Portos

Porto de Itajaí: concessão do canal viabiliza remoção do navio Pallas e amplia capacidade operacional

A futura concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí deve impulsionar uma nova fase de modernização do complexo portuário catarinense e solucionar um entrave histórico à expansão da estrutura: a retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado na foz do rio Itajaí-Açu há mais de 130 anos.

Estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 350 milhões ao longo de 25 anos. A expectativa é que o leilão da concessão seja realizado ainda no segundo semestre deste ano.

Ampliação do calado permitirá receber grandes cargueiros

A concessão faz parte da estratégia do Governo Federal para fortalecer a retomada do Porto de Itajaí como um dos principais polos logísticos do país.

Entre os benefícios previstos estão a realização de dragagens programadas, maior previsibilidade operacional e o aprofundamento do calado para até 16 metros. A medida permitirá a operação de embarcações com até 400 metros de comprimento, incluindo alguns dos maiores navios cargueiros em atividade no comércio marítimo internacional.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o porto recebeu atenção prioritária do governo após enfrentar dificuldades operacionais que afetaram a economia catarinense e nacional. Para ele, a concessão representa mais um passo para aumentar a eficiência e a competitividade do terminal.

Remoção do Pallas é considerada estratégica para expansão do porto

Além das intervenções de dragagem e reestruturação do canal de acesso, o contrato prevê a retirada de obstáculos que limitam o desenvolvimento da área portuária, incluindo os destroços do navio Pallas e remanescentes de antigas estruturas de espigões.

O projeto também contempla a implantação do sistema Vessel Traffic Service (VTS), tecnologia utilizada para aprimorar a segurança da navegação e o monitoramento do tráfego marítimo.

A remoção do Pallas é apontada como uma das ações mais relevantes para o crescimento do complexo. Com a retirada da embarcação, será possível ampliar a bacia de evolução, permitindo a operação de navios da categoria New Panamax e elevando a capacidade logística do porto.

Estudos técnicos já estão em andamento

No final de maio, a Superintendência do Porto de Itajaí, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e a Autoridade Portuária Federal firmaram um convênio para desenvolver os estudos necessários à retirada dos destroços.

Para o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, a iniciativa integra um conjunto de projetos estratégicos implementados após a retomada da gestão federal. Segundo ele, a medida contribuirá para aumentar a segurança das operações e criar condições para receber embarcações de maior porte.

Movimentação de cargas cresce em 2026

Com localização estratégica próxima às rodovias BR-101 e BR-470, o Complexo Portuário de Itajaí atende exportadores e importadores de 21 estados brasileiros e do Distrito Federal, sendo um dos principais corredores logísticos para cargas de alto valor agregado.

Após encerrar 2025 com movimentação de 4,76 milhões de toneladas, o porto manteve trajetória de crescimento em 2026. Nos quatro primeiros meses do ano, foram movimentadas 1,67 milhão de toneladas, volume quase 40% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em abril, a movimentação alcançou 430,3 mil toneladas, representando crescimento de 57% na comparação anual.

Navio naufragado em 1893 limita expansão operacional

O navio Pallas afundou em 1893 na entrada do rio Itajaí-Açu e permaneceu submerso por mais de um século. Sua localização foi redescoberta em 2017 durante obras de dragagem e ampliação do porto.

Embora atualmente não comprometa as operações de navegação, a estrutura submersa impede a ampliação da bacia de evolução e restringe a entrada de embarcações maiores.

Com a retirada dos destroços, será possível adequar futuramente a Bacia de Evolução nº 2, que deverá atingir 530 metros de diâmetro. A ampliação proporcionará mais segurança nas manobras, aumento da produtividade e fortalecimento da competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aescom/MPor

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Trafico

Apreensão de cocaína no porto de Navegantes: Receita Federal encontra mais de 150 kg escondidos em carga de sucata

Uma operação realizada pela Receita Federal de Itajaí (SC) resultou na apreensão de mais de 150 quilos de cocaína escondidos em uma carga de sucata destinada à exportação pelo porto de Navegantes. O carregamento tinha como destino o porto de Málaga, na Espanha.

