Portos

Portos do Paraná registram maior movimentação de agosto da série histórica

Exportações de milho crescem 1.043% e impulsionam resultado positivo

A movimentação de cargas nos portos paranaenses atingiu, em agosto de 2025, o maior volume já registrado para o mês, de acordo com a média histórica. Conforme relatório mensal da Diretoria de Operações, foram movimentadas 7.077.439 toneladas de produtos exportados e importados, número 3% superior ao de agosto de 2024.

No acumulado entre janeiro e agosto, o resultado é ainda mais expressivo: 48.648.592 toneladas, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior que atingiu 46.367.569 toneladas.

“Esse crescimento no envio e recebimento de cargas ocorre graças aos investimentos que estamos fazendo na infraestrutura, à gestão e ao planejamento de trabalho iniciados em 2019”, ressalta Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Segundo as estatísticas da empresa pública, o volume médio de cargas nos portos de Paranaguá e Antonina deve permanecer próximo das 6 milhões toneladas até dezembro, o que abre espaço para que a movimentação anual supere o recorde anterior. A expectativa é atingir a marca de 70 milhões de toneladas em dezembro de 2025.

Destaques de agosto

O milho foi o principal produto do mês, com 833.052 toneladas embarcadas — alta de 1.043% em relação a agosto de 2024 (72,9 mil toneladas). No acumulado do ano, o crescimento foi de 261%, passando de 581,7 mil toneladas em 2024 para 2,09 milhões em 2025. O milho representou 12% da movimentação de agosto e 13% do total anual.

A safra recorde brasileira e o surgimento de novos compradores internacionais favoreceram esse aumento significativo nas exportações.

As cargas conteinerizadas apresentaram alta de 11%, passando de 787,8 mil toneladas (ago/24) para 875,6 mil toneladas (ago/25).

Outros produtos também registraram alta nas exportações em agosto, como óleo vegetal, com aumento de 19% na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado, a alta foi de 50%.

O envio de derivados de petróleo aumentou 74% em relação ao ano anterior, e a celulose cresceu 58% em agosto, acumulando 24% a mais no período anual.

Já o açúcar ensacado apresentou elevação de 7%. As vendas externas, que estavam estagnadas em razão da baixa produção de cana-de-açúcar causada por intempéries climáticas, começam a se reposicionar no mercado.

Importações

O volume total de produtos importados se manteve estável em agosto frente a 2024, mas apresentou alta de 5% no acumulado do ano.

“O desempenho demonstra equilíbrio entre exportações e importações. Esse avanço está diretamente ligado à infraestrutura portuária, como o aumento de calado, que permite maior carregamento nos navios”, explica Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias.

O desembarque de componentes para a produção de solventes e derivados de petróleo teve bom desempenho em agosto, com altas de 34% e 16%, respectivamente.

A cevada soma, no acumulado de 2025, um crescimento de 87%. A forte demanda está associada às indústrias cervejeiras e a uma grande maltaria instalada na região dos Campos Gerais.

Situação semelhante ocorreu com os fertilizantes, que registraram recuo em agosto, mas acumularam alta de 10% no ano, representando 16% de todas as importações.

Balança cambial

Apesar das oscilações do dólar, a balança cambial se manteve estável em relação ao mesmo período de 2024 devido a grande safra brasileira e a demanda internacional. Em alguns momentos, a leve valorização do Real frente ao Dólar, acabou amenizando a diferença entre o preço pago pelo produto e a expectativa dos produtores

Fonte: Portos do Paraná

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Portos

Antaq autoriza construção de segundo porto em Arroio do Sal; projeto segue para o Ministério

Foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (04) a autorização por parte da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para um segundo projeto de porto em Arroio do Sal. A proposta já tinha sido apresentada em outra ocasião na Antaq, mas não tinha dado continuidade em algumas solicitações feitas. Essa é considerada uma das primeiras etapas, após é necessário o aval do Ministério de Portos e Aeroportos.

