida que diminui o valor do bônus por produtividade”.

Fonte: A Tribuna


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Portos

O que está por trás da aposta bilionária dos suíços nos portos do Brasil

A suíça MSC oficializou hoje a aquisição do controle da Wilson Sons por R$ 4,35 bilhões, em uma transação que marca a maior movimentação no setor de logística portuária do Brasil nos últimos anos. O negócio foi fechado por meio da subsidiária SAS Shipping Agencies Services, sediada em Luxemburgo, que agora detém 68,39% do capital da companhia brasileira.

A MSC pretende lançar uma oferta pública unificada para aquisição das ações remanescentes e, com isso, promover o fechamento de capital da Wilson Sons, atualmente listada na B3 (ticker: PORT3). O objetivo é retirar a companhia da Bolsa e cancelar seu registro como companhia aberta junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A Wilson Sons é uma das maiores operadoras de logística portuária e marítima do Brasil, com atuação diversificada e integrada. A empresa controla dois importantes terminais de contêineres — Tecon Salvador (BA) e Tecon Rio Grande (RS) — voltados à movimentação de exportações e importações.

Opera também a maior frota de rebocadores do país, com 81 embarcações em todos os principais portos, além de prestar serviços de agenciamento marítimo, despacho aduaneiro e transporte terrestre. A companhia mantém um estaleiro no Guarujá (SP) para construção e manutenção naval, e bases offshore em Salvador, Niterói e Rio de Janeiro, dedicadas ao setor de petróleo e gás.

A lógica da aposta bilionária da MSC, maior empresa de transporte marítimo do mundo, na brasileira Wilson Sons é um movimento mais global de verticalização no setor logístico. Com o movimento de aquisição dos terminais portuários e operações da Wilson Sons, a multinacional suíça busca consolidar sua presença na América Latina.

A transação envolveu a compra de 248,6 milhões de ações detidas pela OW Overseas (Investments) Limited, antiga controladora, além de outros 52,9 milhões de papéis já adquiridos anteriormente em bolsa. O preço pago por ação foi de R$ 17,50, à vista.

Segundo o comunicado, a oferta será feita nos mesmos termos oferecidos ao antigo controlador e prevê pagamento à vista, com correção monetária pela taxa Selic entre a data de conclusão da operação e o leilão da oferta.

Fundada em 1970 e controlada pela família Aponte, a MSC é uma companhia privada com sede em Genebra e uma frota de mais de 900 navios. Com a incorporação da Wilson Sons — uma das mais tradicionais operadoras portuárias do Brasil — a empresa consolida sua verticalização no transporte marítimo e portuário no país.

Fonte: UOL

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Informação, Portos

Comissão da Câmara aprova retomada do poder decisório dos Conselhos de Autoridade Portuária

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que devolve aos Conselhos de Autoridade Portuária (CAPs) o poder de tomar decisões — competência que havia sido retirada pela Lei dos Portos de 2013, que transformou esses conselhos em instâncias apenas consultivas.

Os CAPs têm como principal papel apoiar e fiscalizar a gestão das autoridades portuárias. O texto aprovado detalha as atribuições, a composição e o funcionamento desses conselhos. Entre as competências previstas estão:

  • decidir sobre pedidos de habilitação de operadores portuários negados pela administração do porto;
  • indicar nomes para o conselho de administração da empresa concessionária do porto;
  • opinar, com poder de veto, sobre indicações para cargos de diretoria em portos sob controle estatal;
  • emitir pareceres sobre temas como horário de funcionamento dos portos organizados e mudanças na tarifa portuária.

A proposta também define uma composição plural para os CAPs, incluindo representantes de empresas, trabalhadores portuários, usuários dos serviços e integrantes dos poderes públicos federal, estadual e municipal.

Descentralização das decisões

O relator da matéria, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou um substitutivo que reúne o PL 3564/19, da deputada Rosana Valle (PL-SP), e outras duas propostas apensadas (PLs 1064/21 e 1455/23). Ele argumentou que a retirada da competência deliberativa dos conselhos levou à centralização excessiva das decisões no Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, o que dificultou o desempenho de alguns portos.

“Embora a mudança de 2013 não tenha afetado todos os portos, alguns não conseguiram manter seu nível de desempenho devido à burocracia gerada pela centralização”, afirmou o parlamentar.

Próximas etapas

A proposta segue em tramitação conclusiva e ainda será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Fotografia: divulgação Landseagroup.

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Investimento, Portos

JBS Terminais investe R$ 130 milhões na retomada do Porto de Itajaí

Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí (SC), em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal, que atende atualmente mais de 1,7 mil clientes. Os investimentos consolidam a empresa como um dos principais complexos logísticos do Sul do país, com projeção de crescimento e novos aportes de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura. Desde o início da concessão, o empreendimento movimentou uma média mensal de 20 mil TEUs (Twenty Feet Equivalent Unit, medida de referência no setor), totalizando 143.230 TEUs.