Durante a fiscalização, os agentes identificaram que os tabletes da droga estavam ocultos no interior de estruturas metálicas soldadas. Para acessar o material ilícito, foi necessário romper as peças de metal utilizadas para esconder o entorpecente.

Contêineres passaram por inspeção completa

Após a localização da cocaína, toda a carga de sucata foi submetida a uma inspeção detalhada para verificar a existência de novos compartimentos ocultos ou outras remessas de droga. Segundo estimativas das forças de segurança, cada quilo de cocaína pode alcançar o valor aproximado de 100 mil euros no mercado varejista espanhol, o que demonstra o alto potencial financeiro da operação criminosa. Esta é a quinta apreensão de entorpecentes realizada pela Receita Federal nos portos de Santa Catarina somente neste ano.

A ocorrência anterior foi registrada em 22 de abril, também no porto de Navegantes, quando 13,4 quilos de cocaína foram encontrados escondidos na máquina evaporadora de um contêiner refrigerado que transportava peito de frango congelado com destino ao porto de Las Palmas, na Espanha.

Em março, outra operação interceptou 69 quilos da droga. Já em abril, o Porto de Itapoá registrou duas apreensões distintas: uma carga contendo 28 quilos de cocaína e outra envolvendo 1,6 tonelada de pellets de madeira contaminados com o entorpecente.

Fiscalização utiliza tecnologia e cães farejadores

As cargas suspeitas são selecionadas com base em critérios de gerenciamento de risco e passam por inspeções com equipamentos de escaneamento e apoio da equipe de cães farejadores da Receita Federal, estratégia que tem fortalecido o combate ao tráfico internacional de drogas pelos portos brasileiros.

Em 2025, as operações realizadas nos portos catarinenses retiraram de circulação mais de 600 quilos de cocaína, reforçando a atuação dos órgãos de fiscalização na repressão ao crime organizado.

Fonte: Diarinho, com informações divulgadas pela Receita Federal e dados da operação.

Texto: Redação

Imagens: Reprodução Diarinho

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Portos

Porto Itapoá expande rotas marítimas com novos serviços para a Europa e Manaus

O Porto Itapoá consolidou ainda mais sua relevância no cenário do comércio marítimo global e doméstico ao anunciar a integração de duas novas linhas de navegação. A expansão estratégica promete impulsionar a competitividade do terminal catarinense, otimizando o fluxo de mercadorias tanto nas exportações e importações quanto no transporte cabotagem.

Conexão direta com o Norte da Europa via serviço Neosamba

No âmbito internacional, o grande destaque é a entrada do terminal na rotação do serviço Neosamba, uma linha operada pela Maersk. Essa adição cria um canal de tráfego direto entre o estado de Santa Catarina e os maiores hubs logísticos do Norte da Europa, beneficiando diretamente os players de comércio exterior da região.

O itinerário do serviço abrange pontos altamente estratégicos, passando por portos como Southampton (Reino Unido), Rotterdam (Holanda), Hamburgo e Bremerhaven (Alemanha), Antuérpia (Bélgica) e Tânger (Marrocos). Na América do Sul, a rota conecta os complexos de Santos, Paranaguá, Buenos Aires, Montevidéu e, agora, Itapoá.

Essa nova opção de transporte marítimo internacional vem para respaldar uma relação comercial já consolidada. Dados recentes apontam o peso da União Europeia nas operações do porto:

  • Importações: O bloco europeu foi a origem de 19% das cargas desembarcadas no terminal, somando cerca de 285 mil TEUs. Os principais produtos importados são maquinários industriais, químicos, além de alimentos e bebidas.
  • Exportações: Cerca de 12% dos embarques (180 mil TEUs) tiveram o Velho Continente como destino, com destaque para produtos florestais, siderúrgicos, eletrodomésticos, eletrônicos e maquinários.

O CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, salienta que a indústria de Santa Catarina possui forte vínculo com o mercado europeu. De acordo com o executivo, a localização do terminal e a robustez dos novos serviços oferecem a eficiência logística exata que esses polos produtivos exigem.