O projeto em questão está sendo denominado como Porto Litoral Norte e é projetado, inicialmente, em formato de “L”. Esse segundo modelo em andamento tem um valor estimado semelhante ao primeiro, de R$ 5 bilhões. Além disso, o terminal seria do modelo offshore, em alto-mar, enquanto o outro tem construção prevista na costa. Um dos diferenciais estaria na profundidade de cerca de 30 metros contra 17 metros do projeto do Porto Meridional. Tal fator auxiliaria que navios ainda maiores pudessem atracar na estrutura.

Essa proposta é da empresa Doha Investimentos e Participações, de Porto Alegre, constituída por investidores que divergiram da proposta do Porto Meridional. Fora a área a ser ocupada em alto-mar, esse projeto utiliza uma área de 150 hectares no balneário Arroio Seco para abrigar o complexo industrial e o terminal de passageiros. O acesso seria facilitado por meio de um viaduto e pela BR-101.

A distância planejada para os dois portos, caso ambos tenham sequência é de cinco quilômetros. Isto, com o Porto do Litoral Norte ficando ao norte do Porto Meridional. A estrutura dessa segunda opção deve receber 23,4 mil contêineres, com possibilidade de movimentação de 43,9 milhões de toneladas ao ano. 

Fonte: Radio Caxias

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Portos

Hapag-Lloyd anuncia atualização no Marine Fuel Recovery (MFR) a partir de outubro

A Hapag-Lloyd anunciou uma nova atualização de seu Marine Fuel Recovery (MFR), válida para embarques a partir de 1º de outubro de 2025. O mecanismo, que compensa as variações no preço do bunker, é aplicável a todas as rotas da companhia e aparece como uma sobretaxa separada nas faturas e conhecimentos de embarque (Bill of Lading).

Segundo a companhia, o cálculo do MFR em determinadas rotas passou a levar em consideração não apenas os preços atualizados de combustível, mas também o aumento das distâncias percorridas em razão das navegações pelo Cabo da Boa Esperança, alternativa adotada por alguns serviços no lugar do Canal de Suez.

Além do MFR, a Hapag-Lloyd destacou que continuam em vigor as tarifas-base FAK, sobretaxas de segurança, sobretaxas de alta temporada (quando aplicáveis) e as Taxas de Manuseio em Terminais (THCs). Outras cobranças locais e eventuais sobretaxas de contingência também podem ser aplicadas conforme a região.

A transportadora reforçou ainda que a política faz parte de sua estratégia de conformidade com a IMO 2020, que limita o teor de enxofre no combustível marítimo. Mais informações sobre o mecanismo de precificação e a política de sustentabilidade da empresa podem ser consultadas nos canais oficiais da Hapag-Lloyd.

Fonte: Hapag-Lloyd

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Portos

Viracopos moderniza operações no Terminal de Cargas

As iniciativas automatizam processos, reduzem prazos e ampliam a rastreabilidade

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), implementou novas soluções digitais para modernizar seu Terminal de Carga. De acordo com a concessionária, as iniciativas automatizam processos, reduzem prazos e ampliam a rastreabilidade, para assim oferecer mais agilidade, previsibilidade e segurança para importadores e exportadores.

Entre as novidades, estão as melhorias na tarifação para Declarações de Importação, portal para atendimento digital, integração com sistemas governamentais, monitoramento tecnológico para cargas refrigeradas e iniciativas para redução de burocracia.

Tarifação automática para DI

O primeiro passo da jornada de modernização do terminal é a Tarifação Automática para Declarações de Importação (DI), que elimina etapas manuais e agiliza a emissão de guias. Agora, assim que a DI é registrada no Siscomex, as informações são integradas automaticamente ao sistema do aeroporto, permitindo a disponibilização da guia no Portal de Rastreamento em até 10 minutos.  Antes, esse processo podia levar até três horas.