“Essa operação é, para nós, motivo de muita satisfação e de muita responsabilidade. Sabemos o quão importante esse porto é para o país”, afirmou o empresário Wesley Batista, durante cerimônia de retomada das operações do Porto de Itajaí, realizada nessa quinta-feira (29). O empresário ressaltou que 50% do frango e da carne suína exportados no Brasil são escoadas por portos da região.

Presente ao evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância dos investimentos público e privado para a geração de emprego e renda. “Esse ano é o ano da colheita. Estamos aqui colhendo o desenvolvimento de Itajaí e de Navegantes. Colhendo o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou.

Localizado em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal da JBS conta com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e uma profundidade de 14 metros, permitindo a operação de grandes embarcações. São 1.750 tomadas para contêineres refrigerados (reefers) e oito gates reversíveis. Os investimentos devem aproximar a operação com a capacidade atual de movimentação de até 558 mil TEUs/ano.

“Conseguimos, em um curto espaço de tempo, retomar o protagonismo de Itajaí como um terminal eficiente e competitivo. Estamos no processo de ramp up dos volumes e temos como prioridade entregar serviços de excelência aos nossos clientes”, afirma Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Itajaí. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Itajaí | Set 2024 – Mar 2025 | TEUs

Hoje, o terminal conta com sete linhas de navegação e oito escalas semanais. A partir de junho de 2025, a operação contará com novas rotas internacionais, como a GS1, que conectará a América do Sul ao Golfo do México. A rota vai otimizar a exportação de produtos como madeira, carne congelada, cerâmica e maquinários, e a importação de plásticos, borrachas e produtos químicos. A chegada da linha Mercosul Line CMA CGM em junho também reforça a conectividade do terminal.

A JBS Terminais atende mais de 1.700 clientes e gera cerca de R$ 7 milhões em ISS para o município. A empresa conta com 334 colaboradores diretos e 350 Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). A distribuição de cargas de outubro de 2024 a abril de 2025 incluiu 33% em importações dry e reefer, 24% em exportações dry, 17% em exportações reefer e 26% em cabotagem, transbordo e outras categorias.

O investimento de R$ 90 milhões será realizado para modernizar as operações do terminal com a aquisição de dois guindastes móveis MHC modelo Konecranes Gottwald ESP.9. Os equipamentos têm capacidade para 125 toneladas e alcance de 20 rows. Além disso, a empresa está testando caminhões elétricos do tipo Terminal Tractor (TT), visando a eletrificação da frota para maior eficiência, segurança e redução de emissões.

A JBS Terminais também iniciou o processo de adensamento do complexo, assumindo a gestão unificada do porto público de Itajaí. Essa iniciativa visa gerar ganhos operacionais, eliminando gargalos, reduzindo o impacto urbano e agilizando o trânsito de cargas na região.

“Nossa experiência global, forjada em décadas de exportação para mais de 180 países com produtos JBS, e o conhecimento adquirido com operações logísticas de grande escala em empresas como a BrasKarne, são diferenciais que aplicamos diariamente em Itajaí. Soma-se a essa expertise a operação logística da Eldorado Celulose, pertencente ao grupo J&F, controlador da JBS. Esse know-how nos permite oferecer um terminal não apenas eficiente, mas estratégico para o fluxo do comércio exterior brasileiro”, explicou o executivo.

A atuação da JBS Terminais em Itajaí reflete a forte e consolidada presença da JBS em Santa Catarina, um estado estratégico para a Companhia. A JBS movimenta 2,47% do PIB catarinense, com um impacto de produção de R$ 24,3 bilhões no Estado. Com presença em 22 cidades, a companhia emprega diretamente mais de 25 mil colaboradores, além de 2.700 famílias de produtores integrados. Além do terminal portuário, a Companhia opera 25 fábricas, 1 centro de inovação em biotecnologia, 4 granjas, 1 operação JBS Transportadora, 3 centros de distribuição e 5 incubatórios.