Reforço na cabotagem nacional com nova rota para Manaus

No mercado interno, a novidade fica por conta do início do serviço ALCT1, capitaneado pela Aliança Navegação e Logística. Programada para começar a operar em junho, esta rota de cabotagem brasileira ligará o Porto Itapoá diretamente a Manaus (AM), apresentando um tempo de viagem estimado em 13 dias.

Com duas escalas programadas por semana, a linha atenderá demandas de bens de consumo, produtos refrigerados, eletrônicos e cargas industriais entre o Norte e o Sul do Brasil. O serviço atuará em sinergia com a linha BRACO (da Mercosul Line e CMA CGM), que já opera no local.

O investimento no modal doméstico acompanha um momento de forte expansão. O terminal movimentou cerca de 298 mil TEUs em cabotagem no último período anual, o que representou um salto de 32% em comparação ao ciclo anterior. Esse índice garantiu ao Porto Itapoá o posto de líder em movimentação de cabotagem na Região Sul.

Segundo Arten, o avanço desse modal sinaliza uma busca do mercado por soluções de logística portuária que equilibrem alta capacidade de carga, previsibilidade nas operações e custos competitivos para o transporte em território nacional.

Com essa dupla ampliação, o Porto Itapoá se posiciona de forma definitiva como um hub logístico de vanguarda, gerando valor para as cadeias produtivas brasileiras e elevando o potencial do comércio exterior do país.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

Porto de São Francisco do Sul registra alta na movimentação de cargas em abril

O Porto de São Francisco do Sul encerrou o mês de abril com crescimento na movimentação de cargas. Ao todo, foram movimentadas 1,5 milhão de toneladas, resultado 1,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o terminal alcançou 1,48 milhão de toneladas.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento das exportações de soja, com forte demanda do mercado chinês.

Exportação de soja para a China lidera crescimento

O principal destaque do mês foi o embarque de soja para a China, que atingiu 789 mil toneladas. O volume representa avanço de 44% em relação a abril do ano anterior, quando foram exportadas 548 mil toneladas do grão.

As cargas destinadas ao mercado externo somaram 843 mil toneladas e responderam por 56% de toda a movimentação registrada no porto catarinense durante o período.

O resultado reforça a importância do terminal no escoamento da safra agrícola brasileira e na logística de exportação do Sul do país.

Produtos siderúrgicos e fertilizantes lideram importações

No segmento de importação, o maior porto de Santa Catarina recebeu 655 mil toneladas de cargas, equivalente a 44% da movimentação total de abril.

Entre os produtos desembarcados, os produtos siderúrgicos lideraram com 416 mil toneladas. Na sequência aparecem os fertilizantes, que totalizaram 216 mil toneladas no período.

Planejamento operacional contribuiu para o resultado

Segundo o presidente do porto, Cleverton Vieira, o aumento nas exportações de soja reflete o trabalho de organização logística e a eficiência operacional durante o período de maior fluxo da safra.

De acordo com ele, o alinhamento entre equipes e o planejamento das operações têm permitido atender ao crescimento da demanda sem comprometer o fluxo das cargas e o atendimento aos usuários do terminal.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Investimento, Portos

Ampliação do Porto de Santa Catarina: investimento estrangeiro deve dobrar capacidade do TESC

O Porto de Santa Catarina avança em sua modernização com a ampliação do píer do Terminal Santa Catarina (TESC), localizado em São Francisco do Sul. A obra teve início em março, com a instalação da primeira estaca, e representa um investimento de cerca de R$ 100 milhões para aumentar a capacidade operacional do terminal — o maior do estado em movimentação de cargas.

A previsão é que a intervenção seja concluída até o fim do ano, permitindo ganhos relevantes em eficiência logística e competitividade.

Estrutura ampliada permitirá operação simultânea

Com a expansão, o terminal poderá receber ao mesmo tempo dois navios de grande porte: um Panamax e um Supramax, categorias amplamente utilizadas no transporte de granéis sólidos. Juntas, essas embarcações podem movimentar até 120 mil toneladas por operação.