Com isso, clientes do Terminal de Carga ganham precisão nas informações, maior velocidade no atendimento e mais eficiência no planejamento logístico.

Novo Portal TECA VCP: centralização dos serviços

Para complementar esse avanço, Viracopos está implantando o Portal de Atendimento TECA VCP, uma plataforma digital que reúne todas as solicitações operacionais e documentais em um único ambiente. O objetivo é proporcionar mais controle, transparência e rastreabilidade aos clientes, com acompanhamento em tempo real de cada etapa.

A ferramenta já substituiu sistemas antigos, como o TECA Virtual, e segue incorporando novas funcionalidades, como o catálogo Smart Pharma, dedicado a cargas farmacêuticas e com controle de temperatura. A concessionária afirma que todos os serviços estarão disponíveis no portal até o fim do ano, pelo site servicos.viracopos.com.

Integração à DUIMP: garantia de processos mais simples

Outro marco importante dos serviços do TECA é a preparação completa para a Declaração Única de Importação (DUIMP), que unifica procedimentos e traz mais previsibilidade para o comércio exterior. Em Viracopos, a integração com o sistema da Receita Federal do Brasil já permite consultas automáticas e tarifação inteligente a partir do envio da chave de acesso pelo importador. Essa automação elimina retrabalho e reduz prazos.

Monitoramento inteligente para cargas refrigeradas

No segmento de cargas especiais, Viracopos implementou um sistema de monitoramento de temperatura em tempo real para seu complexo refrigerado. Com tecnologia baseada em radiofrequência e conectividade em nuvem, o recurso elimina cabos físicos e oferece dados mais estáveis e precisos.

Além disso, os relatórios de gráficos térmicos agora podem ser emitidos em até seis horas, antes, esse prazo chegava a cinco dias, atendendo às rigorosas exigências do mercado farmacêutico e garantindo conformidade regulatória com maior rapidez.

Programa Linha Verde

Em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Viracopos segue expandindo o Programa Linha Verde, que reconhece empresas com histórico de conformidade fitossanitária. A iniciativa isenta temporariamente de fiscalização cargas que contenham madeira maciça. Isso foi possível graças a um processo automatizado de identificação do número de importadores habilitados com segurança e agilidade.

Agendamento para Liberação de Cargas

Viracopos também se prepara para o lançamento do sistema de agendamento para liberação de cargas, que deve transformar a experiência do cliente no TECA. Com a funcionalidade, será possível programar a retirada da mercadoria com horário definido, evitando filas, reduzindo custos e trazendo mais previsibilidade às operações.

A fase piloto será iniciada ainda este ano com clientes parceiros, permitindo ajustes antes da implementação completa. Interessados em participar podem acessar o Portal de Atendimento TECA VCP.

Fonte: Modais em Foco

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Portos

Porto de Santos sobe seis posições em ranking internacional e assume liderança na América Latina

Maior complexo portuário da região registrou alta de 14,7% na movimentação de contêineres e subiu para a 37ª posição em publicação internacional

O Porto de Santos, principal porta de entrada e saída do comércio exterior brasileiro, subiu seis posições no ranking da Lloyd’s List, principal publicação global do setor, passando da 43ª para a 37ª posição e assumindo a liderança na América Latina em movimentação de contêineres.

Segundo o levantamento, o complexo portuário movimentou 5,4 milhões de TEU em 2024 (medida padrão do contêiner de 20 pés), uma alta de 14,7% em relação a 2023. O desempenho colocou Santos à frente de grandes portos globais, como Valência (Espanha), Abu Dhabi (Emirados Árabes), Pireu (Grécia) e Dalian (China). O resultado confirma o papel estratégico do porto para a economia brasileira e para a competitividade do agronegócio, da indústria e da cadeia exportadora do país.