NÚMEROS DA OPERAÇÃO — JBS TERMINAIS (MAIO/2025)
Início das operações: setembro de 2024
Área total: 180.000 m²
Capacidade anual: até 558.000 TEUs
Movimentado até abril/25: 143.230 TEUs
Tomadas reefers: 1.750
Gates reversíveis: 8
Clientes atendidos: 1.700
Linhas de navegação: 7
Escalas semanais: 8
Colaboradores diretos: 334
Trabalhadores avulsos: 350
ISS gerado: R$ 7 milhões
Investimento inicial: R$ 130 milhões
Investimentos anunciados: R$ 25 milhões + US$ 12 milhões em guindastes

Fonte: Datamar News

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Logística, Portos

Governo anuncia criação de Docas de Itajaí

Silvio Costa Filho e o presidente Lula fizeram a primeira visita ao porto catarinense desde a federalização

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, realizaram visita oficial no Porto de Itajaí (SC), pela primeira vez desde a federalização do complexo portuário, que passou à gestão federal em janeiro deste ano. Na solenidade, o ministro confirmou que o Governo vai enviar uma Medida Provisória (MP) que crie a Companhia Docas de Itajaí no Congresso Nacional. Além disso, a Petrobras anunciou investimentos voltados para a recuperação da indústria naval em Santa Catarina.

Em seu discurso, Costa Filho confirmou que será enviado a MP que garante a criação da Companhia Docas. Além disso, confirmou que o complexo portuário deverá receber, entre dinheiro público e da iniciativa privada, investimentos de R$ 8 bilhões nos próximos anos.

“Estaremos encaminhando uma Medida Provisória que vai transformar o Porto de Itajaí em uma Docas Independente e Porto Federal. Importante registrar que o presidente nos determinou a apresentar um plano de investimentos e vamos fazer o maior volume de investimentos da história do Porto de Itajaí. Nesses próximos cinco anos, serão mais de R$ 8 bilhões”, afirmou.

A criação da Docas de Itajaí é considerada de grande importância, que vai permitir que a gestão do complexo portuário possua o seu próprio orçamento federal. Atualmente, o Porto de Itajaí tem seu orçamento junto à Autoridade Portuária de Santos.

O ministro comentou ainda do projeto de concessão do canal de acesso ao porto, que está incluído em um pacote de concessões de canais, junto do Canal de Paranaguá (PR), Santos (SP), Bahia e Rio Grande (RS).

“Vamos fazer o canal do Porto que vai elevar a profundidade de 13,5 metros para 16 metros, fazendo com que a gente possa receber ainda mais os navios maiores para que possamos aumentar a competitividade desse porto”.

O Porto de Itajaí esteve sob gestão municipal de 1995 até o final de 2024. Problemas na gestão do porto, que ocasionou na paralisação das atividades e movimentação de contêineres e carga geral, desencadearam no movimento do Governo Federal optar pela federalização do complexo portuário, passando a gestão para a Autoridade Portuária de Santos (APS).

Em seu discurso, Lula destacou os investimentos realizados pelo Governo Federal em Santa Catarina e prometeu que retornará com mais anúncios que visam o desenvolvimento do estado.

“Em dois anos de Governo nós trabalhamos muito. Agora, nós estamos colhendo tudo o que plantamos. Estamos aqui para colher o desenvolvimento de Itajaí e de Navegantes, colhendo o desenvolvimento de Santa Catarina, e não será a última vez que virei aqui. Temos muita coisa a fazer e a entregar para esse país e para esse estado”, disse.

O presidente recebeu uma homenagem do superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares, que entregou um certificado pelas boas ações ao município e à comunidade portuária e uma medalha de honra ao mérito.

Investimentos

Conforme já anunciado pela APS, o Porto de Itajaí recebeu um pacote de R$ 844 milhões para obras relevantes de infraestrutura do complexo portuário.

Entre as obras de destaque estão: dragagem de manutenção do Rio Itajaí-Açu (R$ 90 milhões); a readequação do molhe de Navegantes (R$ 64 milhões); a contenção da margem do canal (R$ 67 milhões); obras na bacia de evolução (R$ 68 milhões); retirada do casco do navio Pallas (R$ 23 milhões); entre outros.

O pacote inclui também melhorias e aquisição de novos equipamentos, entre eles o novo scanner de raio X (R$ 12 milhões), Sistema VTMIS, com capacidade de monitoramento ativo de tráfego aquaviário (R$65 milhões), e o Sistema de segurança e inteligência artificial denominado SmartPorto (R$ 30 milhões).

Indústria naval

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o estado de Santa Catarina foi contemplado no programa de renovação e ampliação de frotas da indústria naval brasileira.

“Nesse plano são 52 novas embarcações, e o Estado de Santa Catarina foi contemplado na contratação de 16 desses. São navios do po PSV, para transporte de bens para nossas plataformas de produção, e navios do po OSV, para prondão e migação de eventuais incidentes”, declarou.

Segundo a presidente da estatal, as fabricações, que já estão em andamento, ocorrem nos estaleiros Navship, em Navegantes, e Starnav, em Itajaí. “Trata-se de um investimento já iniciado, da ordem de R$ 7 bilhões, destinado a construção de navios que ocorrerão nos estaleiros de Itajaí e Navegantes. A construção dessas embarcações já é uma realidade em Santa Catarina”, pontuou.