Essa melhoria posiciona o TESC em um novo patamar dentro do setor portuário, ampliando sua capacidade de atendimento e reduzindo gargalos operacionais.

Investimento internacional impulsiona projeto

O aporte financeiro tem origem no fundo soberano de Omã, o Oman Investment Authority, que passou a ter influência indireta no terminal após movimentações no mercado global. A entrada ocorreu por meio da trading Solaris, com sede em Dubai, que assumiu o controle da Agribrasil — empresa que detém participação majoritária no TESC.

Para viabilizar a expansão, a Solaris planeja captar cerca de R$ 120 milhões no mercado brasileiro por meio de notas comerciais, instrumento de dívida corporativa de curto prazo. Os recursos vão financiar tanto a obra atual quanto etapas futuras do projeto.

Segunda fase prevê novos investimentos

A ampliação do píer faz parte de um plano mais amplo de crescimento. Uma segunda etapa, que inclui investimentos em armazenagem e aquisição de equipamentos para movimentação de cargas, está em análise pelo governo federal.

O montante previsto para essa fase supera R$ 500 milhões, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre. Caso autorizada, a execução deve começar na segunda metade do ano.

Dragagem amplia capacidade para navios maiores

Paralelamente, a dragagem da Baía da Babitonga está em andamento e deve aumentar o calado do canal de acesso para até 16 metros. Essa mudança permitirá a entrada de embarcações maiores, ampliando ainda mais o potencial logístico do terminal.

A combinação entre expansão portuária e melhorias no canal deve impulsionar o transporte de produtos como soja, milho, fertilizantes, açúcar e outros granéis sólidos, além de cargas industriais.

Terminal estratégico para o agronegócio

Em operação há quase 30 anos, o TESC é peça-chave no escoamento da produção do agronegócio brasileiro na região Sul. Com os novos investimentos, o terminal reforça sua posição como um dos principais corredores logísticos do país.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Times Brasil

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Portos

Porto de Santa Catarina ganha nova linha marítima para exportação e importação nas Américas

O porto de Santa Catarina passou a contar com uma nova alternativa logística para exportação e importação nas Américas. A Portonave, primeiro terminal privado de contêineres do Brasil, localizado em Navegantes (SC), iniciou a operação de uma nova linha marítima internacional, ampliando as possibilidades de negócios entre empresas do continente.

O serviço, denominado ZIM Gulf Toucan (ZGT), é operado pelo armador ZIM Integrated Shipping Services e já está em funcionamento com escalas regulares no terminal catarinense.

Integração com Caribe, EUA e Golfo do México

Segundo a Portonave, a nova rota fortalece a integração da Costa Leste da América do Sul com importantes hubs logísticos do Caribe, do Leste dos Estados Unidos e do Golfo do México. A frequência do serviço é semanal, o que garante maior previsibilidade para embarcadores e importadores.

Entre os principais tipos de carga atendidos pela linha estão madeiras e derivados, papel e celulose, maquinários, metais comuns, produtos químicos, carnes congeladas, alimentos e cargas industriais em geral.

Rotação internacional com oito navios

A operação do ZIM Gulf Toucan conta com uma frota de oito navios em rotação, conectando portos estratégicos do México, Estados Unidos, Jamaica, Colômbia, Brasil, Argentina e Uruguai. A abrangência da rota amplia o alcance das operações do terminal catarinense no comércio exterior.

Consolidação como hub logístico de longo curso

De acordo com a administração do terminal, o novo serviço reforça o posicionamento da Portonave como referência em linhas de longo curso. Com a inclusão da ZGT, o porto passa a oferecer conexões regulares para cargas entre Europa, Américas e Ásia, além das operações de cabotagem, que atendem o transporte ao longo da costa brasileira.

Parceria operacional reduz custos logísticos

A operação da nova linha é realizada em parceria com a Ocean Network Express (ONE), por meio de um modelo de compartilhamento marítimo. Esse formato permite a otimização da utilização dos navios e contribui para a redução de custos operacionais, beneficiando toda a cadeia logística.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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