Tendência de crescimento

O crescimento do porto segue firme em 2025. Em julho, Santos bateu novo recorde mensal, com 534,6 mil TEU movimentados; 8,5% a mais do que no mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a julho, foram 3,3 milhões de TEU, alta de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O avanço não se restringe aos contêineres: todas as cargas registraram expansão. Julho de 2025 foi o melhor mês da história também no volume total movimentado, com 17,4 milhões de toneladas; um milhão a mais que em julho de 2024.

O desempenho positivo do porto é acompanhado de um ciclo de investimentos públicos e privados, que visa modernizar sua infraestrutura e ampliar sua capacidade operacional. Um dos destaques é a construção de dois novos berços públicos de atracação para granéis líquidos na região da Alemoa, com investimento estimado em R$ 400 milhões. O projeto foi formalizado em termo de compromisso entre o MPor, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e empresas do setor, e deve adicionar cerca de 3 milhões de toneladas/ano à capacidade do porto.

Ampliação

Outro marco será o leilão do terminal Tecon Santos 10, previsto para dezembro de 2025. Com ele, a capacidade de movimentação de contêineres deverá ser ampliada em 50%, posicionando Santos para atender à crescente demanda de forma ainda mais eficiente.

Na margem esquerda do porto, as obras de ampliação do terminal da DP World já começaram. O projeto prevê a extensão de 190 metros no cais, que passará a ter 1.290 metros, e a aquisição de novos equipamentos. Com isso, o terminal deve alcançar capacidade de 1,7 milhão de TEUs ao ano até 2026.

Estão em andamento, ainda, os estudos para a expansão da poligonal portuária, com previsão de publicação da primeira etapa até outubro. A medida é fundamental para destravar novas áreas estratégicas, atrair investimentos e compatibilizar a operação do porto com as exigências ambientais e urbanísticas da região.

Essas ações integram o maior pacote de concessões da história do setor portuário, conduzido pelo governo federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos.

Fonte:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Porto de Itajaí recebe Câmara de Transporte e Logística da Fiesc

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, recebeu nesta terça-feira (2) o presidente da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, Egídio Antônio Martorano, acompanhado de empresários catarinenses, na sede da Superintendência, em Itajaí.

Durante o encontro, foram debatidas medidas econômicas para impulsionar as exportações pelo Porto de Itajaí, além dos impactos do chamado “tarifaço do Trump” sobre os setores exportadores, em especial o moveleiro.

O superintendente destacou a importância do apoio da Fiesc para a criação da empresa federal “Docas de Itajaí”, iniciativa que garantirá mais autonomia de gestão ao complexo portuário.

“O Porto de Itajaí vem batendo recordes de movimentação de cargas e contêineres, consolidando sua retomada histórica. O apoio da Fiesc para a criação da empresa federal é fundamental, pois permitirá mais autonomia na revisão de tarifas e oferecerá condições vantajosas para que os empresários catarinenses ampliem suas exportações”, avaliou João Paulo.

Ele também destacou as medidas do Plano Brasil Soberano, anunciadas pelo Presidente Lula recentemente, as quais atendem ao pleito da Fiesc e fornecem soluções diante das medidas impostas pelo governo norte-americano..

“Nosso objetivo é articular, junto à Apex, a participação dos empresários catarinenses nas missões internacionais que abram novos mercados, tendo o Porto de Itajaí como modal logístico estratégico para a competitividade do estado”, acrescentou o superintendente.

O presidente da Câmara de Transporte e Logística, Egídio Antônio Martorano, informou que o pleito da Fiesc será formalizado e encaminhado ao Porto de Itajaí e posteriormente, a Apex. Ele ressaltou a preocupação dos empresários catarinenses com os impactos do tarifaço, sobretudo no setor moveleiro.

“Essa reunião foi muito importante para discutir alguns temas de preocupação do setor moveleiro com o “tarifaço do Trump” sobre a movimentação portuária, disse.”, destacou Martorano.