Lula destacou o empenho do governo em recuperar as atividades da indústria naval.

“Desde 2016 a querida Petrobras não fazia um contrato para contratar um navio qualquer em algum lugar desse país. Nós estamos recuperando esses estaleiros e transformá-lo em um estaleiro altamente compensador do ponto de vista financeiro e econômico”, comentou o presidente.

Fonte: Portal BE News

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Comércio Exterior, Economia, Importação, Logística, Portos

Portos lotados e frete nas alturas: o novo desafio do comércio internacional 

Os principais portos da Europa enfrentam um cenário crítico de congestionamento, com atrasos significativos na atracação de navios porta-contêineres. Esse gargalo logístico está impactando diretamente o comércio internacional, elevando os custos de transporte e gerando incertezas nas cadeias de suprimentos globais. A situação ganhou destaque após a publicação de um relatório divulgado pela consultoria marítima Drewry, no último dia 23 de maio, e tem deixado o comércio global em alerta. 

Um “combinado” de fatores 

Entre os principais fatores que explicam o congestionamento nos portos da Europa está o aumento da demanda por transporte marítimo. A suspensão temporária das tarifas de 145% sobre as importações chinesas pelos Estados Unidos, anunciada pelo ex-presidente Donald Trump, intensificou significativamente o volume de mercadorias em circulação entre as duas maiores economias do mundo. Essa mudança elevou a pressão sobre a capacidade logística dos portos europeus, que já operavam no limite. 

Outro obstáculo importante é a escassez de mão de obra. A falta de trabalhadores portuários tem dificultado o processo de descarga de navios, provocando acúmulo de contêineres nos terminais e atrasando as operações. Essa situação é agravada pelos baixos níveis do rio Reno, uma das principais vias de transporte fluvial do continente. A redução da navegabilidade do rio limita o escoamento de cargas para o interior da Europa, comprometendo ainda mais a fluidez logística. 

Além disso, os conflitos geopolíticos na região do Mar Vermelho têm provocado alterações nas rotas marítimas. Para evitar a passagem pelo Canal de Suez, muitas embarcações estão optando por rotas alternativas, mais longas e menos eficientes, o que tem levado a uma concentração maior de navios nos portos do norte europeu, como Antuérpia, Roterdã e Hamburgo. 

Por fim, greves trabalhistas também estão entre os fatores de pressão. Paralisações em importantes portos, como a que ocorreu em 20 de maio no Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica, agravaram os atrasos, aumentando o acúmulo de navios e mercadorias. Essas greves sobrecarregam ainda mais estruturas já fragilizadas pela alta demanda e falta de recursos logísticos. 

Os principais impactos 

  • Aumento das Tarifas de Frete Marítimo: O congestionamento e os atrasos têm levado ao aumento das tarifas de frete marítimo, pressionando os custos para importadores e exportadores.  
  • Interrupções na Cadeia de Suprimentos: A lentidão nos portos pode causar interrupções na cadeia de suprimentos e atrasos nas entregas de produtos, afetando o planejamento de estoques e forçando os transportadores a manter estoques extras.  
  • Aumento do Tempo de Espera para Atracação: Os navios estão enfrentando tempos de espera muito maiores para atracar nos portos, o que reduz a eficiência da frota global e pode afetar a disponibilidade de produtos.  
  • Impacto no Comércio Global: O congestionamento nos portos europeus pode ter um efeito cascata, afetando o comércio global e o acesso a mercados, especialmente na Ásia e nos Estados Unidos.  

Os portos mais afetados 

  • Bremerhaven (Alemanha): Aumento de 77% no tempo de espera por atracação entre março e meados de maio.  
  • Hamburgo (Alemanha): Atrasos aumentaram 49% no mesmo período.  
  • Antuérpia (Bélgica): Tempo de espera por atracação aumentou 37%.  
  • Roterdã (Holanda) e Felixstowe (Reino Unido): Também enfrentam atrasos crescentes.  

O que esperar?  

Especialistas do setor estimam que a normalização das operações portuárias na Europa pode levar de seis a oito semanas, dependendo da resolução dos fatores que contribuem para o congestionamento. Enquanto isso, empresas de logística e comércio internacional seguem monitorando a situação de perto e buscando alternativas para manter o fluxo de mercadorias.  

Fontes: 

Datamar News – Gargalos nos portos da Europa ameaçam fluxo do comércio global 

Valor Econômico – Gargalos no transporte marítimo da Europa devem persistir até julho e elevar as taxas de frete 

Metal.com – Congestionamento nos Portos Europeus Intensifica-se! Guerra Comercial Ameaça Transporte Marítimo Global 

Portal Tela – Congestionamento em portos europeus pressiona frete marítimo e gera incertezas comerciais 

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