Portos

Porto Sudeste amplia estrutura para operação de granéis líquidos em Itaguaí

O Porto Sudeste iniciou uma nova fase de expansão logística com a construção de estruturas voltadas à operação de granéis líquidos, como petróleo e derivados. O projeto marca a entrada do terminal em uma frente estratégica ligada ao crescimento da produção nacional de petróleo, especialmente do pré-sal.

A ampliação ocorre por meio da implantação dos chamados dolfins, estruturas marítimas que passam a integrar a operação do terminal localizado na Baía de Sepetiba, em atividade desde 2015.

Expansão acompanha avanço da produção de petróleo

A obra já estava prevista na Licença de Instalação emitida em 2012 e posteriormente atualizada em 2023. Segundo o terminal, a iniciativa busca atender à crescente demanda por soluções logísticas voltadas ao escoamento e exportação de petróleo.

De acordo com Ulisses Oliveira, o aumento da produção nacional de petróleo vem exigindo maior capacidade operacional nos portos brasileiros.

Segundo ele, o crescimento das operações offshore impulsiona a necessidade de ampliar estruturas de transbordo, reduzir filas e garantir mais previsibilidade logística para exportação de óleo cru.

Entenda o que são os dolfins portuários

Apesar do nome pouco conhecido, os dolfins são estruturas comuns em grandes terminais marítimos. Construídos no mar, eles funcionam como pontos de atracação e amarração de embarcações durante operações de carga e descarga.

No caso do Porto Sudeste, os equipamentos serão utilizados em operações de transbordo “ship-to-ship”, modelo em que a transferência do petróleo ocorre entre dois navios posicionados lado a lado.

O projeto prevê a instalação de:

  • seis estruturas de amarração;
  • duas estruturas de atracação;
  • uma plataforma de apoio equipada com sistemas elétricos e de combate a incêndio.

Obras terão apoio de balsas e rebocadores

O início das intervenções está previsto para os próximos dias. Para a execução dos trabalhos, serão utilizados equipamentos marítimos especializados, como rebocadores e balsas operacionais.

Uma das balsas permanecerá fixa na área da obra, já delimitada por zona de exclusão de navegação. A embarcação contará com guindastes, martelos de cravação e demais equipamentos necessários para instalação das estruturas.

Outras três balsas menores serão responsáveis pelo transporte de materiais entre o canteiro de obras em Coroa Grande e o local de implantação, utilizando o corredor de navegação existente.

Área recebe sinalização especial para segurança marítima

Para garantir a segurança da navegação durante as obras, foram instaladas boias luminosas amarelas na região da intervenção.

A sinalização segue exigências da Marinha do Brasil e recebeu aprovação da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia da Capitania em Itacuruçá.

As atividades ocorrerão de segunda a sábado, de forma contínua, respeitando os limites de emissão sonora previstos na legislação ambiental. O projeto também contará com monitoramento acústico e acompanhamento ambiental permanente.

Obra deve ser concluída até dezembro de 2026

Segundo o cronograma do terminal, a implantação dos dolfins deve ser finalizada até dezembro de 2026.

Com a nova estrutura, o Porto Sudeste pretende ampliar sua atuação na logística de petróleo e fortalecer sua participação no escoamento de cargas estratégicas da região Sudeste.

FONTE: Porto Sudeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Parceria permite venda direta de 4 milhões de toneladas anuais por 10 anos, com possibilidade de expansão, melhorando a rentabilidade da mineradora

A mineradora Itaminas anunciou um acordo estratégico com o Porto Sudeste, uma das principais portas de saída da produção mineral do Brasil.

A parceria visa a exportação de minério de ferro, permitindo a venda direta de 4 milhões de toneladas anuais ao mercado internacional. O contrato, com duração de 10 anos e possibilidade de expansão, representa um marco significativo para a Itaminas. Thiago Toscano, CEO da empresa, destaca a importância deste passo: “Isso nos dá acesso ao mundo como um todo. Vamos poder negociar melhor nosso minério, o que permitirá investimentos na produção, geração de mais empregos e melhoria da nossa rentabilidade”. Superando barreiras Historicamente, um dos maiores desafios para as mineradoras do Quadrilátero Ferrífero era o acesso a portos para exportação. A parceria com o Porto Sudeste, uma joint venture entre grandes players do mercado, quebra essa barreira, permitindo à Itaminas negociar diretamente com traders e siderúrgicas internacionais. Toscano explica: “Antes, precisávamos vender para a Vale, CSN ou Trafigura, que dominam os portos. Agora, as possibilidades ao atingir o mercado internacional são muito maiores”. Planos de expansão A Itaminas projeta produzir 8 milhões de toneladas este ano, com planos de aumentar para 10 milhões no próximo ano. A empresa possui uma licença ambiental para 15 milhões de toneladas, a segunda maior do Quadrilátero Ferrífero. “Temos um plano de investimento de R$ 1,5 bilhão nos próximos 10 anos para aumentar nossa capacidade”, revela Toscano. A meta é direcionar cada vez mais a produção para o mercado internacional, onde está o maior valor agregado. Logística e futuro Uma vantagem competitiva da Itaminas é seu terminal ferroviário interno, com capacidade para 10 milhões de toneladas, eliminando a necessidade de terminais de terceiros ou transporte por caminhões. Há planos de expansão deste terminal para 20 milhões de toneladas até 2029. Além disso, a empresa está investindo em melhorias no processo produtivo para oferecer um minério de maior qualidade, atendendo à demanda por descarbonização da indústria siderúrgica global. “Estamos nos preparando para produzir um minério com 65% a 67% de teor de ferro, que tem um prêmio no mercado entre 20 e 30 dólares”, conclui Toscano, demonstrando o foco da Itaminas em se posicionar estrategicamente no mercado futuro de minério de ferro.

FONTE:
Itaminas faz parceria com Porto Sudeste, e CEO vê melhora na rentabilidade | CNN Brasil

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