Participaram da reunião o diretor-geral de Administração e Finanças, Pedro Zucchi, coordenador executivo de planejamento estratégico, Mauricio Moromizato e o assessor executivo, Rafael Canela.

Fonte: Porto de Itajaí

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Portos

MPor e federações portuárias celebram primeiro acordo entre trabalhadores e setor produtivo

Trata-se do primeiro acordo do tipo já formalizado no setor portuário; objetivo é subsidiar o Poder Executivo e o Congresso Nacional com sugestões equilibradas e amplamente discutidas entre os setores envolvidos

Por articulação do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, representantes das principais federações de trabalhadores e operadores portuários assinaram, nesta segunda-feira (2), no MPor, um memorando de entendimentos que formaliza a construção de um consenso inédito sobre temas laborais em debate no Projeto de Lei 733, de 2025, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, como a definição das atividades portuárias, certificação profissional, critérios para contratação de trabalhadores, entre outros.

O acordo reúne propostas conjuntas para o capítulo do PL que trata do trabalho portuário e resulta de uma série de negociações, buscando promover o debate e o amplo diálogo, em prol de uma discussão harmoniosa e consensuada para apresentação de uma proposta conjunta.

Trata-se do primeiro acordo do tipo já formalizado no setor portuário, entre trabalhadores e o setor produtivo. O objetivo é subsidiar o Poder Executivo e o Congresso Nacional com sugestões equilibradas e amplamente discutidas entre os setores envolvidos, as quais serão encaminhadas à comissão especial da Câmara, que trata do tema, a fim de que sejam preservadas no texto do projeto de lei.

“Este é um trabalho coletivo em que todos nós ganhamos. Ganha o Brasil com esse entendimento. Cada vez mais eu tenho admiração pelo setor portuário brasileiro, pois é um setor que gera emprego, gera renda e movimenta a economia. Este momento vai ficar marcado na história do setor portuário brasileiro”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho durante o evento.

O ministro foi acompanhado pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila, e pela diretora de Gestão e Modernização Portuária, Ana Bomfim, na recepção aos representantes das federações envolvidas.

“Começamos essa agenda por orientação do ministro Silvio Costa Filho. Nosso sentimento é que o que está hoje sendo trazido como resultado é fruto do diálogo. Quero parabenizar e agradecer pelo empenho de todas as partes”, disse o secretário Alex Ávila.

Proposta conjunta

O memorando contempla pontos relevantes ao setor, como definições e classificações do trabalho portuário, certificação dos trabalhadores, critérios de contratação com vínculo empregatício, regras para negociação coletiva, entre outros.

As entidades signatárias se comprometeram a adotar as propostas como posicionamento conjunto em suas tratativas com o governo, o Legislativo e demais instituições. Também é previsto o engajamento coordenado na defesa do conteúdo junto aos parlamentares e à sociedade.

“Um acordo dessa magnitude não ocorre sem que todos os envolvidos estejam absolutamente comprometidos. Nunca na história do sistema portuário brasileiro havia sido possível um entendimento assinado pelo setor empresarial e pelo setor laboral sobre textos de legislação. É um dia histórico”, celebrou o presidente da Fenop, Sérgio Aquino.

Para o presidente da FNP, Sérgio Giannetto, “tivemos discussões de alto nível e vamos sair melhores do que estamos, porque está havendo um regramento que antes não havia”. Ele também destacou que as federações e a Fenop construíram uma proposta conjunta sobre a guarda portuária, que será apresentada como substitutivo ao PL 733/2025.

O presidente da FNE, José Adilson Pereira, reforçou o valor do diálogo. “Cumprimos, ministro, a sua orientação e a sua confiança. Estamos construindo um futuro de diálogo social. Acreditava-se que não era possível chegar a este acordo, então nós fizemos aqui o impossível.”

O presidente da Fenccovib, Mário Teixeira, também destacou o acordo. “Tivemos uma negociação muito honesta, com atenção aos trabalhadores. Esperamos que o documento seja bem recepcionado pela Comissão e incorporado ao PL”.

O acordo é de iniciativa exclusiva das federações envolvidas. O ministro Silvio Costa Filho e o secretário Alex Ávila assinam o documento como testemunhas do processo, reafirmando o compromisso da pasta com a promoção do diálogo e da construção de soluções para o fortalecimento do setor.

Representantes

Representando o setor empresarial, compareceram Sérgio Aquino, presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop); Murillo Barbosa, diretor-presidente da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP); Gabriela Costa, diretora-executiva da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP); Cláudia Borges, diretora-executiva da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP); e Caio Morel, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec).

Da parte dos trabalhadores portuários, estiveram presentes Carlos Helmut, da Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL); Angelino Caputo, da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra); José Adilson Pereira, da Federação Nacional dos Estivadores (FNE); Sérgio Giannetto, da Federação Nacional dos Portuários (FNP); além de Mário Teixeira, da Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios nas Atividades Portuárias (Fenccovib).

E representando a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), também participou o consultor jurídico Alexandre Moreira.

Fonte:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Super Terminais recebe aval para instalar porto flutuante em Itacoatiara

A Super Terminais recebeu autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para operar um porto flutuante voltado ao transbordo de grãos em Itacoatiara.

A decisão foi unânime entre os diretores da agência, mas a empresa ainda precisa formalizar contrato com o Ministério de Portos e Aeroportos para iniciar as operações.

O relator do processo, Wilson Pereira de Lima Filho, avaliou que o terminal está dentro das normas legais, tem condições técnicas para funcionar e não traz riscos de disputa entre empresas nem problemas ambientais.

A estrutura foi classificada como um Terminal de Uso Privado (TUP) e terá condições de receber navios graneleiros do tipo Panamax, comuns no transporte internacional de cargas.

A Antaq chegou a abrir prazo para que outras empresas apresentassem propostas, mas nenhuma manifestou interesse, deixando a Super Terminais como única habilitada.

Como funcionará o porto flutuante

O projeto, chamado “Super Terminais Itacoatiara”, contará com um píer flutuante de 240 metros e três guindastes.

As operações do terminal serão dedicadas apenas ao transbordo de grãos entre navios e barcaças, sem necessidade de armazenar as cargas. A previsão é movimentar cerca de 2,5 toneladas por hora, com um investimento estimado em R$ 126 milhões.

O objetivo do projeto é ampliar as rotas logísticas pelo Arco Norte e fortalecer as exportações de grãos, tornando o transporte mais ágil e eficiente.

O modelo de porto flutuante já havia mostrado sua importância em 2024, quando a seca histórica do Rio Amazonas dificultou a navegação.

Naquele período, as cargas vindas do Atlântico eram transferidas em Itacoatiara para barcaças menores, o que garantiu o abastecimento do Polo Industrial de Manaus.

Essa adaptação no transporte também impulsionou a construção de embarcações de menor calado, capazes de operar mesmo com níveis baixos dos rios.

Como resultado, as empresas do setor naval registraram um aumento de 405% no faturamento em janeiro deste ano.

Fonte: Real Time1

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Portos

Brasil deixa de receber R$ 1,1 bi com a permanência de 1.542 contêineres de café parados nos portos em julho

No sétimo mês de 2025, exportadores acumularam prejuízos de R$ 4,1 milhões com armazenagem adicional, detentions, pré-stacking e antecipação de gates

O esgotamento da infraestrutura nos portos do país fez com que o Brasil deixasse de embarcar 508.732 sacas de 60 kg – equivalentes a 1.542 contêineres – de café em julho de 2025, conforme levantamento realizado pela Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) junto a seus associados. O não embarque desse volume impediu que o país recebesse US$ 196,05 milhões, ou R$ 1,084 bilhão, como receita cambial em suas transações comerciais apenas em julho deste ano, considerando o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 385,36 por saca (café verde) e a média do dólar de R$ 5,5279 no mês passado.

“Esse não ingresso de receitas com a exportação de café gera elevados prejuízos aos exportadores e representa o menor repasse das transações comerciais aos produtores brasileiros, uma vez que somos o país que mais transfere o preço FOB dos embarques aos cafeicultores, a uma média que supera 90% nos últimos anos”, lamenta o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron.

Segundo ele, não é “saudável” ao comércio exterior brasileiro acumular prejuízos logísticos devido à infraestrutura defasada do país, a qual vem causando constantes atrasos e alterações de escalas dos navios e, somente em julho, gerou um prejuízo de R$ 4,140 milhões aos exportadores de café com a adição de custos extras com armazenagem adicional, detentions, pré-stacking e antecipação de gates.

“Iniciamos esse levantamento em junho de 2024 e, desde então, as empresas associadas ao Cecafé acumulam um prejuízo de R$ 83,061 milhões com esses gastos elevados e imprevistos, decorrentes dos atrasos e alteração de escalas dos navios, por falta de infraestrutura portuária adequada nos principais portos de escoamento do café no Brasil”, informa.

Devido a esse cenário desafiador, “que tende a piorar no segundo semestre com o aumento da chegada dos cafés colhidos na safra deste ano”, Heron comenta que a entidade segue empenhando esforços no diálogo com os diversos entes do comércio exterior e trabalhando para que os atores dos setores público e privado sejam dotados de dados críveis, na expectativa de se buscar, de forma conjunta, medidas “emergenciais e céleres” para reduzir, o quanto antes, os impactos negativos que os gargalos logísticos vêm causando aos exportadores.

O diretor técnico do Cecafé revela que a entidade se reuniu, no mês passado, com o gerente do Observatório do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Bruno Pinheiro, para discutir uma proposta de aprimoramento dos indicadores logísticos e a criação de índices para monitorar os entraves nas exportações de café. Para tanto, o Conselho vem contando com constante apoio da associação Logística Brasil, na construção de uma pauta focada em logística, em Brasília (DF), além de também vir atuando em parceria com outras entidades do agronegócio.

“Faremos um refinamento nas informações de nosso Boletim Detention Zero, tido como referência na apuração dos atrasos dos navios e de seus impactos nas exportações de café, com base em informações extraídas da (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) ANTAQ e outras fontes públicas de dados. O objetivo é, em conjunto, estruturarmos um indicador, inicialmente para café, que será disponibilizado por meio do observatório do IBI, para avaliar quais são os entraves nas exportações, de maneira a ter uma informação mais acurada e estruturada, visando buscar políticas públicas para melhorar o desempenho do setor exportador”, explica.

Ainda conforme Heron, o segmento exportador brasileiro, em especial os setores que atuam com cargas conteinerizadas, demandam, “com urgência”, da adoção de medidas para dar agilidade nos leilões de terminais, ampliar a capacidade de pátio e berço nos portos, aumentar os acessos portuários e incentivar a diversificação dos modais de transporte, com investimentos em ferrovias e hidrovias.

“É nesse sentido que estamos atuando para a criação desses indicadores logísticos que permitam acompanhar, de maneira adequada, as demandas na infraestrutura portuária do Brasil, de forma que os portos possam evoluir na mesma proporção do avanço das cargas, considerando o constante crescimento do agronegócio nacional”, completa.

O diretor técnico do Cecafé alerta que o cenário de atrasos e alterações nas escalas de navios, “que gera prejuízos milionários ao setor e impede a entrada de bilhões em receita no Brasil”, tende a piorar neste segundo semestre de 2025.

“No semestre passado, o período de entressafra de várias commodities ajudou a reduzir a pressão nos terminais e armadores, porém, como não houve melhorias e aumento de capacidade dos terminais portuários, os desafios se intensificarão neste segundo semestre, auge da safra de muitos produtos que dependem dos contêineres para exportação”, projeta.

Heron comenta, ainda, “estar um pouco mais otimista” com os avanços nas discussões do leilão do Tecon Santos 10. “Em painel de debate promovido pelo Tribunal de Conta da União (TCU), no mês passado, ficamos satisfeitos ao ouvir a manifestação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de não fazer sentido a criação de restrições na participação de interessados no leilão do Tecon Ssantos 10 e que existem ‘remédios’ mais adequados para impedir eventuais concentrações de mercado”, conta.

O diretor técnico do Cecafé também destaca que, em audiência pública realizada pela Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara Federal, de autoria do deputado Julio Lopes, ficou evidente a importância de se avançar, com celeridade, no leilão do Tecon Santos 10, sem restrição de participação, para que ele ocorra ainda em 2025 e proporcione condições portuárias adequadas para as cargas nos próximos anos, evitando prejuízos ao comércio exterior do país.

RAIO-X DOS ATRASOS

Em julho de 2025, 51% dos navios, ou 167 de um total de 327 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

O Porto de Santos, que respondeu por 80,4% dos embarques de café de janeiro a julho deste ano, registrou um índice de 65% de atraso ou alteração de escalas de navios, o que envolveu 118 do total de 182 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera no mês retrasado foi de 35 dias no embarcadouro santista.

Ainda em julho, apenas 4% dos procedimentos de embarque tiveram prazo maior do que quatro dias de gate aberto por navios no porto santista. Outros 59% possuíram entre três e quatro dias e 38% tiveram menos de dois dias.

O complexo portuário do Rio de Janeiro (RJ), o segundo maior exportador dos cafés do Brasil, com 15,5% de participação nos embarques entre janeiro e julho de 2025, teve índice de atrasos de 37% no mês retrasado, com o maior intervalo sendo de 40 dias entre o primeiro e o último deadline. Esse percentual indica que 26 dos 70 navios destinados às remessas do produto sofreram alteração de escalas.

Também no sétimo mês deste ano, 38% dos procedimentos de exportação tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto por porta-contêineres nos portos fluminenses; 41% registraram entre três e quatro dias; e 21% possuíram menos de dois dias.

Fonte: Cecafé

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Portos

Agosto foi estratégico para PL que discute revisão da Lei dos Portos, diz entidade

O mês de agosto foi estratégico para a tramitação do Projeto de Lei 733/2025, que propõe um novo marco regulatório para o setor portuário brasileiro. A análise é da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

No início do mês, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema aprovou o plano de trabalho apresentado pelo relator, deputado federal Arthur Oliveira Maia (União-BA), além de todos os requerimentos em pauta. Também foram realizadas audiências públicas, a primeira com a presença de representantes da Comissão de Juristas para Revisão Legal Exploração de Portos e Instalações Portuárias (Ceportos).

O diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva, acompanhou presencialmente os eventos do colegiado. Para ele, a retomada dos trabalhos após o recesso parlamentar representa uma oportunidade para garantir segurança jurídica ao setor e promover ganhos de eficiência logística. Também reforça o compromisso do Congresso Nacional com a pauta portuária e com o desenvolvimento do País.

“A tramitação do PL 733/2025 é um passo fundamental para construirmos uma legislação moderna, que proporcione segurança jurídica aos investidores, incentive o desenvolvimento de portos mais eficientes e esteja à altura dos desafios logísticos do Brasil”.

Silva destaca que o PL acolheu em sua plenitude o anteprojeto, resultado de mais de 11 meses de trabalho da Ceportos.

Com a aprovação do plano de trabalho, a Comissão Especial iniciou uma série de audiências públicas com a participação de especialistas, operadores, trabalhadores e representantes do setor portuário.

O colegiado da Câmara tem prazo inicial de 40 sessões plenárias para a apresentação do parecer. O PL é de autoria do deputado federal Leur Lomanto Júnior (União-BA).

Fonte: A Tribuna

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